O anonimato na internet

Ativismo político

Durante a campanha eleitoral do ano passado, foram surgindo exemplos de abusos cometidos através da internet e não só contra candidatos, mas, também, contra homossexuais, negros, nordestinos, mulheres e até contra a presidente da República, Dilma Rousseff.

Esses fatos geraram uma discussão pública sobre a possibilidade de se usar o anonimato na rede para cometer crimes de toda sorte. A sociedade assiste, perplexa, a internet ser usada de uma forma que pode até destruir vidas. Surgem, pois, idéias sobre controle.

Essa discussão levanta uma militância aguerrida que luta exatamente pelo oposto, ou seja, para que a internet seja território livre de qualquer tipo de controle, pois grandes grupos econômicos e os países ricos quereriam mesmo é censurar, valendo-se daqueles que sentem medo de um meio de comunicação que pode se converter em arma.

Há um argumento fortíssimo a favor dos que repelem com fervor qualquer tipo de ameaça ao anonimato: o Wikileaks, por exemplo, não existiria sem os anônimos que contribuem consigo. Mesmo que a guarda do registro dos internautas fique com o Estado, países como os EUA poderiam retaliar as fontes de Julian Assange.

Surge um dilema, pois. Como tornar a internet mais segura, coibindo pregações nazistas contra negros e homossexuais ou proposições de linchamento moral e até físico contra pessoas, que podem despertar loucuras latentes, sem retirar o que tem de melhor na rede, a liberdade de expressão?

A militância contra o controle sobre a internet não admite lei específica nenhuma. É uma postura que lembra a dos grandes meios de comunicação, que não admitem qualquer tipo de intervenção do Estado sobre uma atividade que é exercida inclusive sob sua concessão.

À primeira vista, porém, os dois lados parecem estar certos. Contudo, um deles deve estar errado, ainda que boa parte dos seus argumentos seja válida.

Há várias denúncias de que gente como o banqueiro Daniel Dantas costuma processar qualquer leitor de blog que lhe faça críticas políticas e decorrentes de acusações públicas contra si. Mesmo não ganhando, constrange quem quiser criticá-lo.

Por outro lado, neonazistas montam perfis em redes sociais e vão crescendo aos milhares de seguidores com pregações racistas, xenofóbicas e homofóbicas; mulheres são difamadas por companheiros frustrados; crianças são aliciadas por pedófilos; golpes múltiplos são aplicados.

Em primeiro lugar, o que se precisa determinar é se o crescimento dos crimes citados no parágrafo anterior é parelho com o crescimento da internet no Brasil. A sensação de que tais crimes aumentam pode decorrer meramente da rápida inclusão digital que ocorre no país.

Mas e se os crimes de anônimos estiverem crescendo além da inclusão digital? Não significará que os controles existentes não estão funcionando e que, para permitir o anonimato do bem, pavimenta-se o caminho do anonimato do mal?

Se o crescimento dos crimes for menor do que o da inclusão digital haverá apenas que dotar de maiores recursos as instâncias policiais e judiciais existentes. Do contrário, haverá, sim, que discutir leis que possibilitem identificar pedófilos, neonazistas, golpistas e difamadores mais facilmente.

A sociedade tem o direito de fazer essa escolha conscientemente, sendo colocada diante dela em um plebiscito, por exemplo. Queremos uma liberdade de expressão que se converta em liberdade de destruição? Quem tem o direito de falar por todos, nesse caso?

Os que militam em defesa do atual nível de anonimato na internet precisam se dispor ao diálogo e ao debate, bem como os que temem esse anonimato por facilitar crimes de todo tipo.

Ninguém ganhará um debate como esse no grito. Pode ser travado em clima de boa vontade ou de confronto, mas será travado – quer queiram, quer não. Entendo, porém, os militantes da causa da liberdade na rede. Não os culpo pela paixão, pois sou apaixonado por minhas causas.

Todavia, como já disse, o limite da liberdade de cada um é o direito do outro. E não se pode tentar intimidar quem pensa diferente difamando-o ou patrulhando-o, fazendo-lhe acusações só por discutir o que não se quer.

O patrulhamento do pensamento alheio não pode ser usado para pregar liberdade de expressão. Criar-se-ão, cada vez mais, milícias virtuais destinadas a intimidar quem ouse discordar desses grupos.

Sempre que surgem essas anomalias, as vítimas do patrulhamento vão ficando pelo caminho e em determinado ponto se tornam tantas que acaba sendo possível fazer leis mais duras do que o necessário.

Visando o aprofundamento nessa questão, ao fim desta semana participarei de uma reunião com militantes da causa do anonimato na rede. Em seguida, participarei de encontro com defensores da sua maior normatização.

O que deve valer, em uma discussão dessa importância, não são as pessoas, mas o interesse coletivo. Não importa quem defende o que. É uma discussão que deve permanecer aberta e que, acima de tudo, tem que ser travada.

Não se pode aceitar o argumento de que propor tal discussão significa “fornecer combustível” para um dos lados. É um argumento antidemocrático que vem sendo usado pela grande mídia para se apropriar de concessões públicas e agir como partido político.

103 comments

  • .

    Poxa Edu, que pena, mais uma vez tu dá a impressão de que pegou o bonde andando e ainda quiz sentar na janela e dar tchauzinho… =/ com todo o respeito.

    Não foram “esses fatos geraram uma discussão pública sobre a possibilidade de se usar o anonimato na rede para cometer crimes de toda sorte”, talvez tenha sido o que te chamou atençao para o tema e te fez escrever este e outros textos que tu tem escrito a respeito, mas não foi isso o que gerou a discussao, nem mesmo esse tema esta de fora dos debates que vem sido travados há anos.

    Não estou afirmando que tu esteja errado sobre a importancia do tema, mas tampouco me omitirei deixando que tais afirmações passem em branco pois neste caso, quem “fornece combustivel” é tu meu caro incendiario aspirante a bombeiro.

    Agora deixando de lado o fuzil 😉 tenho algo a dizer sobre o tema:

    Todos ficam às voltas com o tema “anonimato” quando na verdade deveriamos todos aceitar e buscar realizar algo que a inet não teve até hoje a capacidade de reproduzir:

    o estado natural do campo presencial, a anonimia.

    Já que a “ideia” é levar à reflexão, te deixo aqui algo pra que te divirtas. Quando resolver a charada te mostro o gabarito, ou se quiser “colar” tudo bem, basta clicar no meu nome (anonimo, por sinal;)).

    Saludos,

    o\

    .

      • .

        Sim sim Maria Helena, muito oportuna, tanto é que não perdi a oportunidade de trazer um pouco de material para a reflexão.

