Confederação de escolas privadas pede para STF banir crianças deficientes

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A pedagogia moderna entende que crianças “deficientes” devem frequentar escolas comuns, evidentemente que contando com infraestrutura especializada. Eis por que o último Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, prevê, ainda que de forma algo dúbia, a universalização desse instituto civilizatório.

A Lei nº 13.146, sancionada pela presidência da República no dia 6/7/2015 e publicada no Diário Oficial da União no dia 7/7/2015, veio com o fim de assegurar e promover a inclusão da pessoa com deficiência.

Artigo 1o da lei 13146/2015:

É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania

Tragicamente, a busca pelo lucro a todo custo fez com que a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) recorresse ao Supremo Tribunal Federal contra essa lei por uma razão muito simples de entender.

A lei supracitada determina que escolas privadas não possam recusar alunos com necessidades especiais sob risco de penalização criminal. Além disso, obriga esses estabelecimentos a fornecer toda a infraestrutura necessária a esses alunos, o que, obviamente, implica em mais custos e, portanto, em menores lucros.

A lei em questão começa a viger a partir de janeiro de 2016.

Por conta disso – e visando somente interesses comerciais -, a Confenen foi ao Supremo com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) pretendendo desobrigar as escolas privadas das obrigações impostas pela nova lei.

Além disso, a ADIN da Confenen pede uma liminar para suspender os efeitos do texto legal, de forma que todas as crianças que estiverem em escolas privadas terão ou que pagar pelos “serviços especiais” – tais como “cuidadores”, instalações adequadas e treinamento de professores – ou, simplesmente, terão que ser desligados desses estabelecimentos.

É um horror.

Diante disso, algumas escolas já estão impondo um questionário a ser preenchido pelos pais de seus alunos antes de as matrículas serem aceitas. A medida, ilegal, chegou a ser comentada pela imprensa carioca.

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Como se poderia esperar, veículos de comunicação como a revista Veja vêm tratando de combater uma política pública que colocou o Brasil como um dos líderes mundiais em Educação Inclusiva.

A colunista Lya Luft,em artigo publicado na revista Veja (“O ano das criancinhas mortas”, p. 221, edição 2.302), utiliza de sua liberdade de expressão para refletir sobre o direito ao acesso e permanência na educação para as pessoas com deficiência, fazendo parecer, inclusive, que o direito vem sendo exercido apenas por ser politicamente correto.

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Ruim mesmo, trágico mesmo, porém, é o texto da ADIN da Confenen. A certa altura, a entidade tenta colocar pais de crianças deficientes contra os pais das crianças “normais”, “alertando-os” para o “custo” a mais que recairá sobre as mensalidades caso a lei passe a vigorar.

“Os dispositivos impugnados violam, ainda, o princípio da razoabilidade extraído do preceito constitucional insculpido no artigo 5º, inciso LIV da CF porquanto: obrigam à escola comum, regular, pública ou privada, não especializada e despreparada para a incumbência de receber todo e qualquer portador de necessidade especial, de qualquer natureza, grau ou profundidade; prometem ao portador de necessidade especial uma inclusão social com eficiência, tratamento e resultado, de que carecer cada um que a escola regular, comum, não conseguirá propiciar; jogam ônus dos sobrecustos para a escola particular e para todos seus demais alunos, alterando injustamente o orçamento familiar, com verdadeira expropriação; frustram e desequilibram emocionalmente professores e pessoal da escola comum, regular, por não possuírem a capacitação e especialização para lidar com todo e qualquer portador de necessidade e a inumerável variação de cada deficiência; causarão o desemprego e o fechamento de escolas particulares; lançam sobre a iniciativa privada encargos e custos de responsabilidade exclusiva dos poderes públicos”.

Os argumentos da Confenen também são falaciosos no sentido de que colocam as escolas privadas como incapazes de cumprir a lei, quando o cumprimento desta depende, exclusivamente, de investimentos.

O relator dessa peça triste no STF é o ministro Edson Facchin. A ele, a ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE DEFESA DOS DIREITOS DOS IDOSOS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – AMPID, dirigiu a defesa do texto legal que a Confenen tenta derrubar.

A peça é um horror – quem quiser, pode ler no link destacado no parágrafo anterior. Os termos que usa, aliás, tratam as crianças deficientes de uma forma inaceitável. Em um ponto do texto, a Confenen usa expressão quase inacreditável:

Lembre-se ainda que educação não se confunde com adestramento coletivo

“Adestramento”?! É assim que essa entidade enxerga o tratamento que a lei impõe que dê a crianças especiais?! Isso já não é nem mais preconceito, é bestialidade mesmo…

O fato, porém, é que a Confenen, mesmo exercendo seu direito de recorrer à Justiça, por vias transversas está incentivando a violação da lei, conforme sua reprodução a seguir:

Art. 8º Constitui crime punível com reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa:

I – recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que porta;

…Vide Lei nº 13.146, de 2015:

Art. 98. A Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 8o Constitui crime punível com reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa:

I – recusar, cobrar valores adicionais, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, em razão de sua deficiência;

A ADIN da Confenen Impõe a pessoas com deficiência normas diferenciadas e ônus pela condição, ônus para a humanidade e violação de preceitos fundamentais. Enseja uma grave violação aos Direitos Humanos a toda a sociedade ao tratar pessoas com necessidades especiais como fardos para a sociedade, gerando “razão” para preconceitos, expondo as crianças que já estudam em escolas comuns, inclusive, a bullying.

A reação jurídica à iniciativa da Confenen conta com o apoio das Apaes e até da OAB. O que essa entidade de classe está fazendo atenta contra os direitos fundamentais da pessoa, contra o Estado de Direito e contra o próprio direito do deficiente de meramente existir socialmente, condenando à segregação e à invisibilidade que tanto mal já causou àqueles que constituem-se os mais fracos entre os fracos.

O tema Educação Inclusiva é extremamente extenso. O caso em questão, idem. Se o Blog fosse abordar a questão na sua integralidade, produziria um post cansativo que, muito provavelmente, muitos não teriam paciência e/ou tempo para ler.

Desse modo, esta matéria constitui a primeira de outras que voltarão ao tema.

Há uma bela, porém longa entrevista com Claudia Grabois, advogada da AMPID na ADI 5357, presidente da Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência do IBDFAM e membro da Comissão de Direito a Educação e Direito de Família da OABRJ

A advogada Claudia, ao lado da jornalista Meire Cavalcante, que já apareceu neste Blog em artigos sobre Educação Inclusiva, vem lutando com destemor contra o preconceito e, inclusive, está à frente na reação judicial aos desatinos da Confenen.

Concluo esta matéria, pois, pedindo aos leitores que se posicionem a favor de uma medida civilizatória como é a Educação Inclusiva e contra os arroubos mercantilistas dessa entidade que, de modo preocupante, está à frente dos estabelecimentos privados de ensino.

Estamos falando sobre seres humanos, pessoas que compõe a diversidade humana e que integram o imenso “quebra-cabeça” da humanidade. Não se trata de politicamente correto: pessoas com deficiência existem, são gente! Pessoas com deficiência têm direitos humanos!

Apoie essa luta. Para fazê-lo, basta divulgar a reação à postura inaceitável da Confenen, posicionando-se a favor da Inclusão quando surgir oportunidade para tanto.

Concluo relatando ao leitor uma situação que mostra que nenhum de nós sabe quando poderá adentrar – ou ser conduzido – ao mundo das pessoas com necessidades especiais, um mundo “invisível” que depende de sua visibilidade para que seus habitantes possam se integrar à sociedade a que pertencem.

Até 1998, este blogueiro tinha três filhos já grandinhos. Todos “perfeitos”, sem qualquer deficiência. Eis que me vem a quarta filha com “paralisia cerebral”, conduzindo-me a uma realidade que poucos conhecem, mas que todos estão sujeitos a vivenciar. Ninguém deve se considerar livre de depender da solidariedade e da generosidade alheia.

Ninguém está pedindo dinheiro, ninguém está pedindo trabalho a quem quiser apoiar essa causa. Só o que se pede é um minuto de seu tempo para divulgar o material que você acaba de ler e, sempre que puder, defender essa medida civilizatória que é a Educação Inclusiva. Milhões de brasileiros “deficientes” contam com você.

157 comments

  • Edu, boa tarde!
    Não li seu texto todo, por um simples motivo. Só o título me entristece muito!
    E é com muita preocupação que vejo o problema(?).
    No meu entender, vejo com muita preocupação o que essa entidade pede e acredito que o STF rejeite o pedido que é um absurdo e altamente preconceituoso como se não bastasse o que ocorre atualmente com os adultos em nosso país. Agora querem atingir também as nossa crianças?
    Temos sim que ter uma escola pública de qualidade com professores bem pagos e bem capacitados com o apoio de profissionais que possam incluir, sim, nossas crianças em igualdade.
    Um abraço!

    • Prezado Paulo Silveira, você diz:
      “(…).
      Temos sim que ter uma escola pública de qualidade com professores bem pagos e bem capacitados com o apoio de profissionais que possam incluir, sim, nossas crianças em igualdade.
      (…).

      – Apenas a “casta” formada por parlamentares, mp’s e magistrados é que exige do orçamento estadual e federal percentuais maiores, a cada ano, para aumentar “penduricalhos” em seus contra-cheques (sem nenhuma retribuição efetiva para a sociedade)
      Dinheiro para dar aos professores a “menor ração” para que vivam com dignidade nunca tem.

  • Uma dúvida: como funciona as Apaes? Explico: pela lei as escolas (tanto as públicas quanto as particulares) teriam que ter estruturas semelhantes a estas organizações para os alunos com necessidades excepcionais? É uma dúvida mesmo, só quero compreender a questão.

    • Posso lhe dizer como funcionam as Apaes porque tenho uma filha com deficiência física e mental. Só querem tratar casos que deem Ibope para justificar o montão de grana que recebem do governo

    • Seria necessário que as escolas públicas e privadas se adaptassem para receber o aluno com deficiência, um método usado hoje em dia é o Universal Design, que visa incluir a todos, sem discriminação. No entanto, não seria necessário uma adaptação a ponto de oferecer serviços específicos, pois pais de crianças com deficiência sabem muito bem que a maioria delas precisa de terapias complementares, que podem ser efeitas em outro período que não seja o escolar.

