Só daqui a 202 anos teremos mulheres ganhando o mesmo que homens, diz o FMI

“O que se observa globalmente é que nenhum país atingiu a igualdade de gênero, independentemente do nível de desenvolvimento, da região e do tipo de economia. A desigualdade de gênero é uma realidade em todo o planeta, e estamos vendo isso em todos os aspectos da vida das mulheres”, diz Anna-Karin Jatfors, diretora regional da ONU Mulheres. Ela acrescentou que “202 anos é um tempo de espera longo demais” para a equidade econômica.

Desigualdade de gênero no Brasil é a maior desde 2011

Mantidas as tendências atuais, a disparidade de gênero só acaba em 108 nos 106 países analisados desde a primeira edição do índice –há uma lacuna de 32% que precisa ser fechada para eliminar essa diferença.

No caso brasileiro, afirma o estudo, o maior responsável pela piora no ranking na comparação anual foi o subíndice de oportunidade econômica —o país despencou nove posições, do 83º lugar para o 92º.