A cor da tragédia no Rio

Crônica

Sábado, fim da manhã, dou uma escapada do escritório. Fui trabalhar em um dia que costumo dedicar ao descanso porque precisava “preparar” a viagem de negócios que começo a fazer no dia seguinte.

Preciso almoçar. Café e cigarros, ininterruptamente – consumo um e outro sem perceber, quando trabalho ou escrevo –, fizeram-me cair a pressão.

O bar serve uma das feijoadas mais honestas da região da Vila Mariana. De carro, chego lá em 5 minutos.  Gasto mais cinco esperando pela comida e mais dez para comer. Antes da uma estarei de volta.

Meu escritório está na região há quase 15 anos. Vários conhecidos freqüentam o estabelecimento em que matarei a fome. Ao chegar lá, cumprimentam-me e me convidam a sentar à mesa repleta de garrafas de cerveja vazias.

Hesito. São pessoas que têm por costume fazer comentários que me desagradam. A educação, porém, fala mais alto e aceito. Encaro a turma que têm os olhos injetados pelo álcool.

Alguns dos homens, estando todos na mesma faixa etária que eu, mencionam a entrevista com Lula e começam a fazer piadinhas próprias da mentalidade política e ideológica que infesta a parte de São Paulo em que vivo.

Permaneço impassível e calado. Percebem que não estou achando graça. Um deles, menos grosseiro, resolve mudar de assunto:

— E o Rio, hein! Que tragédia!

Percebo que é outro tema que não vai prestar e me abstenho de comentários. Dedico-me à excelente batidinha de limão que servem ali.

Um outro decide escancarar a bocona: “Sabe qual é o problema do Rio?”. Percebendo que vem pedrada, mas já começando a me irritar, pergunto qual seria o “problema do Rio”.

— Pretos, cara. Notou que são todos pretos?

— Todos, quem, cara-pálida?

— Todos. Bandidos, moradores da região. Tudo preto. Esse é o problema do Rio.

Reflito, antes de responder. Ao menos em uma coisa esse demente tem razão: a tragédia carioca tem cor. Realmente, bandidos e população atingida por eles são negros em expressiva maioria. Então respondo:

— Mas a culpa não é deles, é sua. São racistas como você que fizeram com que mesmo depois de mais de um século do fim da escravidão os negros continuassem mergulhados nessa tragédia…

— Mas…

— Aqueles traficantes quase todos negros, um dia foram crianças que se inebriaram pelo poder que os bandidos exercem sobre essas comunidades.

A mesa com seis homens de meia idade fica em silêncio, perplexa com o que acabara de ouvir. Levanto-me, vou até o caixa, pago pela comida que não comi, subo no carro, sem me despedir de ninguém, e vou embora sem almoçar.

Já não havia mais fome.

Levo comigo, porém, uma certeza: a tragédia no Rio tem cor. Existe por conta dessa cor.

Aquelas populações, pela cor da pele, foram mantidas em guetos miseráveis, longe das preocupações dos setores exíguos e preconceituosos da sociedade que fingem que a culpa é dos governantes.

197 comments

  • Nossa, ate me emocionei.

    Nem tenho palavras Eduardo.

    Como universitária, jovem..vejo tantos ainda com pré-conceitos infundados dentro das universidades.
    Que nem sei o que esperar do povo.

    Só desejo que todos possam ter paz.

    • É a elite branca paulista, em ação. Em outro cenário, pude ouvir também algumas pérolas dessa malta cheirosa: ” … se fosse a Rota ( polícia paulista), as coisas seriam diferentes e todos os bandidos já estariam mortos. A polícia paulista é bem melhor que a do Rio “. Essa sua polícia _ disse eu _ não consegue acabar com a Cracolândia, imagina com o Complexo do Alemão!! (rsrs) Esses paulistas se acham…

  • Eduardo, você tem que deixar algumas coisas pra lá senão você não vive a vida. Adiantou alguma coisa esse seu comportamento? Você só perdeu o almoço. É preciso um pouco mais de paciência, jogo de cintura. Deixa essa intransigência um pouco de lado. E outa coisa, pare de fumar pelo amor de Deus. Boa sorte nos negócios!

      • parabens, Edu, se cada um dos seus milhares de leitores fizessem o mesmo com seus conhecidos, com certeza o nivel subiria. se bem q a responsabilizacao da midia racista é bem mais eficiente, e sera inevitavel.

      • Paciência tem limites, ainda mais com imbecis que “se acham”. Muito bem! O que racistas, preconceituosos e elitistas precisam ouvir é que suas “opiniões” não são dominantes, como pensam. Nosso ouvido não é penico. Querem ser ridículos, então que convivam só com seus iguais! Valeu Edu!

      • Desculpe Edu, mas nessa atitude você está completamente errado. Não é com fogo que se combate o ódio. Desta maneira você somente retro-alimentará o nascedouro do ovo da serpente, e pior, dará razão aos ideais racistas desta gente. O ontem já nos deu inúmeros e iluminados exemplos de como lidar com intransigências raciais. E Mahatma Ghandi é só um dentre muitos destes exemplos.

      • É isso aí, Edu… Mandou muitíssimo bem!… Afinal, “quem cala, consente”. Omitir-se diante de um absurdo desses, deixar “pra lá” e ir “viver a própria vida”, seriam atitudes mais cretinas e covardes que o próprio autor do infeliz comentário, o seu momentâneo e idiota “colega” de bar. Se absolutamente TODOS aqueles que são capazes de se ofender diante do preconceito agissem como você e ESTE Cidadão Carioca aqui, quem sabe certos vagabundos e suas respectivas fossas disfarçadas de boca, se acanhassem um pouco mais de sair por aí exalando á esmo o insuportável e indefectível bafo-fedor-fascistóide, poluído de cretinismo e intolerância…

        • Para parar é preciso querer e, ao fim e ao cabo, inconscientemente creio que não quero. Durante os últimos 15 meses, passei 9 no hospital com minha filha e sem o cigarro, acho que enlouqueceria

          • Já que estamos falando em coisas raras e desejo, se o Alckimim fizer um governo voltado para o povo de São Paulo, você largaria o cigarro (eu sou um chato desgraçado de um ex-fumante)?

    • Concordo com sua premissa. A tragédia tem cor.
      Fume e viva de acordo com sua consciência amigo Eduardo.
      Quem lhe pode criticar?
      Que mais nos cabe nessa vida? O que mais? Senão viver conforme o que cremos?
      Adorei a crônica. Me vi representado em sua atitude. Não raro ajo assim também. E me firo com frequência. Tudo bem, faz parte.
      Adoro o blog. Admiro sua postura.

  • Mas as paaedes da senzala começaam a ruir,pouco mas começou,graças a um nordestino sem curso superior ,que foi o melhor presidente que este país ja teve,e elegemos uma mulher presidente,para derrubar de vez estas paredes da vergonha,enquanto no mundo eles erguem muros ,nós derrubamos os nossos.Espero que nossos irmão cariocas encontrem a paz,que todos desejamos.

  • Parabéns pela coragem, Eduardo.

    Como negro e nascido pobre no Rio de Janeiro, fico feliz com este desagravo, apesar de minha trajetória ser totalmente diferente dos inocentes favelados da zona norte.

    O mais triste é saber que, conforme disse a Aline, o preconceito inunda a cabeça dos futuros iluminados (universitários). Além disso, precisamos constatar que a indiferença com o sofrimento do pobre ainda é imensa.

  • Coincidência, meu caro. Acabo de postar em meu blog um texto com resposta a um blogueiro aqui da minha cidade, Antonina/PR, que acha que algum sangue é inevitável correr para que o problema, o narcotráifco, tenha solução. Claro que ele está a falar do sangue dos outros, não o dele e nem o da sua família.
    Em seguida, dou uma navegada derradeira, antes de dormir, e me deparo com este teu magnífico post. Fecho meu dia reproduzindo-o em meu bloguezinho sujo e ordinário, prcequinel.blogspot.com.

  • a culpa Eduardo não é só dos governantes.é nossa tambem.é de uma sociedade DOENTE!de uma mídia doente e q nos adoeceu por anos.tem pessoas q ao inves de ajudar,criticam mas dão apoio para essa gente q não está nem aí para nós.quanto a São Paulo,caminha para ser esse Rio De Janeiro doente.aliás:já está infelizmente!

  • Caríssimo Eduardo Guimarães. Minha escola aqui em Presidente Prudente, no longínquo oeste paulista e porta de entrada do Pontal do Paranapanema realizou, na semana de 22 a 26/11a “Semana da Consciência Negra”, através da execução de um projeto denominado “Educando pelas diferenças, para a igualdade”, de autoria da Prof. Nivalda Aparecida da Silva, da disciplina Português e Literatura. Os alunos realizaram diversas apresentações como teatro, música, jograis e teve até uma relativa cobertura da mídia local. Nossa cidade sempre primou pelo seu conservadorismo e preconceitos desmedidos, principalmente nos últimos 25 anos quando as ações do MST no Pontal (logo “ali”) repercutiam em nossa cidade, até porque a chamada opinião pública brasileira é cada vez mais urbana. Nossa elite da “boca do sertão” curte um ressentimento bravo devido à vitória de Dilma, sendo que aqui o Serra ganhou. Por isso, “gotas no oceano”, como a promovida pela Prof. Nivalda, ela negra assumida e “necessária” são sempre benvindas para projetar no futuro, do qual nossos educandos são a semente uma sociedade mais igualitária que aprenda efetivamente lidar com as diferenças e respeitá-las. Caso deseje entrar em contato com a Prof. Nivalda, faça-o pelo e-mail: [email protected]. Ela merece. E parabéns pela sua atitude, mesmo deixando o almoço para trás.

  • Olá Edu. Eu tenho mais pena dessa gente que pensar ser gente, mas é apenas um animal vestido de gente.
    A pessoa pobre tem uma luta de vida que as fazem ser gente de verdade.
    Fiquei muito feliz de te ver ao lado do nosso Presidente Lula.
    Um grande beijo para a tua Victória, saúde e paz para você e sua família.
    Ester

  • Seu texto é marcado por uma reflexão impar, é extraordinário. O Brasil é mesmo um país diferente. Aqui teve escravidão e nós deveríamos nos lembrar disso com frequência para diminuir a prepotência de uns e a dor de outros. Lembro-me que ao lado de minha casa, quando ainda muito pequena, creio que na primeira metada da década de quarenta, havia uma família de negros. Naquela época as crianças bricavam pelas casas dos vizinhos pois nem muro havia. Eram pessoas diferentes e deles lembrei várias vezes ao longo da vida. Diferentes porque eram meio curvados, não olhavam diretamente nos olhos das pessoas com quem falavam e não tinham amigos no bairro. Nas procissões desfilavam aqueles que pertenciam a alguma irmandade. A maior parte deles seguia atrás de todos.
    Temos que refletir sobre a condição do negro que saiu do cativeiro e ficou perambulando por estradas, pelos caminhos, sem eira nem beira e desaculturado pelo instituto da escravidão.
    A educação é o caminho para enfrentar o preconceito que gera infelicidade porque a ignorância contribui para isso. Os moradores dos morros no Rio são predominantemente negros. Esses moradores têm sido desde muito tempo cativos dos negócios da cidade, sobretudo o jogo do bicho misturado às escolas de samba e depois o tráfico.
    Foi comovente a cartinha que uma moradora passou a uma equipe de reportagem apresentada no jornal nacional. Dizia no bilhete, entre outras coisas, “liberdade liberdade abre as asas sobre nós”.
    Tornou-se necessário resgatar aquele território embora, na verdade, sejam todos vítimas de um mesmo processo.
    Boa viagem Eduardo. Tenha bastante sorte.

  • Assiti por algumas vezes mais por curiosidade do que por outro motivo,um programa que não “curto” mas que vez por outra,mostra alguma coisa interessante.Estou falando do programa do Mion na Rede Record.Num deles para mostrar que existe sim,preconceito e hipocrisia,uma loira,um “branco” e um “preto” com mochilas entravam em estabelecimentos comerciais e ao sairem juntos,um alarme era disparado.Nenhuma vez os seguranças pararam a loira ou o rapaz branco,mas o rapaz de cor morena era parado e algumas vezes com truculência.Aí o pessoal da produção entrava em cena para livrar a cara do rapaz e perguntar porque eles,os seguranças,não pararam os outros dois participantes.As desculpas eram as mais “esfarrapadas” possíveis.Isso foi em um dos programas iniciais e bem antes das eleições.