        Apenas não acho justo que se passe a impressão de que até o momento houve omissão sobre o assunto. Ha muito tempo há pessoas debatendo, trocando experiencias, se dedicando a estudar e desenvolver formas de compartimentação e dissociação de dados para resolver o problema. Não acho justo que sejamos postos no saco rotulado de “antivigilantistas” ou o que o valha, pois infelizmente o texto traz a impressao de que quem defende o estado de anonimato não se dispoe ao debate, o que é mentira.

        Eu mesmo debato o assunto ha muitos anos, e nunca tropecei com o Edu se preocupando com isso senão agora (posso nao ter tomado conhecimento). Veja que não estou criticando sua postura, estou apenas instigando para que faça parte da brigada de incendio, em lugar de tomar posição politiqueira. Ein Edu?

        .

        • Desqualificar não adianta, cara. Argumente. Releia o texto. Vamos avançar no debate. Tome um antiácido e venha debater. Vá atrás dos dados. De repente, você prova que a posição certa é a sua. Enquanto tenta me desqualificar, poderia estar tratando de fazer valer seu ponto de vista. O debate ganhará fôlego com ou sem o Eduardo. O Ministério Público está para lançar vários estudos sobre o tema e tive acesso a alguns deles. Mas se preferir ficar na desqualificação, tudo bem. Um a mais, outro a menos, não me mete o menor medo.

          • .

            Bem Edu, mais uma vez (claro, voce está no seu quintal) tu vem falar de “desqualificar” sendo que nem se deu o trabalho de clicar onde te sugeri, nao leu nada, que dirá levou em consideração algo do que se debate ali.

            Até o momento o que fiz foi elogiar tua iniciativa e lamentar que tu sempre tenha cunho politiqueiro, se tu te sente desqualificado desculpe. Agora, antes de me mandar “buscar material” sugiro que te informe mais a respeito do assunto antes de te aventurar a afirmar tamanha bobagem.

            Até agora te respeitei meu caro, espero que isso seja mutuo. Não pense que pelo fato de alguem ser “fake” tu possa se dar o direito de subestima-lo.

            E eu não vou atras de dado nenhum Edu, já trouxe o bastante pra voce se divertir por um ano, se vire.

            Boa digestão meu amigo.

            .

            .

          • .

            Meu caro, precisa de muito chão ainda pra me desqualificar, e não estou estressado. O “cara” aqui pode te deixar algum material pra voce levar pro MP te interessa? Só não te assuste se receber uns estudos nas mãos carregando os mesmos termos, quem se dedica a estudar o assunto não se importa em aprender com os falsarios.

            Bien, ja chega Edu. Nao vou ficar chateando no teu blog, tenho mais o que fazer.

            Saludos,

            o\

            .

          • Ainda não vi o dono do blog se manifestar acerca do Marco Civil citado pelo Tsavkko. Sair chamando tudo e todos de “trolls” é fácil; treplicar já requer um pouco mais de disposição, certo?

          • .

            Caro Ruy Acquaviva, eu, anonimo, o convido a argumentar comigo sobre o anonimato na internet. Apesar de tua atitude infantil voce parece uma pessoa capaz de somar algo ao assunto, os dizeres “sou meu proprio representante” em teu blog ja me disseram muita coisa.

            Basta clicar em meu nome, que diferentemente de muitos criticos do anonimato que tem comentado aqui, leva à algum lugar e revela um comportamento, tem procedencia.

            Se o caro colega não tiver conta no twitter, basta postar um artigo em seu proprio blog trazendo material e expondo sua opiniao sobre o anonimato e terei prazer em acompanha-lo em um debate. Caso tenha preguiça de pesquisar, meu profile poderá fornecer muitas questões e links relacionados à regulamentação de internet e às questões de anonimato.

            Prefiro não fazê-lo aqui no blog do Edu, primeiro porque o texto não é ponto de partida satisfatorio para se tratar do assunto, e segundo porque a “preocupação” que me trouxe aqui foi apenas desmentir algumas afirmações colocadas no artigo, as quais aliás, o Eduardo ainda não retratou. Questão de honra.

            Se preferir poste aqui um link para uma materia que considere um bom ponto de partida, esta eu dispenso, acredito que o @eduguim faria a gentileza de me avisar pelo twitter se o fizer. Desculpe Edu, não leve a mal, mas este ambiente é muito disperso e tambem propicio a ataques sem fundamento, não me disponho a debater fazendo papel de alvo, o alvo deveria ser o assunto.

            “Troll” me parece um termo pejorativo, não que eu me ofenda, mas de antemão peço que se mantenha o respeito, sendo esta condição minima para que eu o retribua.

            Estendo o convite o à todos.

            Saludos,

            o\

            .

          • Desculpe, eu não alimento trolls.

            Se sentisse sinceridade na intenção de debater, certamente argumentaria. Mas com trollagem não tem papo.

            Talvez em outro tópico, onde você entre debatendo e não trollando.

          • .

            Explique “troll” por favor. Se minhas atitudes são dignas de termos pejorativos gostaria de saber o que significam, talvez isso ajude a mudar minha atitude. Já a sua, posso definir como covarde, mal-educada e prepotente.

            Desculpe Edu, continuo sendo o alvo. Tem gente no teu publico que realmente nao tem tutano ein?

            .

    • Quem são os trolls?
      3. A palavra trolls tem dois significadas. Trolls são bichos do folclore escandinavo descritos como ogros gigantes que vivem em locais subterrâneo. Mas isso deu origem ao termo mais conhecido, que são as pessoas que aproveitam da internet par zombar e contar algo ruim sobre outros, que podem causar, problemas, os trolls da internet.
      4. O anonimato pode e geralmente nos traz algo muito ruim, pois como anônimos as pessoas têm mais coragem para contar fofocas dos outros, que podem ficar muito tristes ao ponto de entrar em depressão e em alguns casos, se suicidar. Mas em alguns casos os anônimos da internet podem fazer algumas perguntas sem zombar e sem magoar, que traz a resposta de que ele não é necessariamente algo ruim

    • Quem são os trolls?
      3. A palavra trolls tem dois significadas. Trolls são bichos do folclore escandinavo descritos como ogros gigantes que vivem em locais subterrâneo. Mas isso deu origem ao termo mais conhecido, que são as pessoas que aproveitam da internet par zombar e contar algo ruim sobre outros, que podem causar, problemas, os trolls da internet.
      4. O anonimato pode e geralmente nos traz algo muito ruim, pois como anônimos as pessoas têm mais coragem para contar fofocas dos outros, que podem ficar muito tristes ao ponto de entrar em depressão e em alguns casos, se suicidar. Mas em alguns casos os anônimos da internet podem fazer algumas perguntas sem zombar e sem magoar, que traz a resposta de que ele não é necessariamente algo ruim

      ffffff

  • Muito sensata tua posição Edu. Quem acusa, em vez de debater, quer ganhar debate no grito..Eu ainda nãpo tenho opinião formada, aguardo tuas informações

