Autocrítica é para quem pode

Crônica

Esta é uma reflexão para quem é capaz de entendê-la e o autor desta página acredita que muitos de seus leitores serão capazes de fazê-lo. Havia, portanto, que oferecê-la à visitação pública, explicando que se trata de reflexão que o blogueiro faz sempre. Por que decidiu fazê-la de público é o que será explicado ao longo deste post.

Há como uma década e meia, fiz uma descoberta: autocrítica é para quem pode, não para quem quer – para aquele que tem coragem de olhar dentro de si e se dizer, conscientemente, o que viu. Adotada como prática, oferece meios aos seus adeptos de irem eliminando ou mitigando os próprios defeitos.

É desnecessário fazer autocrítica publicamente. Ela só interessa a quem pratica. Serve para que consigamos ver defeitos clamorosos que temos e que, via de regra, todos enxergam, menos nós mesmos.

A autocrítica é necessária porque passamos muito tempo julgando defeitos alheios e, como juízes ocupados, não temos tempo de julgar o nosso maior protegido, que é cada um de nós. Sem avaliação das próprias falhas, então, o indivíduo persiste nelas. E quem persiste no erro termina pagando por isso.

As pessoas não gostam de autocrítica porque, na maioria das vezes, dá razão a quem não gosta de nós, que pode até ser mal-intencionado mas se aproveita de nossos defeitos reais de forma a evidenciá-los ao nos atacar e, assim, confere verossimilhança à própria mentira ou distorção.

Este blogueiro, por exemplo, refletiu sobre o que tem decorrido de seu trabalho voluntário e gratuito tanto escrevendo nesta página quanto discursando fora dela em fóruns, entrevistas etc. É um trabalho que tem um objetivo e que vale a pena refletir se está sendo alcançado.

Que objetivo? Como já foi dito aqui por reiteradas vezes, o de estimular o cidadão a não se omitir, a comentar, a entender que cada um de nós tem força para mudar o mundo, se quiser. Bastando, para tanto, acreditar que se engajar, escolher um lado e lutar por ele faz parte da natureza humana, pois ninguém pode ter a pretensão de se tornar juiz de nada além de si mesmo – e, talvez, nem disso.

Mas o que tem decorrido desse trabalho que não rende dinheiro, apesar de consumir tempo e energia, mas rende prazer intelectual e favorecimento da auto-imagem? O objetivo, aqui, é somar ou dividir?

É difícil, praticamente impossível, talvez totalmente impossível escrever sobre política sem gerar divisão. Esse é um dos defeitos freqüentes que o blogueiro vê em seus críticos que lhe dizem que estaria dividindo a sociedade, pregando “luta de classes” etc. No entanto, algumas críticas mostram que é possível discutir política dividindo menos, só quando não tem jeito.

Por décadas a fio – desde quando comecei a me interessar por política, aos 13 anos, portanto há quase quarenta anos –, fui obrigado a me indignar calado com a falta de representação de minha opinião político-ideológica – muito parecida com a de uma pequena legião de cidadãos – nos meios de comunicação de massa, sobretudo por ter nascido pouco antes de uma ditadura cruel se abater sobre este país. Isso represou uma indignação que foi libertada a partir do momento em que se tornou possível me manifestar publicamente, décadas após o fim do regime autoritário, ao descobrir as seções de cartas de leitores dos jornais. Depois vieram as listas de e-mails e, depois, este blog.

O represamento dessa indignação por tanto tempo deixou seqüelas neste blogueiro, dotando-o de um estilo panfletário, veemente e indignado que pode até atrair quem se sente da mesma forma, mas que, em um momento político como o que vive a nação, percebo que precisa ser moderado.

Vejo o ódio decorrente da divisão política e ideológica se espalhando por este país e assumindo um perfil assustador. Como se não bastasse a virulência das palavras nos debates políticos, questões ligadas a valores intrínsecos da pessoa e que têm muito que ver com política vão gerando essa violência nas ruas contra homossexuais, negros, nordestinos…

Alguns atribuirão o fenômeno à direita, aos reacionários, enfim, àqueles que teorizam e espalham o preconceito por atos e palavras, apesar de que preconceito tem o caráter “democrático” de poder ser construído contra qualquer um. Mas será que quem escolhe a represália ao preconceituoso, em vez do diálogo, não está colaborando com a intolerância?

Não é possível diálogo com a maioria dos pacientes preconceituosos? Pode ser – e, provavelmente, é –, mas não será a baixaria, a briga de rua, os insultos que irão mudar alguma coisa. Muito pelo contrário: xingar o preconceituoso ou o reacionário só o empurra mais fundo em seus dogmas.

A serenidade e a educação muitas vezes são tomadas como “fraquezas” diante de um adversário virulento, mas essas qualidades nos permitem ser racionais enquanto o adversário intelectual se entrega à irracionalidade da disputa sem termos.

