Uma noite com os invisíveis

Crônica

Quando recebi convite de ativistas pela democratização da comunicação de Juiz de Fora (MG) para ir até lá palestrar em evento sobre “O papel da mídia na sociedade”, pensei que aquele seria apenas mais um dos muitos seminários dessa natureza dos quais venho participando há anos por todo país. Mal sabia que seria muito mais do que isso.

Sob oferta de ter passagem aérea e hospedagem franqueadas se aceitasse participar de evento que ocorreu na última quinta-feira, 24 de novembro, concordei em doar à luta pela democratização da comunicação dois dias úteis que deveria dedicar ao meu trabalho profissional e remunerado.

A visão de que aquele seria apenas mais um dos tantos fóruns dessa natureza dos quais venho participando, porém, desfez-se quando, após concordar em participar, recebi e-mail contendo link para o blog de um dos organizadores do evento juiz-forano, o blogueiro Vinícius Moraes. A chamada, que reproduzo logo abaixo, revelou-se surpreendente.

Como o leitor pôde perceber, o que me surpreendeu foi que, à diferença de todos os fóruns pela democratização da comunicação dos quais venho participando há anos apenas como um entre vários outros palestrantes, aquele evento fora elaborado exclusivamente para me receber.

Apesar de assaltado pela curiosidade, optei por esperar até o dia da palestra para descobrir por que ONGs, sindicatos e ativistas da comunidade juiz-forana achavam tão importante me ouvir.

E assim foi. Atravessei a caótica São Paulo para ir ao aeroporto de Guarulhos, onde ficaria mofando por mais de seis horas antes de embarcar para juiz de Fora, pois o vôo se atrasou, fazendo-me chegar à cidade mineira apenas uma hora antes do início de seminário que só começaria com a minha presença.

No desembarque, logo fui reconhecido pela jovem professora Anete Negreiros, pelo advogado Guilherme Leão e pela responsável por envolver a comunidade juiz-forana no projeto de ouvir este blogueiro: Adenilde Bispo, figura humana que me encantaria e emocionaria como poucas vezes ocorreu desde que me tornei blogueiro e ativista político.

Adenilde Petrina Bispo é líder comunitária do humilde bairro Santa Cândida, em Juiz de Fora. Professora de história formada em Filosofia pela UFJF, luta pela democratização dos meios de comunicação, contra a desigualdade e o racismo em uma cidade em que sua expressiva população negra é marginalizada ao ponto de, como sói ocorrer com as comunidades negras neste país, ser praticamente invisível. Além de tudo isso, Adenilde também fundou a extinta rádio comunitária Mega FM, sobre a qual discorrerei mais à frente.

Na recepção no aeroporto, fui efusivamente cumprimentado por Anete e Guilherme. Adenilde, no entanto, cumprimentou-me com certa timidez e poucas palavras. O olhar que me dirigia, porém, era muito mais eloqüente e continha um brilho do qual só descobriria a razão mais adiante, quando seria informado de que fora ela a mentora intelectual do projeto de me levarem a Juiz de Fora para falar de meu trabalho como blogueiro e ativista pela democratização da comunicação.

Antes de entrarmos no carro do advogado Guilherme para que me levassem ao hotel em que deixaria as minhas coisas antes de seguir para o evento, Adenilde estendeu mãos que seguravam dois pequenos embrulhos para presente em que se lia “Para Eduardo”, em um, e “Para Victoria”, em outro.

Para quem não sabe, Victoria é minha quarta filha. Tem 13 anos e é “especial”, ou seja, sofre de paralisia cerebral. Este blog foi palco do desespero deste pai quando, aos 11 anos, sua doença se agravou e a fez passar o ano seguinte mais internada em hospital do que em casa, tendo ficado três meses ininterruptos em uma UTI.

Um dos embrulhos continha uma caixinha de madeira com tampa de plástico transparente que deixava ver pedras brasileiras semipreciosas. Uma etiqueta dizia que aquele era um amuleto da sorte. Aquele era o meu presente. O de Victoria era a miniatura de um baú, que cabia na palma da mão, contendo duas esferas coloridas com campainhas dentro.

Naquele momento, percebi que Adenilde e os outros me conheciam melhor do que supunha. Logo fiquei sabendo que ela acompanha há anos meu trabalho como blogueiro e ativista junto com a sua comunidade e que essas pessoas sentem-se representadas por mim, sobretudo pelo combate que dou ao racismo e à desigualdade racial na mídia.

Com efeito, o evento convocado por Adenilde contou com o apoio de entidades como o Grupo negro Harmadilha do Gueto da Comunidade de Santa Cândida, que se dedica ao Hip-Hop, do Centro de Referência da Cultura Negra (Cerne) e do Movimento Negro Unificado, além de apoio logístico do PT de Juiz de Fora, de sindicatos ligados à CUT (STIM/JF e SINTRAF/JF), do Instituto Cultura do Samba e do blog de Vinícius Moraes.

*

Quando cheguei ao auditório do Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora, pelo menos cinquenta pessoas me esperavam. Sentei-me na plateia e o blogueiro Vinícius iniciou a solenidade anunciando a apresentação de um mestre-sala e de uma porta-bandeira da comunidade de Santa Cândida. Em seguida, convocou-me para dividir a mesa com Adenilde, que faria uma curta apresentação e me passaria a palavra.

Discorri sobre temas recorrentes nesses fóruns sobre democratização da comunicação, sobre marco regulatório, sobre concentração de propriedade de meios, mas dei espaço especial à invisibilidade do negro na mídia, sobretudo em novelas e nessa nossa publicidade que induz à crença de que vivemos em um país nórdico, pois a maioria dos brasileiros, que o IBGE diz ser composta por afrodescendentes, quase não aparece nas peças publicitárias que fazem no Brasil.

Durante essa exposição, diante daquela platéia, fui tomado pela emoção mais de uma vez. A voz embargou. Enquanto palestrava, refletia que aquela estava sendo a maior recompensa que recebi até hoje pelo meu trabalho voluntário neste blog, pois aqueles que precisam tanto de apoio sentem-se representados pelo que faço e digo, segundo disseram. Foi muita emoção para este coração. Que recompensa maior eu poderia obter?

*

Já a história de Adenilde, sua luta, seus revezes, sua coragem, sua doação, os obstáculos que enfrentou e enfrenta, tudo isso me encantou e me fez sentir pequeno pelo infinitamente menos importante trabalho voluntário que faço.

Todavia, por razões que passo a explicar, o Estado brasileiro e a política que se faz neste país causaram-me profunda indignação pela covardia que tenta manter invisíveis aquela cidadã e sua comunidade carente. Além de o Estado não cumprir com a sua obrigação, ainda investe contra obras vitais para aquela gente carente como era a Mega FM, que a Anatel fechou.

Gestão coletiva, programação diversificada, portas e microfones abertos à participação fizeram da Mega FM uma rádio comunitária autêntica. O termo define uma emissora feita pela e para a comunidade de Santa Cândida, de Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde atuou de 1997 a 2005, quando, sob manu militari da Polícia Federal, a Anatel confiscou os equipamentos da rádio e pôs fim às suas atividades.