  • Sou absolutamente contra qualquer lei que controle a internet. Já existem leis para combater o racismo, o nazismo, a calúnia, etc.. A própria polícia federal já combate a pedofilia através da identificação de IPs. Para mim lei específica para regular a internet é a morte da liberdade na mesma. Eu sou pela regulação dos meios de comunicação justamente porque quero a democratização da mídia; então, não posso querer implantar leis específicas para a internet, que já nasceu livre. Um lei da internet, ao meu ver, mataria a liberdade de cada indivíduo. Não há como comparar os grandes meios de comunicação com o indivíduo, que não possui a mesma força.
    Um tribunal americano, por exemplo, ordenou que o twitter abra os dados das contas do Wikileaks e de seus apoiadores, certamente argumentando que era em nome da segurança nacional. É com esse tipo de argumento que, pouco a pouco, todo mundo na internet vai estar ameaçado. Respeito a opinião de cada um, mas não há quem me convença que a criação de uma lei específica para a internet não iria destruir a liberdade do internauta. Quem acha o contrário, é porque não conhece a natureza humana.
    A Globo é uma concessão do Estado; eu não sou uma concessão do Estado.
    Se fosse possível criar uma lei da internet sem prejudicar a liberdade do internauta, eu não veria problema; mas a questão é que não acredito que seja possível. Esse tipo de lei é, ao meu ver, elitista. Pois a quem interessa esse tipo de lei, se não a figuras como Daniel Dantas e a governos imperialistas como o dos Estados Unidos? Liberdade na internet, sempre.

    • Endosso seu comentário em todos os sentidos. A Web tem sido, até aqui, um espaço comunitário onde reina a quase plena liberdade; em outras palavras, uma esfera onde os tentáculos opressores do Estado não se estenderam com a mesma força, intensidade e potência que caracterizam sua ação fora do cyberespaço. Então, defender uma regulamentação específica para a Internet, a meu ver, é querer violar a liberdade em um meio onde ela se manifesta quase que plenamente; é querer conspurcar um ambiente ainda mais ou menos virgem, com entulho de normas legais e regulamentos que, ao fim e ao cabo, só servem para coibir… Se o preço a pagar por esse ambiente imaculadamente livre é a eventual ocorrência do mau uso dessa liberdade, eu acho que vale a pena pagá-lo. Que se inventem outras formas de coibir o mau uso da Internet; pois limitar a liberdade nela imperante, é punir todos os internautas pelas faltas cometidas por uns poucos!

      • Concordo. A questão é: mesmo que uma lei da internet seja criada com “boas intenções”, sempre será possível, ao meu ver, que se use essa lei em favor dos poderosos, das grandes corporações, grupos e do Estado ( É o caso Wikileaks, onde o país que se diz a maior democracia (democracia burguesa?) do mundo persegue descaradamente uma organização legalizada.).
        Ora essa, a leis que criminalizam os bandidos também foram criadas com boas intenções; no entanto, vemos um pobre que rouba uma galinha ir para a cadeia e um poderoso, ficar livre mesmo depois de cometer diversos crimes. E não é só no Brasil, em qualquer lugar do mundo os que possuem o poder econômico são beneficiados. Eu repito: não há quem me convença que a criação de uma lei específica para a internet não abra espaço para perseguições (Wikileaks?), ataques à liberdade do internauta, ou até coisas piores… Daqui a pouco ninguém se sente mais seguro nem em frente ao computador.
        Defendo sim a regulação das empresas dos meios de comunicação, pois são empresas, pessoas jurídicas; agora, regular o indivíduo como se ele fosse uma concessão do Estado; isso não.
        As leis existentes já bastam para combater crimes na internet. É muito fácil para a polícia identificar criminosos virtuais. No caso, por exemplo, do ataque aos nordestinos no Twitter, aquela estudante de direito foi facilmente identificada. Ora, se racismo e preconceito já são crimes, então para que uma lei da internet? A quem, no final das contas, vai servir essa lei?
        Nesse caso existem três lados: os que querem a criação de uma lei da internet para matar a liberdade na internet, os que querem a criação da lei para combater os criminosos e os que acham que a criação de uma lei específica, mesmo que criada com boas intenções, iria, inevitavelmente, matar a liberdade de expressão do internauta, que, é sempre bom lembrar, não tem a mesma força de organizações como a Globo para se defender, podendo ser esmagado pelos poderosos.
        A CRIAÇÃO DE UMA LEI DA INTERNET É A MORTE DA LIBERDADE NA INTERNET. Eu, que tanto quero a democratização dos meios de comunicação, não posso defender uma lei que mata a liberdade. Na internet reina a verdadeira liberdade: não a liberdade do patrão, dos barões da mídia, mais do cidadão comum.

        • Há um forma de vencer essa discussão escrevendo muito menos: mostrando, com dados, que as leis existentes estão funcionando e que os abusos só aumentam na proporção que aumenta a inclusão digital ou até menos. Esses textos imensos da vossa militância são desnecessários. Apontei o caminho neste texto. Estou aberto a adotar uma posição. Qual será ela, dependerá dos argumentos de cada lado.

          • A questão não é se os textos são longos ou curtos, nem se os crimes aumentam na medida em que cresce a inclusão digital (Até porque isso é uma questão matemática, é lógico que crescem na medida que o acesso a net é ampliado). Esse tipo de personalismo como “Estou disposto a adotar uma posição, dependendo dos argumentos de cada lado”, não leva a lugar nem um. A questão é: uma lei da internet, por mais bem intencionada que seja, ameaçará ou não a liberdade de expressão na internet? Não se pode escravizar uma maioria por causa dos crimes de uma minoria. Abraço.

        • Gostando ou não pessoas cometeram crimes ao entregar documentação secreta ao wikileaks. Aqui no Brasil se critica o PIG por ter acesso a material muito menos sigiloso e se levantam os gadanhos pedindo rigorosa punição. E como crime cometido, deve ser investigado.

          Qualquer governo do mundo iria querer saber quem, o que e como suas informações secretas tem vazado.

          1 documento que vaze que não tenha sido corretamente avaliado pode gerar catástrofes. E os que forem julgados impossíveis de ser publicados por conterem informações perigosas, como tem sido armazenados??? No PC da sala???

          O que tem se tratado no tema, hoje ao menos, é o anonimato como facilitador de desvios de conduta. Vai se esperar o anônimo destruir vidas, empresas e famílias para depois agir contra em processos que podem levar a becos sem saída??? O que fazer contra a pessoa que difama outrem de uma lan house, cria prejuízo gigantesco a uma vítima e somente depois de meses que vão tentar chegar ao infeliz???

