Advogada de delatores da Prevent Senior teve escritório invadido

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Foto: Reprodução

Responsável por produzir o dossiê contra a Prevent Senior junto com um grupo de médicos da empresa, a advogada Bruna Morato relatou aos senadores da CPI da Covid, em reunião reservada nessa terça-feira, que o seu escritório em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, foi “estranhamente” invadido e roubado em abril deste ano. O crime aconteceu duas semanas depois das primeiras denúncias contra o plano de saúde virem à tona em uma reportagem feita pela GloboNews.

Aos senadores, ela entregou documentos que comprovam a ocorrência do crime, mas as investigações sobre os suspeitos terminaram inconclusivas. Não há nenhuma prova que ligue o assalto ao plano de saúde.

Segundo as informações do boletim de ocorrência, os criminosos arrombaram quatro salas do prédio comercial que tem 18 andares, entre elas estava a da advogada. Foi furtado um notebook e um Ipad, que era usado para a gravar entrevistas com os clientes da advogada.

Um relatório feito por agentes do 1 Distrito Policial de Guarulhos registrou “estranheza” ao constatar pelas imagens câmeras de segurança que três pessoas circularam livremente pelo prédio sem se identificar na portaria no dia 23 de abril. Do fim da tarde daquele dia até a manhã do dia 26, parte do sistema de monitoramento do prédio que tem portaria e câmeras 24 horas parou de funcionar. Nesse intervalo de tempo, mais precisamente no dia 24, teria ocorrido a invasão do edifício. Quem detectou o furto primeiro foi uma funcionária da limpeza que estranhou a porta dos escritórios aberta.

“Ao analisar as imagens, verificamos que houve uma falha no sistema que grava a movimentação nos hall dos andares e falha no sistema de controle de acesso”, diz o relatório da Polícia Civil.

Os três homens não foram identificados porque estavam usando máscaras de proteção contra a Covid-19.

– Essas pessoas entraram no prédio, bem vestidas, foram ao local onde fica a base de dados, e deixaram o prédio vulnerável por 4 dias. Foi uma operação muito complexa para no fim não levarem nada de muito valor – diz a advogada.

Após ouvir os relatos, o senador Randolfe Rodrigues disse que o caso demanda atenção e precisa ser investigado.

Em resposta, a Prevent Senior informou que pediu nesta segunda-feira diretamente ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a abertura de uma investigação sobre as denúncias veiculadas contra a operadora de saúde no dossiê entregue à CPI da Covid.

Ainda de acordo com a operadora, os advogados do plano de saúde também anexaram um documento que mostra que houve um pedido de 3,5 milhões reais em relação a um “acordo trabalhista” envolvendo uma médica, que teria acusado outro médico da Prevent de assédio. O requerimento teria partido do advogado da médica e fora enviado em 10 de agosto de 2021.

“Devido à vultuosidade da quantia, o caso vinha sendo tratado pela área jurídica”, diz o texto, que prossegue: “Curiosamente, na semana seguinte, a Prevent Senior foi bombardeada pela mídia e pelos integrantes da CPI que, por meio de fontes então anônimas, alegaram ter obtido acesso a documentos internos da empresa, como planilhas e conversas de Whatsapp”.

A ação foi assinada pelos advogados Aristides Zacarelli Neto e Adriano Scattini.

No pedido, os advogados alegam que os documentos que embasam a denúncia foram “visualmente manipulados e utilizados fora de contexto, dando causa à colocação da Prevent Senior como investigada em uma CPI e com a reputação abalada perante a sociedade”. E afirma que eles serão rebatidos “ponto a ponto” no depoimento do diretor-executivo da empresa, Pedro Batista, que deve ser ouvido hoje pela CPI.

Além de negar a veracidade das denúncias, os advogados da empresa acusam os responsáveis pelo dossiê por “conluio com vistas a divulgar informações sabidamente falsas sobre a Prevent Senior”.

O Globo

 

 

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