Diminuir a corrupção na política é moleza, mas ninguém quer

Opinião do blog

Mais uma vez, o país assiste a um escândalo de corrupção desalentador porque insinua que em toda parte do espectro político há gente com o rabo preso. Políticos adversários se defendem mutuamente de acusações de corrupção. Corporativismo? Pode ser. Mas por que é tão difícil o Congresso aprovar uma CPI da Privataria ou essa, agora, do Senador Cachoeira?

Porque há atores de todos os partidos mais importantes envolvidos, o que não pode ser tomado como culpa das agremiações mas denota um apodrecimento do nosso sistema político. Quando escroques como um Carlinhos Cachoeira ou um Marcos Valério transitam do PSDB ao PT com toda a desenvoltura que se viu da década passada para cá, algo está muito podre.

De onde vem tudo isso? Simples: do financiamento privado de campanhas eleitorais. É aí que interesses privados conseguem se fazer representar. É aí que as grandes corporações conseguem ferrar o consumidor. É aí que uma igreja picareta consegue se transformar em uma das bancadas mais fortes do Congresso.

Por que um banco dá dezenas de milhões de reais a campanhas eleitorais? Patriotismo? Como verdadeiras organizações criminosas conseguem fundar partidos políticos e influírem e negociarem leis ou impedirem investigações incômodas?

Como os políticos precisam de dinheiro para se eleger, de quantidades astronômicas dele, grupos que têm sobrando aquilo de que precisam financiam-nos e, assim, sempre terão, no mínimo, que ser ouvidos, apesar de, frequentemente, só representarem meia dúzia de empresários.

Demóstenes Torres e José Roberto Arruda, por exemplo – e não me venham falar de políticos que não têm contra si uma fração daquilo que há contra esses dois. Como chegariam aonde chegaram sem que escroques os financiassem?

É óbvio que a proibição expressa de dinheiro privado em campanhas eleitorais e o estabelecimento de um teto para financiamento delas – que, sem dúvida, seria respeitado porque candidatos adversários fiscalizariam um ao outro –, seria a solução. Todavia, os detentores de enorme poderio financeiro deixariam de manipular o Estado brasileiro.

É por isso que nenhum grupo de mídia põe discussão como essa em pauta, assim como todos impedem a discussão de uma legislação para a comunicação que existe em todos os países mais desenvolvidos.

Imagine, leitor, se os planos de saúde ou as empresas de telefonia conseguiriam abusar da sociedade como abusam se não colocassem suas bancadas no Legislativo para bloquearem medidas de proteção ao consumidor que não aprovar é um escândalo, mas que não são aprovadas porque esses grupos de interesse têm milícias de parlamentares para defendê-los.

Imagine, leitor, uma campanha em que os candidatos de todos os partidos disputassem em estrito pé de igualdade, sem que os mais ricos atraíssem público com trios elétricos e outras baboseiras financiadas por grupos de interesse que obviamente quererão ressarcimento do eleito.

É por isso que, nos países mais desenvolvidos – quase todos da Europa, mas também da Ásia –, o financiamento é público. Nem misto pode ser. Precisa ser estritamente público.

Todavia, os grupos de interesse, usando a mídia, conseguem fazer valer o mesmo estratagema que os americanos criaram, de tachar o financiamento público como doação do cidadão ao político, a qualquer político, falácia que esconde que quando não é o dinheiro público que financia as campanhas é o grande capital privado que vence a eleição.

Tem muito classe média, por aí, que acha que o seu lado é o lado do grande capital. Esse tonto já deve ter sido estafado pelo seu plano de saúde ou pela sua operadora de telefonia. E muito mais.

Então, meu caro companheiro leitor, o fato é que a corrupção na política poderia ser drasticamente reduzida, do dia para a noite, mas é a minoria da minoria da classe política que aceita sequer discutir o assunto. E, assim mesmo, boa parte desse grupo prega sistema misto (financiamentos público e privado misturados), o que não muda nada.

Enquanto o atual sistema de financiamento da democracia perdurar, estaremos condenados a ficar nos escandalizando o tempo todo com a ousadia que a promiscuidade entre o capital privado e o sistema eleitoral gera. A corrupção política é uma opção que fez esta sociedade.

110 comments

    • E as doações, pelo menos as somas grandes é dinheiro não legalizado (sonegado) que é doado “por fora” cx 2 . Ou seja o cara se livra desse dinheiro sonegado e recebe retorno no futuro de dinheiro” quente” através de concluio com o setor público ,por meio de superfaturamento. Belo negócio.

    • ESSA LEI DO FINANCIAMENTO PÚBLICO E EXCLUSIVO DE CAMPANHA TERIA DE SER FEITA POR LEI DE INICIATIVA POPULAR, TAL QUAL A LEI DA FICHA LIMPA, DO CONTRÁRIO NÃO PASSARÁ NO CONGRESSO, IMAGINE UM CONGRESSO ONDE 45 SENADORES VÃO À TRIBUNA DEFENDER O DEMÓSTENES TORRES, OU O CONGRESSO QUE ALUGA SUAS CÂMARAS E MICROFONES PARA UMA PASTOR, UM APÓSTOLO PICARETA DE UMA TAL IGREJA MUNDIAL, APÓSTOLO ESSES QUE EM REDE NACIONAL DE TELEVISÃO , CURA ALEIJADOS, CEGOS, CANCEROSOS , TIRA O DEMÔNIO DO CORPO DAS PESSOAS( UM GRANDE 171)…

  • O problema maior no final é o conformismo. Tornou-se aceitável. Os discursos contrários a esse estado , em maioria, são só artifícios, artimanhas, mais um dos inúmeros clichês que a política adota no dia a dia. Quem -aqui embaixo – ainda não conseguiu se render a isso é esmagado pelos profissionais da política que encontram adeptos na sociedade em número suficiente para legitimá-los.Haverá sempre uma desculpa razoável – nem para todos- para a corrupção. A guerra partidária nesse país é vazia.

  • quanto mais leio esse blog , mais me sinto politizado.qual dos blogueiros limpinhos e cheirosos ,escreveriam um post com esse tema ? … nenhum , pois todos tem rabo preso com o sistema via seus patroes.
    se comparar a cachoeira do demostenes e seus pares com os mensalao do pt alardeado pelo pig , este vira goteira de chuva fina . nao vi o boca de suvaco do boris casoy indignado hj no jornal da band , apenas ele noticiou o caso muito a contra gosto .