          • O criminalizado jamais pode ser quem publica as informações ( foi o caso do Wikileaks). De outra forma, todos os governos do mundo poderiam começar a censurar organizações legalizadas em nome da “segurança nacional”.

          • Como assim jamais? Cometeu crime tem que ser penalizado. Ou vc acha que liberdade de imprensa não tem normas e limites???

            Há milhões de casos em que não se pode publicar informações. Há milhões de processos ganhos por pessoas e entidades que comprovarem ter sido ofendidas ou onde foi posto em risco o bem maior.

          • Esta coisa de “para o bem maior da nação” só vira problema nas mãos de ditadores.
            Lembrando que um ditador não é necessariamente um militar mas é aquele que faz as próprias leis….e mantem o poder através disso.. ala cqc

    • O assunto merece uma boa discussão, nesse sentido, concordo com o Eduardo. Mas também acredito que seus argumentos são interessantes. Não sei se precisa de uma regulamentação específica para a internet. Rascismo, pedofilia, essas coisas horríveis, há como rastrear, isso é crime dentro e fora da internet. Quanto à difamação, é um ponto para pensar – e sério, mas acredito que uma coisa é dizer “não gosto do Fulano” ou “o fulano foi péssimo governador”, outra é afirmar que o fulano é ladrão, precisa de provas. Talvez o caminho não seja regulamentação específica, mas autoregulação dos portais, sites e blogs, via uso de diversos instrumentos como a moderação, a denúncia e o acompanhamento de consequências. Outro dia mesmo, o Eduardo denunciou um aqui nomes de jovens que diziam pretender a morte da presidente na posse. Precisamos cobrar do Poder Público: esses jovens precisam ser processados. E a jovem que pregou violência contra os nordestinos? Ela também precisa ser punida.

    • Concordo inteiramente com você. Não consigo perceber como regulamentar a internet sem cercear a liberdade dos usuários. Pode ser que o debate proposto pelo Edu, se for de bom nível, me ajude a maior compreensão deste tema.

  • Quem quiser se esconder que se esconda, demonstra apenas que não tem coragem de mostrar quem é; quando sinto que não passa de um provocador, não sigo na leitura, passo para o seguinte; é como desligar a televisão ou mudar de canal; simples…

  • Não compreendo nem aceito o anonimato. Em qualquer circunstância.
    Se dependesse deste comentarista, todos os comentários seriam precedidos pelo nome próprio(não o que chamam de Nick), mesmo que reduzido. Chego ao extremo de pugnar pela própria foto.
    Por que esconder-me? Tenho o maior orgulho de emitir minha opinião e assumí-la abertamente. Não temo, inclusive, a turma do desqualificadores e do sarcasmo, muito comum nos blogs.
    A propósito, JB Costa vem de João Bosco Coelho Costa. A foto aí em cima é minha mesmo.

  • No Brasil é perigoso falar em controle da Internet pois sinto que quem iria se beneficiar da situação seriam os grandes conglomerados da mídia. O que falta é punição para inibir os criminosos que atuam insuflando a massa contra nordestinos, gays, negros, judeus ou seja lá quem for.

    • Ah, essas mulheres maravilhosas!

      Erica, em três linhas, disse tudo que importa: liberdade total na net, responsabilidade de quem cause algum dano a alguém. Não há a mais mínima necessidade de controles da rede, há necessidade de se chegar aos culpados por ações condenáveis. E isso é dificílimo, mas ‘acho’ que seja possível, como ‘acho’ que o arcabouço legal existente basta para isso.

      Outra coisa é o tal anonimato. Não uso meu nome real, acho divertido o cacófato de meu apelido. Bato forte em meu plano de saúde, mas dependo dele para sobreviver – daí perco a coragem de usar meu nome verdadeiro. Este é só um exemplo de autopreservação.

      Talvez as autoridades precisem desenvolver equipamentos, processos, para alcançar os criminosos da net – e aqui cabe lembrar um comentador: não se praticam crimes na net, mas através dela. Um carro dificilmente atropelará alguém sem um motorista, uma pistola não dispara sozinha. A net do mesmo jeito.

      Agora, se pais muito ocupados adotam computadores conectados à rede como babás, ou como entretenedores de suas crianças, poderão surgir situações comprometedoras através da net, mas não por causa dela.

      Não ensinar menores a dirigir carros não basta, é preciso proibí-los de fazer isso. Não se deve ter coisas perigosas em casa e, se necessárias, deverão estar fora do alcance das crianças ou estas deverão estar muito bem informadas a respeito, se já forem capazes de tanto. Uma máquina conectada é uma casa com a porta da frente aberta – é preciso tomar cuidados.,

      Na web, haja as leis que houverem, sempre estarão pessoas boas e más. Sempre haverá riscos. Sempre haverá feridos. Lembremo-nos, o paraíso ficou mais próximo depois do decálogo? Simplesmente alguns cumprem, outros não.

      Com o capitalismo dominando as comunicações com as mega-empresas que proliferam no mundo, oligopólios até já transnacionais, em breve seremos todos conformados escravos, pois só receberemos a informação do modo que ela convier ao empresário. Internet livre éo antídoto.

      De meu computador obtenho a informação que me parece melhor, posso fazer comparações (por favor, ninguém venha me dizer que posso escolher entre folha e estadão) leio o que quero, discuto o que quero, reclamo do que quero reclamar, embora muitos saites apaguem comentários por mera discordância, mesmo que civilizadamente formulada.

      A internet livre é a oportunidade do ser humano conhecer a utopia anárquica, onde cada um sabe seu dever, cumpre suas obrigações e todos são felizes. Sem leis castradoras que sempre são burladas, distorcidas por alguns com interesses pouco dignos mas com poder para viabilizá-los.

      Grato pela paciência.

      • Devia pesquisar para saber como é difícil coletar provas e comprovar que o criminoso é culpado com a atual legislação. IP não é prova cabal, tipificar não é tão simples e muita gente tem se safado de ir para a cadeia por que as provas são perdidas com o tempo e uso de tecnologia, exatamente por que cada vez mais tem se criado meios de apagar esses rastros e a PF não pode fazer tanto por falta de previsão legal.

        • Wilson, os meios de investigação via registros nao deveriam ser a prioridade, mas sim identificar em 1º lugar pela forma idonea, que é o que inexiste por enqto na inet. Outro ponto é que “provas” nao podem ser guardadas ad infinitum, deveria-se respeitar um prazo flagrante minimo necessario e olha lá.