Como autocrítica, devo reconhecer que não tenho tido muito sucesso em controlar a indignação que represei durante a maior parte da vida. Todavia, após mais de uma década como comunicador das idéias que sufoquei por tanto tempo, talvez tenha chegado a hora de começar a controlar a impetuosidade.

Isso não significa deixar de dizer o que precisa ser dito, mas controlar a forma como é dito. Talvez alguns tenham notado que minha relação com os divergentes aos quais dou espaço nesta página se tornou menos exacerbada. É porque busco a serenidade para uma missão duríssima, de combater o preconceito sem mergulhar ainda mais o preconceituoso em sua doença moral.

Mesmo os oportunistas, aqueles que querem fazer você de escada para venderem suas idéias ou a eles mesmos ao entorno, atingem seu objetivo quando você “rasga a camisa” e, indignado, acusa-os, cita-os, entra no jogo deles.

É extremamente difícil manter a serenidade quando se tem que lidar com centenas e centenas de pessoas todos os dias, sendo que parte delas faz o inverso da parte que te elogia, mesmo essa parte adversária sendo minoritária, pois alguns adversários lhe dedicam um ódio e um nível de maldade assustador.

O valor moral e intelectual de uma pessoa, porém, é medido pelo nível de dificuldade que ela é capaz de superar. Ser capaz de manter a serenidade após ler ou ouvir um ataque baixo à sua família, por exemplo, ou uma desqualificação total e cruel de sua pessoa, é para poucos. Perder o controle e sair xingando, é fácil. Difícil é ser senhor de si mesmo.

Fiz minha autocrítica, pois. Espero tê-lo convencido a fazer a sua. Sobretudo se não tiver o hábito. Bom proveito.

101 comments

  • È muitíssimo difícil deixar as feridas cicatrizarem,quando algumas delas foram feitas pelas costas,como também com estas chagas abertas no meio de um guerra você querer paz e conversar com inimigo,engolindo toda a sua dor,não a física,mas a espiritual,e que nesta conversa,que não começamos,ainda teremos de engolir sapos.Edu,isto é para poucos,e talvez você arrume desafetos,que antes o admiravam. Parabéns pela serenidade,coragem.Sei não mas acho que você não tem tido uns contatos mediúnicos com Ghandi?

      • Com toda a certeza.Só nós mesmos conversando com o nosso interior seremos capazes de mudar.Eu tento isso todos os dias.E sei que terei um bom resultado um dia……Forte abraço e parabéns pela sua abertura de alma.

  • Perfeito teu texto, Eduardo. Deves ter notado que os agressores verbais se encontram muito mais a direita do que a esquerda e também são nos comentários direitistas que as ameaças se estendem a familiares e amigos. Mas até eles são seres humanos e em algum momento entenderão estas suas violentas opiniões já não cabem mais no século 21. São estas pessoas quase sempre racistas, homofóbicos, contra impostos, a favor da pena de morte e castigos cruéis e a favor das ditaduras de Pinochet, Franco, Hitler e outros do mesmo clube. Provavelmente se vivessem há 200 anos atrás seriam proprietários de escravos, espancadores de mulheres e assassinos de inimigos políticos.

    • Muitos destes detratores, agressores ainda que
      de baixíssimo nível, não são inocentes.
      Eles sabem o que fazem. A comiseração e a
      urbanidade talvez não deva ser aplicada a todos.
      Não devemos esquecer que existem os profissionais
      das baixarias. Agem de caso pensado.

  • Eduardo, entendo muito a sua preocupação e, mais uma vez, quero te aplaudir por essa sua luta. Não é fácil, mas o seu trabalho faz uma diferença imensa para esse mundo individualista em que vivemos. Através de seu blog encontramos as mesmas pessoas que ainda fazem valer as palavras de Che: “Se és capaz de indignar-te diante de qualquer injustiça. estejas onde estiveres, então somos companheiros”…
    Somos companheiros nessa luta, Eduardo. Por favor, não esmoreça!!!
    Grande abraço.

    • Totalmente fora de tópico, mas essa frase do Chê me suscitou uma dúvida: será essa a origem da expressão típica da esquerda e tão defamada pela mídia, “companheiros”?

      Se for, o que a direita e a imprensa em geral fazem com essa expressão é um verdadeiro crime.

      Chamar de companheiro quem se indigna com a injustiça é de uma humanidade inalcançável para quem endeusa o lucro e idolatra o egoísmo.

  • Eu entendo o que quer dizer Senhor Eduardo. Embora não participe dos comentários, sou frequentadora assídua deste espaço e quero que saiba que aprendo muito lendo os seus textos. Sempre tive apreço pela política assim como o senhor, mas a dificuldade em debater questões referentes ao tema sem levantar opiniões exarcebadas acabava me desanimando, então deixava de lado a discussão e me afastava do debate. Sinto que tenho que aprender mais se quiser expor meus pensamentos de modo que estes não incitem a intolerância, por que percebo lendo os inúmeros comentários deste post e de outros, como as pessoas ao defenderem seu ponto de vista acabam extrapolando o bom senso. O fato é que nós brasileiros não nos conhecemos verdadeiramente,e assim deixamos de nos valorizar como nação. Temos dificuldades em compreender nossa trajetória e o porquê das coisas serem do jeito que são hoje. Falta senso de história, geografia e cultura e isso nos prejudica muito. É longo o caminho que precisamos percorrer, mas acredito que somos capazes de o fazer, principalmente quando podemos contar com pessoas ativas como o senhor Caro Eduardo. Continue a expor suas idéias, pois assim aprendemos a valorizar o exercício do debate, é um bem que nos faz..