  • A PRAGA, a corrupcão por natureza é humana, desde o mito ou lenda Judaico/Cristão de Adão e Eva…. costumo afirmar, que onde existe mais de três seres humanos existe corrupção, quer seja de ordem moral, psicológica, política ….e a que mais salta aos olhos: A ECONÔMICA. A sociedade é podre por natureza, cada um sem discernimento quer o PODER, se impor…..impressionar os outros para se impor, e subjulgar os incautos e se impor como Imprerador ou os subjugar. Em ética de Platão…e demais filósofos gregos…..todos entendiam que os homens são corruptos por natureza, daí o Estado e a Sociedade impor regras DURAS, nossos antepassados que nos formaram filosoficamente em todas as áreas tinham essa preocupação com despudorados em assaltar os estado das coisas, daí terem se preocupado em escrever pra nós tratados de Ética….até chegar em 1513 com a obra prima de O PRÍNCIPE de Machiavel, por incrível que pareça o tratado de Maquiavel, deixou claro, que os políticos contemporâneos o disvirtuam-no, Machiavel, não pregaga a Corrupção e o Jeitinho brasileiro e Italiano. Mas Maquiavel nos ensinou a ser corruptos.Atualmente, as corporações Transnacionais e em CONLUIO com o PIG Internacional, está impondo aos Estados Nacionais, com um discusso homogêneo e simplista que só o MERCADO com sua mão invisível, istoé, Banqueiros, Latifundiários, Exploraradores de toda espécie, é a solução, pra seus negócios de exploração, esse é o mercado com MÃO BEM VISÍVEL, o Estado Mínimo, sem dor e piedade. Lí um livro chamad CIDADELA, escrito á época do início da Industrialização da Inglaterra, trata-se do comercio da MEDICINA, verá que os Grupos de Medicina Corporativa, ipisis literris copiam esse ensinamento quase medieval nos dias de hoje, e o aplica sem cerimônia no séculos XXI, é um Terror. A Praga da corrupção age como erva daninha, com sol ou com chuva, com noite e dia, afinal é o poder da Elite medieval, não adianta se esconder, tentarão torná-lo um corrupto e corruptor. Nosso País não tem Lei para punir o CORRUPTOR, daí a CIDADELA, a que nos tornarmos, visto que interessa aos corruptores não existir Leis que os PUNA exemplarmente e tentar barrar até o momento Leis que os puna. O Congresso tornara um ninho de ratos que todos os dias crescem …e se tornaram RATAZANAS……….temos que brigar e impor ao Congresso essa pauta contra os corruptores URGENTE e denunciar os Congressistas OMISSOS á Pauta Popular, com votos, emails, facebooks….retratos telefones….em forma de CARTAZ, o que o POVO quer sobre Leis de REGULAR esses Ladrões profissicionais, CHEGA! de Belo Horizonte.

  • E eu lamento te dizer, mas a se confirmar o quadro que se delineia no horizonte e espero imensamente que estes ventos mudem, não haverá mudança nenhuma nisto aí e a coisa tende a piorar. Na Bahia, a continuar estes ventos, teremos um segundo turno entre PMDB e tucano e, claro, uma chance a mais para o PMDB eleger MK.

    No Rio, a reeleição de Paes é mais viável do que qq coisa. Em SP, um segundo turno entre Serra e Chalita e uma chance real deste último levar, já que penetra todos os segmentos da sociedade.

    Não espere uma mudança do PMDB, mas estes ventos a continuarem, vc verá um partido cada vez mais chantagista, pq poderá fazer menos municípios nos interiores, mas tem um vento soprando para ele que poderá fazer as capitais que são os três colégios eleitorais do país.

    Eu espero realmente que este vento mude, pois ainda sequer as convenções aconteceram, mas infelizmente a coisa está neste patamar. E tem mais, você não faz ideia dos votos que o PT perdeu em SSA e que ainda não recuperou, depois de Dilma implantar a República do Chimarrão.

    Vamos ver se estes ventos vão continuar, mas não espere mudança, não, porque no momento, o que está dando certo é a estratégia de Temer. Aguarde mais reações do PMDB no Congresso Nacional, se este quadro continuar, pois os caras vão para cima de Dilma mais ainda, para por em prática as outras atividades e refazerem o maior número de prefeitos possível Brasil adentro.

    Eu lamento te dizer,mas se estes ventos continuarem nesta direção, as eleições sairão fatiadíssimas com os partidos e o PMDB e não os tucanos, será a oposição petista, pois terá o governo na mão, por Dilma encurralada dentro do Congresso Nacional e eles tentando aliança com os tucanos, o partido do Kassab e o de Eduardo Campos. Vamos ver como estes ventos continuarão, mas o partido que não é para amadores, pode sim, fazer estas três cidades, infelizmente.

    Vou continuar na minha torre de vigia e ver para onde estes ventos vão e espero que eu esteja completa, redondamente enganada na compreensão disto.

  • O Financiamento de Campanha pelo Poder Público, sem dúvida, a corrupção na Política, cairia de forma considerável, mas os 300 PICARETAS do congresso, como afirmara em momento de lucidez do nosso LULA, é real, portanto vamos defenestra-los da casa do Povo, afinal, agem baseado em legislações Afonsinas e Filipinas, em nosso ordenamento Jurídico, o que é um acinte em pleno século XXI, é hora URGENTE de impor ao Congresso a pauta popular ANTICORRUPÇÃO, é o momento. Denunciar cada congressista diariamente por que querem que a Mão Vi´svel do “Mercado”, é que tem que financiá-los. Vamos dá um basta no BANTISMO PROFISSIONAL POLÍTICO. de Belo Horizonte.

  • Financiamento 100% público das campanhas eleitorais é uma bandeira irrecusável, para qualquer cidadão brasileiro que seja politizado e esclarecido; no entanto, existe toda uma estrutura montada para fazer o eleitorado pensar da seguinte forma: “Os políticos, que já não são confiáveis por natureza, ainda terão suas respectivas campanhas 100% financiadas com o dinheiro que eu, cidadão honesto e trabalhador, pago na forma de impostos?” Colocada dessa maneira viciada e torpe para a população, é óbvio que a proposta de financiamento 100% público das campanhas eleitorais não decola… Cabe ao governo federal e às entidades civis honestas promover uma grande campanha educacional no país, denodando à população a verdadeira idéia do financiamento 100% público das campanhas eleitorais. Essa bandeira precisa ser desfraldada e colocada de uma maneira honesta ao eleitorado, mostrando que se tal prática for adotada, o Brasil dará passos importantes no sentido de tornar-se uma Democracia mais madura e plenamente estabelecida.

  • Gostaria de responder a essa frase sua:

    “Imagine, leitor, se os planos de saúde ou as empresas de telefonia conseguiriam abusar da sociedade como abusam se não colocassem suas bancadas no Legislativo para bloquearem medidas de proteção ao consumidor que não aprovar é um escândalo, mas que não são aprovadas porque esses grupos de interesse têm milícias de parlamentares para defendê-los.”

    Nesse caso, sem representatividade de seus interesses, as companhias reunidas conspirariam até que esse sistema fosse reconstituído; exatamente como fizeram em 64, quando muitas empresas (brasileiras e americanas principalmente), insatisfeitas com a condução das políticas públicas (através das lojas maçônicas), derrubaram o poder legalmente instituído. Porque o poder podia ser “legal”, mas, não era “real”. E jamais podemos cometer o engano primário de nos esquecermos de que o poder real advém do capital.

    O dinheiro público será ratiado (na maioria das vezes, legalmente) seja com obras e empreitadas, seja na forma de juros da dívida interna.

    Isso é o “establishment”, o “estabelecimento”; e, como diz a palavra, ele é estável; ou seja: as coisas são assim por são assim desde que o mundo é mundo.

    • As coisas NÃO são assim “desde que o mundo é mundo”. Em muitos países, os povos conseguiram reverter esse estatus quo.

      Na América do Sul, a situação começou a ser revertida faz 10 anos. Os pobres estão menos pobres. As condições sociais melhoraram.