  • O anonimato pode servir tanto para a defesa como para o ataque. É preciso que todos se preocupem com o tema, pois o que se pode fazer atrás de um equipamento, escrevendo ou falando, pode gerar milhões de problemas. Não acho fácil apenas com o IP, se chegar a um eventual criminoso. IP de máquinas de lan house, são impessoais. Um só cidadão pode transmitir suas mensagens de diversos pontos e quem vai ficar seguindo estes rastros? Haja trabalho.
    http://easonfn.wordpress.com

    • A evolução da tecnologia trás novos comportamentos sociais. a internet é um exemplo disto. Desta forma os governantes deverão criar novas profissões, utilizando hackers, por exemplo para acompanhar esta evolução social e coibir excessos, ameaças com aplicação de leis existentes. Antes da televisão n~]ao existia o técnico de TV, o instalador de antenas etc….

  • No Brasil é perigoso falar em controle da Internet pois sinto que quem iria se beneficiar da situação seriam os grandes conglomerados da mídia.
    Erica.

    concordo com você menina!!!!!

  • Caro Eduardo,

    As sociedades não vivem sem suas regras, e respectivas punições para infratores. O anonimato é uma maneira de alguém não ser punido por algo que disse. Para encontrar os seus grandes frutos espalhados pela internet, basta ver os comentários em vídeos muito acessados ou em discussões de futebol. Cada um fala o que quer, a razão passa longe desses locais. E há um lugar fora da Internet, onde o anonimato sempre foi preservado, e o teor das mensagens é curiosamente parecido: banheiros. Quem presta atenção nos infames recados de banheiro sabe que eles não existiriam se os autores fossem identificados. E há diálogos, agressões, grosserias, etc., como nos comentários pela net.

    Minha opinião: Apesar das acaloradas discussões geradas por gente anônima, os administradores das caixas de comentários sempre podem cortar o que for conveniente, e conforme o caso, investigá-los a partir do IP. Então é um anonimato “rastreável”, em última instância. Porém, equivaler a ausência total de moderação à igualdade de condições é uma falácia comparável ao neo-liberalismo econômico. Vence quem fala mais, mais alto, e quem tem mais força. É um velho-oeste, uma lei da selva. Igual à que favorece os conglomerados midiáticos.

  • Acho a comparação inapropriada porque a grande mídia são 4 pessoas e a internet é quem quiser participar.
    Suas boas intenções vão apenas levar farinha pro moinho dos censores que querem transformar a internet num grande Big Brother e acabar com o que ela tem de melhor que é a livre difusão de ideias e informações em todos os campos da atividade humana.

    Espertalhões e criminosos que querem se aproveitar da ingenuidade alheia sempre existiram muito antes de internet.

    Mas assim como na vida “real” ninguém sai dando informações pessoais como nome completo, endereço e conta bancária para qualquer desconhecido na rua, ou uma criança é sempre ensinada desde pequena a não seguir ou aceitar convites de estranhos, na internet deve se fazer a mesma coisa.

    Estão tentando transformar a internet num mostro e causa de todos os males da humanidade apenas com o objetivo de controlá-la e matar a revolução que ocorre por causa dela.

    Quem não percebe isso está sendo inocente útil das grandes corporações de mídia e telecomunicações.

    Controles já existem, mas só são empregados contra os mais fracos SEMPRE.

    O médico condenado na VIDA REAL por assédio, estupro e atentado ao pudor está foragido

    O agressor violentíssimo e gratuito – indiciado por tentativa de HOMICÍDIO NA VIDA REAL de supostos gays na Paulista está foragido

    O jornalista condenado por assassinar a amante está solto

    Um Juíz acusado de desviar MILHÕES dos cofres públicos – muito mais do que qualquer clonador de cartão de crédito da periferia, está solto.

    O que quero dizer é que é e evidente que abusos GRAVES e SÉRIOS em qualquer instância da vida social devem ser combatidos fortemente, mas se formos querer controlar e sair atrás de cada bravateiro da internet – ou da esquina – e colocá-lo na prisão, não vai haver cadeia suficiente na face da terra.

  • Cara, sério, tem dezenas, quiçá centenas de ciberativistas pelo país – e você conhece vários deles – que lutam ha anos contra a censura na rede e que tem milhares de textos explicando diversos pontos que você agora resolveu tratar. A diferença é que estes especialistas SABEM do que estão falando.

    Com todo o respeito, você não entende nada do que vem falando. A Lei Azeredo é um câncer e ñ se salva uma linha. Não se defende nem que de passagem. E agora nos comparar, que lutamos contra a censura, com grandes empresas de comunicação só pode ser piada. VocÊ ofende e parece nem notar! Tripudia de quem dedica a vida a esta luta e depois se diz a vítima, o atacado!

    Abre o olho, Eduardo! Enxerga que sua opinião tem uma p*ta penetração e que você tá fazendo o jogo que querem os vigilantes, colocando dúvidas tolas nas cabeças dos leitores e dando argumentos para a vigilância!

    Quem te disse que nós somos contra todo e qualquer tipo de controle? Você conhece o Marco Civil da internet? Pelo jeito não conhece. Pois vá atrás! É a proposta dos ciberativistas de propor uma forma de regular melhor as relações na internet. MAs feita por quem conhece, para garantir a liberdade de todos e não o direito do Estado nos vigiar e controlar e de empresas fazerem o que bem quiser.

    Aliás, a resposta à tua pergunta seuqer passa por legislação específica na rede:
    “Como tornar a internet mais segura, coibindo pregações nazistas contra negros e homossexuais ou proposições de linchamento moral e até físico contra pessoas, que podem despertar loucuras latentes, sem retirar o que tem de melhor na rede, a liberdade de expressão?”

    Oras, aplicando as leis que já existem, que condenam o racismo, a incitação do ódio… Não precisamos de leis específicas para a rede, compreenda, as leis que punem estes crimes já existem! O grande problema é que o poder público – o judiciário em particular – é absolutamente ignorante no que concerne a internet. Porque achas que os Estados tem tanto medo da internet? Porque não a entendem! Não compreendem sua lógica. O medo vem da ignorância!

    “A militância contra o controle sobre a internet não admite lei específica nenhuma.”

    Isto é mentira. Sinto ser tão direto, mas é a mais pura e deslavada mentira, fruto de total desconhecimento da militância que atua na área.

    “Por outro lado, neonazistas montam perfis em redes sociais e vão crescendo aos milhares de seguidores com pregações racistas, xenofóbicas e homofóbicas; mulheres são difamadas por companheiros frustrados; crianças são aliciadas por pedófilos; golpes múltiplos são aplicados.”

    Neonazis andam pelas ruas, fascistas espancam gays na paulista, mulheres são violentadas em casa pelos companheiros… E existem leis pra coibir tudo isso! Você realmente acredita que criar leis específicas para a rede vai mudar alguma coisa se não aplicamos nem as leis que já temos?

    Não faz diferença se a Mayara Petruso xingou nordestinos no Twitter ou na esquina da rua, o crime é o mesmo e a punição pode e deve ser a mesma. Sem lei para a internet, Edu!

