Desmascarando Merval Pereira

denúncia

A forma mais eficiente de desmascarar um mentiroso é dando a ele espaço para mentir, pois mentirosos subestimam a inteligência alheia.  Se quem mente for inteligente, é mais difícil desmascará-lo. Alguns mentirosos, porém, são estúpidos e sabem disso, mas confiam em “ferramentas” que lhes permitiriam sustentar as mentiras mais frágeis e, assim, tornam-se mais ousados.

O “imortal” Merval Pereira é um homem de Inteligência escassa, por isso conta mentiras mal-elaboradas. Mas por que os gigantes de pés de barro das comunicações prestigiam alguém tão estúpido em vez de buscarem mentirosos que elaborem melhor as suas mentiras? Simples: poucos jornalistas se dispõem a mentir sobre bases tão frágeis. Merval é cultuado pelos barões da mídia porque é burro o suficiente para achar que poderão sustentar suas invencionices.

A prova da burrice desse indivíduo se exibe, despudorada, em artigo que publica no jornal O Globo deste sábado, no qual deixa ver que seus senhores acusaram o golpe que lhes representou o escândalo que fechou as portas do jornal britânico “The News of the World”, do barão internacional da mídia Rupert Murdoch.

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O Globo

16 de julho de 2011

Obsessão

Merval Pereira

Como se sabe, temos no Brasil dois grandes especialistas em imprensa: o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu. Os dois dedicam-se, desde os primeiros meses do primeiro mandato do petista na Presidência da República, a tentar aprovar legislações que controlem a informação, uma tendência que vem se alastrando por toda a América Latina.

O movimento de contenção da liberdade de imprensa está presente em diversos países, como Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador, onde TVs, rádios e jornais vão sendo fechados sob os mais variados pretextos, e muitos outros são ameaçados com diversas formas de pressão, seja financeira, seja por meio de medidas judiciais.

No início do governo, tivemos que lutar contra a criação de várias agências oficiais. A Agência Nacional de Cinema e Audiovisual daria poderes para o governo interferir na programação da televisão e direcionar o financiamento de filmes e de toda a produção cultural para temas que estivessem em sintonia com as metas sociais do governo.

O Conselho Nacional de Jornalismo teria a finalidade de controlar o exercício da profissão e poderes para punir, até mesmo com a cassação do registro profissional, os jornalistas que infringissem normas de conduta que seriam definidas pelo próprio conselho.

Os mesmos grupos políticos continuam empenhados em aprovar novos tipos de cerceamento à liberdade de imprensa no país, sob o pretexto de exercer um “controle social” sobre os meios de comunicação, sendo que o Partido dos Trabalhadores decidiu que uma das prioridades é o que chamam, paradoxalmente, de “democratização da comunicação”.

A presidente Dilma, ao assumir o governo, relegou a um plano secundário um projeto que objetivava controlar a informação, sob o pretexto de regulamentação dos novos meios eletrônicos.

Nossos dois “especialistas” voltaram às suas obsessões nos últimos dias. Lula motivado pelas críticas ao apoio oficial ao Congresso da UNE, onde foi o grande homenageado. E José Dirceu incentivado pelo escândalo na imprensa inglesa que provocou o fechamento do jornal “News of the World”, além da demissão de vários dirigentes do conglomerado de informações do magnata Rupert Murdoch, uma espécie de “cidadão Kane” pós-moderno.

Insistindo nos seus equívocos, Lula tentou pela enésima vez menosprezar o peso dos jornais tradicionais que chamaram a reunião da UNE de chapa-branca. E declarou-se “invocado” por considerar que a imprensa não larga do seu pé.

A pretexto de consolar o presidente da UNE, Augusto Chagas, o ex-presidente garantiu a ele que os grandes jornais do Rio e de São Paulo não têm alcance nacional e não chegariam, segundo o ex-presidente, à Baixada Fluminense ou ao ABC paulista.

“Eles não perceberam que as coisas estão mudando no Brasil. O povo não quer mais intermediário entre eles e a informação. O povo está se informando de muitas formas. Muitas formas. E não apenas naqueles (meios) que habitualmente achavam que formavam”, argumentou o ex-presidente, revelando sua peculiar postura ética, além de ignorância em relação à circulação das informações nas novas mídias.

Se a notícia não chega a todo o país, e muito menos ao interior, então não é preciso se preocupar, ensina Lula. O fato em si não tem a menor importância, desde que a grande massa de cidadãos permaneça na ignorância deles.

Esquece-se o presidente que, da mesma maneira que a internet e as novas mídias sociais permitem que as informações circulem mais largamente, com versões de várias fontes, elas também levam as reportagens da grande imprensa aos recantos mais longínquos do país.

Estudo recente demonstra que as reportagens da grande imprensa são replicadas no Facebook, no Twitter e em outras mídias sociais, amplificando sua repercussão.

O ex-presidente também se esqueceu que, no Brasil, a circulação dos jornais vem crescendo, especialmente a dos chamados “jornais populares”, o que leva as questões nacionais a esse público que Lula pretende controlar sozinho, sem a interferência de outros agentes.

Além do mais, os blogs mais acessados são justamente os que se ligam aos principais jornais do país, cujas marcas e tradição lhes dão os meios para apuração das notícias e a credibilidade que muitas vezes faltam a blogs personalistas.

Não é à toa que a presidente Dilma Rousseff vem demitindo ministros e assessores do primeiro escalão com base em denúncias da chamada “grande imprensa”. E, se considerasse mesmo desimportantes os grandes jornais, Lula não perderia seu tempo com eles.

Não há dúvida de que, com o surgimento das novas tecnologias, os jornais perderam a hegemonia da informação, mas continuam sendo fatores fundamentais para cidadania.

O jornalista espanhol José Luis Cebrian, diretor do “El País”, talvez o jornal mais influente hoje da Europa, considera que os jornais perderam a centralidade da formação da opinião pública, mas continuam sendo um “contrapoder”, com uma enorme influência, embora menor do que anteriormente à chegada das mídias sociais.

Ele relembrou em recentes entrevistas que os jornais continuam sendo importantes para a institucionalização democrática dos países, embora precisem se adaptar à nova realidade tecnológica.

Já o escândalo das escutas ilegais do jornal britânico “News of the World” fez com que o ex-ministro José Dirceu recuperasse o fôlego, depois de ter sido reafirmado pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel como o “chefe da quadrilha” do mensalão, e voltasse à carga em seu blog na campanha pela “regulação da mídia”, nova maneira de denominar sua permanente tentativa de controlar a informação.

A gravidade do que aconteceu no “News of the World”, com escutas ilegais e chantagens, liga perigosamente a prática de crimes comuns ao jornalismo, o que é inaceitável e põe em risco a própria essência da liberdade de expressão. O jornalismo, instrumento da democracia, não pode se transformar em atividade criminosa.

O interessante é que nem mesmo na Grã-Bretanha, epicentro dessa grave crise do jornalismo, está em discussão uma legislação oficial para controlar meios de comunicação.

São grandes as críticas à atuação da Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular, e há um amplo debate sobre a revisão de seus critérios para reconquistar a confiança do público britânico.

Mas até agora não apareceu nenhum Dirceu para defender o controle governamental da imprensa.

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O ataque que o pistoleiro de O Globo faz ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro José Dirceu, ironizando suas posições sobre a libertinagem que é a comunicação no Brasil, por razão que logo ficará clara deixa de fora um ator importante da democratização da comunicação tentada pelo governo anterior, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins.

Nos dias 9 e 10 de novembro do ano passado, o Governo Federal promoveu o “Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias”, convocado por iniciativa de Franklin. O evento teve a finalidade de debater os impactos das mudanças tecnológicas. O objetivo foi o de fornecer subsídios para legisladores, reguladores, formuladores de políticas públicas e segmentos empresariais e da sociedade civil que lidam com as diversas questões relacionadas às comunicações.

Naquele Seminário, foi possível discutir os rumos das comunicações eletrônicas por meio da troca de experiências com outros países e conhecer os avanços e limitações de seus processos regulatórios. Participaram, como palestrantes, dirigentes e representantes de órgãos de regulação da mídia dos países que detêm as legislações mais avançadas nessa questão. Foram convidados os dirigentes das seguintes entidades:

– Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom/Portugal)

-Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC/Portugal)

– Conselho Superior do Audiovisual (CSA – Conseil Supérieur de l´Audiovisuel/França)

– Comissão de Mercado das Telecomunicações (CMT – Comisión del Mercado de las Telecomunicaciones/Espanha)

– Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA – Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual/Argentina)

– Office of Communications (Ofcom/Reino Unido)

– Comissão Federal de Comunicações (FCC – Federal Communications Commission/Estados Unidos)

Além dos dirigentes de agências reguladoras da comunicação social dos países mais desenvolvidos nessa área, foram convidados especialistas na área de regulação da Comissão Européia, da Unesco e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O convite a essas pessoas e entidades mostra quão falsas são as alegações de Merval. O que se buscava, então, era dar ao Brasil um desses órgãos que todo país civilizado tem. E quando ele diz, em seu texto mentiroso, que isso ERA buscado, é porque o atual governo parece ter abandonado os projetos do governo anterior nesse sentido. E esse é um dos três únicos elementos de verdade no texto mentiroso do colunista de O Globo – os outros serão revelados mais adiante.

Merval afirma que “nem mesmo na Grã-Bretanha, epicentro dessa grave crise do jornalismo, está em discussão uma legislação oficial para controlar meios de comunicação”. Ora, mas é claro que não está em discussão, simplesmente porque essa legislação já existe, além de uma agência reguladora, a Ofcom, que, matreiramente, o colunista de O Globo omite que existe. Não existe apenas a “Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular”.

De acordo com a exposição de Vicent Edward Affleck, diretor internacional da agência britânica de regulação da mídia, a Ofcom (sigla em inglês para Office of Communications), o órgão é gerido por um colegiado misto, formado pela sociedade civil e funcionários públicos indicados pelo Estado. Além do que, grupos de interesse da sociedade civil atuam ativamente na fiscalização da mídia e acionam a agência em casos que considerem irregulares.

O que pretendia o governo Lula, portanto, era apenas isso, pois não temos nada parecido no Brasil. A mídia faz o que quer, quando quer e como quer. É uma “casa da mãe Joana”. E Merval sabe disso porque participou ativamente do evento promovido pela Secom, que foi, inclusive, mediado por um representante da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). Ou seja: Merval mente.

Mas há dois outros elementos de verdade no texto majoritariamente mentiroso desse sujeito. Um desses elementos está presente quando ele reconhece que “São grandes as críticas à atuação da Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular”. E que “Há um amplo debate sobre a revisão de seus critérios para reconquistar a confiança do público britânico”.

