Quando foi que perdemos nossa humanidade?

Crônica

 

Sim, crimes hediondos sempre ocorreram. Relatos históricos sobre crueldade e sadismo remontam aos primeiros sinais da civilização. Assistências imensas acorriam ao Coliseu de Roma a fim de se deleitar com espetáculo macabro em que felinos de grande porte estraçalhavam carne e ossos de famílias cristãs inteiras.

Nos últimos dos primeiros vinte séculos depois de Cristo uma etnia passou a ser sequestrada na África e arrastada até os segmentos Norte ou Sul do continente que habitamos, sendo escravizada e torturada. Seres humanos eram vistos como mercadoria, como animais a ser comercializados, como se fossem cavalos ou bois.

O nazismo levou ao paroxismo a selvageria do homem contra o homem. Seres inteligentes eram dissecados vivos, mutilados, transformados em cobaias de laboratório simplesmente pela ascendência que nomes de família denunciavam.

Mas havia uma “justificativa” pervertida: diziam que agiam “em nome da ciência”.

Dirão, pois, que a perversidade e o desprezo pelo gênero humano sempre existiram.

Contudo, o homem sempre dedicou esse desprezo aos que considerava “diferentes”, alienígenas, mas sempre por integrarem grupos “raciais” considerados “inferiores” ou por pertencerem a grupos religiosos considerados “malditos” aos Olhos de Deus.

O que estamos vivendo no Brasil, porém, é diferente. Não tem uma dessas “razões”, ou melhor, um dos pretextos que psicopatas guindados ao poder manipulavam para exercerem suas perversões e, com elas, contaminarem mentes frágeis, como no Coliseu romano.

A guerra político-ideológica irracional que recrudesce no país e que vê a ferocidade escapar dos recantos mais obscuros dos corações e se espalhar pela internet antes de ganhar as ruas não tem pretexto, ainda que siga a ideologia da ferocidade praticada sob pretextos.

Seria menos perturbador – porém igualmente inaceitável e sempre perturbador – se fosse uma guerra sem quartel entre grupos étnicos, religiosos, políticos, geográficos etc. Mas não é. A banalização do mal é que assusta. A futilidade que impele grupos ou indivíduos a praticarem atos de ferocidade que animal nenhum pode suplantar supera qualquer conto de terror já escrito.

Entendemos – no sentido de ver um “motivo” – quando um “serial killer” tira vidas com requintes de crueldade, entendemos quando um criminoso é torturado nas dependências do Estado ao ser preso, para que confesse o que sabe ou o que não sabe. Um verdugo é mentalmente doente e o outro justifica sua selvageria com o “combate ao crime”.

Contudo, não entendemos – e começamos a nem ligar, a ponto de nem procurarmos entender – quando um pai espanca um filho de oito anos até a morte por temer que “vire gay” ou quando, após assistir a uma partida de um esporte, um grupo de torcedores espanca até a morte integrante da torcida adversária a frio, sem ser no âmbito de briga de torcidas.

A ideologia que apologiza o “politicamente incorreto”, a popularidade do conceito de “pieguice”, tudo que transforma sentimentos como comiseração ou respeito à dor alheia em uma espécie de crime de personalidade parece embasar a insensibilidade e a convivência cada vez mais harmoniosa que estamos estabelecendo com a barbárie.

Aceitando ou relativizando esse horror que já se integrou ao cotidiano, conformando-nos em seguir em frente após saber que um pai matou a pancadas o próprio filho por ver em sua recusa a cortar o cabelo sinônimo de homossexualidade, coonestamos o caos.

Dizerem que tal horror “existe em toda parte” ou que “sempre existiu” é o que apavora. É o endosso a que não paremos tudo até encontrar meios de mudar tal situação.

Dirão, também, que o homem que matou o filho de oito anos é vítima da ignorância. Nada mais falso. Quantos das classes mais abastadas – e, portanto, com acesso à educação – cometem o mesmo tipo de crime por “diversão”?

E o pior é que nem sempre são jovens, com a “justificativa” da imaturidade – sem esquecer que nunca chegará a maturidade alguma aquele que age como besta-fera na adolescência.

Nas quase 24 horas que antecederam a composição deste texto, analista e ativista político que sou não consegui me ater a mais nada. A notícia sobre o pai que massacrou o filho porque não quis cortar o cabelo se abateu sobre minh’alma no meio da tarde do dia anterior e ainda não foi assimilada.

Aliás, torço para que nunca assimile horrores como esse.

Recusar-me a retomar tão facilmente a vida após tomar ciência de tal horror, ainda que não seja uma decisão, mas uma consequência do estado de minha psique, talvez seja a forma que encontrei para não sentir que também estou aceitando esse processo macabro.

Com efeito, o que assusta não é a existência da selvageria de homens ou grupos de homens, mas sua aceitação generalizada, a convivência pacífica com o terror, o conformismo com atos desumanos. Essa é a novidade macabra que suscita uma questão ainda mais perturbadora: quando – e por que – perdemos a humanidade?

112 comments

  • Nossa sociedade esta sendo moldada, atraves da grande Midia e Elite, servindo aos interesses do grande imperio, este que anos atras o financiaram, sendo que hoje tem que pagar a conta (livro “quem vai pagar a conta), por tanto, nossa democracia esta fragilizada, o golpe não partirar dos quarteis e sim dos trbunais de Justiças.
    Como teremos uma sociedade justa e etica:
    Na midia so vemos, o fragelo familiar, o Terror, principalmente a manipulação de informação, a matança de reputações, e craiação de modimos fora do contesto socio humano.

    • Por favor correção (livro “quem vai pagar a conta), não é livro, e sim, a celebre fraze de FHC, na fundação ford, que financiava ações americanos no Brasil, onde recebia muito dolares e pronuciou tal fraze, mais este caso esta relatado em um livro que informarei aqui.

  • ♫ Nem todos perdemos, Eduardo. Você mesmo é prova disso, com a sua campanha para arranjar outro carro para o serralheiro que teve o fusca queimado por esses criminosos – ditos “jovens” pelo PIG. E tivemos as campanhas para levantar fundos e pagar as multas impostas ao Genoino, ao Delúbio e ao Dirceu, que foram levantados em tempo record. Foi impressionante a solidariedade da nossa gente.
    São coisas assim que me levantam o ânimo, abatido às vezes pela enxurrada de notícias negativas publicadas na mídia podre, a qual, como muita gente, não deixo de ler só para não me aborrecer. Só há um caminho: lutar, lutar sempre. “Viver é lutar”.
    O homem é a medida de todas as coisas.

  • Põe na conta também os inúmeros e absurdos casos de violência contra a mulher atribuídos a maridos ou companheiros descontrolados pelo ciúme e agem numa covardia sem limites. Esta praga está entre populares e letrados.

    E isto não é coisa de “bandidos” ou de algum elemento demoníaco que achamos que está distante ou não faz parte deste mundo “de paz” que vivemos. O psicopata terrorista social pode ser o vizinho, amigo, colega de trabalho, parente, gente que gosta de pôr foto das viagens em rede social e até nós mesmos, dependendo da indignação ou injustiça sofrida, do controle emocional pessoal e espiritual.

    Sem dúvida, não somos tão pacíficos assim, e nem deveríamos! Não falo de um pacifismo bonzinho, ingênuo, passivo, sem capacidade de indignação. É preciso reagir com paz autêntica e verdadeira, sem fazer os outros chorarem por perda de ente querido!

  • Prezado Eduardo :
    perdemos a nossa humanidade ha muito tempo, mas a nossa desgraça se acelerou após a segunda guerra mundial quando saímos da órbita de influência francesa e caímos na órbita de influência americana. E só analisar a história e verá que e verdade. Compare as duas nações. Não e que a França seja uma santa, mas violência dos EEUU da de dez a zero na europeia, embora a França seja também colonialista e velocista. Nos anos sessenta o primeiro ministro das comunicações do Brasil,o oficial da marinha alertou o governo brasileiro para a importação desenfreada de filmes americanos. Disse o almirante ministro ” o Brasil vai pagar um preço muito alto no futuro com a sua juventude viciada em filmes americanos” as palavras não foram exatamente essas mas o sentido foi este

    • ♫ Aliás, essa história de “filmes americanos” – praticamente a única coisa que se encontra na TV a cabo e nos cinemas (com exceção das puerilidades idiotas) – é a pura expressão da verdade. Só tem tiro, porrada, trombada, explosão e cataclismas em geral. Não que eu desdenhe uma boa fantasia científica ou não veja documentários; mas a violência do cinema gringo foge a qualquer limite. Geralmente tem uma “ameaça” de matar o presidente ou outro palhaço, destruir os EUA, escravizar ou destruir o mundo etc. A velha história: induzir o medo para governar os milhões de babaquaras mesmerizados pela caixa de Pandora eletrônica permanentemente aberta; e aproveitar para incentivar o consumismo desenfreado. Cui bono? As corporações, que depois dão dinheiro para “eleger” seus lacaios e defensores.
      Sou por natureza um otimista. Creio que, apesar de tudo, a humanidade evolui. Mas às vezes sinto o chão me fugindo sob os pés. Quanto à juventude, uma parte negra esconde os bons, dando a impressão de que está perdida. É mentira; é o que “eles” querem que pensemos.
      Com a idade, estou virando filósofo (riam, riam; eu também rio)… Mas acredito e acreditarei sempre que o homem é a medida de todas as coisas.