  • Outro dia ouvi uma grande bobagem, preconceito, de uma criança de 14 anos, certamente incutida por seus pais sobre o bolsa família:pobre gosta de ser pobre.Como está em família, cunhados, eu perguntei ao garoto que tem uma tia que sempre esteve em dificuldades:pergunta à sua tia se ela gosta de ser pobre.Não deu para aguentar.

  • Eduardo, se me permite, o único erro compulsivo que percebi em sua crônica, diz respeito ao fumo. O restante, ao meu ver agiu corretamente. Conviver com o racismo é difícil, mas fazemos o posível, mesmo pq, não dá para sair por aí eliminando racista, agora aceitar, isto é outros quinhentos. Pessoas que possuem o mínimo de discernimento e conhecem um pouco de história não devem em hipótese alguma compactuar com esta prática. O ignorante que proferiu o comentário à vc é fruto de uma sociedade que pariu Demóstene Torres – “Não houve estupro nas senzalas, o sexo foi com consetimento” e Ali Kamel – “No Brasil não há rascismo”. Fez muito bem em abdicar daquela companhia.
    Abços e fume menos.

  • A tragedia no Rio tem cor; 2 cores:Preto dos traficantes e branco do po e dos consumidores do po.A maioria branco de classe media alta!!
    Ninguem lembra de falar da cor branca!!!

  • Parabéns pelo texto e pela atitude, Edu! Minha mãe que me apresentou o seu blog, continue assim, pessoas como você são muito importantes para o país!

  • E ainda tem cidadão com coragem de afirmar que no Brasil não existe racismo. Só se o país destes é outro. O racismo existe e a cada dia fica mais evidente. Os que estão “bens de vida”, são os mais declarados. Por isso são também os responsáveis pelos males que aflingem principalmente os negros neste país. Depois fingem que não é com eles. Mereciam o rigor da lei estes que assim se expressam, se comportam e agem como tal.
    http://easonfn.wordpress.com

  • Essa história triste se assemelha a um conto belíssimo. Pena que é a realidade! Sua resposta foi suscinta e impactante. Com certeza, o silêncio da mesa expressa a surpresa e a reflexão que eles tiveram por pouquíssimos longos segundos. Parabéns!!!!

  • Será aquele “buteco” ao lado da estação Santa Cruz, a feijoada lá é realmente boa.

    A comunidade Black Music a qual eu faço parte se reuni e come uma feijoada lá, então estamos desagradando alguns.

    Bom…Os incomodados que se mudem.

    Também concordo com alguns, para de fumar é uma boa atitude.

  • Eduardo,

    além de Pretos, temos uma política de exterminio.

    Minha filha que me alertou hoje a noite.
    -“Papai, disse ela, só consigo me lembra da ditadura quando vejo a televisão falar sobre o Alemão, era assim contra voces ..”

    O estado brasileiro pelo que me lembro praticou exterminio algumas vezes.
    Contra Palmares, contra Canudos, contra a esquerda em 1970…

    Parabens pela sensibilidade !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Ainda pior do que ouvir essa aberração do pensamento/sentimento humano de pessoas da nossa idade,é ouvi-las tb dos jovens !
    Que nem você,Eduardo,eu não consigo ficar calada e não me indignar nessas situações,às vezes até gostaria,mas posso te garantir que fica mais fácil pro nosso corpo aguentar,quando a gente para de fumar.Parei só há 2 meses,mas sinto a diferença gritante,pense nisso…

    grande abraço,boa viagem e excelentes negócios pra você.
    beijo especial na Victória

  • Pq raios vc sentou nessa mesa meu!!!

    Mas pensando melhor, eles tinham que ouvir isso !!!

    Isso é o que mais acontece em São Paulo, seja no bairro onde moramos, seja na universidades, seja na empresa…. a grande maioria “branca” age assim, resquícios daquilo q vc aponta “são racistas como você que fizeram com que mesmo depois de mais de um século do fim da escravidão os negros continuassem mergulhados nessa tragédia…”

    Parabéns pela caminhada meu querido e compartilhar isso com todos que acessam seu blog, vc é um grande agente progressista e ativista que querendo ou não motiva quem o Lê.

    Abraços

  • Outro dia, em churrasco de confraternização com colegas do meu “curso ginasial” (lá se vão 35 anos…), sentei-me à mesa com um colega que seguiu a carreira militar. Boa gente, honesto, mas com aquela visãozinha atrofiada de milico. Para não ser chato e nem polemizar, tive que aguentar calado ele lamentar a “eleição de uma terrorista”, o fim do mundo segundo ele. Ok, engoli aquela carne trevosa por pura cortesia social, digamos assim. Poucos minutos depois, dei o troco. Após uma breve elogio a algumas medidas boas da ditadura militar no Brasil, como a criação e o fortalecimento de estatais importantes, engatei que a tortura – que existia, frisei – não era legalizada NEM pelo regime, embora ocorresse a torto e a direito. Era ilegal, absurda, criminosa. O meu amigo milico teve que engolir essa, calado.
    Você fez muito bem em responder, já que estava sem paciência – e com toda a razão.
    Mas outra opção era devolver o problema pro racista: o problema, meu amigo, é dos brancos, dos filhinhos-de-papai, que compram a droga e financiam essa tragédia. Os negros são, mais uma vez na História do Brasil, as vítimas. Chupa essa manga, meu!

  • As favelas cariocas tem seu início exatamente após a abolição. Livres da chibata às costas, mas entregues à própria sorte, sem direitos, sem cidadania, sem voz, espalhados pelos morros, que foi a parte que lhes coube nesse latifúndio, morro da Mangueira, morro do Telégrafo, morro dos Macacos, morro da Formiga, morro da Serrinha, e tantos outros. Muitos dos que estão lá hoje certamente descendem desses escravos, mas continuam acorrentados, pelo preconceito, pela intolerância, pelo descaso.

  • Caramba. Primeiro os nordestinos, depois os gays e agora os negros. Sem contar o preconceito contra a mulher nas eleições. Está se caracterizando um surto de intolerância na elite branca, principalmente aí em São Paulo.
    O pior é imaginar que educação estão dando a seus filhos, o que me faz temer pelas novas gerações dessa elite. Bom, uma mostra já temos, com a agressão dos adolescentes aos gays na Av.Paulista. Alías um deles bem poderia ser filho desse indivíduo que fêz você perder a fome

  • Acabei de fazer varios comentarios no Nassif que levam aa mesma conclusao sua.

    A tragedia dos pretos brasileiros ainda vai ser contada algum dia. Algum dia melhor.

    Quem vai estar fornecendo os cadaveres pra esse trumfo da direita no Rio de Janeiro eh os negros brasileiros, gente. Ate agora sao 35 mortos… mas ninguem contou a cor da pele deles.

    Ainda. Dos cadaveres, EH TODO MUNDO PRETO, ta?

  • É Eduardo infelizmente você tem razão, conversando com uma de minhas irmãs e meu esposo chegamos a mesma conclusão que você. Só verei solução para os problemas do Rio, quando o moradores (“brancos”) da beira da Praia (a maioria) pararem de alimentar o trafico dos Morros. Em relação a guerra entre polícia e os soldados dos traficantes pode ser vista até com bons olhos para alguns, mais essas baixas são passageiras, outros jovens logo irão fazer a mesma coisa “se alistando” entrando no lugar dos que morreram, a inteligência da policia deveria investir contra os Generais do trafico carioca o beneficio seria bem maior para todos. Posso até estar errada, mais é minha opinião.

  • Totalmente de acordo, Edu. É preciso dar aos fascistas preconceituosos a dimensão de sua gigantesca imbecilidade; caso contrário, saem por aí espalhando seu lixo, como temos visto. Só discordo numa coisa: eu teria levado comigo a feijoada!…

  • Eduardo.Esta acusaçoes levianas e perversas que estas nossas Mídias(Meios de Enganação de Massa) fazem criminalizando a nossa pobreza e pautando vergonhosamente as nossas políticas criminal e institucionais são antigas.Intensificaram estas campanhas após a “guerra-frria” sob o pretexto de combater: insurreições,terrorismos,traficantes, narcotraficantes et caterva. Por trás está o poder econômico financiado financiando estas calamidade.Espetacularizam suas campanhas fingindo estar combatendo “traficantes”. Ora, acusar sem provas rapazes descamizados, esquálidos, descalços e desdentados,na maioria negros, que nascem e crescem sem qualquer oportunidade para sobreviverem com um mínimo imprescindível a qualquer ser humano de “traficantes” é ter a certeza calhorda que assim procedendo convencem a toda nós e o nosso povo.Sòmente imbecis são facilmente convencidos por esta Mídia suja e apodrecida. Estes jovens tornaram-se e vêm se tornando “VÂNDALOS” e só deveriam ser tratados como tal….
    Nenhuma autoridade dos três poderes, personalidade públicas ou privada cobra dos responsáveis por estas arbitrariedades descomunal e vergonhosamente internacional no sentido de ouvir os jovens presos e injustiçados e ainda seus familiares. A omissão é vergonhosa e covarde. O nosso Frei Caneca sempre diz: ” ..quem morre todo dia, não tem medo da morte”.Estes jovens filhos da miséria desde a concepção vem morrendo todo o dia e por isso tomam através do “VANDALISMO” um comportamento natural de sobrevivênica para mostrar a todo o Mundo que “Ele” também existe. E todos fingem desconhecer esta realidade.”..Se os fatos provam tudo isso, pior para os fatos” também diz Nelson Rodrigues.P.S.As proximas operações de guerra contra estes injustiçados “VÂNDALOS” que tendem a aumentar se as causas e os motivos não forem eliminadas serão aonde? Em quais Estados?Nas Rocinhas, Cidades de Deus, Baixadas Fluminense etc de todo o nosso País?Vamos aguardar. Eles podem tudo!

  • Pronto, vai começar, de novo!!!…agora, mudou o alvo nordestino, para o alvo preto!!!…
    Eduardo, pelo amor de Deus, pare com isso, cara!!!…pare com esse negócio de inventar coisa!!!…eu não acredito que isso tenha acontecido!!!…você inventa essas coisas só pra criar clima para seus escritos, que pretende que sejam impactantes o suficiente pra manter seus seguidores nesse blog presos pela emoção!!!…cuidade, cara, tem muito bobinho que pode acreditar que isso é verdade!!!…
    O suposto comentário desse seu suposto conhecido é tão absurdo que só pode ser invenção sua!!!…invenção maldosa, aliás!!!…
    Cara, você não tem nenhum meio mais honesto de manter seu blog, não???
    Eu nasci e me criei na Vila Mariana, morei nesse bairro por mais de meio século e o conheço como a palma da minha mão…morei até vizinho do seu escritório, no Planalto Paulista!!!…..
    Você escolheu a Vila Mariana por ser um bairro de classe média alta, mas, que não passa de parte de uma cidade, cuja imagem você pretende denegrir, com seus delírios de preconceito.
    Fala pra mim qual é o bar que eu vou tomar satisfação….vou conferir se essa mula que fez esse comentário existe, mesmo.
    Fala, se tiver coragem.

    • Não existe uma só pessoa moralmente sã que negue que nos bairros ditos nobres de São Paulo o preconceito não seja facilmente visto e ouvido. Essa não foi a primeira vez e não será a última. As pessoas honestas que vivem nesta região sabem como são comuns essas cenas. São os que negam fatos que todos sabem que contribuem para manter vivo o preconceito no Brasil. Se alguns têm coragem de escrever livros dizendo que “não somos racistas”, não me espanta que você tenha a coragem, a coragem de escrever o que escreveu. Mas pode me insultar à vontade. Está insultando a si mesmo, passando por hipócrita, pois todos sabem como é o preconceito nesta região.

      • Edu, o preconceito racial existe, certamente, mas não é exclusividade daqueles moradores de bairros paulistanos de classe média, nem carregam a intensidade que pretende impingir a ele…….isso é estratégia para impactar a emoção de seus seguidores.
        Sabe o que mais: acho que você nem comeu feijoada, nesse dia……..penso que, após ter saído do escritório, onde tomou vários cafés e fumou vários cigarros, você passou na padaria do Seo Cabral, na Avenida Odila, comeu um misto quente, tomou uma latinha de cerveja e foi pra casa correndo, pois a Dona Onça já tinha ligado, pedindo que não demorasse.