    • Adorei seu comentário. Uma sugestão que está até no texto, mas vale ressaltar: ninguém conseguirá transformar o debate político em um chá de senhoras, mas não devemos alimentar o ódio xingando e perdendo o controle, é apenas isso.

  • grande edu. parabéns pela auto-crítica, algo sem dúvida necessário e doloroso. principalmente quando feita em público.
    agora, como mais um integrante desse exército de quixotes, peço que sua moderação não se confunda com acomodação/desânimo.
    contamos com seu megafone, meu caro.
    à luta!
    grande abraço,
    andré amadio

  • Esmorecer um pouco às vezes, é permitido, sim, Eduardo.
    Ás vezes a desilusão ou a pancada são tão grandes, que até dá vontade de pedir para descer do mundo.

    Ontem eu comuniquei a uma turma que ia deixá-la porque cansei de ouvir pela milésima vez que a análise política e econômica que faço é “Besteira”.
    Mas, hoje, mesmo muito cansada da alma e do corpo, já catei um monte de notícias e mandei para os alunos todos, incluindo dessa turma.
    Eu já deveria ter um blog, mas continuo com os e.mails porque um blog é mais difícil que eles acessem.

    O que não é permitido para gente como nós – jamais! – é desistir.
    E, por favor! Nunca desista! Já notou como os comentários veem aumentando?

    • Taciana, o segredo é a gente tentar ser lúcido. Eu não desistirei nunca de meus ideais. Só não quero lutar por eles agindo como aqueles a quem critico. Estamos no caminho. Juntos, vamos descobrindo como caminhar.

  • O negócio, em minha modesta opinião, é que fazer força sobre algo, sempre – é uma lei da física, salvo engano – produz reação igual e contrária.
    É possível fazer o trabalho de conscientização sem fazer força?
    É o que me pergunto.

  • É uma pena que os que realmente tinham de ler essa reflexão, não se permitam a isso.Como diz o tópico Autocrítica é para quem pode.A luta segue. Parabéns amigo.

  • Edu,tão anunciando a renuncia do ministro Orlando,se for verdade,então quem é o chefe do executivo é de fato o Pig, vivemos a ditadura midiática.

  • Ótimo post Eduardo, realmente, olhar para si e ser honesto na avaliação não é para qualquer pessoa, tem que estar preparado para encarar a própria sombra.
    Mudando de assunto, o próximo alvo é o Haddad, já estão divulgando uma possível “fraude” no ENEM, não vão sossegar enquanto não desestabilizarem o governo Dilma por completo. Dias difíceis estão por vir. Precisamos estar alertas mais do que nunca.

  • Concordo com você, Eduardo, pois se a gente não se olhar no espelho e se autoavaliar, corremos o risco de nos tornarmos cópias de alguém. Autocrítica é MUITO difícil e doloroso, talvez por isso que a maioria não a faça.
    Para pensarmos um poruco:

    OS ÚNICOS DEMÔNIOS DESTE MUNDO SÃO AQUELES QUE ESTÃO EM NOSSOS PRÓPRIOS CORAÇÕES. E É AÍ QUE TODAS AS NOSSAS BATALHAS DEVEM SER TRAVADAS.
    (Mahatma Gandhi)

  • Caro Edu.
    Não há outra palavra para definir este seu post que “perfeito”. Costumo dizer aos meus alunos que prefiro a crítica aos elogios. Não que não goste de elogios (isso seria hipocrisia), mas eles nos deixam estagnados. Só as críticas nos fazem caminhar e quando elas rareiam a partir dos outros, só a autocrítica nos faz prosseguir. Tento isso continuamente.
    Parabéns e um grande abraço.

  • Sem fazer juízo de culpa, minha opinião era a que Orlando Silva deveria ter PEDIDO exoneração logo quando surgiram as primeiras notícias. Ele teria dado margem de manobra para o governo se movimentar e não a ficar defendendo algo que não sabe exatamente o que era. Ou então que a presidenta fosse categorica: ele fica e pronto, vão pro raio que os partam! Como sei que não vivemos na Argentina, pois nossa mídia é muito mais poderosa que lá (não adianta tapar o sol com peneira), o caminho é a ponderação caso contrário podemos ter surpresas desagradaveis.