    Tratas a internet como alienígena e não como uma extensão de nossos corpos. Assim como o telefone, a internet propicia contatos, laços. Claro, a internet aproxima mais, facilita mais, mas não difere da nossa vida “normal”, é dela uma extensão, uma continuidade. É preciso, porém, compreender isto. Mesmo com todos os apelos feitos antes você volta a insistir em dar argumento aos vigilantes?

    Responsabilidade, homem!

    “Se o crescimento dos crimes for menor do que o da inclusão digital haverá apenas que dotar de maiores recursos as instâncias policiais e judiciais existentes. Do contrário, haverá, sim, que discutir leis que possibilitem identificar pedófilos, neonazistas, golpistas e difamadores mais facilmente.”

    Estas leis existem. Se há suspeita de que um perfil contém imagens ilegais basta a justiça pedir um mandado a um juiz e entregar à empresa, que abrirá os dados. Mas lembre-se, o crime não acontece na internet. Pode-se até aliciar via rede, mas o crime, o abuso, não acontece na rede, que funciona como um telefone no contato entre aliciador e vítima. Escrevi EXATAMENTE sobre isto ha uns dias, tentando ser mais didático sobre a pedofilia e a internet, desmistificando diversas falácias sobre o caso: http://tsavkko.blogspot.com/2011/01/o-ai5digital-analogia-das-leis-e.html

    “Entendo, porém, os militantes da causa da liberdade na rede. Não os culpo pela paixão, pois sou apaixonado por minhas causas.”

    Não se trata de “paixão”, mas de COMPREENDER a rede.

    “Visando o aprofundamento nessa questão, ao fim desta semana participarei de uma reunião com militantes da causa do anonimato na rede. Em seguida, participarei de encontro com defensores da sua maior normatização.”

    E você deturpa a causa, dizendo que são (somos) defensores do anonimato na rede. Ponto, é isto. Não, não defendemos o anonimato, defendemos a liberdade.

    Aliás, tente compreender até mesmo a função do anonimato. Pense no blogueiro que, ameaçado, posta anonimamente sobre crimes em sua região. Ou pense no ativista que não pode se identificar, na pessoa que poderia sofrer seja nas mãos da família,d e bandidos, no emprego e etc se revelasse seu nome.

    O anonimato, aliás, é parte da vida. O trote telefônico que você recebe é anônimo, mas da mesma forma o disque-denúncia e anônimo. O anonimato também serve para defender-se, para defender vidas.

    “Não se pode aceitar o argumento de que propor tal discussão significa “fornecer combustível” para um dos lados. É um argumento antidemocrático que vem sendo usado pela grande mídia para se apropriar de concessões públicas e agir como partido político.”

    você é novamente leviano em suas afirmações. E vais entender o porque quando conversar na sexta com o Sérgio Amadeu e outros. Espero que abra os olhos. Defender a Lei Azeredo, mesmo que sua discussão é defender a censura. Se não sabias, agora sabes.

    • Concordo com seu texto integralmente. Conheço um pouco do assunto. Trabalhei em uma grande empresa de telefonia ( a maior delas ) até um ano atrás. trabalhei com banda larga ( Velox ) e Redes Ip e metro ethernet. Conheço garotos ( hackers ) que identificam quaisquer coisa na rede, por meio de protocolos, softwares específicos e profundo conhecimento da mesma. Para quem conhece de rede não existe anonimato. Haja VistO que recentemente na campanha eleitoral, descrito no blog Escrevinhador, a descoberta de trool nazista pró serrista em Brasília.
      Edu, não sei qual motivação está te levando para esta linha de raciocínio, mas a mesma está indo de encontro com a liberdade na rede. Creio estares a pensar mais com o coração, dada a avalanche de noticias nojentas emitidas pelos PIGs contra o ex e a atual Governanta que tanto te contraria. E as ameaças dos internautas emitidas contra a nossa Presidenta, estas sim perigosas e passíveis de averiguação.
      Odeio o blog do Reinaldo azevedo. Lia o mesmo, durante a campanha eleitoral, para ver a opinião dos comentaristas que são estarrecedoras, mas para quem conhece a net ( hackers ) é muito facil identificar qualquer um daqueles comentaristas insanos.
      Os hackers outrora marginais da rede nos EUA, hoje são contratados como contra espionagem da mesma pelo pentágono e vários orgãos governamentais no exterior.
      O Brasil está cheio de hackers que poderiam ser melhor aproveitados pela PF por exemplo.
      Um dos caminhos poderia ser este bem como fazer valer as leis existentes em nosso país.

      • So podia ter sido um pouco menos repetitivo ao invés de declarar várias vezes que ja tem leis para enquadrar os crimes cometidos na net. E aliás, tem certeza que procurou juristas e profissionais ligados a investigação virtual da polícia federal para embasar seu texto?

        Deve entender como é a coleta de provas não é??? Como a justiça entende que so é crime o que está perfeitamente tipificado na lei. Que também a PF não pode sair vasculhando em busca de provas como é na vida real por falta de legislação. Que o ambiente virtual por si ja deixa muita margem a dúvida quanto a autoria de ato delitoso e que a justiça não pode incriminar ninguém com margem de dúvidas. Que o processo investigativo não pode simplesmente incluir métodos ao seu bel prazer como é feito pelas quadrilhas especializadas quando o assunto é inteligência e contra inteligência.

        Cara, é melhor discutir meios de melhorar agora os processos de investigação e julgamento de crimes virtuais do que chegarmos ao ponto de vermos agências com total liberdade de coleta e julgamento dos delitos. Por que é o que vai ser necessário se não for melhorado o processo agora. Claro que é uma suposição mas baseado no que ja se viveu, não duvidaria a ABIN um dia ficar responsável por determinadas agressões virtuais.

        • Uma coisa é você criar leis específicas para arede, outra bem diferente é você tipificar ou simplesmente ampliar o arcabouço legal, baseado no que já existe, para facilitar a prisão de quem comete crimes virtuais…

          O engraçado é que um hacker de 15 anos consegue vasculhar melhor a rede que um suposto especialista da polícia, em muitos casos. Nosso problema é que o poder público tem má vontade de mais e conhecimento de menos.

          Sobre “melhorar”, está aí o MArco Civil da Internet, que é muito melhor e mais interessante de ser debatido do que sequer sonhar em defender ou achar que vale debater algo tosco e risível como o Projeto Azeredo.

          • Companheiro, deixe-me dizer-lhe isto. O seu comentário tem informações técnicas muitos oportunas e você me parece um ótimo debatedor, de maneira que me dirijo a você com todo o apreço. Mas me parece que você despreza um certo aspecto desse assunto; vejamos. Penso haver um especto deplorável do ponto de vista ético em relação ao anonimato. Eu ensino isto a meus filhos: “Ou assina o que escreve, ou não tem o direito de escrever”. Estou convencido de que a juventude anda muito necessitada de alguma coisa desse tipo, para se situar melhor, para ter os limites de que sem dúvida necessita, etc. Entende o que estou dizendo? Que tal lhe parece?