      E muito obrigada pela matéria Eduardo 🙂

    • Olá, sou estudante de pedagogia e as Apaes são AEE’s (Atendimento Educacional Especializado) que tem como objetivo educar a criança para assuntos mais subjetivos, é uma forma de ensino paralela ao ensino escolar. O Objetivo é lidar com a compreensão que as crianças tem do mundo e fazendo-a superar seus limites, falando de uma maneira bem simplória. Mas é claro que existem casos em que as AEE’s assumem o ensino escolar também.

  • Bem, o que a ADIN falou está correto: “o custo recairá sobre as mensalidades de todos”.
    Ela apenas disse a pura verdade sem o uso da máscara do “politicamente correto”. Não é uma questão de jogar os pais de filhos considerados “normais” contra os que precisam de “necessidades especiais”.
    Com as obrigações do PNE o custo maior de se cuidar de alguns alunos especiais deverá ser rateado entre pais de todos os alunos. Não existe almoço grátis.
    A coisa fica como um plano de saúde: pessoas com boa saúde que pouco usam o plano pagam o mesmo que aqueles que tem má saúde que usam muito o plano.
    Aliás, por falar em escolas e planos de saúde, o governo (federal, estadual e municipal) ao invés de ficar se intrometendo muito no setor privado (e ficar fazendo demagogia e proselitismo político barato) deveria estar mais preocupado em oferecer escolas e assistência médica de boa qualidade públicas e gratuitas para todos. Assim a maioria das pessoas não necessitaria mais pagar para ter boa uma assistência médica e uma boa escola para os filhos.

    • A maioria das pessoas é jovem. Vamos acabar com as aposentadorias? A maioria das pessoas não é doente. Vamos acabar com o SUS? Você tem filhos? E se um deles nascer deficiente? Será que aceitará que seja discriminado?

      • Bem, você não entendeu o que eu disse.
        Eu não falei em acabar com SUS ou aposentadoria.
        O que eu disse é que o setor privado se mantém com recursos “finitos”. Não tem como criar impostos e depois aumentá-los como um governo. Você tem empresa e sabe disso. Existe a receita (mensalidades) e a despesa. E obviamente as receitas tem que ser suficientes pra pagar todas as despesas (salários, encargos, impostos, etc..) e sobrar “unzinho” para remunerar o capital do investidor (acionistas), não é mesmo?
        Qualquer aumento de despesa em um serviço imposto pela lei (novas obrigações legais, aumento de imposto, taxas, etc) tem que ser considerada no custo final. Ou é assim ou a empresa não sobrevive. E se o investidor não for remunerado com um certo valor ele não mais vai investir em escolas. Vai pra outro ramo ou deixa o dinheiro na aplicação em um banco. Certo?

        Tem certas coisas que muitas pessoas (mesmo sem ser esquerdistas) não gostam de discutir e admitir. É mais fácil ficar no politicamente correto do que ser um “chato” realista dizendo os velhos aqueles velhos chavões dos “direitões” que são apenas a realidade, e que sem ela uma empresa não sobrevive:

        – Não existe almoço grátis.
        – Do couro sai as correias.

          • Pois é.

            Então se for assim, para ser um empresário no Brasil e conseguir manter uma empresa funcionando diante de tantas adversidades como leis trabalhistas obsoletas, carga tributária escorchante, burocracia absurda, taxas de juros estratosféricas e insegurança jurídica temos que ser INDECENTES, DESUMANOS E SEM VERGONHAS…

        • Lamento você ser uma pessoa que acredita que outros devam morrer de fome por não ter dinheiro para comprar comida. Reflita mais sobre a máxima “não existe almoço grátis” e nas suas implicações. Realmente a realidade é essa, por isso devemos muda-lá ao invés de legitima-lá. Em fim, desejo que vc não tenha filhos para não perpetuar ideias tão mesquinhas que não contribuem para uma realidade menos desigual.

        • Estatizar o ensino. Acaba com essa coisa. Todos os países que são potência tem todo o ensino responsabilidade do estado. Preciso dizer quais são esses países???
          Esses brasileiros com discurso de falsos interessados no crescimento do país, só pensam em dinheiro.

          • Concordo com você. O ensino precisa ser estatizado. Assim como a saúde também, como é lá em alguns países do norte da Europa (que não são comunistas), onde se tem os melhores níveis de IDH e qualidade de vida no mundo.
            O governo tem que prover ensino gratuito e de boa qualidade a todos. Aliás é isso que faz um pais sair do terceiro mundismo e ser uma potência. Mas tem que ter grana p/ isso.
            Se aprovarem que 20% da arrecadação de todos os governos vá para educação e capacitação profissional, e haja uma boa gestão, ai pode ser que dê pra fazer isso…
            Ai esses empresários direitões e mesquinhos como eu, que não são lá muito partidários do “politicamente correto” teriam que ir atuar em outro ramo, não mais na educação… Quem sabe poderiam abrir pastelarias…

      • Primeiro levaram os negros
        Mas não me importei com isso
        Eu não era negro

        Em seguida levaram alguns operários
        Mas não me importei com isso
        Eu também não era operário

        Depois prenderam os miseráveis
        Mas não me importei com isso
        Porque eu não sou miserável

        Depois agarraram uns desempregados
        Mas como tenho meu emprego
        Também não me importei

        Agora estão me levando
        Mas já é tarde.
        Como eu não me importei com ninguém
        Ninguém se importa comigo.
        Bertolt Brecht

        • Argumento que você quer?

          O Lula, em plena crise de 2008, por falta de liquidez decidiu liberar 200 Bi do compulsório bancário para os bancos?
          O que eles fizeram?
          Em vez de dar crédito, pegaram esse dinheiro e compraram título do governo.
          Os empresário só visam ao lucro , se em um ano eles tem 30% de lucro e no seguinte tem 28%, dizem que tiveram prejuízo.
          O governo faz uma desoneração de 400 bi, não recebe um obrigado, quando o governo precisa aumentar imposto, a chiadeira é total.

          • Saúde e educação não são mercadoria! Do mesmo jeito que a existência da saude privada interfere no pleno funcionamento no pleno funcionamento do SUS, a exploração da Educação mercadologicamente impede o pleno funcionamento das escolas públicas. Pelo fim da saude e educação privadas já!!!

          • Sim empresas visam lucro, é óbvio.
            Qualquer um de nós daqui do blog que montar uma empresa vai querer lucrar o máximo que puder, oras.
            É próprio do ser humano… Seríamos hipócritas em negar isso, a não ser os freis franciscanos que vendem pão no convento…
            O que faz o preço do produto ou serviço ser mais baixo é a concorrência, uma carga tributária mais justa, menor burocracia e mais segurança jurídica.
            O problema é que no Brasil é tão complicado ser empresário que em muitas áreas há pouca concorrência e logicamente os preços vão lá pra cima…

  • Uma Entidade privada que atua no ramo da Educação só pode fazê-lo porque possui uma CONCESSÃO do Estado. Não pode simplesimplesmente criar ou inventar regras para atuar no ramo da Educação. É OBRIGADA a assumir o ônus para depois buscar o bônus. Não pode ser seletiva, nem leonina.

  • Tenho nojo e ódio desta desta Elite, que o saudoso Darcy Ribeiro, já classificava com a mais perversa do planeta. Esta turma de desgraçados, salvo honrosas exceções, que vivem do verdadeiro comércio em que se transformou o ensino privado neste país, só quer saber do lucro fácil. As entidades de ensino no Brasil viraram empresas, inclusive com ações em bolsa, nem nos EUA, o maior país capitalista do planeta é assim. Eduardo, na verdade estas escolas realmente viraram “adestradoras de jovens”, não formam mais ´pessoas conscientes e criticas.
    Conte comigo para divulgar este justíssimo manifesto. Um abraço

  • Acredite, consigo sim imaginar a dificuldade que é lidar com este problema

    Mas na PRATICA, tenho diversos professores na família que lecionam em escolas públicas e privadas ..eles falam horrores do seu dia a dia ..NENHUM é insensível ao tema, mas todos são unanimes em apontar o DESPREPARO, o custo e o cenário ideal pra lidar com as diversas situações que se apresentam.

    Evidente que a sociedade NÃO tem o direito de abandonar, tem o DEVER de acarinhar, de adotar, de cuidar

    ..mas convenhamos, isso deve ser feito duma forma que não onere o sistema, que NÃO sobrecarregue a nossa já tão debilitada estrutura de ensino .

    COLEGA ..vamos ser francos, a qui não se consegue ensinar nem matemática ou geografia ..aqui professor do município pode FALTAR 2 vezes por mês sem justificar, outras tantas justificando ..e se não justificar, TANTO FAZ ..é uma BAGUNÇA

    Assim, penso que desde que fornecendo TRANSPORTE digno, e calendário flexível, penso que NEM TODAS as escolas devem ser obrigadas a manter tal estrutura específica

    Infelizmente é a vida …PROVER sim, SEMPRE, com dignidade e eficiência ..NUNCA deixar faltar, NUNCA ..mas adaptar um modelo que deve servir a milhões, tornando-o mais pesado pra atender a um número muito menor de cidadãos

    ..lamento, mas acho que fico com os que pensam em “MENOS ESCOLAS pode ser tolerado, mas MUITO, muito, MUITO mais preparadas pra atender esta rapaziada, e até melhor que as que cuidam da imensa massa.

    chega de meia boca …se é pra ajudar, que a ajuda seja completa e feita por gente CAPACITADA. de boa vontada de, com material que humana e logístico que preste ..e isso não significa em hipótese alguma que se deva deixar de sociabilizar esta garotada toda, de “criá-las apartadas, não, não é isso ..mas sim o de se escolha alguns estabelecimentos PLURAIS, que teriam condições de dar conta da situação e dos desafios, só isso

  • Edu,
    Sou Assistente Social e tenho conhecimento
    desta discriminação quase que diariamente.
    É duro ver o sofrimento dos pais, não pela condição de seus
    filhos, mas sim, pela descriminação absurda das escolas
    particulares que a priori , sentenciam a incapacidade das crianças,
    sem ao menos conhecê-las .
    É asqueroso.
    Assustadora a ganância dos mercadores e adestradores da educação.