      Se você acha que não tem jeito, então não leia mais este blog. Não pense mais em política. Mas saiba que é exatamente isso que o grande capital quer: que as pessoas sejam conformistas como você.

    • Eu discordo do Locatelli. Leia sim o Blog.hehe É um dos poucos espaços interessantes e que de vez em quando até surpreende o , como você diz, “establishment”.

    • Com todo respeito ao camarada Rogério Madureira, mas se todos pensassem como ele, o mundo ainda estaria na idade média, ou até antes… O que ele coloca aqui é como que um culto ao conformismo e à imobilidade; uma defesa incondicional do “status quo”…

    • Concordo contigo. Locatelli e Di Fini, acho que o Madureira constatou um fato, não que precise ser sempre assim. Ele apenas revela o sentimento dos empresários, não os nossos. Continue a ler e a comentar, Madureira, somos feitos de ideias contraditórias, e delas nos refazemos!!!

  • Os custos de campanha de um congressista passa da casa do milhao de reais. Quem acredita que algum de nossos representanates, utilizaria seu patrimônio para financiar uma campanha, para em caso de ser eleito receber em 48 parcelas mensais parte desta montanha de dinheiro gasto?
    O financiamento de campanha no Brasil jâ é público, público ilegal. Melhor que vosse legalizado e com regars de equidade entre os postulantes.

      • Voto distrital é a estratégia da direita para voltar ao poder. Ele rompe com o princípio que diz: todos os votos têm peso igual.

        Imaginemos uma eleição para a Câmara de Vereadores de uma cidade. Digamos que esse município tenha 105 mil eleitores. Três partidos concorrem, partido A, B e C. A cidade é dividida em 10 distritos com 10.500 eleitores cada um, que elegerão 10 vereadores, um por distrito. Vamos ver como o voto distrital pode deformar totalmente a vontade popular.

        Digamos que cinco mil eleitores votaram nulo ou em branco. São, portanto, 100 mil votos válidos.

        O partido A teve 40% dos votos válidos em todos os distritos.
        Total de 40 mil votos.
        Não elege nenhum vereador. Nenhum!!

        O partido B teve 41% dos votos válidos em 6 distritos e 0 % nos demais.
        Total de 24.600 votos.
        Elege 6 vereadores!! Terá maioria na Câmara tendo 24,6% dos votos válidos!!

        O partido C teve 60% dos votos em 4 distritos e 19% em 6.
        Total de 35.400 votos.
        Elege 4 vereadores, mesmo tendo 35,4% dos votos válidos, muito mais do que o partido B.

        Isso vai ocorrer em todo o Brasil. Os partidos que tiverem currais eleitorais, mantidos graças a “favores” do tipo tapar buraco, conseguir ambulância para idosos, etc, poderão ter maioria no legislativo, mesmo tendo uma pequena minoria dos votos. Nesse exemplo, 24,6% dos votos resultaram em 60% dos vereadores. Absurdo!!

        A planilha que contém a situação acima está aqui: http://www.planetaignis.com/blogspot/voto-distrital.xls

        • O voto distrital é uma alternativa para romper o ciclo vicioso da política brasileira, que tem início num sistema
          ultrapassado onde o eleitor, com uma frequência assustadora, esquece em quem votou três dias após as eleições e repleto de regras que fogem à lógica como é o caso de Tiririca eleger oportunistas como Protógenes.
          O PT é frontalmente contra a proposta pois sabe que sairia prejudicado e, para se precaver apresentou uma estrovenga que chamou de “proporcional misto”, uma barbaridade saída da cabeça de José Dirceu, o poderoso chefão, que equivale a afastar ainda mais o cidadão das decisões políticas.
          A cada eleição nas grandes cidades, o eleitor é bobardeado por propostas mirabolantes de milhares de candidatos. No sistema de voto distrital, esse problema desaparece, já que cada partido pode apresentar apenas um candidato por distrito. Ou seja: na pior das hipóteses, o eleitor terá de comparar as propostas de 27 concorrentes — o número de legendas registradas hoje no Brasil. A tendência, no entanto, é que o número de candidatos competitivos seja ainda menor, equivalente ao de candidatos a prefeito.
          Candidatos que representam corporações como sindicatos ou religiões não se elegeriam tão fácil como no sistema atual já que teriam suas base eleitorais geograficamente diluídas. Oligarcas não elegeriam seus parentes.
          O candidato distrital não gastaria muito pois seu foco seria seu distrito, uma área restrita. Outro efeito muito bom do sistema distrital seria a diminuição da gastança federal. Eleito, o deputado se esforçaria para levar recursos para sua zona em vez de diluí-lo para grupos de pressão como sindicatos e movimentos sociais os quais, sabemos têm um apetite voraz por verbas públicas.
          Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália entre outros, adotam o voto distrital.

      • Concordo plenamente.
        O voto distrital não é, digamos, a salvação da pátria mas é melhor do que o que se tem hoje e muito melhor do que o tal de “voto em lista” que querem colocar.
        No sistema distrital:
        – Cada candidato ao legislativo gasta muito menos, pois faz campanha só na sua região e não no estado inteiro.
        – O eleitor tem mais controle sobre o seu deputado eleito e pode cobrá-lo mais. É bem mais difícil de acontecer como hoje que muitos simplesmente esquecem em quem votou.
        – Não se elege candidatos sem votos como os colegas do Enéas e do Tiririca, como acontece hoje no sistema proporcional.

        O voto em lista, como querem alguns é ainda pior pois tira a prerrogativa de escolha do eleitor e transfere aos caciques dos partidos políticos.

        Ser a favor ou não do voto distrital não é uma questão de esquerda ou direita como alguns querem imputar.

        Acredito que o voto distrital puro aliado ao financiamento público de campanha é a melhor solução.

        Vejam mais informações:
        http://www.euvotodistrital.org.br/

        • Gostaria de saber quem são os responsáveis pelo sítio, pois procurei e não achei. Qual seria o motivo??

          E não me diga que isso não é importante!!!!

          • Sebastião, o voto distrital caso venha a ser adotado nos diais atuais, apenas irá assumir uma nova forma de favorecimento dos “coronéis” locais, diferente daquele praticado nos tempos de império e de República Velha, mas que continuará na sua essência a ser um instrumento de favorecimento do clientelismo e de perpetuar no poder os caciques locais.

            O voto proporcional tem seus problemas e limitações também, mas é muito mais democrático e pluralista, do que o voto distrital. O autor do artigo que lhe recomendei anteriormente foi bem preciso ao escrever sobre essa questão:

            “Fico muito admirado quando vejo oposicionistas aceitando a idéia do voto distrital. Esse modelo foi adotado no Brasil desde os tempos de colônia até a República Velha, tendo sido abolido justamente por inviabilizar a presença da oposição no parlamento em níveis aceitáveis. O voto proporcional foi adotado como forma de assegurar a participação das minorias. E uma conquista histórica da qual não podemos abrir mão.”

