A desindustrialização do Brasil

Opinião do blog

O sonho que o Brasil está sonhando quase unanimemente de se tornar uma potência industrializada, um país mais justo e sem miséria, é factível. Essa quase totalidade dos brasileiros tem razões para sonhar. Todavia, há uma barreira que separa este povo de seu sonho. É invisível para quase todos, mas está lá. E uma hora aparecerá.

Por suas dimensões continentais, pelas massas humanas que abriga em seu território imenso e rico em recursos naturais como poucos, o Brasil precisa atingir um patamar de desenvolvimento que, apesar de a maioria não saber, vai ficando cada vez mais distante. Um país como este não pode almejar se tornar o que almeja se não se industrializar.

Pode até se tornar um país de qualidade de vida média aceitável, mas, se não se industrializar, continuará sendo uma nação secundária. Com peso econômico, sim, porém sem condições de, pelo seu gigantismo, ocupar a posição que merece no concerto das nações.

A circunstância da economia brasileira é única na história. Não lhe falta dinheiro, recursos naturais, posição estratégica no cenário mundial, mas lhe falta uma estratégia de desenvolvimento. E é por falta dela que a indústria brasileira está morrendo. O Brasil está se desindustrializando.

O comércio exterior denuncia a real posição brasileira no mundo. Hoje, cerca de 70% do que o Brasil vende ao exterior são produtos básicos – grãos, minérios, petróleo. O resto são produtos manufaturados e semimanufaturados. Essa relação já foi de meio a meio. Nos últimos anos, foi se desequilibrando. E a situação só tende a piorar.

Aí, alguém dirá que, apesar de o Brasil estar caminhando para se tornar quase que exclusivamente um exportador de commodities (produtos básicos), fabrica de tudo e pode vender internamente, em seu vastíssimo mercado interno, assim como fez durante a crise econômica internacional de 2008/2009, quando o mundo parou.

Não é bem assim. A situação de nossa indústria manufatureira no mercado internacional reflete a sua debilidade, a sua incapacidade de competir com a produção dos outros países industrializados. E o que impede que a indústria brasileira seja dizimada pela competição externa são barreiras alfandegárias, pura e simplesmente.

Para os leigos: o Brasil cobra exorbitantes impostos de importação que encarecem os produtos industrializados estrangeiros, muito mais baratos. Ou seja: é como uma pessoa que só conseguisse levar a sua vida normalmente à base de drogas. Todavia, essa “droga” alfandegária irá perdendo o efeito.

Manter o mercado interno brasileiro protegido da importação de produtos fabricados no exterior e que poderiam ser vendidos por aqui, em certos casos, por um terço dos preços praticados pela indústria nacional, é uma medida que não pode ser mantida indefinidamente.

A Organização Mundial do Comércio (OMC), a grosso modo, regula o comércio internacional e dirime divergências entre os países por conta daquelas barreiras alfandegárias. E rege os cronogramas de desoneração das importações com os quais os países se comprometem.

É certo que há muita importação de tecnologia manufatureira. Máquinas e equipamentos entram sem parar no país de forma a modernizarem a indústria nacional. Contudo, nem toda a modernização possível e imaginável do parque industrial brasileiro será capaz prover condições de impedir o desaparecimento de indústrias.

Não haverá máquinas e equipamentos modernos que poderão dar conta de superar uma moeda que se valoriza como nenhuma outra e que vai fazendo dos produtos industrializados brasileiros os mais caros do mundo. E a valorização do real deve prosseguir porque ajuda a combater um mal que todos os governos  julgam prioridade combater.

Estamos vivendo um processo de recrudescimento da inflação. Porém, ao contrário do que dizem aqueles brasileiros que torcem para o país ir mal porque querem que os conservadores voltem ao poder na esteira da desgraça nacional, a inflação é temporária. O algoz da indústria verde-amarela tratará de fazê-la baixar. Quem é esse algoz? O câmbio.

Eis o problema do país. Como o Brasil precisa exportar e não consegue vender produtos industrializados ao exterior, ampara-se nos produtos básicos supramencionados. Dessa exportação de matérias-primas decorre a entrada massiva de dólares no país. E, dela, a valorização do real.

Com o mercado interno encharcado de dólares, cai o preço da moeda americana. Caindo, o produto manufaturado brasileiro se torna mais caro. E, cedo ou tarde, o similar estrangeiro terá que entrar ainda mais do que já vem entrando. Então, o problema não é só o comércio exterior.

Neste momento, devido às barreiras alfandegárias ainda é possível a indústria brasileira se manter diante da estrangeira. A economia superaquecida gera uma demanda por produtos de tal ordem que cede espaço para que produtos caros subsistam. Com o tempo, porém, essa vantagem deve desaparecer. O mundo caminha para derrubar as barreiras tarifárias.

Proximamente, com o pré-sal fazendo jorrar dólares – esse petróleo destinar-se-á exclusivamente à exportação, pois o Brasil já produz tudo de que precisa –, o percentual de manufaturados na pauta de exportações deve diminuir ainda mais e o real cada vez mais valorizado continuará encarecendo os industrializados brasileiros.

No começo, serão as pequenas indústrias. Depois, as médias. Por fim, as grandes perderão o interesse em produzir no Brasil. Muitas, sobretudo as pequenas, quebrarão por falta de mercado.

Um projeto de país passa não só por impedir que a sua indústria se torne meramente decorativa – diminuta e localizada em nichos –, mas por industrializá-lo cada vez mais. O que se pode perceber, porém, é que nem governo, nem oposição sabem como operar esse milagre.

Tudo isso que vai acima, José Serra disse durante a eleição do ano passado. Porém, não apresentou soluções. Todos sabem qual é o problema, mas ninguém sabe como resolver. Não valeria a pena eleger alguém tão incompetente que só sabe apontar problemas, mas desconhece soluções.

E ninguém sabe o que fazer, porque cada medida mais efetiva ameaça gerar um efeito colateral. É a síndrome do cobertor curto.

Desoneração drástica de impostos das exportações seria considerada subsídio pela OMC, prática comercial desleal; taxar a entrada de dólares especulativos do mercado financeiro não está sendo suficiente porque a maior entrada de dólares vem de exportações e de investimentos. Finalmente, dólar barato ajuda a combater a inflação.

O governo, nas palavras do ministro Guido Mantega, acredita que quando os países ricos se recuperarem economicamente irão aumentar juros e atividade econômica e, aí, voltarão a atrair o vagalhão de dólares que engolfa o Brasil. Ou seja, acredita que tudo se resolverá sozinho. Esquece que o petróleo exportável compensará tal efeito.

Essa é a verdade. Não se pode ignorar esses fatos e este blogueiro não tem nem vontade, nem o direito de fazê-lo.

98 comments

  • A solução é jogar a SELIC lá em baixo e estimular setores chave da economia através de políticas públicas. Porém, para que isso seja feito é preciso concientizar a população dos motivos da inflação que se verá e acalmá-la com aumentos salariais que compensem a inflação causada por sazonalidades e/ou fatores externos que, diga-se de passagem, não justificam um desaquecimento do mercado interno. Também seria importante uma demonstração de que os órgãos reguladores da economia são efetivos na garantia da livre concorrência. O medo da inflação é que destroi a indústria brasileira. Deveríamos buscar compreende-la ao invés de teme-la. Não há necessidade de se diminuir demanda quando a oferta ainda possui capacidade ociosa… Investindo no mercado interno ficamos menos sucetíveis a problemas externos, sentindo menos a inflação oriunda dos mesmos no futuro.

      • E se ao invés de tentarmos o mais difícil, que é convencer os rentistas a baixarem os juros, procurássemos fazer o que é viável? Por exemplo: 1) melhorar a qualidade do ensino para formar mais técnicos e engenheiros; 2) usarmos mais a diplomacia para melhorar as trocas comerciais com a China, obrigando-os a aceitarem também produtos industrializados no Brasil, como os aviões Embraer que, alíás, já encomendaram. A dificuldade de exportarmos mais não se restringe aos juros e ao real apreciado. Precisamos desenvolver tecnologia como fizeram os japoneses, coreanos e chineses.

        • Você tem razão, Marcelo.

          Por exemplo, a saída do playboyzinho Agnelli da Vale veio bem a calhar. Em lugar de vendermos à China só minério bruto, de baixíssimo valor agregado, poderemos vender também aço acabado. O Agnelli era um entrave para isso.

          Outro exemplo: a determinação de Dilma para que o petróleo do Pré-Sal seja transformado em petroquímicos para a produção de plásticos, tecidos, fertilizantes, lubrificantes, etc.

          Mas, para isso, precisamos mesmo de um megainvestimento em Educação. Serra nunca faria. E Dilma? Será que o PMDB, que representa parcela da elite, permitirá que o Brasil invista em seu povo? Depende muito da pressão que nós fizermos. Quando digo “nós”, quero dizer a Blogosfera, os movimentos sociais, sindicatos, etc.

        • “1) melhorar a qualidade do ensino para formar mais técnicos e engenheiros;”

          – Sem indústrias para empregá-los, tais estudantes virariam desempregados e acabariam migrando para empregos que não exijam o conhecimento adiquirido nas escolas técnicas e faculdades, tornando tal investimento dinheiro jogado fora.

          “2) usarmos mais a diplomacia para melhorar as trocas comerciais com a China, obrigando-os a aceitarem também produtos industrializados no Brasil, como os aviões Embraer que, alíás, já encomendaram.”

          – A industrialização visando a exportação nos mantém suscetíveis a variações externas que fogem do nosso controle, tornando-nos reféns da situação externa. Sobre o mesmo tema é interessante observar que um dos pontos deste acordo foi o da produção de jatos em território chinês que gerará emprego na China e não aqui…

          “A dificuldade de exportarmos mais não se restringe aos juros e ao real apreciado. Precisamos desenvolver tecnologia como fizeram os japoneses, coreanos e chineses.”

          – O foco do desenvolvimento não deve ser na exportação, uma vez que assim nos tornamos reféns de coisas incontroláveis, e sim no abastecimento interno.

          Industrialização para atender o mercado externo não é bom!! A industrialização deve acontecer para abastecer o mercado interno. Se o Brasil quiser exportar, e acredito que deva, que se valha de sua vantagem competitiva e know-how nas commodities!!

          Inflação é indicador de sensibilidade ao mercado externo, sazonalidades e/ou incompetência dos governantes.

    • Renato e como vc (ou quem tenha a resposta) imagina que o governo pode reduzir a taxa de juros?Poderia me explicar?
      Eu de minha parte sempre pensei que a taxa SELIC representava a necessidade do governo em financiar seu excesso de gastos no presente, adiantando a sua renda futura, como o governo pode reduzir a taxa SELIC se continua e continuará sendo deficitário nas contas?