O que aconteceu na Inglaterra, aconteceu porque, apesar de o país ter uma legislação de regulação da mídia anos-luz à frente da nossa – que, aliás, nem existe –, esse país ainda é, de fato, o mais liberal nesse aspecto. As agências francesa (CSA) e portuguesa (ERC), porém, consideram que a legislação inglesa de autorregulação é responsável pelo escândalo do The News of the World simplesmente porque não se pode pôr a raposa para tomar conta do galinheiro.

De qualquer forma, tanto no Reino Unido quanto nos demais países a legislação é dura e fiscaliza com mão de ferro sobretudo a imparcialidade dos meios de comunicação, principalmente durante períodos eleitorais.

Por fim, o terceiro elemento de verdade na empulhação de Merval Pereira pode ser visto quando ele reconhece que “Com o surgimento das novas tecnologias, os jornais perderam a hegemonia da informação”. Apesar de apresentar o fato como símbolo do poder dos barões da mídia que Lula e José Dirceu colocaram em questão, o dado correto é o de que ela perdeu a hegemonia que detinha.

Nesse aspecto, vale a pena ler texto bem mais honesto de um colega de Merval nas Organizações Globo. Artigo recente do jornalista Paulo Moreira Leite, em seu blog, mostra o fato pelo aspecto correto. É imprescindível a leitura desse texto porque revela a razão do desespero que leva a família Marinho a usar gente como Merval para tentar tapar o sol com a peneira.

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Do blog de Paulo Moreira Leite

12 de julho de 2011

A herança que chegou a todos nós

Na medida em que surgem novas indecências no arquivo de imoralidades praticadas pelos jornais de Robert Murdoch, torna-se obrigatório fazer uma pergunta maior.

A questão é definir o papel de Robert Murdoch, o maior empresário de comunicações do planeta, no negócio mundial da mídia. É uma questão imensa e complicada, vamos combinar. Mas é possível fazer algumas observações.

Todos nós, jornalistas e leitores, temos consciência de que no mundo inteiro existe um fenomeno que costuma ser descrito como uma crise nos meios de comunicação. Jornais e revistas não param de perder leitores. O mesmo ocorre com canais abertos de TV e com emissoras de rádio.

O conteúdo da mídia, diz-se, tornou-se menos profundo, menos plural, mais superficial e mais vulgar. Sem dúvida, é cada vez mais apelativo.

Não há dúvida de que boa parte dessas dificuldades é o resultado de mudanças no modo de vida das sociedades contemporâneas.

Podemos listar vários fatores. Por exemplo: os cidadãos querem viver num mundo mais horizontal — e a velha mídia funciona no esquema clássico das sociedades verticais. Graças não só a internet, mas também a formidável elevação dos níveis de educação, o leitor comum possui hoje um acesso primário à informação e a cultura que lhe permite dispensar boa parte das reportagens e análises que as revistas e jornais tem para oferecer.

Há outras mudanças, porém, que são produto de transformações ocorridas dentro da mídia. Não foi só o mundo que mudou. O produto também mudou. E, sob vários aspectos, mudou para pior.

Acho difícil negar que Murdoch e suas empresas tenham dado uma contribuição importante nestas mudanças.

Com um império econômico de vários bilhões de dólares, instalado no centro do capitalismo mundial, operando no segundo idioma dos 6 bilhões de moradores do planeta, Murdoch ajudou a trazer uma nova lógica para um velho negócio. Não foi o único, com certeza. Mas, pela economia e pela geografia, foi um dos mais importantes e talvez o mais decisivo.

No passado, quando  o  jornalismo era uma profissão invejada pela influencia e prestígio havia a preocupação com um certo rigor na informação, com a separação entre o público e o privado, na distinção clássica entre os interesse da Igreja (o jornal) e o Estado (a empresa).

É claro que todos procuravam equilibrar o negócio. As vendas e a conquista de novos leitores sempre foi um ponto essencial da atividade. Mas havia um pouco de pudor. Nem tudo era industria, comercio e finanças. A preocupação com vendas não fazia parte da pauta das redações.

De uns anos para cá, ocorreu uma mudança no eixo da profissão.

Para dizer muito numa frase curta, o jornalismo banalizou-se. Tornou-se uma atividade empresarial como tantas outras. Frequentemente procura ser rentável como um investimento de alto risco,  alienada como uma fábrica de sabonetes, descartável como filminho que a TV  exibe à tarde.

Murdoch foi um dos homens que ajudou a alterar a lógica dessa atividade. Não por acaso, o crescimento de suas empresas coincide com uma mudança no padrão do jornalismo, nos valores em vigor em muitas redações, na meta de trabalho e formação dos profissionais.

Antes, as empresas jornalísticas eram fruto de investimentos de origem familiar, com compromissos definidos por seus fundadores e patronos, competindo por leitores num mercado onde não faltava espaço para a diversidade e a concorrência.

Com uma reconhecida capacidade para encontrar oportunidades favoráveis a seus interesses e batalhar com afinco por eles, Murdoch ajudou a transformar as empresas de comunicação em grandes corporações, impessoais, sem perfil e sem história, dependentes e até associadas a grandes grupos financeiros. Em suas mãos, o pequeno negócio deixou de fazer sentido. Precisava do grande capital, do monopólio do mercado.

Embora nunca tivesse renunciado a suas idéias políticas, de profunda matriz conservadora, sua prioridade real não envolve a qualidade do conteúdo que oferecia — mas a força de mercado que cada novo jornal, cada nova emissora de TV, poderia lhe acrescentar. Seu interesse fundamental não envolvia a mídia como entretenimento, como formação de cidadãos, como parte da democracia, como notícia, mas como instrumento de poder.

Daí a profusão de aquisições, compras e fusões. Embora jamais tenha aberto mão de escândalos em seus veículos, a estratégia não era competir mas eliminar os adversários, transformando-se na única opção para anunciantes e consumidores.

Denuncias e investigações fizeram a glória do jornalismo desde sempre. Mas, enquanto bons jornais e revistas produzem revelações com alguma relação com o interesse público, a rede de Murdoch procura o sucesso em questões privadas, em reportagens que desmoralizam e humilham seus personagens.

Se fosse um empresário fraco, numa cidade remota da Austrália, Murdoch teria criado uma igreja de jornalismo de alcance local e folclórica, como tantas que se encontra em pontos diversos do mundo.

Mas, pelo seu tamanho e sua influencia, tornou-se um padrão imitado e copiado, com outra lógica e outra finalidade. Pela força econômica e pela crescente influencia política, impôs seus métodos aos países onde passou a atuar, num processo de contágio crescente e irresistível, contaminando concorrentes incapazes de enfrentar a chamada desvantagem competitiva.

Como me disse certa vez um dos grandes empresários de mídia do Brasil:

– Se o seu maior concorrente é um grande sonegador de impostos, você tem tres coisas a fazer: ou começa a sonegar impostos como ele, para competir em igualdade de condições. Ou prepara-se para ter custos maiores e lucros menores. Ou muda de ramo.

Foi isso o que ocorreu com a mídia em torno de Murdoch — e não estamos falando de sonegação de impostos, evidentemente.

Felizmente, não é em todo lugar que os repórteres contratam empresas de investigação para promover escutas telefônicas e bisbilhotar a saúde de crianças.

Nem todos os governos se curvam diante dos senhores da mídia de seus respectivos países.

Seria igualmente errado dizer que todas as empresas de comunicação aplicam os mesmos métodos e exibem a mesma falta de escrúpulos.

Mas é difícil negar que há um pouco de Robert Murdoch no pior do que a imprensa mundial exibe hoje, concorda?

141 comments

  • Parabéns Eduardo, como sempre voce nos presenteia com brilhantes e grandiosas análises. Quanto ao pistoleiro dos marinhos, podemos afirmar que o conhecimento do mesmo é proporcional ao seno de 30º. Mesmo assim, podemos também parabenizar ao nosso Imoral Merval pelos serviços prestados ao PIG pela sua inveja do Lula e do Zé Dirceu..

  • Considero esse pereira um “monumento” a mediocridade e imbecilidade (devo admitir que outros PIGs não têm estas caracteristicas tão acentuadas). Não concordo com você quando diz que ele subestima a inteligência alheia (nisto concordo que outros PIGs fazem). Ele simplesmente é um idiota no qual o único mérito deve ser a obediência e/ou o puxasaquismo.
    Ele é uma “feliz coincidência” em que o aspecto físico e a inteligência estão perfeitamente alinhados.
    Ele nem chega a ser um medíocre.
    E depois dele me recuso a fazer qualquer comentário sobre as cadeiras “imortais” (que sempre achei ultrapassadas, ridículas, ocas, mas nunca capazes de coroar o sujeito em questão. Bom, o cadáver tem dentro de si o germens da sua destruição.)

    • Mas mesmo os vermes no Merval hão de vomitá-lo; não há esperança de futuro saudável aos pobres vermes, de fazer o trabalho de um dia, verter à terra, uma carcaça já tão putrefata.

  • Lula e Zé Dirceu serão sempre lembrados de muitas formas até depois da morte.
    Já o Merval,…….bem, este poderá ser usado para exemplificar uma pessoa subserviente e intelectualmente rasa.

  • São os “colonistas” da Globo, são os macaquitos dos Usa que o que acontece lá eles floreiam aqui e detonam o nosso país.São jornalistas de 5 categoria que por isso mesmo ficam se axaltando na Globo News.A Globo como se sabe perde virtiginosamente audiencia, pq o povo que ela achava que manipulava caiu fora , estão caindo dia a dia.daqui a algum tempo com a conscientização política e o crescimento do Brasil feita pelo presidente que eles aviltam, com toda certza dará traços de audiencia.

  • Sem dúvida o Paulo Moreira Leite é de uma qualidade notável, o PIG tem lá seus “bons profissionais”, mas
    não me engano, tipos como o Paulo M. Leite, irão surgir cada vez mais no PIG à medida que o nível de discernimento do povo aumenta, ou seja, jornalistas com um conteúdo melhor serão utilizados pela Velha Mídia PIG, pois argumentos tacanhos, mentirosos e parciais como os do Merval, Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo, já são notadamente vistos como instrumentos da oposição PSDB/DEM/PIG e só agradam a parcela direita e ultradireita da população, daí agora eles utilizarem jornalista do estilo de Paulo M. Leite.
    As palavras dele são meticulosamente medidas e trabalhadas para não virar “fogo amigo” vejam: “Felizmente, não é em todo lugar que os repórteres contratam empresas de investigação para promover escutas telefônicas e bisbilhotar a saúde de crianças.” Hummmm, me engana que eu gosto Paulo M. Leite, uma vez PIG, sempre PIG…

    • André, bom comentário, digno de fazer parte do post, afinal de contas, diante do caso dos grampos do Mardoch, o Pig tupiniquim vem fazendo de conta que nunca fizeram isso, nunca grampearam, mesmo que se saiba que a Folha tenha, abertamente, emprestado seus carros para os esquemas de tortura no periodo que ela(folha) chama de ditabranda
      Se na Inglaterra fizeram isso imagina aqui, quer dizer, por aqui
      Uma pena que somente Lula esteja comprando esta briga contra o PIG, sendo que os partidos políticos, centrais sindicais e movimentos sociais tem se mantido alheios ao problema
      Esperamos que a Entidades encampem esta luta de enfrentamento do PIG mesmo que se saiba que, basta um pio para que estes larápios se alvoracem e alardeim que se esteja querendo controlá-los quando o que se quer é (des)controlá-los, ou seja, abrir, democratizar, ampliar, incluir o sistema de concorrência, acabar com esta reserva de mercado dos Mervais, Reinaldões e Beneditos Leites, ah, os tontos são tantos!