  • Profundamente revelador o posicionamento da CONFENEN.

    Revelador da visão estreita sobre os meios e fins da educação: não há estudantes com necessidades especiais, mas clientes que devem se adaptar as instalações e metodologias existentes, concebidas para a lucratividade máxima.

    Revelador da deficiência ética que os leva a segregar crianças não lucrativas;

    Revelador da própria deficiência anímica: seres sem compaixão, sem afeto, sem cuidado, sem responsabilidade pela missão que abraçaram.

  • Meu caro Eduguim, é revoltante uma situação dessa, me permita no espaço de comentários no seu blog fazer o desabafo de uma maneira pouco recomendada para pessoas de bem que sem falsa modéstia pertenço. Tenho um filho adotivo negro com limitações intelectuais, mas esse porcaria que se chama Roberto Dornas juntamente com sua Confederação não vale um pedaço que se corta (e joga-se no lixo) de uma unha do meu Zezinho, pois, ele é super carismático, amado por todos da família, e acreditem, mais da metade dos moradores de nossa cidadezinha o conhece e adoram ele. Como não existe bom sem defeito ele tem um: é ATLETICANO ROXO. Abraço.

  • É, xará, parece que todas as portas estão se abrindo para a entrada dos cachorros loucos. Os que pregam o estado mínimo só acham que esse mínimo tem que se responsabilizar por tudo que custa caro, como saúde e educação. E quando algum setor privado entra em colapso, o estado mínimo tem que socorrê-lo, desonerando impostos, emprestando pelo BNDES, etc. etc., e nada de CPMF. Gostaria que a Confenen informasse quantas
    escolas particulares foram fechadas nos últimos 20 anos por serem deficitárias. No entanto discordo de uma frase sua. O “deficiente” deve ter suas necessidades atendidas, sempre, por força de lei, e não depender da solidariedade e generosidade alheia, virtudes essas que numa sociedade hipócrita, elitista e preconceituosa (pausa para um pouco de humor, ainda bem que a nossa não tem esses defeitos) acaba beneficiando mais o doador que o receptor. Tenhamos fé que o Ministro Facchin não será insensível. Abraço e um beijo na Vitória.

  • Indignado com a atitude dessa Confederação.

    Meu filho está no espectro autista – Síndrome de Asperger. Possui um desempenho acadêmico muito bom.

    Até hoje nunca tive problema com a escola em que ele estuda. Muito antes pelo contrário, a escola trata com o tema bullying como prioritário e esse foi um dos motivos da escolha da escola. Mas, sabe como é, com o respaldo da lei a favor das escolas esse cenário pode mudar.

    Espero que o STF recuse de forma veemente esse questionamento da CONFENEN.

  • Sou pai de criança especial e não acho certo que o governo transfira os custos para as famílias que não tem filhos especiais. É desumano tratar como iguais aqueles que são desiguais e que por isso mesmo necessitam atendimento diferenciado.

      • Sinto na pele como mãe de um menino Autista a exclusão do meu filho.sempre pagamos para ter algo o qual na teoria dizem ser direitos dele. na pratica nada funciona até o plano de saude tem uma imensa diferença.

        • Eu paguei cláusula de agravo para a Sul América, pela Victoria. Ferrei com eles. Têm que dar até as fraldas da menina. O juiz veio me entregar a liminar em mãos. Ganhei tudo deles

    • Fico pasma vc como pai de uma criança especial pensar assim.meu filho tem 20 anos e tem Autismo grave.ele pra mim é tudo e jamais vou me cansar de lutar por ele e admitir que o tratem diferentemente.

        • Em países civilizados, pessoas especiais além de receber todos os cuidados que necessitam gratuitamente em instituições públicas, recebem já desde que nascem uma boa aposentadoria por invalidez.

          Querer jogar a conta pro setor privado é querer fazer cortesia com o chapéu alheio.

          Bem, existe uma solução híbrida:
          O governo obriga as escolas particulares a receberem os alunos especiais mas paga uma bolsa c/ valor estipulado conforme as limitações do aluno.

          • É nisso que dá opinar sobre um tema complexo sem estudá-lo. O governo não “empurrou” nada ao setor privado. As escolas públicas dão atendimento a todos que precisam, mas se os pais de uma criança querem matriculá-las numa escola privada esta não pode cobrar nada a mais e principalmente recusar matrícula. O MP está lutando contra essa prática ilegal. Nenhum país civilizado permite o que você está propondo. EUA, Canadá, países europeus (Suíça à frente) têm a mesma legislação. É doloroso ver gente sem caráter difundindo essas besteiras e contaminando pessoas permeáveis ao preconceito

  • Na sala da escola de minha neta, ela tem 6 anos, da prefeitura de Guarulhos, tem dois garotos especiais. Um tem problemas no coração, anda de cadeira de rodas, não pode fazer muito esforço, o cuidado com ele é que não pode brincar normalmente. O outro possui uma deficiência mental, não consegue acompanhar quase nada do que é dado. Tudo é compartilhado com todos. Não vejo reação negativa, nem nos professores, nem nas crianças e muito menos dos país, talvez porque não está contaminado, ainda. Mas, sabe do que estou gostando, eles não usam mais máscaras, estão dando a cara para bater e nos tomando conhecimento desta sociedade pulha, egoística, ladrona, escravagista, etc., etc.

  • Se a pessoa com deficiência pode trabalhar, em empresas privadas, e em órgãos públicos, e para isso tem até reserva de percentagem das vagas, via lei, como é que uma escola pode vir com essa pataquada?
    Pata mesmo.
    Se a criança é impedida de conviver, treinar a vida com as suas limitações no seu melhor tempo, como poderia se adaptar ao trabalho na vida adulta? Esse povo deveria relaxar, e assimilar. A distribuição dos deficientes na população não permitirá que alguma escola vá à falência por isso. Eu sou mesmo pela reestatização de tudo. Sem pagamento. Cada um no seu quadrado. Essa gente teria que mostrar a eficiencia administrativa em outro setor. Sem sonegação. Pois em São Paulo sonegam. Como anda aquele inquérito da sonegação das escolas privadas? Privadas….

  • Mesmo com todos os debates em torno da integração de alunos especiais nas escolas, não há justificativa plausível para essas duas atitudes do Cofenem (recusar alunos especiais e cobrar pelas “necessidades especiais”), há não ser é claro a manutenção do lucro. É nessas horas que eu gosto de chamar a atenção para uma coisa, como é possível gerar lucro a partir da educação, principalmente se a lei diz que ela é universal (direito de todos? Ora, na nossa sociedade eu vejo as escolas particulares trabalharem a noção de ensino de qualidade como privilégio. Num cenário onde toda as instituições de ensino fossem privatizadas, rapidamente teríamos um processo de elitização do ensino. É por essas e outras que devemos defender a noção de “Escola Pública Gratuita e de Qualidade”, por mais quixotesca que pareça essa pauta.

  • Com os cumprimentos de minhas patas quadrúpedes, sujas e desacreditadas, como um dos membros altamente profissional do LinkedIn me definiu: COMO COISAS ASSIM ME FAZEM LEMBRAR AO QUE O SENHOR ADOLF HITLER E SUA QUADRILHA FIZERAM NA ALEMANHA. IMPRESSIONANTE COMO A HISTÓRIA NÃO NOS ENSINOU NADA, PARTICULARMENTE AOS RESPONSÁVEIS PELO ENSINO.
    ENSINO QUE FORMARÁ AS PODRES ELITES DE AMANHÃ!
    TRISTE, ASSUSTADOR, APAVORANTE!

    “Confederação de escolas privadas pede para STF banir crianças deficientes”

    E eu, esquerdopata, aqui me divertindo com você!

  • É sempre o velho “testando hipóteses” tão ao gosto da nossa sociedade e dos new defensores da liberdade do politicamente incorreto, tb chamado de “primeiro o meu, Matheus”, ou seja, garantidos os meus interesses… Para estes, a discussão é sempre rasa, e no intuito de se garantir, o primeiro argumento que os beneficie, serve. Qual a prova de que alunos com deficiência representam custos que as escolas não têm como manter? Qual a prova de que os custos que efetivamente existem, precisam ser repassados? Nao há! Mas é mais fácil excluir quem sempre esteve à margem. Como poderão sentir falta do que nunca tiveram, né? Para que, complicar com essa coisa de inclusao?
    Para que um dia, ninguém tenha de dar esta resposta a ninguém!
    Tenho um sobrinho que tem uma síndrome.Tem pois, deficiências:de crescimento,visual, auditiva, cardíaca, respiratória (toda gripe dele vira pneumonia!), paralisia facial e orelha de abano q faz dele uma “criaça esquisita”, cara de ET,dizem.Nasceu, também, com o palato totalmente aberto, e mesmo após cirurgias, também mfala… esquisito. Mas é, acima de tudo uma criança, tem capacidade de aprender, quer conviver com outras crianças, fazer amigos, não ser um incômodo. Foi submetido a testes na escola particular onde estuda com o intuito de não ser aceito. Foi, mas preferiam que estudasse na APAE “como os outros como ele”, e, não, isso não é dito, nem precisa… A maioria das crianças q busca matricula regular é como ele, nem precisa de nada tão custoso, o que “tem d pior é” a aparência!Que horror! Mas é a verdade, sem máscara, eles não cabem bem no mundinho perfeito e bonito, ue se busca em uma escola particular. Essa é a verdade! Meu sobrinho estuda em uma escola tradicional de POA, ele é o único aluno com deficiência. Será que vao falir?