      • Aê, Haroldo Mourão, gostei da sua perspicácia, mas, sobre o “DENEGRIR”, em não sendo ato falho, pode dispensar o divã, mas, quem sabe o Aurélio ou mesmo o Houaiss, nesses tempos do “politicamente correto”, numa próxima reforma ortográfica, não resolvam esse problema!!!

  • Uma coisa que certamente esse cara da mesa que responsabilizou os prêtos pelo “problema” do Rio não saiba, é que a maioria absoluta da população carcerária brasileira é branca e de classe média.Os negros são minoria lá, ao contrário dos Estados Unidos, por exemplo.

  • O preconceito contra o negro é uma realidade em São Paulo.É tão enraizado que chega ao ponto do que conto a seguir: A família de meu ex-marido, fillho de pai negro, portanto uma família mestiça, é racista !É uma família de classe média baixa que subiu para a classe média média. Pois bem, dizem abertamente: não aguento esses ônibus, só tem preto. Esses pretos são todos ignoirantes. Daí para baixo. Eu fico olhando, sem saber o que dizer, simplesmente inacreditável.O pai era preto mesmo! Eu não tive preconceitos, branca, de classe média alta, casei-me com meu ex-marido. Mas não aguentei o atraso de certas coisas nos costumes da família, do racismo ao machismo. E, por incrível que pareça, meu ex-marido é um cara do Pt e a família vota PT. Ou seja , a classe média paulista é um ninho de contradições.
    É um fenômeno a ser entendido, para ser politicamente trabalhado e transformado.

  • Ser flexível na vida…Bem dá pra ser com Nazistas???
    É seu Edu eu acho que à sociedade brasileira ta passando por transformações,certo???
    Eu também na minha maneira não sou flexível.Alguém aqui se lembra eu acho que em 1965 de um bandido/Rio (cara de cavalo),que morreu com 200 tiros???E o que mudou de lá pra cá???Você foi até educado nesse seu almoço,pois eu diria pra essa pessoa arrumar um Green Card nos EUA e boa viagem!!!Vejo que outro mito brasileiro ta se indo…A tal cordialidade (coração) brasileira tão bem descrita em Raízes do Brasil.Que sempre foi o rodar o bambolê nas situações de conflitos na sociedade.

  • não pude deixar de comentar. Ao ver a fotos do Uol sobre a invasão do morro do alemão com os militares de prontidão, ví que eram pretos.O haiti é aqui, diz ca música do caetano :

    Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
    Dando porrada na nuca de malandros pretos
    De ladrões mulatos e outros quase brancos
    Tratados como pretos
    Só pra mostrar aos outros quase pretos
    (E são quase todos pretos)
    Como é que pretos, pobres e mulatos
    E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
    .
    O que dizer?
    Há que se combater o tráfico, talvez essa guerra seja necessária,
    mas que são pretos matando pretos é de chorar, de doer, de partir a alma.

    Haiti Caetano Veloso
    Quando você for convidado pra subir no adro
    Da fundação casa de Jorge Amado
    Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
    Dando porrada na nuca de malandros pretos
    De ladrões mulatos e outros quase brancos
    Tratados como pretos
    Só pra mostrar aos outros quase pretos
    (E são quase todos pretos)
    Como é que pretos, pobres e mulatos
    E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
    E não importa se os olhos do mundo inteiro
    Possam estar por um momento voltados para o largo
    Onde os escravos eram castigados
    E hoje um batuque, um batuque
    Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
    Em dia de parada
    E a grandeza épica de um povo em formação
    Nos atrai, nos deslumbra e estimula
    Não importa nada:
    Nem o traço do sobrado
    Nem a lente do fantástico,
    Nem o disco de Paul Simon
    Ninguém, ninguém é cidadão
    Se você for ver a festa do pelô, e se você não for
    Pense no Haiti, reze pelo…
    O Haiti é aqui
    O Haiti não é aqui
    E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
    Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
    Plano de educação que pareça fácil
    Que pareça fácil e rápido
    E vá representar uma ameaça de democratização
    Do ensino de primeiro grau
    E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
    E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
    E nenhum no marginal
    E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
    Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
    Brilhante de lixo do Leblon
    E ao ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
    Diante da chacina
    111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
    Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
    E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
    E quando você for dar uma volta no Caribe
    E quando for trepar sem camisinha
    E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
    Pense no Haiti, reze pelo
    O Haiti é aqui
    O Haiti não é aqui

    Esta música pode es

    http://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/haiti.html#ixzz16ZZziev4

  • Eduardo, também passo por essas situações constantemente, inclusive no ambiente de trabalho e acho que faria o mesmo nesse caso, pois é necessário colocarmos o outro lado sempre que possível.
    É muito difícil não se deixar envolver emocionalmente. Quem conhece minhas posições, evita dizer o que pensa na minha frente. Mas tenho consciência de que é necessário não se deixar influenciar com tantos absurdos, sem ser conivente, se omitir. Força, pois essa luta é diária, infelimente!

  • Edu,tudo começou,a História conta,no pós-guerra do Paraguai.Os escravos eram um grande pêso para as elites após a lei Àurea.Convocaram os Negros, ¨PRA DEFENDER SUA PÀTRIA¨,no lugar dos filhinhos brancos e olhos azuis, dos Coronéis do café e do açúcar.Ao retornarem,colocaram-nos nos Morros do Rio de Janeiro e grandes cidades do Sul e Sudoeste,com a promessa de construírem suas casas e dárem-lhes emprêgo.Como nossa Elite Politica sempre CUMPRE com suas PROMESSAS,TAÍ O RESULTADO,TAÍ O RACISMO!!!!

  • É Edu esse idiotas com suas explicações de baixo censo-comum não sabem, que na época da escravidão, mais de metade da população eram de escravos ? Grande parte deles correram para a então corte do império. Uma vez conheci um senhor octágenário, nos anos 70, ele falou que o seu avô era escravo numa fazenda no interior de MG, quando ele soube da lei áurea largou a lavoura e saiu correndo e só parou quando chegou no Rio.

  • Eduardo,
    Estamos vivendo dias de profunda tristeza aqui no Rio.Agora pela manhã ocorre a invassão ao Complexo do Alemão.Situação muito difícil de analisar.O Rodrigo Viannna escreveu um ótimo texto em seu blog, onde recomenda um artigo do Luiz Eduardo que trata do tema com muita propriedade.Mas a questão do preconceito e da segregação social e racial, com certeza,esta na raiz do problema.Deve ser mesmo indi gesto almoçar perto de pessoas com esse tipo de pensamento.São esses que devem estar torcendo por uma matança,tipo bandido bom é bandido morto.Muito triste mesmo tudo isso.Você sempre dando exemplo de cidadania.Um grande alento, especial num dia como o de hoje.
    O show mdiático esta um horror.
    Edu uma exelente viagem,grandes negocios tudo de bom.

  • Edu,

    Bom dia!!

    Linda crônica, no meio de tanta tragédia! Pois é, os pretos e os pobres do Rio foram empurrados para o morro lá no começo do século XX quando o prefeito Pereira Passos, durante a presidência do paulista Rodrigues Alves fez a reurbanização da cidade e todo o centro velho cheio de cortiços e afins foi demolido para se abrir a avenida Central, a atual Rio Branco, entre outras mudanças.A nascente burguesia saudava o feito através de seus escribas na imprensa, como Figueiredo Pimentel, que na sua coluna no jornal Gazeta de Notícias, lançou o slogan ” O Rio civiliza-se!!”. Na outra ponta um mulato, pobre, modesto funcionário do Ministério da Guerra, alcoólatra e que por conta do vício, da pobreza e toda a sorte de desgostos morreria aos 41 anos, deixando uma obra imprescindível à História do Brasil republicano. Falo do escritor Afonso Henriques de Lima Barreto ( o nosso Lima Barreto), apaixonado por sua cidade natal, foi crítico implacável do processo de reurbanização, porque soube ver claramente o que ele significava, tanto para o seu povo, quanto para a memória da cidade, para a sua topografia e para o meio ambiente. Nessa hora vale a pena ler ou reler seus romances, suas crônicas, seus artigos e seus contos.

    Um forte abraço

  • O fulano não sabe o que diz. Ele não sabe que há pessoas de outras cores que são clientes assíduos dos “pretos”. Pessoas estas que podem até dividir a mesma cerveja com ele.

    Você deveria era ter mudando de mesa Eduardo. Não compensa deixar a caipirinha pela metade por causa de um babaca.

  • Complementando:

    O babaca é tão alienado que nem se dá conta que o galã da novela preferida dele, um bonitão de olhos verdes, é um dos clientes dos “pretos”.

  • Eduardo, você talvez tenha mexido com a consciência de um ou outro ali naquela mesa. Quem sabe…

    Concordo, a cor da tragédia é a cor do povo negro. Mas há um lado pálido que a TV não mostra. O chefe do tráfico na favela é negro. Mas o chefe do chefe é branco, rico, e mora numa mansão no Leblon ou em Ipanema.

    Veja-se esta charge do Latuff:

    http://altamiroborges.blogspot.com/2010/11/imagem-do-trafico-que-tv-nao-mostra.html

    Na mosca!!

  • Os que vendem podem podem ser negros, mas quem consome? Qual é a cor? Fico me perguntando no que os consumidores do que vem do morro em forma de pó estão pensando nestes dias.
    Fiquei muito feliz com a entrevista com o Lula e com destaque da tua participação. Parabéns. Pena esse negócio do cigarro…
    Abraços, Miguel

  • Eduardo, que texto bacana! Nota 11, numa escala de 0 a 10. Talvez, se parte desses traficantes (a menos dos psicoptas, que existem em todas as classes sociais e que representam cerca de 4% da população) tivessem tido outro tipo de oportunidade lá atrás, as coisas pudessem ser diferentes para eles. Ao mesmo tempo, o Estado tem que resolver essa fatura: não se espera que o tráfico seja eliminado, mas não é justo que se concentre operacionalmente nas favelas, infernizando a vida da maioria das pessoas que ali moram (e a maioria é gente de bem). As favelas precisam ser transformadas em bairros normais como todos os outros. Também é importante o Estado criar inteligência para cercar também os traficantes de todas as classes sociais. E também atuar fortemente no social, na criação de oportunidades (como esse governo vem fazendo).

  • Grande!!!Eduardo!!!.Vc.não perdeu o almoço não,vc.se alimentou de luz.Da luz dos justos,dos que não se-
    omitem,dos que não se acovardam diante desses bossais ingnorantes e estúpidos.Jogaste um pouco –
    de luz nessas almas das trevas.Trevas do ódio,do orgulho,da ilusão de se acharem melhor do que seus –
    semelhantes. Homens,como vc. é impresendivel para o aperfeiçoamento dos nossos esperitos.
    Que Deus e toda os esperitos de luz te ilumine cada vez mais,para que a humanidade sai da escuridão –
    dessa doença chamada de preconceito.
    muito obrigado,pela sua existência. muita luz!!!!

  • Eduardo, eu já estou num ponto que não há educação no mundo que me faça sentar nesse tipo de mesa que vc sentou. É aborrecimento, indigestão e depressão na certa! Aliás, deletei meu perfil no
    Facebook exatamente por esse motivo. Abraços.

    • Cara, não esmoreça, tenho facebook, na eleição foi uma guerra, temos que nos manter na trincheira virtual independente das posições alheias…. tipo perco o amigo mais não perco a posição..rs FORÇA!!!

      Abs

  • Eduardo,
    estou com o JR Fidalgo, não há educação que me faça sentar com esse tipo de gente, mas, por caridade, onde encontramos a tal feijoada honesta e a excelente batidinha de limão? A gente enche o ouvido de couve e encara.
    Um abraço para você e um beijo especial para Victória.

      • eduardo, se servir de consolo, passei por uma situação parecida com meu barbeiro fazeno comnetários preconceituosos contra os nordestinos por conta da vitória da dilma. o mais interessante é q ele é migrante, do interior de sergipe. eu sou hipertenso, é mt difícil q minha pressão baixe como a sua. eu passo por situações parecidas tb em sala de aula, sou professor universitário. é mt estressante. quero fazer o q considero um reconhecimento. vc é o blogueiro q mais enfatiza a questão étnica, regional ( sua intervenção no caso mayara, foi mt importante. a propósito, cadê a mayara?). considero uma contribuição mt original e extraordinária.