A luta de Adenilde naquela comunidade tem um objetivo básico: afastar a juventude do tráfico, sobretudo de crack, que alicia garotos e garotas negros e carentes para convertê-los em peões da atividade criminosa, o que acaba exterminando vidas que mal começaram. Nesse contexto, as atividades culturais que Adenilde promove, como no Hip-Hop, valiam-se da rádio comunitária para disputar os jovens com os traficantes.

Juiz de Fora tem hoje três rádios comunitárias autorizadas pela Anatel. Uma toca música o dia inteiro, a outra pertence a um pastor evangélico e a última pertence a um vereador tucano que a usa para fazer proselitismo político. O Estado brasileiro considera essas atividades mais úteis do que as da rádio de Adenilde.

Eles não têm voz nem vez na mídia. São invisíveis tanto quanto denuncio aqui há anos. Com políticas públicas como as de cotas para negros que os negros da comunidade defendem tanto quanto este blog, a população de Santa Cândida começa a ter esperança em que um dia aquela violenta comunidade possa dizer não ao tráfico, apesar de a direita e seu poder sobre o Estado atrapalharem.

Eles são invisíveis na mídia, são negros, são discriminados, são amordaçados para que não gritem a situação que ainda os escraviza mais de um século após a Casa Grande colocá-los na rua sem passado, sem futuro, sem meio de sobreviver.

Em pleno século XXI, os negros ainda ganham menos, morrem mais de causas violentas e padecem de tudo mais que se sabe. E isso, sobretudo, porque brancos ricos que detêm o poder de Estado investem contra eles para garantir que continuem invisíveis. Rogo para que a noite que passei com os invisíveis e o relato que faço aqui, de algum modo contribuam para mudar isso.

178 comments

  • Eduardo, por me achar uma pessoa comum, vejo em você a pessoa comum que eu gostaria de ser. Parabéns pela pessoa que você é. Continue fazendo o que você faz.

      • lá Eduardo!
        Quero te dizer que sou de Juiz de Fora e que no meu note a página de entrada para a internet é o Blog da Cidadania.
        Se soubesse que você viria aqui em JF eu também teria ido, mesmo sem convite, te dar um abraço duplo em você por sua consciência e outro para a nossa querida Victória. Victória já faz parte de nossas vidas também.
        Um grande abraço e parabéns!

        Janah Silva
        JF

  • Eduardo, por mais que vc que não queira, será difícil vc não ter que enfrentar a vida pública propriamente dita. É um caminho que vc não está escolhendo, mas as pessoas que o admiram aos poucos não lhe deixam outra alternativa. Entendo até que vc deve estar preparado para novas batalhas e nestas vc poderá incluir, mesmo que numa perspectiva do futuro próximo, uma militância partidária e, talvez, um mandato legislativo….para começar. Grande abraço!

    • Nonato, o que aconteceu um JF mostrou-me que faço bastante por aqui. Talvez mais do que faria se me tornasse político. Mas agradeço suas palavras gentis

  • Caro Eduardo:

    Muitas vezes, quando acabo de ler seus tantos comentários certeiros e emocionantes, como este, penso num jeito de te agradecer. Mas acabo intimidado: alguem sempre faz antes – e melhor – que eu.

  • Eduardo
    A cada dia você está sendo lapidado e secretamente adorado pelo que já é.
    Que Brasil maravilhoso teríamos, se sua população fossem formadas de Eduardos e Adenildes.
    Você está no caminho certo, ninca desista.

  • A Comunidade Santa Cândida não está mais sozinha. Vejam o que achei na santa internet: http://www.anf.org.br/2010/10/mega-fm-o-exemplo-de-uma-radio-verdadeiramente-comunitaria/

    Agora, o estado de Minas Gerais, berço da liberdade (até na bandeira), precisa evoluir em termos de representação política. No senado, por exemplo, os mineiros são “representados” por gente como Aécio Neves, Clésio Andrade e Zezé Perrela. Assim não dá, né?

  • Edu, companheiro!
    Nos dias que precederam sua vinda a JF mantive vários contatos com Vinícius e outros companheiros e companheiras tratando, entre outras coisas, da divulgação do evento e da importância de sua presença na cidade, momento histórico. Inclusive fiz pedido de amizade a você via facebook, pedido felizmente aceito, coloquei também em minha página virtual alguns artigos do Cidadania e outras provocações ligadas ao tema.
    Estive no local do evento, vi você chegar, mas infelizmente devido ao atraso já explicado por você, não pude ficar até o final, devido a compromissos familiares e preparação de festa de aniversário deste que vos fala.
    Enfim, valeu demais da conta. Participei em 2009 da I CONFECOM municipal e o tema sempre me fascinou, embora seja militante da segurança alimentar e nutricional e direito humano à alimentação adequada. Percebo ao longo dos anos como as discussões se cruzam e revelam pontos comuns a todos nós, militantes.

    Grande abraço a você e aos seus. Força e persistência na caminhada!

  • Olá companheiro Edu,

    Li seu relato de JF e também enchi os olhos d’agua. Por tudo o que você relatou e pelo que você faz.

    Eu conheço um pouco aquela comunidade pelo fato dos bancários de JF fazerem parte de nossa confederação CUTista e estarem envolvidos em várias atividades sociais da comunidade local como deve ser um sindicato cidadão.

    Eles investem muito em formação e o resultado disso é o envolvimento deles nas lutas para mudar o mundo, a começar pela comunidade onde estão inseridos.

    Em nosso curso, que comentei com você ontem, tivemos a participação de dois companheiros de lá, inclusive o atual presidente dos bancários, Robson.

    Também encontrei com outro companheiro bancário de JF no ENAFOR CUT nesta semana em SC, Watoira. Eles realmente levam muito a sério a participação nos espaços de formação para dinamizar o trabalho que fazem lá.

    Fui convidado pela diretoria para partilhar momentos formativos para várias categorias de lá e só não conseguimos fechar a agenda ainda.

    Enfim, obrigado pelo relato e pela sua doação aos cidadãos de JF e Zona da Mata.

    Abraços fraternos e de luta, William Mendes dos bancários.

  • Edu, ao ler o post pensei em escrever agora outras coisas, por vergonha, timidez, machismo ou sei lá o quê, mas depois de ler os comentários percebi que não só eu como muitos outros também tiveram os olhos marejados ao ler seu texto.
    Edu, VOCÊ É O CARA!!!!

  • Se pensar bem, Edu, não é difícil imaginar a admiração e respeito que você desperta nos “invisíveis”, como os chama.
    O sujeito é obrigado a ver na principal emissora de TV, uma cena como aquela em uma personagem negra lê o livro “Nós não somos racistas” do nefasto Ali Kamel. Como extravasar a indignação? Essas vozes não tem mídia, a grande maioria das vozes não tem.
    Aí eles encontram no blog Cidadania, alguém que expressa essa indignação num discurso claro e eloquente. E compartilha isso com uma rede de cidadãos conscientes espalhados pelo Brasil.
    Pronto, os “invisíveis” de Juiz de Fora já não se sentem mais esquecidos. Há uma rede de “invisíveis” que compartilham as mesmas lutas, cada qual com seu grau de engajamento que suas vidas permitem.
    Isso tudo graças ao trabalho voluntário do Eduardo Guimarães.
    Acha pouco? Não é não, cara

    • Se você visse a luta daquela mulher, cara… E ela, sendo uma acadêmica, poderia ter feito como tantos que, na primeira oportunidade, largam suas raízes para se tornarem o negrinho de estimação de algum grupo de elite branco

  • Juiz de Fora está no meu coração. Lá morei, lá me casei, lá tive a primeira filha. Tenho amigos na comunidade de Floresta, todos negros, lindos negros, descendentes dos escravos da Fazenda dos Assis, contígua à comunidade. Ironia: uma vez, escravos da fazenda. Depois, os descendentes se tornaram empregados de uma fábrica de tecidos, de propriedade dos descendentes dos donos da fazenda. Emocionei-me com o artigo, Eduguim. Só você!

