Inveja dos argentinos

Opinião do blog

Imagine poder discutir o semi monopólio da Globo com o motorista de taxi, com o porteiro do prédio, com a faxineira ou mesmo com um colega de trabalho. Ou ouvir até de empresários que realmente não é aceitável que um único grupo empresarial detenha metade da audiência da televisão aberta e o segundo jornal e a segunda revista semanal de maior tiragem.

De domingo –  quando cheguei a Buenos Aires – até agora, não ouvi uma só pessoa responder que a “Ley de Medios” é um despropósito. A sociedade argentina está convencida de que é preciso democratizar a comunicação. E o que é melhor: as pessoas sabem o que é democratizar a comunicação.

Claro que esse pode ser um fenômeno dos centros urbanos. Contudo, tente, em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte, em Curitiba, em Porto Alegre, em Salvador ou em Recife, entre outros, discutir o oligopólio das comunicações. A quase totalidade das pessoas não lhe dará atenção por mais do que alguns segundos antes de mudar de assunto ou de inventar uma desculpa para interromper a conversa.

Note-se que não me refiro aos politizados – sejam de direita ou de esquerda, que, no Brasil, são raros. Refiro-me a essa maioria que pode conversar por horas sobre futebol ou sobre novelas, mas que não tem paciência de gastar cinco minutos com política.

O Brasil é uma ilha de alienação em meio a uma América Latina significativamente politizada. Venho batendo nesta tecla há muito tempo devido à minha atividade profissional, que me obriga a viajar pela região.

O que estou vendo na Argentina é ainda mais interessante do que vi em países como a Venezuela, por exemplo – país em que o mais humilde cidadão é capaz de discutir a constituição do país e a política partidária.

A grande diferença do Brasil continua sendo a nossa histórica bonomia em relação ao jogo do poder e a nossa aversão a conflitos de qualquer tipo, mesmo quando o conflito é inevitável e necessário.

Ciente da natureza de seu povo, Lula desperdiçou os últimos oito anos no que diz respeito à democratização da comunicação. Apenas no fim de seu segundo mandato é que ousou convocar uma conferência para discutir o assunto. Mas acabou relativizando sua importância quando a mídia começou com o mesmo trololó sobre “censura” que o grupo Clarín, aqui na Argentina, recita para as paredes.

O discurso do PIG argentino sobre supostos ímpetos censores do governo é exatamente o mesmo que o do PIG tupiniquim. Mas neste país é um discurso já quase envergonhado e que está morrendo a cada dia.

O grupo Clarín, a bem da verdade, tem um monopólio ainda maior do que o da Globo – alguma coisa perto de 80% do bolo da comunicação. Mas terá que se desfazer desse império. Será pago condignamente pelo que vender, mas não poderá manter o controle sobre tantas mídias e muito menos conseguirá vender seus meios de comunicação para testas-de-ferro.

Os dois governos Kirchner conseguiram explicar perfeitamente à sociedade os malefícios da concentração de meios de comunicação. A sociedade quer a diversidade de opiniões e de opções. É irreversível.

Enquanto esse sonho dourado dos democratas se materializa por aqui, no Brasil estamos completamente alheios ao que está acontecendo neste país. Deveríamos estar discutindo intensamente o processo em curso na Argentina. Ao menos na blogosfera. Mas a discussão ainda é insipiente. Não estamos avançando nesse debate.

Diga, leitor, uma só proposta concreta para acabar com o oligopólio nas comunicações no Brasil. Nem  um órgão para normatizar as comunicações conseguimos discutir nacionalmente. Globo, Folha, Estadão e Veja conseguiram interditar o debate porque o governo teme meramente tocar no assunto.

E o pior é que temos condições muito melhores para propor essa discussão. Não temos os problemas que têm os argentinos na economia, por exemplo, e o apoio popular ao governo brasileiro é muito maior do que ao governo argentino.

Aliás, nada que seja polêmico nós conseguimos discutir. Os crimes da ditadura, por exemplo. Os criminosos do regime militar argentino estão sendo julgados e até presos. Enquanto isso, os criminosos que torturaram e assassinaram pouco mais do que crianças durante a nossa ditadura zombam de suas vítimas e ainda se dão ao desfrute de fazer ataques a elas.

Os argentinos estão nos goleando sem parar no que diz respeito à democratização real de seu país. Que inveja.

—–

Da sua natureza [brasileira]

De Luis Fernando Veríssimo

Sorte nossa que as árvores não gemam e os animais não falem. Imagine se cada vez que se aproximasse uma motosserra as árvores começassem a gritar “Ai, ai, ai!” e aos bois não faltassem argumentos razoáveis para não querer entrar no matadouro.

Imagine porcos parlamentando em causa própria, galinhas bem articuladas reivindicando sua participação na renda dos ovos e gritando slogans contra o hábito bárbaro de comê-las, pássaros engaiolados fazendo discursos inflados pela liberdade.

Os únicos bichos que falam são os papagaios, mas até hoje não se tem notícia de um que defendesse os direitos dos outros. O papagaio tem voz, mas não tem consciência de classe.

A vida humana seria difícil se não pudéssemos colher uma beterraba sem ouvir as lamentações da sua família e insultos do resto da horta. Não deixaríamos de comer, claro. Nem beterrabas, nem bois ou galinhas, apesar dos seus protestos.

Mas o remorso, e uma correta noção da prepotência inerente à condição da espécie dominante, faria parte da nossa dieta. Teríamos uma idéia mais exata da nossa crueldade indispensável, sem a qual não viveríamos.

Sorte nossa que os vegetais e os animais não têm nem uma linguagem, quanto mais um discurso organizado. Não os comeríamos com a mesma empáfia se tivessem. O único consolo deles é que também padecemos da falta de comunicação: ainda não encontramos um jeito de negociar com os germes, convencer os vírus a nos pouparem com retórica e dar remorso em epidemias.

Eu às vezes fico pensando como seria se os brasileiros falassem. Se protestassem contra o que lhes fazem, se fizessem discursos indignados em todas as filas de matadouros, se cobrassem com veemência uma participação em tudo o que produzem para enriquecer os outros, reagissem a todas as mentiras que lhes dizem, reclamassem tudo que lhes foi negado e sonegado e se negassem a continuar sendo devorados, rotineiramente, em silêncio.

