Doria afirma que “metade” dos paulistanos que o rejeitam é “petista”

O prefeito de São Paulo João Doria  comentou, nesta quinta-feira (7), a pesquisa Datafolha que aponta desaprovação de 39% dos paulistanos em relação ao seu governo. Segundo o prefeito, metade dos paulistanos que reprovam sua gestão “é a base petista, que ama Lula e Zé Dirceu”. Cidade mais populosa do país, São Paulo ultrapassou os 12 milhões de habitantes. Seriam 2.340.000 “petistas” que o desaprovam e mais 2.340.000 cidadãos que o desaprovam mesmo sem ser “petistas”

JN deu um jeito de vincular Lula à prisão de Dirceu

A cena, obviamente, foi ensaiada. O repórter da Globo pergunta ao procurador do MPF se o Lula vai ser investigado. O procurador faz uma expressão signficativa e diz que “qualquer um que não tenha foro privilegiado pode ser investigado”. Mas a reportagem era sobre a prisão de José Dirceu. O JN é que enfiou Lula na conversa. Este Blog insiste: o Brasil tem que pedir observadores internacionais para o que está acontecendo no país. É um golpe midiático-jurídico-policial

Sem provas contra Dirceu e Anastasia, um é preso e outro “inocentado”

Como escrevi em 2012, quando Dirceu, Genoino e companhia foram presos pela primeira vez, agora, no Brasil, são quatro os pês passíveis de prisão: pretos, pobres, prostitutas e petistas. Após a direita midiática dizimar o PT, a mesma máquina usada hoje para transformar suspeitas em condenações transformará suspeitas em absolvições. Essa máquina, porém, manterá uma tecla para lhe inverter a rotação. Se algum esquerdista ascender no cenário político, bastará mudar a chave que meras suspeitas voltarão a condenar.

Petistas críticos a escolhas de Dilma quiseram “refundar” PT devido ao mensalão

Na semana passada, a corrente petista “Mensagem ao Partido” encampou a tese da mídia e do PSDB de que, ao nomear como novo ministro da Fazenda Joaquim Levy, Dilma irá praticar “estelionato eleitoral”. Em 2005, essa corrente propôs “refundar” o PT devido ao mensalão. Em 2012, uma das lideranças da “Mensagem”, Tarso Genro, propôs sepultar a “agenda de solidariedade” aos réus do mensalão.