  • A melhor maneira de acabar com esses imbecilóides midiáticos do tipo Merval, tambem conhecido como Merdal, é ignorá-los.
    Dar espaço em blogs para citá-los e comentá-los é exatamente o queles buscam quando escrevem sua asnices – querem que seus nomes fiquem na mídia para ganhar mais espaço e grana com seus donos, ou melghor, seus patrões que os manipulam conforme a conveniencia do momente.
    Já disse um outro desses sem carater, um tal Zé Newmoney, ” eu escrevo o que eles me pedem”.
    Essa corja só merece ser ignorada, para que continue chafurdando em seu proprio estrume.

    • Não adianta, John, eles têm espaço na televisão. Se não desmontar sua argumentação, ela prevalece porque eles tratam simplesmente de omitir ou distorcer os fatos. Alguém pode ser suficientemente burro para acreditar que um governo de um país democrático irá censurar a mídia? E se perder a eleição seguinte, como fica? O adversário irá controlá-la, ora. Mas basta ler os comentários deste blog que você verá pessoas com formação superior e até bom nível de cultura acreditando numa baboseira como essa. Tem que desmontar o discurso dessa gente. E isso só é possível agora, com a internet. Demora, mas daqui a alguns meses um monte de formadores de opinião terá lido este artigo

      • Concordo Eduardo. Mas lembro que o número de pessoas que perceberam que há algo de muito errado com a mídia no Brasil, por ser ela extremanete mentirosa e manipuladora está aumentando a olhos vistos.

        • O artigo que escrevi sob o título “Na Inglaterra, a folha estaria em apuros” já foi reproduzido em 14.800 páginas na internet. Isso sem falar da quantidade de visitas à página deste texto. Faça o seguinte: vá ao Google e digite o título desse texto entre aspas – é a forma de buscar uma frase exata – e comprove. Pelo visto, você não faz idéia do que seja a blogosfera.

          • Muito reveladora essa frase do tal Luizão. É EXATAMENTE ISSO que está ocorrendo com a carcomídia. Eles agem como se nada tivesse mudado, como se os jornalecões e a Rede Globo ainda tivesse o mesmo poder de 20 anos atrás.

            Mesmo considerando que o poder da velha mídia ainda é imenso, temos os seguintes fatos:

            – cada vez mais a televisão perde terreno para o computador. Os mais idosos assistem tv, enquanto os mais jovens navegam na internet.

            – a rede Globo tem perdido audiência consistentemente, ano após ano.

            – os veículos em papel estão em agonia mortal, pois eles trazem notícias de ontem (ou da semana passada), enquanto a internet é instantânea.

            – os países que são idolatrados pela direita – EUA e Europa – estão numa situação econômica catastrófica.

            Parte da direita construiu para si mesmo uma realidade paralela. Nesse mundo, a mídia comanda, os EUA não estão em crise, mas o Brasil sim. E só Serra ou Aécio poderão nos salvar.

        • E não é que inveja pega!Sempre a mesma tentativa frustrada de tentar desqualificar quem desmascara as mentiras que a mídia colérica ainda insiste em vender.

      • Eduardo
        Eles têm espaço na televisão mas ninguém está obrigado a assistir à TV Globo, Globo News ou ouvir a CBN. ASSISTE PORQUE QUER! Enquanto o povo brasileiro tiver essa indigência mental de dar audiência aos seus inimigos não temos saída.
        Infelizmente.

          • Não basta ter o governo para ter o poder.
            É claro que 12 anos no governo faz toda a diferença do mundo. Mas não é admissivel que depois desse tempo todo 90% da mídia ainda esteja nas mãos dos inimigos do povo brasileiro. E isso é resultado da audiência que esse mesmo povo proporciona a essa gente. Enquanto isso acontecer, estaremos sempre na corda bamba.

  • Devo dize que ele não errou numa sentença aí se a mastigarmos no seu real sentido e não no que ele quer fazer entender. Alguém realmente acredita que a palavra de Merval terá peso nos lugares citados por Lula? Claro que não. Não há dúvida de que há influência da mídia no país, mas acredito que Lula está certo quando ele afirma que eles não formam mais opinião como formavam antes, por conta de novas informações e o peso Lula.

    Talvez o que mais incomode é o fato de Lula ser alguém “iletrado”, como alguns costumam chamá-lo, ter opinião e muitos concordarem com ele a ponto de o país ter uma nova direção. Você conhece aquela frase de a República “A pior coisa para alguns homens é governado por aquele que ele julga inferior”. É isto o que Merval faz em sua coluna, não aceita e não aceitará governo de esquerda no país, sobretudo se for analfabeto e vir de onde Lula veio. Ele vai morrer se sustentando pelo ressentimento.

    O curioso é ele falar sobre ética. Ele fez uma lobby tremendo para entrar na ABL. Quem acompanha os artigos dele, sabe da rasgação de seda que ele fazia quando Cândido Mendes ia representar o tão citado clube de latinidade à qual o Magnífico é reitor é secretário. Ele pensa que os bastidores não sabem que ele rasgou sedo o tempo todo do magnífico para ter uma boquinha de imortal. Sim, porque todo mundo sabe que ele está lá não pela qualidade do seu trabalho para à qual na sua origem a Academia foi criada, mas como as coisas se inverteram, basta baba ovo um pouquinho na hora certa para a pessoa certa que te indica o caminho das pedras que lá você entra. Mas e quanto a qualidade? Ah, lá tem meia dúzia que dão legitimidade a Academia, o resto vai tomar chá das cinco para aparecer.

  • Dizem que algumas pessoas quando querem desancar alguém se miram no espelho.
    Outras transferem exemplos, se mirando num para atingir outro.
    Pensando nisso, creio que o Diogo Mainardi deve ter tanto se espelhado, como pautado aquele livro
    na anta do Merdal Pedreira.

  • Parabéns pelo texto. Eduardo Guimarães, democraticamente, permite ao leitor comparar duas faces da mesma moeda. Ou, duas versões para um mesmo fato. Se no texto de Merval Pereira nota-se o velho maniqueísmo anti-lulista (ressalvando que sê-lo, é um direito de opinião, inerente a todo cidadão brasileiro), no texto de Paulo Moreira Leite, nota-se acima de tudo honestidade intelectual e a velha (e hoje tão esquecida) prática do bom jornalismo. A ponto de Eduardo Guimarães, lulista ardoroso e sincero, ser absolutamente imparcial, consentindo até em elogiá-lo: “…vale a pena ler texto bem mais honesto… …mostra o fato pelo aspecto correto.” Discordo porém do tratamento dispensado por Eduardo Guimarães a Merval Pereira. Para discordar dos seus argumentos e combatê-los, não é necessário classificá-lo de “mentiroso”, “inteligência escassa”, “estúpido”, e “burro”, entre outros adjetivos “desqualificativos”. E os seus comentaristas não ficam atrás. Em apenas três comentários que li, colecionei três adjetivos do mesmo naipe: “pistoleiro”, “Imoral”, “pateta” e “monumento à mediocridade e imbecilidade”. E o pior, os comentaristas só “comentam” para desqualificar Merval Pereira. Certamente não têm argumentos para comentar o texto (de fato, excelente) de Paulo Moreira Leite. O fato deste segundo jornalista também ser da Globo, impede por acaso, qualquer elogio? E finalmente, quero ainda discordar do senhor Eduardo Guimarães, quando diz: “É imprescindível a leitura desse texto porque revela a razão do desespero que leva a família Marinho a usar gente como Merval para tentar tapar o sol com a peneira.” Não lhe parece que se esses caras, da tal família Marinho, estivessem realmente desesperados, teriam proibido, ou cortado ou censurado o texto do jornalista Paulo Moreira Leite? Sou um leitor ocasional deste blog (quando o meu tempo o permite) e a primeira coisa que me atraiu foi a lucidez e o espírito democrático do blogueiro Eduardo Guimarães. É por isso que lhe lanço este apelo para não deixar que o espírito da intolerância e do ataque pessoal venha a manchar este debate. Até porque, que no fim das contas o debate é meramente teórico. Na prática, nas ruas, o povo brasileiro está se lixando para serras, fhcs, lulas e dilmas. O PT está no poder há uma década, por apenas um motivo: o crescimento econômico do País, um ponto no qual o neoliberalismo fracassou. O resto é firula ideológica.

    • Silvio, houve tempo em que eu escrevia de outra maneira. Contudo, hoje eu digo o que precisa ser dito: esse homem é um pistoleiro, assassino de reputações e mente desbragadamente. Paulo Moreira Leite escreve em seu blog. No dia em que você vir alguém dizer na Globo News essas coisas ou que em algum grande jornal permitam texto de tal natureza, estaremos em outro momento e serei mais comedido. Até lá, só com força é que se pode extrair reações.

      • É isso ai Edu, concordo plenamente. Pelo fim da impunidade dos assassinatos de reputação. Se eles estão protegidos na “liberdade de expressão” para mentir, desvirtuar e falsear informações, cabe a nos o direito e a obrigação de condená-los públicamente, já que judicialmente, enquanto não vier uma Ley de Médios, fica quase impossivel conter os ataques gratuítos e rastaqueras de certos “jornalistas”.

          • Interessante e como gostei, apenas postaria assim: “se um só traidor (o PIG) tem mais poder que um povo, que esse povo não o esqueça facilmente…” (Gandhi). Vem aí o PLIM – Partido Liberal da Imprensa Mentirosa.

    • Silvio Meira
      Os comentaristas e colunistas da Globo, Veja e Folha de SP só entendem no tranco. Chamá-los de desonestos, mentirosos, bandidos é elogio. Em programa da GloboNews já teve comentarista chamando de vagabunda uma primeira dama (princesa ou que o valha) de um país. Nos blogs e colunas desses meliantes os adjetivos que dão aos políticos que eles não babam o ovo fariam mães antigas passarem pimenta na boca dos mocinhos. O que fizeram junto com a direita na última eleição é digno de cadeia.