Não é da sua natureza, eu sei, só estou especulando. Ainda seriam dominados por quem domina a linguagem e, além de tudo, sabe que fala mais alto o que nem boca tem, o dinheiro. Mas pelo menos não os comeriam com a mesma empáfia.

132 comments

      • Entendo sua indignação, amigo Alexandre. No entanto, o nosso melhor caminho é sobre as palavras raivosas e vazias de caras como esse daí. Os acessos à blogosfera só aumentam, e para muitos que nunca puderam ouvir coisas como as que são faladas aqui e em outros cantos dela só ficam mais bem amparadas, sólidas e ratificadas no entendimento de muitos visitantes quando comparadas às pérolas de sujeitos anônimos, como o obtuso aí. Deixe-os falar.

    • COVARDE!!!!! comentario tipico dos imbecis que não tem argumentos. Comente o texto , mesmo discordando,mais com inteligencia, argumentos tecnicos e com diginidade. Voce apenas fez uma piadinha idiota dos que não tem capacidade de discutir e debater com inteligencia. Assuma suas posições e diga seu nome, do contrario cala a boca!!!!!!

    • Uma resposta boa para este cidadão, sim ele é um cicdadão também, felizmente ou infelizmente, é que foi bom para blogosfera, constatar que mais um reacionário foi incomodado com o debate que não se esgota após o “boa noite” do casal PIG. Pois essa gente só enxerga o Brasil pelos olhos adestrados do PIG, pobres zumbis arrogantes que são, mas ainda muito perigosos para os avanços da democracia que admite o contraditório e que derrota quem quer deter estes avanços para o povo do qual eles se excluem por se acharem, simplesmente por isso: “porque eles se acham” .

    • Uma resposta boa para este cidadão, sim ele é um cidadão também, felizmente ou infelizmente, é que foi bom para blogosfera, constatar que mais um reacionário foi incomodado com o debate que não se esgota após o “boa noite” do casal PIG. Pois essa gente só enxerga o Brasil pelos olhos adestrados do PIG, pobres zumbis arrogantes que são, mas ainda muito perigosos para os avanços da democracia que admite o contraditório e que derrota quem quer deter estes avanços para o povo do qual eles se excluem por se acharem, simplesmente por isso: “porque eles se acham” .

    • Bem, pelo que vi, você tentou colocar “cheguevara” ao contrário como pseudônimo, mas não conseguiu. Para auxiliá-lo a inverter palavras, sugiro que compile este código fonte em linguagem C. voce digita a palavra, aperta enter, e aparece na tela a palavra escrita ao contrário

      #include
      #include
      int main(){
      char a[200];
      int i,j;
      scanf(“%s”,a);
      j=strlen(a)-1;
      for(i=j;i>=0;i–){
      printf(“%c”,a[i]);
      }
      printf(“\n”);
      getchar();
      getchar();
      return 0;
      }

      Caso você não disponha de compilador C em sua máquina, sugiro que baixe o Dev C++, que está disponível gratuitamente em http://www.baixaki.com.br/download/dev-c-.htm

  • Você deve ter visto, caro Eduardo, que o canal de TV público argentino tem um programa humorístico (com grande audiência) que debocha a valer do PIG de lá. Daria para imaginar isso por aqui?
    É por isso que o Globo ataca tanto os Kirchner.
    Graças a tanta desinformação, quando dos funerais do Néstor Kirchner vi muita gente por aqui completamente admirada com a grande popularidade do ex- presidente argentino.

  • Eduardo Guimarães, você falou que:

    “O Brasil é uma ilha de alienação em meio a uma América Latina significativamente politizada. Venho batendo nesta tecla há muito tempo devido à minha atividade profissional, que me obriga a viajar pela região.”

    O termo “me obriga” parece coisa forçada, não desejada. Viajar pela América Latina como você viaja, mesmo que a serviço, é um privilégio. Com certeza, você concordará comigo.

    Não conheço alguns países que você frequentemente visita. Mas os que conheço me permite concordar que estamos perdendo de goleada.

  • esse 1o de nome irreconhecível(das 21:34),não entendeu.por que não quis entender.é uma sociedade ultrapassada.me refiro a Brasileira.e muito imatura!afinal não é do dia para noite q vamos mudar esse atraso de 40 anos.afinal,é muito fácil taxar todos os políticos de LADRÕES.mas falar de emissora de tv,é pura perda de tempo.é triste!

  • o Lula é outro covarde.achou q ia levar com a barriga(q de fato levou),os grupos privados de comunicação deste Brasil.quase caiu.e quase q a Dilma não era eleita.e aí,vão continuar negando o poderil da grande mídia?

  • Prezado Eduardo:

    Hasta los niños de moña saben decir quando se hace necessario: GOBIERNO GORILA ABAJO LAS MEDIDAS!

    Com certeza a politização dos portenhos é uma coisa que começa no berço.

    No Brasil a mídia fez e faz o desserviço de deseducar e alienar nos quatro cantos, ao ponto de venderem a imagem do SUL MARAVILHA aos flagelados da caatinga!

    Mas tenho dito: QUANDO DEUS TARDA É PORQUE JÁ VEM NO MEIO DO CAMINHO…

    Beba una grapa por mi.

  • Duduzão, muchacho,

    Eu tinha dito pra vc no sábado, antes de vc viajar, que Maradonna é melhor que Pelé e vc disse “nem morto”. Pois bem, aqui o Lula propôs um plebiscito pra proibir porte de arma de fogo e nem isso nós conseguimos. Sendo que de verdade só uma minoria é capaz de tirar porte de arma e comprar a arma dos sonhos. Pobre se for pego com um 38, mesmo que legalizado, leva porrada e ainda perde o berro. Pobre? Ops, quer dizer: PODE?

    Mas na hora de reclamar da violência todos atribuem o ônus ao governo.
    Somos uns bosta nágua mesmo.

      • Ou seja, na hora de decidir de verdade, como foi o caso que exemplifiquei, quando temos em mãos a chance de decidirmos por nós, sobre algo que irá influenciar nosso cotidiano, ainda obedecemos cegamente a ordem e a vontade do patrão. A sensação é a de que ainda estamos confinados na senzala.

        Foi ridícula aquela campanha promovida pela direita a favor do porte de arma de fogo. Lembro de uma propaganda em que aparecia uma sequência de jovens repetindo apenas a mensagem “proibição, não!”.