            EM SUMA: Eu não penso que devemos apenas ser identificados pela polícia se cometemos crimes; minha convicção é a de que devemos ser identificados, do modo mais imediato, por todos os demais homens, sempre que tomamos a licença de falar em público. Se a internet é comunitária, que o seja também nesse sentido!

  • Edú, o tal “Parla!” não consguiu até agora colocar sua posição, se é que tem alguma. Apenas atacou o seu post, e nada mais. Qual é a tese do rapaz, mesmo?
    Como não posso apresentar uma antítese a uma tese que não existe, pergunto-lhe: existe realmente anonimato na internet? E os IPs, os registros nos provedores, etc? Parece-me que nada que se faz na net desaparece ou pode ser apagado, não é assim?
    Se até um celular comum pode ser rastreado (o que não está escrito em nenhum manual) como vimos num crime recente em São Paulo, quanto mais a internet, que tem poucos centros (perdão pelo termo nada técnico) no mundo.
    Ou seja: quem comete crime pela net pode ser identificado, localizado e preso. Basta os governos quererem e se equiparem para tanto, como fazem nos casos de pedofilia.
    Medidas para aumentar o sigilo favorecerão os criminosos, especialmente os que cometem crimes econômicos. Medidas que eliminem a possibilidade de identificação do autor, também. Gente honesta, que quer se informar, se divertir, fazer negócios ou se relacionar, não tem medo de alguma regulação – mas esta eu creio que já exista.
    Ao “Parla!” eu deixo minha mensagem final: “Por que no te callas?”

    • Tranquilo, deixa falar. Quem perde com argumentação desse nível não sou eu nem você, mas os que pensam como ele. E o pior é que tem muita gente boa que pensa como ele.

    • Antonio Barbosa Filho,

      Por que não me calo? Te lo diré:

      Não me calo porque existe existem pessoas como voce, que não sabem distinguir a forma idonea de se identificar pessoas, da forma invasiva, controladora e suja que o Poder Publico pretende.

      Não me calo porque existe gente como voce na plateia, pra escutar o coro em que entoo.

      Não me calo, porque dou valor à liberdade, coisa que gente como voce nem aprendeu o que é.

      Pelo visto tu Antonio, ao menos se deu ao trabalho de clicar em dois links, continue assim, talvez um dia perceba que não tenho tese alguma a apresentar, basta que eu me apresente.

      ¬
      .

      • .

        E aí Edu? vai liberar o comment ou ta dificil? Só estou respondendo a uma pergunta que me fizeram tem jeito? Prometo nao vir mais brincar no teu quintal enquanto mantenham para comigo, o respeito que mantenho para convosco.

        o\
        .

          • Wilson, concordo com a boa parte de suas colocações. Sobre o avatar, sinto não dizer muita coisa, acredito que ele mesmo ja diz o bastante se considera-lo no contexto. Não que eu me considere um, mas a pergunta é como questionar a um artista o que ele “quis dizer” com tal obra, tem coisas que “dizem” por si mesmas, não tem resposta.

            o\

        • Queria deixar hoje um último comentário para reflexão. Facas e pistolas. Todos concordam que a internet é uma ferramenta, utilizada para fins benéficos ou maléficos. O criminoso está do outro lado do mundo, em casa, com uma arma que pode ser extremamente letal.

          Aí vem a pergunta: internet é uma pistola ou uma faca??? Para comprar uma faca nada é preciso além de dinheiro. Vc pode até andar com uma por aí desde que não seja para sua proteção pessoal (ninguém pode andar com facas para se proteger) mas não precisa de registro algum. Afinal de contas se mal utilizada vai dar um trabalhão do cão encontrar e menor para coletar indícios. Mas se a internet estiver ganhando tanta importância na vida de todos que seu alcance é poderoso como uma pistola???

          Para se ter uma pistola tem que se responsabilizar em usar bem ou é rastreado. Pode até adquirir uma de outras formas mas vai ser ilegal desde o começo independente do uso dela. Claro que a única finalidade de uma pistola é de intimidar e ferir, diferente da faca que tem mil e uma utilidades benéficas. A internet não pode ser declarada como mal por natureza mas sua potencialidade de dano vai, em breve, ganhar força tremenda.

          E aí?? Como faz??? Se considera a internet com o menor modo de registro possível por ser uma faca útil, que cria coisas maravilhosas e é de acesso a todos ou se considera uma pistola por seu potencial destrutivo, pelo controle de seu uso e por seu alto custo em ter uma legalizada????

        • .

          Não Edu. Aliás voces parecem todos galos de briga. Sou um sujeito pacifico. Gosto de Paz e Liberdade 😉

          E obrigado por liberar o comentario, por um momento pensei que iria censurá-lo.

          .

  • Caro Eduardo
    Fui censurado por 26 vezes na Folha e não posso mais escrever com o meu nome, me vi obrigado a colocar nicks, para continuar a escrever, fui de novo censurado, ser anonimo, nem sempre é querer se esconder.
    Saudações

  • Fico profundamente decepcionado de ver que o Edu debandou para uma area que ele não entende, e esta trabalhando contra anos de militância do movimento Mega Não.

    Sugiro ao autor de informar melhor para não continuar dando munição para os vigilantistas, ou então corra para abraçar o Azeredo e entrar oficialmente para o time dele, pois afinal, somente ele e os que pensam como ele devem estar adorando estes seus artigos.

    • Veja por exemplo, imagine se você tivesse de autenticar-se cada vez que fosse usar o telefone, e principalmente se fosse usar o telefone público. Parece absurdo, mas é a mesma lógica que este artigo esta sugerindo para a Internet. E se a obrigatoriedade de identificação positiva realmente funcionasse não existiriam milhares de bandidos usando celular para cometerem crimes, como o que vitimou nosso ex vice Presidente José de Alencar.

      Alias tenho certeza que este tipo de crime seja maior do que os ditos cibercrimes, so que por incrível que pareça não existem estatísticas a respeito.

    • Em tempo, veja como este hacker conseguiu encontrar o computador dele que fora roubado:
      http://www.youtube.com/watch?v=U4oB28ksiIo

      Ele não preciso de leis para a Internet, nem de quebra do anonimato, ele so precisou de competência, a mesma que precisa tomar nossa policia de crimes digitals.

      Recomendo tambem a leitura do livro Protocol de Alexander Galloway onde ele defende a tese de que a Internet pela sua propria aquitetura é uma rede de controle, e aplicar uma nova camada de controle é redundancia, censura, controle e lesa a democracia.

