Como a direita ignorante criou o espantalho da “ideologia de gênero”

No Brasil, a expressão reverberou a partir de 2004, quando foi elaborada a proposta da Escola Sem Partido, que teve como principal defensor o próprio Bolsonaro. Passou ser usada, principalmente, pela bancada evangélica. O projeto, que foi arquivado em 2018 na Câmara dos Deputados, propõe que o poder público não permita “qualquer forma de dogmatismo ou proselitismo na abordagem das questões de gênero”. Os estudos de gênero, desde essa época, passaram a ser vistos como uma “doutrinação da esquerda” para atacar valores morais, como a família.