    • “Se no texto de Merval Pereira nota-se o velho maniqueísmo anti-lulista ……Eduardo Guimarães, lulista ardoroso e sincero ….” mas, quanta inocência, aí sim, demonstração de maniqueismo. O que está em jogo não é simplesmente ser fã, ardoroso ou não, ou se detesta o Lula. É MUITO MAIS QUE ISSO.

      Quando o Merval diz “O movimento de contenção da liberdade de imprensa está presente em diversos países”, quando o correto seria dizer REGULAR AO SEU ESPAÇO DE DIREITO, o citado jornalista, se não está mentindo, está dizendo exatamente o que?

      Quando o Merval tenta (somente tenta), confundir o leitor e induzi-lo de que regras consensuais de imprensa são incompatíveis com “democratização da comunicação”, se não está agindo de má-fé, com objetivos excusos, de forma não muito perspicaz, entrando em contradição, estaria se comportando de que forma?

      Quando Merval diz “os blogs mais acessados são justamente os que se ligam aos principais jornais do país, cujas marcas e tradição lhes dão os meios para apuração das notícias e a credibilidade que muitas vezes faltam a blogs personalistas”. Que empulhação é essa? Qual a credibilidade? Quer exemplo? Quando a AMBEV passou a representar as maiores marcas criou espaço para que as pessoas pudessem explorar novas marcas de cerveja. Quem está descontente com a midia, ou quer se informar de maneira independente, não vai àqueles blogs. NÃO É SIMPLESMENTE UMA QUESTÃO QUANTITATIVA. Quem faz essa afirmação ridícula é o que?

      Quando o mesmo cidadão cita “o ex-ministro José Dirceu ……e voltasse à carga em seu blog na campanha pela “regulação da mídia”, nova maneira de denominar sua permanente tentativa de controlar a informação”. Essa tentativa do Merval de confundir REGULAR com CONTROLAR significa o que?

      Quando ele cita isso “O interessante é que nem mesmo na Grã-Bretanha, epicentro dessa grave crise do jornalismo, está em discussão uma legislação oficial para controlar meios de comunicação”, fato presente EM UM LOCAL ONDE HÁ O MÍNIMO DE REGULAÇÃO, o que pretende o Sr. Merval em relação aos seus leitores?

      Quando ele afirma “O jornalismo, instrumento da democracia, não pode se transformar em atividade criminosa” parece uma bela sentença, PORÉM, e se ele se transforma em atividade criminosa SEM REGULAÇÃO? O que o digníssimo Merval propõe?

      Quanto omite do seu leitor a existência do OFCOM e FCC, muito bem citadas pelo Eduardo, onde o Merval pretende chegar?

      Considerando os questionamentos ao texto do Merval, e à personalidade do seu autor, onde ficam evidentes suas omissões, seus desvirtuamentos, suas frouxas tentativas de subverter a lógica se sobrepondo aos fatos, sua pouca lucidez e capacidade intelectual, seus objetivos inconfessos, sua fraca argumentação e exdrúxulas conclusões, capaz de produzir grande quantidade de lixos, além de sua bela expressão facial de mexicano de far-west americano adornado por belo bigode à la Sarney e olhar assustado de perdido em tiroteio, quais os melhores adjetivos para qualificá-lo?

      Afinal nossa língua portuguesa é rica em termos e expressões, e eles devem ser usados para sintetizar idéias e expressar conceitos.

      • Na argumentação me esqueci de um detalhe:

        Caro Eduardo, parabéns pelo texto e argumentos.
        As verdades precisam ser mostradas, assim como os adjetivos devem ser esclarecidos. Certamente na menor quantidade possível, para dar a dimensão exata da indignação que as inverdades causam.

  • Eles não estão preocupados com liberdade de expressão. O que eles querem mesmo é EXCLUSIVIDADE de expressão, mantendo 100% da propriedade dos meios de comunicação sob o domínio das dinastias midiáticas, como Marinhos, Mesquitas, Frias e Civitas. Daí por que atacam LULA diuturnamente, com a prestimosa colaboração dos “esquerdistas” do PSOL e PV (meras sublegendas do neoconservadorismo, tal como foi a ARENA 2).

  • Ah, deixe-me explicar em relação a isto, Eduardo. Não estou falando que Merval não teria condição de melhorar, pois acredito que quando o ser humano quer, ele pode se tornar algo melhor. Mas o fato é que ele representa aquilo que qualquer pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade, independente de ideologia política, mas falo de sensibilidade humana, ele representa o atraso, o egoísmo, o individualismo, o domínio ou tentativa de domínio de pensamento e condução de uma gente, de um povo que, curiosamente, ele ajuda a ser inculto, ignorante, segregador, preconceituoso ele representa o ranço que tão arraigado está no país.

    Não há o novo nele, mas a manutenção de um status quo que tão imensamente atrasa o país, que se intensificou no período repúblicano, sobretudo na politica do café com leite e teve seu apogeu rançoso no golpe de 64 que, não aleatoriamente, o jornal que ele escreve, representa esta vertente.

    Vou fazer uma ilustração aqui, por uma realidade bastante conhecida. Há uma fazenda lá na Bahia, chamada Cabana da Ponte, que sua área era tão intensa que nasceu um povoado e mais tarde tornou-se cidade. Esta fazenda se chama Cabana da Ponte, que pertence a Sinval Palmeira, hoje aos seus herdeiros. Mas Sinval não foi um ditador nem sua família dita o que deve ou não deve em Itoró, o povoado apenas passou a existir e depois de emancipou. O povo do Rio conhece Sinval Palmeira, pois ele já foi candidato a prefeito e tem um neto que é ator.

    O Brasil pode ser visto assim, aos olhos da Globo. Era uma grande gleba que pertencia aos Marinho por um tempo, não por herança de família, aquisião legítima e ética, mas como massa de manobra. De repente, um trabalhador dessa fazenda, que diferentemente da Cabana, não tinha voz, começou a se ajuntar com outros trabalhadores, rodou todas as roças e circunvizinhança e começou a falar da insatisfação que estava a acontecer com todos.

    Inicialmente muitos não davam ouvidos, tinham medo, faziam comentários baixinhos, risinhos cínicos para quem ousava desafiar o poder. Sim, porque desafiar o poder tem os seus riscos. No passado, ia para o pelourinho. Depois, nos porões com o pau de arara. Hoje, mais sofisticado, a fazenda manda seus capatazes fazerem texto supostamente a altura para fazer descreditar os trabalhadores, pois a fazenda sabe que as terras pertencem aos trabalhadores e hoje, cada um cuida do seu roçado.

    Mas o patrão ou o que se colocou como patrão, não está satisfeito, pois a roça começou a colher seus frutos e os filhos dos trabalhadores já vão à escola, já compram gêneros de necessidade e o patrão por medo, especialmente o medo de perder o mando e de ser o Senhor, aquele que todos devem ouvir e beijar-lhe a mão, começa a se incomodar, seu poder foi ameaçado por um João da Botas, um Zé ninguém que vivia com a mão enfiada na terra e vestido de trapos com roupa de trabalhar.

    Um Zé Ninguém que levava a comida na lata de leite Ninho, farofa e carne do sol e se emputurrava de frutas da Mata Atlântica para complementar a ração diária, agora esse Zé Ninguém, com estas suas ideias “estes socialistas, comunistas, sindicalistas, movimentos sociais” ridículos, oportunistas, censuradores, defensores do comunismo, agora querem ser um de nós.

    Antes que alguém compreenda errado o que quero afirmar, em relação a citação real da Fazenda Cabana da Ponte, não há e nunca houve domíno dos Palmeira em Itororó, sempre foram bem acolhidos pela população. A citação foi apenas para compreendermos o Brasil e como agem alguns que pensam que são senhores do destino do povo brasileiro, até porque o amor da família Palmeira por aquele pedaço de terra é tão grande, que o patriarca está sepultado na fazenda.

    Mas o que quero falar com tudo isso é que existem certos donos de Casas Grandes que não aceitam e não aceitarão qualquer tentativa de mudança de uma realidade, especialmente se esta mudança surgir daqueles que sempre foram tratados à margem e que sequer podiam entrar na Casa Grande. Se entrassem, seria pela porta dos fundos para tirar os excrementos que os patrões tinham feito ou então para os demais trabalhos domésticos.

    Este ranço no país existe e é nutrido pela imprensa. Continua sendo contra o negro, o nordestino, o gay. Merval representa isso e vai levar tempo para que saiamos desta letargia. Então, quando ele escreve este tipo de coisa, nos indignamos, nos revoltamos, porque pensamos ser impossivel em pleno século XXI estes ranços serem tão arraigados.

    Mas infelizmente isto existe e não é apenas ele. Se ele fala, é porque a sociedade não quer pensar, ou melhor, um segmento da sociedade brasileira não quer pensar diferente. É a mesma sociedade que apoia Bolsonaro e tantos outros. Então, ele tem representação neste segmento e nós, que observamos do outro lado, quando não aguentamos tanta hipocrisia e injustiça buscamos compreender como podem vir a existência seres humanos desse tipo.

    Não é neste aspecto a aceitação do outro, mas ideia que este outro defende, pois ele não se coloca como um ser humano falho cheio de qualidades e defeitos, ele se coloca como um ser humano senhor dos outros homens. Isso é mera arrogância, pois por mais que o status social, diferencie seres. O ser humano é nunca vai deixar de ser humano, o que o difere é a sua capacidade de pensar, agir e sentir e se colocar no lugar do outro.

    Mas este segmento que representa este pensamento não se coloca no lugar de outro ser humano, ele preocupa-se mais com posição, status, boçalidades. Com estas atitudes, surge um clube seleto que adquire poder e passa pelo poder que tem, dirigir os destinos de uma tribo, um povo, uma cidade, uma nação, um Estado-Nação. Não há uma sociedade que valorize o princípio da igualdade, há uma sociedade que preserva e mantém a plutocracia, a oligarquia e utiliza dos meios “democráticos” enviesados, para fazer valer sua conduta e de tanto legitimá-la, pela falta do pensar além, pois este tipo de coisa não permite que as pessoas pensem, mas ajam como as pessoas/soldados de Esparta, como autômatos, de tanto se ouvir, de tanto se repetir torna-se uma verdade. Mas olharmos apenas um milímetro além, veremos que uma moral social enviesada, mentirosa, medíocre e hipócrita. Lamentável tudo isso.

    Esta semana eu estava numa fila de banco e, pensando sobre estas coisas, me perguntei: será que estas pessoas conseguem dormir direito como tanta manipulação e mentira que eles criam e inventam todos os dias? Fiquei pensando sobre isto e preciso pensar um pouco mais.