  • Prezado Eduardo: No morro não se planta maconha, nem papoula, nem coca. Essa turma é apenas usada por pessoas refinadas e importantes Lembro-me que nos anos 60 essa praga chamada de tráfico de droga estava apenas começando e um jornal da época, não lembro se BRASIL URGENTE ou MOVIMENTO ou OPINIÂO, foi num desses que noticiava que a cocaina vinha em malas diplomáticas, só não dizia de qual pais. Considerando que “quando o mar briga com a praia nem se lasca é o caranguejo” , vemos aí mais uma vez o caranguejo(o pequeno) entrando pelo cano enquanto os grandes ( o mar e a praia) ficam vendo o movimento e possivelmente já traçando novos planos de atuação. E assim caminha a humanidade.

  • E olha que você esqueceu que a grande maioria dos que consomem os produtos destes “pretos” são de cores variadas, podendo tender à tons mais claros na aparência, mas incolores – por falta de substância – por dentro.

    Moro na Bahia, em Salvador, e compreendo bem suas palavras. Há muito o que melhorar por aqui…. Deveríamos ser exemplo de igualdade, mas ainda estamos vivenciando a discriminação, infelizmente.

  • Eduardo
    Muito embora a maioria goste de abordar tais questões de forma superficial ou de acordo com o padrão “sociológico”da mídia e de alguns acadêmicos de plantão, creio que parte do problema tem origem naquilo que o Valdyr comentou. Assim, mantendo a minha solidariedade e compreensão ante o o que lhe aconteceu no almoço, recomendo a leitura do post :

  • a questao do rio e muito mais profundo… nao e traficantes x policiais e mais complexos…..acho que governo sergio cabral tem dimensao do problema e seu secretario beltrame…. junto com governo lula , acho que o trabalho começou antes com o trabalho de infraestruturaniessa comunidade, com saude,transportes, e principalmente seguranças contra medo, imposto pelo crime organizado ou milicias… mas coração de tudo isso e financeiro do crime… vamos rio vc e maior…

  • Por ter a maioria da população mestiça o país terá que se livrar, caso queira ser potência mundial, do viés racista e de um sistema que beneficia a minoria preconceituosa, frívola e pouco produtiva. Terá que praticar a sua constituição e extirpar, com rapidez, as velhas estruturas e idéias preconcebidas, substituindo-as por outras, modeladas em um moderno e inclusivo sistema social e humanístico. Quanto á sua reação, Eduardo, algumas pessoas trazem um caráter próprio e forte que as distingue das demais e você é uma delas. Desde que se decidiu a enfrentar o monstro plenipotenciário e desregulado, o PIG elitista, que se alia ao Brasil do passado, você demonstrou: 1. A coragem de um Davi ante um Golias asqueroso, a grande mídia. 2) A inteligência capaz de produzir textos que formaram e continuam a formar (ao invés de deformar como o faz o PIG) muitos daqueles que confusos ante o tiroteio da desinformação, aqui acorrem a procura de luzes para moldarem as próprias opiniões. 3) Uma paciência franciscana de tolerar os contrapontos que, na maioria das vezes, aqui se levantam de forma agressiva e preconceituosa ou, quem sabe, movidas a soldo, para combatê-lo. Alguns aqui vêm como instrumentos de dissuasão e na tentativa de convencerem os leitores a apoiarem o status quo, em um país onde a miséria e a injustiça imperam e onde uns poucos, que não lotam um estádio de futebol, detêm mais da metade da renda nacional. O contraditório de que se gabam os desafetos, sem cogitarem do ridículo a que se expõem, persiste nos argumentos de sempre, ainda que se lhes mostrem dia após outro que as suas posições são ilógicas e insustentáveis, na contramão dos novos tempos. Quer estejam a agir de forma consciente ou não, alguns destes indesejáveis no seu blog se apóiam em teorias estapafúrdias, superadas ou centradas no ataque pessoal, ao mesmo tempo em que, quase sempre, revelam uma aridez de idéias comparável a um Atacama. Eles têm servido para demonstrar, de forma até certo ponto irônica, que o seu blog “sujo” é, também, freqüentado por adeptos da autopresumida massa cheirosa. De qualquer forma mostram-se úteis e, a meu ver, deveriam até mesmo ser bem tratados, ainda mais porque, no fim das contas, não convencem ninguém..

  • Sim, tragédias existem por conta desta cor… e não é de hoje. Este preconceito foi construído há centenas de anos e ainda carregamos esta ferida social que permanece fortemente arraigada, mesmo que nossa sociedade já tenha passado pelas transformações históricas como a modernidade e pós-modernidade. Há muito o que se fazer, mas precisariam existir muito mais pessoas com esta mesma predisposição e esclarecimento. Parabéns Edu pela coragem e espirituosidade. São com atitudes marcantes como esta que obrigam as pessoas a pensar e mudar concepções como o pré-julgamento a partir da cor da pele.

  • Aqui no Rio todos são CARIOCAS!!! Não importa se é preto, pobre ou puta. Vá no SAARA e pergunte a algum judeu ou algum coreano pra ver o que ele diz. Racismo é coisa da elitizinha de merda, principalmente a de São Paulo.

  • Caro amigo Edu, vc ouviu uma meia verdade e ativou o aguilhão(gatilho) da consciência de cada um na mesa. O bom é que não tinha almoçado, pois o vômito seria inevitável, sei que sua rotina é pesada, mas adoro suas intervenções nos comentários, isso faz com que nos sintamos acolhidos por você. Há assuntos e temas que julgo ser como diz o ditado: “gastar munição graúda com caça miúda”, mas o caso do Rio, SP, e demais cidades como a que eu moro (Uberaba- MG) e o Brasil como um todo, vive um momento ímpar; e que possamos fazer reflexões demoradas sobre que camihos desejamos para nós e para as nossas comunidades. Grande abraço, boa viagem, e que DEUS o proteja em toda sua vida e familiares.

  • Caro Eduardo, passei quase a mesma coisa que você nessa sexta-feira. Moro na zona norte de São Paulo, em um bairro onde os comerciantes abastado se dividem entre italianos e libaneses. Os libaneses detém a maior parte dos aluguéis do comércio do bairro (periferia). Sem dormir à noite toda, por conta de uma suposta cólica de rins, me dirijo ao cabeleireiro atrasada. Logo atrás de mim entra um dos donos do espaço. Sem perder muito tempo alguém comenta com esse cidadão sobre o ocorrido no Rio de Janeiro;… Bem, ele sem perder a chance de proferir seu discurso “senso comum” esbraveja: A culpa é do Lula e dos Direitos Humanos! Não perdi tempo, e perdi a postura e a educação que me restava, após uma longa noite sem pregar meus olhos. Disse tantas coisas, entre elas que os Direitos Humanos serviam inclusive para protegê-lo se algum dia ele fosse vítima de uma situação, onde pudesse estar em jogo sua dignidade humana. Afinal quem poderia lhe defender? Meu caro são os direitos humanos— direitos que você acredita que não devem existir para proteger o princípio da dignidade da pessoa humana. Também lamentei, em relação à postura da classe elitista, que infelizmente só pensam em privilégios e jamais em direitos. Ele disse para mim que a educação vinha de casa e não da escola, e que o problema aqui no país era que os partidos políticos eram todos da esquerda:— Veja o PSDB é um partido da esquerda! Então sem pensar que eu estava no salão e não no boteco eu gritei: – você é louco, onde você vive? Desde quando o PSDB é partido de esquerda? Nesse momento eu emendei vários argumentos que considero legítimos para mostrar o quão ignorante esse cidadão era. Não fui xenófoba em relação ao empresário libanês, pois conheço esse cidadão há mais de vinte anos e sei o quão mal trata seus funcionários, o quão é arrogante. Mas foi um desabafo… Sei que ele retirou-se, quando novamente o Rio volta a fazer parte do assunto do salão, e sem deixar a emoção esfriar digo que o problema não só do Rio como São Paulo é o processo de tentativa de “embranquecimento” que essas cidades passaram no final do século XIX. Quando essas pessoas são segregadas, e sem opção, começaram a habitar os futuros morros cariocas— essas pessoas que de toda sorte carregam os resquícios da miséria que fora plantada nesse passado tão remoto (para quem não conhece a nossa história), e tão perto dos que vivem até hoje as mazelas desse país que insiste em manter um apartheid velado.

  • Prezado Eduardo , ler o teu blog é um convite a reflexão sobre que país queremos e como construir este novo país , certamente parcela expressiva da população adota a politica da avestruz ao invés de refletir os efeitos da desigualdade racial que repousam sobre a história recente do Brasil.
    Parabéns , você enseja a discussão sincera da dimensão humana de uma parcela da população que construiu e constrói o país , que até pouco atrás em Testamentos eram arrolados como bens semoventes (animais). Só diminui a quantidade de cigarros !!! Um sincero e fraterno abraço !!!

  • O que mais me irrita é o grau de imbecilidade dessa gente que tece esse tipo de comentário, mas é tão mestiça quanto qualquer outro brasileiro.

    Eles não tem qualquer motivo pra justificar o racismo deles.

    São piores que os nazistas, pois estes criaram seus odientos conceitos a partir de uma alegada “pureza racial” originada em séculos de isolamento etnogeográfico dos alemães.

    São piores do que os nazistas, pois aqueles, em seus delírios de superioridade racial, pelo menos exaltavam as qualidades de seu país, eram ufanistas, enquanto que esses idiotas daqui acham trés chic falar mal do brasil.

    São piores que os nazistas, pois aqueles floresceram em um momento econômico difícil para a Alemanha e se pintaram como tábua de salvação para o país. Esses mentecaptos daqui apoiam gente que se mostrou nociva para o Brasil e torcem o nariz para um governo que demonstrou o que pode fazer uma boa gestão, aliada à vontade política de distribuir para a população a renda trazida pelo desenvolvimento econômico.

    Não sei como ainda frequentam um lugar que serve feijoada. Normalmente essa gente não gosta de nada que lembre o Brasil. Só comem coisas de nomes difíceis de pronunciar. Quanto mais consoantes, melhor.

    Fazer o que…

  • Eduardo

    Em primeiro lugar, parabens pela atitude!

    Amizade e coleguismo tem limite e essas eleições abriram a fonte de racismo que existia em algumas pessoas que, até entao, parecia represada. É impressionante como essas pessoas, que se dizem bem informadas são, na verdade, uns completos ignorantes.

    Uma vez na minha atividade de consultoria, o diretor da empresa ao fazer a abertura de um novo projeto disse o seguinte: “A Locomotiva está saindo, quem quiser subir será sempre bem vindo mas quem quiser ficar na frente do trem, é por sua unica e exclusiva responsabilidade”. A frase parece meio dura mas acho que se aplica ao Brasil que gostaria de ver no futuro. Vamos sempre ter pessoas que se acham no direito de se enfiar na frente dos trilhos e tentar, de alguma maneira, impedir que avançemos para uma sociedade mais justa. Só espero que esses individuos sejam cada vez mais raros….

  • Eduardo, esse hipócrita a quem você chamou de racista, vive em outro mundo.
    É só verificar os videos da Globo e verá que tem negros e brancos.
    Se a maioria é negra, está de acordo com o IBGE. A população brasileira em sua maioria é negra.
    Quanto aos racistas das últimas eleições, eles aparecem em todos os cantos.
    Vi um video de um negro, afirmar que o PSDB não tem um deputado negro em suas fileiras.
    Boa viagem e feliz regresso.

  • .
    CRÔNICA DE UMA TRISTE, AVILTANTE E REVOLTANTE REALIDADE HISTÓRICA.
    .
    Obrigado, Eduardo.

    Alguém precisava dizer isso, em nome da civilização.
    .

    • .
      Não sou favorável à aplicação da pena de morte, porque entendo que a morte para determinados indivíduos é até um bem e um conforto, não uma punição.