  • Edu, infelizmente a situa;ao e calamitosa. Mudamos ha um ano nosso filho ( que não e especial) com 4 anos no inicio do ano de escola. Com 2 meses de aula pediram que nos o levássemos ao neuroinfantil, psicopedagogo e psicologo. Nao contente em não ter sido encontrado nada pediram que fizéssemos reforço para acompanhar a turma ( crianças de 4 a 5 anos). Agora no final do ano querem que durante as ferias faca reforço para poder acompanhar a turma. Querem que ele esteja alfabetizado com 5 anos. Perguntamos varias vezes se isso era realmente necessário, já que ele estando silábico alfabético estava de bom tamanho.
    Depois ficamos sabendo de vários pais de colegas com filhos mais velhos na escola, vários casos de crianças com transtorno deficit de atenção.
    Nao estão respeitando o ritmo e a individualidade dos menores. Estao exagerando na dose e o problema aparece mais na frente. querem só robozinhos em sala de aula. Qualquer criança que exija um esforço maior por parte da escola e rotulada ou massacrada. Dessa postura vem a discrimina;’ao as mulheres, aos homo afetivos, afrodescendentes, índios . Tudo que foge do padrão de ~normalidade ~ deles. Evitam que as minimas diferenças individuais possam conviver.

    • Há que reagir. E melhorar o ensino público. Minha filha que mora na Austrália diz que escola particular, por lá, é para quem não consegue acompanhar a pública. Ela se formou em análise de sistemas, mas depois fez pedagogia e hoje é professora, porque, por lá, professor ganha uma nota preta

    • Rui, eu tiraria meu filho dessa escola imediatamente!

      Se você já está pagando escola particular e dependendo de onde você vive, não custa procurar se tem alguma que aplica a pedagogia de Rudolf Stein – escolas Waldorf.

      Nelas a criança é respeitada no seu ritmo de aprendizagem e muitas vezes vão ser alfabetizadas aos 8 anos de idade, porque o entendimento é de que a criança deve estar pronta (conceito de prontidão de Piaget).

      Moro no Canadá e a exigência é a mesma. É assustador o número de crianças que são diagnosticadas com Deficiência de Aprendizagem e/ou Déficit de Atenção e Hiperatividade.

      Não acredito que seja só coincidência.

      Boa sorte com o pequeno. Espero que você possa encontrar uma escola que atenda às necessidades dele e da família.

      • Rui, desculpe a interferência mas é com o intuito de ajudar, eu ia dizer exatamente o mesmo que a Jussara, tira seu filho dessa escola – essa escola nem sabe dos prejuízos futuros de alfabetização antes da hora, antes da prontidão da criança. E ia sugerir também o mesmo que ela: de colocar numa Waldorf pelo menos até os 7 anos. São as melhores para essa fase da vida. Depois, se não puder continuar pagando como eu não pude (apesar de terem me dado um porcentual de bolsa), coloque em outra, mas faz diferença uma criança na 1a infância estudar numa escolinha Waldorf. Outra coisa: as pré-escolas municipais, pelo menos aqui em São Paulo, estão mais preparadas para essa fase da criança que a maioria das escolas particulares. Visite uma escola municipal para se informar.

  • Primeiro o meu lucro, e tem que ser cada vez maior.

    Se o seu filho tem algum problema de deficiência… o senhor que pague e muito bem por isso, pois aqui queremos apenas dinheiro. Ouviu o que eu disse? Grana!
    Humanidade, solidariedade é caralho… queremos é Money.
    E tem mais, o Alckmin vai fechar muitas escolas e quem não tiver grana que se dane.

  • Para as escolas particulares a Educação é um negócio, essas escolas tentam fazer com que esse negócio seja lucrativo para elas. Educação não pode ser um negócio, ela tem que ser um serviço público que o Estado presta gratuitamente para as pessoas.

  • :

    : * * * * 19:13 * * * * Ouvindo A Voz do Bra♥♥S♥♥il e postando:

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    Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

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  • Inacreditável, revoltante. Pela ótica desta instituição deixamos de ser seres humanos e passamos a ser apenas CIFRÕES. Fazem isto com a maior naturalidade sem uma gota de ressentimento.

  • Para começar, o texto da péssima e coxinha escritora já começa com a mentira sobre a chacina de Sand Hook. Aquilo lá foi um ataque de falsa bandeira, como dizem, FALSE FLAG, com o intuito de promover o desarmamento nos EUA, afinal, nada mais triste que crianças chacinadas não é mesmo?

    Bem, felizmente existe a internet e quem procurou saber a fundo o que ocorreu sabe que tudo foi uma, mais uma, armação americana.

    Vejam o vídeo abaixo de um dos pais “enlutados” de uma das criancinhas mortas pelo “doente mental” e tirem suas próprias conclusões. Detalhe saboroso, esse mesmo pai-ator, foi visto no atentado da Maratona de Boston.

    O VIDEO

    https://www.youtube.com/watch?v=wEfn065PkCQ

    Quanto a essa confederação, bem, o que esperar dessa elite carniceira e maldita do Brasil, uma elite escravista, sonegadora, assassina e corrupta?

  • Por isso que sou amplamente favorável ao corte de verbas públicas à quaisquer mantenedoras de escolas particulares assim como concessão de bolsas para essas instituições particulares. Dinheiro público para escolas públicas e as poucas instituições como as APAE e assemelhadas que prestam serviços educacionais de relevância pública.
    Já chega o desmonte da escola pública no estado de SP e agora essa! Indignante!

  • Pais de um menino autista que já tinha passado por várias instituições estavam em dúvida se o colocavam na escolinha do meu filho porque a professora não tinha treinamento especializado. Ela pediu uma chance. Vocês não têm noção: em poucos meses o menino estava outro, menos arisco, mais independente e mais feliz.

    A inclusão, à qual sou irredutivelmente a favor, depende bastante do perfil do educador e há pessoas que não têm jeito e não aguentam o tranco. Por isso precisam de treinamento, mas isso sempre deveria ter sido feito, porque essas crianças nunca deveriam ter sido afastadas das escolas. Então, se não foi feito antes, agora é hora de fazer porque é a partir das escolas que se prepara toda a sociedade para a convivência inclusiva e cidadã.

    Fui voluntária na AACD quando moça e das 30-40 que fizeram o curso preparatório, depois de 15 dias de voluntariado, sobraram 8-10. Não é fácil. Eu mesma pedi transferência para atuar na piscina auxiliando os fisioterapeutas. Antes atuava na escola e percebi minha impaciência no dia em que acompanhei um menino ao bebedouro – o trabalho era todo voltado para a independência da criança, então você não faz por ela o que ela pode fazer, eu apenas tinha que apoiar com o dedo um pino nas costas do menino para lhe dar equilíbrio e acompanhar o ritmo dele – e para atravessar uns poucos metros levamos 40 minutos. Para ele, um passo a mais era uma grande conquista, para mim os poucos metros foram um suplício.

    Nós não somos normais, ninguém é normal, nem sei o que é isso. Mas temos diferenças, uns nascem saudáveis, outros com problemas, limitações, dificuldades. E estes e suas famílias precisam de apoio, não podem se tornar invisíveis e cidadãos menores, sem os mesmos direitos.

    Quando tive minha filha que nasceu sindrômica e morreu ainda bebê eu ouvia os médicos falando da sua “aberração” genética e as enfermeiras falando – “vou até o berçário dos ‘normais’ e já volto”. Até nas palavras a nossa sociedade é excludente e isso precisa mudar e a melhor forma de começar é através das escolas. Portanto, elas devem se preparar para isto.

    • A nossa sociedade é do sucesso, do brilho e da competência medidos pela conquista material. A inclusão coloca coisas difíceis para uma sociedade deste tipo: amor, compaixão, respeito.

  • Pura sacanagem. Não conseguem pensar em outra coisa que não seja dinheiro. Lucro. Há crianças com deficiência que são muito mais sábias do que estes sabidos. Garanto que a escola deles não forma alguém devidamente íntegro do ponto de vista físico que tenha a capacidade de um Stephen Hawkins. E são bem vestidos os tais apartheidistas, preconceituosos e do tipo escravista e anti inclusão. E há quem fale não ser justo o governo tirar uma merreca da sociedade (vai tirar de quem se nao for dos ricos que não pagam impostos pra valer) para promover o amor e o resgate destes seres especiais em todos os sentidos. A educação e formação da elite brasileira jamais gerou um prêmio Nobel. Falar de justiça, a brasileira, sei, sei.

  • Isso e tantos outros problemas da educação básica no Brasil se resolveria (se Deus quiser um dia acontecerá) com a proibição em todo território nacional de escolas particulares. Educação não é pra dar lucro a empresário nenhum. Aposto que dentro de um ano de proibição de escolas particulares, as escolas públicas seriam extremamente melhores do são hoje. Salvo engano, na Europa e nos EEUU, a educação básica é totalmente pública. Dever primordial de qualquer governo.

    • Nos anos 60, quando as escolas públicas davam de 10 a 0 nas particulares, iniciou-se um lobby das particulares que aproveitou o desmonte da escola pública pelos ditadores. Como a nossa ditadura foi civil-militar, o lobby veio a calhar pois os militares não queriam nenhum ser pensante no país. Este foi o efeito mais perverso da ditadura, o desmonte da escola pública, que atrasou o progresso social em muito mais anos do que os que duraram a ditadura (esse desmonte continua com o Alckmin). Hoje a situação chegou a tal ponto que os conglomerados educacionais que existem no Brasil são ligados a fundos de investimento, com ações na bolsa. Se não me engano o Brasil é o país que possui as maiores corporações educacionais – isso sob o nariz de governos trabalhistas.

  • Divulgarei e apoio integralmente cada palavra desse seu texto! O mais surpreendente para mim não é a postura da entidade das escolas privadas, afinal por mais enojante que seja seja não esperaria nada diferente de uma entidade ligada aos mercadores do ensino. Assim, essa postura asquerosa da COFENEN é mais uma demonstração clara do absurdo que se constitui em pagar-se por educação(como por saúde), que deveriam ser públicas e gratuitas. O mais surpreendente é ver o repugnante texto de Lya Luft(não é à toa que escreve na Veja), a quem conheço como escritora, mas que a partir desse momento ganha minha total repulsa como ser humano e também como artista. Sugiro a você a outros pais de crianças com deficiência que se mobilizem contra essa ADIN, a educação inclusiva garantida pelo PNE é uma avanço humanista e civilizatório fantástico(só lamento que o texto do PNE não seja mais direto) e deve ser defendida com vigor contra as forças das trevas, como a CONFENEM, Lya Luft e a Veja. Mobilizem-se, entrem no caso no STF e principalmente gritem para o Brasil e para o mundo quem são os nazistas que, do mesmo modo que seus comparsas alemães, tentam promover uma espécie de eugenia contra seres humanos iguais a quaisquer um de nós, apenas possuidores de algumas necessidades especiais que demandam cuidados específicos. A atitude horrenda dessa gente precisa ser explicitada para que aos brasileiros a repudiem e varram-na de nossa realidade.

