É mentira que o desemprego caiu; mídia manipula dados

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O mais doloroso na crise político-econômica que fustiga o Brasil elevando a pobreza, a miséria e a desigualdade, extinguindo ou “precarizando” postos de trabalho, reduzindo salários e eliminando direitos trabalhistas, é a manipulação da opinião pública pela mídia conservadora, elitista e, portanto, partidária da concentração de renda.

Antes de adentrar o assunto que intitula o post, a farsa sobre queda do desemprego, é necessário explicar por que a Globo, a exemplo de outros grandes grupos de mídia, tem batido duro no governo Michel Temer no campo político. Além disso, também há que explicar a crise econômica que não termina, só piora.

Temer e seu governo são um desastre. Estão afundando o país e a mídia sabe disso. Temer e sua quadrilha tentam promover as “reformas” que extinguem direitos trabalhistas e esvaziam programas sociais para agradar os barões midiáticos, mas não adianta porque eles sabem que um governo cheio de procurados pela polícia, a começar pelo titular, está e continuará causando uma queda livro dos indicadores econômicos por absoluta falta de credibilidade.

Dito isso, vamos à farsa que a mídia está vendendo para salvar a sua amada “reforma trabalhista”. Exaltada por 10 entre 10 “analistas” midiáticos, se fracassar o povo tenderá a eleger no ano que vem um governo que se proponha a desfazer tudo que Temer está fazendo – privatizações, retirada de direitos trabalhistas etc.

Além disso, essa mídia vendeu aos brasileiros que bastaria tirar Dilma do cargo para a economia voltar aos eixos, ainda que tenha piorado porque a Lava Jato acabou com o setor mais dinâmico da economia, o da construção pesada, e porque o Congresso passou a não aprovar nada que Dilma enviasse para lá a fim de aumentar os problemas na economia e causar desemprego para o povo apoiar o impeachment.

Sim, o Congresso Nacional, o Ministério Público, a Polícia Federal e setores da Justiça sabotaram a economia brasileira para tirar o PT do poder.

O caso da empreiteira Camargo Correa é emblemático. De acordo com o jornal Valor Econômico, o conglomerado China Communications Construction Company (CCCC) está para comprar a empresa. Outras empresas, entre elas francesas e espanholas, também estariam interessadas nas empreiteiras brasileiras, paralisadas pela Operação Lava Jato.

Ainda segundo o jornal, os donos da Camargo Corrêa querem vender por inteiro a unidade de engenharia e construção. Condenada por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa nas obras da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, a holding teve executivos presos e enfrenta dificuldades para fechar a transação por conta das incertezas sobre futuras investigações.

Ou seja, o setor mais dinâmico da economia brasileira, responsável por pelo menos 3% do PIB, foi literalmente destruído. A isso, soma-se o Congresso sob Eduardo Cunha, que impediu Dilma Rousseff de governar, de tomar medidas contra a crise.

O Congresso esperava Dilma cair para, então, dar a Temer tudo que não dava a Dilma. Então, com a ajuda da mídia foi criada a teoria de que tirando o PT do poder a economia melhoraria como por mágica.

Clique nas imagens para ler matérias que prometiam melhora da economia após a derrubada de Dilma.

 

 

 

 

Não há sinais reais e sólidos de que a economia tenha melhorado com a queda de Dilma. Muito pelo contrário. A situação está piorando, sobretudo no desemprego.

Aliás, os mesmos analistas que previram melhora da economia se tirassem o PT do poder são os que previram que a mera aprovação da reforma trabalhista melhoraria o ânimo dos empresários e esses começariam a contratar assim que fosse aprovada.

Isso não aconteceu, o que aconteceu foi o oposto. Com reforma trabalhista e tudo o desemprego aumentou. Então o que faz a mídia? Inventa melhora distorcendo e manipulando dados, como fez, por exemplo, manchete malandra do portal UOL.

Trata-se de uma mentira grosseira. O desemprego não diminuiu, aumentou. O UOL e tantos outros veículos da mídia golpista manipulam informações dizendo que o desemprego caiu porque do trimestre passado para este o percentual e o contingente de desempregados diminuíram, mas esse é um critério errado.

Diz a matéria

Não se mede desemprego comparando um trimestre com o outro. Há que comparar o trimestre deste ano com o mesmo trimestre do ano passado devido o fenômeno chamado “sazonalidade”.

Em cada período do ano há maior ou menor demanda por trabalhadores. Em um período as demissões aumentam, em outro as contratações aumentam, tudo dependendo daquele período, isso em setores sensíveis da economia à sazonalidade.

Não são todos os setores que são influenciados pelo período do ano no que diz respeito a contratações ou demissões, mas a conta total do número de empregados e desempregados é afetada pelos setores sensíveis à sazonalidade, que são setores que empregam muito, como o do comércio varejista ou da agricultur13a.

O fato é que o desemprego aumentou fortemente. Quando Temer assumiu o governo, em maio de 2016, o desemprego no país era de 11,6% e, agora, é de 13,6%, ou 1,5 milhões de desempregados a mais no país.

E a manchete do UOL diz, criminosamente, que o desemprego “caiu”. E faz isso porque a realidade desmonta a tese que “justificou” a reforma trabalhista – de que faria o desemprego cair – e a tese de que bastaria tirar Dilma do cargo que tudo se arranjaria como por mágica.

Essa mentira está enganando muita gente. Confira, abaixo, comentário de leitor embarcando como um pato (da Fiesp) na mentira midiática.

O pior dos coxinhas não é o fascismo. Eles só são assim porque são desinformados. E não são lá muito inteligentes também. Cabe a você, leitor consciente, informado e politizado divulgar estas informações para impedir que mais seres humanos continuem sendo transformados em patos pela mídia, pela Fiesp, por partidos fascistas como o PSDB e o PMDB.

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