        • O voto distrital já foi praticado aqui no Brasil nos períodos de império e de República Velha: períodos nos quais, o voto distrital demonstrou ser um excelente modelo de favorecimento do clientelismo político e de institucionalizar currais eleitorais.
          ver: observadoressociais.blogspot.com.br/2011/10/para-esquecer-o-voto-distrital.html

          • Em primeiro lugar não se pode comparar o país do tempo do império com os tempos atuais.
            Naquela época o país era muito mais rural, as pessoas tinham muito menos informação, eram bem menos instruídas (poucos sabiam ler e escrever) e muito mais controladas pelos “coronés” donos das terras onde que viviam.

            E currais eleitorais acontecem em qualquer sistema, proporcional ou distrital. Basta ver o que ocorre em muitas cidades pequenas no interior do NE.

  • “A corrupção política é uma opção que fez esta sociedade.”
    Que pena! O pior é que essa opção é puro fruto da barreira criada pelos “meios de comunicação” para impedir o povo de ver a realidade com um pouco mais de clareza. Que revoltante é tudo isso! O cidadão comum, manipulado de forma mais vil, pensa simplesmente que os recursos da nação não podem ir para os políticos. Mal sabe que o que seria gasto representaria uma ínfima fração do que é subtraído no “toma lá, dá cá” do financiamento privado.

  • Não vejo problema nenhum em financiamento privado das eleições. O que tem que ser combatido é o caixa dois, o dinheiro não contabilizado.
    O que eu acho correto são as contas abertas, que os partidos mostrem de quem eles recebem dinheiro. O brasileiro já paga impostos demais e recebe em troca muito pouco.

    O que tem que ser mudado é o sistema eleitoral brasileiro e não o financiamento das campanhas. Nenhum partido brasileiro capaz de eleito tem dificuldade em arrecadar dinheiro.

    Aconselho todo mundo a ler a proposta nesse site:
    http://www.euvotodistrital.org.br/voto-distrital/o-que-e/

    O voto distrital diminuiria em muito o custo das campanhas eleitorais.

    • Tiago, não m e preocupo com o custo em si, mas se ele espelha realmente os gastos, aí sim poderemos discutir se ele é abusivo ou não. A maior preocupação é em evitar as desingualdes causadas pelo voto distrital, o que com certeza acarretará uma ultra-corrupção, pois manteria no poder os mesmos de sempre.

  • tá ..mas LAMENTO ..não é só isso NÃO

    Claro que ajudaria ..ajudaria na isonomia, na percepção de que a democracia daria chance a pequenos e miúdos e quem sabe, a DESCONHECIDOS tb ..ajudaria sim para que alguns doadores indesejados pudessem serem mantidos mais a distância

    mas isso, sozinho ?

    diz pra mim ..e qual seria o critério ? o presente, passado ou o futuro das bancadas e agremiações levado a critério pra rateio do ervário ?

    e de quanto seria a mordida ? ..e isso valeria prum país que ainda tem que conviver com DUAS casas Congressuais, sendo que uma ainda é oligárquica e biônica, arcaica, desenhada pra travar a máquina e qq mudança ? (falo aqui do senado)

    valeria prum país com 5,6 mil municípios, cuja metade, no mínimo, sequer se aguenta ?

    e os custos, o que dirá dos custos dos programas, e da FALTA DE PRINCÍPIOS E COMPROMISSOS assumidos ? destes cujas ausências impedem com que debates e idéias floresçam ..estes que a falta ajuda somente a que RATOS marqueteiros e suas idéias prevaleçam, que os custos explodam e que os atravessadores do poder, da NOTÍCIA e da MÍDIA permaneçam

    lamento, mas tem mais que isso ..só hoje temos mal distribuídos 594 mandatos federais cujos mandatários, muitos, NEM cadeira reservada no plenário possuem, isso por falta de espaço e sobra de inchaço ..agora imagine se todos eles trabalhassem e resolvessem apresentar UM só projeto por ano ..já pensou ? com tanto feriado e férias, quando esta turma arrumaria tempo pra votar ?

    e a MULTA, qual seria a multa pro transgressor ? ..a pena VERDADEIRA, a consequência e a cadeia (hoje temos 500 mil presos e mais 400 mil condenados que não sabemos aonde colocar), a PUNIÇÃO pra quem tentasse, novamente. golpear esta nossa indefesa e retardatária democracia ?

    E por se falar em democracia, falemos da direta, daquela idealizada pra ser exercida nas Ágoras Gregas e hoje completamente esquecida ..aquela de consultas, voto , anuências e plebiscitos feitos pros principais temas ..de qual democracia falamos ? desta que não se compromete e que se divide em em mais de TRINTA partidos disformes, ou em candidatos do niveR de Tiririca, Ratinho Jr, Popó e Maluf ?

    desculpe ..lamento, mas penso que tem muito mais W,Y,Z e K nesta tua equação que sequer esgotou com as possibilidade levantada para o X desta questão ..

    lamento, lamento mesmo, mas a coisa pra mim esta na essência, no bicho homem ..infelizmente há mais, muito mais temas envolvidos neste distúrbio MORAL que acompanha a nossa NAÇÃO desde a sua fundação

    http://www.youtube.com/watch?v=B4J1cMflAfg

    ps – recado pra um colega que me xingou aqui ontem de TUCANO ..tucano é a mãe ..re re re re

    • Vc tem razão, mas, a bicameralidade é característica de estados federativos. Os estados unitários não tem senado e os que tem (EUA, Grã Bretanha, Russia etc) possuem dois senadores por ente federado (AQUI NO BRASIL SÃO TRÊS).

      Para acabar com o senado basta passarmos para estado unitário sem no entanto, aumentar o número de políticos.

      Já te digo que só com nova Assembléia Nacional Constituinte, pois, o FEDERALISMO É CLÁUSULA PÉTREA.

      Abraços.

      Luiz Felipe

      • Além disso, há papéis reservados a cada Casa Legislativa: na Câmara dos Deputados estão os representantes do Povo, e seu número é determinado por estado proporcionalmente à sua população; no Senado, estão os representantes dos Estados enquanto entes federativos, e seu número é igual para todos pois todos são iguais na Federação. Acredito que o ensino de um pouco de Direito Constitucional nas escolas não faria mal a ninguém.

        • Ronaaaldo ..brilha mutcho no corintia

          Roraima, 450 mil ciaddãos de 1a, 7 deputados

          São paulo, 45 milhões de brasileiros sub-tratados como ORDINÁRIOS, 70 deputados

          acredito que estudar matemática tb ajudaria a se entender um pouco mais de proporção

          aliás ..aliás ..a democracia tem que representar homens e mulheres, e não rios e mares ..muito menos entes, isso que deveria ser reservado aos médiuns ..que papo é esse de ente federativo ?!

          cai na real, tal qual COTA RACIAL, isso é mais uma formula importada por nós macaquitos ..aqqui NUNCA os Estados lutaram por sua independencia, ou mesmo tiveram que ser “unidos” ..aqui a partilha sempre se deu por cima mapas, talões e na escrivaninha

          http://www.youtube.com/watch?v=4xXaDq_8gcI

          abrá ..na moral

  • Todos os partidos dos 44 Senadores que beatificaram Demóstenes Torres no Senado estão comprometidos com Carlinhos Cachoeira. Inclusive PT e PSOL.

    Ninguém, ninguém que de fato reforma política de verdade. O atual projeto que tramite com o título de reforma política é de autoria de José Sarney, Aloysio Nunes e Renan Calheiros. Velhs raposs tomando conta do galinheiro.

