Ambulante heroico morreu por se importar onde ninguém se importa

Ao tentar defender o mais estigmatizado da escala social, uma travesti, o ambulante Luiz Carlos Ruas praticou o gesto máximo da ideologia cristã, de amor ao próximo, de doação ao semelhante não importando o quanto ele seja humilde. Seu gesto o fez ser enterrado em caixão lacrado devido à brutalidade dos agressores. Morte tão horrível ocorreu por fazer o que ninguém faz nesta cidade de gelo: importar-se.

Natal aproxima coxinhas e mortadelas e estimula reflexão sadia

Não se sugere, aqui, que alguém abandone convicções políticas e ideológicas, nem que saia por aí saltitando, de mãos dadas e entoando canções e poemas sobre a paz universal com quem pensa política e ideologicamente o oposto. O que se sugere é que talvez seja possível uma relação meramente civilizada entre os dois lados. E o Natal é excelente instrumento para fazer essa racionalidade tomar corpo em prol do interesse de TODOS os brasileiros.

Vai pra Cuba, Jesus Cristo!

Imaginemos Jesus Cristo caminhando pela avenida Paulista com um megafone à mão, pedindo distribuição de renda, igualdade, fraternidade, solidariedade. Não é difícil imaginar quanto tempo demoraria até que uma súcia de fanáticos de ultradireita se aglomerasse em torno Dele e berrasse a principal palavra de ordem do fascismo contemporâneo tupiniquim: “Vai pra Cuba, petralha!”

Manual de sobrevivência a familiares reaças no Natal

A esta altura, você deve estar suando frio ao imaginar os horrores que viverá em poucos dias. Estará em uma festa, o que já lhe irá tirar a opção de mandar para aquele lugar parentes chatos e reacionários que, sabendo de sua opção política progressista, virão fazer provocações. Dessa forma, arrisco-me a lhe sugerir estratégias que desenvolvi ao longo dos anos para sobreviver a essas ocasiões sem me estressar e, como bônus, ainda me divertindo.