        Hoje continua morrendo crianças em sala de aula vítimas de arma de fogo. E os canalhas que promoveram a campanha a favor não mostram a cara. Se escondem.

          • Abel Botelho,

            Apois é… o que adianta mesmo é a gente esperar os bandidos darem o primeiro passo em direção à paz.
            Só temos que ter um pouquinho de paciência para esperar até que isso aconteça.

        • Gérson, proibido já está há muito tempo. O que se decidiu no referendo foi apenas um artigo na lei, salvo engano o art. 27, onde falava-se na comercialização. Os americanos adorariam que fosse proibida a comercialização, pois o país que não pode comercializar internamente, não pode exportar, segundo regras internacionais. Escrevam para o Tulio Vianna, ele poderá dar mais explicações (Ou alguém que tenha mais conhecimento sobre o assunto).

    • Eu discordo em relação a questão das armas..O direito ao porte de armas é bem diferente da posse responsável das mesmas.. O discurso é capachista por si só … Se o segurança do Playboy pode ter uma arma. Se o próprio Playboy pode, por quê eu não posso.???. E olha que eu não tenho e provavelmente nunca terei uma arma na minha casa…E não venha com essa babaquice de culpar o povo porque votou numa coisa com que você não concordava. O mesmo povo que foi contra a proibição de vendas de armas foi a favor da Dilma na presidência…O povo errou ao votar na Dilma então ??? Se tem uma coisa que é esta certa no Brasil é o povo. Vote em quem vote.. O Lula disse isso e eu assino embaixo..

      • Concordo com você, André. Eu mesma votei contra desarmar a população, e nunca possui ou usei uma arma, pois acho que o bandido teme o desconhecido e vai menos corajoso quando não tem certeza da reação das pessoas.

      • Cara, essa aí é a minha opinião. E na minha opinião o povo também erra, como errou nesse caso. E teria errado também se tivesse escolhido o Serra. Muitas vezes erra até sem culpa, como acho que foi o caso.

        Deveríamos ter pensado no coletivo e não somente no MEU direito de possuir uma arma de fogo. Pela escolha digo que agora não cabe transferir para o governo federal o ônus pelas mortes estúpidas no trânsito, no boteco, nas residências, nas escolas… enfim, a hora para discutir e decidir isso já passou.

        Em tempo: respeito a tua opinião.

        • Estimado:

          Quem foi que disse que o povo não pensou no coletivo ao votar contra a proibição da comercialização de armas no Brasil..?? Quem aqui é dono ou juiz do pensamento do brasileiro ??

          Eu trabalho num serviço funerário e lido com a violência todos os dias e te digo a quantidade de mortes por armas de fogo deriva muito mais da impunidade do que da posse irresponsável de armas..Veja os índices de esclarecimentos de homicídios do Brasil e me diga se este não é um enorme problema..

          Voltando ao tema “Inveja dos Argentinos”, eu apenas discordo veementemente do discurso “admirativo”. Os Argentinos também passaram por problemas e toda sua politização não os impediu de viverem crises piores do que viveu o nosso país..

          Podemos aprender juntos, mas ninguém é melhor que ninguém…

  • Caro Eduardo
    Nestes dias que correm estamos sendo brindados pela cloaca (que me perdoe o nosso Cloaca) aberta nos Estados Unidos, mostrando todo o desprezo que sentem pelo resto do mundo.
    É como diz o Chávez: O Império está se desnudando.

    Mas, além do trabalho, vale uma visita ao La Cabrera.

  • Muita calma nessa hora, gente! Não é do dia pra noite que as coisas mudam aqui no Brasil. Esse espaço está sendo valiosíssimo nesse sentido. As coisas começam a ficar mais claras e aos poucos vão chegar à população; o nosso país acostumou-se à overdose televisiva (com os poderosos mandando e o pior, desmandando) e só um choque de gestão vai conseguir dar um basta nisso.
    Portanto, vamos continuar batendo nessa tecla, cobrando e exigindo providências do governo para que de fato, possamos ter uma mídia democrática, isenta, a serviço do país.

  • Ora, ora, que raivinha boba…Parafraseando o Edu: se o Estadão pode [fazer negócios para o PIG] por que o Edu não pode [fazer negócios para o lulo-PT]? Tudo isso só demonstra o poderil (sic) do Edu… Huahuahuahaha!

    • Quer dizer que vc acha que eu faço negócios com o PT, é? Você se esconde em pseudônimo para poder dizer essas coisas sem correr risco de ser processado? Não acredito em como vocês são covardes.

    • araveughec – 30/11/2010 • 23:50

      Você não engana atodos não.

      Apesar de aparentemente parecer inteligente por intitular-se “ARAVEUGHEC” na tentativa de se esconder, bem sei que, no “fundo no fundo”, você tem uma enorme tesão enrrustida por “CHEGUEVARA”, já que usa as letras do seu nome para se esconder.

      Tô na sua cola viu?

      Se sair do seu chapéu vai dançar…

    • Pelo seu raciocínio de jumento,que com certeza tem mais célebro que vc,a globo,a editora abril e outros órgãos do PIG também fazemnegócios com o PT.Ou vc nunca viu no PIG patrocínios de empresas estatais brasileiras?

  • “Os argentinos estão nos goleando sem parar no que diz respeito à democratização real de seu país.”
    Discordo! Não acredito que nossa democracia é inferior a de um país que costuma ter mais de um candidato a presidente do mesmo partido. É como se tivessemos Dilma e Serra concorrendo a presidencia pelo PT.
    Além disso sua economia não vai bem, o governo esconde a inflação alta, e a atual presidente ainda é uma incógnita sem seu marido à sua sombra.
    É claro que o Brasil é quem está goleando a Argentina, e não é uma eventual superioridade de idéias em uma lei em tramitação que muda isso.

      • “sem seu marido à sua sombra”

        Liga não, Eduardo. Esse aí deve ser um daqueles do “São Paulo para os paulistas”.