      • O homem é a medida de todas as coisas segundo palavras do grande Protagoras,filosofo que viveu nos tempos gloriosos da Grecia.A Grecia que nos deu não apenas a filosofia,mas o senso de beleza que ainda hoje nos influencia,apesar de toda a barbarie perpretada pelos donos do poder mundial(EUA e Reino Unido) que adota sem corar o principio hobbesiano da guerra de todos contra todos.em que pese Shakespeare,Hobbes tambem era ingles e influencia e muito a politica externa norte americana e britanica desde sempre.

      • O que você disse é verdade, tem muitos jovens ótimos, conheço um monte, principalmente os adolescentes, conheço alguns que parece adultos de tão conscientes. É que a mídia só mostra o lado ruim das pessoas.

        • Pô, Nadia!
          “…parecem adultos de tão conscientes”
          Tá ofendendo a molecadinha: tem cada “adulto” que vou te contar…
          Aliás, a esmagadora maioria de canalhas, fascistas, golpistas e assemelhados que conheço já passou dos 45 aninhos de idade.
          []’s

  • Edu compartilho do teu horror. Lembro da cena do filme Apocalypse Now quando o personagem do Marlon Brando faz o seu monólogo sobre o terror/horror da guerra. Creio que tudo começou lá atrás nos 21 anos de destruição moral do povo brasileiro, através do câncer que é a globo. A globo destruiui a música brasileira, destruiu o futebol, cololcou o voyarismo através do seu imoral, amoral bbb, com as garotas levianas e os rapazotes burrinhos e descerebrados, ensinando o povo brasileiro a ‘julgar’ caráter e comportamento das pessoas, continuou com os representantes da direita corrupta/corruptora/amoral/imoral sendo levados à ‘imortalidade’ no campo da literatura e, que eu julgo bem mais sério, o tal mago Paulo Coelho, que eu considero o gatilho para toda esta nuvem escura que está se alastrando pelo Brasil, adiciono também todos os políticos dos partidos de direita e esquerda festiva anarquista sendo colocados como heróis pela mídia canalha, coloco também os políticos que se calam por conivência/conveniência. Enquanto o PT continuar com este comportamento dúbio nós não iremos a lugar nenhum. Falta caráter, vontade política amor, comprometimento e respeito pela res publica.Quem será que está governando nos bastidores realmente?
    Abraços para ti e para os teus e um beijo especial para tua princesa guerreira.

    • ♫ Mirabili dictu, Vânia. Não sei de o gatilho foi mesmo o Pulo do Coelho, antigo compositor de musiquinhas e guru da imbecilidade. Mas que ele tocou gasolina na burrice geral, lá isso tocou. Um dia, alguém insistiu para que eu lesse os livros dele; por cortesia, levei os livros para casa e guardei-os. Um dia, quando presumivelmente eu já os teria lido, saí do apartamento com os ditos debaixo do braço e dei de cara com uma vizinha, no elevador. “O que!?” esculhambou-me ela. “Paulo Coelho! Eu achava que você é um intelectual!”
      Tive que contar a história toda, mas acho que ela não ficou totalmente convencida… O calhorda estava no auge naquela época, que graças aos céus já passou.

  • desculpe voltar, mas quero dizer-te que houve problemas com a minha carteira de identidade quando fui ao
    cartório reconhecer firma. não está atualizada. não sei se vai haver o mesmo problema aí quando receberes meu e-mail. abraços.

  • Não perdemos a humanidade! Tenho a opinião de que uma grande maioria dos seres humanos são em essência, bons corações, que não aceitam a selvageria. Mas que contribuíram direta ou indiretamente para essas crueldades, através da segregação social e racial. Enquanto não entendermos que todas pessoas merecem tudo aquilo que nós desejamos para os nossos, excluídos e segregados não se conformarão, descontando na sociedade as injustiças cometidas. Os doentes mentais são apenas uma pequena parcela dos cruéis.

  • O veneno do egoísmo está nos destruindo.

    Mais do que máquinas precisamos de humanidade.
    Mais do que inteligência precisamos de afeição e doçura.
    Sem essas virtudes a vida será de violência e tudo estará
    perdido.

    Charles Chaplin

  • O homem é o lobo do proprio homem,como ja dizia o famoso Thomas Hobbes em seu imortal O Leviatã.Os fins justificam os meios,resume tambem o pensamento de Maquiavel,que nada tem de maquiavelico,afinal ele constatou apenas fatos que ocorreram ao longo dos seculos.O que se deve levar em conta é antes de mais nada o fato de que em qualquer periodo historico que se analise o mais forte sempre se utiliza dos recursos disponiveis(seja a força do aparato do Estado,seja a força fisica)para oprimir o mais fraco.Foi assim que surgiu o Estado,as leis,o aparato de segurança,o aparato judicial,tudo para garantir o cumprimento das decisões do grupo(ou individuo)mais forte,aquele que conseguiu manter em suas mãos as redeas de comando.Se isso pode um dia pode mudar,só o futuro dirá.Uma coisa é certa,no atual estagio de evolução humana,o oprimido de hoje pode ser o opressor de amanhã.

  • Prezado Eduardo:
    No meu comentário das 12:30 eu digitei errado.
    Onde se lê – embora a França seja tambem colonialista e velocista, leia – embora a França seja tambem colonialista e belicista.

  • E Rousseau dizia que a natureza humana é boa, que o homem é altruísta.
    Sera verdade?
    Nascemos bons e sofremos a ação da sociedade?
    Já não sei Eduardo, não tenho resposta. O que sei, é que muitas vezes tenho medo do que vejo.
    Brilhante texto Edu. Um abraço.

    • Leia também “O Contrato Social”, de Rousseal. Isto vai te ajudar bastante.
      Mas tudo isto está contido na Bíblia. É pena que a humanidade até o momento ainda não decifrou a sua grandiosa mensagem, e muitos seguem usando este vórtice depurador da mensagem do Cristo como meio de sobrevivência do seu modo conveniente.
      Mas não vamos nos amedrontar, porque sabemos que chegaremos lá.

  • Edu, compartilho com você desse temor e dessa preocupação… Hoje em dia “humanizamos” os animais e massacramos o ser humano, como se ele fosse um “caso perdido” (muitas vezes acreditamos que seja MESMO “um caso perdido”…)
    Será que isso é um processo, que vem num crescendo que agora nos preocupa, assumindo proporções assustadoras, ou talvez a evolução dos meios de comunicação esteja nos ajudando apenas a tomar ciência de coisas que acontecem desde sempre, nós é que não sabíamos ou não víamos?

    De qualquer maneira, me assombra o fato de que uma pessoa como o Bolsonaro, por exemplo, represente uma parcela do nosso povo. É triste e desalentador.

    Decerto que o estado de abandono da educação, nossa Justiça tremendamente falha, a cultura do consumismo – entre outros fatores – trazem suas consequências, e acredito que seja o que presenciamos nesse momento. Pagamos o preço por nossa desigualdade social, cultural, material, moral, diuturnamente fomentadas ao longo dos governos antipopulares que tivemos (e que levará outro tanto de tempo para ser revertida, se for – se as nossas elites deixarem…).

    Todos devemos fazer essa reflexão que você propõe, Edu, e observarmos o quê, em nossas atitudes, está contribuindo para esse estado de coisas – inclusive a nossa OMISSÃO, os momentos em que nos calamos porque achamos que “não vale a pena” entrarmos em alguma discussão (não digo para “jogar óleo na fervura”, mas para trazer um ponto de vista diferente, positivo). Como alguém já disse: “o que preocupa é o silêncio dos bons”.