  • Caro Eduardo,
    Ser contra a CONFENEN e a favor de que simplesmente cumpram com o que determina a lei, nada tem de politicamente correto. É apenas e absolutamente apenas, respeitar todo e qualquer ser humano em seu direito de ser, de existir, de acordo com suas limitações, e, todos nós, todos sem exceção, temos limitações, quer sejam elas físicas, neurológicas, psicológicas ou simplesmente de entendimento das capacidades das diversas maneiras pelas quais nosso cérebro pode criar e garantir vários modos de se comunicar e produzir. Contribuir com o desenvolvimento daqueles que nasceram com deficiências mais graves como as de locomoção e/ou neuronais não é apenas um dever social, mas também uma oportunidade de para no futuro desenvolvermos uma sociedade mais humana, no que existe de melhor, com crianças aparentemente física e neurologicamente saudáveis com outras crianças especiais, realmente especiais, não por possuírem limitações mais visíveis, mas principalmente por serem instrumentos de exercício de humanidade na troca de experiências que transformam a arrogância e a prepotência, tão característicos da maioria “saudável”, em respeito e dignidade para todos.
    Abraços
    Maria Antônia

  • Sobre o texto, irretocável.
    Apenas acrescentar que estas duas figuras da foto, com seus lenços (serão lenços?) e fitas e o c…lho a quatro tem aquela insuportável cara de quem não tolera pobre em avião….
    Precisa dizer mais alguma coisa?

  • Total absurdo essa discriminação contra as crianças que possuem algum tipo de dificuldade… como ficará o Estatuto que protege as pessoas com deficiência… Essas escolas e seus proprietários têm alguma saudade do nazismo? Cabe, ao Estado usar do seu poder de disciplinar as atividades educacionais cedidas aos particulares, similar ao público. Senhores gananciosos empresários da educação, educação é um direito inalienável…

  • Acho que ficou difícil entenderr, Escolas privadas são prestadores de serviço, e como tal trabalham para um determinado segmento, assim há escolas que não aceitam deficientes ou pessoas com retardo mental ou esquizofrenicos ou malucos , pois não trabalham com este segmento, então não se pode exigir que uma empresa trabalhe com algo que não lhe interessa comercialmente, e que tem filho nessa situação, deve sempre procurar os locais destinados, seria o mesmo que a mãe de uma criança normal, querer exigir que a APAE lhe atenda, e não dado o atendimento a mãe diria que foi discriminada!!!!.
    Quando morei no Brasil estudei no Israelita, e lá não entra cristão nem radical islâmico, sabia disso?
    Aqui aonde moro, há 2 escolas especializadas pra retardado, só atende que tem retardo mental, e cobra entorno de U$$ 17.000,00 por ano letivo, tem também as estatai e no meu condado ( Kaufman)nenhuma atende quem tem retardo mental,eles direcionam pra Dallas e também aqui tem muitas privada que claramente não trabalham com este segmento, tanto aqui como ai , o comércio é livre . Discriminar é proibir alguém de ter acesso a algo com fundamento na sua cor, genero, credo, condição fisica ou financeira, veja bem que as escolas aí não estão discriminando e sim não tem interesse em trabalhar com este público, e se o governo intervir é inconstitucional, imagina você Edurado, pelo que sei, vende seus “cacarecos” imagina se o governo lhe obrigasse a vender só peças de jaguar e Mercedes???A lei é inconstitucional, até no avião se você quer tratamento especial paga mais e vai na primeitra classe, ou faz que nem Dilma voa no avião por conta do contribuinte, roncando e peidando a noite toda.Então por que alguem vai querer tratamento diferenciado pagando o mesmo??? Ou mesmo vai querer exigir que alguêm comercialize o que não lhe interessa¹¹¹¹¹
    Esse Brasil deve estar numa boa pra estar pensando nisso.
    Aqui estes dias vi uma reportagem que provavelmente a presidente de vocês , vai ser em NY, processada criminalmente, e a tal PETROBRAS, vai ter que pagar aqui uns U$$5 BI de indenização pelas mutretyas que fez e pelas mentiras que contou a NYSE, saiba que aqui ROUBAR e mutreatear é crime, e dá cadeia, Dilma pode virar um Noriega e vir pra cá logo logo.

  • Talvez os índios estejam certos; não há “crianças especiais”, deficientes físicas ou mentais entre os indígenas; elas são mortas ao nascer !

    • Acho que as escolas não teriam processo de inclusão para você pois seu defeito é de alma e de espírito, além de ignorância – não compreende a diferença das culturas e o que levava algumas indígenas a agirem assim.

  • A psicóloga da minha sobrinha aconselhou retirá-la na escola particular imediatamente, justamente por isso: a escola só visa lucro. Na escola pública inclusiva, ela aprendeu a ler e escrever, aprendeu matemática e o melhor de tudo: os coleguinhas da escola aprenderam a conviver com as diferenças!

  • Na minha trajetória como docente de ensino superior tive inúmeros alunos com necessidades de atendimento especial. Compete à instituição de ensino acolhê-los, mas, mais ainda, do preparo dos educadores para lidar com as especificidades de cada educando em suas necessidades e fazer uso desta realidade para discutir e promover uma sociedade inclusiva,
    Dentre milhares de alunos que tive, sim, milhares mesmo em 30 anos de docência em IES privada, tive alunos brilhantes em condições de atendimento especial. Uma em questão era, e é, deficiente visual de nascença. Foi uma das mais brilhantes alunas que eu e meus colegas tivemos. Atualmente ela é procuradora de um importante município, aprovada por concurso.
    Acho um atraso, uma ignorância tamanha, qualquer tentativa de obstruir pessoas humanas em usufruir seus direitos. Isso é contra qualquer sentido do que seja o direito humano à educação, de todos! Todos os lados tem que aprender e aprimorar a convivência em prol da civilidade. O oposto disso é a barbárie. Um horror! Isso tem me deixado pasma, horrorizada!

  • Edu,

    Minha filha de 10 anos estuda desde seu primeiro ano no CEAT (rj).
    Em todos esses anos ela teve como colegas de classe, crianças com necessidades especiais. E posso dizer, com o maior prazer, que estes colegas ajudaram muito minha filha!
    Com eles, ela tem aprendido o respeito às diferenças, o valor de um sorriso e a importância de lutar contra as dificuldades. Essas crianças são amadas por seus colegas e professores e os amam também!

    O colégio não é barato, mas não cobra de nós o investimento nas necessidades especiais de seus alunos! Os professores nunca reclamaram de problemas com o andamento da aula! As crianças ajudam-se mutuamente, cada uma de acordo com suas possibilidades.

    Vamos à luta contra esses facistas!

    Parabéns pelo seu excepcional blog!

      • Edu, a briga é pela verba do Fundeb… Me dá angústia ver certos comentários, quanta ignorância… tem gente que não evoluiu nadinha nos últimos anos.

        O outro ser humano, não importa seu QI, cor, status, religião, sexo, partido, time etc precisa ter seu lugar e espaço para viver em paz. Vi? um aí falando de matar os bebês deficientes como era costume dos índios… PIOR, pior que isto vem sendo divulgado na rede em textos pseudos-científicos, aí vem uma criatura e posta um comentário desse. Vai se catar, moço, sugira aos gregos que façam o mesmo pois Atenas e Esparta, lá também matavam os filhos não desejados. Os índios estão sendo mortos pelos brancos mesmo, acorde.

        Meus filhos estudaram em escola pública com projeto piloto de inclusão social, em Florianópolis, foi um sucesso, muito bom para todos, só tenho a agradecer ao diretor, coordenador, professores e desejar que siga em frente. Nota 10.

  • Para o blogueiro, quem não tem um filho “especial”, deve pagar pelos que têm.
    Nada tem isso com a escola, simplesmente vão por no custo e cobrar de todo mundo.
    Prefiro assim, cada um cuida do que é seu, sem transferir o ônus a quem nada com isso tem.

  • Eduguim

    Boa noite

    Fiquei chocado com tal absurdo partindo de uma entidade que deveria lutar pela melhoria do ensino, ao invés de apenas se preocupar com o lucro. Temos aqui em casa uma criança autista e bem sabemos o que significa o despreparo, a insensibilidade destas escolas particulares. É um absurdo isso que essa Confernen está tentando fazer. Não quero acreditar que o STF vá apoiar tal desatino. Conte conosco nesta cruzado contra a discriminação de qualquer espécie, pois, no fundo, no fundo, de muito perto, quem de nós pode se considerar verdadeiramente “normal”. Esse conceito de normal ou não é mais um socialmente construido. Vamos à luta.

    abraços

    Welington Cantalice

  • ♫ Pela cara do presidente e da acólita, c’est la decadence sans d’elegance. E por falar em decadência, a Falha de São Paulo anda me oferecendo 20 dias de “jornal” de graça, se eu assinar. Tem graça, mesmo…

    • ♫ E antes que eu esqueça… Que raio de fitinha é essa que os dois estafermos têm sobre as carcaças? O que há pendurado na ponta? Alguma condecoração da Coréia do Norte?

  • Eu não gostaria de estudar numa escola onde os alunos são vistos apenas como $$.

    Educação é mostrar o amor pelo próximo, `a sociedade, `a família, `a pátria, por si próprio, preservar a cultura, a história, a moral, o valor cristão, fazer aos outros o que quer que lhe faça, livre arbítrio, etc….

    Mas a oligarquia que só pensam no lucro destruiu tudo, de propósito. São escravistas sem alma humana.

    A vida só de dinheiro deve ser um inferno, com o satanás deles exigindo cada vez mais, sem dar um minuto de sossêgo.