  • O ódio do pig contra Lula tem, segundo ele(Lula), uma explicação: o pig o tem como um concorrente, o que é pura verdade
    Vejam só do que eles são capazes
    Para dar a entendenter que Lula teria beijado uma sindicalista na boca, o Globo manipulou uma foto de um de seus repórteres
    Observem que foi fácil o truque, bastou escurecer um pouco a foto, vejam
    http://www.advivo.com.br/blog/iv-avatar-do-rio-meia-ponte/manipulacao-grosseira-de-o-globog1-da-a-entender-que-lula-beijou-na-boca-de-sindicalista

  • Finalmente esclarecido porque o Merval entrou para academia: é um imortal nato!

    Demonstro.

    Dentre as coisas que não tem remédio, está a burrice (não é sinônimo de falta de conhecimento nem de pouca inteligência).

    Merval exibe um volume incomensurável do atributo burrice.

    Dado que burrice não acaba, em grande quantidade deve tornar eterno seu portador.

    Então, Merval tem que ser imortal.
    Rimou.

  • Os revisores de O Globo devem ter um trabalho danado para darem algum sentido aos textos porcamente rasurados pelo “imortal” sicofanta (tenho certeza de que ele correria ao dicionário para conhecer o significado dessa última expressão!…rs)! “Imortal”! Pois sim! Só mesmo a vetusta, cadavérica e totalmente irrelevante Academia Brasileira de Letras poderia nomeá-lo com tal!

  • O PIG não consegue esconder o enorme rabo de palha.
    Quando vai cair a ficha da maioria petista de que o PIG é um partido político adversário, corrupto e de extrema direita?
    Acordam, companheiros!

  • Boa Tarde Edu

    Li seu texto e assino embaixo. Algumas vezes me manifestei aqui que deveríamos bater duro no PIG e lamento que os outros “blogs sujos” não o façam e por isso estou preocupado contigo.
    Ano passado aconteceram alguns “incidentes” e me recordo que você relatou um quando de uma internação da Victoria quando aconteceu algo durante a madrugada quando você saiu para fumar se não me engano.
    Fique atento essa turma é perigosa.
    abraços

  • Diz Paulo Moreira Leite:
    “Jornais e revistas não param de perder leitores. O mesmo ocorre com canais abertos de TV e emissoras de rádio”.
    Posso garantir que ele está absolutamente certo no meu caso particular. Desde outubro de 2010 não leio jornais e nem revistas, não vejo canais abertos de televisão e nem ouço rádio.
    Voltarei a fazê-lo quando houver alguma diversidade ideológica nos meios de comunicação.

    • O sujeito mente descaradamente porque não há quem lhe imponha limites.

      Merval vem abusando da paciência dos leitores. Tanto nas bobagens que escreve no O Globo quanto nas suas pífias intervenções nos telejornais dos Marinho.

      Ele simplesmente perdeu o sentido do ridículo. Falta semancol ao mentiroso contumaz. Porque não é possível que seja apenas burrice.

  • “O interessante é que nem mesmo na Grã-Bretanha, epicentro dessa grave crise do jornalismo, está em discussão uma legislação oficial para controlar meios de comunicação.”

    a verdade é que David Cameron está sim querendo mudar a lei de imprensa na Inglaterra…ou Merval é muuuuuuuuuuuuuuuuuito mal informado, ou muuuuuuuuuuuuuuito mau carater.

    http://www.elpais.com/articulo/internacional/crisis/News/of/The/World/salpica/David/Cameron/elpepuint/20110708elpepuint_3/Tes

    é só procurar as notícias fora dos pasquins tupiniquins

  • Olá Edu,

    Meu comentário vai na linha psicológica: como tratar o mecanismo de projetar no outro seus próprios defeitos?

    Li, por curiosidade mórbida, a Veja da semana passada. Uma matéria sobre Strauss-Khan dizia “ACUSAR É FÁCIL”. O subtítulo era algo assim: “acusar sem provas, destruir reputações é fácil, mas abre as portas do inferno totalitarista”.

    Com dizia o filósofo iraquiano shiita Jalal Toufic: “meu medo ao ler os nomes dos 25 homens mais influentes da América na capa da Newsweek, meu medo era rir até morrer, literalmente. Tive medo de nunca mais parar de rir, rir, rir, tive medo de realmente vir a falecer em decorrência deste ataque incontrolável de riso”.

    PS: quem não sabe a história dos Shias não me venha falar do que não sabe.

  • No texto de Paulo Moreira Leite, se se trocasse o sobrenome Murdoch por Marinho, o sentido seria o mesmo!!! Acho até que, enquanto escrevia, o jornalista deve ter tomado um certo cuidado para não errar o sobrenome do MEGA EMPRESÁRIO!!!

    • Everaldo, isso é “fogo amigo” controlado! ´´ É tão somente uma cortina de fumaça, não se deixe enganar por isso. Há tempos o Eduardo ‘linkava’, ao lado, endereço de um jornalista que se mostrou mais falso que nota de três (esqueci o nome do gajo)! TOMEMOS CUIDADO, MUITO CUIDADO COM OS JOSNALISTAS DESSA IMPRENSA SUJA.

  • Eduardo o Merval Pereira também é membro da academia brasileira de filosofia na qual ocupa a cadeira 48 cujo patrono é Hipólito José da Costa que segundo o historiador Mecenas Dourado, o seu jornal Correio Brasiliense era financiado por D. João VI, que pagava uma subvenção de mil libras por ano, “para ser amaciado ”.

  • Parabéns, mais uma vez, Eduardo, pelo texto lúcido e corajoso. A volta do Lula ao cenário político ainda vai dar muito o que falar… Acho que tem muita gente morrendo de medo!

  • Edu… todo leitor deste blog deveria depositar pelo menos R$ 1,00 na sua conta a título de insalubridade, ler e analisar o Merval… ninguém merece. Obrigado pelo “serviço sujo” do qual você nos poupa.

      • Eduardo,

        A propósito da “nossa” mídia, impressa empresarial, talvez, você pudesse informar se existe algum estudo do quanto essa mídia fatura com a venda dos jornais e quanto fatura com anunciantes, incluindo assinaturas e anúncios de órgãos de Governo.

        ATT.

        F Albuquerque
        Curitiba – PR

  • A Academia Brasileira de Letras tinha em seus quadros imortal como Roberto Marinho, aloja Merval, Sarney. O criador desta academia, Machado de Assis, deve se revirar no seu túmulo de arrependimento de tê-la criado.

  • Esse imbecil começa suas asneiras dizendo que o Brasil tem dois especilaistas em imprensa.Está errado,tem milhares.Esse imbecil começa chamando a população brasileira de idiota ao dizer que o que eles fazem possa ser qualificada de imprensa.Esquece esse imbecil que o que eles praticam é “mídia” a favor dos demos e tucanóides.Agora cá pra nós,eles realmente sentem o golpe quando Lula os ironiza.Isso lava a alma.Mal sabem eles que a maioria da população está fazendo aquilo e andando pra essa turma de salafrários.

  • Nas democracias autênticas, o debate acerca da regulação envolvendo concessões públicas é compreendido como assunto sensível a proteção do interesse social. Em vários países europeus já existem entidades concebidas sob a supervisão estatal na finalidade de estabelecer mecanismos para disciplinar as atividades do setor de radiodifusão. Dado importante, todavia convenientemente omitido pelo “imortal”. É constrangedor como certos jornalistas aventuram-se na defesa de causas que guardam íntimas ligações com interesses meramente empresarias do patrão. Tarefa amiúde desleal e espinhosa porque pressupõe a deturpação de conceitos indispensáveis ao exercício da profissão. Os atuais oligopólios valem-se de uma legislação putrefata que rendeu a algumas famílias lucros vertiginosos pelo apoio e cumplicidade ao terrorismo da ditadura civil-militar. Razão pela qual não lhes convém discutir alterações aos marcos vigentes. O que não torna fácil suportar a desbragada hipocrisia encarnada por gente como este tartufo da globo.

  • Três fatores podem silenciar a opinião crítica ou dificultar a liberdade de acesso à Internet nos próximos anos:
    .
    1. Esta iniciativa da entrega para as operadoras (PNBL) de telecomunicações, o controle das assinaturas, com planos limitadíssimos.
    .
    2. “Medo” de fazer uma Ley de Medios. Ou melhor, uma eterna confiança de algumas lideranças do PT de que esta imprensa vai mudar. Para que Ley de Medios afinal de contas Marta Suplicy inicia a partir de hoje uma coluna na Folha de São Paulo por exemplo. Algumas* lideranças do PT imaginam que todas as manhãs são manhãs que jornais recebem os raios de sol a iluminar noticias isentas. Aí quando chegam ao trabalho após as manhãs de esperança, tome porrada da imprensa.
    .
    3. Aprovação do projeto do Azeredo, o tal AI-5 digital. Um projeto que poderá resultar numa lei que terá dentre tantas características a mania de querer saber a qualificação dos internautas que comentam em blogs. Internautas que fazem denuncia ficarão a mercê da justiça e das leis positivadas. Daniel Dantas que já processa o Paulo Henrique Amorim apenas pelo que ele escreve, agora processará PHA e tantos outros blogueiros pelos comentários postas nos blogs.
    .
    São três situações que andam de mãos dadas.
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    *Digo algumas, pois algumas lideranças do PT querem ver longe esta Ley de Medios, outras querem a aprovação e outras silenciam.

    • Pois então, se não nos unirmos para combater ferozmente esse AI-5 DIGITAL estaremos enterrando nossa liberdade, vai ser pior que a ditadura. Esse bosta do Azeredo onde ele mete a mão fede. Temos que pressionar o congresso para não aprovação desse entulho ditatorial do pai do mensalão.

  • Pistoleiro, assassinos de reputação, mentiroso, imoral, ser de inteligência escassa, mentiroso, covarde é como merece ser chamado, o merdal. O canalha, o covarde sabe que pode atacar, sem provas, a moral das pessoas. Nem o direito de resposta será concedido ao agredido. Para esse canalha não existe presunção da inocência nem julgamento. O juiz é o seu patrão. Agora èles que se cuidem porque alem do Blog Cidadania, teremos o “www.icidadania.org”. Aí o bicho vai pegá.

    Valeu Eduardo, pelo teu texto e pelo do Paulo Moreira Leite.