  • conversava com a minha esposa, no domingo, sobre a boçalidade que o homem elegeu para as suas atitudes monstruosas, a troco de nada, ou melhor, por prazer, prazer de ver seu semelhante agonizar sofrendo,muito,comentava com ela que, Nostradamus em seus escritos mencionava o período de 20 anos do século 21, onde o mal suplantaria o bem e que depois desse período, o mundo entraria em uma fase harmoniosa, jamais vista……..agora, eu não tinha conhecimento dessa barbaridade de pai para com o filho, portanto o seu texto é bem ilustrativo desse nosso momento, parabéns.
    reinaldo carletti

  • O homem foi dividido em corpo e alma há milênios porque os que eram instados a explicá-lo valiam-se da ignorância dos curiosos. Essa divisão para os que acreditam nela é sempre oportuna e justifica qualquer ato, bom ou ruim, humano ou desumano.

    Sempre fomos assim, como você disse, e sempre seremos. O Código de Hamurabi nada mais é que o reconhecimento da selvageria dos ‘filhos de Deus”, assim como são seus sucessores até hoje. O problema não está no homem, está no seu ambiente. Somos seres controlados por hormônios. Somos seres controlados pela emoção, pelo sentimento e, quando possível, pelo que entendemos ser razão.

    Pessoas íntegras, ocupadas em serem melhores, mais justas, mais humanas, absorvem uma carga de iniquidades de seus pares, contemporâneos ou não, que as intoxica, e devem se cuidar se quiserem durar.

    Você, Edu, arrumou um jeito de amplificar essa responsabilidade, o que significa que também amplificou o envenenamento pelo que poderia chamar de maldade, indiferença, estupidez, violência, ou qualquer outra manifestação de desamor.

    Cuide-se, amigo, você é muito importante para o Brasil, e nós que o seguimos temos também o dever de compartilhar com você as amarguras nesse empreendimento de levar mais esclarecimento e combater a insanidade da nossa política.

      • Todos nós temos o nosso lado “réptil”, que fica oprimido pela educação humanista que recebemos, em maior ou menor grau, da família, da escola e da sociedade.

        Por falta desta educação e despertado por estímulos o “réptil” emerge e atua com a irracionalidade característica desta classe de animais.

        O Império, sabedor deste fato, atua, através do seu soft power, principalmente os filmes, para manipular aqueles suscetíveis a estes estímulos. E o faz, obviamente, em benefício de seus interesses.

        Esta manipulação é complementada pela utilização da mídia local através de infiltração e dinheiro.

        Na atualidade isto fica bem claro na série de “mudanças de regime” desejadas pelo Império quando determinado país não atua conforme seus desejos, e a guerra direta, ou o golpe institucional não é possível ou interessante. Então, através da manipulação, os “répteis” locais são despertados, agrupados e tangidos para as manifestações violentas, que vão aumentando sua intensidade até o desfecho procurado.

        As características são sempre as mesmas: homens jovens ou meia-idade, da direita, com tudo que isto implica, nacionalistas, racistas, homofóbicos, alienados e … imbecis.

        O colar é longo, com pedras já conquistadas ou em processo de conquista. Vejamos: Líbia, Síria, Ucrânia, Venezuela, Egito, etc.

        E em processo germinativo está o Brasil. Somos uma das pedras do colar e, mais cedo ou mais tarde, o nosso regime será mudado pela violência se a nação e o governo não acordarem. O golpe institucional foi tentado, através do STF, mas não funcionou. A guerra direta contra o Brasil só virá no momento de conquista da Amazônia, a legal ou a azul.

        Onde houver um crescimento de manifestações de rua violentas aí está a mão do Império, manipulando, conduzindo e financiando.

        Assim, prezado Edu, acho que a nossa, brasileira, humanidade está correndo um risco. Mas se tomarmos iniciativa poderemos ser cada vez mais como na Escandinávia, onde os “répteis” estão razoavelmente contidos.

  • Edu, olha o que esse senhor disse sobre as torcidas organizadas e sobre a “personalidade dos vândalos” que atuam nelas: “Eu posso falar porque acompanhei bem de perto. No comando do Batalhão de Choque frequentei estádios, Febem (Fundação Casa) e penitenciárias. Ainda acompanho tudo de perto. Esses vândalos na maioria surgem na periferia. Onde infelizmente não há lei. Não há estrutura familiar, educação na sua casa. Ele se acostumou com a impunidade. Banalizou as agressões, mortes. Jogou futebol ao lado de cadáveres. Vai para a padaria pulando mortos que morreram na noite passada. A vida não vale nada, não tem o menor significado. Já matar, não. Significa respeito entre os seus, na sua comunidade. Ele busca iguais e é fácil de encontrar. Gente sem formação, sem estudo, sem trabalho. Com muita raiva de serem excluídos da sociedade. A torcida organizada os aproxima.”
    Tá bom, e quando é filho de papai que sai ameacando o Sr. Itamar, coloca fogo num teatro, destroi patrimonio público, surram negros, nordestinos, homossexuais, atropelam com o carro do papai e joga braço fora de ciclista, bate o carrao do papai famoso (que quebrou recentemente ao prometer oxigenio em Marte) atropela um ciclista negro e pobre? E quantos e quantos casos podemos citar. E ele vem falar de personalidade????? Virou psicologo? Está na teoria ainda dos anos 20 que pobreza tem relação com desvio de caráter.

  • O pig foi entrevistar o Bob e perguntou a ele se as condenações foram justas. Ele não respondeu SIM nem NÃO. Se tivesse respondido SIM, seria manchete até o final do ano. Julgamento isento e coisa e tal. Como o pig é dissimulado. E o Brasil tem que conviver com uma mídia assim.

  • Por partes.
    Tudo indica que pai que matou o filho estava desequilibrado, emocionalmente afetado e merecia tratamento médico, o ato foi consequência dessa anomalia. Ninguém faz uma coisa dessas em sã consciência. Tanto o que matou o filho a pancadas quando o que se atirou da janela com o filho nos braços.

    O sequestro das etnias na África teve participação ativa dos locais, vendendo o próprio povo aos ‘colonizadores’ escravagistas. É uma moeda com as mesmas faces.

    O nazismo ‘justificou’ sua selvageria em nome da ciência, tratando seus prisioneiros como animais de cobaia.
    Faltou falar do comunismo/stalinismo, que matava e não era nem em nome da ciência, a justificativa era simplesmente ser contra o regime. Basta ler a história sobre o massacre de Katin, para citar só um exemplo.

    Quanto ao momento que vive a sociedade em geral hoje, é motivo para estudo profundo em busca das razões.
    Algo acontece, as pessoas estão totalmente impacientes e há que se buscar a raiz dessa reação. Chegaremos lá em algum momento, como chegamos depois das várias etapas da História da Humanidade que foram superadas. Vivemos claramente uma época de transição.

  • Caro Eduardo Guimarães, penso que a humanidade que está dentro de nós só pode ser coletiva, um grande pacto de convivência para proteção, evolução, sobrevivência, etc.
    Quando acontece a barbárie, ela é contra tudo isso, é contra a existência da própria coletividade, da comunidade.
    Mas somos animais levados a acessos de fúria e tem uma gente que sempre pensou que a humanidade é privilégio. Lógico que é uma distorção do que deve ser humanidade, pois é desumano manter seus privilégios às custas da humanidade do resto das pessoas.
    E na busca desses privilegiados eles trabalham até as mensagens subliminares, trazendo casos que deveriam ser isolados, para uma sensação cotidiana, como se fosse normal isso acontecer no vizinho ou na televisão e isso ajuda a acabar com a comunidade dos que estão próximos, faz levantar opiniões contrastantes e improdutivas nas pessoas que normalmente teriam mais em interesses comuns dol que diferenças. Então são diferenças forçadas. Não perca sua bílis com isso. Os horrores do mundo acontecem e não podemos desistir.
    Abraço

  • Caro Eduardo,

    Realmente é incompreensível o que assistimos nos dias atuais. A banalização da violência. Lamentável de todas as formas o quanto desumano caminha a sociedade.

    No mais agradece-lo por mais esse belíssimo artigo. Fica a esperança que a sociedade acorde desse pesadelo que invade o nosso dia a dia.

  • Edu, ombreio contigo esse estado de estupefação.
    Respondo a pergunta que você deixou no ar. Mas entendo que minha resposta é pouco. Não mostra caminhos nem soluções. Ela se torna grande pela estatura de quem observou e alertou há mais de 50 anos atras :
    “A anarquia econômica da sociedade capitalista, tal como
    existe hoje, constitui, a meu ver, a fonte real de todo o mal”
    EINSTEIN.