  • Eduardo Guimarães, saiba que as lágrimas em meus olhos, ao ler seu post, são sinceras e necessárias; funcionam como sinal de minha gratidão por seu belo e indelével trabalho humano e cidadão.

    Adriano Almeida
    Recife-PE

  • Pôxa Eduardo, esse post me deixou , a princípio, triste, porém fui me alegrando em função do trabalho que a Professora Adenilde faz, não sai na mídia, nem ao menos na rádio comunitária, isso é importante, porém ao visitar o uol, este porcal mostra a Luana Piovanni andando na rua exibindo sua gravidez. Onde nós estamos.

  • Caro Eduardo.

    Ah, se soubesse de sua vinda aqui em Juiz de Fora !!! Gostaria de ter ido ouvi-lo. Acompanho seu blog há muito tempo, mas as vezes não me sinto muito a vontade para comentar, pois talvez não tenha sua coragem de dizer as verdades que nosso país em muitas vezes precisa ouvir. Mas estou sempre acompanhando, lendo e me sentindo representado por uma voz que fala com o orgulho de brasileiro, alias hoje me orgulho de ser !!! Um abraço para voce Brasileiro Eduardo e para Victoria. Vcs já fazem parte de nossas vidas !!!

    Muita Luz, Paz e continue firme em sua caminhada.

    Sebastião Delgado Junior, Neide e Filhos

    JF.

  • Edu, você sempre nos traz uma variedade de textos. São diversos. Análises. Relatos.
    Eu posso te dizer que tenho uma preferência por seus relatos. Este é um texto primoroso.
    Gosto muito também quando você faz relatos das viagens.

  • Prezado Eduardo: E ainda tem “escritor” neste pais que tem a coragem de dizer que não somos racistas ,e ,senador da república que é contra cota para negros nas faculdades. esse seu artigo fez-me lembrar de Francisco Julião Arruda de Paula, o Chico Julião, deputado pernambucano e líder das ligas camponesas que devido à sua luta pela libertação dos camponeses sem terras no nordeste, nos anos 60, foi preso político pela “redentora” de 1964 e depois teve que se refugiar no México. Quando estava na prisão, ele escreveu uma carta para sua filha que acabara de nascer e esta carta virou livro ATÉ QUARTA ISABELA. Lembro-me que num determinado trecho Julião dizia à sua filha ” o que vemos no Brasil, Isabela, é uma juventude sem futuro e uma velhice sem passado”. Isso tudo devido à grande miséria reinante naquela época no Brasil e com maior intensidade no nordeste. Sabemos que com LULA a situação melhorou um pouco, mas o grau de concentração de terras piorou no pais como um todo, basta ler sobre a distribuição fundiária do pais .A revista Caros Amigos dessa semana traz um artigo sobre isso deixando bem claro este nosso quadro social.

  • E a prisão do tucano suplente do senador Agripino Maia? A notícia é digna de nota. João Faustino, levado ao carcere numa operação da Polícia Federal, trabalhou com hoje senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) na Casa Civil durante o governo de José Serra. “Ah que pena que o sujeito não é do PT” é o pensamento que ecoa nas redações da globo, veja, estadão e folha… E nem se fale do Kassab, mais enrolado do que fumo.

    O assunto foge do tema do post. Mas serve para demonstrar que
    A faxina que atinge demos e tucanos não tem destaque na mídia. Como sempre.

    • Foge mas é altamente relevante, José.
      Fez bem em trazê-lo. As más companhias de Serra e Aloysio passam quase despercebidas pela imprensa, por que será?

  • Estimado Eduardo,
    Parabéns pelo seu brilhante trabalho de inserção dos povos na sociedade. O Brasil sem discriminação precisa de pessoas como você!
    Minas Gerais que se diz um estado religioso discrimina e muito nossas/os irmãs/ãos da raça negra. Quando cheguei na paróquia em que trabalho, notei que as pessoas negras quase não ajudavam em nada nos trabalhos da Igreja. Aos poucos fui inserindo-as nos trabalhos. Aqui só tinha 02 (dois) MInistros/as Extraorinários/as da Sagrada Comunhão da raça negra, hoje é um grande grupo. Duas vezes por ano (13 de maio e 20 de novembro) presido a Eucaristia em rítmo afro onde as pessoas da raça negra podem extravasar o grito entalado na garganta durante séculos. Muitas pessoas se assustam pelo meu gingado, porque sou loiro de olhos verdes. Respondo-lhes que sou descendente do povo negro. Realmente o sou.
    Há poucos dias uma senhora negra disse-me que foi a Aparecida do Norte e um padre perguntou-lhe com eu era, ela disse-me que respondeu-lhe: “Levou os negros e negras para a Igreja”. Diante deste relato senti-me recompensado pelo trabalho em resgatar para a vida comunitária nossas/os irmãs/ãos negras/os.
    O caminho é árduo, mas o caminho se faz caminhando, vamos continuar lutando, nossa luta não será em vão. Com você na linha de frente, a coragem aumenta.
    Um abração e bênçãos de Deus para você e sua família.

  • Caro Eduardo, ainda vale aquele ditado popular que mostra a sabedoria do povo: “as palavras convencem, mas o exemplo arrasta!”. O homem do povo que usa as palavras para atenuar as injustiças acaba sendo amado pelo povo quando descobre que esse homem é o que diz. O que é dito mostra o que há por dentro, o que pensa realmente. Nós somos o que pensamos, e quando alguém consegue nos convencer que os nossos pensamentos não são tão bons, mas que existem pensamentos que podem ser melhores e mais corretos, então estamos realmente evoluindo como ser humano.

    Sou bem recente nesta área de “blogs”. Porém, tive a sorte de encontrar o seu blog como um dos primeiros a seguir (o outro é do Paulo Henrique Amorin – ConversaAfiada) e não sei qual é melhor que o outro. Mas digo agora que passo a conhecer um pouco mais do blogueiro, Eduardo Guimarães, e confesso que fiquei gratamente surpreso em saber como foi a sua viagem a Juiz de Fora, e por qual razão. Com certeza uma nobilíssima razão, posso crer! E através do seu gesto de atender o apelo das minorias de Juiz de Fora, mostrou o quão sensível você foi ao colocar em ação o que defendes com sinceridade.

    Aquele povo com certeza te abençoou com muitos anos de vida e saúde para que continues a trilhar o caminho do bem! … Você merece tudo de bom. Um grande abraço!

