Governo Doria monitora manifestações de PMs nas redes

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Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

A escalada de manifestações políticas por parte de policiais e até mesmo oficiais da Polícia Militar levou a Secretaria de Segurança Pública a ampliar o monitoramento dos integrantes da corporação nas redes sociais. O comando da Polícia Militar de São Paulo finaliza um conjunto de regras para nortear postagens de policiais nas redes sociais. O código de conduta para uso da internet tem previsão de ficar pronto antes de 7 de setembro, conforme apurou o Valor.

As diretrizes trarão orientações objetivas sobre manifestações políticas e a divulgação de imagens e vídeos de armas, munições e materiais da PM nas redes sociais. Outra preocupação envolve a monetização de canais do YouTube por policiais com milhares de seguidores.

Policiais militares da ativa não podem se filiar a partidos ou fazer manifestações políticas.

De acordo com a Constituição Federal, a atividade político-partidária é permitida a policiais que não estão na ativa, entre os quais os aposentados, ex-policiais e policiais desincompatibilizados de suas funções por ocuparem cargo público.

Após o episódio da demissão do coronel Aleksander Lacerda por convocar policiais a participarem de atos a favor do presidente e contra o governador, a Secretaria de Segurança Pública manteve reuniões com comandantes de áreas da PM para reforçar que esse tipo de conduta não será tolerado. A ordem é reiterar que policiais da ativa que se manifestarem politicamente ou aderirem a manifestações serão “punidos com severidade exemplar”.

O Coronel Lacerda foi transferido na função de “adido” para o Comando de Policiamento da Capital (CPC). Enquanto aguarda a tramitação de seu processo administrativo por indisciplina, o coronel continuará recebendo integralmente seus vencimentos. le era comandante de policiamento do interior, na região de Sorocaba, e tinha cerca de 5 mil policiais sob sua gestão, em 78 cidades.

O caso foi usado por Doria na segunda-feira em uma reunião com governadores, para alertar sobre a possibilidade de infiltração de uma milícia bolsonarista nas manifestações do 7 de setembro e que isso poderia representar um risco à democracia. Doria disse que não vai tolerar indisciplina na PM.

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil também observa a participação de policiais militares em grupos de apoio ao presidente. A PM, por meio do seu serviço de investigação, aumentou a atenção com a adesão bolsonarista manifestada por integrantes da tropa.

O governo paulista sustenta que as manifestações envolvem policiais aposentados ou com mandato parlamentar.

Policiais da reserva de São Paulo e deputados ligados à área de segurança, que compõem a chamada bancada da bala tentam m mobilizar a categoria para engrossar o ato de 7 de setembro em São Paulo, que deve contar com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Os militares pretendem transformar a manifestação em um ato de apoio a Bolsonaro e, ao mesmo tempo, de protesto contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O empenho para levar policiais da ativa e da reserva ao ato do 7 de setembro intensificou-se nesta semana, depois que Doria afastou o coronel Lacerda, por ter usado as redes sociais para convocar seus seguidores para a manifestação pró-Bolsonaro.

Entre os oficiais da reserva que também publicaram convocatórias, está o ex-comandante da Rota Ricardo Araújo, diretor presidente da Ceagesp. Araújo tornou-se alvo de um inquérito civil do Ministério Público de São Paulo por suposto ato de improbidade, ao mobilizar os policiais.

Em julho, o delegado da Polícia Civil Carlos Alberto da Cunha passou a ser investigado pela corregedoria, depois de fazer postagem na rede social Instagram mencionando uma suposta investida solitária na Cracolândia, na região central da capital paulista. Na publicação, Cunha aparecia armado com uma pistola enquanto olhava para um grupo de pessoas. “Operação São Paulo em andamento. De volta às ruas. Mas agora sozinho. O tio Da Cunha só sabe de uma coisa #pracimadeles”, escreveu na legenda.

O episódio ficou conhecido na internet como “Operação Rambo”, em referência ao personagem homônimo interpretado no cinema por Sylvester Stallone.

Valor Econômico

 

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