    Sem querer e sem intensão, o espírito capitalista, se traveste do egoismo como porto seguro de sua caminhada, transformando o ser humano em número, peça, objeto.
    E a peças e objetos, aplica-se a perfuração, o martelamento, e o derretimento em forja quente.
    É assim que vejo.
    Não foi banalizada a maldade humana contra seus próprios pares humanos. Destitui-se o homem do “status” de humanidade.
    Abração
    João

  • Edu, estou sabendo agora lendo seu texto desse trágico acontecimento, algo aberrante que não posso imaginar o que se passou na mente deste pai que fez tal crueldade com o próprio filho, e por uma futilidade, um corte de cabelo, na cabeça desta pessoa achando que tal corte era (ou é, o q importa?) de tendencia homossexual. mesmo se fosse e daí? vamos matar com requinte de crueldade todos que se assumem homossexuais? vamos matar com crueldade todos que se assumem político ladrão, vamos matar com crueldade nossos desafetos políticos? onde está o limite afinal do ser humano? e a mídia não parou para pensar que no momento que destila seu veneno incentivando a justiça com as próprias mãos e o linchamento por apenas “suspeitar” que um neguinho pobre passou correndo na rua em um bairro de classe média é um criminoso e portanto nos damos o direito de torturá-lo e filmá-lo para após postar na internet como se fosse um troféu? veja até onde a sociedade brasileira ta chegando, veja como o radicalismo político nos está levando, quer dizer então que para parar essas barbáries temos que entregar o “poder” as elites e ai sim a violência e o caos vai parar por encanto? (talvez na mídia cesse mesmo, pois não haverá noticiários negativos do brasil, apenas notícias internacionais, como ocorria nos 8 anos do DESgoverno FHC). não duvido que a partir do dia 01/01/2015 ganhando a oposição todas essas barbáries, corrupções, violências de toda ordem, radicalismos sem fim terminará, para voltar somente 4 (ou 8) anos após, assumindo um governo de esquerda no dia 01/01/2019 ou 01/01/2023.
    Abraços!

  • A hipocrisia está desnuda como nunca antes, graças à internet.

    A descrença nas instituições e agora, especialmente, no judiciário.

    Estamos vivendo as consequências disso.

    A sociedade está perdendo os parâmetros, as referências, os valores, onde está o porto seguro?

    Isso tem um preço.

    Leva os cabeças fracas de roldão, é como um estouro da boiada.

    Culpa dos maus exemplos que vêm de cima.

    Os fracos de caráter agarram-se à ilusória segurança do dinheiro, é o que está restando como valor nos dias de hoje.

  • Data venia Caro Eduardo Guimarães.

    O sentimento de humanidade que temos agora é maior e melhor do que tivemos outrora e negar isso é desconhecer uma das Leis Divinas: a Lei do Progresso.

    Por essa Lei Natural não é dado a nenhum ser humano e a nenhuma sociedade a possibilidade de regredir, por isso caminhamos sempre para frente rumo à perfeição, que embora pareça estar ainda distante, não deixa de ser nosso objetivo.

    Ninguém é pior hoje, do que foi ontem, simplesmente porque a “involução” não existe.

    O miserável que matou o filho por ele não querer cortar o cabelo, a filha que matou os pais a pauladas, o casal que defenestrou a filha do quinto andar, o médico estuprador que molestou centenas de mulheres, o juiz que sentenciou sem responsabilidade, o assassino, o torturador e etc, estão apenas fazendo o que sua índole lhe permite fazer. Eles não se transformaram em bestas feras, eles são bestas feras.

    Mas entendo seu desalento e indignação, nobre amigo.

    Um grande abraço.

  • Eduardo, aquele velho barbudo lá no Sec XIX já alertava para o perigo da fetichização da mercadoria produzida pelo Capitalismo..vivemos em uma sociedade aética, amoral, ignorante ( principalmente sua elite), inculta, racista , conservadora. violenta e extremamente consumidora..temos uma geração de jovens alienada política e existencialmente, hedonista, sem educação política e que não aprendeu a lutar por nada, encontrou tudo na mão..os jovens da periferia só querem ir “ao Paraíso” também..estamos em um processo célere à caminho da Barbárie e isso não se restringe ao Brasil, em um grau maior ou menor essa descendente na escala civilizatória acontece no mundo todo..
    Parabéns pelo artigo..
    Celso

  • Caro Eduardo,
    Nascemos, somos criados e atingimos a maturidade sendo educados na crença de que “enquanto o mundo for mundo”, pobreza, miséria, violência, tristeza, desamparo, promiscuidade, etc; são o legado irremovível de nossa humanidade. E quase sem que percebamos passamos a acreditar que essa é uma condição necessária do modo de ser das sociedades. Mas penso que dois fatores contribuíram de modo decisivos para essa absurda crença e para a quase perca total de nossa humanidade: quando a divisão ideológica entre os que possuem e os que não possuem passou a ser celebrada como fator preponderante para se ter sucesso e ( daí o surgimento da ideologia do merecimento) e quando as famílias começaram a transferir a educação dos filhos às escolas (coincidentemente num período em que as escolas começavam a abandonar essa prerrogativa, após os movimentos hippies dos anos sessenta/setenta). Aqui, neste dois exemplos, me atenho apenas a nossa sociedade brasileira, uma vez que a formação educacional dos países europeus se deu em época muito anterior a nossa e de modo diverso e muito mais rico e equilibrado, visto que, lá eles tiveram toda a contribuição dos iluministas como Voltaire, Rousseau, Montesquieu que sempre lutaram contra o absolutismo. Não me recordo neste momento da fonte, mas nos últimos dias li uma matéria sobre os adultos, jovens e adolescente mais gentis e educados… mais de 85% deles aprenderam e construíram sua personalidade no seio da família. Não foi a escola, o grupo social ou a sociedade a que pertencem que contribuiu para seu desenvolvimento. A família ( me reporto a avós, avôs, tios, tias, primo mais velhos, amigos e vizinhos e não apenas papai e mamãe – acredito que todo adulto é responsável pela educação de uma criança) ainda é e penso, sempre será a célula primordial para o desenvolvimento do bom caráter e personalidade de um ser humano. Do modo como tem se dado a educação nas últimas décadas, têm apenas garantido a redução do homem à função de mero trabalhador e consumidor e são necessárias muita inteligência e muita disposição para compreender a complexidade de nossas ações, perceber e internalizar os valores corretos e principalmente ouvir-se, entender-se para não desintegrar a humanidade que ainda nos resta!
    Os atos bárbaros de violência, felizmente, me chocam muito, principalmente se cometidos contra indefesos – crianças, deficientes e velhos, mas a tônica da maioria, percebo nos comentários, ainda é repudiar apenas aquilo que é amplamente divulgado pela imprensa e mídia e que os envolvidos tenham boa condição financeira ( se tornam celebridade e passam a ser objeto de teses e mais teses). Na época daquele assassinato, se não me engano aí em São Paulo, da mulher que matou e esquartejou o marido e o colocou no saco para se desfazer do corpo e que foi divulgado até a exaustão; no interior da Bahia, na mesma semana, um pai pobre, lavrador, estuprou e matou seus dois filhos, de aproximadamente um ano e meio. Foi notícia sem importância no Bahia TV e nos lugares aos quais frequento, como a academia, por exemplo, os comentários estarrecedores não eram dedicados ao assassinato das duas crianças, mas ao assassinato de São Paulo. Na época fiz um comentário aos comentários de hediondice: pessoal, o assassinato em que a esposa mata o marido se deu entre dois adultos, responsáveis e conscientes ( é um crime chocante, mas compreensível) e o assassinato e estupro das duas crianças pelo próprio pai, não merece o assombro e a indignação de vocês? É menos grave? Não merece a atenção de vocês porque a TV não divulgou como hediondo ou porque os personagens são pobres?! Silêncio geral!!!… Depois pelas costas, dizem que sou desagradável. Serei um milhão de vezes desagradável se com isso consigo manter minha humanidade.
    Sócrates dizia que “Só convivendo com os homens é que temos a visão do caráter do homem e para compreendê-lo precisamos efetivamente defrontá-lo face a face.” Mas seguramente precisamos começar com nós mesmos, pois estamos sempre propensos a considerar o pequeno horizonte que nos cerca como o centro do mundo e queremos fazer de nossa vida particular e privada o modelo do universo e nada é mais arrogante, prepotente e mesquinho do que nos comportarmos desse modo.
    Maria Antônia
    P.S. Para quem gosta de carnaval, bom divertimento. Para quem não gosta, como eu – muito leite fresco, manga e melancia e/ou o que preferir.