  • Eduardo, o MSM não poderia entrar em ação para convencer o Ministério das Comunicações reativar a Mega FM na comunidade de D. Adenilde?
    Seus artigos continuam impecáveis. Parabéns!

  • Obrigado por trazer um pouco de cor a um domingo cinzento,chuvoso.Obrigado por nos apresentar mais uma destas pessoas iluminadas,ocultas,na maioria pela hipocrisia e medo de nossa sociedade,mas tambem pelo carater discreto destas pssoas,que não buscam reconhecimento pessoal,mas o bem estar de comunidades,enfim dar mais dignidade a vida de todos.

  • “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena”.
    Provérvios, 24; v10.

    Citei esse versículo Eduardo para dizer que, tantas vezes você é achincalhado nesse espaço criado por ti, mas você tem que perseverar. Jamais esmorecer. Para colher rosas você corre o risco de ter a mão espetada.

    Daí, meu amigo, na hora de colher frutos como esse agora que você acabou de nos contar, você vai ver que as pedradas que você levou pelo caminho não são nada. Não são nada diante de tamanha gratificação que essas duas caixinhas oferecidas por dona Adenilde te trouxeram. Parabéns, amigo. Um forte abraço.

  • Como uma boa baiana, sou mestiça, ou seja, meu pai é negro e minha mãe é branca. Mas tanto em minhas famílias materna e paterna, há pessoas de todos os matizes de cor. Em outras, palavras, é improvável que na formação étnica de minha terra, não tenha na maioria da família, as origens índígenas, africanas e europeias. Esta mistura está, seja na Casa Grande, seja no lar comum.

    Somos miscigenados e nossa formação/vocação é esta. Desde quando aqui chegaram, os portugueses fizeram comparações entre as baianas/indias de Porto e as portuguesas.

    O negro tem feito um longo caminhar, diáspora para a América foi permeada de dor e separação. Todas as vezes que ele se rebelou foi combatido com vara e pelourinho. E sua luta, ou melhor, uma escravidão de de mais de três séculos não vai tirar o ranço que há na sociedade brasileira sobretudo naquela detém o poder econômico.

    Um povo foi escolhido para ser o burro de carga do outro e o estigma ficou e ainda há muito o que fazer.A TVE abaixo é uma emissora baiana que dá um bom espaço à cultura negra no estado, para quem se interessar, há o programa soterópolis que dá bastante espaço à cultura negra assim como o TVE Debate e o Perfil e Opinião.

    Também estão disponibilizados na internet, o documentário Atlântico, que fala sobre a chegada do negro na Bahia/Brasil e um outro sobre Pierre Vérger e o seu encontro com a cultura negra.

    Além destes, há a Negação do Brasil nas Telenovelas e Negro – o Caminho da reportagem. Quem souber de mais e puder postar aqui, particularmente, gostaria.

    TVE Debate – Lei Áurea e Dia da Consciência Negra
    http://www.irdeb.ba.gov.br/tve/catalogo/media/view/743

    Consciência Negra – 3 a 1

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=k-JuLDTRtmQ

    A propósito, tem umas cores decorrentes destas misturas na Bahia que são fascinantes.

  • Parabéns, Eduardo.
    Obrigado por nos felicitar, como sempre, com esse sensível e ótimo artigo.
    Que você e a Dona Adenilde possam continuar a realizar o importante trabalho que fazem, um exemplo de dignidade, coragem e inspiração para todos nós que estimamos forma sociedade mais digna.

  • Quem nasceu nesse Brasil, quem ler o que você escreveu,vai viver uma emoção intensa. Cada um de nós,que cor da pele tenha,tem dentro de si a negritude. Que veio , primeiro dos muitos negros que conhecemos na vida. Como veio de tudo que respira raiz negra em nossa cultura. Fico pensando como seria triste e vazia a nossa terra não fossem os negros que para cá foram trazidos a ferros.
    Você que é um branco de alma negra fez e faz por merecer as dádivas da Profa. Adenilde e o afeto da comunidade negra de Juiz de Fora.
    A você, a Profa. Adenilde, a comunidade negra de Juiz de Fora, ao sentimento de negritude que possuimos gravado em nosso ser mais profundo de brasileiros devemos uma imensa gratidão, por esse momento de singular beleza que enche nossa alma ,após a leitura do seu texto. Que isso nos leve a todos, a lutar para que a Rádio Mega FM volte ao ar !
    Um texto como esse seu Eduardo, nos redime de tudo que a gente tem que lutar, para não esmorecer,não desistir de ter esperanças num mundo com verdadeira Justiça, aquela dos direitos iguais.
    Que o amuleto de pedras brasileiras te traga proteção e sorte e que Victória aprecie a miniatura.
    Que a Rádio Mega FM volte ao ar,num dia de grande festa para a Profa. Adenilde e todos nós que temos a alma negra.
    Parabéns Eduardo por apresentar o Brasil ao Brasil, por permitir que nos reconheçamos solidariamente,com afeto.

  • Edu, antes de tudo meus efusivos parabéns a você, à D. Adenilde e a todos os outros.
    Sou imigrado para Juiz de Fora, já há um bom tempo, e ainda não tive o prazer de conhecer essa turma, tal é o grau de “invisibilidade” que os cerca. O assunto é de altíssima relevância sendo que a luta que travam é duríssima, e centenária.
    Lamento não ter sabido de sua vinda à cidade pois, sou leitor praticamente diário de seu blog, esporadicamente me intrometendo e fazendo algum comentário, e ficaria muito feliz em poder te cumprimentar pessoalmente pelo seu trabalho, e pela pessoa que é.
    Desejo-lhe toda a força e garra para seguir o belo e profícuo trabalho que tão honradamente, competentemente e abnegadamente faz.
    Sucesso meu amigo, e, apesar de suas negativas, creio que chegará o momento em que você não poderá se furtar a ocupar algum cargo público onde possa exercitar com resultados mais objetivos tão nobre índole.
    Que Deus lhe proteja, e a toda sua familia, para que possa seguir dignificando a existência humana.
    Se retornar à cidade, por favor, comunique através de seu blog.

    • Tem razão, Augusto. Deveria ter anunciado, aqui, que iria à sua cidade. Provavelmente iria muito mais gente, pelo jeito – já é o terceiro a dizer que mora em JF e não sabia. Mas não faltará oportunidade. Abs.

  • Lindo relato Edu, depois de ver neu cruzeiro mais uma vez perder a chance de escapar da segundona, você mais uma vez nos emociona e nos mostra o quão é desimportante o futebol.
    Creio que tenho que dar razão ao leitor aí em frente.
    Você é um homem público Edu, não há como ignorar isso.
    Muita força e saúde para você , pois novos embates virão.
    Um grande abraço.

  • Pois é, Edu… Quando aqueles dias escuros e o cansaço acontecerem e pensares em deixar de teclar, lembre de Dna Adenilde e, tenho certeza reunirás forças para continuar nos representando!