  • É isso aí, Edu. Seus textos despertam em mim sensações muito diversificadas. Mesmo que às vezes eu discorde de algumas opiniões suas, aprecio muito a qualidade de sua argumentação. Além disso, me identifico com o seu estilo. Sou bem mais jovem, nasci já nos anos derradeiros da ditadura, mas talvez por outras razões eu também tenha sofrido algum tipo de represamento de sentimentos, e, por isso, também percebo em mim um pouco dessa exacerbação panfletária que em quase nada contribui para o entendimento entre as pessoas. De fato, autocrítica é mesmo para quem pode. Parabéns por você ser capaz, e obrigado por compartilhar conosco essa reflexão tão lúcida. Aceito o convite. Espero conseguir também a cada dia me tornar um ser humano menos agressivo, mas nem por isso menos combativo. Abração e tudo de bom, sempre.

  • Caríssimo Eduardo,acredito que todos nós precisamos fazer autocrítica.Essa onda da agressões e desrespeito que invadiu as divergências políticas só prejudica o aprofundamento dos tema que merecem destaque.Insultos e desqualificações só ajudam aqueles que se agarram a chavões por falta de argumentos.Precisamos nos diferenciar usando o que temos de melhor ,argumentos sólidos e coerentes, e mesmo nos momentos de dúvidas expô-las com honestidade.Escrevo duas frases que já citei no Facebook,uma do Nietzsche e outra de Gandhi “Aquele que luta com monstros, deve tomar cuidado para não se tornar também um monstro”,”Olho por olho e o mundo acabará cego”Agradeço por esse post honesto e honroso pois confesso que toda esse hostilidade desmedida já há muito me desgastava e entristecia e acredito que com toda admiração e respeito que conquistou ,muitos irão te ouvir.Um grande abraço e beijos para toda sua família.

  • Muito bom, Edu. Ninguém disse que ia ser fácil, não? Como num duelo em que se diz “escolham as armas”, que escolhamos as nossas, não a de nossos adversários (que não são necessariamente inimigos…).

  • Caro Eduardo Guimarães.

    Seu texto veio num momento opoturno para que eu fizesse uma avaliação sobre minhas atitudes e opiniões políticas, que tenho expressado com frequência na universidade e nas redes sociais que participo.

    O texto é simplesmente um presente do bem, para as pessoas de bem, pois alerta os mais esquentados a refletir sobre sua postura. Sou um frequente leitor do seu Blog e no que posso divulgo sempre para amigos e colegas de faculdade.

    Temos hoje uma situação complicada nesse sentido. Tive um professor de jornalismo empresarial que está adicionado no meu facebook, esta pessoa faz diariamente postagens com tom de provocação e uma vez cai nessa, enganchei em uma delas. Foi quando ele postou que comunista come crianças e logo abaixo da mensagem tinha uma foto que ilustrava um sanduiche com uma criança no meio, ela era o recheio do lanche.

    Esse é um tipo conhecido, vem com discurso de que é de esquerda quando na realidade é um neoliberal festivo que repeti o que lê e ouvi no PIG- Partido da Imprensa Golpista.

    Sua dica é valiosa e seu caráter é admirável.
    Parabéns Eduardo por ser um humano especial.
    Fique com Deus
    Grande abraço

  • Uma das conclusões a que a autocrítica te levou foi de que precisa moderar a forma como manifesta sua indignação.
    É, às vezes vc é ranzinza, mas na maioria delas, parece um pai ralhando com os filhos. E eu me acho graça, isso torna seu blog a sua cara, HUMANO.
    Modere, mas não demais. Esbravejar é um direito inalienável que quem raramente utiliza o filtro moderador.

  • Olá Sr. Eduardo , me senti totalmente identificado em seu texto.Sou seu leitor assíduo e admiro suas idéias, e seu talento. Gostaria de ser como voçe, mas infelizmente, tenho 54 anos , e sou muito emotivo na discussão o que acaba me levando para a agressão com o meu opositor.Seu trabalho me lembra o grande filósofo Sócrates em Atenas , que discutia com todos na praça pública , o blog daquela época.
    Ainda quero ter a opurtunidade , se Deus quiser, de te conhecer pessoalmente , para te comprimentar, dar-lhe um abraço e te dizer do meu profundo respeito e admiração por voçe.
    Parabéns , um grande abraço

    Marcos

  • Oh, Edu!

    Como é lindo vê uma pessoa se despindo tanto como vc o faz sempre aqui. Terá em mim sempre uma grande admiradora. Faz um trabalho maravilhoso. Só quero aprofundar mais o debate com vocês e com todos os outros que frequentam estes e outros espaços semelhantes porque já passou da hora de descobrirmos juntos uma forma de chamar a atenção para a nossa luta.

    Parabéns Edu!

  • Pois é, Edu, sinceramente tenho vindo pouco aqui para opinar, apesar de estar sempre lhe copiando para o facebook. Considero você, o Brizola Neto, o Miro e o PHA as minhas leituras prediletas. Posso afirmar que é muito dificil que eu discorde de suas opiniões e as do Brizolinha… mas considero que quaisquer mudanças em seu comportamento com os direitistas devem ser sempre consideradas uma evolução.