  • PERDEMOS nossa humanidade quando deixamos de nos solidarizar para com as VÍTIMAS inocentes.

    Perdemos, quando esquecemos que crimes contra a VIDA, que desprezam a existência do próximo, não são e NUNCA foram crimes de ordem social como tentam nos fazer crer alguns demagogos, mas sim CULTURAL.

    Perdemos, quando correntes políticas resolveram vitimizar o BANDIDO e abandonar a própria sorte o injustamente agredido.

    A nossa falta de humanidade, por qualquer lado que se olhe, padece sempre do mesmo mal, quer vinda da polícia, quer vinda do marginal, a IMPUNIDADE.

    Impunidade que norteia valores, que baliza comportamentos.

  • O dia que vc parar de bater bumbo para uma pessoa e um partido idolatrado, vc verá que não existe nenhum exemplo de cima que mostre honestidade, correção, postura e nem honradez.

    Se os que vc idolatra e aqueles que vc odeia só por serem da oposição não são capazes de produzir exemplos…então acaba nesta merda.

    Também, a gente só dissemina o ódio a intolerância…vc queria colher o que cara pálida??

    Pare de se fazer de coitado e examine a situação como “analista e ativista” que vc se autodenomina.

    Então faça a análise e seja ativista de uma mudança.

  • Uma parcela assustadora da população se esquece que o criminoso, por pior que sejam seus atos, é um ser humano, e deveria ser tratado com dignidade. Não se recuperará um jovem perdido o tratando pior que um animal.

    O caso do pai que matou seu filho por ele certamente ser homossexual só mostra o nível a que chegamos.

    Sobre a sua pergunta: “quando – e por que – perdemos a humanidade?”

    Difícil responder. Eu chutaria um dos motivos, acho que isso aconteceu ao mesmo tempo que as pessoas vem dando mais valor as aparências do que a felicidade própria e das pessoas que ama.

    Os valores mais importantes das religiões vem sendo esquecidos, Jesus ensinou o amor incondicional, mas as igrejas hoje só falam na busca da prosperidade financeira, nos “horrores” do homossexualismo, entre outras idéias arcaicas que ao meu ver só pioram as coisas.

  • Prezado Eduardo: para Ramiza ( 15:30 )
    Você citou Katin. Ali foram massacrados 15.000 soldados poloneses (sem exceção todos eram cristãos). Realmente ,quem matou essa turma com um tiro na testa foram os russos e a culpa foi colocada sobre o exército alemão. O regime político vigente na Rússia de Stalingrado era o comunismo e qual era o povo que estava por traz doregime comunista ? Além desse massacre tivemos a noite negra que os livros de história não contam. Na noite de 13 de fevereiro de 1945, com a Alemanha praticamente no chão aconteceu outro massacre,só que desta vez em Dresdem. Esta cidade na linguagem militar da época era considerada cidade aberta, ou seja, só tinha população civil; pois foi nessa cidade que em uma só noite os bombardeios americanos e ingleses mataram 135.000 pessoas e a cidade foi totalmente destruída. Será que vale a pena falar de Hiroshima e também de Nagasaki. será que vale a pena falar de um povo que foi expulso de suas terras lá no oriente médio e que os invasores não o reconhece como povo . Pergunto: quem domina a imprensa( os meios de comunicações) no mundo ocidental? Se você quiser ver como tudo o que está acontecendo e algo friamente calculado há mais de 100 anos, leia Os protocolos dos sábios de Siao.Ta tudo lá companheiro – a quem deve pertencer o ouro do mundo, desestruturacao da família, destruição da religião, provocar o ódio entre as classes,corromper a mocidade,esgotar a humanidade pelo sofrimento e muito mais. N

  • Tudo isso que estamos assistindo faz parte de um processo, inexorável, da separação do joio do trigo. Acredito que situações muito piores ainda estão por vir. Infelizmente você ainda vira muitas vezes aqui para externar suas preocupações e indignar-se mais e mais vezes. Caminhamos para o caos! Esta escrito! A separação dos bons e dos maus se fará, creiamos ou não, queiramos ou não…

  • A pergunta sobre por que perdemos a humanidade remete aos fundamentos da construção da humanidade do homem por si mesmo. Nesse sentido, penso eu, o sacrifício de viver o presente sob esse enfoque, requer uma base histórica de compreensão. E então considerando mesmo os exemplos que voce nos trouxe, creio ainda que vivemos a construção da humanidade. Nenhum processo tem uma única tendência ao longo do tempo. O nosso momento pode ser o de um desencontro entre as condições gerais do viver urbano que incluem o imaginário, as aspirações de todo tipo geradas socialmente, em oposição as condições concretas, incluindo as experiências do viver urbano que são por vezes muito restritas em relação aos aspéctos espetaculares que dominam o dia-a-dia de uma população empobrecida em muitos sentidos.
    A urbanização avassalora, traz consigo o desenraisamento de contingentes expressivos que lutam por ter um lugar e muito frequentemente se reproduz no irrisório da vida urbana.
    Justifica-se a violência? Não, não se justifica mas é compreensivel que ela exista. Somos todos vítimas dos rumos que o capitalismo, enquanto sistema social, gera.

  • É um ótimo texto. Não há como não concordar com ele.
    Nào adianta querer culpar os portugas, os bandeirantes ou o Escambau- toda a história da humanidade é permeada por genocídios, e tudo mais.

    Não adianta dizer que a culpa é dos militares, a culpa é do Collor, do FHC, do Lula, e o diabo. Não é.

    Regimes de todas as laias praticaram atos de Barbárie. Hoje temos as barbáries do dia-a-dia por aqui, temos as barbáries praticadas por “Drones” e por aí vai. Isso sem falar nas barbáries cometidas pelos bandidinhos mostrados pelo Datena e Marcelo Resende.

    O texto não faz menção a nenhuma corrente ideológica entre as várias que discutem o Brasil. E faz bem. A leniência e a aceitação com a barbárie fazem parte do cotidiano de todos. Nós mesmos. Não nos choca mais ver esses casos, tão comuns se tornaram.

  • Estou com os mesmos questionamentos após saber da nova lei anti-gay em Uganda. Vendo as imagens do presidente sancionando a lei e algumas pessoas em volta chegando a levantar as mãos de felicidade, fiquei pensando se é possível ter esperança que esse mundo melhore. Não dá pra assistir isso em pleno século XXI, é revoltante. O mundo está em crise ideológica e se estourar um grande conflito mundial, o extermínio dos homossexuais certamente ocorrerá.

    • Você quer culpar o PT pelos atos de pessoas criminosas?

      Então, por que você não culpa o PSDB por Eldorado dos Carajás e Pinheirinho?

      Por que não culpa o PMDB de Fleury pelo massacre do Carandirú?

      Por que se cala ante as torturas e assassinatos perpetrados pelos militares golpistas?

      Não, não precisa responder, eu sei por que você responsabiliza o Partido dos Trabalhadores pelas desgraças que têm em todos os países.

      Você age assim apenas porque é miserável d’alma. Um molambo moral. Um farrapo humano.

    • você não será homem suficiente para voltar aqui e rebater estes comentários diante da ironia idiota que falou…

      como os outros trolls, você é “previsível, superficial e idiota” demais…

    • A paz social que inacreditavelmente reina no Brasil, a despeito dos Black blocs, é devido ao PT e à lideranças como Lula, Dirceu e Genoino.
      Inacreditável porque um país com esse nível de concentração de renda, mesmo com tudo o que já fez os governos Lula/Dilma, era para estar em convulsão social há muito tempo.
      Sorte da elite que Lula conseguiu com sua genialidade política fazer o tal pacto social, o que na boca do PSDB era conversa fiada. Caso contrário a favela já teria decido. E dessa vez não teria milico para protegê-lo
      Agora botar na conta do PT a doença de cidadãos sociopatas é coisa de “politicopatas”

  • Edu,

    Quando o escritor português José Saramago afirmou que os animais podem ser selvagens, mas que apenas o homem é cruel. Ele estava dizendo, da maneira mais clara e assustadora possível, que a crueldade é um fenômeno humano (e não animal).
    Quando a gente encara a cena que voce reporta, concordamos com Saramago. Isso é crueldade , abusar de alguém subjugado.

    • O animal só pode ser compulsoriamente bom por não ter livre arbítrio. O homem pode ser livremente bom ou livremente mau, em função do seu livre arbítrio. Esta é a Criação Divina e não podemos fazer nada nem acrescentar nada!!