        Só mais um imbecil preconceituoso…

    • Desculpe o povo brasileiro, mas entrei nessa page buscando 678… Acho q o q diz é prova do poder dos meios, justamente! A economia argentina está muito, muito boa! Os meios tentam q poco argentino nao vote Cristina no 2011, e por isso falam de inflaçao e inseguridade tudo o dia. A verdade é que, como temos mais poder de consumo, as empresas formadoras dos prezos quer ficar com o dinheiro sem vender mais, so aumentando os prezos, e daí a inflaçao, q é artificial. Temos superávit fiscal e comercial, e mais de 50 mil milloes de dólares no Banco Central, assim q nao temos por qué ter inflaçao… Mas os meios brasileiros so repitem o q diz os meios argentinos. Uma pergunta, ja q estou: Lá os meios falam bem de Cristina pra falar mal de Djilma? Porque aqui falam bem de Lula e Djilma pra falar mal de Cristina! 🙂 Abraços argentinois pra meus irmaos do Brasil!

  • Pois é, Edu. Na Argentina se discute política em cada esquina, vc viu. A pesar de toda essa politização, o até mesmo por ela, a ditadura aí foi muito mais violenta. Vc já assistiu 678, já leu Página 12? Nós aqui vamos chegar lá, tenha certeza.
    Abraços e bom negócios.

  • Se os brasileiros falassem, SEM SOMBRA DE DÚVIDA JÁ NÃO SERIAM MAIS DEVORADOS PELOS QUE OS DEVORAM, JÁ OS TERIAM DEVORADO E CONSTRUÍDO UM PAÍS ONDE NINGUÉM DEVORASSE NINGUÉM, MAS TODOS COEXISTISSEM EM HARMONIA E EQUILÍBRIO, SÓ POSSÍVEIS QUANDO A IGUALDADE COLCA LIMITES PARA TODOS. Essa é a única ressalva que faço a esse extraordinário texto do grande Luís Fernando Veríssimo, que no mais é corretíssimo, lembrando mais uma vez que são os diferentes processos de formação nacional que explicam o fato de sermos uma “ilha de alienação” no mar de uma América Latina conscientizada. A “libertação” do colonizador – que em nós deu-se através de uma “passagem” ridícula de poder entre pai e filho(na verdade não passando nada, mas mantendo o mesmo status quo atualizado), manutenção que foi tão evidente que adotamos a nefasta Monarquia; enquanto no restante de nossa região essa libertação do colonizador europeu foi marcada por mobilizações populares que, a despeito das traições e golpes das classes dominates, transformou aqueles países em Repúblicas e principalmente formou massas ativas politicamente – é o que explica essa escandalosa diferença entre a população brasileira e a dos demais países latino-americanos, no que concerne à capacidade de mobilização e à consciência de sua participação nos destinos do país. Você está certo, aliás, vou um pouco além de suas conclusões : mesmo entre os “politizados”, que questionam a mídia e têm alguma consciência política, ainda é difusa a compreensão sobre a democratização das comunicações; embora a ideia pareça-lhes simpática, não a compreedem bem; e, no restante da população, não há a menor noção do que isso significa. É nesse vácuo que Globo e quadrilheiros associados tentarão agir, como já o fizeram antes, para manter sua ditadura informativa(garantindo que só eles continuem falando, enquanto o resto do país é por eles censurado)e é por isso que é fundamental que todos nos engajemos numa campanha de conscientização, nos moldes da que fez o Governo argentino, não esperando que Dilma a faça, o que não quer dizer que ela não tem o dever de fazê-la, mas começando essa luta, que é de todos os brasileiros, na blogosfera.

  • Edu, acho que a Ley de Medios no Brasil virá e não está longe, o fato de Dilma colocar o Paulo Bernardo como Ministro das Comunicações já diz tudo, mesmo porque temos todas as condições em termos de Congresso para que isso aconteça. A LM está na ordem do dia e espero que seja muitíssimo breve a sua discussão e aplicação.

  • Calma Edu, realmente o povo brasileiro sempre foi muito diferente do argentino e dos outros páises de lingua espanhola. Para o bem e para o mal. Não adianta tentarmos medir o nosso avanço nessa questão da luta contra o pig, comparando com a Argentina e a Venezuela, por exemplo.
    Nossa dinâmica é diferente. E discordo de que não estejamos avançando. As três derrotas seguidas do complexo (para usar um nome da moda) pig-demotucanos, é uma prova concreta.
    E a lei de médios, mesmo que à brasileira, vem aí, é inevitável.
    Até o FHC fala nisso. O importante é puxarmos a brasa para nossa sardinha, invés de ficar incrédulo

  • Edu,los hermanos são extremamente politizados.Adoram falar sobre tudo que se relaciona a política,além de se notabilizarem por suas ações.Reinvindicam seus direitos,saem às ruas,defendem sua cidadania.
    Também são muito cultosEm Buenois Aires existem universidades conceituadíssimas.O índice de anafalbetismo é baixo e a educação é muito boa.
    Em Montevideu,no invernão,frio de – 3 graus e os bares estão sempre lotados de estudantes, que passam horas bebendo um vinho e falando sobre política.Isso é comum , presenciei várias vezes.
    Em Bariloche,terra de turistas,chilenos também tem o hábito de conversar muito sobre tudo que se relaciona a política.
    No Brasil,a educação é sofrível,além do fato de não mais constarem disciplínas que ensinem a pensar.E o povo brasileiro parece que foi educado pela televisão.Realmente,muito alienado e não faz questão de se modificar.Infelizmente.

  • Tenham certeza que a democratização das informações virá nos próximos anos.Se Lula não fez é porque o Congresso não oferecia condições para enfrentar a mídia. Observem que Lula não fez mais deixou a casa arrumada para que seja feito.Tanto é verdade que a Confecom aconteceu porque as reuniões nos diversos Estados já tinham se realizado. Espero que o próximo Congresso,aparentemente mais favorável,permita que a situação possa evoluir. Ressalto que se nada for feito, com certeza, o PIG fará o próximo governante. VAMOS TER FÉ QUE A PRESIDENTE, QUE FOI CHAMADA DE POSTE PELA IMPRENSA GOLPISTA, MOSTRE A ELES O BRILHO MARAVILHOSO QUE TRAZ NA SUA GRANDEZA. PACIÊNCIA.

  • Por aqui ainda temos muito o que avançar. Pra sermos politizados temos muito chão pela frente. Mas politização não nasce e cresce feito mato. Alguém tem que começar a investir neste processo. O poder público nas 3 esferas pode fazer e muito. Que tal começar pelas escolas. A importância da política quer queiramos quer não, é muito grande para simplesmente nos afastarmos dela. É um atraso que necessitar ser combatido.
    http://easonfn.wordpress.com

  • Vejam o oligopólio das comunicações existente em Pernambuco.