      • O dinheiro é como uma mercadoria e a taxa de juros é o preço pago por essa mecadoria. Quanto mais dinheiro na economia menor o juros(preço) cobrado por ele. Ou seja, diminuir a SELIC implica em um aumento da quantidade de dinheiro na economia. O governo pode fazer isso através da compra de títulos, diminuindo a parte dos gastos atrelada aos serviços da dívida. Ao mesmo tempo, através de políticas públicas, pode influenciar que o novo dinheiro injetado seja direcionado para os setores mais interessantes para a economia com base em estudos de mercado. Assim, aumentaria os gastos do governo com políticas públicas ao mesmo tempo em que diminuiria os encargos da dívida na outra ponta da conta. Desta forma seria possível crescer mais e portando arrecadar mais de forma a, através de uma arrecadação crescente a um nível maior que os gastos, resolver o problema do balanço. Por isso, acredito que fortalecer a economia interna é muito importante. Afinal, estaríamos menos suscetíveis à inflação causada por razões externas além de crescermos e redistribuirmos renda.

        Levando pro mudo real não é tão simples assim. Correríamos o risco de, pelo medo da inflação cultivado pela história traumática do país, as pessoas preferirem poupar a consumir, ainda que os salários estivessem aumentando de forma a compensar a inflação. Isto talvez pudesse ser evitado através de campanhas de concientização sobre o que estaria acontecendo na economia. O alto índice de aceitação do governo talvez conseguisse resolver o problema. Mas aí seria imprescindível que as agências reguladoras garantissem o livre mercado de forma a evitar que cartéis aumentassem preços com justificativa nos aumentos salariais.

        Pensando somente pelo lado da economia não posso concordar que o que está sendo feito é a melhor opção, muito pelo contrário. Pensando pelo lado administrativo e político tais medidas são compreensíveis, ainda que angustiantes. Talvez este governo, de aprovação tão grande, pudesse tentar outro caminho menos prejudicial ao país.

        É muito mais complexo do que parece mas, analisando somente pelo lado da economia, existe solução sim. O problema é que vivemos no mundo real hehe…

    • Renato, sabe porque a Dilma não vai “jogar a Selic lá para baixo?” Porque não quer que a inflação vá lá para cima, comprometendo o desenvolvimento sustentável, prejudicando o poder aquisitivo da população e o mercado interno.
      É claro que, no plano ideal, o bom são juros tão baixos quanto possível. Só que politica economica não é um treco tão simples assim. Ainda estamos corrigindo as distorções do passado. Nós vamos chegar lá, vamos ter juros na média mundial, essa purgação, essa sangria, não pode ser eterna. Mas a Selic lá em baixo, infelizmente, ainda não é para agora.

  • Caro Eduardo,com todo o respeito e,achando que você tem razão em quase tudo que escreveu,não posso deixar de dizer que assim como o governo e a oposição não sabem como operar esse milagre,você também não,por isso acho que sua analise carece de objetividade,como você mesmo disse ninguèm tem no momento a solução para tal problema,mas os primeiros passos já foram dados,para mim é apenas uma questão de tempo,de medidas certas na hora certa,não sou especialista no assunto,mas acredito que existem hoje no brasil muitas pessoas pensando em como resolver esses problemas todos,que não são exclusividade do nosso país, a viagem que a presidenta fez à China tratou de parte desses problemas,”O presidente da CNI afirmou que a indústria brasileira pretende alavancar parcerias com a China, país que tem recursos disponíveis para investimentos no Brasil, especialmente nas áreas de infraestrutura e tecnologia, e que a temática será foco da missão. Ele afirmou que a presidenta Dilma compartilha da visão de que a indústria brasileira tem que ser fortalecida, visto que é grande responsável pela geração de emprego e renda, e que não é interessante ao país “ser apenas importador de produtos manufaturados da China, que tem preços que não são competitivos na indústria mundial”.(blog da planalto),portanto o governo da presidente Dilma,como anteriormente o de Lula,está atento a todos os problemas,bons problemas,ao contrário dos anos de estagnação pelos quais passamos.
    Na 37ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto,que reúne representantes de trabalhadores, empresários, movimentos sociais, organizações não-governamentais, igrejas, dentre outros setores da sociedade,ouviu da presidenta:“Hoje nós vivemos um desafio bastante grande. Este Conselho nos ajudou a enfrentar a crise, em 2008; este Conselho nos ajudou a iniciar a recuperação, em 2009-2010. Eu tenho certeza que este Conselho vai nos ajudar a consolidar a nossa recuperação e enfrentar os desafios colocados a nós, tanto pela conjuntura nacional como pela conjuntura internacional”

    Assim como um estudante que pretende chegar a um curso universitário precisa passar pelo ensino fundamental e médio,o Brasil chegará à universidade,tenho plena confiança nisso.Um abraço.

    • Quirino,

      Gostei das suas observações. Você me parece ter muito a compartilhar conosco, leitores desse blog. Portanto acho que seria bom se identificar, não tem porque se esconder, me pareceu ser bastante consciente, fato observado pela sua análise, e ter também muito a contribuir.

      Parabéns!

    • MauMauQuirino,

      Prazer em conhecê-lo,

      Acho que falta ao Eduardo um pouco mais de confiança no governo que ele batalhou tanto para eleger. A Presidenta, na reunião de conselho foi bastante clara em sua análise. Está atenta aos bons problemas e cumprirá seus compromissos de campanha. Se olharmos para o Brasil de 8 anos atrás, veremos o quanto já avançamos. Temos mais 8 anos. Tenhamos confiança, e principalmente façamos nossa parte tranquilizando e politizando, sempre que possível, aos que estão em torno de nós. Deixemos o catastrofia e o urubologismo para a oposição.

  • Caro Eduardo,
    Concordo em quase tudo, exceto no desfecho. O valor das commodities, atualmente, está em alta. Isso é bom pra nós. Pergunto: se tivermos sempre e sempre commodities pra exportar? Nesse caso não vislumbro problema pro país e isso sem contar com o pre-sal. Portanto, o país terá sempre crédito para investir na modernização e valorização da sua industria tornando-a competitiva. O governo não vai descuidar, creio.
    Abraços.

  • Bom diagnóstico. Quem é da metade norte do Rio Grande do Sul pode dizer com convicção: trata-se de uma região que já foi altamente industrializada, nos moldes europeus, e que nos últimos anos está simplesmente se desintegrando.

    Quanto às soluções, não sou tão catastrófico, há sim o que fazer para amenizar o estrago: baixar o custo da produção + melhorar a infra-estrutura. O alto preço do produto industrializado brasileiro vem muito desses dois cânceres do país: imposto estratosférico (tanto no produto quanto nas relações trabalhistas) e infra-estrutura logística de quinto mundo.

    • A região continua altamente industrializada, mas somente a que acreditou no mercado interno. Em todo estado do RS todo dia novas industrias são abertas, mas quase todas voltadas ao nosso mercado.

  • É verdade, o Brasil precisa urgentemente de um Plano Quinquenal de Investimento e Desenvolvimento.
    É preciso que o Governo Federal reuna participantes e órgãos como, Ipea, IBGE, FGV, empresários 100% brasileiros (FIESP não), Governadores, FFAA, CADE , Defesa do Consumidor, grandes Universidades e associações de classe para discutir para onde queromos ir e buscar um acordo sobre como chegar lá e em que prazo. Deverá ser clara a tarefa de fiscalização das ações realizadas, coleta de dados e sua medição, identificação dos desvios e possíveis correções de rumo.
    As interferências do mercado global não devem ser substimadas nem superestimadas. Afinal, o grande problema não é o mercado lá fora, mas aqui dentro.
    O Brasil hoje, está razoavelmente blindado por suas reservas e além disso, vem aí o Pré-Sal.

    Se verificarmos como foi o desenvolvimento pelos países, veremos que os Estados Unidos se industrializou antes dos outros. Muitos se industrializaram com os recursos e ajudas do pós guerra e de seu corpo técnico, outros se sustentam por seu mercado financeiro e por aí vai.
    Mas o que salta aos olhos é, o PLANEJAMENTO dentro de uma política de LONGO PRAZO.
    Possuindo um bom planejamento e um real envolvimento das partes, 15/20 anos de prazo é suficiente para alicerçar as bases e criar um crescimento vigoroso e constante.
    Lembrem -se que à China e Coréia do Sul, não eram nada a 50 anos atrás.
    Além do planejamento, houve a aplicação, correção, perseverança, ousadia e sobretudo o “PATRIOTISMO”, espírito de união dos iguais, a sociedade com uma só voz e objetivo.
    A corrupção, o oportunismo, o conservadorismo, à falta de regras e outros desvios, não foram tolerados e não fazem parte de um “Planejamento Sério”.
    Entidades como as que constituem o “PIG”, não tiveram vez.
    Poderes como o Legislativo e o Judiciário, foram enquadrados e passaram a trabalhar em prol do país e de sua sociedade.
    Figuras de destaque como Serra, Johnbin, Sarney, Collor, Maluf, Kassab, FHC, Gilmar Dantas, Daniel Mendes, Kátia Abreu, Caiado e outros entraves, saíram de cena.
    Não sugiro que ocorram violências, afinal eles não valem nenhum esforço, mas não podemos permitir que interfiram e atrasem nossa sociedade.

    • “Entidades como as que constituem o “PIG”, não tiveram vez. Poderes como o Legislativo e o Judiciário, foram enquadrados e passaram a trabalhar em prol do país e de sua sociedade.”

      Podia ter dito logo do começo que quer uma ditadura, não precisava enrolar tanto.

      • “Ditadura” = trabalhar em prol do país?

        Ato falho da direita, que considera que “democracia” é os poderes trabalharem em prol de alguns indivíduos, sem nenhuma responsabilidade com o país – conceito que advêm da noção de que cada classe social deve perseguir os próprios interesses e competir umas com as outras para formar e manter os próprios privilégios, em vez de cooperarem.

        Típico.

        • sinceramente, eu acho que nos não temos informação suficiente pra criticar o governo, se voce não trabalha no bc e da pitaco é peru de fora, e isso inclui esse pessoal da imprensa, todos pagos por bancos, etc e tal, dizendo que estão preocupados com o futuro do Brasil, quando na verdade estão defendendo o interesse dos seus senhores, sinceramente essa discussão de que esta certo ou errado é pura burrice, o mesmo pessoal que defendia a alca que seria responsavel pela desindustrialização do Brasil, hoje reclama deste fato, os jornlistas reclamam de taxa de juro alta numa semana, na semana seguinte pedem aumento de juros. outra coisita o padrao ouro acabou a alguns anos, leia teoria monetaria e você vai entender que realmente é:
          Papelzinho em que stá escrito ‘ nós confiamos em Deus’

  • Senhor Eduardo, parece que a area economica do governo está um pouco atordoada, e tem receio de tomar medidas mais drasticas, enquanto isso a economia do país sofre com a enxurrada de dolares e com os juros, o pior é que em certos blogs se vc fizer um comentario criticando o governo Dilma te taxam de viuva do serra etc. Votei na Dilma, sou petista há mais de trinta anos, mas antes de tudo sou brasileiro, um dia essa conta irá ser paga.