      Mas estou plenamente de acordo QUE SE APLIQUE A PENA DE PRISÃO PERPÉTUA, SEM DIREITO À CONDICIONAL E COM EXPROPRIAÇÃO DO PATRIMÔNIO, PARA PUNIR BANDIDOS QUE PRATICAM CRIMES BÁRBAROS, TAIS COMO:

      01) TORTURA;

      02) RACISMO;

      03) XENOFOBIA;

      04) HOMOFOBIA;

      05) PRECONCEITO DE CLASSE;

      06) PEDOFILIA;

      07) ESTUPRO;

      08) CORRUPÇÃO ATIVA;

      09) CORRUPÇÃO PASSIVA;

      10) LAVAGEM DE DINHEIRO e

      11) SONEGAÇÃO FISCAL.

      PRISÃO PERPÉTUA PARA CRIMES BÁRBAROS, JÁ!

  • .
    Não sou favorável à aplicação da pena de morte, porque entendo que a morte para determinados indivíduos é até um bem e um conforto, não uma punição.

    Mas estou plenamente de acordo QUE SE APLIQUE A PENA DE PRISÃO PERPÉTUA, SEM DIREITO À CONDICIONAL E COM EXPROPRIAÇÃO DO PATRIMÔNIO, PARA PUNIR BANDIDOS QUE PRATICAM CRIMES BÁRBAROS, TAIS COMO:

    01) TORTURA;

    02) RACISMO;

    03) XENOFOBIA;

    04) HOMOFOBIA;

    05) PRECONCEITO DE CLASSE;

    06) PEDOFILIA;

    07) ESTUPRO;

    08) CORRUPÇÃO ATIVA;

    09) CORRUPÇÃO PASSIVA;

    10) LAVAGEM DE DINHEIRO e

    11) SONEGAÇÃO FISCAL.

    PRISÃO PERPÉTUA PARA CRIMES BÁRBAROS, JÁ!
    .

  • Parece que é a hora ideal de começarmos um debate mais amplo sobre a descriminalização das drogas para que essa ação não seja em vão. Que tal alguém que entenda das leis elaborar um texto e iniciar um abaixo-assinado???

  • Edu, talvez eu esteja sendo muito ufanista, mas estou empolgada com o que está acontecendo no Rio.Como diria o PHA, eles estão perdendo o 3º Turno, também.
    Estou sintonizada na Globonews e temos a imagem do Teleférico no Complexo do Alemão. Grande parte dos brasileiros, só tomaram conhecimento que existiam obras do PAC no Rio, nas comunidades pobres, através do Horário Eleitoral. Na Globo eu nunca tinha visto imagens das obras durante os noticiários.
    Agora acho que os governadores dos outros estados, terão que rever suas políticas de segurança pública, pois como bandido não evapora, eles irão migrar, para talvez outros estados.
    O povo paulista por sua vez, lembrará de 2006, qdo o PCC usou das mesmas táticas para aterrorizar a população de São Paulo. Talvez os cidadãos paulistas começem a se preocupar mais com a Cracolândia.
    Acho que o eleitor brasileiro começará a cobrar mais de seus governantes.O povo brasileiro já se libertou de muitos grilhões, agora deve começar a cobrar mais cidadânia e respeito.
    Não podemos também nos esquecer, que este estado de coisas, só foi possível pois existe um consórcio entre o crime e as polícias. Temos também que começar a reformá-las. Enfim o “BRASIL ESTÁ MUDANDO E NÃO PODE PARAR”!!!!

      • A realidade é mais cinzenta. Se fosse em SP diriam que os fascistas estão matando os pobres. No Rio já são 44 mortos. Será mesmo que eram todos bandidos? Essa operação nada mais é do que limpeza da área para empreendimentos imobiliários para as obras das Olimpíadas e Copa do Mundo. Não fosse por estes eventos, nada estaria sendo feito.

  • Mais um coisa, que considero muito importante. Não adianta pegar apenas os “pobres operários do tráfico”.Enquanto a polícia não for atrás dos “capitalistas do tráfico”, que não moram nas comunidades pobres, mas sim nas zonas nobres , estaremos apenas fingindo que as coisas estão mudando.

  • CERTÍSSIMO, Eduardo! É muita hipocrisia de pessoas como esses caras qua adoram apontar o dedo sujo para os outros. Aqui, no interior do Ceará, a droga já se faz presente, mesmo em pequena escala, mas os mais jovens veem o traficante com moto “poderosa” e sem fazer o menor esforço pra ganhar dinheiro, ele vai seguir o cara rapidinho. E olha que aqui não temos quase negros, e esses 99% são pessoas de bem, aqui são os “branquinhos” que traficam, que viciam os seus “amigos” já que as cidades são pequenas e a maioria se conhece. O poder público fecha os olhos porque é uma minoria, mas como no Rio, começa com um pequeno grupo. Aliás toda grande caminhada só começa depois do primeiro passo, não é mesmos.

  • Ouvir este tipo de bobagens já faz parte do cotidiano; mas o pior de tudo é que sou sou professora. Explicando melhor : meus colegas, que formam os jovens de São Paulo , em especial os de escola pública, tem a mente carregada de preconceitos. Daí , vocês podem adivinhar que o resultado disto não pode ser dos melhores. E que quem discorda deste tipo de raciocínio (eu, pro exemplo) sempre acaba sendo mal visto por este “senso comum’ perverso.

    Eduardo Guimarães, bem vindo ao clube dos inconformados. Pelo menos, agora sei que estou em boa companhia.

  • Isso me lembrou uma entrevista do Julio Cesar de Tavares, antropologo e professor da Universidade Federal Fluminense. Numa das perguntas assim se referiu:
    .
    O QUE ACHA DA ACUSAÇÃO DE QUE AS COTAS VÃO EXARCEBAR O RACISMO?
    .
    Isso é outra falácia. O racismo já chegou a seu ponto maior de exacerbação. A tendência é declinar. O que temos agora é uma conscientização. As pessoas estão cada vez mais conscientes, cada vez mais atentas para o racismo e, detalhe, cada vez mais combativas. Mais combativas significa: o pau vai comer, sim, vai ter de ser combatido. E às vezes vai ter de ser combatido fisicamente. Acho que o racista na rua tem de apanhar. Temos de partir também para uma demonstração individual. Individualmente, vai chegar um momento em que o diálogo se esgota. Isso a consciência vai pautar. Na medida em que a gente vai tomando consciência, chega um momento em que, se você pegar o corrupto pela goela, vai querer esbofeteá-lo.
    .
    Parabéns Eduardo concordo com o professor e com sua atitude. Sem diálogo com este povo.

  • Edu, não é facíl lidar com essas pessoas.O meu trabalho esta cheio dessa gente.Eles se alimentam da Veja e do JN.Um dia desses quando eles falavam de Cuba perdi a paciência.São umas bestas.Parabéns.

  • CARO EDUARDO
    GOSTARIA DE MANIFESTAR QUE CONCORDO EM GÊNERO, NÚMERO E GRÁU COM OS COMENTÁRIOS DE WALDYR WANDERLEY VAZ
    A GENTE A QUE VOCE SE REPORTA LÁ DO RESTAURANTE É PLÉIADE DE ESTUPIDOS. DENIGREM A IMAGEM DE SÃO PAULO.
    SUA AÇÃO E DE MUITOS OUTROS BLOGS “SUJOS” CONTRIBUIRAM COM 50% DAS VITÓRIA DE DILMA ROUSSEFF
    SEVERINO

  • Eduardo,
    O Evangelho diz que amaldiçoado serás quando se sentares na mesa dos escarnecedores. Não estou certa se o versículo é exatamente assim. O sentido, sim. Você se sentou nesta mesa de debochados, cafajestes e de indivíduos de mau carater, por pura educação. Porém, não se omitiu diante desses escarnecedores. Deu o seu recado de solidariedade humana como convém ao cidadão de bem e que compreende a nossa sociedade preconceituosa ao extremo, principalmente com os pobre e negros. Parabéns pela atitude! Se restar um pingo de bom-senso nessa gente, vão pensar e refletir como são idiotas em querer manter uma ideia tão atrasada. Eu também não conseguiria levar a refeição até o final. Essas mentalidades nos adoecem. Aquele abraço de profunda admiração.

  • Edu,fizeste bem em não almoçar com essas pessoas.Existem momentos, que isso é apenas desperdiçar simpatia e conhecimento,com quem não merece.Tu és maior que isso e um ser humano melhor que a maioria.Convença-se disso.
    No mais,eles falaram uma coisa que é verdade,embora o fizessem de forma preconceituosa e até jocosa,por certo.
    Infelizmente,são as populações carentes,do apartheid brasileiro,de anos de descaso das políticas p´blicas,de séculos de esquecimento,que colocou crianças no tráfico,populações imensas a mêrce disso.
    Depois disso,há que se ocupar os espaços deixados pelos traficantes e construir escolas de tempo integral,cursos de profissionalização,enfim,dar conteúdo e cultura.Bem como assistência aos familiares de dependiam do dinheiro do tráfico.Cidadania se ensina,não com armas,mas com educação.Que o cacetete não vingue,mas zele.Não gosto de violência,venha de onde vier.Fico mortalmente apreensiva.

  • Lamentavelmente estes pseudo-cidadãos, “brancos de olhos azuis” moradores da Vila Mariana e adjacências fingem ou tentam disfarçar a enorme tragédia construída pelas elites paulistanas contra os negros e nordetinos que vivem em sampa. Essa gente aí nunca soube o que é passar fome, sentir insegurança, enfim, são verdadeiros párias da sociedade. A lógica dessa gente passa pela manutenção de seus privilégios em detrimento da imensa maioria da população!!! Para eles, negros e pobres tem que ser tratados a bala, da ROTA. Pobres seres infelizes!!!!!

  • Eduardo,

    Acho que você foi muito corajoso em reagir com indignação a estes racistas de plantão que estão aos montes por aí. Acho que nós pessoas de bem temos que reagir toda vez que houver estes comentários preconceituosos.
    Agora mudando de assunto, está havendo uma cruzada da direita, com fortes sentimentos de vingança pela derrota nas urnas, contra o nosso querido Chico Buarque, está havendo um movimento, igual aos muitos que existiram contra a Dilma, contra o fato do Chico ter ganho o Prêmio Jabuti. O nome do movimento deles é Chico Devolva o Jabuti, que está capitaneada por ninguém menos que … ele o Príncipe dos Reaças, sim cronista amado por mil entre mil reacionários, Reinaldo Azevedo.
    Em contraponto criou-se o movimento “Chico, fique com o seu Jabuti” que é uma petição para que o Chico não dê bola para a direita raivosa (e rancorosa) e fique com o Jabuti. Entrem nesta petição para engrossar as fileiras a favor do Chico, pois já li reportagem no Globo (sempre ele) que diz a campanha da direita tem mais assinantes que a do Chico. Pudera! Que tem de perfil falso lá! Até o Caetano Veloso escreveu em sua coluna no Globo reclamando que colocaram o nome dele lá, e é falso.

  • Lamentável e revoltante. Mas a sua atitude foi digna de aplausos. Diante de sua reação ao fato, eu ficaria com vergonha de fizesse parte desta mesa.. Vc deu uma lição nessa turma! Parabéns!

  • este ´o povo que alienado pelo pig…..vota sempre nos candiadtos do psdb em sp!! que blinda seus governichos mediocres!!na segurança/educaçao/pedagios etc….fomenta esta mentalidade burguesa….hemofoba!! e aguarda o retorno do picole de chuchu em primeiro de janeiro…..SP perdeu a grande chance em 2010 em ter um governo coeso com o federal!!!agora o rj deu uma liçao de estrategia…competencia e uniao de forças federais/esatduais/municipais neste caso….algo que jamais vai haver em sp….que sempre vota em governos conservadores. ate a globo teve que admitir a eficacia da operaçao militar….ela que sempre mostrava cenas de violencia explicitas no rj e encobrindo as de sp….rio novo divisor de aguas para cair a mascara da hipocrisia….Parabens Pres Lula….Gov Sergio Cabral…prefeito Paes…comandante do bope da PMRJ e as forças armadas Exercito Marinha e Aeronautica pela lição de competencia e unidade!!O RJ votou Dilma…….ja tinha votado em Lula maciçamente!!! ex ao serragio e sua falacia do ministerio da seg publica……..

  • Nada de susto, bem-vindo ao gueto.