    Na sinagoga aprendem mentir e enganar, roubar, extorquir, matar, comer criancinhas, e tirar vantagens dos que não pertencem `a sua tribo.

    Temos que deixar claro que nós sabemos quem são esses bandidos de todos os tempos.

    Muita gente já está abrindo o ôlho e acordando graças `a internet. Hoje não é só escolaridade. Temos que querer saber a verdade, e saber que as escolas,assim como a mídia esconde muita verdade.

    Ensino deveria ser direito universal. Antes da invasão, os povos indígenas viviam uma utopia de verdade!!!!

  • O problema desta turma da privada, ( no duplo sentido) é que não querem so o lucro.Querem uma Higienização ,um padrão as usuarios de seus serviços.Refletem o pensamento alem do seus colegas,de sua classe.É nojento,baixo e asqueroso o wue querem fazer e na cara limpa,porque infelizmente tem apoio.Este é o percentual que a velha midia e oposição,junto com os partidos da extrema esquerda tiraram do armario,encorajaram e incentivam a serem os pitbulls a seu serviço.

  • Nunca trabalhei em órgãos ou empresas públicas. Assim, conheço a privada empresa razoavelmente. Acredito que o lucro pode ser um fator de estímulo para avanços importantes e necessários, mas fica cada dia mais difícil defender a atividade privada sem críticas veementes. Não entrarei no tema do texto por que, como sabemos Eduardo, minha companheira tornou-se deficiente por conta de erros médicos em hospitais PRIVADOS no Rio de Janeiro e em São Paulo. Darei um exemplo até patético, não fosse lesivo ao consumidor. Aos domingos o mercadinho aqui perto fecha às 12 horas. Ocorre que as fornadas de pão são interrompidas as 10:30 hs. Como a maioria dos clientes levanta mais tarde aos domingos o mercado está cheio às 11:00 hs só que não tem mais pão. E dezenas de clientes são obrigados comprar os pães industrializados. Isso ocorre durante todo ano. Isso é uma insignificância perto do seu texto, sei. Mas é assim que a privada iniciativa age. Ligam o que se dane e segue em frente.
    O Humanismo que tanto ouvíamos na juventude morreu e ninguém notou.

  • Só para trazer mais elementos para a discussão venho lembrar a relação das APAES que são controladas pela família Arns da falecida Zilda Arns com “república do Paraná”, como foi chamada pela mídia a coalização reacionária que instituiu e controla a operação “Lava-Jato”. Por trás dessa operação e ação judicial se destaca a figura de Flávio Arns (me parece sobrinho de Zilda Arns). Todos os principais personagens da “Operação Lava-jato” tem ligação Flávio Arns, ou foram seus alunos ou mesmo trabalharam para ele ( Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e vários delegados da Polícia Federal no Paraná). Sabendo que Dilma sancionou a lei que retira da APAES a exclusividade na educação e assistência a crianças com deficiência e observando o claro objetivo político da operação lava-Jato a gente começa a entender um pouco melhor a situação. Lógico que em termos de estratégia e objetivos políticos a operação Lava-Jato pretende bem mais do que defender as APAES mas as coisas parecem ficar mais claras quando esta relação APAES-Flávio Arns-Lava Jato se torna clara. Pesquisem e procurem informações mais detalhadas pois eu não tenho todos os detalhes mas parece tudo se explica melhor quando a questão das APAES, e agora e esta ação da CONEFEN, é relacionada com a Lava-Jato.
    No fundo o mesmo de sempre: alguns interesses econômicos escusos se transformam em uma crise política só para que tais interesses prevaleçam sobre o bom senso!

    • Excelente esta lembrança da conexão desse caso de fascismo explícito no Paraná – exclusão das crianças deficientes das escolas particulares – com a Apae, e a família Arns!!!!!!! O fascismo tem nome ! No caso, até origem: o estado do Paraná, de triste lembrança….

  • Há uns três anos, assisti uma palestra inaugural do professor Antônio Nóvoa. O tema era a educação especial e inclusiva. Tive a sorte de compartilhar algumas ideias deste grande educador, que defende uma escola para TODOS/AS, e que o termo inclusiva e/ou especial comece a não fazer mais parte dos discursos pedagógicos e de determinados documentos.
    E que pensemos também a educação a partir de outros paradigmas. Não mais uma educação que classifica, separa e qualifica os “mais aptos”, mas outra que acolha, desenvolva ideais de solidariedade e transforme a sociedade em um conjunto melhor do que o que temos hoje.
    Torçamos para que o Tribunal julgue improcedente tal pedido. E aproveite para passar uma boa reprimenda nestas pessoas desprovidas de sensibilidade.

  • Porque ao invés de bloquearem a obrigação não pedem incentivos fiscais para quem disponibilizar o serviço especializado. Já fazem isto com carros e etc, porque não com o produto educação que é mais nobre. Aí sim, a fatura seria da população como um todo, menos dos fdps sonegadores de impostos.

  • Porque ao invés de bloquearem a obrigação não pedem incentivos fiscais para quem disponibilizar o serviço especializado. Já fazem isto com carros e etc, porque não com o produto educação que é mais nobre. Aí sim, a fatura seria da população como um todo, menos dos sonegadores de impostos.

  • Edu, Creio que cabe um processo contra essa tal Confenem. Claramente estão praticando descriminação, o que é crime pela constituição.
    Esse argumento de que terão que repassar os custos para todos é típico da elite empresarial brasileira. Ser dono de escola não é vender parafuso. Exige responsabilidade social, o que inclui colaborar com as políticas inclusivas.
    Acho Edu, que o MEC, que pode ou não dar licença para as escolas privadas, deveria dar um olhada nas escolas que estão “educando” nossas crianças. Uma fábrica de coxinhas?

  • Terrível… mas uma consequencia previsível do projeto de lei que acho que foi do Romário, que diz que as crianças portadoras de necessidades especiais agora tem direito a uma cuidadora dedicada a ela, por conta da escola…

      • Concordo… Só que nos países desenvolvidos que eu conheço a escola é pública também… Eu concordo com o espírito da lei. O que eu discordo é que acredito que o custo deve ser do estado, e não da escola…

        Mas… não sou dono de escola… e há mais questões nisso tudo. É complicado.

        • EU AINDA NÃO ME INTEIREI mais a fundo para ter uma opinião final à respeito. Fico imaginando o lado da criança especial numa sala dita NORMAL. Será que ELA se sentiria bem? Me lembro de uma ( há anos atras) na sala de minha neta de 7 anos (2ª série) que era conhecida entre as outras crianças como a “sem cerebro”! E a escola lhe dava a maior atenção, à ponto de destacar uma aluna de paedagogia estagiária que fazia o acompanhamento . Ninguém das outras 17 crianças da classe perdia em atividades e ainda assim, era estigmatizada, à despeito da professora estar sempre conversando com elas sobre inclusão e solidariedade. Criança é cruel, mesmo sem saber que é. Seguiu com as crianças, mas desistiu na 4ª série!

          • As crianças não são cruéis, mas os pais são!Essas crianças aprendem a dizer essas coisas e infelizmente nisso você tem razão, principalmente se as escolas repassarem os custos para todos os alunos, os pais vão ensinar os filhos a discriminar as crianças especiais

          • Eu sou deficiente e te digo: NADA é mais importante na educação de uma criança com deficiência que ela não ser segregada. Estar em uma escola comum é ESSENCIAL para o fortalecimento dessa criança. Afinal, ela não vai viver em um mundo isolado para deficientes. Essa segregação leva a uma infantilização e um despreparo banhado de medo de encarar a vida q é terrivelmente danoso.
            Bullying precisa ser trabalhado caso a caso com mais educação e esclarecimentos, ñ com segregação.

    • é de um absurdo ENORMR .. tudo o que lemos ..desculpe a FALTA de compreensão dde Priscila … pois Fere a tudo … existem Leis .. para garantir o DIREITO das crianças .. não somente crianças todo e qualquer cidadão .. estarei vendo jnto ao MP .. medidas a tomar .. “REFLETIR QUEM PAGA A CONTA ???? ” SE O PROFISSIONAL NÃO É TREINADO ?? TEMOS QUE BUSCAR [E ISSO TREINAMENTO , CAPACITAR AQUELES QUE ESTÃO EM UM AMBIENTE ESCOLAR .. NÃO SOMENTE PARA TER SALÁRIO NO FINAL DO MÊS .. TAMBÉM TRABALHO COM PESSOAS QUE TEEM .. MULTIPLAS NECESSIDADES E NEM POR ISSO .. É MAIS ESTRESSANTE .. OU DEIXARIA DE SER HUMANO ..PARA FAZER VALER DIREITOS .

  • Edu

    A Ideia desses caras e privatizar! (Educacao, saude e estatais)
    Eles tem mesmo um complexo Imitatorio (Nada Original) que da vergonha.
    Tremenda falta de Originalidade, Imaginacao, Conceito proprio (Pensar)

  • Quando eu vejo esse tipo de discriminação, escolas privadas querendo excluir crianças deficientes, fico pensando como estaria sendo tratada uma aluna como a escritora americana Helen Keller, que ficou cega, surda e muda aos 19 meses de idade, ao que se sabe, vítima de escarlatina ou meningite. Uma pessoa que superou todas as suas deficiências tornando-se escritora, conferencista e filósofa, homenageada por várias Universidades no mundo inteiro. E foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro do Sul no Brasil. Sua vida foi tema do consagrado filme “O milagre de Anne Sullivan” produzido em 1962. Um filme emocionante em que a professora de Helen Keller, Anne Sullivan que era cega também, soube ensiná-la a “ver” o mundo através do tato, e daí a linguagem aprendendo o alfabeto Braille. E foi aos 10 anos que Helen Keller começou a falar. E foi em 1904 Helen Keller conseguiu terminar o seu curso universitário. É inegável que Helen Keller superar todas as suas dificuldades foi realmente um milagre, mas que foi possível graças à dedicação, paciência, apoio e amor de sua professora Anne Sullivan. Um senhor exemplo para os donos das escolas privadas.