  • O que fazer? Para começar, baixar a taxa de juros e controlar o câmbio. Por sinal, É ESSE O PRINCIPAL MOTIVO DA ENXURRADA DE DÓLARES EM NOSSO PAÍS : A TAXA DE JUROS ABSURDA(INSANA!)QUE LEVA OS ESPECULADORES A TOMAR RECURSOS EMPRESTADOS EM SEUS PAÍSES; A UMA TAXA “X”; E “APLICÁ-LOS” NO BRASIL; A UMA TAXA 10.X E NUM CÂMBIO SUPERVALORIZADO; LUCRANDO FORTUNAS INIMAGINÁVEIS NESSE NEGÓCIO : QUALQUER CAMELÔ PERCEBE QUE É UMA RELAÇÃO FADADA AO DESASTRE! Paralelamente a essa política financeira(queda nos juros e controle cambial), o Brasil deve levar a cabo uma política industrial clara, focada em incentivos creditícios(via BNDES e outros agentes públicos), intensificando ainda mais as relações econômicas Sul-Sul, para definitivamente modificiar nossa inserção subalterna na Economia Internacional, que leva a um déficit permanente no Balanço de Pagamentos(resultado da soma da Balança Comercial, serviços da dívida, remessas de lucros, royaltes, aplicações), motivo pelo qual necessitamos tanto de dólares para “fechar nossas contas”(alguém pode ingenuamente afirmar que o país tem reservas, o que é bom, mas reservas são um esteio protetor da Economia e garantidor de uma imagem financeira saudável do país, essencial em nossas relações econômicas externas, além do que não durariam mais que poucos dias em caso de uma “debandada dos dólares externos”, que mantêm saudáveis nossas contas e sem os quais, em não se alterando nosso perfil econômico, levaríamos nossas contas ao colapso). NÃO HÁ SAÍDA FORA DESSA POLÍTICA. DEVEMOS ACABAR COM ESSE TEMOR PARANÓICO DA INFLAÇÃO, MANIA DE MONETARISTA NEO-LIBERAL(ANTES QUE ME INTERPRETEM MAL, NÃO SOU A FAVOR DA INFLAÇÃO, A QUESTÃO É MAIS PROFUNDA : INFLAÇÃO NÃO PODE TORNAR-SE A PREOCUPAÇÃO ÚNICA E MAIOR DE UMA ECONOMIA, ELA DEVE SER CONTROLADA DENTRO DE UM PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E, NA ESTEIRA DESSE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIALIZANTE, ELA PODE OCORRER ATÉ DETERMINADOS PATAMARES. SE OBSERVARMOS A HISTÓRIA, O DESENVOLVIMENTO CAPITALISTA DAS NAÇÕES INDUSTRIALIZADAS OCORREU MUITAS VEZES DENTRO DE TAXAS DE INFLAÇÃO RAZOÁVEIS, SEM QUE POR ISSO ESSES PAÍSES FÔSSEM À BRECA. PIOR QUE ALGUMA INFLAÇÃO É PAGARMOS DIARIAMENTE BILHÕES DE DÓLARES EM JUROS DOS TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA, RETIRANDO DO BRASIL A RIQUEZA QUE O PAÍS NECESSITA PARA CRESCER). Medidas como essa representam também a construção de um projeto desenvolvimentista, já que apontam para o controle das variáveis econômicas dentro de um planejamento(câmbio flutuante, só para dar um exemplo, é um despautério, apenas quer dizer que abrimos mão do controle de nossa moeda, o qual não deixa de existir, só que passa a ser feito pelos outros, pelo Mercado e pelos países mais poderosos do Capítalismo. É outro sofisma idiota e irreal, como Banco Central independente). O Brasil terá que implantar essas práticas(conhecê-las ele já conhece, só necessita de força política para levá-las a cabo), deixando de lado as pressões dos que querem nos ver pequenos e construindo um projeto de Nação autônoma.

  • Este post renova a preocupação publicada na revista “Superinteressante”, edição 254 de julho de 2008, link abaixo:

    http://super.abril.com.br/cotidiano/maldicao-petroleo-447618.shtml

    Não sei se o marco regulatório do pré-sal está sendo suficiente para dar cabo de todas as preocupações. É importante que governo, oposição e imprensa trabalhem criando leis, fiscalizando e apontando caminhos.
    Mas, se hoje, temos governo, não temos oposição e a imprensa só cuida de seus interesses. É difícil manter um governo na linha quando não há oposição nem imprensa. Do jeito que a coisa vai talvez tenhamos que fazer oposição ao governo nós mesmos elegemos.

  • Análise do Nassif de hoje sobre a conjuntura economica brasileira.

    Coluna Econômica

    Há um conjunto de confusões acerca da questão da inflação, juros e câmbio.

    Vamos primeiro às certezas:

    1. A prioridade número um do governo é o combate à inflação.
    2. Há uma preocupação obvia com a taxa de câmbio e juros. câmbio
    3. Uma terceira prioridade é a manutenção da solidez fiscal e a meta de redução da relação dívida/PIB.

    A estratégia original para perseguir esses três objetivos era:

    1. Reduzir o peso dos juros no combate à inflação, devido a duas contra-indicações principais: afeta o câmbio e a dívida pública. A compensação foram as tais medidas macro prudenciais, de atacar diretamente o canal do credito, aumentar o compulsório e retirar os incentivos fiscais ao consumo.
    2. Gradativamente, ir comendo pelas beiradas os juristas – os defensores incondicionais da elevação dos juros -, na medida em que as medidas prudenciais começassem a surtir efeito.
    3. Promover uma mudança gradativa no centro dinâmico da economia, do consumo das famílias (como foi nos últimos anos) para investimento. Aí passa por uma engenharia complexa, reduzindo gastos de custeio, mantendo os de investimento, preservando políticas sociais.

    No meio do caminho surgiram três pedras:

    1. A irresponsável expansão monetária norte-americana, injetando US$ 500 bi na economia mundial e botando fogo nos mercados de commodities e de moedas.
    2. Como conseqüência, no final do ano a explosão nos preços das commodities internacionais – alimentos, minérios e combustível.
    3. O terremoto no Japão, com impacto no custo da energia.

    ***

    Houve um conjunto de mudanças em relação ao cenário original.

    Primeiro, a elevação na inflação anual acumulada, impedindo de mostrar plenamente os resultados das medidas macro prudenciais. O motor principal da inflação é o preço internacional dos alimentos. Mas existe também um aumento no preço dos serviços, fruto do aquecimento da economia – que não teria reflexos significativos se não houvesse essa inflação inesperada dos alimentos.

    ***

    Há vários sinais de início de desaquecimento da economia. Depois de um choque de preços agrícolas da magnitude do ocorrido, essa elevação da inflação deveria ser encarada com naturalidade, sabendo que tenderia a refluir com a entrada da safra.

    Mas o mercado se aproveita dessa fase de transição para açular tremendamente as expectativas, destacando apenas variáveis causais ligadas aos gastos públicos e atribuindo a deterioração das expectativas ao abandono da política focada exclusivamente nos juros.

    ***

    O carnaval de expectativas açuladas inibe a Fazenda para tomar medidas mais drásticas contra a invasão de dólares. O BC foi obrigado a recuar da tática inicial e aumentar 0,25 ponto a taxa Selic. Enquanto isto, o dólar vai provocando um monumental estrago em toda a cadeia produtiva.

    ***

    Dia desses, demonstrei no meu Blog a lógica perversa da relação juros-câmbio. Alguns leitores indagaram se o governo não sabe disso. Claro que sabe. Ocorre que o fator inflação acaba se impondo e impedindo uma ação mais efetiva contra o câmbio apreciado e os juros pornográficos.

    Fica-se em um banho maria aguardando o refluxo da inflação anual para reduzir o poder de pressão do mercado e recolocar em marcha a estratégia inicial.

    Os sobreviventes agradecerão

  • Na minha modesta opinião, o Brasil precisa combinar uma desoneração aceitável pela OMC, com o estabelecimento de uma política industrial definitiva, onde se busque explorar ao máximo nossas potencialidades, que são muitas e nos mais diversos nichos de mercado (por exemplo, agroindústria, mineração, biodiversidade, serviços, etc.). É preciso também, dentro dessa política industrial a ser adotada, integrar nossa capacidade tecnológica por meio do envolvimento direto das universidades; particularmente as universidades estatais, que são nossos grandes polos de produção científica/tecnológica. Há muito trabalho a fazer e não temos mais tempo para rinhas políticas. A hora de nós, brasileiros, independentemente de preferências políticas, chegarmos a um acordo sobre que país queremos, ou, no mínimo, decidirmos quais são nossas prioridades, é exatamente agora. O presente momento é perfeito sob todos os ângulos que se possa analisar; nossa economia vai indo bem, obrigado; nossas reservas financeiras estão altas como nunca; temos um governo recém-eleito que é, a contragosto ou não, referendado por toda população; o mercado interno está em alta; o país ocupa uma posição no cenário internacional, que nunca teve antes… O que mais estamos esperando? Vamos sentar agora e chegar rapidamente a um acordo sobre o que queremos para nosso país; feito isto, vamos todos trabalhar para atingir as metas decididas e colocar o Brasil na posição que merece. É preciso que a mídia e a oposição (que no fundo são a mesma coisa) estejam abertas a discutir com o governo, agora, o que afinal, todos nós queremos para nosso país. Estabelecido esse acordo, que na verdade seria um novo pacto social, resta trabalhar de sol a sol para atingir as metas e objetivos. A hora de decolarmos é AGORA! Não percamos mais tempo com recalques, egoísmos e egocentrismos. Vamos aproveitar essa deixa histórica!

  • País nenhum se torna superpotência sem ser autossuficiente em tecnologia. Pior que a desindustrialização é a total falta de apoio à ciência e pesquisas cintíficas. Continuando assim, o Brasil não vai passar nunca de um mero exportador de commodities, voltaremos a ser um mero país agrícola. É duro não ter um governo e/ou uma oposição com visão de futuro e coragem para tomar decisões drásticas.

    • Meu Caro,

      O Governo não só está atento, como pretende, nos atuais 4 anos de Dilma, abrir 100 mil bolsas no exterior, para cientistas na área das exatas, segundo pronunciamento da Presidenta no conselho, com a participação de empresários (iniciativa privada em geral). Se temos este atraso todo, também na infra estrutura hoje tão cobrada, é bom lembrar que a direita no poder até a eleição de LULA, não recuperou rodovias, acabou com as ferrovias, não construiu portos, nem silos, nem usinas, nem siderúrgicas nem usou o BNDES para investimentos. Celso Furtado, na década de 60 tinha um plano econômico, Aluisio Teixeira apresentou um excelente plano para a educação. E muitos outros grandes e competentes brasileiros o fizeram. Mas a direita preconceituosa e entreguista nunca permitiu que estes projetos fossem postos em prática. A elite que sempre esteve de costas para o Brasil, ajoelhada aos pés dos EE.UU. ainda hoje tenta empedir que o Brasil deixe de ser colônia. E com sua cara pau, cobra solução imediata para todos os problemas que criaram enquanto governaram este País. Tenhamos muito cuidado eles querem voltar.