    O Grupo JCPM, tem em seu poder os seguintes veículos:

    TV Jornal
    Jornal do Comércio
    Rádio Jornal
    Rádio CBN-Pernambuco
    Rádio Jornal de Caruaru
    Rádio Jornal de Petrolina
    Rádio Jornal de Limoeiro
    Rádio Jornal de Pesqueira
    Vários sites na internet

  • Edu, já saiu o resultado do sorteio do livro sobre saúde?.Porque só estou esperando o resultado, caso não seja contemplado comprarei um. Sobre a Lei de medios tenho absoluta certeza que a Dilma vai pra cima desse monopólio da mídia.Eles vão espernear, espernear mais cairão.Concordo que a maioria da população é alienada só fala em futebol e novelas da globo, no entando quando o debate sobre a democratização da mídia iniciar, tenho certeza que o povo vai entender a necessidade de mudanças.Para isso temos hoje os blogs progessistas, a promessa de campanha de internet banda larga para pobre e outros trabalhos forminguinas como acorreu na última eleição.Como se prevê a mídia vai sair na frente batendo o tempo todo no Bom dia Rio, Bom dia Brasil, Jornais Nacional, Band, SBT( esse tenho dúvida devido a sua evidente derrocada) e outros piguizinhos.Porém os berros da velha mídia não terão os efeitos esperados, acreditem. Nessa batalha Dilma tem que aproveitar bem os espaços publicitários que o Governo dispôe incluindo TVs públicas, que se dane ser taxada de chapa branca ou não e o PIG?

  • Lembro que o ex embaixador Azambuja, da ala FHC mas um cara de alto nivel, disse em uma entrevista que os argentinos progridem (fazem sua Historia) por rupturas. E o brasil por sinteses. E o dizia com vies critico aos portenhos nesse aspecto.
    Vai ver que é realmente por isso que os estagios de nossa historia sao longos, e as mudanças tao insuportavelmente graduais. Sao julgamentos de valor, porem isso nao da pra julgar a priori.

  • Caro Eduardo,
    O problema do brasileiro é acreditar na elite, que infelizmente, domina este país. Você já percebeu que nas salas de espera dos consultórios e escritórios encontramos somente a revista Veja? Moro no interior de SP e por aqui noto que os cidadãos com menos escolaridade e até mesmo alguns universitários não passam de “papagaios” e retransmitem a doutrina que lhes são impostas. Por aqui reina a política do sim senhor, não senhor e se o cidadão for médico ou “doutor adevogado” aí sim, tem o poder de um semi-Deus.
    Temos um longo caminho a percorrer, até nos desatarmos das amarras da ignorância e preconceito arraigados. O ensino do país, apesar das evoluções que teve, está criando alienados repetidores de informação incapazes de pensarem, refletir e chegar a um ponto de vista pessoal. Neste pondo os Argentinos mostram muito mais capacidade do que nós, infelizmente.

  • “O Brasil é uma ilha de alienação em meio a uma América Latina significativamente politizada”.
    É por isso que o serra e o fgagac ainda tem ouvintes.É por isso que a globo ainda tem audiência.É por isso que folhetins como veja e folha de são paulo ainda tem leitores.É por tudo isso que os inocentes “inúteis” e os analfabetos funcionais demonizam o Chavez,o Morales e colocam no altar tudo que vem da matriz do norte,inclusive o lixo que acham ser cultura.

  • Existe algum impedimento para que qualquer um crie jornais , revistas , tv , radio ?
    Se uma ou mais empresas dedem a preferencia do publico deve -se a sua competencia em satisfazer as necessidades de seu cliente.caso contrario entre no mercado faz um jornal venda anuncios etc…
    …….
    O que os governos desejam sim eo controle daqueles que expõe seus ilicitos , o que não falta e exemplo do trabalho da imprensa combatendo o governo mais corrupto que nosso país ja teve.
    …..
    A midia ja tem controle social o consumidor manda , sem anunciantes ninguem sobrevive no livre mercado.
    …..
    A liberdade de imprensa para um coletivista e somente o direito de escrever o que o ditador de plantão permite.
    ……..
    Realmente uma coisa devo concordar brasileiro esta mal informado tem gente que acredita por exemplo que o governo pagou a divida externa , que criou 14 universidades publicas , que nunca ouve o mensalão ,dolar nas cuecas etc..que o BNDES financia grandes empresas com dinheiro do trabalhador e depois retornam o favor financiando suas campanhas eleitorais. ex: a friboi 10 milhões para a campanha da dilma camargo correa 8,5 milões de reais, isso eo que foi declarado não se sabe o que tem em caixa 2.
    …..
    “CONSPIRAÇÃO” = É quando a imprensa publica informações que comprometam a imagem de idoneidade ou de competência de um governo de esquerda, já que a esquerda sempre acha que seus governos são honestos.
    ……

    • Aprenda a escrever, seu energúmeno. Sequer sabe conjugar o verbo haver. E, de uma olhadinha nas doações do Serra antes de citar a nossa presidenta.

      • Este é um raciocínio que eu nunca entendi.

        Se o Serra tem financiadores a Dilma tb tem.

        Portanto se vc mencionar dois financiadores da Dilma então em contrapartida deve mencionar 2 financiadores do Serra.

        Se vc acusar a Dilma de caixa 2 então vc precisa acusar o Serra de manter caixa dois.

        Então o texto do comentarista deve ser modificado desta maneira?

        Realmente uma coisa devo concordar brasileiro esta mal informado tem gente que acredita por exemplo que o governo pagou a divida externa , que criou 14 universidades publicas , que nunca ouve o mensalão ,dolar nas cuecas etc..que o BNDES financia grandes empresas com dinheiro do trabalhador e depois retornam o favor financiando suas campanhas eleitorais. ex: a friboi 10 milhões para a campanha da dilma, empresa x 8 milhões para campanha do Serra, camargo correa 8,5 milões de reais e empresa y 9,0 milhões para Serra, isso eo que foi declarado não se sabe o que tem em caixa 2 tanto da Dilma como do Serra.

        É assim??.