    E pensar que ao assistir às novelas da TV, a maioria feita no Rio, tem-se a impressão de estar na Europa, negros qd aparecem só em serviços subalternos…
    Outra coisa, a origem das favelas remetem à abolição, nos EUA os negros “ganhavam” 40 acres de terra e uma mula, aqui só a “liberdade”…

  • Pela capa da veja de hoje, dá pra ver a dimensão do sucesso da operação militar no Rio de Janeiro. Nem eles, da revista e nem a globo tiveram coragem de criticar, portanto, está melhor do que eu pensava.
    Sobre seu comentário, foi oportuníssimo, na lata, com sabor de tapa na cara. Essa turminha gosta de encher o saco, falar mal do governo (LULA sempre foi o alvo), mas a miopia e a má vontade, não os fazem perceber que se não fossem os “consumidores” de drogas, principalmente os filhinhos de papai, o poder do tráfico seria imensamente reduzido, menor, até insignificante.
    Valeu Edu, parabéns mais uma vez por sua atitude.

  • Interessantemente, o mesmo se dá nos EUA! Imaginem vcs que, em Nova York, cerca de 2/3 dos crimes violentos são cometidos por negros e ¼ por hispânicos. E a causa é a mesma: o racismo terrível dos brancos racistas! Lá, os coitados vivem pior que na África e na A. Latina! A liberdade é só formal, os brancos racistas os confinam em favelas fétidas como o Brooklin (pior que o Alemão…), não lhes dão direitos humanos afirmativos/desiguais, os segregam nos locais públicos, não permitem que eles melhorem de vida, está aí o caso do M. Tyson que perdeu a fortuna que ganhou por causa dos brancos racistas. Por isso, eles não veem a hora de fugir dos EUA! Os brancos racistas, na verdade, os mantém em situação de escravidão total e absoluta, daí o tráfico e o crime que não pára entre os pacíficos negros e hispânicos!

  • Com certeza o comentário do cidadão é racista. E em parte e o que você diz é verdade. Mas eu já vi traficante de tudo quanto é cor.

    Cresci num bairro pobre que hoje pode ser considerado de classe média. Tenho amigos em todas as classes sociais e já perdi alguns para o crime.

    A coisa de ingressar no crime não é bem um problema racial, mas uma questão de exposição à violência que no Brasil tem evidentemente um viés racial e pecuniário.

    Mas o sujeito para se enfiar no crime a esse nível tem que ter uma certa fascinação pelo poder oriundo da violência, caso contrário não entra, porque a coisa assusta. Já imaginou ver um cara ser esquartejado na tua frente? Eu conheço gente que viu. Isso não é para qualquer um.

    Muitos garotos tidos como “brancos” e de classe média tem esse viés psicopata que caracteriza os traficantes, se não estão neste tipo de crime é porque a oportunidade não surgiu, ou a “necessidade” não se fez presente, uma vez que seu nível de vida é suficiente para manter seus caprichos.

    Tem o caso conhecido de uma filha de um ex-vice-governador do RJ, loira e de olhos profundamente azuis que se amasiou a um traficante conhecido como meio-quilo.

    Quanto a crime menores eu até concordo contigo com relação ao viés racial por conta da questão pecuniária etc. Mas nesse nível aí o cara necessita de uma deformidade de caráter que inviabiliza seu convívio em sociedade sem um acompanhamento profissional.

    Tanto é que a esmagadora maioria não ingressa nesse tipo de crime.

    Por fim, na Penha tem muito gente tida como branca descendente de portugueses, e alguns de seus filhos estão envolvidos no crime de alguma forma, também.

    A coisa é um pouco mais complicada do que parece.

  • É Edu, desta vez pudeste responder altivamente, foi uma boa resposta, curta e grossa. Eu, também paulista e conhecedor desses tipos, imagino a cena e até advinho o possível comentário na mesa após sua saída: “…depois que entrevistou o presidente, o cara se acha melhor que nós…”. É difícil !
    Muito boa sorte nos negócios em terras argentinas, você merece.

  • Edu,
    valeu!
    Falou por todos nós, todos os cariocas e demais brasileiros que não suportam mais conviver com esse ódio por aí – de raça, de classe, de origem…
    Não sei se é verdade que a campanha da direita abriu as comportas e liberou geral pra gente desse tipo se sentir ‘corajosa’ e expressar o que já pensava e sentia, mas que parece que a coisa se acirrou, lá isso parece.
    abração!

  • A esquerda carioca tem responsabilidade, sim, em todo este caos que virou o Rio de Janeiro. Os “esquerdistas” cariocas, como Gabeira, por exemplo, jamais subiram os morros e procuraram fazer um trabalho de conscientização da população. Ficaram enchendo a cara em botecos da zona sul, discutindo amenidades, enquanto o trafico prosperava. O unico que se preocupou de fato foi o Darcy Ribeiro, um homem pouco lembrado, que apostava na educação como forma de transformar a sociedade.

    • Paulo! gabeira de esquerda?? Faça me o favor! gabeira entrou na onda, era chik!!! e nada mais! gabeira aproveitou o momento! ainda bem que passou! e já vai tarde, muito tarde!!! A. S. Braga (setenta anos, muito bem vividos!!!) um abraço!!!

  • Pelamordedeus CUMPADI

    Vc esta mal de BOTECO e de vizinhança, hein? ..e quem disse que este seu microcosmos do Paraiso e V.Mariana representa SP ?

    Primeiro, conversar com gente CEGA que consegue ver COR num drama econômico social como com as favelas e tráfico de drogas no RJ ? ..isso já não é mais perda de tempo, é insanidade mesmo daqueles camaradas ..e de quem os ouve

    Agora, debitar aquela realidade – como no teu caso – que nos é novidade recente à ESCRAVIDÃO ..aqui eu já acho que é caso de DESNUTRIÇÃO ..fome de conhecimento compreende? ..esta que nem feijoada cura

    Francamente camarada ..no século XIX o capitalismo era outro, o da Inglaterra ..a industrialização começava a mostrar suas garras ..o BRASIL era agrícola e sua população estava no campo ..nem republica éramos ainda ..o MUNDO praticamente não sabia o que era direito, ciência, medicina, leis trabalhistas, sindicatos etc

    Carro, moto, avião, energia elétrica quase nem existiam ..assim como a lampada, o radio etc

    Então, culpar nossos males de HOJE (males novos, que surgiram há 30 anos) à escravidão? ..depois de tanta coisa que nos aconteceu (inclusive a I e II guerra mundiais com suas pestes, guerras químicas e nucleares) ..melhor seria se você ..um cara que só tem boa intenção e fé (mas que titubeia com suas teses diante da realidade e da ciência) ..melhor seria VOCÊ ter culpado ADÃO, então .

    • Nossos males de hoje não começaram a 30 anos atras. Começaram quando centenas de milhares de escravos libertos, sem casa, sem trabalho, ficaram zoando por aí e foram obrigados a se estabelecer nos morros desprezados pelas elites…
      O segundo ponto da tragédia carioca é a mudaça da capital para Brasília, sem nenhuma programação. Vc já pensou uma cidade inteira ue vive ao redor e do governo, de repente se vê ófão de pai e mãe?
      A elite conseguiu sobreviver…mas a camada mais pobre, novamente subiu o morro…
      E o estado nunca esteve aí em cima…durante muitas décadas…Aí foi fácil para os traficantes se fazerem de
      Robin Hood…inclusive distribindo cestas básicas…
      Agora o estado começa a se impor…Mas não vai ser fácil, foram décadas de desgoverno…e além dos crimes ligados ao tráfico, existem os crimes comuns…é uma tarefa hercúlea, mas tenho fé que o primeiro passo foi dado…

      • amigo ..esqueça este papo de escravidão ..aquilo podia explicar muito, mas NÂO justifica mais nada,e faz tempo ..ainda mais depois de 120 anos

        NÓS estamos tão longe daquele fenômeno ..o mundo MUDOU tanto depois daquilo ..nós mesmos acabamos sendo e nos transformando em OUTROS ..inclusive, pelo modelo (industrialização, urbanização, concentração etc) acabamos fazendo de MILHÕES de outras vítimas, milhões até branquinhas

        O nosso problema não esta na escravidão ou em como se deu a abolição ..aliás, hoje, nem mesmo junto dos militares e da ditadura ..a verdade é que já tivémos muito tempo ..e pouco ou quase NADA fizemos

        ..verdade é que fomos e somos INCONSEQUENTES mesmo, só isso

        Aliás, sequer nosso problema esta na cara, na côr ou no racismo como apregoam alguns (racismo, que se diga, que não EXISTE no nosso país INSTITUCIONAL há décadas)

        O nosso problema esteve, esta e estará na falta de políticas públicas que não foram, não são e não serão tomadas a tempo ..por exemplo com a urbanização de favelas na razão direta de seu surgimento

        CHEGA de buscar no passado, em nome de vítimas e algozes mortos, justificativas para os nossos problemas, ou pras nossas desações

        Agora, quanto a se ser um início ..verdade ..mas só com LULA (pra ver como nossa SOCIEDADE é omissa e escolhe de outras prioridades pra perdermos tempo – tipo cota racial em detrimento da SOCIAL) ..só com LULA – O cara – esta ação levou 8 anos pra acontecer

    • Caro Romanelli, não me leve a mal, mas sendo do interior do Rio, só posso confirmar esta cor da pobreza. Não à toa, temos a máxima que no Brasil só vai para a cadeia preto, pobre e p*!
      E é fácil constatar que há sim uma minoria branca nos melhores bairros, tanto daqui de SP (onde moro há 15 anos) como na capital Carioca. Vá no Downtown, no Shopping Iguatemi, no Eldorado e verás entre os frequentadores e mesmo entre os funcionários das melhores lojas apenas brancos.
      Já na área de segurança e manutenção – sobretudo limpeza – encontrarás um maior número de negros. Será que seria esta uma preferência ou falta de oportunidades para alcançar outros empregos melhor remunerados?
      Aqui em SP meus filhos estudaram em um colégio no Itaim Bibi. Cerca de 5 ou 6 alunos negros ou mulatos. Recentemente, estivemos em um evento no Sacre Coeur promovido pela ginasta Luisa Parente: negros apenas de uma comunidade convidada para o evento.
      Se isso não é consequencia da escravidão, do que será?

      • Evidente que não tenho pq levá-lo a mal ..vc defende respeitosamente e diz o que pensa ..e eu, tento do mesmo

        Caro, é INEGÁVEL que preto, pobre e puta são os que mais se ferram neste país

        Mas pq ??? ..por eles serem PRETOS, ou por serem de maioria POBRE ?

        Nossas instituições dificultam o acesso e a isonomia nas oportunidades ao preto (em lei) ou o POBRE (nos critérios) ? ..então

        Claro que é por serem pobres ..pois repito, NÃO, NÃO existe qualquer crime de RACISMO que se denunciado neste país não seja punido ou que não cause consternação na AMPLA e absoluta maioria da Nação !!

        O resto, desculpe, é o mesmo que se tentar usar da mesma arma do racismo, pra se combater do racismo ..ou seja, se usar do fogo pra se combater do fogo

        e olha ..acredite, eu conheço centenas de pobres brancos que não estão sendo lembrados por nossos governos ..uma pena

        Não ..não se esqueça, tudo começou por eu ser contra a racificação que esta havendo na solução por nossas demandas sociais . .por eu ser absolutamente contra as COTAS RACIAIS ..estas que discriminam e que cometem dos mesmos pecados passados com necessitados DO PRESENTE ..hoje, não são os escravocratas que estão municiados de DOGMAS e de falsas verdades, somos nós, compreende?

        O PROBLEMA NO BRASIL é social ..econômico-social ..esta no modelo ..DERIVOU na GRANDE maioria do modelo econômico ..e assim deve ser diagnosticado e sanado ..A TODOS os necessitados, de todas as culturas e cores, indistintamente ..visando, acima de tudo, todo e qq cidadão

      • Não quero mudar o foco, falando de algo off-topic, mas se você é mesmo do interior do estado do Rio de Janeiro, deve saber que o correto não é dizer a “capital Carioca”, e sim a “capital Fluminense”.
        o termo “Carioca” se refere somente à cidade do Rio de Janeiro e os nascidos aqui. Quando se fala do Estado do Rio, de sua capital, serviços, características, etc, o termo correto é “Fluminense”, mesmo termo usado para os nascidos no estado, fora da capital.
        É a mesma diferença que existe entre os termos “Paulista”(estado) e “Paulistano”(cidade). Só quis esclarecer uma confusão muito comum, não criar polêmica ou ofender ninguém.