  • Um grande brasileiro ,que já nos deixou,quando exerceu cargos politicos,recitava um mantra quase dário “temos que baixar os juros”.Grande José Alencar.

  • Eduardo, um exemplo do que você falou acontece em uma área que conheço bem: a indústria automobilística.

    No último Salão do Automóvel (2010), havia umas dez marcas chinesas expondo seus carros, além dos importadores e das multinacionais estabelecidas aqui. Nenhuma marca brasileira. Nem mesmo as artesanais que fabricavam bugues, réplicas e carros esporte, quase sempre sobre base mecânica do Fusca, e que eram numerosas nos anos 70 e 80. Desapareceram depois da reabertura das importações em 1990. Umas poucas sobrevivem, mas com produção de algumas dezenas de unidades e nenhuma disponibilidade financeira para ter um estande, mesmo pequeno e mal localizado, no Salão do Automóvel.

    A Gurgel foi a empresa brasileira que mais perto chegou de ser uma verdadeira fábrica de automóveis. Foi abatida por interesses diversos quando tentou alçar um voo um pouquinho mais ousado, que num primeiro momento não lhe renderia mais que 2% de participação no mercado. Teve também a esquisita história do Democrata, na década de 1960.

    Hoje, a perspectiva de termos uma fábrica de automóveis genuinamente brasileira é apenas um sonho. Se algum grupo nacional tentar, será abatido no nascedouro, mesmo que seja uma aliança, digamos, entre Eike Batista, Ermírio de Moraes e um Bradesco ou Itaú da vida. Se a iniciativa partir do governo, os moralistas de plantão, à direita e à esquerda, vão espernear e dizer que o Brasil deveria gastar seu dinheiro com outras prioridades. Uns farão isso por interesse. Outros, por ingenuidade.

    Abraços! (LAP)

  • Acho valido a preocupacao. Um caso parecido, quardado as diferencas de desenvolvimento, a Australia hoje (vivo por aqui a quase vinte anos), nao manufatura quase nada. A Industria automobilistica esta reduzida a quatro montadoras, as industrias texteis ja nao existem e as poucos que sobraram tem agora fabrica na China. Quase tudo que nossa familia consome e’ importado, eletronicos e white-goods da China, texteis da India, Paquistao, Indonesia, Vietnan. Moveis da Malasia e Vietnan, sea-food da Nova Zelandia e Vietnan. Ate verduras e alguns graos vem da Asia.
    Como e’ sabido a Australia e’ um grande exportador de commodities, graos (onde o trigo domina), minerios (ferro, cobre, gas natural, uranio) sao principais produtos de exportacao principalmente pra China e Japao.
    Nao ha perspectiva de a industria se recuperar, a pequena populacao faz com que mantenhamos nosso padrao socio-economico por volta de 100 anos. Em termos de legacy, nosso futuro e’ sombrio. As taxas de importcao sao umas das mais baixas do planeta, no caso de carros o imposto sobre importacao e’ de 5%. Dai se compra uma BMW modelo basico por volta de 60 mil US dolares. Com isso acho importante este debate, uma coisa e’ ter uma industria sucateada e ser desenvolvido, a outra e perder a industria sem antes ser desenvolvido. O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e’ importante e espero que seja efetivo em achar solucoes pro futuro do Brasil. E’ preciso lembrar que so colocando pressao sobre a produtividade podemos ser competitivos, caso contrario, as gigantes multinacionais (exemplo, Sony, Nike, etc.) vao continuar procurando mercados de mao de obra barata, ja estao saindo da China e indo pra outros Paises asiaticos como Indonesia, Vietnan e Filipinas. Outro ponto a salientar e’ industria de servicos, hoje quase que totalmente (off shore), IBM, HP, Accenture as gigantes na terceirizacao de servicos de informacao, nao so na Australia como UK, Canada e US, tem o desenvolvimento e o servico de help-desk na India, China, Filipinas e Indonesia. Ou seja nossa (Australia) area de Servico de Informacao esta reduzida ao minimo pra atender o mercado das pequenas empresas. Concluindo, no caso Brasilieiro, o fator produtividade e agilidade vao ser decisivos em uma Industria competitiva, onde a globalizacao e a mao de obra barata sao componentes decisivos para o retorno do investimento. E’ um longo debate, eu mesmo acabei de comprar uma chuteria (online shop from UK) por $40 US dolares, a mesma chuteira aqui na Australia seria $60 US dolares. Nao pagamos imposto aqui por comprar produtos online, por que ? O governo promove a competitividade de mercado. A importancia da eficiencia do (shipment) neste caso, a chuteria chegou aqui em 5 dias uteis, e mais a chuteria e’ fabricada no Vietnan. Em alguns anos sera fabricada na Africa. Minha opiniao, so resta ao Brasil pensar em industrias de especialidades por que sempre sera mais barato comprar uma camisa fabrica em outro pais de mao de obra mais barata. Industria Naval, de materiais pesados como locomotivas, industria farmaceutica, industrias ligadas as tecnologias de ponta, como nano tech, espacial e muita pesquisa so assim pra manter lideranca industrial – the competitive advantage.

  • Economia……….

    acho este assunto tão complexo, tão imprevisível, que resumo minha opinião sobre ele da seguinte forma:

    Todos tem sua opinião e soluções para os problemas econômicos, mas os que aparecem na mídia são aqueles que tem a opinião conforme o Editor do veículo e nenhum deles acertam 50%.

    E o que ganha o prêmio nobel é aquele que acerta (normalmente sem concorrentes)

  • Do Blog Carta Maior:

    O IMPÉRIO AVISA: NÃO TEM REFRESCO

    Presidente do Banco Central norte-americano, Ben Bernanke, reiterou aos bons entendedores que a prioridade do império é o império. Os EUA manterão a taxa de juro negativa pelo tempo que for necessário; proverão elevada transfusão de liquidez aos mercados para lubrificar a digestão de dívidas incomensuráveis acumuladas por bancos, rentistas e famílias de classe média, surpreendidos pela crise de 2008. Obama não vai abandonar a nação quebrada no purgatório falimentar em plena campanha pela reeleição. A dívida decidirá o pleito: republicanos querem empurrá-la goela abaixo do Estado e dos pobres com cortes orçamentários que ressuscitam o espírito da secessão escravocrata. A opção de Obama é a diluição em banho-maria, menos incisiva, mas de purgação longa e perigosa, cujo ônus terá que ser pago por alguém: o mundo. Dissolver esse imenso Big Mac financeiro sem corroer mortalmente o estômago da economia requer refinanciamento a juros baixos, plausível com oferta superlativa de dinheiro barato. A taxa de juro reafirmada pelo FED é de 0,25% para uma inflação em torno de 2%. Juro negativo. O oposto do que ocorre no Brasil, onde a Selic orbita em torno de 12% e a inflação testa o degrau de 6% ao ano: juro real de 6%. A distancia abissal atrai avalanches de capitais especulativos. É isso que nos devora. O resto deriva por gravidade. Não há mecanismo de mercado capaz de equilibrar um organismo econômico que oferece ao rentismo mundial um ponto de fuga desse calibre. Ademais, o que se denomina generosamernte de ‘ livre mercado’ tem em Ben Bernanke um guarda-de-esquina vigilante e aplicado. Se alternativa há ela é política. E passa por uma nova agenda que inclui controle de capitais e redução de juros. Ou seja, o oposto do que apregoa a pátria rentista tropical.
    (Carta Maior; 5º feira, 28/04/2011)

    • Não é contraditório falar em livre mercado falando em controle de preços?E ainda por cima usando a afirmação do FED que vai manter os juros baixos, ouseja, vai manter artificialmente os juros baixos.

    • Daí a Líbia.

      A manutenção dos juros negativos e a monumental montanha de dinheiro novo atirado no mercado só não provoca inflação nos EUA por ser o dólar a moeda internacional, o que transfere essa inflação dos EUA para o mundo.

      E tentativas de utilizar outras moedas para as trocas internacionais, como feito pela Líbia e o Iraque, são verdadeiros ataques à segurança nacional estadunidense, pois os deixam à mercê da própria inflação, e isso não pode ser perdoado.

      E o Brasil, no fogo cruzado dessa guerra monetária entre o dólar e o yuan (é esse o nome da moeda chinesa mesmo? Me fugiu, agora), fica sem alternativa que não o incipiente mercado consumidor interno. Precisamos de melhores salários urgentemente pra aumentar essa demanda, ou a coisa vai pro brejo.

      Aliás, a situação atual é um excelente exemplo de como o “suply-side economics” – a tese de que a oferta cria a demanda – é uma tremenda balela. Se fosse assim, o mercado interno absorveria imediatamente todo o excesso que não estamos conseguindo exportar competitivamente em razão da guerra monetária, e isso simplesmente não acontece. É a demanda que provoca o amento da oferta, pois ninguém em sã consciência fabrica algo só por fabricar, sem que tenha alguém que POSSA comprá-lo.

  • “Não importa a cor do gato, desde que ele pegue o rato” Façamos como os chineses: Controle do câmbio. Nessa hora temos que defender nossos interesses com praticidade, se a OMC não interfere na política de câmbio dos chineses também não poderá fazê-lo com o Brasil.

  • O país vai destinar pra rolagem da dívida pública esse ano 678 bilhões de reais, 44% do orçamento, o país tem dinheiro onde? E ainda pratica 3 aumentos na taxa selic, até o Delfim Neto é contra essa sandice! Desde antes de 2008 que gente séria da economia vem apontando essa desindustrialização, o problema das contas externas, mas analistas econômicos do imprensalão são pautados pelos os “gurus” do mercado financeiro, e essa questão foi deixada de lado. O PAC I tinha previsão de investimentos de 500 bilhões em infraestrutura em 4 anos, agora compare, 500 bilhões em 4 anos e 677 bilhões só nesse ano pra agradar rentistas que deram uma “forcinha” na campanha eleitoral. E parece que ninguém se preocupa com isso.