  • Não importa (tanto) a forma de financiamento da campanha. O empresariado já está dentro do setor público com força nunca vista antes via PPP, licitações com prazos ampliados, concessões e privatizações. Financiamento da dívida pública então. …

    Essa mudança é querer resolver goteira no quarto construindo garagem na casa do vizinho. A solução é a velha e boa fiscalização ostensiva.

  • Caro Eduardo
    Isso faz parte do sistema, há que se mudar, como vem econtecendo lentamente.Num governo tucano, toda a sujeira do Demóstenes seria escondida, como acontece com Alckmin, pela sobrevivência dos cafagestes.
    A indignação, que já não era pouca, aumenta ainda mais com cada descoberta e vinda ao público de toda essa safadeza.A direita quer agora, como sempre faz, jogar as canalhices nas costas de todos partidos, para que as pessoas percam as esperanças nos políticos, temos que saber trabalhar essas diferenças.
    Saudações

    • Wilson, PPP não tem nada a ver com isso. O financiamento público é feito pelo dinheiro público.

      O que não se pode aceitar é que a construtora X ou a operadora de telefonia Y sejam doadoras milionárias para campanhas eleitorais. É óbvio que, dessa forma, estão comprando os parlamentares, prefeitos, governadores, e até a (o) presidenta (e). O financiamento público tem esse foco.

      Não adianta fiscalizar se a lei permite essas “doações” milionárias. Com o financiamento público, aí sim será viável fiscalizar para impedir o famigerado caixa 2. Veja-se o caso do senador Demóstenes (Dem) e do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que eram abastecidos de dinheiro por Carlinhos Cachoeira. É justamente isso que tem que acabar.

  • Eduardo, o problema do financiamento público com listas fechadas, esse sistema não permite renovação, já que todos os partidos tem seus caciques, feudos que controlam a máquina partidária impedindo a renovação de quadros, tão necessária a democracia.

  • Não acho que só o financiamento público vá resolver,pode melhorar mas não vai resolver.A corrupção vai continuar com dinheiro em paraísos fiscais(como foi amplamente divulgado da família Serra),e porque isto acontece,porque temos um judiciário, umbilicalmente ligado a este “sistema”,basta ver como tem agido,o STF,Ministério público(em especial o paulista),as ações dos últimos procuradores gerais.Nosso judiciário é vergonhoso,bem vem dizendo a dra. Calmon.Para se ter um drástica diminuição da corrupção,temos que agir em 3 frentes,o financiamento público, Transparência e maior fiscalização da sociedade sobre o judiciário,lei da mídia e fim da propriedade cruzada.Principalmente os dois primeiros,se se ataca só um o outro continua a ser um incentivo a corrupção e a prejudicar o aprimoramento da democracia e ideais republicanos.Nosso caminho é longo e difícil,mas temos que dar o primeiro passo,concordando com voçe Edu,para começar alguma mudança.

  • da minha parte, Eduardo, endosso o que você disse… isso tem que ser discutido nas escolas, associações comunitárias, nas rodinhas de amigos (mesmo com a apatia e ignorância dessa classe média), pois do jeito que está é inaceitável !! via twitter, já cobrei dos deputados em que votei o que pensam a respeito… abraços, amigo !!

  • Bom dia a todos.
    Sou drasticamente contrário ao financiamento público da campanha política, simplesmente porque ninguém vai me convencer que apesar do “financiamento ser público”, não continuará por “debaixo dos panos” os financiamentos privados.

    Não me venham com a fiscalização dos demais candidatos, pois, os cabos eleitorais só recebem em dinheiro vivo, os lanches são também em dinheiro vivo.

    Quantos cabos eleitorais vão ter o candidato “A”? Terá 15, 50 ou 100? O dinheiro para pagamento desse pesssoal pode ser de caixa dois. O candidato dirá que pagou 80 cabos eleitorais e na realidade pagou 200. E aí? Quem conseguirá provar quantos foram pagos com o dinheiro público?

    Acredito que seria melhor o financiamento público, mas, aqui, é complicado, sempre haverá o jeitinho de fazer seu caixa dois.

    O principal que tem de ser passado a limpo no Brasil é esta imprensa odiosa, de esgoto e, infelizmente, o poder judiciário. Este sim, de longe, o pior dos poderes. Se não houvesse a impunidade deste poder não haveria tanta safradesa neste país.

    Abraços a todos.

    • Você tem toda a razão, sendo o financiamento totalmente público, nada impede a fraude e o caixa 2 do mesmo modo que ocorre hoje. O problema maior é a IMPUNIDADE dessas práticas.

  • O financiamento público de campanha parece uma ótima bandeira. Mas quem disse que o dinheiro de comprar votos é contabilizado? Assim, mesmo que seja aprovado o financiamento público, os políticos continuarão comprando votos com dinheiro de origem obscura.

  • Daí vem a mídiaziona e convence a sociedade brasileira que o dito ” mensalão” do PT foi o maior escandalo de corrupção do Brasil, quando na verdade foi nada mais, nada menos que o famigerado Caixa 2 que é usado por todos os partidos do Brasil.

  • Doação do cidadão ao político, a qualquer político, seria falácia mesmo???? Creio que de uma maneira maquiavélica não ira para o politico, e sim nos contraos superfaturados vai para o CAPITAL privado, que se apodereu de um CONGRESSO Medíocre fraco e corruptível, e um SENADO que não tem o porque existir.

  • Perfeito. Me permita só completar a sua frase …”quando não é o dinheiro público que financia as campanhas é o grande capital privado que vence a eleição…” e mesmo desta forma, Eduardo, quem paga é a sociedade pois é lógico que o custo deste financiamento privado é repassado de alguma maneira para a população. Acho muito idiota aquele tipico argumento imbecil e burro, principalmente da classe média, que ingenuamente acha que os custos privados não são repassados para ele.

  • Pronto, falou tudo.
    O financiamento privado das campanhas eleitorais é com certeza, um dos maiores “freios” a impedir o progresso do país e é o maior responsável pela corrupção que todos combatemos.
    Acabar com o financiamento privado de campanhas, tem que ser objetivo de todos nós.
    Precisamos conversar com os amigos, colegas, vizinhos e nossa família, esclarecendo a necessidade urgente da medida.
    Creio, que seja ferramenta importante, escrever aos congressistas nosso desejo de mudança na legislação.

    Obs.: Não assistam, nem permitam que assistam a TV Globo, em sua casa. Conversem mais com sua família e vizinhos.

  • parabéns Edu: golaço!!!! (mais 1, inclusive!).

    o que significa é que temos um país ‘montadinho’ (made in u.s.a.) para não funcionar corretamente;

    (“não deixaremos surgir um outro ‘Japão’ abaixo do equador” – disse aquele escroto ex-secretário gangster estadunidense da década de 70)…

    pra você ver: as sequelas deste “mantra” ainda tão vivos e tão destrutivos até hoje…

    para sermos uma nação soberana e livre ainda teremos um longo, tortuoso e pedregoso caminho a seguir; não esquecendo do “campo minado” onde ainda nos encontramos!!!

    agradeço, parceiro, por tua visão esclarecedora de nossa realidade.