  • PARABÉNS EDUARDO, ESTE SEU PAPEL É DE INCRÍVEL UTILIDADE E SUA SENSIBILIDADE ME EMOCIONA A CADA POST SEU QUE LEIO, TENHA CERTEZA SUA VOZ SOA MUITO E GERA UMA INCRÍVEL ESPERANÇA A TODOS NÓS “INVISÍVEIS”, NEGROS, POBRES, QUE PENSAMOS E NÃO TEMOS ESPAÇO PARA DIZER O QUE PENSAMOS, SUA VOZ NOS REPRESENTA E MUITO.

  • Edu, estou em lágrimas. Muita emoção pelo privilégio de te conhecer e ao seu trabalho. O que dizer para D. Adenilde? Que força, que luta ! Pessoas como vocês dignificam o mundo. Pessoas como vocês nos tornam seres humanos melhores.

    Abração !
    Nilva Sader

  • Companheiro,

    Moro em JF. Ja tinha ouvido falar do trabalho da comunidade Sta Candida.Se eu soubesse que tu vinha aqui teria ido a palestra.
    Tuas palavras me emocionaram….Vc não está só.Mas se depender deste governo,refem da imprensa,nada vai mudar.O PT acha que pode conciliar do o PIG.

    abs

  • Eduardo, boa noite!

    Acesso seu blog todos os dias e através dele visito outros que você gentilmente disponibilizou, saiba que assim como eu, milhares de outros irmãos lhe acompanham diariamente e acredite, você tem nos possibilitado e retirada do “cavaco” que tínhamos nos olhos. Parabéns.

  • Parabens pelo post e por toda sua iniciativa!!!!
    Que sua familia seja ilumidada por este trabalho maravilhoso!!!
    Sou de BH e atualmente mestrando em geografia com projeto em 4 comunidades quilombolas rurais…
    A invisibilidade em pleno o sec XXI é algo ainda espantoso!!!

    Grande Abraço!!
    L. Zenha

  • Edu, depois de lê o seu emocionante artigo e os inúmeros comentários, dizer o quê … que existem pessoas que nascem, crescem e morrem nas trevas … mas, por outro lado existem àquelas que nascem, crescem e viverão a vida eterna de luz … você é uma delas … a professora Adenilde, idem. Por essas e outras que acredito num mundo melhor. abs

  • Mais um extraordinário texto, Edu. Durante a leitura, senti-me como se estivesse presente. Tens sido um exemplo de luta e dignidade. Você não está sozinho. É só ver a quantidade de pessoas que acessam aqui todos os dias. Em mesmo, todo dia. Parabéns!

  • Oi Edu, em tempos de “aulas de democracia”, nada como ver grupos “invisíveis” se organizando para desorganizar (a máfia midiática)…se o Brasil gastasse alguns bilhões a menos com a dívida e fizesse uma mega banda larga tipo Coréia (100 megas = 80 Reais), sem áreas de “sombra”, o Brasil ia botar abaixo essas estruturas perversas de poder. Porque aí, a multiplicação das rádios seriam imparáveis.

    Estive em Salvador em 2002 em no que foi considerado um encontro histórico entre mais de 30 entidades negras, um momento para discutir mais do que as relações entre instituições, como a coletividade estava trabalhando a relação “cultura & desenvolvimento”. Pude ver o quanto nossa sociedade ainda repele o choque cultural de assumir seu racismo virulento; negando como nega Ali Kamel, a coisa não vai pra frente.

    Parabéns e fico aliviado por vê-lo recompensado! Todos aqui queremos você bem, para seguir adiante. Abraços, Thiago

  • Realmente Edu, devia ter anunciado que viria que eu tambem estava em JF nesta semana. Estou com obras na região e seria muito gratificante poder reencontra-lo. Mas fique sabendo que na região da zona da mata mineira tem muitos que leem o blog diariamente, inclusive Prefeito. Este post comprova realmente o quanto este sofrido povo é estigmatizado e ignorado. Deus abençoe a vc e familia. Abs.

  • Precisamos de você no congresso meu caro Eduardo.
    Garanto que no PT seria muito bem recebido, seria um belo quadro.
    Candidate-se.
    Terá todo meu apoio e ajuda financeira.
    Sou de Minas, Lavras.
    Acompanho o blog há anos.

    Abraços de um petista que defende a voz do povão na mídia.

  • Caro Eduardo,

    Li seu texto e precisei de alguns minutos antes de escrever este comentário: tempo para enxugar o rosto e o coração desacelerar um pouco.

    Quando recebi o convite de Adenilde para apoiar a realização do evento, não hesitei. Por sua história de luta e seu compromisso social, um pedido dela será sempre um chamado que responderei prontamente. Estar a seu lado é, para mim, motivo de enorme alegria!

    Neste caso, um momento ainda mais especial, pois possibilitaria que eu conhecesse pessoalmente alguém que acompanho – e que é exemplo – desde que iniciei o blog.

    Saiba que suas palavras na quinta-feira ainda repercutem na cidade. Neste final de semana, participei de mais um módulo do “Curso de Realidade Brasileira”, que reúne militantes de movimentos sociais da Zona da Mata Mineira. Alguns, que estiveram presentes ao evento no Sindicato dos Bancários, destacaram como foi bom aquele momento, apontando a importância e a necessidade de se organizar outros semelhantes.

    Preciso contar um segredo (risos): queria muito saber notícias da Victoria, revelar o quanto rezei por ela naqueles momentos mais difíceis, e quase o fiz naquela nossa conversa no aeroporto. Contudo, considerando e respeitando esse aspecto mais íntimo de sua história, privei-me de fazê-lo. Apenas, silenciosamente, enquanto me afastava do local, pedi que nunca faltasse saúde a ela, seu pai, sua mãe e suas irmãs. Amor, sei que, entre vocês, há bastante!

    Mais uma vez, muito obrigado por tudo!

    Abraços

    • Grande Vinicius. Obrigado pela oportunidade que me deu, companheiro. E parabéns pelo seu trabalho naquela comunidade. Vocês, lá de JF, fazem a diferença. Abração

  • Parabens Edu pelo texto….pela conferencia em Juiz de Fora!! cumprimentos a profa. Adenilde….minha colega formada em Historia!!!!,como eu*

  • Edu, obrigado por me proporcionar tamanha emoção, neste relato com a comunidade negra de Juiz de Fora….. Só vc mesmo, com o seu humanismo e caráter , para nos abastecer de coragem e vontade de lutar por um país melhor.. Grande abraço…

  • Edu eu conheci seu blog há 2 anos e dai pra cá leio todos os dias e me sinto representado como estes meus conterraeos mineiros, porque alem de ser mineiro tambem sou negro e ninguem melhor que nós sabemos o quanto é dificil esta luta contra o invisivel,. E qaunto as radios comunitaria aqui em São Carlos SP não é diferente aqui tem um ex vereador tucanos tambem por nome José Pinheiro que tem uma radio comunitaria que toca musica o dia inteiro e não serve pra nada

    • A cada pessoa que sofre preconceito e que me diz que meu trabalho aqui a ajuda a enfrentá-lo, você não faz ideia de como meu coração se aquece. Obrigado, Roberto

  • Eduardo: juizforano por opção e por titulação que orgulhosamente recebi naquela minha terra mineira, emocionei-me com sua matéria sobre o pessoal do Santa Cândida. Mais emocionado ainda por ver o grau de politização que encontramos na comunidade “invisível” como você bem classifica as ONGs e o pessoal de lá. É mais que hora de se mudar essa visão de uma cidade que ficou estigmatizada por eventos históricos como a partida de tropas para a deposição de ujm governo legitimamente eleito em 1964 e pelos muitos que ali julgados pela ditadura de lá se lembram por sentenças de cárcere e tortura. Vejo com orgulho que aquelas terras das nossas Minas, mesmo em uma époica em que se mudou o nome de uma de suas principais avenida, a Independência, para homenagear Itamar Franco – com tantos outros lugares que ali poderiam servir a tal – ainda tem gente com independência política bastante para comover e cativar alguém da sua expressão. Obrigado por lá ter ido. Obrigado mil vezes por esta matéria.