  • Está um clima muito estranho hoje heim? O blog do nassif tá bichado, os outros blogs parecem todos em suspenso, sem posts novos, tá esquisito o negócio, será que foram ameaçados?

  • Li o texto muitas vezes e, linha por linha, você está certo.Acredito sinceramente que o seus objetivos estão sendo alcançados, graças a Deus, semeando bons frutos e nos estimulando a praticar sempre o bom combate com muita sinceridade. A caminhada é difícil sim, o sofrimento incomoda mas, como peregrinos que somos, a gente continua porque acreditamos num mundo novo, justo e fraterno apesar das armadilhas do pig e de seus demônios. Garanto, que por mais que nos fechem as portas e impeçam nossa caminhada, é a esperança que nos move e a fé num mundo justo é maior. Nada nos abalará…. “eles são muitos,mas não sabem voar” e sempre lhe agradeço pelas suas reflexões e por você ser um combatente valoroso. Rezo muito por você para que tenha muita força e saúde e lhe digo que a sua luta não é em vão.

  • Concordo com os seus termos. Digo-lhe que nos meus 59 anos estou bem cansado e quase farto de me manifestar. Ao longo da vida, quem toma posições é segregado, apontado e ridicularizado. Hoje mesmo, lendo o seu post sobre o Rodrigues da Folha me senti de novo com forças. Pois não há de ver que logo, logo fui ao chão. Me pergunto, será mesmo verdade o que sabemos da vida pregressa da senhora Presidenta, não é um conto de fadas que nos venderam para nos empurrar uma Anselmo da vida. Além de congratular-se com quem a ataca, os prestigia e desmoraliza a tantos quantos anônimos se interessam por sua defesa? Será que ela é uma idiota que não tem as notícias da mídia geral, dos bloguistas rancorosos, dos e-mails de uma agressividade ímpar? Somos, nós outros, uns idiotas? Abraço!

  • Eduardo, parabéns pela coragem de se expôr nesta autocritica. Poucos a teriam! Alguns dias atrás lí esta frase (de um Jurista que me foge o nome no momento..) ” autoridades são apenas alguns, e só durante algum tempo, enquanto cidadãos somos todos nós, e durante toda vida! ” voce não acha que se aplica perfeitamente ao momento politico que vivemos agora ? Um abraço.

  • Reparei que você respondeu todos os comentários. É muito legal ter essa lucidez e peceber que estamos melhorando. Mas não se esqueça que a sua personalidade é pavio curto , e de vez em quando o bicho pega. Quando isso acontecer, penso que não devemos nos culpar e entender que estamos no caminho, que tem seus altos e baixos!

  • Pô, Edu. Faz um tempo que não faço um comentário e sinceramente gostaria de fazer sempre, mas… É fd!
    Como trabalho na área de exatas, faço parte daquele grupo que acredita que omelete só se come se quebrar pelo menos meia dúzias de ovos, e enquanto essa erva daninha existir no cafezal faremos milhares e milhares de autocriticas e, não veremos uma mísera tentativa desses porcos. Aliás os porcos são mais limpos e não merecem essa depreciação… Achar que eles irão melhorar, esquece. Eles falam para os 1% querem ver isso aqui pegar fogo. Sejamos honestos, o ideal é que morrecem todos, ai teriamos um pouco mais de PAZ; que afinal já não é sem tempo. Aproveito pra indicar Chico aqui. http://www.youtube.com/watch?v=cUSXdx05Yeo
    Forte abraço Edu, acredito que você é parte da poesia da vida diária de cada um de nós. Perdoe-me, mas a mudança tão esperada por nós, infelizmente só virá no pau de arueira, ou seja no cacete.

  • Prezado Eduardo: Você disse “isso não significa deixar de dizer o que precisa ser dito, mas controlar a forma como é dito”.Um padre velhinho tomou um taxi e como já estava atrasado para a reunião, disse ao motorista.Meu filho tenho pressa em chegar, pois, já estou atrasado.O taxista acelerou ao máximo, chegando aos 120 km.O velho padre segurava-se como podia e o coração estava quase saindo pela boca, mas até que enfim chegou ao destino.O padre pagou a corrida e disse ao motorista.Sou o padre fulano de tal da paróquia X. Avise A sua mãe que quando ela resolver casar me procure.Ele disse o que precisava ser dito, mas de outra forma.Edualdo, como você fala espanhol fluentemente, talvez conheça aquele provérbio espanhol. ” Muitas vezes o que nos fere não é o que se diz, mas como se diz”.Olhe aí o velho padre dando uma lição.Você disse(12:15) “Sempre há um preço a pagar por dizer a verdade”Concordo plenamente. Mentirosos, covardes, entreguistas e tantos outros dessa laia estão socialmente se saindo muito bem.Só não sei até quando. Quando vejo tantas pessoas de bem serem destratadas e execradas e punidas por dizerem ou por procurarem a verdade e, ao lê a sua frase que citei há pouco, lembro-me daquele provébio polonês” A verdade nos leva a muitos lugares, inclusive à prisão”.Mas, lembre-se que a maioria dos seus leitores apoia você.Conte comigo.Não desista nem demonstre fraqueza.