    (quando teremos escolas assim? e nossos cursos de ‘história’ do Brasil ensinando a verdade aos jovens cidadãos?)

    abraço fraterno
    Márccio Campos
    rio de janeiro

  • Corruptores somos todos nós.

    Como reclamar dos corrompidos se aceitamos um desconto se não pedirmos uma nota fiscal, ou se compramos de gente que faz ou apóia o contrabando, se nos informamos pelos meios de comunicação que vivemos criticando, se admitimos que verdadeiros canalhas permaneçam no governo mesmo depois de denunciadas suas canalhices?

    Como se atrever a criticar quando nem nós mesmos somos capazes de seguir as leis que queremos que nos protejam?

    São poucos os que não olham para o lado quando o problema aparece. Pouquíssimos conseguem enxergar bons motivos para respeitar leis de trânsito. Menos ainda conseguem ser honestos quando vislumbram uma oportunidade de levar vantagem em algo.

    Nossa hipocrisia é nosso algoz.

  • Embora tenha consciência de que o financiamento privado das campanhas atende somente aos interesses de um pequeno grupo em detrimento de toda uma nação e que no fim custe-nos incomparavelmente muito mais que campanhas com dinheiro público, nessa fico com o povão: mais de nosso suado dinheiro para políticos?
    Se não mudarmos e passarmos a ter políticos minimamente comprometidos com a ética, órgãos públicos eficientes de controle de gastos, um judiciário célere, justo e independente, uma mídia pluralista e imparcial, organizações civis operantes e “cidadãos” conscientes, o financiamento público das campanhas vai ser só mais um canal, dentre os muitos, que caem na vala comum da corrupção e de desvio de finalidades.
    Mas concordo que é preciso mudar e os primeiros passos tem que ser dados. Todavia, os governos estão a fim de propor mudanças e o legislativo, cheio de políticos acomodados e beneficiados com o sistema que aí está, será capaz de fazer reformas políticas?

    • “Mais do nosso dinheiro suado para os políticos?”
      Não entendí.
      Nós já pagamos muito mais do “nosso dinheiro suado” através das fraudes, negociatas, serviços públicos sem qualidade, inflação, fome, analfabetismo, saúde pública inexistente ou precária e tudo mais.
      Vai, raciocina um pouco mais. Não custa nem dói.

      • Noir Se tivesse capacidade de ler TODO o comentário talvez tivesse entendido! Agora,retirar do texto uma pergunta e colocá-la como afirmação, é demais. Não sei se vale a pena explicar, mas aqui vai: com o financiamento público exclusivo, como convencer a população a pagar ainda mais do que pagamos, se não temos certeza que nossos políticos vão abandonar (ou minimizar) os financiadores privados, esquemas de caixa 2, e tudo mais que leva à corrupção?
        PS: entendeu? não sou contra o financiamento público, apenas afirmo que a simples mudança de legislação sozinha pouco resolve na questão de corrupção e na falta de verbas para setores essenciais, se não vir acompanhada de uma grande mudança de posturas e atitudes, por parte DE TODOS!

        • Resolve sim, pois seria 1º passo e claro, o mais importante.
          Outro ponto importante é que o financiamento público não produz aumento da corrupção e os gastos são acompanhados e melhor fiscalizados.
          Convencer à população é mais fácil, pois não haverá aumento de impostos, o Governo tem dinheiro de sobra.Quanto ao caixa 2, existe a fiscalização do TSE e se fosse implantado o financiamneto público n4ao haveria como escapar; não tem como usar caixa 2.
          Em suma, a corrupção passaria a se restringir ao período pós posse no cargo.

          • Isso seria o ideal, porém em nossa experiência de Brasil digo que não é factível. Primeiro: se não for por grande pressão popular, os congressistas (a maioria eleita com milionário financiamento privado e caixas 2) não farão reformas políticas que englobem o financiamento público. Segundo: é confiar demais nós órgãos públicos de controle e no judiciário que hoje temos, sendo este último um poder tão desacreditado quanto os partidos, os políticos e a grande mídia.Por fim, o mais provável é que teremos o pior dos dois mundos: além de financiamento público ainda teremos de arcar com custos de financiamentos privados ilegais. Alguém dúvida do”jeitinho brasileiro” para dribrar a lei? Ou que os interesses dos grandes (elites) serão sobrepujados assim tão facilmente, justo nos lugares em que esses interesses são mais bem representados?

  • A meu ver o Maia só não abre as CPIs do Serra e do Demóstenes por medo da imprensa golpista, useira e veseira em os fatos. Ainda mais agora que a Veja está listada como integrante da quadrilha do Carlinhos Cachoeira.

    • Remindo Sauim
      O caso é um só: ter, tambem, rabo preso.
      Eis a questão.
      O post do Edu “espalha” bem as mazelas
      do nosso mundo político.;

  • Edu,
    Volto a insistir que é necessária a convocação de uma assembléia nacional constituinte com poderes limitados para a urgente e necessária reforma política, tributária e de segurança pública. Os eleitos para esse fim, exclusivamente, não poderiam ser reconduzidos, por meio de escrutínio, após a promulgação da ANC. Duvido que pilantras tentariam se infiltrar no legislativo só pra essa finalidade. Essa seria uma tarefa para jurisconsultos, doutores, pensadores, pessoas que se preocupem com o futuro do país e que tenham um mínimo de isenção e desprendimento.
    Posso estar equivocada no uso de palavras e/ou expressões, mas a essência do pensamento vai tomando forma e corpo na sociedade. Não podemos mais assistir a esse massacre dos desonestos, larápios, corruptores e corrompidos tomando conta do patrimônio público nacional.
    Difícil? Impossível? Alguém já disse por aí, que só quem tenta o absurdo, consegue o impossível…

  • PEGA NA VEIA QUANDO DIZ:
    “Imagine, leitor, se os planos de saúde ou as empresas de telefonia conseguiriam abusar da sociedade como abusam se não colocassem suas bancadas no Legislativo para bloquearem medidas de proteção ao consumidor que não aprovar é um escândalo, mas que não são aprovadas porque esses grupos de interesse têm milícias de parlamentares para defendê-los”

    …e o preço absurdo de tudo quando comparado a qualquer pais civilizado, um carro, um computador e os impostos sobre tudo isso…

    A nossa jovem, mas triste e gravemente enferma, sociedade, através do voto, via congresso não se CIVILIZA.

    O Eduardo mostra porque tudo nela, sociedade, gerida e capturada por ladrões não funciona, e é nos meios de comunicação onde está a raiz de todos os nossos problemas de cidadania.

    A JUSTIÇA É UM BODE MUITO MAU CHEIROSO E NÃO SERVE PARA NADA.

  • Edu,

    Quem não quer é a sociedade corrupta, acostumada ao “molha mão”.
    Você preste atenção e veja se a imprensona fala dos corruptores.

  • A corrupção sem corruptor. O financiamento “privado” de campanhas via negociatas em licitações combinadas é praxe no Brasil, assim como a cara-de-pau dos advogados. O ex-Ministro de Lula Marcio Bastos assume a defesa de Cachoeira. O ex-Ministro era o homem que combatia a lavagem de dinheiro. Agora vai defender o “corretor zoológico” Cachoeira. Afinal, de que caixa (ou de que lavanderia) sairá a grana para pagar os honorários desse ilustre advogado? Perguntar não ofende, né?