      • O aumento gradativo do rombo externo
        Enviado por luisnassif, qua, 27/04/2011 – 09:09
        Déficit de gastos com viagens internacionais é recorde no trimestre
        Segundo dados do BC, conta de viagens internacionais registrou déficit de US$ 2,927 bilhões no período, o maior da série, iniciada em 1947
        Déficit de gastos com viagens internacionais é recorde no trimestre – economia – Estadao.com.br

        Renato Andrade e Fabio Graner, da Agência Estado
        BRASÍLIA – A conta de viagens internacionais registrou em março déficit de US$ 1,020 bilhão de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 26, pelo Banco Central. O valor é quase o dobro dos US$ 545 milhões registrados em março de 2010. No primeiro trimestre, a conta de viagens registra déficit de US$ 2,927 bilhões ante US$ 1,690 bilhão no mesmo período do ano passado.

        http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-aumento-gradativo-do-rombo-externo

    • Rolagem é apenas renovação de empréstimo, às vezes até é mudança de títulos pós-fixados para pré-fixados. Não é gasto. O orçamento total brasileiro é em torno de R$ 800 bi e nele não fazem parte amortizações, apenas as despesas e é isso que deve ser comparado com a arrecadação.

  • Eu estou convicto que as soluções passam por reforma tributária. Por dois lados.

    Como Argentina, Canadá e Austrália, o Brasil deveria pensar em imposto sobre ganhos excedentes nas exportações de matérias-primas (um percentual em relação aquilo que ultrapassa o preço de longo prazo de commodities.) Tal cunha fiscal mantem a oferta interna de alimentos e minério ao mesmo preço, mas força a desvalorização da moeda para viabilizar as exportações (o que acaba favorecendo a indústria)

    O outro ponto é desonerar a tributação da indústria (toda formal e pagando INSS, PIS, COFINS, etc.) que compete com o setor externo e onerar serviços e construção civil, que não competem (e são subtributados hoje pelo tanto de economia informal neles.)

    Desvalorização cambial pura e simples não resolve nada : transferiria expressivamente renda dos consumidores para os produtores agroexportadores (que não precisam de proteção cambial) que estariam ainda mais competitivos e dispostos a aumentar suas produções e manter a “doença holandesa”, levando a novo ciclo de apreciação mais para a frente.

    O sinal de que o governo está atento é apenas um : o empenho ou não na reforma tributária.

      • Ah, e o imposto de renda progressivo, tbm. Aliás, prefiro o imposto de renda regressivo, proposto pelo Suplicy no final do século passado, segundo o qual, acima de uma determinada renda anual, as pessoas pagariam uma porcentagem verdadeiramente progressiva sobre a renda extra, culminando em 90% sobre rendas verdadeiramente imensas, enquanto os que recebessem menos do que aquela renda anual receberiam uma quantia suficiente para completar ao menos metade dela.

        Uma medida de distribuição de riqueza que ainda aumentaria e muito o nosso mercado interno, gerando crescimento econômico, aumento de emprego, oportunidades, etc.

  • Desde a época do “descobrimento” por Portugal o Brasil se tornou mero exportador de matérias-primas, do aço ao suco de laranja
    A competição internacional, leia-se China com seus produtos baratos devido ao uso de mão de obra escrava, é o grande nó
    O assunto deveria ser debatido todos os dias, nas escolas, nos blogs, etc

    • Essa estória de mão de obra escrava não dá mais para engolir. As condições de vida da população chinesa, com a industrialização, melhoraram muito. Tem muito chinês ganhando dinheiro. Outro dia um deles comprou um Lamborghini, carro caríssimo, e não contente com o produto contratou pessoas para marretá-lo em praça pública. Se vamos fazer um debate nacional, nos blogs e nas escolas, que seja um debate em alto nível. O maior diferencial dos chineses é que eles têm melhores escolas e grande quantidade de técnicos e engenheiros. Por essa razão eles são detentores de tanta tecnologia.

  • Como resolver problemas tão complexos? A cada dia a evolução da economia mundial nos coloca diante de novos desafios: o pior, muito pior, ainda está por vir. Peço desculpas, nesse passo, por ceder à tendência nacional ao catastrofismo, que tem em José Serra, citado no final do post, o seu maior expoente. E olhem que o Brasil ainda está bem, muito bem. Os EUA e o Japão, quem diria, estão em crise. Até a Inglaterra está em crise e busca recuperar-se apelando para seu maior produto de exportação – o glamour. Um casamento real poderá carrear muitos dólares para o país, principalmente dos simplórios turistas tupiniquins. E nós que não temos glamour, para que vamos apelar? A desindustrialização não atinge só o Brasil – a grande Detroit, nos States, tornou-se uma cidade fantasma. Os chineses estão entrando de sola: em Jacareí estão investindo 700 milhões de dólares em uma fábrica de automóveis; em Jundiaí, ou Hortolândia, vão instalar uma grande fábrica de computadores. Dinheiro e tecnologia não lhes faltam. A vantagem é que essas fábricas trarão novos empregos e gerarão uma cadeia de empresas coadjuvantes. A necessidade é a mãe das artes. Como os chineses, japoneses e coreanos não têm matéria prima, esforçam-se ao máximo para desenvolver tecnologia. Na década de 50 o magistrado catarinense Osny Duarte Pereira visitou a China e escreveu dois livros: A China de Hoje e Nós e a China. Dizia esse profeta que a China se tornaria a maior potência do mundo porque em nenhum lugar havia tanta gente estudando matemática e ciências. E nós? Longe da disciplina oriental, nossas escolas parecem parques de diversão. Teríamos de selecionar os alunos interessados em estudar e com eles desenvolver um programa intensivo de formação técnica e científica. Isso não é elitismo e sim necessidade. Não há outra solução. As dificuldades para o desenvolvimento de nossa indústria não se restringem às taxas alfandegárias e ao real apreciado: a falta de engenheiros e técnicos conta muito também. Ao invés de ficarmos nos lamentando, temos de aumentar o empenho diplomático para encontrar nichos de exportação para nossas empresas. Isso começa a acontecer: a China já se dispôs a importar nossos aviões da Embraer. Agora, se nada disso der resultado, aí sim, devemos encomendar a Oscar Niemeyer uma réplica do Muro das Lamentações e dedicarmos algumas horas diárias à choradeira geral.

  • Pois é, o Serra dizia a mesma coisa no ano passado, mas como vc mesmo disse não há solução fácil.

    Só que o que inunda o Brasil não é dinheiro de investimento em produção, mas sim uma parte dos trilhões de especulação financeira atraídos pela maior taxa de juros do mundo.

    Se o Brasil quer se livrar desse excesso de dolár especulativo que nada produzem a não ser esses efeitos perverso que taxem esse dinheiro, imponha quarentena.

    A questão é que se desvalorizar a moeda quem mais sofre é a população de baixa renda que vê seu poder de compra diminuir CONCRETAMENTE de forma quase imediata e agravada pela inflação.

    Quanto ao Pré-Sal não havia a intenção de exportar produtos derivados e não petróleo bruto?

    Isso e toda essa indústria que terá que existir para cobrir a extração, refino e transporte é um estímulo grandioso para a criação de indústrias de todo tipo, não?

    Enfim, não sou especialista, mas me parece que o Brasil – como disse a Presidenta Dilma num discurso que vi na íntegra no Conselho de desenvolvimento econômico essa semana – enfrenta os “BONS PROBLEMAS” ao invés da penúria do pires na mão de tempos não tão distantes.

    Quero crer que existam pessoas nesse país capazes de – assim como vc – perceber todas as facetas da questão e encaminhar o Brasil nesse momento altamente favorável de sua história.

    Seria lamentável ver o Brasil “perder o bonde” de novo.

    Me parece que a Presidenta está bem atenta a isso, mas os agentes econômicos não são neutros e cada um puxa a brasa pra sua sardinha.

    • Roberto, já há taxação do capital especulativo via IOF, mas mesmo que aumente o grosso do dólar que entra hoje, como diz o texto, é de investimento produtivo e retorno de exportações

  • Edu, concordo com sua avaliação, mas penso que a saída está aí na frente. A dinâmica que ameaça a economia brasileira não é um fenômeno da natureza, imprevisível e inevitável. É obra humana, coisa de caso pensado. No primeiro semestre de 2010, durante a visita de Hillary Clinton ao Brasil, Celso Amorim recebeu a informação de que Obama não visitaria o país enquanto Lula estivesse na presidência. O recado foi óbvio. Obama não era – e não é – páreo prá Lula. Esperou as eleições, quando torceu e trabalhou por José Serra, que lhe facilitaria o trabalho de levar o Brasil de volta ao caminho da submissão. Eleita Dilma, restou aos operadores da globalização, o trabalho de quebrar o país com as regras do jogo, ou seja, com o vale-tudo. Desde dissociar o governo Dilma do governo Lula, até a ameaça inflacionária capaz de desorganizar o Brasil. A mesma inflação em que a banca deitou e rolou desde a ditadura. Para êles, tanto faz.
    O projeto imperialista priva as nações da idéia de manter um Banco Central independente, independente de tudo, menos da banca. Prá vc ter uma idéia, é isto o que está – em primeiro lugar – a justificar o massacre euro americano na Líbia. Os líbios possuem 140 toneladas de ouro e Kadafi criou uma moeda – o dinar ouro – para ser moeda de troca entre os países africanos, um insulto intolerável para o Tio Sam. Esta é uma das muitas coisas que não sabemos. Parece que o único dirigente no mundo que consegue falar destas coisas para o povo é Fidel Castro. Chaves também fala, mas sua ira encobre sua sabedoria. Deve ser bom para a Venezuela, não sei.
    Dilma, Mantega, Tombini, Haddad, Mercadante e outros brasileiros já estão com a cabeça à prêmio. Êles representam o presente e o futuro do Brasil. Se unirmos as pontas de todas as incertezas propagadas pela imprensa desde o ano passado, veremos a imagem de gigantesca orquestra rangendo violinos e tocando a sinfonia do “fim do mundo”. De vez em quando, alguém desafina demasiado, como fizeram os usineiros ao aumentar o preço do açúcar no início da safra. Um tiro no pé que não passou despercebido em Brasília.
    Na última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, foi divulgada a informação de que nos últimos trinta dias, a entrada de capital volátil no país reduziu-se a 130 milhões de dólares ou reais, contra os 35 bilhões dos últimos 90 dias. Ou seja, as medidas tomadas pelo governo estão funcionando, e abrindo caminho para a redução da Selic. O PIG e a banca farão – já estão fazendo – tudo para dificultar o controle da inflação e o cumprimento dos compromissos assumidos por Lula, como a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
    A sucessão de Obama será decidida em favor de quem jogar mais gasolina na fogueira que consome a economia e a cidadania nos EUA. O divórcio entre a cabeça do império e o resto do mundo está ficando cada vez mais claro, inclusive dentro dos Estados Unidos, onde os cidadãos estão vendo que não há governo para êles. A Europa Ocidental começa a mexer-se na defesa dos estados de bem estar social, ainda que à custa do bem estar dos árabes, dos africanos, e por que não dizer, de nós, latino americanos. Basta ver como se comportam os espanhóis do Santander, da Telefonica e de outras empresas espanholas que operam no Brasil. Êles acham que somos a próxima vítima da Inquisição. Vão dar com os burros nágua.

