Trump volta a denunciar “fraude eleitoral”

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Foto: Mandel Ngan/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na quarta-feira 2 um vídeo de 46 minutos alegando, sem provas, que houve fraude eleitoral na disputa pela Casa Branca, há um mês. Escalando seu ataque à democracia, declarou que o sistema eleitoral do país está “sob ataque e cerco coordenados”, argumentando que era “estatisticamente impossível” ele ter perdido para Joe Biden.

Em um monólogo combativo, que o Twitter rotulou como “duvidoso”, o republicano voltou a defender a reversão de sua derrota, mesmo após a rejeição de suas contestações judiciais em tribunais. Estados-chave como Geórgia, Michigan, Pensilvânia, Wisconsin e Arizona já confirmaram pela segunda vez a vitória de Biden.

Até mesmo Trump autorizou na semana passada que seu governo cooperasse com a equipe de transição de Biden. Mesmo assim, recusou-se a admitir oficialmente os resultados e ontem ameaçou obstruir uma transferência pacífica de poder.

“Esta eleição foi fraudada. Todo mundo sabe disso”, disse Trump, no vídeo. “Se não erradicarmos a fraude, a fraude tremenda e horrível que ocorreu em nossa eleição de 2020, não teremos mais um país”, completou, acusando de conspiração a empresa Dominion Voting Systems, que fabrica urnas eletrônicas usadas em muitos estados.

Não há evidências de que os votos foram comprometidos, e a empresa disse que não há mérito nas alegações de Trump. Biden obteve 306 votos do colégio eleitoral contra 232 de Trump, e no voto popular, Biden lidera com 80,9 milhões contra 74 milhões de Trump.

Desde o pleito do dia 3 de novembro, o republicano limita ao máximo suas aparições públicas, limitando sua comunicação a tuítes furiosos sobre supostas fraudes – que até alguns de seus aliados, como o secretário de Justiça, William Barr, refutam. O vídeo publicado na quarta-feira contém seus comentários mais abrangentes sobre a eleição até agora e frustra a esperança de que o presidente estivesse aceitando sua perda aos poucos.

Apesar dos fracassos nos tribunais, a briga está rendendo frutos. Por meio de apelos enganosos e notícias falsas, a campanha do republicano arrecadou mais de 170 milhões de dólares de seus apoiadores desde o dia da eleição – uma realidade alternativa, segundo o jornal americano The Washington Post.

Depois que Trump publicou o monólogo, seu advogado pessoal, Rudolph Giuliani, alegou em uma videoconferência que havia grandes irregularidades nas votações de Michigan, em um padrão que seria semelhante a vários outros grandes centros urbanos com governos municipais controlados por democratas.

“Era um plano para roubar esta eleição”, disse Giuliani. Não há evidências para confirmar esta afirmação.

Além disso, o republicano parece querer deixar todas as portas abertas. De acordo com a emissora NBC, Trump discutiu com familiares e amigos a possibilidade de anunciar o lançamento de sua próxima campanha presidencial em 20 de janeiro, no mesmo dia em que Biden tomará posse como o 46º presidente dos Estados Unidos. Seu precedente: Grover Cleveland, presidente reeleito sem ser de maneira consecutiva no final do século 19, já que a Constituição americana permite dois mandatos, sem serem necessariamente seguidos.

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