  • parabéns Edu!!

    sinto-me também representado por ti nas minhas leituras diárias;

    sinto a vibração da história brasileira sendo vivida a cada instante (pleno e caótico); um resgate dela – nas tuas colunas – uma tentativa de resgate deste nosso povo sem passado, tentando romper os grilhões que ainda teimam em nos negar um futuro livre e de paz…

    muito agradecido por mais esta aula de cidadania!!! pra que eu possa educar meus filhos (mais uma vez!!) com a luz de tuas palavras.

    Márccio Campos
    rio de janeiro

  • Parabéns pelo reconhecimento! A avassaladora maioria de seus leitores, como eu, quase não fazem comentários no blog. Por isso tenha a certeza de que você é lido por milhares em todo o país.

  • Eduardo, vêm os anos, e você, qual vinho dos bons, só faz melhorar com o tempo, repartindo conosco momentos como esse.

    Parabéns a ti e a todos os lutadores sociais deste país e do mundo!

  • Eduardo, você poderia nos informar o motivo que essa entidade jagunça das grandes emissoras, a Anatel, INVENTOU para fechar a rádio dessa comunidade carente de Juiz de Fora-MG, a Santa Cândida? Obrigado!

      • Obrigado. Já entendi tudo. É o principal motivo pelo qual fecham as rádios comunitárias. A Fundação ou Associação entra com o pedido no Ministério das Comunicações para autorizar o funcionamento da rádio comunitária e nunca mais obtém resposta. Esquecem por anos de responder, enfim, nem negam, nem autorizam, que na prática é o mesmo que negar. Só autorizam naqueles casos que você exemplificou: pastor de igreja, rádios que só tocam música ou de político do PSDB, DEM, PMDB. Se for para político do PT, que é governo, acho que não autorizam, rss.
        Mesmo com a rádio comunitária sendo limitada a transmitir seu sinal num raio de mísero 1km e não poder vender publicidade para sobreviver, dão um jeito de impedir sua existência. É decisão meramente técnico-administrativa do Ministério das Comunicações, nem precisa, nesse caso, de Lei de Medios para incentivarem as rádios comunitárias pelo país. E pensar que essa questão depende apenas do governo de centro-esquerda que apoiamos. Como disse o Paulo Henrique Amorim, que já começou a perder a paciência (no bom sentido) em um de seus posts: “PiG Ley de Medios. PT não precisa de seminário. Governe!”

  • Edú, são esses os momentos que mais nos tocam no seu blog.
    Independente do ativismo político, este blog é humano, você o torna humano. Em seu post de 01 de setembro/11 você se perguntava o que você ganha com tudo isso? Taí a resposta.

  • Caro Edu,

    Parabéns, cara. Emocionante !!!
    Senti uma grande alegria no coração e um nó na goela ao saber que há tantos pequenos gigantes
    espalhados por esse Brasil fazendo o trabalho do beija-flor.

  • ANATEL, presidenta Dilma, vamos devolver a radio comunitária!!! Eduardo isso é Deus no seu caminho mostrando o significado do seu trabalho. Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Eduardo, que fato gratificante e emocionante voce nos relata, dá para perceber que o Brasil inteiro acompanha seu traballho de ” Dom Quixote ” e do Movimento dos Sem Mídia contra os gigantes dos moinhos de vento da mídia monopolista e excludente.

    Por essas e outras é que essa luta vale a pena, um dia ainda vai ” cair a ficha” daqueles que controlam o poder nacional que é necessário colocar limites legais e civilizados no poder da mídia conservadora de atrapalhar o desenvolvimento economico, social e político do nosso Brasil.

    É somente isso que queremos, nada mais.

  • Caro Eduardo,
    este é o Eduardo que me prende aqui por alguns anos.
    Linda ação, emocionante…
    Divulgue antes da proxima vez, pois tenho certeza que
    vários amigos, que tenho lá iriam comparecer.
    Não deixe o pessimismo dominar seus textos, lembre-se,
    era muito mais difícil.
    Abraços.

  • É duro encarar a realidade nacional e se dar conta da dimensão da luta para virar o jôgo, mas apesar do poder do adversário e da parcialidade do juiz de plantão, continuamos a lutar.
    Parabéns Edu.

  • Caro Eduardo,

    Não lí, ontem, o blog. Estava sem sinal. Acompanho a 3 anos +/- o seu blog. Mesmo com todas as frentes de luta que você já iniciou, ainda me surpreendo com sua paixão e audácia pelo que faz. Tenho muito respeito e admiração por você. Abraços, Ertha

  • Eduardo,mais uma vez parabens. Um aspecto fundamental no seu texto é sobre as radios comunitarias,verdadeiramente comunitarias que sofrem uma perseguição implacavel do governo, obedecendo a pressões da grande midia.Por isto que não acredito que o governo enfrente a midia pois se não é capaz nem de permitir estas radios!!!! Seria interessante que voce se aprofundasse neste tema. Mande este texto para o “fale com a Presidenta” pois com o seu nome pode ser que algum dos servidores que se limitam a enviar respostas pre-preparadas e burocraticas resolva dar um encaminhamento melhor do que o “lixo” onde eles colocam todos os textos enviados. Um forte abraço

  • Bonito trabalho, Eduardo!
    Parabéns!!
    Por baixo da minha pele branca também corre o sangue oriundo da África. Penso na origem da vida no planeta e sinto que somos todos negros. Fomos braqueando com o tempo. Não fiz estudos científicos, apenas sinto isso. Afinal, somos ou não irmãos?
    Então, quero desejar FORÇA ao trabalho desenvolvido pela comunidade de Juiz de Fora e também FORÇA a todos que lutam por uma vida mais digna, mais justa, mais humana, enfim.
    Grande abraço.

  • É Eduardo! Os Orixás estão te chamando, meu caro! Já há muito tempo! Quando você iria imaginar um acontecimento deste tipo na sua vida? Como eu sei disto?
    Certo dia, de madrugada eu dormia e sonhava repetidamente com a internet. Acordei abruptamente. Fui direto para o Cidadania por causa daquele problema da Vitorinha. “Menina, nunca te vi e sempre te amei”; você não deve se lembrar destas palavras diante da sua imensa correspondência. Foram minhas. Tudo bem; continuando, naquela madrugada você devia estar lendo um dos meus comentários sobre a agressão verbal que você sofreu daqueles caras gêmeos por ocasião da reunião dos blogueiros na qual eu achei que você estava muito triste e deslocado da turma. Lembrou agora? É preciso acreditar; naquela noite, a sua preocupação, lendo o meu comentário, me acordou e em fez comunicar com você.
    Houve também aquele seu poster sobre um hotel em que se hospedara, onde um tal Eduardo tinha morrido. Marcou-me deveras um lacônico comentário de alguém que disse, mais ou menos assim:
    – Eduardo isto é mediunidade. Bem vindo ao clube. Trata-se de alguém com conhecimento.
    Se eu fosse você começaria a se inteirar do assunto. O que você faz com o blog é apenas parte de algo muito maior. Maior, talvez que você mesmo.
    SARAVÁ!!