  • Muito tenho colocado nos meus blogs as ações nefastas de uma imprensa que se acha onipotente. Tudo Pode e tudo faz sem precisar dar conta de nada. No Reino Unido um gigante da comunicação foi fechado por um procedimento igual ao daqui. Espionagem pura e simples. O daqui diz que não foi nada e seguiu a Constituição… Que as autoridades e juízes tenham pulso firme, é o que eu desejo.
    joel bento carvalho in http://blogdosentapua.blogspot.com IMPRENSA NOSSA DE CADA DIA VI

    sexta-feira, 15 de julho de 2011
    A TV Tem disse que só vai se manifestar após ser notificada do novo inquérito. Sobre a reportagem, afirmou que seguiu “os limites da liberdade de imprensa previstos constitucionalmente”. No Brasil , a corrupta acha que tudo pode. É muito cinismo !
    PF investigará emissora de TV por divulgar dado sigiloso
    Jornalista também é alvo de inquérito após publicar informações sob segredo de Justiça; entidades de imprensa repudiam caso

  • Ahh, Eduardo, esse Merval e aquela Catanhêde tem mestrado em usurpaçpão, em malversação da verdade… essa ‘moça’, outro dia, publicou na fajuta Folha uma artigo sobre os méritos do Paulo Renato, que, para a felicidade geral da educação, já foi é tarde.. só esqueceu de dizer do sucateamento do ensino em todos os níveis no Brasil nos governos federais e estadual-paulista do demo-tucanato….. os conchavos, as maracutaias, o desprezo aos professores.. enfim, são dois repugnantes embusteiros, que somente estão com a cara na mída porque esse PIG precisa de gente rasteirinha e mentirosa como eles…. num país sério, como diria o PHA, esses pseudo-jornalistas estariam na fila do bolsa-desemprego… mas a hora deles há de chegar…… as mudanças parecem que não vêm, mas, sim, elas vêm….. e um dia este País estará livre desses metralhas-midiáticos …..

  • Excelente os textos ( o do tal Merval é péssimo e mentiroso, claro, excelente para efeito de comparação) e suas colocações, Eduardo. E esse Paulo M Leite, vez por outra, surpreende, algo como um piguento anti-PiG.

  • Tem uma coisa que “respeito” (digamos assim) o Merdeval Pereira, ele não diz apenas o que o patrão quer, ele é de fato um ultra direitista extremamente fascista, sem o menor constrangimento e pudor.
    E não é somente para analisar o Brasil, toda a análise que faz dos outros países é sempre estupidamente reacionária. Nas eleições presidenciais americanas a globo se posicionou oportunamente, favorável a Obama, mas Merdeval se manteve firme e forte ao lado do republicano John McCain.

    Muito boa análise Edu!

  • Caso Merval Pereira agisse como Paulo Moreira Leite, já teria perdido o seu emprego.

    Merval ,Aluiso Nunes o Reynaldo Azevedo, têm uma missão a cumprir, caso fujam das orietações que receb em dos patrões, já estariam fora.

    São pagos para escreverem artigos com o que acabamos de ler.

    • Antonio Lira Filho

      Se estes Mervas, Reynaldos, Aloísios e Mirians não fossem serviçais dos patrões, e com os exemplos da falta total de capacidade que já deram, eles já estariam tendo que se submeter às colunas de ofertas de empregos desses mesmos veículos que os empregam. No fundo eles sabem que ou são subservientes aos patrões ou não terão como pagar suas contas.

  • Caro Eduardo; este post, a meu ver, tem boas chances de se tornar meio que um clássico na área de jornalismo, que será estudado e refletido por muitos, nos cursos de jornalismo e fora deles… A clareza e limpidez do que aqui foi exposto por você, é irrepreensível. Figuras como esse fantoche dos Marinho, Merval Pereira (“imortal” em sua insignificância), dentro de pouco tempo, afundarão para sempre no lamaçal de subserviência em que vivem. E é indiscutível que o escândalo com o periódico de Rupert Murdoch afeta, sim, a indústria da mídia no mundo inteiro, pois põe a nu o “lado negro” desse segmento que, lamentavelmente, supera em muito qualquer coisa de positivo que tenha restado neles. Quanto à matéria de Paulo Moreira Leite, é de fato surpreendente a honestidade intelectual da mesma que, não me surpreenderia se tivesse custado ao seu autor, uma reprimenda por parte de seus patrões… Parabéns, Eduardo! Para variar, você está prestando aqui, um serviço de inestimável valor.

  • Muito, muito bom… vc é a voz dos sem mídia Eduardo, faço cem por cento minha as suas palavras, tenho a assinatura da globonews, chega ser patético assistir as “analise” de Merval, uma das mais incríveis foi no dia do acidente dom o avião da TAM, Merval garantiu que era o fim politico de Lula, chegou a prever que o governo duraria no máximo dois meses, dali em diante era só questão de tempo, cpi, impeachment e tchau… como se viu o Erval errou por mil léguas de distancia… Só a globo e a velha mídia ainda levam Merval a sério…

    • Quando foi constatado que o acidente não foi o fim político do governo lula, todos nós os sem-mídia fizemos como Marco Aurélio “top top” Garcia!!! E viva a internet que dá espaço para nós, os excluídos, escrevermos para nós mesmo!!!!

  • eduardo

    o merval realmente é um manipulador barato e vulgar.

    ele confunde tudo de forma proposital.

    De início, ele fala em controle da imprensa visando confundir regulação com auto-regulação qdo cita PCC ( auio-regulação). Ele embaralha tudo não explicando que a regulação atinge, acredito que sobretudo, as concessões públicas( rádio, TV, etc.). Não quer dizer que um setor com auto-regulação ( jornais) não esteja sujeito, em última instância, a regulações.

    Assim, acho interessante reproduzir aqui um texto que li no Observatório da Imprensa:

    “Imprensa britânica debate sistema regulatório

    Por em 12/07/2011 na edição 650

    Além do modelo de jornalismo de Rupert Murdoch e da reputação do primeiro ministro britânico, o órgão independente e auto-regulatório que fiscaliza o conteúdo editorial de jornais e revistas no Reino Unido também está em baixa depois do escândalo que levou ao fim do tabloide mais vendido do país. Situação e oposição não tem dúvidas de que a Press Complaints Commission (PCC) precisa de renovação. O premiê David Cameron a classificou de ausente e ineficiente; o líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, disse se tratar de um “poodle desdentado”. Se o órgão tivesse sido mais enérgico em questionar e investigar as alegações de grampos telefônicos, talvez tivesse como se defender das críticas que vem recebendo na última semana.

    Segundo artigo na revista britânica Economist [8/7/11], apesar de se envolver quando questões específicas, como o impacto das notícias nas crianças e a perpectiva de processos contra publicações, estão em jogo, a Press Complaints Commission nunca se concentrou em fazer o básico: estabelecer e cobrar da imprensa padrões mínimos de comportamento. E isso facilitou o crescimento do jornalismo ao estilo do News of the World.

    Novo sistema

    Cameron concordou que algo precisa mudar no que diz respeito ao controle sobre as ações da mídia, ressaltando que é preciso um novo órgão e um novo sistema regulatório. O que importa, defende a Economist, não é exatamente o formato deste novo órgão, e sim quais serão seus poderes. Uma coisa é certa, afirma a revista: a Press Complaints Commission, como é hoje, vai acabar.

    Na segunda-feira [11/7], o editorial do jornal The Telegraph alertava contra um novo sistema que venha a proteger os ricos e poderosos. “A PCC, ou o seu sucessor, deve ter o poder de investigar acusações a fundo. Mas o plano de David Cameron para um novo sistema de regulação imposta pelo governo também tem seus perigos”, afirma o artigo. “A lei dá àqueles com dinheiro a habilidade de sufocar discussões e evitar a publicação de fatos considerados inconvenientes”.

    No Independent, artigo de Tim Luckhurst também critica a possibilidade de que políticos venham a regular a imprensa. “As barbaridades feitas pelo News of the World criaram uma oportunidade para intensificar e reforçar os padrões do jornalismo britânico. Nossa democracia irá sofrer se políticos explorarem isso como um cavalo de Troia para introduzir uma regulação estatutária. A democracia britânica chegou à maturidade em parceria com uma imprensa livre.”

    No Guardian, Jeff Jarvis sugere que, em plena era da internet, o público em geral poderia ajudar a regular a imprensa. “Nós deveríamos ver todas as organizações de notícias colocar um espaço perto de todas as suas matérias convidando para a checagem de fatos: leitores alertando para afirmações dúbias, e jornalistas e leitores enfrentando o desafio de investigar”. Ele diz ainda que esta pequena ação elevaria os padrões e as expectativas para o trabalho dos jornalistas e abriria o processo jornalístico para o público, convidando-o a agir como observador e colaborador. Com informações da BBC News [11/7/11].”

  • As Organizações Globo que se cuide, pois a classe C mais inteligente do que os globais imaginam e, já perceberam que estão sendo manipulado por eles, não é atoa que vem caindo dia a dia a sua audiência.
    E depois do escândalo Murdock na Grã-Bretanha, a mídia suja do mundo que fique com as barbas de molho.

  • Quem é Merval? Cada vez mais menos pessoas leem esse sujeito. Agora, acadêmico. O PIG se atrapalha nas próprias pernas. A “bolinha de papel” é exemplo disso. Os que creem no PIG são os mesmos de sempre. Os incrédulos hoje são a maioria (ou que acreditam no PSDB). Eles existem em São Paulo. Mas isso não reverbera assim pelo Brasil. E como o público do Silvio Santos, que hoje não tem nem mais o Baú, só decai. O PIG está com problema de “fadiga”. Essas “crises” fabricadas cansam. Enquanto houver emprego e acesso à internet crescente o PIG será menos, e menos, e menos…

  • Caro Edu,

    Não sei se apenas eu penso assim, mas, olhando o que e principalmente “quem” aparece na globo (BBB, JN, Faustão, Ana Maria ‘Brega’, Galvão Bueno, Waack, Bonner, Chapelin, Huck, Bial, Gloria Maria, Merval, Renato Aragão, Xuxa, além de humoristas sem graça, atores de novelas que perderam o talento com o passar do tempo, pseudo-jornalistas puxa-sacos do patrão, e mais uma montanha de asneiras), fico me perguntando: até quando noso povo vai continuar dando audiência pra isso aí?

  • Se o Merval fosse um sujeito honesto ele nem se candidataria a uma vaga na ABL. Quanto ao artigo no blog do Paulo Moreira Leite, só esqueceram de dizer que no Brasil, o Roberto Marinho e seus herdeiros agiram e agem muito pior do que o tal de Murdoch. E pior do que issso , é que no Brasil não é só a família Marinho, que age desonestamente, utilizando-se dos meios de comunicações dos quais são proprietários. Temos por exemplo, o Grupo Folha, o Estadão, a RBS, para ficarmos nos mais conhecidos. Eles fazem o que bem entendem e não há ninguém que faça ou tenha coragem de fazer alguma coisa para impedir este descalabro que acontece no Brasil com relação à nossa mídia que é sim, corrupta, mesquinha e vivem diuturnamente a querer derrubar governos que não lhes agradam.