  • Desde Cabral, que o Brasil é governado pelas MÁFIAS.

    Máfia das comunicações, dos Bancos, dos transportes, da telefonia, da TV à Cabo, das escolas particulares, dos Planos de Saúde, etc… etc… etc…

    Sem financiamento público de campanha não há solução e não deixaremos de ser COLÔNIA.

    Somos colônia das MÁFIAS que sugam o povo brasileiro com a conivência dos governos.

  • Seria um passo decisivo rumo à democracia verdadeira e real. No entanto, os controladores dos partidos correriam o risco de serem varridos da política, inclusive a elite do PT. Que venha a utopia. Falta o povo ter consciência dela.

  • Se a reforma politica,não a que querem os politicos carreiristas,mas a ansiada pela sociedade,não sai,façamos nós a nossa parte exigindo tal reforma politica.Exigindo,pressionando,subscrevendo petições atras de petições.Ou eles fazem a reforma politica ou nós,a sociedade,fazemos tal reforma que seja adequada a nossos interesses enquanto sociedade.Somos a maioria,somos o povo soberano,somos a emanação do verdadeiro poder.Se não tivermos capacidade para defender nossos verdadeiros interesses,não temos capacidade para ser um povo livre e soberano.Caso sejamos um povo livre e soberano não precisamos da tutela de politicos corruptos e carreiristas.

  • O pessoal que se dá bem no atual sistema de financiamento usa um bordão que ganha o senso comum porque é simplório e rasteiro. Eles perguntam, você é a favor que seu dinheiro financie campanha de político?
    É por isso que num eventual plebiscito o financiamento público seria rejeitado, Edu.
    Por isso, poderia se começar a discussão com por exemplo, impor teto para doação de pessoa física, e pessoa jurídica. Empresas com interesses em áreas administradas pelo poder público deveriam ser proibidas de doar. Empreiteiras e fornecedores de equipamentos e serviços em geral, principalmente.
    Mas e os bancos? Que são diretamente interessadas nas taxas de juros? Também deveriam ser vetados.
    Na verdade, acho que deveria se começar impondo uma teto para o custo de uma campanha. Não pode continuar essa farra do poder econômico, do caixa 2 e do dinheiro lícito e ilícito
    São medidas que ninguém teria a coragem de ser contra, pelo menos em público

  • Essa bandeira contra a corrupção foi alçada no ano passado. Ou se esqueceram das manifestações que foram feitas e que este blog condenou tanto? Agora vem todo mundo dar conselho e palpite? Quer dizer que as manifestações estavam certíssimas, hein!?

    • Claro que não, estavam erradíssimas porque foram convocadas pela quadrilha do Cachoeira só para desgastar o PT, eram marchas contra a corrupção dos adversários do Senador Cachoeira. Mas como mentira tem perna curta, os propugnadores daquela sem-vergonhice estão sendo desmascarados

    • Aqui eu tenho que comentar. O problema é a coisa ser partidária. Partido algum tem moral para levantar bandeira contra corrupção.Isso não move o povo.O PT tinha num passado já distante. Quer o quê? Esse povo é além de despolitizado, pragmático e movido pelas percepções que tem de segurança econômica. É presa fácil para quem está no poder no momento.O povo não virou petista quando elegeu Lula.Tampouco elegeu Lula porque o PSDB era corrupto.Era, tanto quanto o PT, mas não foi esse o motivo.Ele estava é contra o PSDB e sua incompetência para no mínimo dar a ele o pouco que precisava. E aí fica mais evidente a incompetência no segundo mandato tucano. Nisso o PT foi mais competente. Mas só nisso. De resto faz uma política conservadora, cujo objetivo é ter para si a classe média. Políticas sociais duvidosas tanto quanto suas alianças.E o tudo o mais que se vê.
      O PT só não é pior porque ainda mantém alguns direitos trabalhistas para acalmar certa parcela.E aí o PSDB torna-se ameaça. É um jogo bem raso. Feio. Mas é assim que é.
      Até quando dura ? Não se sabe. Há quem confie no PT. Eu não sou um deles.

      • Com exceção do PSOL e do PSTU, tiro daí os nanicos dos nanicos, ainda confio nos partidos de esquerdas, apesar de conhecer suas mazelas.

    • Vamos ver se os discípulos do senador Cachoeira, que marcharam de vassourinha na mão, agora marcham contra o senador bandido.

      Essas marchinhas foram desmascaradas em grande estilo. O chefe dos marchadores é um dos maiores bandidos do senado.

      • Senhor Locatelli, em respeito aos seus cabelos brancos, quero dizer que quem tem chefe são os partidários daquele que tem a última palavra, mesmo em ‘recesso’. Falo por mim e nos meus neurônios mando eu, não sigo cartilhinhas pregadoras.

  • E fato que a adoção do financiamento público de campanha não irá acabar totalmente com a corrupção no país, mas também e fato que ela será um importante instrumento de aprimoramento e fortalecimento da democracia brasileira, pois irá reduzir a influência do poder econômico nas campanhas eleitorais, além de tornar mais transparente a relação dinheiro-campanha, o que inibirá a corrupção.
    botekovermelho.blogspot.com.br/2010/12/financiamento-publico-de-campanha-um.html

  • Enquanto no nefasto periodo tucano,(1995-2002), não foram construídas universidades federais,nem escolas técnicas, vejam esta matéria:

    27/03/2012 – 08:30

    Ariosto apressa relatório sobre criação da Universidade Federal do Cariri em Juazeiro do Norte-CE

    Ficou acertado que o projeto de lei reforçará a vocação do campus de modo a ampliar a atuação, já como UFCA.

    Por: Renata Paiva

    Será entregue ainda este mês o relatório de criação da Universidade Federal do Cariri (UFCA) na Comissão de Educação da Câmara pelo relator do projeto de lei, deputado Ariosto Holanda, que anunciou a intenção de pedir a antecipação de votação da matéria nas duas semanas seguintes, como informa reportagem do Jornal do Cariri desta semana.

    “Como está prevista para 2013 a criação da UFCA, temos de correr”, disse o parlamentar, sexta-feira (23), ao discutir o projeto com o reitor Jesualdo Farias na reitoria da UFC com o diretor do campus Cariri, Ricardo Ness, e sete coordenadores dos grupos de trabalho da UFC que planejam a nova universidade federal no Ceará.

    Ficou acertado na reunião no gabinete do reitor que o projeto de lei reforçará a vocação do campus de modo a ampliar a atuação, já como UFCA, na linha do desenvolvimento sustentável, extensão e licenciaturas, com uma formação diferenciada de professores de ciências.

    Ao defender a extensão como transferência de conhecimento da Universidade para a população excluída da educação formal, o deputado foi informado de que o campus Cariri é, na UFC, o de maior vocação para esta atividade, hoje com mais de 100 projetos, um deles, o design de palha, premiado pelo Banco Santander.

  • A minha dúvida, Edu, é: se nos países europeus que vc aludiu existe tal dispositivo, porque ainda são os partidos tradicionais de centro, direita que ainda estão no poder? Porque as coisas lá, apesar de aparentarem certa vantagem em comparação com a nossa, não andam lá muito bem?