  • Como varias pessoas comentaram aqui, a barbárie sempre existiu. E os meios de comunicação nos trazem esses eventos com muito maior cobertura do que anteriormente. Para intensificar este descontrole dos nossos instintos, estamos vivendo em um sistema que estimula o individualismo e o egoísmo. E ainda por cima, as pessoas estão em geral atoladas nos seus afazeres para conquistar um tipo de vida que consideram bom para si e para a sua família. Assim, não temos tempo nem disposição para nos angustiarmos com tanta barbárie que vemos acontecer, a não ser que haja muito risco de que isto aconteça conosco ou com nossa família.
    Acho que nós, as pessoas que refletem sobre essa situação, devemos nos esforçar por expressar a nossa humanidade. Devemos tentar isso nas nas ações dentro do MSM por exemplo. É um jogo de forças. As pessoas que desejam um mundo mais humano devem tentar agir e serem mais humanas, para criarem uma polaridade que jogará luz na escuridão. Talvez seja um trabalho de formiguinhas, mas talvez não devamos medir a importância do que fazemos pelos padrões que estamos acostumados. Pode ser pequeno na aparência, mas grande na essência.

  • Na verdade, nunca a tivemos. E não se trata nesta minha afirmação de um nenhum “conformismo” com o horror, ao contrário, trata-se uma constatação sincera para iniciar de alguma forma uma resistência à barbárie humana. Não vejo diferença entre as barbáries que você aponta no passado e as atuais. A tal “desculpa” da diferença(entendi perfeitamente que você não a considera “desculpa”, apenas constata sua utilização)também existe agora. Ora, se no passado um homem sentia-se “melhor” do que outro por ser romano, e ele cristão; ou ser “ariano” e ele de alguma “raça inferior”; atualmente alguém sente-se superior a outro por ser heterossexual, e seu semelhante ser homossexual; por morar em um bairro nobre e o outro na periferia; por ter curso superior e o outro apenas o ensino fundamental; por votar na direita e o outro ser petista; por ser “sulista” e o outro nordestino; por ser homem e o outro mulher; por ser branco e o outro negro; por ser de “boa família e o outro ter origem humilde; por torcer por um time de futebol e o outro por seu adversário. QUAL A DIFERENÇA ENTRE AS “DIFERENÇAS” DO PASSADO E AS ATUAIS; SÃO IGUALMENTE IMBECIS E SEM SENTIDO(SEM CONTAR QUE MUITAS DELAS “PERDURAM” AO LONGO DOS SÉCULOS, COMO A QUESTÃO DA COR DA PELE, E OUTRAS SÃO MAIS “MODIERNAS”. DE UM JEITO OU DE OUTRO, ELAS, “MODIERNAS” OU ANTIGAS, SÃO TODAS VAZIAS, TOLAS E SEM SENTIDO. NÃO SIGNIFICAM VERDADEIRAMENTE NADA, NÃO PROVAM NADA A NÃO SER PARA OS PSICOPATAS QUE ACREDITAM NELAS, MATAM POR ELAS E TRANSFORMAM ESSA NOSSA EXISTÊNCIA TÃO CURTA NUM SHOW DE ATROCIDADES QUE PODERIA SER EVITADO PARA CONVIVERMOS FELIZES NO POUCO TEMPO QUE TEMOS. Como disse Virgínia Wolf, “os homens inventam diferenças entre si para sentirem-se superiores uns aos outros e com isso esconderem sua imensa falta de importância”. Por isso não acredito que essas diferenças sumirão, transmutar-se-ão em outras, mas continuarão como vezo desesperado da loucura humana diante do vazio de sua existência. Continuaremos a lutar contra elas, como Sísifos a justificar nossa existência numa luta nobre.

  • Aquilo a que chamamos de civilização ergueu-se – ergue-se – a partir da barbárie. Desconfio inclusive que convivam, se dando, uma à outra, “bons dias” e “boas noites”, civilizadamente, e também xingando-se e indo às vias de fato, barbaramente.

    Os diagnósticos de corte racional para a chamada violência urbana, imprescindíveis, de fato, são abundantes. Merecem, em geral, atenção e respeito. Contudo, parecem-me insuficientes para responder aos questionamentos que atormentam o Eduardo, atormentam-me, atormentam a muitos de nós.

    A resposta tradicional – penas mais longas e duras, ou uma combinação de ambas – apesar de tentadora, não sinalizaria encaminhamento minimamente eficaz para os males reportados. Quiçá ainda até os agravem.

    Abordagens que levem conta a particularíssima – por que única – psiquê humana, no singular e no plural (“as massas” ou “os grupos”) têm de ser levadas em conta.

    A doença civilizatória é fato estudado desde o evento freudiano. E neste sentido foi ou pretendeu ser a evocação inicial às duas instâncias tidas em princípio por opostas: civilização e barbárie.

    As análises anguladas essencialmente por considerar a referida oposição como premissa indiscutível podem – e devem – ser revistas, ou pelo menos relativizadas em função do reconhecimento dos mecanismos do desejo, de natureza, como se sabe, pouco ou nada balizada pelo temário “bem” versus “mal”.

    O projeto do inconsciente – instância reconhecida como existente não só para os indivíduos tomados isoladamente, validado também socialmente – tenaz porém tenuamente rechaçado pelo equivalente social do supereu, a “civilização”, precisa ser trazido à baila para o estudo da mais da evidencialíssima doença social, muito bem exemplificada pela figura do “mal banalizado”.

    Convido a todos a que se olhem no espelho. E eu também preciso fazê-lo. Lá, refletido, diferentemente do que sempre ocorreu na história recente do Brasil, poderá não estar tão somente o homem tal como se imagina. Lá poderá estar o outro.

    E é o outro – ou os outros, no caso da reviravolta social brasileira dos anos Lula e Dilma – a questão: ele existe, recusem-se ou recusemo-nos a vê-lo. O outro não morre.

  • Isso é o resultado que a “tchurma” fez ao mundo. Passamos por essas décadas:
    1- bombardeio de propagandas induzindo as pessoas que ter dinheiro é felicidade.
    2 – através de novelas, filmes induziram à sedução, sexo.
    3 – sucatearam a educação.
    4 – Filosofia foi proibida nas escolas.
    5 – Acabaram com a arte, comercializando.
    6 – somente noticias negativas como assassinatos, assaltos, etc.
    Que tipo de humano o planeta poderia ter?

  • Olá Edu,
    Bom texto para podermos parar um pouco e pensar mais em nossos semelhantes. Parabéns. As respostas para tudo isso que vem ocorrendo desde o início da civilização e agora com mais intensidade, está no livro mais lido no mundo, a Bíblia, pena que muitos ainda não se tocaram. Só um exemplo do que muitos aí encima falaram: ‘Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” 1 Timóteo 6:10.
    Grande abraço, meu caro.

  • Não sou nenhum especialista sobre o assunto e, portanto, não quero convencer ninguém do que penso. Mas Acredito que toda essa violência que a sociedade passa está na falta de limites. Aquele que tudo tem, tudo pode! Aquele que nada tem tem, nada pode! Veja no caso da foto em que o policial agride quem já está dominado. Será que ele não está descontando a sua ira naquele mais “inferior”, pois, o soldado não passa de um pau-mandado daquele que exerce o poder. Enquanto continuarmos achando que uns são melhores que outros, essa barbárie vai continuar, infelizmente.

    Se acreditássemos realmente na existência de um Deus e que Ele é pai de todos nós, certamente, aceitaria que cada um de nós somos parte de um mesmo ser e quando atingimos o outro estaríamos atingindo a nós mesmos, pois, somos células de Deus. Acredito que ninguém nasce ruim, mas o meio em que vive e como ele é tratado pela sociedade, ele acaba se tornando igual aquele que o domina pela força ou pelo poder.

  • Edu, ao mesmo tempo em que o “pai” estava matando o próprio filho, em algum outro lugar do planeta, outro pai estava doando um rim ao filho, ou mesmo a própria vida. Só que esse não foi notícia. Abração.