  • Parece que os Mervais sempre cumpriram seu triste papel. O escritor Hermann Hesse, entre outros intelectuais alemães, foram duramente perseguidos pelo conservadores, industriais e militares logo após a 1ª grande guerra. Anti-belicista e por ter incitado os homens à paz, à paciência e ao humanitarismo, era constantemente acusado de anti-patriota e demagogo. Disse ele: “Ninguém escreve pior do que os partidários das velhas ideologias, das idéias decrépitas. Ninguém exerce sua profissão de jornalista com menos dignidade e consiência”.
    Principalmente quando defendem interesses particulares, dos patrões, e não da coletividade.

  • Merdal virou imortal.

    Desde então a ABL que já não vinha sendo grande coisa, foi para o brejo.

    Difícil será a gente se lembrar que lá dentro tem gente como Ariano Suassuna, porque não dá mais para não considerar uma m_rd_ a Academia Brasileira de Letras.

  • Está mais do que demonstrada a sua importância Eduardo, a voz do megafone. Onde você arranja tempo para ler e desmontar o que estes sacripantas, remunerados regiamente, escrevem e falam respectivamente nos jornais e nas TVs? Não posso concordar totalmente com o presidente Lula quando diz que o povo não precisa dos formadores de opinião. O que acontece, porém, é que o povo sabe apanhar um mentiroso muito mais depressa que um coxo. Os autoproclamados formadores de opinião da grande mídia são tipos venais e o povo percebe que eles são mentirosos, de mão cheia. Venderam, dentre inúmeras veleidades, a mentira de que a eliminação da CPMF beneficiaria o povo com a queda dos preços e todos viram que era um engodo cavalar. Esta vergonhosa manipulação beneficiou os grandes sonegadores e retirou dinheiro da saúde dos nosso irmãos brasileiros. A cada mentira que produzem e veiculam mais são associados àqueles que lhes pagam para enganar milhões e, dia após dia, vão se desmoralizando. Além disto, há ainda jornalistas honestos, nem todos são traíras da pátria, muitos têm filhos e percebem onde esta manipulação desavergonhada vai terminar, certamente em um pais pior para a grande maioria do seu povo. Percebem, nas redações onde trabalham, o jogo sujo em que são obrigados a entrar e sabem dos bajuladores maus-caracteres, os quais recebem e muito dos patrões, a máfia das comunicações, para, ao final, comprometerem a todos, jogando-os no mesmo balaio de imundícies. Muitos não concordam com esta safadeza, mas se vêem, momentaneamente, obrigados a tolerar esta degradação da ética de um setor dos mais importantes para a democracia como o é o da informação, desde que isenta e verdadeira. Daí a importância do formador de opinião. Porém é bom que se repita, mais depressa do que a um coxo se pega um mentiroso. Este senhor da Globo juntou-se aos mais que acabaram por desmoralizar a ABL. Escritores da lavra de José de Alencar, Humberto de Campos, Machado de Assis e tantos outros que dignifcam a literatura nacional não poderiam jamais terem as suas memórias insultadas com a impostura destas pústulas “globais”.

  • SOU ADVOGADO MILITANTE E SE EU FIZER QUALQUER COISA QUE SEJA ANTI ÉTICA RESPONDO A PROCESSO NA OAB.
    PORQUE OS JORNALISTAS PODEM FAZER O QUE QUIZEREM?
    QUALQUER PROFISSÃO REGULAMENTADA TEM SEU CONSELHO QUE PUNE OS MAUS PROFISSIONAIS.
    POR QUE OS JORNALISTAS ESTÃO ACIMA DISTO? POR QUE ELES TEM ESTE BENEFÍCIO EM DETRIMENTO DE TODAS AS OUTRAS PROFISSÕES?

  • A respeito, acabo de ler este artigo do Zé Dirceu no bkog dele:

    “O jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, resolveu colocar a carapuça. Como o seu forte não é a política, para não dizer outra coisa, assumiu abertamente neste final de semana, em seu artigo “Obsessão”, que a mídia – depois de ofender Lula com uma série de adjetivos e tentar me desqualificar, e depois que os jornais perderam a centralidade na formação da opinião pública – continua sendo um “contra poder”, citando um conhecido jornalista espanhol, José Luis Cebrian, diretor do El País.

    A questão é exatamente essa: a fusão do controle da opinião pública com o poder, a busca desenfreada da mídia em agir sobre os governos, substituindo o Parlamento e os partidos. Os jornais têm procurado desmoralizá-los de todas as formas. Assim, quando Merval fala em “contra poder”, ele sabe do que está falando. E quando coloca a carapuça no caso Murdoch, sabe mais.

    No Brasil, a mídia – em particular, as Organizações Globo – atua a pretexto de combater a corrupção no estilo do velho udenismo, para mudar as políticas dos governos eleitos de forma legítima e democrática. No entanto, quando não alcançam seus objetivos, tentam derrubar os governos e o fazem abertamente.

    Ação política

    Não se trata somente de métodos ilegais na busca de informações, como estamos assistindo na Grã Bretanha e, tudo indica, em todo império de Murdoch. Mas nos referimos à ação política – pública e secreta – dos donos de jornais e de seus principais articulistas, que operam e articulam ações políticas de oposição contra governos, pressionam os poderes da República, particularmente os do judiciário.

    Isso, sem falar em seus métodos ilegais, como a violação do sigilo e segredo de justiça; o acesso a informações de investigações e a inquéritos, por meio de policiais a serviço desses jornais; a busca de informações junto a servidores públicos e funcionários de empresas privadas, por lei proibidos de prestar essas informações, resguardadas pelo sigilo bancário, fiscal e, o mais violado, telefônico.

    Mas a violência maior que a mídia pratica é a política, como agora fica evidente no papel da cadeia FOX de Murdoch, a favor do partido Republicano dos Estados Unidos, e cuja ação e operação nos Estados Unidos também começam a ser investigada pelas autoridades federais norte-americanas.

    O outro lado da moeda

    A atuação e a ação dos jornais, rádios e TVs, além da manipulação da informação – abertamente a favor de determinados partidos e lideranças -, resumem o outro lado das atividades ilegais do grupo Murdoch, que Merval procura esconder atrás da acusação de que queremos controlar a mídia ao propor sua regulação.

    Essa mesma regulação temida por Merval existe na Grã Bretanha e nos Estados Unidos – daí a facilidade com que as autoridades locais passaram a investigar o grupo Murdoch, sem que fossem acusadas de querer controlar a imprensa ou de violar a liberdade de expressão. Pelo contrário, a intervenção da polícia e da Justiça foi exigida em nome da manutenção da credibilidade da regulação e das fiscalização dos códigos de conduta e de ética do jornalismo na Grã Bretanha”.

  • Coloco aqui por ser pertinente. Quando houver outro post relacionado volto a comentar.

    Sobre Internet recebo o boletim Intervozes nº 19 onde se lê que o PNBL não atinge minimamente aos anseios de democratização das comunicações. Sim não foi permitido que se usasse recursos públicos, porem vamos continuar em atraso com as demais democracrias capitalistas do planeta.

    Não consigo avaliar qual o equilíbrio entre o “Pais rico é um pais sem pobreza” e as necessidades mínimas de se reconhecer cidadão consciente, participante e compromentido que seria fundamental para se contrapor ao domínio nefasto da midia hegemônica, principalmente a concedida.

    Equilíbrio entre as necessidades mínimas de sobrevivência de 16 milhões de brasileiros abaixo ainda da linha de pobreza.

    Lula menos ostensivamente foi “comendo pela beirada” e resgatou pelo Bolsa Família, PROUNI, Escolas Técnicas com a “permissão das elites” retrógadas. Agora com Dilma não sei qual será a mudança favorável na correlação de forças. Se menos fome em primeiro lugar, antes da livre expressão será favorável a uma America latina, ser berço de uma nova civilização.
    Eu não passo necessidades básicas. O PNBL esperado veio limitado.
    O que voces analizam?

  • Esse canalha a serviço da “famiglia” Marinho, Merval Pereira, relincha o cabedal de mentiras e desinformação com o qual seus amos tentam impedir a democratização das comunicações no Brasil que, por sinal, teve sua contrução bastante prejudicada pela covardia dos Governo Dilma e Lula(este último só enviou um projeto para a regulamentação midiática ao Congresso quando já se encontrava em seu “apagar das luzes”). Papagaiando os patrões, e o resto dos “jornalistas” amestrados, Pereira repete a já manjada “técnica” dos donos da mídia para tentar desqualificar a luta pela democratização das comunicações : inverter os conceitos. Ou seja, tentam transformar em tentativa de “censura” a batalha daqueles que tentam por fim à censura que existe atualmente nas comunicações no Brasil, controladas por uma oligarquia de 13 famílais(detentoras da propriedade de quase todos os meios de comunicação do país. Evidentemente pertencentes a uma mesma classe e com interesses idênticos). Graças a todos esses fatores, não é preciso ser um gênio para perceber-se que os meios de comunicação expõem apenas uma única opinião; mais do que isso, uma mesma “interpretação” dos fatos e até uma só versão para o relato desses fatos concretos(que muitas vezes são deformados, ou seja, relatados de forma diferente da real), todas essas práticas destinadas a que a Sociedade concorde em uníssono com uma mesma opinião; a única que lhe é apresentada; sem que seja possível que outros setores da Sociedade Civil exponham suas posições, suas versões e projetos, o que garantiria à população o direito de formar a opinião livremente, ouvindo diferentes opiniões, tendo acesso à diversidade de pensamento e tirando suas próprias conclusões. É POR ISSO QUE OS DEFENSORES DA DEMOCRATIZAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES LUTAM, PORTANTO LUTAM PELA LIBERDADE E PELO FIM DA CENSURA PRIVADA À OPINIÃO PÚBLICA, HOJE CONTROLADA PELOS PATRÕES DE MERVAL, QUE PAGAM PISTOLEIROS CALUNIADORES COMO O “IMORTAL” DE ARAQUE PARA DEFENDER O CABEDAL DE MENTIRAS QUE IMPÕEM À SOCIEDADE GRAÇAS À CENSURA DOS QUE PODERIAM FACILMENTE DESMASCARÁ-LOS. E essa democratização só pode ser obtida através da regulação, que nada mais é do que a garantia legal de que toda a Sociedade controlará as comunicações para, através desse equilíbrio de forças(já que os Conselhos regulatórios são formados por representantes de toda a Sociedade Civil, incluindo-se os empresários das comunicações)seja garantido a todos o direito de expressar-se, ou seja, os Conselhos nada mais são do que a transposição para a esfera das comunicações do princípio republicano do equilíbrio de poderes, pelo qual a garantia da igualdade entre as diferentes forças é essencial para a liberdade dessas forças, já que se uma tiver mais poderes que as demais, imporá a sua tirania sobre as outras, como ocorre hoje com a concentração das comunicações nas mãos de uma oligarquia que usa a sua superioridade de poder para impor a tirania sobre o restante da Sociedade, calando-a. A maior prova de que é a Democracia o único resultado do controle social das comunicações(destinado a permitir que todos fiscalizem para que o direito de todos falarem seja garantido)é que TODAS as DEMOCRACIAS DESENVOLVIDAS do mundo têm órgãos destinados ao controle social das comunicações; como Inglaterra, França, Canadá, Espanha e EUA. Nesse útltimo, a preocupação com a garantia da diversidade opinativa é tanta que, devido ao afrouxamento de algumas regras destinadas a garantir a pluralidade nas comunicações; a Sociedade civil; ou seja, o povo; reagiu com rigor à ameaça que tais mudanças poderiam representar para a liberdade de expressão, levando a que as antigas normas fôssem restabelecidas(tanto pelo órgão de controle das comunicações, o FCC; como pelo Judiciário), sem que com isso nossos conservadores passassem a chamar os ianques de ditadores. Infelizmente, é exatamente a perpetuação dessa censura que impede que informações como essa cheguem à maioria da população, vitimada pela imposição das asneiras de um imbecil como Merval Pereira, sustentadas pela censura aos que facilmente os desmascarariam. Temos que reagir a essa ditadura velada, uma vez que o Governo Dilma a ela já capitulou.