    Um abraço

  • Da Agência Brasil

    Nível de atividade da indústria paulista cresce 4,4% no primeiro trimestre
    28/04/2011 – 11h57

    * Economia

    Flávia Albuquerque
    Repórter da Agência Brasil

    São Paulo – O nível de atividade da indústria paulista cresceu 7% em março ante fevereiro. Com o ajuste sazonal, ou seja, sem a influência de fatores típicos do período, o aumento foi de 0,2%, de acordo com o Indicador de Nível de Atividade (INA), divulgado hoje (28) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    Na comparação com março de 2010, houve um crescimento de 1,3%. No primeiro trimestre deste ano, o nível de atividade teve expansão de 4,4% e, no acumulado dos últimos 12 meses, de 6,5%.

    Edição: Juliana Andrade

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-28/nivel-de-atividade-da-industria-paulista-cresce-44-no-primeiro-trimestre

  • Pois é. Vejo enfim que você colocou alguma coisa ai que concordo. Com esse dólar baixo demais nossa indústria está sendo totalmente sucateada. Viramos exportadores de commodities o que é típico do mundo subdesenvolvido. E boa parte disso está acontecendo por incompetência deste governo e não circunstâncias do mercado mundial. Você que trabalha com exportações da indústria automobilística deve estar percebendo que a coisa está ficando feia. É, meu caro, o negócio é mudar de ramo. Começa a aprender a fazer importação do que tentar vender lá fora. Ou quem sabe o governo petista contrata o Pedro Mallan como consultor pra ter uma solução…

    • Pois é Sr Sebastião, acho que o PSDB deve ter a solução, pena que nos 8 anos do governo de voces, fizeram exatamente ao contrario, alias voce lembra o que aconteceu com as nossas industrias quando o Real ficou artificialmente mais valorizado que o dolar???? Fico impressionado como voces tem a sindrome da perda de memória, é melhor procurar um médico.

    • Ótima sugestão. O Pedro Malan tem grande serviço prestado à nação.. só que não foi à nossa nação! A ALCA seria nossa salvação, certo??? E creio que há um certo preconceito em relação à nossa vocação de exportação de commodieties, especialmente falando de alimentos. O mundo precisa comer e vai continuar comendo, ou não? Que país tem hoje a capacidade de ser esse fornecedor? Um dia vamos exportar água, ou alguém duvida? Isso será totalmente ruim para o país? Não estou descondsiderando a nossa necessidade de evoluirmos tecnologicamente (até mesmo na produção de alimentos) e nos tornarmos também exportadores qualitativamente reconhecidos, mas não vejo como um problema fatal sermos verdadeiramente um celeiro para o mundo… deve ser porque não tenho o privilégio da visão mercantilista da maioria, por isso venho aqui para aprender sempre…

      • Você tem razão. Exportar alimentos não é um problema por si só.

        Não vejo razão alguma pra achar que a exportação de commodities hoje seja um empecilho para a nossa industrialização, ou um nexo causal entre essa exportação e a suposta desindustrialização. Não é pq dois eventos se sucedem no tempo, não quer dizer que um causou o outro.

    • Isso acontece desde a era FHC, com a diferença que, então, o real era sobrevalorizado de forma artificial, e agora ele está valorizado (e não sobrevalorizado) em razão do mercado externo.

      É um saco ouvir as lamúrias dos derrotados e seus mau agouros para o vencedor.

  • Nenhum país vai se industrializar pensando nas exportações. Temos um grande público consumidor e a sua melhoria de vida vai impulsionar nossa economia. No RS tinhamos a indústria de sapatos e de móveis voltadas ao exterior. Com a crise mundial, o mercado interno salvou estas industrias.

    • Certíssimo!! Não importa se exportamos bens primários ou industrializados. O importante é um mercado interno capaz de abastecer as necessidades internas. Exportação deve ser somente um algo a mais e acho que devemos exportar bens primários sim, já que possuímos grande vantagem competitiva nesta área.

    • E é essa a única saída para nós: o mercado interno.

      E acho que é essa a tática adotada por Lula e, quiçá, pela Dilma: o aumento do emprego, do salário e da renda popular por meio de programas sociais, gerando demanda e impulsionando a economia.

      O que falta, realmente, é um atitude mais enérgica e eficiente pra redistribuir riqueza. Um imposto sobre grandes fortunas, por exemplo – que está previsto na Constituição, mas nunca foi regulamentado. A participação do trabalhador nos lucros das empresas.

      Querer manter o status quo e ainda arrumar a casa – como querem os aliançasliberais com seus “ajustes fiscais” – é impossível. O status quo terá que mudar, o que significa acabar com os privilégios dos ricos. E é isso que faz com que a direita perca o sono.

      • Veja quem e o que vc defende, a media do salário dos funcionários públicos e de 7000 Reais ao mês enquanto aqueles que pagam estes salários os trabalhadores brasileiros na media recebem 1500 Reais ,quem explora quem?.

        Vc é que defende a casta estatal que superexplora o trabalhador brasileiro, que quando vai utilizar um serviço do estado tem que ficar na fila de madrugada a fio para ser mal atendido, apesar de pagar por tudo que o estado mente que lhe da de graça.
        Quem não foi humilhado por um funcionário do estado com aquele olhar de que vc é um pobre miserável pedindo esmola, como se fosse um cidadão de terceira categoria, somente sabe do que estou falando aqueles que já sentiram isso, os “burgueses socialistas” não sabem do que estou falando.

        A maior renda per capita onde fica? Brasília puxa vida e quantas fabricas, montadoras, ou qualquer empreendimento que gere renda por trabalho não por ser parasita existe em Brasilia?

        Não é a toa que 60% dos funcionarios publicos estão em brasilia e outros 16% no rio de janeiro, quem falou mesmo em distribuição de renda? somente se for para aumentar os privilégios da casta estatal não é sem motivo que defendem o estado.

        Afinal quem é louco de morder a mão que o alimenta.

        Quando o hospedeiro melhora a sua saúde o parasita também melhora a sua saúde e tamanho.

        Não achas estranho, o ministério da saúde gastar 200 milhões de reais em plano de saúde? Quer prova maior da sua incompetência em prover serviços ao cidadão se nem ele mesmo acredita em seu serviço.

        • Olha aí o papagaio de plantão repetindo mentiras como se soubesse do que fala!

          É uma pena que você copia e cola informação errada. 7000 de média salarial dos funcionários públicos? Deixa de ser trouxa! Depois da EC 41/03, o teto salarial é o do governador e o do presidente, e até pouco tempo, aqui em SP, por exemplo, o teto era uns 10 mil, e o federal era 8 mil.

          Um tanto impossível a média chegar a 7000, hein? Especialmente considerando os salários dos professores estaduais…

          Mas não vou perder meu tempo com suas desonestidades, louro José. Vai copiar e colar em outra redondeza.

        • “Veja quem e o que vc defende, a media do salário dos funcionários públicos e de 7000 Reais ao mês enquanto aqueles que pagam estes salários os trabalhadores brasileiros na media recebem 1500 Reais ,quem explora quem?.”

          De onde foi que vc tirou esta conclusão, do “Instituto Von Mises”? Os empresários ricos não contam? Ou vc está tirando uma conclusão “achista” da mesma forma que tirou a conclusão da DPF?

          Pelo que sei, existem muito mais servidores públicos (vamos ser específicos, não enquadremos aqui trabalhadores de estatais e sociedades de economia mista, o regime deles é o da CLT) que não possuem salários acima de R$ 1.500,00, e muitos que ganham até um salário , ou seja, a média deve estar menor que a dos R$ 1500,00….

          • Em 2010 o rendimento médio/mês per capita com pessoal ativo da União – 1.215.939 servidores (872.369 civis e 343.570 militares) foi de R$ 7.044,10, enquanto a média/mês per capita nacional para os trabalhadores formais nas atividades privadas foi de R$ 1.515,10 (78,49% menor).
            Em 2010 o rendimento médio/mês per capita com pessoal aposentado e pensionista da União – 992.657 servidores (707.957 civis e 284.700 militares) foi de R$ 6.757,60, enquanto a média/mês per capita dos aposentados e pensionistas das atividades privadas (INSS – 23,9 milhões de beneficiários) foi de R$ 777,90 (88,49% menor).
            Em Dezembro de 2010, comparando com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da União da ordem 171.822 servidores: Legislativo – 4.171; Judiciário – 37.293; Executivo Militar – 45.193; Executivo Civil – 118.135 e redução de Ex-Territórios e DF de (32.970).

            http://migre.me/4obr0

            Como o texto refere se a Brasilia não achei que deveria especificar, se tiver que fazer isso os textos se alongariam.Estou procurando a fonte primaria dos dados acima, mas parece ser do SIAPE Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos.

          • Cuidados com os dados deste rapaz (Ricardo Bergamini)…. pois ele passou um “falso-positivo” da DPF, com uma interpretação totalmente errônea da DPF…. ou foi má fé, ou o cara não entende nada de finanças públicas….

            Não acredito nesta fonte…. vá lá que ele até inclua o pessoal da administração indireta total, os celetistas de lá…. mas esse valor está muito estranho, tem muito servidor que ganha entre um e dois salários mínimos….

          • Mais uma vez o papagaio repete informação mastigada por alguém, que ele aceitou sem nenhum questionamento. E agora fica “procurando” a fonte original.

            Um detalhe, papagaio. Ou melhor, dois: “servidor público” NÃO é apenas federal, NEM é apenas os de Brasília.

            E os orçamentos, tanto da União como dos Estados tratam os salários como se não houvesse o teto – ou seja, pagam o teto, mas contabilizam o valor total.

            Agora, vá tentar validar as informações que vc não procurou sabe se eram verdadeiras antes. E é capaz de vc encontrar a informação oficial contrária e dizer que é ela que está errada.

            É que nem o papo furado da gasolina supostamente exportada pra Argentina a R$ 0,62: a Petrobrás suspendeu as exportações em 2010 e portanto não exporta pra Argentina hoje, e o valor nunca foi esse, mas o mesmo praticado aqui no país (R$ 0,80, sem impostos ou R$ 1,05 com impostos, desde 2009).

            Alguém inventou que era 62 centavos e os papagaios fizeram o que eles fazem melhor: repetiram a mentira simplesmente pq era contra o governo federal e a Petrobrás, se se importarem com a verdade.

          • Ôh aliança: se sentarmos a uma mesa e v. comer dois sanduíches, em média cada um de nós comeu um. Entendeu?

  • Não se iludam todos sabem o que deve ser feito Dilma, Serra, Lula, Guido Mantega, e especialmente o presidente do Banco Central o Sr Alexandre Tombini, ninguém esta perdido sem saber o que fazer.