  • É preciso separar o joio do trigo.

    Há aqueles que têm “certeza absoluta” de uma “verdade absoluta”. São fanáticos – e existem por todos os lados, e acima e abaixo. Com esses, é completamente inútil debater, se o seu objetivo é convencê-los ou mesmo fazê-los questionar suas verdades. Afinal, “certeza absoluta” significa, exatamente, que nada no universo é capaz de convencê-lo do contrário.

    E não é possível debater nada com quem parte do princípio de que está absolutamente certo e nada irá convencê-lo do contrário. Quem não se dispõe a analisar as próprias certezas não querem debater, mas esmagar quem não compartilha da mesma crença. São fanáticos, na própria acepção da palavra.

    Com eles, o debate tem apenas dois objetivos racionais: 1) convencer quem o estiver testemunhando, aqueles que não são fanáticos e que, mesmo acreditando no contrário ainda não tem certeza absoluta e está disposto a rever os próprios conceitos (ainda que apenas os fortaleça) e 2) usar o fanático como uma câmera de eco (se ele for civilizado o suficiente, o que não é verdade na maioria dos casos), e rebater seus argumentos e críticas para afiar a própria capacidade de argumentação e rever os próprios conceitos à luz de alguém que acredita no oposto de forma irremovível.

    Nem todo troll que por aqui e alhures aparece é um fanático, mas a maioria o é. Estes estão em uma missão de evangelização, pregando sua verdade absoluta aos infiéis, ou apenas querem dar vazão ao próprio ódio que sentem dos mesmos “infiéis”, e desejam humilhá-los.

    Os racistas, e preconceituosos de forma geral, são fanáticos. Sua certeza absoluta da superioridade de qualquer um que possua uma característica em comum com eles mesmos provém de seu narcisismo, e contra isso não há diálogo que resolva. Esse tipo de intolerância não tem conserto, exceto um milagre a mudar tudo aquilo pelo que o infeliz viveu a vida toda, tudo o que sempre acreditou e que fundamenta toda sua visão de mundo. Não é um post ou comentário num blog que irá mudá-los.

    Com os que não são fanáticos, mas apenas discordam, a única forma correta de tratamento é o debate civilizado e razoável, estendendo a eles a mesma cortesia que estendem a você: a cortesia de entrarem na discussão desarmados de certezas absolutas.

    E o mais importante, e o mais difícil, é debater com os fanáticos do nosso lado, aqueles rápidos em nos taxar de traidores por discordarmos de um ponto qualquer dentre milhares. Como os fanáticos do “outro lado”, eles não se deixarão demover de suas verdades, ou mesmo aceitar pontos de vista diferentes. Afinal, para TODO fanático, quem pensa diferente é inimigo.

  • Caro Edu

    ótimo texto, não faz muito tempo que comecei a me interessar por política, comunicação e mais todas essas questões sociais que tornam a nossa vida tão prazerosa, cheguei do trabalho hoje e vi na blogosfera e no facebook as noticias sobre o ministro dos esportes. Me deu uma aflição, indignação, vontade de gritar e xingar que tá tudo errado nesse país. Mas o seu texto me levou a refletir sobre tudo isso…

    parabéns e mais uma vez obrigado pelo texto.

    Abraços

  • Edu, não sei escrever bem, deixo aqui uma parte da Desiderata. Te admiro.

    PORTANTO ESTEJA EM PAZ COM DEUS COMO QUER QUE VOCÊ O CONCEBA. E QUAISQUER QUE SEJAM SEUS TRABALHOS E ASPIRAÇÕES NA FATIGANTE JORNADA PELA VIDA MANTENHA-SE EM PAZ COM SUA PRÓPRIA ALMA. ACIMA DA FALSIDADE , DOS DESENCANTOS E AGRURAS O MUNDO AINDA É BONITO. SEJA PRUDENTE E FAÇA TUDO PARA SER FELIZ.