  • Edu, é post assim que eu gosto de ler!
    Vai na veia!
    Mesmo os que se apresentam como contrários expõem suas opiniões de forma civilizada, apesar de a ramiza dar um palpite furado…
    Ao Locatelli, um agradecimento por ter postado aquela planilha Me ajudou a compreender com muita facilidade a distorção do voto distrital, coisa que até agora eu tava boiando.
    Noir, sua recomendação em relação á goebbels é mais perfeita que 2+2=4!
    Abraço a todos!

  • Ótimo texto Eduardo! O financiamento público das campanhas não resolve tudo, mas seria um passo importantíssimo. Todo sistema é sujeito a “furos”, mas seria mais fácil de fiscalizar, sem contar que é o jeito mais certo sob o ponto de vista da lógica democrática.
    Já o voto distrital, não gosto, mesmo sabendo que ele em tese baratearia os custos das campanhas. Acho-o limitante e favorecedor de mais “caciquismo” dentro dos partidos do que já temos atualmente.
    Um abraço.

  • O que não pode acontecer de forma alguma é propor uma mudança, petição publica, manifestação, etc. e depois de conquistar, voltar pro sofá e esperar que as coisas se resolvam por si só.
    A população precisa adquirir virtudes civicas. Se conseguissimos uma assembleia exclusiva para reformar a politica no país, em seguida deveríamos continuar vigilantes para saber se não há nem um malandro para se esquivar da lei e tudo mais.
    Não sou da epoca e não pretendo criticar quem participou. Mas a campanha das Diretas deveria ter ocorrido de novo e de novo ate ser aceita. E depois de aceita, o povo deveria vigiar quem foi eleito e se necessario…nova manifestação. Republica para mim é isso.

  • Alo Edu: Desculpe o fora de pauta:

    1- Revista Brasil 247 diz: Prefeito de Anapólis disse que o ” Mensalão do PT” foi armado por Cachoeira, Demóstones Torres e Revista Veja.

    2- Ontem foi noticiado que o Lula, pediu esforço do PT no Congresso para a CPI da Privataria e a do Cachoeira.

    Pois bem, adivinhe que foi visitar o Lula, hoje? O príncipe dos sóciologos FHC. Seria apenas coincidência?

  • Eu tenho um certo ceticismo com relação ao financiamento público das campanhas.
    Nosso sistema judiciário e nosso conjunto de leis, só garantem que cidadãos comuns tenham que obedecê-las. Quando GRANDES interesses estão em jogo, o sistema não funciona corretamente. Existem brechas e artifícios, diuturnamente explorados, permitindo que a ilegalidade fique blindada.
    O que GARANTE que os grupos privados não adicionem às verbas públicas, quantias vultuosas (ilegais) para as campanhas de seus vassalos?
    Quando houvessem indícios de injeção de dinheiro ilegal (privado) em uma campanha, quem iria intervir? Gilmar Dantas, Gurgel, Marco Aurélio Mello, DEMOstenes, Alvaro Botox, …?
    Oficialmente todos teriam os mesmos recursos financeiros para suas campanhas, mas na vida real, haveriam grandes disparidades, e não haveriam punições quer inibissem o financiamento ilícito.

    • Calma.N seria a perfeição,mas um avanço -e como!Os próprios candidatos (as vezes do mesmo grupo) se encarregariam de um ‘matar o outro’ caso percebessem estarem sendo colocado p’ra trás.Se todas campanhas téem “tetos” -àquelas q se mostrassem mais,por assim dizer,’pomposinhas’,chamariam logo a atenção…Qto mais cara,atualmente,a campanha no Brasil,pior p/ nós todos…Talvez a falácia de financiamento privado,dê certo lá nos eua (e n dá!),q tém uma cultura meio q gerencial;por aqui,s/ tradição democrática,é o nosso fim.

    • Concordo em parte com sua exposição. No meu entender tudo começa errado à partir da Constituinte: momento importante para a elaboração de leis. Entretanto, até mesmo nesse momento ocorre a predominância de interesse de grupos que operam para o “amarramento” das normas que hoje regem as leis deste país. Uma excrescência, para mim, é a formação do poder judiciário – não deveria haver o absurdo da indicação e a inaceitável vitaliciedade – magistrados deveriam ter um único mandato. Falo nesse poder, porque é dele que se espera a justiça, o conserto do que está errado ou ilegal. Mas como? os membros desse poder, em função dos privilégios que as leis lhe conferem, acabam por se acharem deuses… e não conseguem mais ver nada além dos próprios interesses. Daí surgem políticos corruptos, gestores irresponsáveis e nenhum corruptor é denunciado para pagar por seus crimes.

  • O apoiador classe média, amante do PIG, do liberalismo e das liberdades individuais, além das empresas de telefonia e de saúde privada, é escalpado também pelos bancos, financeiras e empresas de diversos tipos e ainda põem a culpa na própria incompetência de subir na vida.

  • Esse seu post foi um dos mais didáticos que já vi sobre o assunto, vindo de você ou de outros.

    “É óbvio que a proibição expressa de dinheiro privado em campanhas eleitorais e o estabelecimento de um teto para financiamento delas – que, sem dúvida, seria respeitado porque candidatos adversários fiscalizariam um ao outro –, seria a solução. Todavia, os detentores de enorme poderio financeiro deixariam de manipular o Estado brasileiro.”

    Brilhante!

    Só não acho que conseguíssemos de forma tão simples assim, sem que a própria imprensa também fosse faxinada de suas ambições escusas .

    Veja uma entrevista com José Agripino no Estadão( Rádio) e escute a gentileza dos entrevistadores e a disfarçatez do entrevistado para entender essa minha opinião.

    Gosto do que você escreve porque tem sentimento e nos dá esperança ou desesperança, conforme o caso. Nos ajuda a manter a emoção do jogo político.

    Mas, o nosso Povo ainda precisa entender que existir corrupção não é ônus obrigatório da democracia e que ela não está só de um lado.

  • Eduardo,
    esse problema da corrupção no país é muito grave! É um problema endêmico! Lógico que tem muitos brasileiros honestos e que em qualquer lugar do Mundo tem gente corrupta. Mas o que muda praticamente é a quantidade de dinheiro necessário para corromper alguém, ou a quantidade de dinheiro que a pessoa rouba. Enquanto o policial corrupto aceita X o político corrupto aceita 100X. Uma outra diferença é que o pobre vai para a cadeia e o rico fica em liberdade. O problema ético é muito sério, basta vermos as pessoas que estão a nosso redor. Muita gente só quer levar vantagem em tudo, “se dar bem”. Os políticos são o topo da pirâmide. Só teremos políticos honestos quando os cidadãos forem honestos. Eles são homens e não ETs.
    Concordo que o financiamento de campanha deveria ser totalmente público e que o corruptor deveria ser tão punido quanto quem se deixou corromper.
    Mas a corrupção só vai acabar quando os homens melhorarem, evoluírem!
    Forte abraço!

  • Estou de pleno acordo, pq já dizia o velho ditado: “Quem dá o pão, dá a instrução”. O financiamento privado elege parlamentares que vão defender os interesses do financiador de sua campanha. O que eu não adimito de forma alguma é o financiamento mixto. Aí de nada adiantará.

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