  • Certíssimo.
    É só estudar com calma a verdadeira HISTÓRIA do Brasil para ver a crueldade que fizeram com os escravos.
    Sou do interior do Estado do Rio, branco de olhos azuis, e convivi desde criança com meninos negros nas escolas públicas onde estudei. A grande maioria morava nos morros de nossa cidade e iam descalços para a escola.
    Eu desde esse tempo queria ser simples como eles e, apesar de ter sapatos escolares, um dia fui descalço também. Quase não consegui chegar por causa das “pedrinhas” que encontrei pelo caminho, e acabei desistindo.
    Mais tarde, realizei outro sonho que era ter uma pasta escolar bem pequena, igual a de um colega pobre que sentava no banco ao meu lado. A minha pasta anterior era “normal”, ou seja, bem grande para os padrões da maioria das crianças pobres.
    Estou com 59 anos e guardei dentro de mim esse respeito pelos mais pobres. Hoje em dia, trabalhar em SP e ver todo esse preconceito que vejo aqui tem sido uma tortura.

  • A tragédia do Rio tem cor

    Parabéns por seu comentário:
    “Mas a culpa não é deles, é sua. São racistas como você que fizeram com que mesmo depois de mais de um século do fim da escravidão os negros continuassem mergulhados nessa tragédia…
    – Mas…
    – Aqueles traficantes quase todos negros, um dia foram crianças que se inebriaram pelo poder que os bandidos exercem sobre essas comunidades.”
    Sem dúvida esses comentários não ntêm cor,pois só a luz permite cores e são todos incapazes de enxergarem a luz da alegria, da solidariedade, da amizade.São pessoas incapazes de perceberem os seres humanos e ,infelizmente educarão seus filhos com a mesma percepção do país em que vivem. Filhos que certamente reproduzirão por muitos anos o pensamento de segregação, preconceito e agressivo comportamento diante de nossas diferenças.
    O Rio tem cor sim: é multicolorido. tem luz, tem mar, tem verde, tem gente e uma gente miscigenado, lindo e alegre.
    PS: talvez um desses que “escurecem ” a vida, atacando os negros, tenha em sua casa um serviçal negro que limpa sua casa, cozinha, limpa sua sujeira externa. A interna é impossível!

  • Propaganda de guerra

    Quem são os vilões nos combates cariocas? A imprensa corporativa simplifica-os no coletivo “traficantes”, suscitando mistificações embaraçosas. Vemos apreensões de sacos de maconha, pacotes de cocaína e até vidros de lança-perfume, o antiqüíssimo “loló”, como se pudessem, agora sim, desfalcar o imenso poder dos caubóis malvados.
    Quantos quilos de maconha são necessários para pagar um fuzil de última geração? Quantos alqueires de plantações de fumo dariam troco suficiente para financiar os arsenais e exércitos que enfrentam as forças públicas nas favelas? Quantos milhões de papelotes de pó deveriam ser vendidos, em boa cotação, para erguer fortalezas luxuosas? Alguém já fez essa conta?
    Se os “traficantes” dominam o crime organizado, onde estão os assaltantes de banco, os seqüestradores, os ladrões de carga, os contrabandistas, os falsificadores, os proxenetas, as quadrilhas de jogo ilegal, os exploradores de pedofilia, etc? Ah, entendi, eles não são estruturados nem equipados, tampouco dispõem de recursos ou armamento. E, claro, o empreendimento criminoso caracteriza-se pela ética da especialização: quem vende “tóchico” não se permite roubar.
    Por natureza, uma ação de combate dessa envergadura é permeável a todo tipo de sensacionalismo. Pode-se até discutir o caráter nocivo do discurso “mata e arrebenta” propagado pelo noticiário televisivo. Mas a insistência numa associação demagógica e irreal entre o banditismo e a droga não surgiu apenas de exigências didáticas. Há muito da ideologia retrógrada do filme “Tropa de Elite” nessa propaganda. Justamente quando a sociedade poderia questionar a estupidez proibicionista, a mídia contribui para sua apologia.

    http://www.guilherme.scalzilli.nom.br/

  • No Rio a tragédia tem cor e tem limite geográfico também…. Passei minha infância na cidade e não tenho saudade… Senti muitas vezes a distinção praticada nem tanto pela cor da pele, pois as ‘morenas’ são bem aceitas, mas pelos que classificavam as pessoas pelo local de moradia …. ‘antes do túnel ou depois do túnel’.. No morro ou no asfalto….O fato é que o ser humano sempre encontra uma forma de classificar e excluir o outro …

  • Sei o que vc. sente Edu. Aqui no Paraná também a gente se sente ilhado numa espécie de média luna. A televisão mostrou negros fugindo ou sendo presos, mas deu pouco destaque a uma quantidade maior de moradores também negros acuados e perdendo dias de trabalho por terem de ficar trancados em casa se protegendo das balas perdidas. Mostrou as toneladas de drogas apreendidas com os traficantes negros mas não mostrou o outro lado de uma mesma moeda, a infinidade de brancos filinhos de papai esperando em vão pela droga que não veio, para isso teriam que entrar nos ap’s de luxo e filmar a cara de bundão deles.

  • Muito bom, Edu.
    Dá nojo e é difícil se segurar com certas pessoas.
    Tem gente que acha que a luz da estrela que vemos à noite foi emitida naquela mesma hora. Não sabe que ela saiu da estrela, às vezes, a milhares de anos, assim como a criminalidade não surgiu a “30 anos”. Tem uma raiz histórica.
    E precisa de um resgate histórico.

  • Valeu Eduardo! O Brasil vive um momento especial com o governo Lula e isso poderá ser ampliado com o governo Dilma, por isso devemos concentrar os esforços na contrução de uma sociedade mais justa e solidária. Precisamos da ajuda de todos, e nesse sentido os blogueiros, como você, exercem um papel fundamental nessa tarefa.

  • Os maiores responsáveis pela tragédia carioca nem são os traficantes: são os usuários de drogas! São eles, os maconheiros, os cheiradores de cocaína e os fumadores de crack, quase sempre moradores do asfalto, que movimentam a engrenagem de violência do tráfico!

  • Eduardo, quando encontrar com gente assim pergunte o seguinte: quem são os grandes consumidores de cocaina, maconha etc??? Eu ja respondo, na sua grande maioria são os filhinhos de papai, classe media, quase todos BRANCOS, BEM BRANQUINHOS!!!!! E pelas mais elementares leis que regem a ciencia economica, SÓ EXISTE A OFERTA PORQUE EXISTE A DEMANDA.

  • Edu, você tem toda razão eles tem cor e classe social: pobres. Quando ví as imagens da Globo dos traficantes “pé de china” correndo feito loucos, pensei: isso vai dar m…. Vão falar que só podia ser pobre e preto. Bingo! Pra variar nossa mídia espalha preconceitos. Quando a tragédia não é contextualizada dá nisso! Mas rico não usa drogas e nem trafica, nê?

  • Prezado Eduardo Guimarães, cada vez mais me identifico com você e, por isso, lhe digo o mesmo que repito para mim mesmo, nos momentos em que as coisas ficam mais difícieis, por alguma razão: força, porque a luta vale a pena, o objetivo é bom. Já houve dias piores e, pelo menos nestes últimos 8 anos, ganhamos alento. Parabéns pelo seu blog, leitura diária para os daqui de casa e que recomendo a todos, sempre que posso.

  • Eu acho Eduardo que o vício e o dinheiro fácil estão levando muito menino de classe média também ao tráfico, você viu ontem o perfil dos rapazes que estavam sendo presos? A maioria não eram meninos negros com o corpinho franzino com cara de menor que viveu na miséria como antigamente, eram jovens com biotipo de garotos criados com Toddy, quase todos fortões.

  • P/ Paulo Ribeiro,

    Vc realmente retratou a grande marioria do carioca da zona sul… Adora um botequim para falar de política, mas nao age em nada…É impressionante como eles “sabem tudo” de “políticas”e só reclamam…. Moro na zona sul mas não sou carioca, estou no rj há 10 anos, tendo antes disso morado no em SP e no Nordeste. Adoro o RJ mas essa gente não faz jus aonde vive.

  • Pô Edu, desculpe mas fiquei puto. Eu esperando para vc descrever a delícia da feijoada e me aparece um bobalhão desses só para atrapalhar. São Paulo tem lugares com ótimas feijoadas. Eu não posso hoje mais comer minhas feijoadinhas nos finais de semana, mas adoro quando alguém descreve o ritual, a caipirinha ou batidinha, o paio, o toucinho, a carne, a linguiça. Vc tem muita paciência, sei não, acho que eu teria partido para a ignorância com um cretino desses. Mas, valeu. Depois dessa procure outro bar para suas feijoadas cara. Sucesso em sua viagem.

  • O Romanelli (comentários das 08h46 e das 11h56) acha 120 anos um tempo tão longo que não enxerga os efeitos causados pela escravidão no Brasil.

    Não enxerga, Romanelli, por que não faz silêncio em seu pensamento enquanto observa a nossa realidade.

    A escravidão está do seu lado. Na empregada doméstica, no trabalhador sem qualificação, no flanelinha, no engraxate, no cobrador de ônibus, no lavador de carros, no ajudante de pedreiro, no lixeiro, no varredor de rua, enfim, a escravidão está na sua porta, no porteiro do prédio.

    Não venha se justificar com outras cores de pele fazendo as mesmas funções. Por gentileza, perceba nesses outros a mesma consequência advinda daquele período triste de nossa história.

    120 anos para uma nação é pouco tempo, Romanelli. É um piscar de olhos. E todas as novidades que você catalogou não representam nada, nenhum avanço, nenhuma oportunidade nova para TODAS as pessoas que ainda sofrem desse mal coletivo.
    Abra os olhos Romanelli. O Eduardo Guimarães uma vez mais acertou na mosca. Nós é que nos recusamos a aceitar essa realidade mórdida que afeta tantos brasileiros

    • Sergio

      NUNCA disse que a escravidão não deixou passivos ..aliás, tal qual CABRAL e os missionários o fizeram ..e Adão também

      O que afirmo é que já passou muito tempo, e àqueles ERROS somaram-se outros tantos que deixaram MUITO MAIS mortos indistintos pelo caminho ..como falei, a modelo ECONÔMICO é o principal deles (antes éramos 90% no campo, hoje somos 85% nas cidades, isso em 70 anos), as opções de desenvolvimento outra, a urbanização, o analfabetismo, as fatalidades, imprevidências e os grilhões históricos (a monocultura, a falta de tecnologia, a economia agrícola, a divida e crises de 73 e 78 etc), a corrupção, a omissão e descaso, o modelo político e tributário etc etc etc

      Aliás, falo mais, falo que quando dois homens na favela ..EU os vejo pobres e cidadãos alijados de seus anseios e direitos ..já o Eduardo os vê (quando acontece), ou sempre procura os ver, pela cor e matiz, pelo mais fácil ..pelo que ele apenas consegue enxergar

      Afinal ..se vc não é RACISTA, pq se pautar tanto pela cor então? ..muito esquisito este lado visto pelo foco psicológico, não?

      E se vc pensa que estas diferenças são conceituais e não fazem a diferença para a construção de políticas públicas e para se combater os estereótipos, eu digo, FAZ TODA e mais um pouco SIM

      Por exemplo, pra mim CEGOS são aqueles que não conseguem ver que o BRASIL não é um país institucionalmente racista, tipo Austrália, Africa do Sul e EUA até bem pouco (nós não temos leis de segregação e apartação, de beneficiar somente a uma etnia – EXCETO as cotas RACIAIS de princípios NAZISTAS – reparo histórico, vitimização, escolha de uns em detrimento de todos os de mesma situação, de fundamentos eugenistas e por aí vai) ..aqui, NOSSOS VALORES, de ampla maioria, já condenam o racismo expresso e criminalizam o ostensivo, ou não?