  • Penso nessas horas que perdemos o fio que nos ligava à realidade. Penso no filme Babel que faz uma crítica feroz ao mundo globalizado em que a violência está tão enraizada, embora por razões diferentes. Penso em Lampeduza em pleno século XXI. Esse é o nosso tempo. Penso nos declínios dos grandes Impérios, onde os poderosos se agarravam até o último momento ao poder, sem se importar nos que os seguiam por fidelidade, devoção ou por medo. Penso na Noite de São Bartolomeu, nas caças às bruxas da Idade Média. Penso nas populações perdendo a esperança, penso nos revoltosos que se deixaram levar sem entender em que chão pisavam. Mas penso também em todas as resistências que ousavam ter esperança com ações concretas. Penso em Jung e Joseph Campbell. A consciência é território da filosofia e da psicologia, para alguns teóricos, ela é idêntica ao estado de vigília. Penso no tempo em que não havia espelhos onde a atenção e o sonho juntamente com o espírito de comunidade foram as únicas ferramentas para o caminho da civilização e da sobrevivência da espécie humana. Penso nos espelhos atuais que não refletem mais nada que valha a pena. A mídia corporativa é parte desse espelho, o entretenimento comercial é parte do espelho, o crime é parte desse espelho. A banalização é parte do nosso tempo, a alienação é seu reflexo. Se Durkheimer fosse vivo, falaria das desintegrações dos controles sociais em sociedades que passaram por grandes transições.Quantos declínios o mundo aguenta? Começo a acreditar que estamos nos transformando em dinossauros.

  • Triste texto, mas irretocável.
    Edu sinto que os bandidos venceram.

    Uma única coisa deve importar ao Homem: permanecer de pé entre as ruínas.
    Julius Evola

  • Caro Edu,
    A crueldade é farta no homem. Na antiga Roma, seus imperadores iluminavam as ruas com tochas humanas e lançavam nas arenas, feras selvagens para atacar e devorar seres humanos só por divertimento. Hoje, temos Hitler como maior representante dessa barbárie, mas Stálin não foi melhor, Amin Dada tambem não foi melhor, Bush e seus soldados no Iraque e no Afeganistão também. A jornalista Raquel Sheherazade, por exemplo, pela opinião que deu no SBT também mostrou que seria capaz de praticar tal barbárie com um sorriso nos lábios e pior, incentivando-a. Acredito, opinião pessoal, que a cada dia q avança, essa crueldade cresce também em numero de pessoas, parecendo que estamos-nos tornando uma sociedade selvagem e, o medo, então, se espalha. Vejo com muita preocupação o futuro que se avizinha.

  • Caro Eduardo, seu post realmente levanta uma questão aflitiva, que vem meio que tirando o sono dos mais sensíveis à realidade social imediata em que se encontra o páis. Para mim, é público e notório o extremo deterioro moral e ético em que nos encontramos. Escasseiam mais e mais os princípios básicos que, numa sociedade sã, deveriam nortear a vivência familiar e dar assim a direção a seguir em muitos, senão na maioria, dos demais âmbitos sociais. E se tais princípios estão escasseando, o quê dizer da própria “vivência familiar tradicional”, que vem sendo tão batida e deformada por novos e incipientes conceitos de origem para lá de duvidosa, que vêm sistematicamente se impondo junto a uma vasta gama da população, como os “valores e prioridades” mais modernos a adotar? No momento, e sem qualquer sombra de dúvida, nossa sociedade adoentada e febril só exalta a mediocridade, premia os sentimentos mais baixos; ignora, pisoteia e deforma idéias e noções que deveriam ser terreno base de qualquer construto social e filosófico a estabelecermos, ou mantermos, como perene ou minimamente duradouro. E o que é pior: em poucos meses teremos uma eleição e a campanha eleitoral que se avizinha, sem dúvida, vai adotar esse, digamos, “clima espiritual” vigente no país, cuja maior característica é a total ausência de fundamentos reais e verdadeiros… Me parece inevitável que a campanha eleitoral de 2014 nos fará lembrar da de 2010 como uma tarde num jardim da infância; tal a violência moral e a falta de caráter que certamente vai encerrar… Bom, não tenho mais a dizer. O importante, doravante, é que aqueles que tenham inquietações similares àquelas que expus aqui; aqueles que dão valor incontestável àquilo que há de melhor em nós, seres humanos; fiquem em alerta e intervenham sempre que virem tal patrimônio moral sendo vandalizado, cuspido, desrespeitado e ridicularizado. E isso, certamente, vai continuar acontecendo e, provavelmente, com mais e mais força… Precisamos revitalizar nossa sociedade e por fim tão rápido quanto possível ao maremoto de decadência e podridão que nos assola. A propósito, este que aqui escreve é um homem de esquerda; à parte qualquer analogia de discurso com correntes conservadoras típicas do extremo oposto do espectro político.

  • O mundo é um inferno e os direitistas são os demônios. Chega de contemporizar com esta canalha. Todo o mal do mundo resulta da exploração do homem pelo homem.

  • Sugeri que vc lesse no meu facebook o que a professora politizada Estrela Russo comenta com outras professoras sobre seus alunos e pais/mães.
    Tenho experiências tb estarrecedoras e preocupantes: Tenho dificuldade de locomoção e no super atacadista Tenda em são José dos Campos, dirigia meu carrinho de compras por um corredor estreito rumo ao estacionamento. Uma mocinha larga o seu carrinho no meio do caminho dificultando a passagem. O “estacionamento” dos carrinhos é logo ali. Digo para ela que leve o carrinho ao lugar adequado e ela tentou assim fazer. O pai vinha pelo lado de fora e disse: Largue o carrinho aí mesmo. Retruquei: Vc está criando uma futura marginal e sai fora, antes que provavelmente fosse agredida. Algo está seriamente errado e sempre achei que o papel das TVs com seus programas, novelas, mensagens são as realmente culpadas pelo o que ocorre agora. Este comentario é mais para vc do que para ser publicado, mas faça o que achar melhor

  • (Para não ser publicado): Clipping sobre a Crise Ucraniana.

    A) Presidente interino da Ucrânia faz alerta sobre risco de separatismo

    Oleksander Turchynov reconhece haver ‘ameaça muito séria’ de regiões tradicionalmente ligadas à Rússia, como a Crimeia, onde manifestantes prometem ‘resistir aos fascistas de Kiev’, declararem independência.

    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,presidente-interino-da-ucrania-faz-alerta-sobre-risco-de-separatismo,1134593,0.htm

    B) Em reduto de líder deposto, resistência

    No leste da Ucrânia, russos étnicos reafirmam elo com Moscou e recusam novo governo de Kiev.

    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,em-reduto-de-lider-deposto-resistencia,1134596,0.htm

    C) Empresário russo assume o poder em cidade na Ucrânia

    O sentimento separatista da Crimeia levou um empresário russo a assumir o poder em Sebastopol, uma cidade localizada no sul da Ucrânia. Alexei Chaly, cidadão russo, prometeu defender Sebastopol contra os nacionalistas ucranianos envolvidos nos protestos em apoio ao ocidente.

    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,empresario-russo-assume-o-poder-em-cidade-na-ucrania,1134591,0.htm

    D) O russo contestado

    Após a grande surpresa de sábado, com o triunfo dos revoltosos democratas de Euromaidan, em Kiev, poderíamos dizer que o pesadelo acabou e a Ucrânia, antiga província do império soviético, conquistou o direito de se ligar à Europa? A partida ainda não terminou.

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-russo-contestado,1134796,0.htm

    E) Depois da avalanche

    Depois de 48 horas de silêncio, o Kremlin reagiu ontem com uma dura nota que acusa Kiev de atentar contra os direitos da minoria étnica russa, numa referência à decisão do Parlamento de abolir o russo como segundo idioma nacional. Em choque direto com os Estados Unidos, o texto condena a convocação do pleito de maio, exigindo antes mudanças constitucionais sujeitas à consulta popular. Assim como o primeiro-ministro Dmitry Medvedev, que atacou o Ocidente pela “aberração” de legitimar o governo dos “mascarados que percorrem as ruas de Kiev portando fuzis Kalashnikov”, a nota culpa a União Europeia por se entregar a “cálculos geopolíticos unilaterais” e de não avaliar devidamente “os atos criminosos dos extremistas, incluindo neonazistas e antissemitas”. Não é de crer que o revide de Putin se limite às palavras.