  • Chamaram um lutador incansável,um bom e valente combatente.Há que se pensar o que é necessário para que essas comunidades se desenvolvam,em um país que prima por ressaltar diferenças.A Anatel fechou sua rádio comunirtária,mas a do bispo e a do político não.Nenhuma surpresa. O que pode ser mais útil para uma comunidade,é justamente o que eles menos favorecerão.De resto,é aquilo que conhecemos.Sequestraram,aprisionaram,usaram das formas mais abjetas.Quando se tornaram dispendiosos,mandaram embora,sem sobrenome,sem gratidão,sem respeito.Tiraram as correntes e mantiveram a mordaça.Incentivaram a desigualdade.Mas os herdeiros de Zumbi ainda lutam.Apesar de tudo, Parabéns a Adenilde,bem como aos movimentos que ela representa,pelo discernimento.Escolheram quem queriam ouvir, e não poderiam ter escolhido melhor.

  • Muito bom! É por isso que me orgulho de ser brasileira, é pela luta daqueles que sabem o quanto falta para a plena cidadania e não desistem nunca. Por isso também que sinto vergonha daqueles que ao voltarem deslumbrados de uma viagem ao exterior, reclamam que nosso país não é civilizado como os de fora e nem percebem que eles mesmos representam o atraso de nossa civilidade.Sempre corto essas observações, dizendo logo: não há para mim melhor lugar que o meu país. E não é por por puro nacionalismo besta não.É porque acredito que um país se constrói por meio do seu povo, de suas necessidades e de sua cultura, de suas solidariedades. E não sobrevive se não tiver boas relações com outras culturas e outras nações. Nosso Brasil é ótimo por ter pessoas como você Eduardo, a professora Adenildes e muitos outros que vivem nessa terra imensa, rica, boa demais. É isso aí. Muito bom!

  • Um relato comovente, Eduardo. E a atitude da Anatel contra a Mega FM fica particularmente imoral e revoltante, quando se pensa que existe, Brasil afora, um monte de emissoras de rádio, cujo único propósito é fazer média e promover políticos corruptos e outros tipos de larápios e vagabundos… Espero sinceramente que a Adenilde e seu grupo consigam reabilitar a Mega FM o mais breve possível. Parabéns, Eduardo, por este belo exemplo do que vem a ser, afinal, a tão propalada “Democratização da Mídia”! Com casos concretos como esse, fica bem mais fácil mostrar ao grande público, as vantagens de ter-se uma “Ley de Medios” aqui no Brasil…

  • Parabéns Edu, e obrigada por representar a voz dos mais fracos. Pena que o governo Federal depois de nove anos ainda não tenha feito a democratização da mídia.

  • É por essas que o seu blog é o único que leio diariamente. Tudo muito legal. Emocionante. E a cruzada pelas rádios comunitárias autênticas tem que ser uma bandeira da blogosfera. Muito bom saber que uma comunidade tão significativa como esse de JF, apesar de “invisível”, está conectada com gente como voce. O mundo tem jeito. Parabéns !!

  • Grande Eduardo Guimarães, emocionante e contagiante o seu relato, parabéns. Tenha a certeza de que convites como esse expressam o reconhecimento de milhões de invisíveis, pela sua luta por um Brasil mais justo. Forte Abraço.

  • Caro Edu, teu relato é uma forma de des-velar, des-cobrir o que está encoberto neste país de mil facetas e lutas. A superação de um senso comum para uma consciência crítica passa pela identificação no Outro como Eu e na reflexão crítica compreender os nexos da Desigualdade.
    Parabéns, pelos valores implementado, pelas atitudes tomadas e pela ternura e sensibilidade em captar e transmitar valors de um HOMEM E MULHER NOVA.´De fato, um outro mundo é possível’ regido por novas formas de relacionar e conviver.

  • Acho ótimo esse seu trabalho de campo, pois assim volta com mais gás para a luta diária. Poder sentir na pele essas boas vibrações de amizade que você criou com muito esforço e perseverança. O movimento das rádios comunitárias em Minas é muito forte, aqui em Uberaba nossa rádio foi fechada por três vezes, mesmo com liminar da Justiça Federal que não conseguiram cassar. Ainda continua fechada mas a justiça mandou devolver os equipamentos e já estamos nos articulando para voltar a operar. Vou indicar um livro do Juiz Federal aposentado de Uberaba, Paulo Fernando Silveira “Rádios Comunitárias” que sempre foi um defensor da abertura do espectro da rádiodifusão. Grade abraço dos amigos das Gerais

  • Eduardo,

    Quero compartilhar o documentário, Kalunga: Nossa História, Nossa Liberdade”, postado no link: http://www.youtube.com/watch?v=riuQJ2JYdhI. Participei da produção, e direção da minha esposa Juliana Braga. Acho muito pertinente em relação ao tema abordado. Este documentário passou no Festival de cinema de Gramado/RS, Minas Gerais, RJ e até no Japão. A música nativa fala da libertação dos negros. Espero que todos gostem. Abraços, Fábio Linhares

  • É POR ESSAS E TANTAS QUE A GENTE TEM “TU” COMO FALAM A GAUCHADA: NO CORAÇÃO!!! E SEI QUE SUA ESPOSA E FILHOS TEM EMTI O VALOR MAIOR: DA SINCERIDADE, DA HUMILDADE, DA SIMPLICIDADE……UM VIVA AO NOSSO IRMÃOS E IRMÃS AFROS!!!

  • São fatos como esta luta dos juizforanos (ou forenses?) que nos trazem muita fé no povo brasileiro e num futuro mais justo e democrático. O governo e a famigerada Anatel precisam abrir os olhos para respeitarem iniciativas como esta rádio comunitária perseguida, ou aquelas criadas por políticos inescrupulosos que usam concessões públicas para fomentarem suas carreiras.
    Juiz de Fora é terra de grandes jornalistas, como meus falecidos amigos e mestres Antonio Augusto de Oliveira e Luiz Grunewald, ou a valente diretora do Diário de Taubaté Iara de Carvalho, e sua irmã Bete Carvalho. Gente que deixou Minas Gerais por lutar contra a ditadura e trouxe ao Vale do Paraíba paulista uma enorme contribuição ao Jornalismo – todos saíram da Universidade federal daquela cidade.
    Se numa cidade progressista como Juiz de Fora ainda há esse tipo de discriminação e censura, imaginem em cidades mais conservadoras como a minha Taubaté e outras…
    Parabéns, Edú, pela visita e pelo seu magnífico texto. E, como sempre, um beijo na Victoria!