  • OI MESTRE MERVAL PEREIRA !

    VOCÊ MESTRE MERVAL PEREIRA E O MESTRE ANDRÉ TRIGUEIRO
    DERAM UM SHOW NO COMENTARIO J10
    E PARABÉNS POR DESBANCAR A PESSOA QUE QUERIA INTERFERIR
    NO ASSUNTO
    OBRIGADO

  • “Essa mesma regulação temida por Merval existe na Grã Bretanha e nos Estados Unidos – daí a facilidade com que as autoridades locais passaram a investigar o grupo Murdoch, sem que fossem acusadas de querer controlar a imprensa ou de violar a liberdade de expressão. Pelo contrário, a intervenção da polícia e da Justiça foi exigida em nome da manutenção da credibilidade da regulação e das fiscalização dos códigos de conduta e de ética do jornalismo na Grã Bretanha.”Blog do Zé – Zé Dirceu

  • Edu, aproveitei sua dica – que eu não conhecia, e fui lá no Google conferir: 18400 citações. Tá bombando mesmo. O Merval deve estar com as orelhas ardendo.

  • Olá, Eduardo,
    Deparei-me com seu “blog” por um acaso. Não disponho de tempo suficiente para desfrutar dessas obrigatórias incursões. Mas gostei!!! E gostei muito!!! Lágrimas desceram-me no rosto, por ler comentários que me encheram de esperança. Esperança porque vi que há muitas pessoas interessadas em combater a degradação moral da nossa sociedade, degradação imposta por “certos” meios de comunicação. Estes fazem subalternos aos próprios interesses – inconfessáveis, mas indisfarçáveis na ostensividade – o compromisso com a altivez dos nossos literatos do passado. Os comentários só me frustraram num ponto: queria eu ter a capacidade de, escrevendo, abordar com tanta propriedade, com tal apreciável objetividade, o que representou o recém-ingresso na ABL de um “globalizado”. Nesse marchar, “fardados”, os de um determinado tempo antes e os de agora, parece-me virem dilapidando, progressivamente, o que, na origem, significou a criação da Academia. Estão continuadamente num processo de auto-sepultamento da própria grandeza histórica. Aquela grandeza que constituiu a base de um refinado preparo intelectual, onde nomes consagrados na literatura brasileira projetaram-se, respeitosa e merecidamente, no âmbito internacional. Nossa missão será a de continuarmos falando, escrevendo, sempre que possível, condenando verdadeiras e propositais maldosas grosserias, inclusuve e correlatamente, aqueles seguidos comentários políticos superficializados, no rádio e na televisão, distorcidos quanto à realidade dos atuais bons resultados sócio-econômicos do Brasil, conforme fica comprovado pela sua significativa e atual inclusão social. Os comentaristas, de conhecidos setores midiáticos, aceitam serem bem pagos para impedir que cheguem ao conhecimento geral a boa informação, o que é construtivo para todos nós, brasileiros responsáveis. E nesse hediondo mister, de certa forma, são secundados pelos apresentadores de programas, com o revoltante apoio de alguns de seus escolhidos convidados, principalmente pela televisão, em programas específicos, cinicamente preparados e apresentados. Nesse contexto, temos, também, o rádio, e a televisão em especial, com apresentadores que desrespeitam as crianças na sua inocência e, usando linguagem chula, produzem legiões de assistentes alienados.

  • Vamos ser sinceros, jornalistas como Merval, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lucia Hypolito, são muito mau agradecidos!
    Foi devido ao Lula ” O melhor presidente da história do Brasil” que eles se tornaram conhecidos.
    Quem conhecia essas pessoas antes de Lula ser presidente da República ?

  • “A decadência da Cultura”

    Um colunista é apenas um comentarista dentro de seu ponto de vista pessoal e atécnico.

    Achismo nunca fez de ninguém graduado em Ciência Política, Economia, ou Direito, nem tampouco, Delegado de Polícia ou Juiz de Direito.

    Hoje, para ser chamado de jornalista, não é mais necessário, sequer, ser graduado em (pasmem!) Jornalismo, graduação esta, tão brilhante e necessária quanto às anteriormente citadas.

    Se o Tiririca não pode (ser daquela Câmara), Merval Pereira também não pode ser da ABL.

  • “liberdade de expressão letal”
    Em um outro comentário que fiz sobre a comissão da verdade tinha algo a ver com este seu artigo, melhor dizendo, com o do Merval, hum.., e com outros também.
    Quem mais matou e torturou em guerras mundo adentro, foi a mídia direcionada à interesses de estrangeiros ou pessoais e até erros pessoais.
    Quem mais destruiu sem razão reputações e dignidades no planeta, foi a mídia também por interesses de estrangeiros ou pessoais e até erros pessoais.
    Uma pergunta eu faço à todos que escrevem, até à mim mesmo como um humilde comentarista de Blog.
    Qual de nós, que escrevemos, trouxemos algo de concreto para o bem estar da humanidade? Qual de nós que de Lula falamos, bem ou mal, fomos capazes e ou tivemos coragem de enfrentar tudo e todos em benefício do próximo.
    Que jornalista no mundo pode dizer que qualquer atitude política do Lula foi para seu benefício próprio?
    Que homem teria coragem de enfrentar tudo e todos, só para o bem dos outros. Inclusive dos que lhe atacam. Por um teclado de terminal, o mal, julgando-no, o Lula, como se fosse um ser do seu time, igual, ele que é do mal, para denegrir sua imagem.
    Digam a verdade que quiserem para diminuir sua imagem, desde que seja verdade. Como ele falar errado porque tem um vocabulário parco, falta de postura diplomática porque vem do povo, é um operário, semi-analfabeto porque ao invés de poder sentar-se em um banco de escola foi obrigado a trabalhar para se sustentar e outras limitações humanas, afinal ele é homem, erra.
    Agora as palavras lhes dirigidas divulgadas em massa, via rádio, televisão, revistas, jornais e Internet são de guerra, sempre, mas que seriam comparadas a versos e prosas perto do que esses mesmos inimigos do Brasil fazem à outros povos menos favorecidos. Usando armamento bélico para dizimá-los e quando não podem, criam gigantescos campos de concentração (de nações inteiras). Criando-lhes um isolamento para com o resto do mundo e impedindo que lhes cheguem o básico, por isso sobrevivem com comida de baixa qualidade, falta de estrutura médico hospitalar e escolar (conhecimento, saber), além da total falta de perpectivas de um futuro melhor.
    São por estes gigantescos campos de concentração que tentam destruir o Lula com todo tipo de argumento, para conquistarem e escravizarem o Brasil e depois outros povos.
    Incluo outros políticos nesta lista de bons políticos brasileiros também, alguns que já passaram para o lado de lá, outros aqui, sendo um deles, ainda como se fosse um peixe fora d´água porque não encontrou sua turma até hoje, anda mal acompanhado principalmente com alguns psdbistas paulistas, mas é unânime que é guerreiro à favor do povo quanto ao Lula, faltando-lhe sagacidade e malícia, o Aécio Neves.
    Sobre esses homens paira a guarnição do Grande Arquiteto Universal e a outra força com eles, dança só e chidoteia ao vento.
    José da Mota.

  • Um dos males desse pais, jornalistas tendenciosos e políticos também. Dá nisso. Ai se fica discutindo quem é pior: o diabo ou o demônio. Ninguém ama esse povo. É um povo órfão. Quando aparece um, que todos nós gostávamos tanto, ele logo vira de lado e corre pros braços do mesmo patrão do Merval. E ai ficamos nós aqui, discutindo com o desfiladeiro das nossas vidas que passam e cada dia definham mais.

  • Será que alguém aqui esqueceu o chá das cinco, que o Sr. Roberto Marinho deu para sua esposa, Dna.Lilly, em 2010, em que a Sra.Presidenta Dilma, foi, em casa dos Marinhos,para ser apresentada as amigas da Dna.Lilly? Alguns vão dizer , isso é política. Outros vão dizer, pra que ir ao chá das cinco da alta burguesia brasileira? Afinal quem representa mais a elite desse Pais, do que os Marinhos? Existe Família mais conhecida que os Marinhos? E que condições se coloca uma pretensa crítica,ao modelo mais conservador, se a nossa própria Presidenta foi a Casa dos Marinhos, no Bairro do Cosme Velho no RJ, pedir a benção,em 2010? Tudo Política meus amigos.Povo não se liberta com pensamentos tendenciosos. O pior de tudo no Povo Brasileiro é essa alma escrava que possuimos. Quando vamos deixar de sermos galinha e virarmos águias?

  • Vejam nesse vídeo como o chamado PIG-Partido da Imprensa Golpista, organização denunciada por jornalistas brasileiros do mais alto nível profissional e moral, aproveita-se das oportunidades para esclarecer os teleespectadores sobre temas importantes, emite declarações fora do propósito e caluniosas, através de subordinados inescrupulosos tais como o personagem focalizado. Essas ações ilegais tem causado a onda de cegueira política de muitos eleitores nessa ultima eleição, levando-os a acreditar em um candidato que nada tinha a oferecer de enaltecedor em sua historia, portanto, logo passível de descarte, à medida da da diluição de seus disfarces com passagem do tempo.
    http://g1.globo.com/videos/espirito-santo/bom-dia-es/t/edicoes/v/no-es-merval-pereira-fala-sobre-perspectivas-politicas-e-economicas-do-pais-para-2015/3785246/

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