    • Sr. “Aliança Liberal”, os governos anteriores a 2003 sempre controlaram a mídia, ou na porrada ou na cooptação (a grande maioria) e ainda existem vários impedimentos legais (e “políticos”) para se obter uma estação de tv, rádio ou mesmo abrir empresas de jornais ou revistas (Se fosse fácil, o tele-bispo Silas Malafaia já teria sua emissora). Só com muita grana para isso e assim a elite econômica e conservadora continua a prosperar, simples assim.

      • Belo comentário. Fiquei dois anos correndo atrás do CNPJ para um pequeno jornal. Não consegui. Tive de fazer um “cambalacho” no Código da Atividade Principal para recebê-lo. É incrível como os phuderosos têm prepostos em vários locais chaves das atividades, impedindo que se tenha outros concorrentes (no meu caso somos pequeninos e insignificantes, não faz nem cócegas).
        Mas é isso que você escreveu.
        Valeu

  • Eduardo,
    Temos muito que avançar, mas cada país com sua história.Certo que poderiamos acelerar os passos em várias áreas,e isso as vezes, deixa a gente impaciente e com inveja dos hermanos.Ontem vi uma cena que carece de sentido,o Merval Pereira tomando posse na Academia Brasileira de Filosofia.Não sei se é para rir ou chorar.Mais é uma piada.Os filósofos sérios deveriam protestar.Bom Edu aproveite sua viagem faça negocios mais passeie também.

    • Como não milito na área de filosofia, me perguntei ao ler seu comentário:

      Pq será que o tal de Merval Pereira não deveria assumir posse na Academia Brasileira de Filosofia?

      Agradeceria seu esclarecimento

      • Não conheço ninguém que tenha lido alguma tese ou artigo,ou texto,ou crítica,ou livro ou seja nada a respeito de filosofia que o Merval tenha escrito.Não vejo aonde seus artigos políticos tenham algum viés filosófico.

        • Se a Lúcia Hippólito (hic!) é “cientista política”, o Merval pode sim ser filósofo. Já ouviram falar em filosofia de botequim? Pois é.

  • Eu ainda acho que quem deve determinar circulação, audiência, etc. é o mercado, ou seja, o público consumidor, até porque qualquer um do povo é livre para fundar um jornal ou revista, bem como para pleitear uma concessão de Rádio e TV, mediante requisitos mínimos. O que não me “desce” nessa proposta de “Ley de Medios” é exatamente essa interferência do Estado em um empreendimento PRIVADO que só depende de leitores/ouvintes/telespectadores para sobreviver. Ou seja, o Estado vai determinar até onde veículo “x” “y” ou “z” pode ter abrangência. Isso me parece uma interferência mais do que indevida, mas inconstitucional do Estado na vida privada dos cidadãos.

    • Amigão, a própria lei atual proíbe a propriedade cruzada, ou seja, o mesmo empresário ser dono de TV, rádio, jornal e revista na mesma área geográfica. Isso é Lei hoje!
      Não se cumpre porque não se cumpre. A Globo, por exemplo, não pode (pelas leis em vigor HOJE) ter uma rádio Globo e uma rádio CBN na mesma cidade. E tem.
      O que ocorre no Brasil é que a meia-dúzia de famiglias que dominam o setor através da chantagem sobre os governos, desobedece todas as leis vigentes. Boa parte das concessões de rádio e TV já teriam sido cassadas caso fossem obedecidas as LEIS EM VIGOR HOJE.
      Impunidade é o nome do problema.

  • A alienação disseminada pela Rede Globo é tamanha que nem o polêmico assunto da eventual “entrega” de São Paulo e Palmeiras a favor do Fluminense no campeonato brasileiro foi discutido em seus programas.
    O mundo deles (quando não há eleições em jogo) resume-se às novelas, ao futebol (light) e ao carnaval.
    Minha sogra, coitada, vê novelas há 40 anos, todo dia, de seis da tarde às dez da noite.
    Uma pessoa dessas pode estar interessada na Ley de Medios? E quantas assim não existem pelo Brasil todo?
    Será que em algum país do mundo um único canal de televisão tem cerca de 70% de audiência?
    Enquanto essa situação permanecer, estejam certos, nada mudará na educação do nosso povo. E tem mais, será difícil manter o poder em 2014.

    • certíssimo Pedro Solto!aqui”na minha província”Recife,os caras fazem questão de almoçar vendo gente morta na tv.o”Bronca Pesada”(olha o nome)do Grupo JCPM-TV JORNAL-SBT,dá 40 pontos de audiencia!mais do q o jornal hoje de São Paulo(q dá a metade).os caras só discutem além de cardinot(apresentador deste citado programa)tirou sarro.de”Bandeira 2″(outro programa policial.mas na rádio Jornal)e de futebol!ou seja,se resume a violencia,sarro dos outros e futebol.o resto é critica sobre nossos políticos e nossos jovens.

      • Prezado Sr. Leonardo,

        é para evitar esse lixo que o sr. nominou acima é que existem as TV’s Cultura, NBR, Câmara, Senado, Justiça, Educativa, etc ., que não têm audiência. A tal da TV Brasil, então, dá traço no IBOPE. O Sr. acha que o fato do estado ter o poder de limitar a abrangência de uma TV ou quem vai ser o dono de uma revista/jornal vai mudar esse fato?

    • Quer dizer que, na sua opinião, o governo pode, por decreto, determinar que não se pode ter 70% de audiência? Ora, faça-me um favor: mude-se para Cuba ou Venezuela.

  • Este capachismo em relação a Argentina e outros países me irrita. Eles tem os méritos deles e nós temos os nossos. Devemos lutar para superar nossos problemas sim, mas sem essa de “Ah como eles são bons e nós uns barnabés…”.. A inteligência política Argentina elegeu o Menem e este faliu gostoso os nossos hermanos há poucos anos.. Você sabe Edu, se viaja a Argentina há muito tempo como foram difíceis aqueles anos posteriores ao delírio neoliberal portenho…Além disso a Argentina foi cenário das ditaduras mais sangrentas do Continente e da Guerra mais escrota dos últimos 40 anos, a das Malvinas, declarada por um general reconhecidamente alcoolatra…Venezuela idem, Equador idem, Colombia idem. Todas as nações e sociedades tem seus méritos e seus deméritos. Quem não consegue enxergar isso deveria reavaliar profundamente o pouco que sabe do Brasil e da sociedade que a compõe…Temos nossas caveiras sim, mas não tenho inveja de ninguém…E tem outra: estamos melhorando muito em relação a conscientização política justamente a partir da blogosfera…

    • Concordo em gênero, número e grau. Agora, cá pra nós, a “mina” deles é mais arrumada que nosso “tracajá-bandeira”. Nisso eles foram melhores, em que pese ambas serem dois fantoches dos presidentes que as elegeram.