  • Olá Eduardo. Repassei seu texto e link. Muito grata por seu esforço. Estou assustada com parte da humanidade. Eu e muitas mães, estamos com outra questão, conseguir um lugar para atenderem portadores de esquizofrenia. fecharam o PINEL, o local mais importante para esse tipo de atendimento. Soube hoje que o IPUB (Instituto de Psiquiatria da UFRJ) também está fazendo restrições. Em diversos postos não há psiquiatras. Não há concurso a muito tempo. A mesma política do Alckmin e a mesma mentalidade da turma de cima, vamos privatizar. Restringir o atendimento de casos especiais, mas só para quem tem dinheiro. O Rio de Janeiro está um caos, em vários aspectos.
    A direita se preparando para entrar em 2018. Não passarão.

  • O Cafezinho publicou entrevista do psicanalista Tales Ab’Sáber onde ele cita a ”arcaica tradição antipopular e antidesenvolvimento social brasileira” e o anticomunismo alucinatório, que joga bomba e folheto em funeral. Para Ab’Sáber e para muitos tudo isso é fruto de uma transição democrática não resolvida. O civil do business sem compromisso com o Brasil, perverso, golpista, que nunca aceitou dividir a ”torta” com os ”restantes” 99,9%, foi parte indivisivel da junta militar mafiosa e ditadorial roubou e brutalizou o Brasil por mais de 20 anos. Para ele isso deve ser esquecido. Com a lei de anistia ele também não respondeu por nada e hoje está livre fomentando ódio, imobilizando o governo, financiando movimentos eversivos, formando fascistas e até agredindo setores militares. Se ainda vivessemos sob a ditadura militar a dupla calhorda da Confenen já teria apresentado proposta para suprimir fisicamente pessoas deficientes (e pobres normais) como na alemanha nazista. A iniciativa deles faz parte de uma politica planejada, programada que vai além da maximização do lucro. As idéias econômicas e sociais do Thomas R. Malthus nunca sairam de moda. A tendência mundial é fechar onde for possível e sucatear o sistema educativo como fazem Alckmin opus dei e Reto Bicha. Aproveito para citar alguns trechos do professor Jean-Claude Michéa ”Sobre ensinar ignorância e as condições modernas do processo”, publicado em 1999:
    ”O State of the World Forum” http://www.crossroad.to/text/articles/gorb10-95.html organizado por Mihail Gorbachev dia 27/9/1995, e realizado no Fairmont Hotel, San Francisco, EUA teve o objetivo de discutir o estado do mundo, sugerir objetivos e o que fazer para alcançá-los. Questão central do Fórum: Como será possível, para a elite mundial, manter a governabilidade sobre 80% de seres humanos cuja inutilidade foi programada pela lógica liberal? Os presentes ao encontro — Gorbachev, Bush pai, M. Thatcher, V. Havel, B. Gates, T. Turner e outros — concluíram que surgiria inevitavelmente uma sociedade 20/80: o trabalho de 20% da população bastaria para sustentar a economia mundial, e os restantes 80% ficariam enchendo o saco e consumindo recursos dos 20%. 
    Ao fim da discussão, impôs-se uma solução proposta por Zbigniew Brzezinski: definir um ”coquetel de divertimento que embrutece e suficiente comida que baste para manter o bom humor da população frustrada do planeta”. Essa análise, cínica e depreciativa, tem a vantagem de definir com a máxima clareza o rol de mudanças para reduzir gradualmente a população mundial. E’ possível também deduzir as formas a priori de qualquer reforma que vise a reconfigurar o aparelho educacional nos interesses do capital: preservar um setor de excelência destinado na formação das elites, às diferentes elites científicas, técnicas e gerenciais que serão cada dia mais necessárias, em virtude da guerra econômica mundial. Esses polos de excelência – cujas condições para acesso são muito seletivas – deverão continuar a transmitir, de modo sério (seguindo o modelo da escola clássica) os saberes sofisticados e criativos e aquele mínimo de cultura e de espírito crítico sem o qual a aquisição de saberes e as competências para usá-los não fazem sentido algum, nem têm nenhuma verdadeira utilidade. Para as competências técnicas médias o problema é diferente. Trata-se de saberes descartáveis – tão descartáveis quanto as pessoas que lhes servem como suporte provisório – na medida em que, apoiados em competências de rotina, num preciso contexto tecnológico, deixem de ser operacionais, tão logo aquele contexto seja, ele próprio, ultrapassado. Generalizando: para as competências intermediárias, a classe dominante poderá fazer – da prática do ensino multimídia à distância. Restam mais numerosos aqueles que o sistema destina ao desemprego perpétuo ou ao emprego precário ‘flexibilizado’, porque jamais “constituirão mercado rentável e porque a exclusão deles se acentuará dentro da sociedade, à medida que os outros fatalmente desejem progredir. Estou convencido que fechar escolas e excluir alunos com handcap faz parte de um programa mais amplo e vai muito além do lucro.

  • Esse artigo da Lya Luft é nojento! Ela praticamente afirma que admitir crianças com “necessidades especiais” em escolas equivale a potencialmente admitir psicopatas assassinos, filhos de mães “cegas” para os problemas dos filhos. Que horror de abordagem! Que horror de pessoa!

  • Estou apostando minhas fichas no movimento dos Secundas. O fechamento das escolas visa desalojar alunos das diversas classes médias e obrigar suas famílias a pagar mensalidades em escolas particulares.O lobby dos compradores de escolas privadas no Brasil sempre esteve em atividade.Agora mais forte que nunca.
    Não é que li na NET uma sugestão: o estado fornecer um vale para o aluno escolher sua escola privada. Tive uma síncope quando li. Mais direto impossível. Governo assalta o orçamento, paga o valor em dobro e governante recebe metade da grana como propina. Conhecem alguem que já fez isso?

  • Caríssimo Eduardo Guimarães,
    Antes de mais nada, parabéns pela sua brilhante postura e chamamento, frente à essa situação absurda provocada pela Confenen. Seu texto é claro e elucidativo. Todavia, se me permite uma pequena observação, a questão terminológica é também bastante relevante para compreendermos aprofundadamente o contexto das pessoas com deficiência. Falar em “Crianças deficientes”, por exemplo, transfere a deficiência para a criança, e não para a sociedade e barreiras impostas. O texto da CDPD e a LBI, como você bem deve conhecer, inova o conceito de deficiência para o modelo biopsicossocial, dizendo que a deficiência não está mais no indivíduo, mas na sociedade, produtos ou serviços prestados… tudo quanto não haja acessibilidade. Eu preferiria falar em “crianças com deficiência”. Falar em pessoas “normais” ou “pais normais”, também alimenta alguns estereótipos contra os quais tanto lutamos.
    Gostaria muito que meu comentário fosse recebido como uma tentativa de agregar. Você tem postagens fantásticas e replicadas em diversos meios de comunicação, pelo que a preocupação terminológica também deve fazer parte dessa construção.
    Obrigado e, mais uma vez, parabéns pela postura.
    Leondeniz

  • A Confederação das Escolas Privadas esqueceu de falar que o Brasil é signatário da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Omitiu também que tal convenção adentrou no ordenamento jurídico brasileiro com força de emenda a constituição.
    São vários os argumentos que defendem a constitucionalidade da lei em questão.
    É realmente um absurdo, mas acredito que o STF irá julgar improcedente por unanimidade.

  • Essas empresas ainda acham que fazem muito pela educação do país.
    Fazem muito bem aos seus bolsos, isso sim.
    Ainda se apresentam como educadores.
    A verdade é que a elite brasileira é SONSA.

  • Olá!
    Concordo que as pessoas tem muito desconhecimento para falarem tais coisas abordadas neste artigo.
    Porém, eu trabalho numa escola especial, que não é APAE, e me pergunto quantas vezes a inclusão é inclusiva. Porque realmente temos alunos aqui que eu não submeteria a professores preconceituosos do ensino regular, nem a serem humilhados ou deixados no cantinho da sala só pra dizer que está na inclusão, sendo passado de ano sem aprender nada. A inclusão é ótima, mas tem que ser feita de modo responsável. Há muita resistência dos professores, das comunidades escolares não só privadas, das públicas também, por serem obrigadas há muito tempo. E mão é nem um pouco edificante o que já vi acontecer com alunos que encaminhamos pra inclusão e voltaram com pedidos de socorro dos pais por não quererem estar naquele ambiente que os hostiliza disfarçadamente. Enquanto as escolas regulares não tiverem uma “cabeça” inclusiva, quem vai pagaar com o sofrimento pessoal é aquele que está incluído nesta escola despreparada. Outro porém, graus severos e moderados de deficiência intelectual realmente há que se questionar o que vão fazer numa escola regular, porque nem currículo adaptado alcança suas necessidades, que são aprender a comer sozinho, aprender a usar o banheiro, aprender a controlar impulsos, aprender a ficar sentado por um tempo, aprender a pegar um lápis e conseguir pintar, aprender a pintar dentro de limites do desenho… o buraco é mais embaixo minha gente.
    Eu lhes pergunto finalmente, alguém que aqui escreveu trabalha ou trabalhou com pessoas com deficiência intelectual moderada e severa???? Esses são os alunos das escolas especiais. Eles merecem DIGNIDADE. A escola regular pode fazer o trabalho que citei acima?? Se puder, com maestria, aí apoiarei.

  • Este é o tipo de noticia que deveria ser veiculada nos noticiários televisivos. A luta da Confederação deveria ser por uma inclusão mais completa, e não alienar ainda mais as instituições privadas de ensino.