      Agora ..dar uma de poeta e pensar que acabaremos com o preconceito ..de uns contra outros, MAS TAMBÉM dos outros contra os uns (lembra da Daniela Mercuri barrada no OLODUN por ser branquinha? então, pq ninguém enquadrou os caras? ) ..isso, meu irmão, isso é pior que um sonho em uma noite de verão ..esquece

      Aliás, sabe o que não dá pra aguentar ..não dá pra aguentar análises rasas e generalistas que INSISTEM em diminuir os nossos predicados e aumentar, mais do que o devido, os nosso pecados

      seria isso um resquício da imagem de CÃO vira lata que fazemos de nós mesmos?

  • E se mais alguém tiver dúvidas sobre nossa história e os reflexos da escravidão, leia o que se publicou no blog do Nassif:

    Por Antonio Orlando

    Nassif

    Um pouco de história. Isso vai ajudá-lo a conhecer a história do negro no Brasil.

    A comunidade da Vila Cruzeiro é reduto de ex escravos do Rio. Alijados da vida econômoca e social do país, os negros cariocas se refugiaram e formaram um quilombo.

    Quilombo

    Antes de se tornar favela, a Vila Cruzeiro era reconhecida como Quilombo da Penha, formado no final do século XIX – logo após a Abolição – nas vizinhanças da Igreja de Nossa Senhora da Penha, a quem pertencia as terras de uma fazenda doadas por seu proprietário à Irmandade católica. A formação do Quilombo deveu-se a atuação de um padre abolicionista e republicano. O Santuário foi visitado pela Princesa Isabel, 18 dias antes de proclamada a Lei Áurea.

    Já o ex-ministro chefe da SEPPIR, Edson Santos, eleito com os votos majoritários de negros dessas comunidades, preferiu ser mais cauteloso: optou pelo silêncio.

    Ffonte Afropress

    • Antes de ler seu comentario, eu ia escrever examente isto: que um pouco de historia faz bem, mesmo que seja na mesa de um bar. Mas… nem sempre a cervejinha vem acompanhada de um boa, honesta e inteligente conversa. A historia, ah! a historia diriam os mais embebedados isto é conversa para boi dormir e não para quem quer beber. Mas a origem das favelas é esta decrita por você e se hoje a maioria da população carioca favelada, não mudou sua cor predominante, também não conseguiu mudar o status de excluido social. O preconceito ampliou-se, além de favelado, é preto e traficante e se for mulher, é mulher, preta, favelada, traficante e se for um pouco mais velha, acrescente aos qualificativos o idosa ou velha.

  • Até parece que agora é que se tem noticias da pressão diária que vivem as pessoas nas favelas. Que hipocrisia. Bastou descer o asfalto pra todo mundo apoiar a intervenção das forças armadas. Décadas de dominio do tráfico e como que por encanto, o poder público e a sociedade do asfalto descobrem que existem vidas nas favelas…É de desanimar…

  • Edu,está ficando mesmo complicado depois que a caixa de Pandora foi aberta.Acabei de receber um email sobre a Independência do sul/suldeste…O que havia de píor no ser Humano está explodindo…Sinto pena…Sinto pena pela falta de informaçaõ…sinto pena pela descrença (foi roubada a esperança )…sinto pena que ao longo dos anos o espírito crítico foi substituido pelo som do berrante…sinto pena das mães de maio,que até hoje naõ sabem porque seus filhos morreram?Quem disse que justiça se faz acobertando os erros?Quem disse que Sampa é uma ilha de isenta de drogas ou de narcotraficantes?Quem disse que olhos azuis,naõ escondem um pé na senzala?Mas´píor é que roubaram a capacidade de reaçaõ,a capacidade de tolerar,a capacidade de enxergar o outro,isso nós devemos ao pig…Aos políticos que esquecem o público e só olham para o lado pessoal…a lei de Gerson…a hipocrísia que se tornou as relações humanas…e que todos nós deixamos,ao nos nivelarmos por baixo.Ao permitir ou nos omitirmos de denúnciar pequenos erros,pequenas escorregadas pessoais ou de homens públicos.Fomos pela inércia e geramos um monstro.Naõ acho mais que existe cor no Rio…ela já foi generalizada.Agora começa o trabalho de reconstruir…Os blos sujos vaõ ter um papel importante prá retirar a venda dos nossos olhos e do restante da populaçaõ.Saúde e Paz.

  • Parabéns pela abordagem! Que os racistas neste país sejam sumariamente silenciados!

    Em contrapartida, sou totalmente favorável a esta operação policial – por mais que isto lembre o golpe militar e fartamente divulgada e apoiada por nossos inimigos midiáticos! Afinal de contas, se a tragédia carioca tem cor, chegou a hora deste governo progressista que tanto apoiamos e referendamos nas urnas, dar um fim à barbárie do narcotráfico, libertando o povo de fato, e que a alegria e criatividade do negro carioca seja cada vez mais evidente, ter o prazer de ver um samba de roda – e até um baile funk – lá no quilombo da Vila Cruzeiro. Além de acabarmos de uma vez por todas com o consumo de entorpecentes!

  • Para mim esta conversa é fake para produzir pano de fundo para sua argumentação.

    Se não for fake então lamento sua insensibilidade de escolher amigos.

    Neste caso, bem feito

      • Não fique preocupado. O Cido Araujo deve ter enviado a vc tb o artigo “Obesidade mental” que eu renomei de Indigência mental. Infelizmente a preguiça de pensar e não a capacidade de entender, faz o incapacitado de interpretar. Se vc oivusse o que ouvi durante a campanha eleitoral dos indigentes mentais que apenas repetiam o que ouviram vc ficaria muito píor.

  • Edu, estou ficando preocupado! Meus comentários não estão aparecendo por aqui! O que acontece, estou sendo censurado? Sou persona non grata? Por favor, me oriente! Caso contrário, passo mão na moxila e me mando! Um abraço A, S. Braga PS Acabei de responder ao Paulo Ribeiro e minha resposta simplesmente sumiu!!! Não é a primeira!!!

  • “– Todos. Bandidos, moradores da região. Tudo preto. Esse é o problema do Rio.”

    Como os brancos conseguem viver, serem felizes e dormir diante de um apartheid tão intenso?

    Democracia racial é isso, querido. Cada uma na sua hora, cada um no seu lugar.

  • Menino, é melhor mudar de restaurante já que não dá pra mudar os frequentadores. Ou então pedir um marmitex e comer em casa. Pô, ninguém merece topar com um mala desses em pleno almoço, mas vc foi o culpado: tinha que aceitar o convite? Vê se na próxima vez encara e decline, é mais fácil e não dá gastrite.

  • O problema do Rio é o mesmo de São Paulo: os barões do pó não moram nas periferias do tráfico e são brancos.
    E o branco deles deve ser translúcido a ponto de lhes conferir invisibilidade, porque estão sempre a salvo.
    Eduardo, essa tua alma ávida por justiça e a serviço do Bem precisa sossegar ao menos na hora da feijoada.
    Não permita que imbeciloides racistas te incomodem a esse ponto. Enxergam tudo preto porque vivem na escuridão mental, onde a luz não penetra.

  • Parabéns pela resposta ao fascista de merda! Já discuti com muitos dessa laia! Quanto ao Rio, de fato, os cariocas que são vitimados pelo crime organizado(e pela violência que chegou a níveis de guerra, exatamente por querer resolver de forma imediata um problema resultante de anos de descaso e abandono)são os pretos, confinados na miséria das favelas por uma Sociedade rascista, que largou-os à própria sorte, sem qualquier apôio do estado, após serem “libertos” da escravidão oficial, mas mantidos encarcerados pela ignorância e pela falta de oportunidades a que essa mesma Sociedade fez, e ainda faz em muito de seus segmentos, questão de mantê-los atrelados, não propiciando-lhes condições de libertarem-se da precariedade que o escravismo lhes impôs. Como também são pretos os paulistas, habitantes das favelas de São Paulo, vitimados pelo PCC(versão paulista do crime organizado carioca), o qual é escondido pela mídia tucana, mas continua atuando no tráfico de drogas em seu estado e controlando as favelas. Como também são pretos os habitantes das favelas e periferias de todos os 26 estados do Brasil, cuja maioria, se ainda não atingiu o nível do caos criminal do Rio e de São Paulo, nem por isso deixa de ter sua população negra e pobre menos desassistida e menos expostas à marginalidade e à exclusão, resultados nefastos de uma ordem social racista, que começa a ser desmantelada com a construção de um novo modelo social(iniciada por Lula e que será aprofundada por Dilma), mas que ainda mantém-se intacta em vários aspectos, e não apenas nos econômicos-institucionais, mas também na “visão” de animais como esse com quem você perdeu tempo no restaurante.

  • hungry kabanek maryland convinced intersection pornhub accounts pornhub dogs woozy pop chin porn hub Unknown Let the past and its bad habits be done with. pornhub contest Guatama Buddha You yourself, as much as anybody in the entire universe, deserve your love and affection.

  • Pois é o problema esta sendo encarrado de frente pelo governo Lula e será aprofundado no governo Dilma, parabéns ao governo federal, parabéns ao Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiiro, ao prefeito Eduardo Paes e suas equipes de governos, parabéns aos bons policiais civis e militares, parabéns aos bons militares das forças armadas. É assim como muita garra e fé que iremos combater esta doença cronica da violência, o Rio de Janeiro é a cidade mais linda do mundo, tem o direito de ser a mais feliz de todas, com sua população passando a ter uma melhor qualidade de vida, vida digna, com cidadania, creio que se pode chegar lá e vamos chegar a um Rio de Paz, harmonia e felicidade para todas e todos. Um feliz Natal e que todos os dias de agora por diante sejam dias de natal, de felicidade e paz.

  • Nosso problema está no descaso.
    Porque para muitos aqui no Brasil, um “preto” a menos é melhor do que um “preto” a mais.
    No mais, é impossível não fazer ligação das favelas com a escravidão brasileira (abolida superficialmente).
    120 anos não é nada. Minhas avó e bisavó estão aqui cheias de histórias para quem quizer ouvir

    Abraços

  • Muitos programas do rádio e televisão estão fazendo a cobertura dessa catástrofe climática. Comentários pertinentes estão sendo feitos, análises sobre a ocupação do solo desordenada, crescimento das cidades, moradias em áreas de risco. Mas apenas um, que eu tenha percebido, ressaltou que pela quantidade de chuvas que caíram não existiria cidade que suportasse, sem que houvesse vítimas. Foi uma catástrofe climática. Contra as forças da natureza ainda somos pequenos e frágeis. Esse único que ressaltou a enorme quantidadede de chuva, sem precedentes, foi o Coronel Roberto Robadey, Coordenador da Defesa Civil de Nova Friburgo, registrando a informação de 300 mm de chuva em cerca de 36 horas.
    Nós assistimos, mês a mês, semelhantes tragédias mesmo em países desenvolvidos. Na Austrália , há dez dias atrás chuvas fortes inundaram vastas regiões daquele desenvolvido país, deixando muitos mortos. Nem os Estados Unidos escapam das forças da natureza , basta lembrar de New Orleans e o Furacão Katrina.
    O número de vítimas é de cerca de 500. Deve ser a maior tragédia climática já ocorrida no Brasil.
    Podemos trabalhar , e devemos, para diminuir o risco desses fenômenos, mas simplesmente evitá-los ainda não está ao nosso, humano, alcance.
    Newton Almeida http://limpezariomeriti.blogspot.com
    MEIO AMBIENTE RIO DE JANEIRO

  • A cor, o preconceito, isso tudo é muito forte, mas o que realmente mina qualquer reação, qualquer atitude, qualquer progresso é o paternalismo, Esse “ajudar” que traz superioridade e dependê eternas. Mitiga o suficiente para cercear a revolta.

  • O branco aprendeu às duras penas que deve ser o salvador de si mesmo,vc não vê gente ajudando caucasiano,não é verdade?Tem um bando de caipiras caucasianos trabalhando exaustivamente nas roças no interior do Brasil,e morrendo,exauridos pelo sol,pela comida pouca,em suas pequenas propriedades rurais,morando em casebres de madeira…Enquanto os negros esperaram ser ajudados,choram o “leite derramado”,vivem do “se”,e todos nós sabemos que “se” não joga…Vivem de: se a escravidão não tivesse acontecido,se isso e aquilo…
    Nordestino com “uma mão na frente e outra atrás”vem pro Rio,e depois de alguns anos(em épocas de economia em expansão),ou gerações(em épocas de retração) viram donos,empresários,comerciantes…Por que será?

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