    Tudo é uma questão política não econômica, não administrativa, não é por falta de opções que não se resolve as questões do país.
    Entre um político perder a eleição e colocar o país no buraco, a primeira opção sempre será a escolha de todos os políticos, vimos isso com FHC, Lula, e agora talvez com Dilma.

    As diversas reformas necessárias implicam sempre em perdas de privilégios que vão repercutir nas urnas, essa e a realidade, e os políticos covardes NUNCA vão abrir mão do poder.

    Existe o componente cultural, herança maldita do estado paternalista, onde o eleitor avalia o que o político fez individualmente para ele, o pragmatismo do eleitor avalia a desempenho do político não pelo que ele fez ao país e sim o que ele ganhou do político.

    Um aparte sobre a questão dos juros no Brasil que tem influencia no cambio, divida publica, poupança, investimento e na desindustrialização.
    SELIC pq o governo do PT não reduz os juros? Para reduzir os juros teria que se expandir a base monetária, ou seja, aumentar a quantidade de dinheiro na economia, mas então era aumentar a quantidade e pronto, mas ocorre que já foi feita uma grande expansão monetária durante o governo Lula, na base de 18% ao ano para aquecer a economia, qualquer aumento implicará em alta da inflação.
    Pq os juros são altos, então se já ouve expansão monetária e que deveria ter dado maior liquidez na economia e os juros deveriam estar em baixa? Pq o estado gasta muito mais que arrecada e “come” todo o ganho da economia, apesar da falácia do superávit, termo criado somente para enganar sei la quem, o governo fica com as contas negativas, em 2010 o déficit ficou em 200 Bilhões de reais.
    Com isso 38% do orçamento foi usado para pagar o custeio da divida, o que reduz a disponibilidade de dinheiro para as ações de governo, que na ancia por projeção política realimenta a ciranda financeira aumentando os gastos e endividando se cada vez mais.
    Lembrando sempre que os juros são a diferença do consumo imediato e do consumo futuro, o governo tem “pressa” de consumir antes que seu mandato acabe. Desta forma ele consome a poupança do país e não somente a financeira como os produtos que a população abriu mão de consumir agora, assim o governo cria uma demanda de produtos que fazem os seus preços aumentarem para a população.
    Ao desviar a poupança o governo reduz a disponibilidade de recursos para os setores produtivos da economia, causando dificuldades para o país desenvolver se.

    Por isso e por outros motivos as diversas reformas no estado brasileiro terão que ser feitas, a questão e a classe política ter coragem e articulação política para convencer os diversos setores da sociedade o que deve ser feito, mas todos sabem que ao falar em reformas, os atingidos por elas não vão querer abrir mão de seus privilégios assim tão fácil, apesar de todos saberem que da forma como esta não tem como permanecer.

  • Eduardo
    Há um dado essencial que sempre escapa nas análises sobre a “desindustrialização” do país – o fato de que o nosso parque industrial é majoritariamente composto por montadoras (maquilladoras) ou subsiárias de transnacionais. Ora, se temos este quadro, é evidente que, do ponto de vista dos interesses estratégicos dessas empresas, o desenvolvimento ou crescimento de suas atividades dependerá das necessidades de suas matrizes e centros metropolitanos.
    Creio que o processo de desindustrialização foi a grande meta do neoliberalismo no país, embora com outras gradações há muito que esse processo vinha insidiosamente desenvolvendo. Quando se fechou a FMN e se deixou para as calendas todos os projetos nacionalistas da década de 1960, algo que foi agravado com as criminosas privatizações dos dois Fernandinhos, já estava decretado que o Brasil só poderia se desenvolver até determinado ponto. Uma situação que o IPEA dos anos de 1970 já alertava, como mostrou o estudo feito pelo economista chileno Fernando Fajnzylber e que depois foi ampliado e transformado no “La industrialización trunca de América Latina” (http://www.colmich.edu.mx/files/relaciones/018/pdf/FernandoFajnzylber.pdf)
    A desindustrialização tem o ponto fundamental, não na supressão ou desaparecimento de atividades industriais, mas, principalmente, na dependência tecno-científica de nossos parque produtivo. Num certo sentido, um processo educacional voltado para o avanço tecno-científico básico e avançado, teria o mesmo efeito reprodutor de meios-de-produção capazes de criar meios-de-produção. Do ponto de vista comercial exportador, ainda que o cambio possa ter alguma responsabilidade imediata, o problema real, por exemplo, está nas inúmeras TLC’s firmadas entre o Chile, o Peru e a Colombia com os Estados Unidos, que exercem um permanente dumping contra os produtos autóctones.
    O grande equívoco de Guido Mantega é a sua visão projetiva, pois, como o uso do cachimbo sempre entorta a boca, ele parte de uma suposição idealista para dizer que as grandes potências capitalistas terão recuperação, quando os fatos reais indicam um quadro diametralmente oposto ao que falou po Ministro. Se o Brasil pretende dar o seu grande salto, o caminho é ter o País como parâmetro essencial, os países do Sul como parceiros preferenciais e já pensar num desenvolvimento que prescinda do que existe na atualidade.

    • O desejo de encerrar a industrialização brasileira foi explicitado em uma das “lapidares” frases do boca-mole: “vamos acabar com a era Vargas”.

      O quintal jamais será lugar para construir um edifício. Ou deixamos de ser quintal, ou nos conformamos com o papel de terreno fértil.

      Está clara a opção dos tucanos, e em especial de FHC, com sua teoria da dependência, assumindo nossa posição como um quintal de luxo.

      A opção do PT, por outro lado, me parece menos clara, e talvez seja: primeiro, combater a fome e a miséria aproveitando nossos pontos fortes como um quintal de luxo, e, em segundo lugar, lidar com a desindustrialização.

      Não sei se concordo com essa opção, mas certamente discordo da subserviência tucana.

  • Hahahahahahaha!!!!, a herança maldita do Lula está começando a mostrar seus efeitos.
    Edu, você está redondamente enganado, quanto à valorização do real, frente à natureza da entrada de dólares no país.
    Uma coisa são os dólares que compram produtos, não importa se “commodities” ou manufaturados e outra, muitíssimo diferente, são os dólares dos rentistas que só querem ganhar dinheiro na base da especulação.
    Não é à toa que eles estejam nadando de braçada, por aqui!!!
    Ou o Brasil não é o campeão mundial da taxa de juros?
    E, porque os ditos cujos estão na estratosfera, se não por que o governo gasta muito mais do que arrecada, obrigando-se a financiar sua dívida interna, rolando-a, rolando-a, rolando-a…….??????
    Sabe de uma coisa: se for pra jogar a cara de pau do Lula no chão, pra todo mundo descobrir a verdadeira face de um populista, então, eu sou daqueles que torce pra que a coisa não vá tão bem, para o Brasil.
    Que Deus proteja a Dilma.

      • José Marcos, meu chapa, e como é que o FHC encontrou a economia, quando assumiu?
        Ou ela não abrigava um monstro, que derrubou até presidente?
        O que você faria, se, ao mudar-se para uma casa nova, encontra-se um bode na sala?
        Qual seria sua primeira preocupação?
        Ou inflação de 2 dígitos é um detalhe econômico com o qual se pode conviver, na boa?
        O FHC não deu o tiro certeiro que fê-la sumir de nosso cotidiano?
        E, nem me venha com essa conversa mole de que o Plano Real foi obra do Itamar, que, parir, qualquer um pode parir, – até quem joga filho no lixo pode parir – agora, criar, fazer crescer, fazer dar certo!!!…aí, já é outra estória.
        E me responda: o que é que vem atormentando o sono da Dilma e do Guido?……e o de todos que tem um pouquinho, não precisa muito, só um pouquinho de conhecimento, sobre o estrago que a inflação pode fazer na vida dos…assalariados, por exemplo?
        E, quem foi o mão aberta que deixou essa ……”herançazinha” pra eles?

        • É Sr Décio vai torcer contra o Brasil em Veneza junto com o Mainardi. Usando o seu argumento como o Lula encontrou o brasil depois do seu querido FHC quebrar a nossa economia, deixando as nossas reservas a quase zero, uma inflação crescente, taxa de juros mais alta, industrias sucateadas, desemprego nas alturas e nenhuma , NENHUMA obra de infra estrutura nos 8 anos, sem contar o APAGÂO. Deixa de ser cinico e procure um medico porque acho que voce tem problema sério de memória.

        • “O FHC não deu o tiro certeiro que fê-la sumir de nosso cotidiano?”

          Não, nem uma coisa, nem outra.

          O Plano Real não acabou com a inflação. Ela ainda existe, e sempre existiu. Tudo o que FHC fez foi transformar essa inflação em dívida interna e em pagamento de juros. Em vez de emitir moeda, passamos a nos endividar loucamente. Só isso.

          Não teve nada de tiro certeiro. As causas da inflação continuaram, pois apenas mudamos o sintoma pra um mais palatável pra propaganda institucional.

    • Que coisa lamentável.

      Vc é do tipo que pra “sanear as contas” não está nem aí se milhões perdem o emprego, e morram de fome, ou tenham seu futuro e sua vida comprometidos em nome da “saúde financeira”, dos números bonitinhos.

      O engraçado é que quando os bancos quebraram a economia mundial em 2008 não foi a fria “lei do mercado” que eles receberam, mas sim o socorro de trilhões dos governo dos Estados Unidos para continuar fazendo a farra com lucros e salários e bônus indecentes aos altos executivos.

      Certamente isso não te incomodou.

      Esse discurso liberal é nojento.

    • Ah, não tínhamos a menor dúvida de que gente como vc torce contra o Brasil, só pra vindicarem seus preconceitos e ódios mesquinhos. Não precisava declarar isso abertamente.

      Por outro lado, é interessante que, no seu mundinho particular, foi o Lula quem instituiu as amarras neoliberais dos “rentistas” quando, na realidade, foi FHC – tudo o que Lula fez (ou melhor, o que pôde fazer) foi controlar e diminuir os efeitos deletérios dessas amarras.

      É revelador que sua fúria se dirija ao Lula, mas não ao jênio. Tu és pouco tucano, não?

      • Hahahahaha!!!!…..você é um cara de pau, não, Sr. Pierri!!!!!
        Então, quer dizer que o Lula só “pôde fazer”, e o FHC tinha tudo nas mãos e não fez!!!
        Será que não foi ao contrário, não?
        E, pra quem diz que o Lula não seguiu a cartilha do FHC, criminaliza privatização e o acusa de ter entregue o patrimônio do povo – do povo?!, bullshit – o que é que o atual governo está fazendo com a administração dos aeroportos?
        Vamos ficar de olho, nas concessões e na honestidade de uns e outros, que defendem o Sapo Barbudo. de olho fechado.

        • “Hahahahaha!!!!…..você é um cara de pau, não, Sr. Pierri!!!!!”

          Não. Deixo essa distinção aos hipócritas como vc.