  • Não li todos os comentários, mas senti falta de um olhar para o educador, para o pedagogo, para o auxiliar, para aquela pessoa que não está na discussão, porém será aquela que receberá a criança. Tenho uma amiga que trabalha em uma escolinha e em sua sala participa do convívio uma criança com necessidades especiais. Para cuidar de uma sala com 20 crianças foram recrutadas três pessoas, ela pedagoga e mais duas auxiliares, sendo ela a responsável pela criança com necessidades especias, pois as outras alegam não terem “jeito”. Minha amiga que, ultimamente, tem se sentindo triste, e com meu pouco conhecimento, um pouco depressiva, tem também reclamado constantemente de dores nas costas, uma vez que fica quase todo tempo com a criança no colo, pois sua mãe acredita que na cadeira ele não será devidamente estimulado. Nesse relato, não quero ficar do lado de ninguém, até por que é uma discussão que apresenta muitas variáveis, mas venho na intenção de se fazer refletir quem é que paga por essa “conta”? A criança que vive em um ambiente estressor e o profissional que não é treinado, pois a escola finge que não vê, um profissional que não é visto, que sofre pois não pode pedir para sair, pois depende daquele salário e também sofre na incerteza de que não será visto em outra escola. Me parece, realmente, que existe uma guerra de interesses e imposição, e quem precisa ser cuidado estão sendo deixados de lado: os profissionais da educação e as crianças.

  • Não se pode esquecer que as Escolas Particulares têm a concessão do Governo para atuarem, atendendo em tudo o que a lei determinar. Não tem essa de aluno com deficiência é problema de Escola Pública. Alegam que não estão preparados, como assim? Há quantos anos existe a lei da Inclusão? Por que não se prepararam? E outra coisa mais importante que quero perguntar ao Presidente da Confederação das escolas Particulares: O Senhor acha que nós, pais de crianças portadoras de deficiência, estávamos preparados para receber nossos filhos com alguma deficiência? Claro que não! Aprendemos na “marra”, nos capacitamos instantaneamente. Os Direitos da Criança (ONU 1989) são assegurados mundialmente num acordo assinado inclusive e principalmente pelo Brasil. A maioria das Escolas Particulares atuam meramente como Casas Comerciais, entregues à mercê de seus donos, preocupados em fabricar gênios para engrossarem a lista de aprovados em vestibulares.
    ” Buscar um mundo inclusivo significa enfrentar desafios permanentes”

  • No Brasil o estado banca todas as escolas ,inclusive as privadas(via deducão de imposto de renda) .Todo o sistema de educação no brasil e fascista ,poís é uma escola segregatoria ,que a dispeito de ser toda bancada pelo estado, estabelece com normal e até natural, a divisão de classes em vigor no país, que é das mais criminosas do mundo. A violência no Brasil, não pode ser dissociada do processo educacional ,mas talvez ,nesse ponto, a escola privada tenha um papel mais negativo ainda, para todo o processo coletivo, do que a escola publica :afinal é a escola privada ,o priimeiro, e mais contundente instrumento, a incutir na cabeça das crianças, o sentimento, de que há na sociedade, pessoas intrinsecamente melhores ou piores ,assim sem mais porque ,apenas por ter nascido melhor ou pior.A mera existencia da escola privada ,aquela em que só os privilegiados podem estudar ,pepetua no imaginario nacional ,passando de geração a geraçao a ideia de que é possivel ser da “elite” ao não se misturar com a ralé .È uma escola desumana por mais que fale em humanidade e por mais que nela hajam excelentes professores, pois é parte fundamental da proteção segregatoria socio-economico ,que permite ao brasileiros ricos serem totalmente indiferentes à pobreza que esta ao lado .Nesta escola ponta de lança da sociedade fascista brasileira as crinças predominantemente brancas ,aprendem qual é o lugar do preto pobre ,que é naquela “merda” de escola pública.E por fim a escola privada ,é nincho, que permite aos politicos ,funcionarios de direçao, e professores ,não sentirem ,na própria pele, que a contrução de uma escola publica de acesso aniversalizado e de alto padrão de qualidade , é uma questão de interesse vital próprio,poís esses na maioria das vezes, podem deixar seus filhos em escola privada ,e os filhos dos pobres na merda,que se explodam !

  • Deus do Céu, onde estamos. À guisa de aumentar o volume das algibeiras – esquecendo-se (não vou afirmar que forma deliberada) que o ensino privado constitucionalmente falando, é parte do ensino, de forma – digamos – complementar, e a meu ver se insere como item de segurança nacional, tal qual a água dos rios. Além desta faceta, o ensino deve ser tratado, visto e avançar no sentido de dar sentido não só instrucional, mas também na formação dos homens/mulheres, congregando e conjugando os seus, independente de qualquer matiz, seja religiosa, gênero, opção sexual, classe social, portador(a) de necessidade especial.

    Por outro lado, tenho grande satisfação, enorme satisfação, pela escola (Instituto de Pedagogia Natural – Casinha de Brinquedo, Campina Grande, Paraíba) que meus filhos estudam e o mais velho (hoje na universidade) estudou. Cadeirante, autista, portador/a de síndrome de down, alguns exemplos, que ali frequentam, partilhando com todos o dia a dia da sala de aula, com os cuidados que cada caso requer.

    Tal ato, lembra muito a Alemanha nazista. Eugenia, este é teu nome! Que Deus tenha piedade!

  • Começo a entender a APAE, quando busco outros caminhos para minha filha e eles insistem em mante-la vinculada a entidade para qualquer tipo de tratamento, depois deste texto compreendendo melhor a pouca vontade de me conseguir uma vaga nas escolas particulares me jogando com minha filha de 11 anos com paralisia cerebral de volta a Escola Pública, só tenho uma certeza, somos como a massa de um pão quanto mais nos pisam e nos amassam mais crescemos e todos irão um dia ver a minha Ana Carolina mostrando ao Brasil e quem sabe ao mundo oque uma pessoa especial é capaz, obrigado pelo texto Edu.

  • No papel a lei é correta, mas o fato é que os professores não foram capacitados para trabalhar com as deficiências, inclusive nas universidades federais. Na prática, o professor aprende a trabalhar no dia a dia sem nenhum suporte do poder público, que se limitou a rabiscar um papel decretando uma nova lei.

    Há também o fato de que muitos pais simplesmente não querem que seus filhos estejam junto de alunos com necessidades especiais porque acham que o desenvolvimento de seus filhos ficarão prejudicados. Grupos de pais em uma das escolas onde minha esposa trabalha solicitaram em uma reunião que esses alunos fossem encaminhados para escolas especiais. Muitos pais simplesmente desconheciam a mudança na lei.

    Enfim, acho a lei correta, mas o Estado, como quase sempre, não preparou pais, alunos, professores e escolas para as mudanças que estariam por vir e quem paga o pato é a criança na escola.

  • Certo dia, Thomas Edison chegou em casa com um bilhete para sua mãe.
    Ele disse, “meu professor me deu este papel para entregar apenas a você .”
    Os olhos da mãe lacrimejavam ao ler a carta e resolveu ler em voz alta para seu filho: “Seu filho é um gênio. Esta escola é muito pequena para ele e não tem suficiente professores ao seu nível para treiná-lo. Por favor, ensine-o você mesmo!!”
    Depois de muitos anos,Edison veio a se tornar um dos maiores inventores do século.
    Após o falecimento de sua mãe,resolveu arrumar a casa quando viu um papel dobrado no canto de uma gaveta.Ele pegou e abriu.Para sua surpresa era a antiga carta que seu professor havia mandado a sua mãe porém o conteúdo era outro que sua mãe leu anos atrás.
    “Seu filho é confuso e tem problemas mentais.Não vamos deixá-lo vir mais à escola!!”
    Edison chorou durante horas e então escreveu em seu diário:”Thomas Edison era uma criança confusa mas graças a uma mãe heroína e dedicada, tornou-se o génio do século.”
    Existem certos momentos da vida onde é necessário mudar o “conteúdo da carta” para que o objetivo seja alcançado…

    Li e amei… simplesmente uma liçao … uma super mae… um filho mais que especial…

  • Sou contra a inclusão?? Não, não sou. Os professores estão despreparados??? A grande maioria não, fazem cursos, pesquisam, preparam aulas, lúdicas, mas a um ponto que infelizmente limita algumas criança especiais, é neste ponto que a própria criança é penalizada, pelo sua propria necessidade e que o estado não proporciona. Falo com propriedade, pois na escola onde trabalho, temos crianças especiais, inseridas em turmas regulares, crianças que precisam do ledor, do escriba, de atividades lúdicas além daquelas dadas para a turma todo. Mas besta mesma turma, há a criança especial, e também a criança especial com TDH, hiperativas. Em turmas de alfabetização com media 25/ 28 alunos não é possível dar a estes alunos a atenção que eles tem direito. As escolas precisam primeiro ter espaços e fisicos e pedagógicos para receber todas ad crianças especiais ou não. Quanto ao custo a mais para as escolas particulares, alguém vai ter que pagar e com certeza não é o empresario como nunca foi, um exemplo básico é escolas com atividades em contraturno, os pais pagam por isso. Infelizmente vivemos em um país capitalista.

  • É claro que sou favor da Inclusão Universal, todavia, muito me preocupa acontecer na Educação a situação que todos presenciamos diariamente no atendimento Universal do SUS.
    Penso em Escolas sem profissionais qualificados, por exemplo, na área da Psicomotricidade, sem falar no mobiliário escolar que deve estar dentro das normas da Orgonometria.

  • SE TEM DUAS COISAS QUE EU NÃO PAGO NESSE PAIS .. É ESCOLA PARTICULAR E PLANO DE SAÚDE. MORRO NA PORTA DO SUS MAS NÃO PAGO PLANO DE SAÚDE ISSO NÃO SÃO EDUCADORES SÃO UM MONTE DE ABUTRES..

  • Escola, desde o diagnostico de Autismo do meu unico filho venho tentando entender esta Instituiçao. Ja aos 2 anos meu gilho tinha este diagnóstico. Ja matriculei em escolas publicas e privadas. Hoje aos 6 anos de idade, ele passou por 4 escolas. É um autista verbal, grau leve. O que percebi até o momento é que pode haver leis obrigando a escola a aceitar a realizar a matrícula, mas incluir não. Este é o caminho mais desumano, árduo, perveso, triste, e mais uma porçao de adjetivos e adverbios que traduzem a pessima qualidade de ensino nacional. Poderia escrever um livro com os relatos mais desumanos com crianças que deveriam ser protegidas e são marginalizadas. Escola privada é uma concessão pública tem deveres a ser cumpridos sim. Meu filho tem grande chance de tornar indepednte, autônomo. Hoje tenho a certeza que a escola é a ultima a apoia lo.

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