  • Eduardo, sugiro voce aproveitar essa viagem e conseguir uma cópia na íntegra da nova lei de mídia da Argentina, inclusive com a justificativa da lei, se houver. A justificativa é a parte do projeto da lei que explica os motivos e objetivos da mesma ter sido proposta.

    Como voce conhece o idioma dos hermanos, sugiro que na medida do possível, voce faça uma tradução dessa lei e depois a publique na íntegra aqui no blog da Cidadania, para introduzirmos na sociedade brasileira a discussão do que propõe essa lei e se isso seria aplicável no Brasil.

    Vamos fazer essa discussão de uma nova lei de mídia no Brasil através da sociedade civil, da blogosfera, afinal essa é uma das finalidades da ONG Movimento dos Sem Mídia – MSM, que fundamos com outros cidadãos no ano de 2007.

    Fica a sugestão.

    Donizeti – Diretor Jurídico do MSM

  • Abel, o empreendimento continuará sendo privado, o que se quer regular é o conteúdo, visto que sem essa regulação, não existe a pluralidade de ideias sendo debatidas e contraditório e a ampla defesa então, nem se fala! Há leis, minoritárias, que são feitas para regular uma coisa que se espera ser resolvida em pouco tempo (cotas, adultério, voto feminino, etc.), algumas cairam em desuso e só estão, ou estavam, em nosso arcabouço jurídico apenas enchendo linguiça. Eduardo fala em educação, de forma ampla, pois somente através dela essa tal regulação de mercado, na qual não sou contra, seja eficaz. Até lá barreiras devem ser colocadas, não para impedir o progresso intelectual, mas para que seja democratizado de verdade. Imagine, no JN, entra os colonistas conservadores conhecidos com suas opíniões e logo após entra um Luis Nassif, um Emir Sader, etc.

  • Sofremos no país do mal do determinismo, do “tem que ser assim”. Por que? Ah, não sei. Mas tem que ser assim.
    Acostumamo-nos com certas coisas e, bamba!, dado certo tempo torna-se heresia, até mesmo ofensa contraditá-las. Exemplos?
    Liberdade de Imprensa, contrôle social da mídia, democratização dos meios de comunicação, reforma agrária, ética na política……..são , dentre outros, temas-tabus. Incontáveis.
    Agora mesmo o STF, através de sentença proferida pelo Ministro Celso de Melo, colocou no mesmo panteão o direito de resposta e a liberdade de imprensa.
    A democratização dos meios eletrônicos de comunicação não é só imprescindível; é vital. À exceção do Poder que é intrínseco ao Estado, nenhuma outra instância o detém e o manipula como sói ocorrer na mídia. A sociedade e os indivíduos tem o direito de não serem manipulados. Um corolário dessa premissa básica é vedar a posse dos meios de comunicação a políticos e conglomerados.

  • Edu, se há algo que não perdôo ao Lula e a todos os que governaram em nome do PT é não ter politizado, ou tentado politizar a sociedade brasileira. Morei por muitos anos num país do cone sul e sei perfeitamente como eles lidam com a política. Estudantes do colégio faziam “vaquinha” para comprar o jornal diariamente, e lógico, depois discutir.

  • Meu caro Edu, o dia em que o Brasil (e pode ser apenas nos grandes centros) possuir a quantidade de livrarias que nossos vizinhos argentinos possuem, as coisas começarão a mudar por aqui. Até lá, temo que continuemos à deriva.
    Forte abraço.

    • Há alguns anos vi um dado que deve ser real, ou muito próximo do real: o Brasil todo tem 4.000 livrarias e pontos de vendas de livros. Buenos Aires, sòzinha, tem os mesmos 4.000 pontos de venda.
      Basta ver os sebos da Av. Corrientes, ou as feiras de livros nas praças, para acreditar que este dado é razoável.

  • Oi Edu!
    Continuo lendo seu blog diariamente. Muito bom o post de hoje. Obrigada pela oportunidade que você nos deu de conhecer este texto tão original do Luis Fernando Veríssimo.
    Abraços
    Adelina

  • Meu caro Eduardo: precisamos estar sempre apoiando nossa destemida presidente-guerrilheira, tanto no caso do controle democrático da mídia, como em todos os aspectos da vida brasileira. Que ela tenha sempre em mente e que se inspire nos dizeres de uma faixa anônima, flagrada na Plaza de Mayo, na noite da vigília para o já saudoso Nestor. Dizia em claro castelhano: “Cristina, nenhum passo atrás!”

  • Esse imbecil que tentou se escrever com o pseudônimo de ” CHEGUEVARA” ao contrário, deve ser um lambe-botas do PiG ou um tucano ainda de luto…

  • Que sonho seria ver o Brasil um país com o povo politizado. Que no happy-hour as pessoas discutissem política. Que o conhecimento não tivesse discernimento de classe e de cor. Onde as pessoas não teriam seus assuntos e opiniões pautados pela que viam no Bom Dia Brasil e no JN.

    E não, apontar esses méritos da sociedade argentina não é capachismo. Já basta aquele pensamento de “nós contra eles” que a Rede Globo nos inseriu em relação aos argentinos. Uma sociedade que avançou nesse sentido merece o nosso reconhecimento.

    • É, Marcelo.
      Essa rivalidade doentia que a TV Globo incutiu na cabeça dos brasileiros (vide o ínclito Cala a Boca Galvão) contra os argentinos não é de graça.
      Isso serve eficazmente para desviar o foco de assuntos muito mais importantes a serem discutidos e refletidos pela população, como a atuação do PIG, a desigualdade social, a concentração de renda, a defesa das nossas riquezas minerais e assim por diante.

  • É Eduardo, esse é o resultado, em grande parte, do monopólio da Globo no Brasil da ditadura até o nossos dias. Felizmente essa situação mudou um pouco com o crescimento da Record e com o fortalecimento da blogosfera, entre outras coisas. Mesmo assim, estamos muito longe de uma real democratização dos meios de comunicação no Brasil. Ouviu Paulo Bernardo, ouviu Dilma?