          “Então, quer dizer que o Lula só “pôde fazer”, e o FHC tinha tudo nas mãos e não fez!!!”

          Exato. FHc tinha toda a imprensa a seu favor, toda a elite econômica e social, tinha o rolo compressor no Congresso. Podia e fez quase tudo o que queria.

          Lula, ao contrário, teve tudo contra: imprensa, elites e Congresso. Se não tivesse se sujado com os apoios dos PPs da vida, não teria feito absolutamente nada. E esses “aliados” não aceitariam toda e qualquer medida ue ele quisesse.

          Além disso, depois que FHC nos jogou na armadilha neoliberal, NENHUM presidente conseguirá sair dela sem graves consequências na economia. Ou paga a dívida imensa que FHC deixou, ou segue o barco, rolando-a. Mudar o sistema NÃO é opção. E é exatamente por isso que tudo o que Lula pôde fazer foi conter o estrago.

          “E, pra quem diz que o Lula não seguiu a cartilha do FHC,”

          Não, não seguiu. Apenas fêz o que podia, dadas as circunstâncias e as prioridades. E o fez melhor que FHC.

          “criminaliza privatização e o acusa de ter entregue o patrimônio do povo – do povo?!, bullshit”

          Do povo, sim. Quem construiu foi o Estado, usando dinheiro público, logo, a propriedade última pertence ao povo. Nunca vi nem os direitistas mais loucos defenderem o contrário, meus parabéns. Talvez Olavo tenha algo a aprender com vc..

          ‘o que é que o atual governo está fazendo com a administração dos aeroportos?”

          Mantendo-os como os serviços e patrimônio públicos que são, e abrindo concessões para sua expansão.

          Pq? Vc não sabe o que é uma concessão?

          “Vamos ficar de olho, nas concessões e na honestidade de uns e outros, que defendem o Sapo Barbudo. de olho fechado.”

          Não vejo muio problema com a honestidade dos que defendem Lula e sua visão de Brasil. O grande problema mesmo é a honestidade de quem adora o lucro acima de todas as coisas, inclusive da própria honestidade.

  • Algumas dicas aos colegas do Cidadania:

    Divirtam-se às pampas com o vídeo dos bicudos em rinha… E a perua global, realmente, entregou o ouro ao dizer “nosso diretório”, prestem atenção…

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-guerra-sem-quartel-do-psdb-paulista

    Agora, o comentário abaixo da Maria Inês Nassif é fantástico; diz tudo ao afirmar: “Enfim, os instrumentos políticos de fora do PSDB paulista [claramente, a mídia] têm exercido, nas campanhas eleitorais, o papel de construção e sedimentação política dos candidatos que os próprios partidos, divididos, não têm condições de oferecer.” Veja-o por inteiro, que vale a pena!

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-e-kassab-racharam-elites-paulistas-por-maria-ines-nassif

    Em outras palavras, a votação do careca foi na verdade construída pela mídia. Como já disse aqui no Blog da Cidadania, os 44 milhões de votos no patético são, apenas, um castelo de cartas… Em seu devido tempo, acredito, estaremos vendo a migração do careca ridículo para o partideco do Kassabão, com o propósito de ocupar a posição que o PSDB já lhe concedeu por duas vezes mas, agora, percebeu que ele não tem a menor condição de ocupar: a candidatura à presidência… Tudo não passa de briga de caciques numa agremiação que não tem nem cheiro de militância autêntica…

    E para terminar, mais uma matéria saborosíma sobre o afundamento do partideco bicudo:

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/psdb-uma-discussao-sem-principios#comment-448217

    Lendo essas matérias e vendo o vídeo, se tem, acredito, uma visão claríssima do momento político paulista…

  • Olá nobre Edu. Lúcido, como sempre. Edu, posso estar enganado, mas os nossso dirigentes políticos estão dando uma desmostração do total desconhecimento de História. É chocante. Beira ao ridículo. O tempo é inexorável. E estamos perdendo um tempo precioso.Será medo de agir?

  • O problema é o câmbio. Essa enxurrada de dólares impressos pelos EUA, a desvalorização também criminosa praticada pelos chineses, tudo isso são problemas transnacionais que futuras instituições terão de dar conta. Mas enquanto elas não existem, o Brasil deveria jogar fora esses paradigmas econômicos e proteger sua indústria, desvalorizando o Real. Essa crença de que a longo prazo as coisas vão se resolver levará nossa indústria pro ralo.

  • Caro Roberto Pereira, vai dizer que você não sabe que PROERes não são exclusividade tupiniquim?
    Será que também não sabe que os ditos cujos existem, porque o Estado não é louco de matar a galinha dos ovos de ouro?
    Ou gerir o Estado não é, como numa empresa, numa hora, arrancar o máximo de lucro possível e, noutra, botar do próprio bolso, para mantê-la viva?

  • Eduardo, de modo geral voce está certissimo. e agora que a grande guerra civil acabou e os novos problemas internacionais se intensificaram (QE2 e aumento do deficit norte americano) devemos forçar politicamente a sra Dilma a ir pelo outro caminho mesmo.
    Mas gostaria de lembrar duas coisas:
    -Assim que a inflaçao cair por um lado de forma mais ou menos consistente, tem que baixar o juro
    ate certo nivel e cortar a entrada do dolar especulativo. Eu por ex. gostei da ideia de um internauta outro dia propondo uma Selic de curto prazo, esta com juro mais baixo para os titulos federais e bem mais alta
    para o longo prazo na cobertura dos mesmos titulos.
    -Segundo, quanto ao fornecimento de fora via cambio baixo, um pais grande como o Brasil NAO consegue
    ser abastecido de fora em produtos deconsumo de MASSA. Cerveja por ex., ou cosmeticos. Quem tentar fazer isso, isto é tentar manter seu mercado importando, vai se lascar porque o concorrente vai logo abrir uma fabrica na região de consumo inatendido. E ai as vantagens comparativas da produçao local vao se impor. Mas eu concordo que nos outros produtos e ate em insumos de uso mais vasto dá para faze-lo impunemente.

  • Caro Edu.
    Vou discordar radicalmente de sua tese. Tentarei ser suscinto no meu ponto de vista.
    O algoz de nossa indústria não é o câmbio, mas nossa vocação.
    A entrada da China no circuito capitalista desenhou o fenômeno da perda de competência dos países industrializados, a começar pelos EUA – maior potência industrial capitalista, que é o que mais impõe barreiras de proteção a seus produtos.

    Não há, no mundo ocidental capitalista, sistema capaz de competir com o gigante recém sentado à mesa, cujo único “defeito” é não fazer marketing. Um país comunista, lembra?

    Quando a China despertar para a regra da brincadeira – propaganda – terá nas mãos o poder de definir os rumos da indústria mundial. Não haverão competidores à altura da capacidade produtiva chinesa, e, ou se criam mais e mais barreiras, ou nações ditas desenvolvidas quebrarão suas indústrias.

    Nossa vocação não é industrial. JK importou esse modelo dos EUA no pós-guerra atraindo multinacionais e seus parques industriais. Mas, diante do primeiro sinal de concorrência, nosso crescimento econômico veio através da produção agrícola e commodities. É isso! Não há mal nenhum em sermos plantadores de comida, visto que bilhões de pessoas precisam comer e podem pagar!

    Nossa vocação é a agricultura/extrativismo e o serviço! Somos bons em propaganda, deveríamos ser em turismo, em futebol, em música, fontes de produção de capital. Não temos que ter indústrias pois nunca teremos condições de competir com gigantes recém incorporados ao capitalismo e decididos a incluir uma enorme massa de bocas no mercado consumidor. Imagine quando a India (1,2 bi de habitantes) optar em seguir os passos da China, e trazer os párias para comprar Ipods e Ipads?

    A propósito, a Apple produz seus Ipods na China!

    Grande abraço!

  • Alguns de voces, nautas destas plagas, nao tem a ligeira impressão de que a presidenta usualmente
    enxerga centenas de árvores, corre atras da soluçao dos problemas de cada uma porem esquece de ver a floresta? Entao, vai dai…
    E senhor Guido mantega, a china, a india e a russia estao comprando ouro adoidados e entesourando idem. E vendendo parte de suas exportaçoes em outras moedas. Algum motivo muito FORTE eles tem…
    E o brasil, como é senhores, vamos prosseguir cobertos somente de montanhas de papel pintado de verde?
    Papelzinho em que stá escrito ‘ nós confiamos em Deus’. Pois vamos precisar disso.

  • O mundo, de forma geral, vive de forma insustentável. Os recursos naturais, no mundo, estão cada vez mais escassos. A qualificação profissional sai muito cara, mas o custo da preservação dos recursos naturais, do ecossistema como um todo, coisa que o Brasil é rico, talvez, seja maior. A questão é que o mundo precisa dar uma atenção especial na utilização desses recursos naturais se quiser que o planeta continue habitado por várias gerações.

  • Gente, vocês realmente acreditam no que estão falando? Diminuir taxas de juros, estímulos públicos para “setores chaves” da economia, obrigar a China a comprar produtos industriais brasileiros, etc.?

    Não há muito mistério para o país entrar numa rota de desenvolvimento. O que acontece é que as diretrizes são determinadas pelo jogo político, onde há conflito de interesses de classes, setores econômicos e pessoais.

    Esse pensamento cepalino desenvolvimentista de industrialização e agregação de valor na exportação já foi superado pela história. A insistência nesse modelo é um dos motivos do atraso brasileiro. Países que criaram estruturas regulatórias com estímulo para o investimento (com a presença do Estado o mínimo possível e somente quando inevitável) entraram nessa rota de desenvolvimento, como a Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Cingapura, etc. A sociedade brasileira não deve continuar arcando com um Estado altamente inchado e com um empresariado ineficiente. “Estímulos públicos” para “setores chaves” da economia vêm do bolso do contribuinte. O fato de o cidadão não comprar o produto mais barato no exterior implica, sim, em ter sua renda relativamente diminuída. Por que o cidadão não pode ter liberdade? Por que a nossa renda é desviada para empresários que nos impedem de comprar coisas mais baratas para nos vender produtos mais caros e piores?

    Qual interesse nacional é esse? Interesse de quem é grande, não de quem é pequeno. Bem típico da nossa história mesmo…

  • O Brasil foi descoberto no intuito de fortalezer a nobreza europeia, que necessitva de mineral e produtos agricolas para aumentarem ainda mais sua riqueza. Passaram-se mais de 500 anos e o Brasil continua sendo explorado. E o pior, continua vivendo das exportações dos produtos primarios. Pobre do Barão de Mauá, morreu acreditando que o Brasil seria um dia uma potencia industrializada, forte e sádia.

  • Edu após quase 3 anos passados, vc tem algum artigo escrito atualmente sobre isso?? esto fazendo um curso de gerencia e este me trouxe uma luz sobre algumas duvidas. por gentileza meu email esta ai por favor aguardo.

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