    • Como invisibilidade de pessoas não existe, não há por que pôr o adjetivo entre aspas. Ninguém achará que essas pessoas sobre as quais escrevi são realmente invisíveis

  • Eduardo, fiquei emocionado com o relato!!!! Adorei sua intervenção e foi um prazer recebê-lo em nossa cidade e gostaria de estender o convite para outras oportunidades, que com certeza virão. Agora da proxima vez, venha com mais calma para que possamos recepcioná-lo da maneira mineira. Um Grande Abraço.

  • Parabéns, ainda que com um certo atraso, por sua participação nesse evento fantástico! Assim, em tantos anos em que frequento este espaço, posso relatar que essa foi sem dúvida uma das mais importantes realizões práticas, sua e do MSM, uma vez que você contribuiu desta vez na luta contra uma exclusão ainda mais ampla que a midiática(evidentemente, a midiática também faz parte dela, mas a exclusão dos negros passa pelo cerceamento de sua voz, é composto por sua exclusão social, e atinge outros cerceamentos, como o de sua auto-imagem, de seu respeito próprio e de sua identidade). É evidente que as exclusões midiática e social constituem um enorme amálgama, na qual todas as outras se misturam, mas é exatamente o caráter perverso e cruel dessa mistura, representado pela destruição da dignidade e da auto-estima do negro(que não atinge a população branca, ainda que pobre : o branco pobre é evidentemente vitimado por uma série de exclusões e opressões comuns à sua condição social, mas não tem que ligar a televisão e ouvir o tempo todo que as suas características físicas são motivo de “vergonha”, quando os únicos que deveriam sentir vergonha são os monstros que difundem uma barbaridade dessas)o que torna essas pessoas vítimas ainda mais fragilizadas diante da ação de uma estrutura midiática oligárquica e conservadora e da ação e omissão de um estado ainda controlado por grupos de interesses que o tornam refém das exigências da classe dominante branca. Diante de um quadro sócio-cultural horrendo como este; tragicamente tétrico; ações como a dessa Senhora extraordinária, Adenilde Bispo, lutando para resgatar a auto-estima e a identidade das pessoas da comunidade em que reside, enfrentando as sabotagens dos dominadores e do Estado que ainda controlam, ainda que não totalmente(o fechamento da rádio comunitária é apenas mais um exemplo do quanto o Governo é refém dos interesses dos barões da comunicação)nos enchem de admiração, orgulho e respeito, fazendo-nos ver o quanto somos pequenos e fracos diante da grandeza de Adenilde. Que a Sociedade brasileira conheça e dê respaldo à luta de pessoas como Adenilde; que é a luta dos negros e dos excluídos em geral, para que eles e todos nós nos conscientizemos cada vez mais sobre as barbaridades que o status quo excludente instalado neste país há 500 anos causou em nossa Sociedade(e que vem sendo progressivamente derrubado por Lula e Dilma, ainda que em ritmo lento, com recuos, vacilações, omissões e temores : as cotas raciais são uma prova desse avanço para a construção de uma Nação para todos, mas sua implantação lenta e limitada são um exemplo do quanto precisamos brigar). Só assim, poderemos juntar nossa forças, nossa solidariedade, nossos sonhos, nossas ambições e nossos desejos para construirmos um país onde pessoas como Adenilde percebam que de fato são parte de uma nação.

  • Querido Edu,
    Me sentí muito emocionada com o relato de sua vinda a Juiz de Fora. Quisemos te ouvir, porque a nossa admiração, por você e a sua luta é tão grande que sentimos necessidade de partilhar e espalhar essa boa nova que é aprender, formar consciência crítica, fortalecer e pegar mais consistência na nossa caminhada através da leitura de seu blog e de tabela sentir a sua força, sua coragem, sua generosidade, seu exemplo para sermos mais humanos, dignos e fortes.
    Eduardo, nestes quarenta anos de luta, travamos muitas batalhas, perdemos muitas lutas, batemos e apanhamos mais que batemos, porém nosso sonho nunca morreu.Aprendemos na prática que a voz de um branco de classe alta tem mais valor de que a voz de trinta negros e pobres da periferia falando a verdade. Perdemos nossa rádio, que era o coração de nossa luta, ela era a voz da periferia, a nossa voz. Perdemos a nossa régua, mas você nos deu o compasso. O relato que você escreveu, quando lí, me recolhí ao silêncio e pensei:”fala o homem ou fala Deus”? Seu relato foi um dos raros momentos em que me sentí gente, digna de alguma coisa. Sei que muitos que estavam lá e leram se sentiram mais humanos. Sentiram a sua própria humanidade- disseram: sou gente….Muito agradecida! Enquanto esperávamos o avião (nunca tinha ido a um aeroporto, sério!), Anete e eu refletiamos que é preciso ter muita coragem para saír de SP, vir a uma cidade desconhecida, encontrar pessoas que você nunca viu e falar para um grupo que você nem imaginava. Daí pensamos: é preciso ser muito corajoso, ser muito Homem, no sentido mais profundo da palavra, ser um profeta generoso que crê na bandeira que carrega. Você tem muito valor para nós, nos sentimos representados mesmo por você e seu blog é a nossa fonte.Ele nos prepara para a caminhada. Edu, Esse espaço é pouco para falar tudo que sentimos. Valeu!!!! Seu trabalho é fundamental para muita gente e você é muito importante! Sonhamos em, um dia, você visitar nossa Santa Cândida.Edu sua generosidade não tem preço, por isso a unica forma de lhe retribuir , é amplificar, multiplicar seu gesto de generosidade e humanidade. Que Deus em sua infinita sabedoria lhe abençoe, lhe dê força, saúde, vida longa e lhe cumule de bens, amizades e alegrias… saude para sua familia e especialmente para a Vitória. Deus lhe pague!

    • Que emoção, minha querida Adenilde. Aguardo, ansioso, o convite para conhecer Santa Cândida. Você e seu povo são muito importantes para mim, assim como todos os que passam pelo que passaram, passam e, infelizmente, ainda passarão até que a vossa voz possa ser amplificada por quem, como eu, sabe que enquanto um só dos filhos deste país não falar, não haverá democracia. Continuaremos falando. Um abraço fraterno, Adenilde. E até breve.

  • Ufa! Finalmente consegui ler todo o texto, a coisa aqui anda alvoroçada.

    Eduguim, quero lhe dizer que gente como você, Adenilde e companheiros me fazem acreditar que este mundo ainda pode dar certo.

    A Victoria gostou do presente? Mande um beijo para a nossa musinha.

  • Já na parte da tarde, os inscritos na Conferência foram divididos entre dez Grupos de Trabalho de acordo com seu interesse: Políticas de Concessões; Rádios e TVs Comunitárias; Mídias Alternativas; Educomunicação; Conselho Municipal de Comunicação; Mídias Digitais e Inclusão Social; Representação dos Segmentos Historicamente Oprimidos; Produção Regional de Comunicação; Comunicação Sindical e Fim do Diploma e da Lei de Imprensa. Cada grupo se reuniu em uma sala com um mediador e um relator indicados pela Comissão Preparatória. Foram distribuídos textos que serviriam de subsídios para a discussão que objetivava elaborar no mínimo cinco propostas para serem apresentadas e votadas na Plenária Final do evento.

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