  • Edu, o que vou dizer não tem relação com seu texto mas não consigo me conter. Até agora não engoli Nelson Jobim no governo Lula. Ele está entalado em minha garganta e não desce. Para piorar a situação, me parece que a Dilma irá mantê-lo. O homem da “Baba eletrônica”, segundo PHA, voltou a fazer das suas como mostrou o site Wikileaks. Não sei se minha opinião é compartilhada com os demais eleitores da Dilma. Se for, que tal fazermos uma campanha FORA JOBIM ?

  • Há alguns anos participei de um “escrache”, em frente ao apartamento do general Videla, onde ele cumpria prisão domiciliar. Em outra visita a Buenos Aires, vi um restaurante inteiro levantar-se das mesas e sair, sem pagar as contas, porque havia entrado no ambiente um torturador que os argentinos conheciam – demorei a entender o protesto.
    No trigésimo aniversário do golpe de 76, não consegui chegar ao centro da Plaza de Mayo tal a multidão que vinha de todos os barrios e de cidades próximas. Marcante ver pais de mais de 30 anos carregando os filhinhos de 4 ou 5 nos ombros, para mostrar-lhes o que é o povo argentino. Inoculando Patriotismo, Democracia, Cidadania, na criança. E Liberdade, que é o que mais se respirava naquela data histórica.
    É lógico que me emocionei demais, até as lágrimas. Pelos argentinos, para principalmente pelo meu povo brasileiro, tão alheio ao que se passa, tão ludribiado por qualquer malandro que tem um jornal ou uma TV, ou até pelos seus empregados, como uma Xuxa, por exemplo, que foi babá de uma geração inteira.
    Que diferença! Que inveja eu senti dos meus irmãos argentinos desde que conheci aquele nobre País. E sinto hoje, por este relato que você nos dá, na questão da mídia e da Ley de Medios.
    En marzo me voy por una semana! Me extraña, Argentina!

  • Basicamente, o que a Ley de Medios estabelece é que uma mesma organização mediática (por exemplo, Grupo Clarín ou Organizaçõs Globo) não pode ser dona ao mesmo tempo de canais de TV aberta e fechada, rádios, revistas, jornais (vários), etc., etc., etc.
    Repare que aqui no Brasil o mesmo jornalista que aparece na TV Globo, dá entrevistas na Globo News, escreve no Globo, fala na CBN, tem colunas na Época e assim por diante. E o que é pior é que a maioria dos consumidores dessa “mídia” nem desconfia que esses órgãos de imprensa pertencem todos ao mesmo dono. As pessoas não têm para onde fugir.
    Eu mesmo parei de ler o Globo e assistir À TV Globo. Confesso que me sobraram poucas opções. Isso é que é democracia? Será que o governo, seja ele qual for, não tem o direito de ter pelo menos um canal de televisão para divulgar e defender as suas realizações? Afinal, ele representa a vontade popular.
    Quem quiser que critique à vontade, mas o que não pode é que TODOS critiquem, como aconteceu na última campanha presidencial?
    Estou certo, Eduardo?

    • Pera lá! O governo federal tem VÁRIOS canais de televisão para “divulgar e defender suas realizações”. Vide, por exemplo, TV Brasil e NBR, sem esquecer da maldita Voz do Brasil no rário e do tal Café com Presidente. Não preciso lembrar que as audiências são pífias. O sr. quer mais o que? Empreendimentos PRIVADOS passando a Voz do Brasil ou o Café com o Presidente no horário nobre? Onde o sr. acha que está, em Cuba?

  • Prezado Eduardo, dá inveja mesmo. A sociedade argentina teve acesso à educação. É muito mais fácil trabalhar politicamente em terreno assim.

    Aqui é difícil mesmo. Não sei se a Dilma, que sofreu na própria pele os horrores indescritíveis da tortura, vai contemporizar com os torturadores. Não sei também se ela, que tem outra cabeça e outro temperamento ( ela não é o Lula e é bastante diferente dele, apesar de ser igual no tocante à utopia da luta contra a exploração do homem pelo homem ) vai empurrar com a barriga a questão da regulação da mídia. Não sei. Tenho muitas dúvidas, espero dela uma mulher macha ( no bom sentido ), corajosa e audaciosa.

    A mamata dos crápulas começará a acabar no mesmo dia em que se iniciar o acesso livre e fácil de todos os cidadãos à informação verdadeira.

  • Infelizmente, Eduardo somos poucos brasileiros que discute política nas feiras, nos supermercados, mas estamos mudando, lentamente, mas já é alguma coisa. Digo isso por experiência própria, já que nessa última eleição vi as pessoas discutindo sobre Dilma e Serra nas esquinas da minha cidadezinha do sertão cearense como nunca tinha visto antes. Eu aproveitava para passar informação que eu lia aqui nos blogs progressistas e “invenenar” o debate por onde eu andava, no mercado, nas lojas, nos correios. Imprimi muitos dos seus posts e tirava xerox pra distribuir pra turma do “futebol” e a turma das “novelas”. Foi muito gratificante vê o “despertar” de muitos deles. Se todos fizemos um pouquinho a politização seria mais rápido.
    Bons negócios.

  • Já estive por duas vezes na Argentina nos últimos quatro anos, em férias.
    É realmente impressionante a diferença no nível de consciência política entre os dois povos vizinhos, exatamente como você assinala , Eduardo. E quer me parecer que os argentinos estão cada vez mais politizados e participativos.
    Com todo o PIG de lá contra os Kirchner, o fato é que o prestígio de Cristina é impressionante e crescente.
    O povo tem orgulho dela.
    Concordo inteiramente com você, Eduardo: se ela for candidata, leva!

  • Dizer que ela é feia e gorda se ela realmente for? Qual mal nisso? esse é o preço de se conviver em sociedade. Se vc não quiser ouvir críticas ou comentários que não concorda, vá morar em uma ilha deserta. Ou vire político e tenha uma horda de puxa-sacos ao seu redor.

    • o mal é que a gente deve respeitar as pessoas. até porque, ser gorda ou feia é interpretação subjetiva. você pode se achar lindo, mas outros podem te achar um bagaço. quem está certo? mas isso é uma questão de berço

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