    VOCÊ É FILHO DO UNIVERSO…

  • Discordo veementemente dessa sua “autocrítica”! Já te acho moderado demais, e agora você ainda quer ser ainda mais calminho! Por sinal, acho que você está incorrendo no velho erro da esquerda : SER BOAZINHA, CIVILIZADA, ENQUANTO A DIREITA LHE COBRE DE PORRADA! Cansei de ver debates políticos em que os candidadtos do PT quase apanham fisicamente dos conservadores(dos “jornalistas” amestrados da mídia nem se fala!), mas também dos próprios políticos conservadores, que interrompe-lhes o discurso, falam alto, ofendem, são arrogantes, xingam, debocham, provocam, agridem; enquanto os petistas “bonzinhos”, moderados, calminhos, respeitadores, limitam-se a mumunhar com medo, deixando até mesmo de expor argumentos que poderiam esmagar as mentiras conservadoras. NÃO SOU TOLERANTE NADA COM FASCISTA : QUEM QUISER DEBATER IDEIAS, COMIGO TERÁ DEBATE DE IDEIAS; MAS QUEM VIER AGREDIR, TENTAR IMPOR-SE PELA FORÇA, DE MIM RECEBERÁ MAIS AGRESSÃO, MAIS VIOLÊNCIA, MAIS OFENSA, MAIS ARROGÂNCIA E MAIS TRUCULÊNCIA.E DISCORDO DESSA TESE “BOAZINHA” DE QUE QUEM AGE ASSIM ESTÁ IGUALANDO-SE AO ADVERSÁRIO : NÃO ESTÁ! ESTARIA IGUALANDO-SE SE TIVESSE COMEÇADO A AGIR DESSA FORMA COM ALGUÉM QUE NÃO O ATACOU PRIMEIRO. MAS AO CONTRÁRIO FOI O ADVERSÁRIO QUE AGREDIU PRIMEIRO E NÃO SE PODE RESPONDER A AGRESSÕES COM FLORES. ALIÁS, É EXATAMENTE PORQUE O PT PENSA COMO VOCÊ, QUE O GOVERNO LULA APANHOU CALADO DA MÍDIA DURANTE OITO ANOS(SÓ REAGINDO AOS 45 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO)E O DE DILMA É REFÉM DAS MENTIRAS MIDIÁTICAS. Não entre nessa! Se você o fizer, saiba que terá neste comentarista sempre um opositor da sua paz dos cemitérios!

  • Prezado Eduardo,

    Concordo totalmente com você quanto a ser senhor de si mesmo, não igualar-se aos que não respeitam as boas normas da civilidade e da educação.

    Esse deveria ser o objetivo primeiro de todos nós.

  • Amigo Eduardo, entendo o que você diz, ao afirmar “Vejo o ódio decorrente da divisão política e ideológica se espalhando por este país e assumindo um perfil assustador.” Compartilho essa sua visão e às vezes me pergunto se o Brasil não estaria indo “tirar seus atrasados com a história” e caminhando em direção a um embate político de proporções inimagináveis e consequências inauditas… Afinal, na história de nosso país houve apenas confrontos políticos localizados e de dimensão limitada; alguns com consequências muito sérias, é verdade; mas sempre envolvendo diretamente parcelas bastante restritas da população brasileira. Será que a expansão da cidadania e o crescimento da conciência política não estariam sendo solo fértil para a germinação de rivalidades inelutáveis e a eventual eclosão de um conflito de proporções inéditas em nossa história? É aí que se torna importante a autocrítica, a meu ver. Ela é essencial sob dois aspectos: primeiro por dar a nós mesmos, elementos para nosso aprimoramento como seres humanos, habilitando-nos a corrigir certos aspectos não só de nossa personalidade, como de nossas crenças político-filosófico-ideológicas; em segundo lugar, porque a autocrítica é capaz de melhorar e aperfeiçoar enormemente o convívio com nossos concidadãos e, portanto, nos preparar para um cenário cada dia mais conturbado, que requer de nossa parte flexibilidade, pluralismo, respeito e tolerância; virtudes estas que, muitas vezes, passam bem longe de nossa índole e cuja carência nos traz enormes problemas. Por fim, se um conflito de grandes proporções vier a ocorrer no Brasil, a meu ver, não deverá ser lamentado e considerado negativamente, como ocorrência funesta ou desventura histórica; ele será parte de nosso processo histórico e constituirá uma etapa evolutiva de nossa sociedade; portanto, aprenderemos e cresceremos com ele, enquanto povo, corpo social e país. Digamos que tal possível conflito, se ocorrer aqui no Brasil, será daqueles “momentos difíceis” que caracterizam a história de muitíssimos países e dos quais, até aqui, experimentamos; mas sempre em doses bastante homeopáticas…

  • sem palavras… inclusive pq esse último ano, p/ mim tem sido de constante reavaliação e autocrítica (talvez por causa dos 45anos), fato é q vc está coberto de razão, há q se ter muita coragem p/ encarar seus monstros seus fantasmas, pois o q podemos encontrar nem sempre é mt edificante,mas se conseguirmos detectar c/ clareza onde q está o x da questão, fica bem mais facil tentar corrigir.
    e qt a esse texto memorável, qd eu acho q vc atingiu o máximo da sua genialidade p/ expor suas idéias, seus sentimentos, nos passar informação vc vem e se supera nas respostas aos comentários, essa especialmenteq vc deu p/ a mirian

    “Nunca é tarde pra gente aprender. E aprender com os filhos é ótimo, sinônimo de que os criamos direito”

    q aliás, se vc me permitir, gostaria de compartilhar no meu mural do facebook com o devido crédito.
    obrigada por mais essa e c/ todo respeito, um beijo carinhoso pra ti e família

  • Caro Eduardo
    A autocrítica, exercitada, leva a um rigoroso autopoliciamento que pode se tornar nocivo quando se perde a, tão peculiar à espécie, capacidade de se indignar.
    Em nome de uma incerta ‘cordialidade’, não reprima esta ‘capacidade’ sua, todos, pois é a única que faz as revoluções. Justas, quando os objetivo e limite delas são os direitos naturais e individuais de outrem.