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,depois-da-avalanche,1134282,0.htm

    F) Tanque russo é enviado a centro da cidade ucraniana de Sebastopol

    Um tanque russo foi enviado nesta terça-feira (25) ao centro de Sebastopol, no sul da Ucrânia, onde está localizada a frota russa no Mar Negro.

    http://noticias.r7.com/internacional/tanque-russo-e-enviado-a-centro-da-cidade-ucraniana-de-sebastopol-25022014

    G) Rússia: não forcem Ucrânia a escolher entre nós e o Ocidente

    Comentário, feito pelo chanceler russo, Sergei Lavrov, nesta terça-feira, foi o mais recente em uma série de alertas feitos por Moscou à União Europeia e aos Estados Unidos para que não tentem influenciar o futuro do antigo Estado soviético.

    http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/131376/Rússia-não-forcem-Ucrânia-a-escolher-entre-nós-e-o-Ocidente.htm

    H) EUA: Rússia cometerá “grave erro” se enviar tropas à Ucrânia

    Susan Rice, conselheira de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo (23) que seria um “grave erro” da Rússia enviar forças militares para a Ucrânia e que não é do interesse russo que a Ucrânia se divida; “”Isso seria um grave erro. Não é do interesse da Ucrânia, ou da Rússia, ou da Europa, ou dos Estados Unidos ver a separação do país. Não é do interesse de ninguém ver a volta da violência e a escalada da situação”, disse.

    http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/131178/EUA-Rússia-cometerá-grave-erro-se-enviar-tropas-à-Ucrânia.htm

    I) Crise na Ucrânia aumenta reivindicações separatistas

    O poder mudou de mãos em Kiev, mas nem toda a Ucrânia parece disposta a seguir-lhe o caminho, aumentando o risco de uma partição entre o Oeste, nacionalista e pró-europeu, e o Sudeste, russófono. Em Kharkov, Donetsk e sobretudo na Crimeia a população ameaça não reconhecer as novas autoridades. De Kiev vieram também sinais pouco apaziguadores. Uma das moções votadas neste domingo no Parlamento anula uma controversa lei de 2012 que reconhece o russo como língua oficial nas regiões onde os falantes são pelo menos 10% da população. A decisão, que promete acirrar a revolta nas regiões russófonas, foi saudada por Oleg Tiahnibok, líder do partido de extrema-direita Svoboda.

    http://jornalggn.com.br/noticia/crise-na-ucrania-aumenta-reivindicacoes-separatistas

    J) A Ucrânia e o renascimento da história

    A Rússia está em estado de alerta. Os russos construíram a infra-estrutura petrolífera que existe na Ucrânia e dependem dela para exportar dois dos seus principais itens de exportação (petróleo o gás) para a UE. Se o novo regime ucraniano nacionalizar os oleodutos russos a guerra será inevitável, pois a Rússia não pode aceitar ser transformada num refém do novo vizinho apoiado por UE e EUA. Se os EUA tentarem instalar bases de mísseis na Ucrânia também haverá guerra, pois Moscou não aceitaria esta afronta (como não aceitou a construção de bases de mísseis da OTAN na Polônia).

    http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/a-ucrania-e-o-renascimento-da-historia

  • No meu ponto de vista, tudo isso começou após a mercantilização do ensino.
    Trabalhei 12 anos a frente de uma escola particular. Reparamos que os aluno pedem pelo amor de Deus para impormos limites
    Porém, ao tentarmos impor nossa autoridade dentro de sala de aula, os senhores pais, irritadíssimos com nossa postura, denuncia você ao serviço de orientação e à direção da escola porque chamou a atenção de seu filho.
    Como o pai do aluno é crédito e você é débito para a escola, não fica difícil saber pra que lado estoura a bomba.
    Por querer trabalhar como educador e não apenas transmissor de conhecimento, fui demitido no final do ano passado, pois alguns pais e mães questionavam à direção que seus filhos santinhos eram constantemente chamados à atenção desse professor malvado só porque tocou o celular em sala ou estava conversando, rindo e desestruturando a aula em prejuízo daqueles que queriam aprender e adquirir um pouco de conhecimento.
    Mas é aquela história. O aluno é filho “de”, sobrinho “do”, neto “da”…Ou seja, tem pedigree. E pagam em dia.
    Com tantas mãos sendo passadas em suas cabeças, qualquer jovem que possua uma inteligência apenas mediana, percebe que ele é dono do mundo. Faz o que quer, como quer e não haverá repressão ou punição.
    Papai e mamãe estão aqui e na falta deles, o serviço “disciplinar” e a direção quebram meu galho.
    Criaturas que crescem sem limites, sem virtudes, sem valores e sem vergonhas.
    O seu futuro? Botar uma máscara de Anonymous e Black Bloc, acorrentar adolescente no poste e ir pra galera. Quebrar vidraças e manifestar contra 20 centavos de aumento de ônibus.
    Mas ônibus? O que é isso. Meu pai me deu um Audi de presente semana passada pra ir à faculdade. Nem sei como é uma roleta nem por onde entra nesse tal de busão.
    O mais irônico de tudo isso, é que esses mesmos pais e mães que não toleram o apoio sério da escola no processo educacional, são os mesmos que se omitem na educação de seus filhos e quanto menos contato tiver com seus anjinhos, melhor, pois no fundo, esses pais estão pedindo socorro.

  • O própio homem, propicia seu processo de desumanização. Neste mundo globalizado, existem grandes desequilíbrios econômicos e sociais. Existe um crescendo, relativo ao progresso técnico e científico, que faz com que aumentem as ameaças de destruição. O homem tem que manejar uma consciência crítica.
    Com esta consciência crítica, enfrentamos:
    A massificação, que promove o isolamento crescente. Isso nos leva a perder a individualidade, mediante uma cultura estandardizada, feita para multidões,
    A coisificação, onde o homem deixa de ser ele mesmo, pessoa humana; para ser um simples instrumento,(perde a identidade), produzindo a alienação.
    Quando o homem deixa de ser ele mesmo, sendo transformado em um meio, ele é escravizado pelo sistema. Esta prezo as táticas de pressão e chantagem, esta criada a atmosfera cotidiana de servilismo.
    Os interesses sociais e econômicos, se misturam com os sentimentos e afetos pessoais. A partir deste ponto, as relações interpessoais, estão mediadas pelo interesse e pela utilidade. As pessoas são valorizadas em função de seu dinheiro, poderio social e utilidade, levando a implantação de um sentido anti valores,(exemplos), a hipocrisia, a aparência, a mediocridade, a atitude Maquiavélica, perda dos conceitos de família, união, respeito.
    Pensei muito Eduardo, acho que Rousseau tem razão. Nascemos puros e bons, mas com o passar do tempo, assumimos várias identidades. Identidades que podem incluir incluso a barbárie.
    Confesso que o teu texto me inquietou bastante.
    Um abraço. Saul.

    • O própio homem, propicia seu processo de desumanização. Neste mundo globalizado, existem grandes desequilíbrios econômicos e sociais. Existe um crescendo, relativo ao progresso técnico e científico, que faz com que aumentem as ameaças de destruição. O homem tem que manejar uma consciência crítica.
      Com esta consciência crítica, enfrentamos:
      A massificação, que promove o isolamento crescente. Isso nos leva a perder a individualidade, mediante uma cultura estandardizada, feita para multidões,
      A coisificação, onde o homem deixa de ser ele mesmo, pessoa humana; para ser um simples instrumento,(perde a identidade), produzindo a alienação.
      Quando o homem deixa de ser ele mesmo, sendo transformado em um meio, ele é escravizado pelo sistema. Esta prezo as táticas de pressão e chantagem, esta criada a atmosfera cotidiana de servilismo.
      Os interesses sociais e econômicos, se misturam com os sentimentos e afetos pessoais. A partir deste ponto, as relações interpessoais, estão mediadas pelo interesse e pela utilidade. As pessoas são valorizadas em função de seu dinheiro, poderio social e utilidade, levando a implantação de um sentido anti valores,(exemplos), a hipocrisia, a aparência, a mediocridade, a atitude Maquiavélica, perda dos conceitos de família, união, respeito.
      Pensei muito Eduardo, acho que Rousseau tem razão. Nascemos puros e bons, mas com o passar do tempo, assumimos várias identidades. Identidades que podem incluir a barbárie.
      Confesso que o teu texto me inquietou bastante.
      Um abraço. Saul.

  • Eduardo, em tempo: recomendo que você leia o seguinte livro:

    Título- EIchmann em Jerusalém
    Sub-título- Um Relato Sobre A Banalidade do Mal
    Autora- Hannah Arendt
    Editora- Cia das Letras

  • Quando leio artigos dessa envergadura, vem a toa o que tenho dentro de mim, uma espécie de explicação do porque disso tudo. Não sei a que ponto o que penso tem lá suas razões. Com o advento dos meios de comunicação modernos, escancaram-se procedimentos de comportamento violentos, imorais, sádicos, de safadezas de toda ordem, sem princípios morais, e aí essas barbáries são a consequência do que ininterruptamente é veiculado, mormente pelas televisões.

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