  • Caro Edu.
    Matar ou controlar essa “indignação” acumulada por tantos e tantos anos em que testemunhamos as mazelas em nosso país, não é tarefa fácil.
    Realmente é preciso uma reengenharia total em nossas mentes para assumir uma nova postura.
    Mas de qualquer forma, com autocrítica ou não, estamos aqui na mesma corrente, do mesmo lado da batalha, pois o inimigo continua e continuará atirando…

  • Prezado Edu, coloco para a sua reflexão:

    Será que foi se rendendo à mídia golpista, aos panelaços da elite (semelhantes às marchas contra a corrupção no Brasil) e aos interesses dos ruralistas que a Cristina Kirchner teve tamanha vitória nas últimas eleições?

    Certamente que não. Ela enfrentou o ódio da direita, chamando para si o apoio do povo argentino, e venceu.
    Se no Brasil a gente abaixar a cabeça, eles montam.
    Ainda mais considerando que a elite daqui é muito mais competente do que a Argentina, fato esse associado à menor conscientização política do povo brasileiro.
    E o ódio deles é proporcional ao tempo em que estão fora do poder.
    Sei que falar é muito mais fácil do que fazer, mas sou de opinião que com a direita brasileira não tem conversa.

  • Eduardo,

    Este sentimento de divisão política do país, nós e eles, eu também tenho percebido desde a eleição do Lula.
    Desde a posse de Lula, nós, seus admiradores, sentimos uma revolta íntima devido a tentativa de desqualificá-lo em cada palavra, gesto e ação. Passou Lula e com a Dilma houve outra postura, menos de desqualificação, exceto pelo poste e linha dura-general, de miná-la através de denúncias.Iremos conviver com isto sempre.
    É direito da oposição espernear à sua maneira. Aos governistas, cabe diminuir os espaços oportunistas para a oposição, que segue a reboque da mídia.
    Mas esta divisão do país, também é notada no esporte, principalmente, onde os enfrentamentos são mais cerrados.
    A violência no futebol começou em São Paulo, mais precisamente na Copa São Paulo, pela Independente do São Paulo, quando matou um garoto dentro do Pacaembu. Daí em diante prosseguimos com mais violência até BH, Campinas, Porto Alegre, etc..
    Agora, a violência está, quem diria, onde se formam os cidadãos brasileiros, ou seja, na escola básica. Isto quando não foge para a USP, Bandeirantes, etc..
    Pelos exemplos, notamos que São Paulo parece irradiar este sintoma. Posso estar equivocado e não tenho base para afirmar. São só observações próprias.
    Por São Paulo concentrar maioria dos ditos formadores de opinião e ter uma mídia nacional e conservadora, não estaria dando um gás para manutenção violência?
    Só o tempo dirá e nos mostrará o melhor caminho a ser seguido.
    Lula fez grandes mudanças, inclusive de percepção. Dilma seguirá fazendo.
    Se o PT perder o poder, penso que pode vir coisa pior, a continuar este modo de fazer oposição, via mídia.
    É melhor continuar como está, transformando o Brasil continuamente, de forma que os violentos refluam a sua insignificância.

  • O problema ao se tentar fazer autocrítica é que meu universo é diferente do seu e do outro e do outro e o que para uns é virtude, para outros é defeito ou irrelevante.
    Uns gritam e falam alto… É normal.
    Divergir é normal.
    Desposar é normal.
    Ser taciturno é normal.
    Descasar é normal.
    Falar mal é normal.
    Ser pai é normal.
    O respeito é normal.
    Ser órfão é normal.
    O poder é normal.
    Ter fome é normal.
    Ofender é normal.
    Saciar é normal.
    Desviar é normal.
    Discrepar é normal.
    Colidir é normal.
    Calar é normal.
    Responder é normal.
    Viver é normal.
    Morrer é natural.
    Ensinar é normal.
    Receber é normal.
    Aprender é normal.
    Matar é normal.
    Ser político é normal.
    Roubar é normal.
    Apolítico é normal.
    Trapacear é normal.
    Ser honesto é normal.
    Crer é normal.
    Descrer é normal.
    Mentir é normal.
    Ir a igreja é normal.
    Ser ateu é normal.
    Ser heterossexual é normal.
    Ser homossexual é normal.
    Não ser é normal.
    Torcer é normal.
    Odiar é normal.
    Distorcer é normal.
    Gostar é normal.
    Discordar é normal.
    Por mais que eu encontre os meus evidentes defeitos posso considerá-los evidentes virtudes mesmo porque sou intransigente e penso saber discernir o que é ruim ou o que é bom.
    Sou um produto do meio com o poder de pensar, sou uma salada uma mistura que pode ser gostosa comida ou vomitada, para uns, ácida demais para outros, alcalina, para alguns, salgada para outros insossa.

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