  • Eduardo, parabéns por não cederes às provocações nem te deixares patrulhar. Essas três ou quatro pessoas que te insultaram me deixaram revoltada. Não tenho opinião formada sobre o assunto, mas já descobri que tem muito energúmeno defendendo um posição. Minha solidariedade.

  • Caro Eduardo, lembra que semana passada enquanto nós mencionávamos a gravidade das ameaças de tiro contra Dilma, muitos diziam que eram apenas crianças? Pois bem, nos EUA cogita-se que houve incitação ao crime perpetrado pelo rapaz que matou 6 e feriu mais de uma dezena. Durante a campanha para a Câmara um movimento partidário chamado Tea Party colocava um mapa e colocava imagens de alvos a seres atingidos nos Estados. Alvos para vencer a eleição. Porém os adolescentes entendem diferente e assim a partir disso pode ter ocorrido a incitação a este crime.
    Abraços.

  • Eu concordo Edu, nunca gostei desse negócio de anonimato, acho que o sujeito oculto gosta de se aproveitar da situação.

    É igual quando tinha as paralisações na empresa que eu trabalhava, tem sempre o cara que se esconde para o chefe não ver participando das manifestações, mas quando os funcionários conseguem alguma vitória na negociação, o mesmo esperto vai receber todos benefícios dos que tiveram coragem de se manifestar abertamente sem vergonha de reivindicar seus direitos.

    “O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.”
    Albert Einstein

  • A análise das consequências dos crimes cometidos via internet estão colocando em discussão em todo o mundo que tipo de regulamentação deve haver.
    Imagino que essa regulamentação será feita da mesma forma que se elaboraram as leis do trânsito,que são praticamente as mesmas em todo o mundo.
    Ou seja: não se pode estacionar se não a 5m nas esquinas e sempre no lado da mão. Por que? Porque as estatísticas de acidentes indicaram que era prudente para evitar acidentes,por motivos óbvios de dificultar a visibilidade ou a segurança na hora de dar a partida.
    O fato de se usar um pseudônimo não me parece em si condenável ou perigoso. Isso porque para possuir um email teoricamente cada um de nós tem que se identificar para os provedores de emails. No caso de cometer crimes contra a honra, de apologia ao crime, assédio moral, tentativa de estelionato, pedofilia isso garantiria a identificação, em princípio.
    Mas um amigo que entende muito de programação de computadores e de informática em geral me informou que essa identificação pode ser difícil se o malfeitor conhece meios de fraudar essa identificação.
    Creio que essa é a questão importante a ser esclarecida: garantir que se possa responsabilizar aqueles que cometem crimes previstos em lei, via web. Aliás,crimes não previstos em leis não são passíveis de julgamento.
    No mais, não vejo como nem para que impedir a liberdade de expressão não criminosa.

  • Muito oportuno e equilibrado o seu posicionamento, Eduardo.
    Fica difícil entender porque aparecem tantos irados por aqui tentando ver no seu texto aspectos que nele não existem.
    O que se deseja é que os crimes de qualquer espécie, já tipificados como crimes nas leis do país, quando executados através da web possam ser averiguados para os devidos processos judiciais.
    Acredito que ninguém,em sã consciência, vá defender que crimes pela internet são permitidos, porque não se pode criar obstáculos à liberdade de expressão do criminoso. Crime é crime, tem consequências funestas e lesa os direitos alheios. Não pode haver impunidade.
    Ao que tudo indica , ou ainda não existe regulamentação adequada para impedir ou punir a realização de crimes pela web, ou a Justiça brasileira desconhece como atuar.
    Se assim não fosse, não teríamos assistido a uma violentíssima campanha de difamação da candidata Dilma Rousseff, construída por crimes contra a honra, assédio moral, mentiras deslavadas etc..
    Que eu saiba nenhum processo corre na Justiça a respeito.
    No entanto, os crimes cometidos naquela oportunidade contra a candidata redundaram certamente na alteração significativa dos resultados eleitorais.E aí temos um verdadeiro crime eleitoral, de grandes proporções cometido, sem que tenha havido qualquer investigação ou punição. A democracia foi a grande lesada.

  • Bem, como alguns com muito mais conhecimento técnico do que eu já disseram: anonimato na internet é uma ilusão que só quem nem tem noção de como é construída a rede pensa existir.

    Então, Edu, antes de embarcar nessa luta inglória que só vai favorecer os grandes grupos de mídia e comunicações que querem poder prender o adolescente que baixa um MP3 ou qualquer um de nós que baixa um filme ou um livro nessa grande biblioteca de conhecimento humano que é a internet é melhor vc refletir muito bem.

    Ninguém está interessado em prender quem não gosta de gays, negros ou nordestinos – ou Deputadas Democratas nos Estados Unidos -, o que essa turma quer é manter apenas para quem pode pagar o acesso à informação e ao entretenimento de qualidade.

    Não querem que a informação circule livre como é hoje na rede. Querem que ela seja acessível apenas a uma elite econômica.

    Querem controlar PARA COBRAR $$$$$$$$$

    O resto é conversa mole e MANIPULAÇÃO da opinião pública.

    • Estou lendo todas as opiniões expostas aqui no Blog do Edu, de forma isenta, fazendo o que acho que sei fazer de melhor que é pensar. Ainda não formei uma opinião definitiva, mas a argumentação de que os maiores beneficiados com um controle da internet ( além do que já existe) seriam os de sempre -> governos e outros poderosos ( tipo o Orelhudo e os Murdoch da vida) e a lembrança insistente do 1984 de Gerge Orwell ( citado também pela Lolita), me fazem pender para a defesa da manutenção do anonimato. Os argumentos do Tsavko , até o momento não foram rebatidos ou debatidos ou invalidados, sei lá… e foram os mais bem estruturados que vi até agora.
      O texto abaixo, de Jose Paulo Remor, também bate bem com o que penso e sinto sobre este assunto, embora não seja usuária de tweeter, já tive vontade de seguir a Sonsinha e dar um chega pra lá nas bobagens dela ( o dia do “boicote” ao Metrô, foi o ápice !) , ou seja cito literalmente :

      “Os perfis nazi no twitter tinham seguidores como atores e pessoas normais que queriam ameaçar eles e monitorar eles dentro do possível. Pois é possível seguir o que a pessoa fala apenas no link seguir. Da mesma forma eu segui alguns desses para ver quando ele falava besteira e inclusive retruquei com alguns! Note que eles passavam bom pedaço do tempo reclamando com quem retrucava! Principalmente mulheres! Não eram pessoas querendo seguir a filosofia. A meu exemplo!
      Precisamos reduzir o hollywoodismo sobre o assunto!”

      Abs a todos.

  • Edu,

    Veja estes 2 comentários de internautas no site do Estadão, na matéria que fala do ataque no Arizona:

    Eduardo Fernandes

    Comentado em: Justiça americana mantém acusado de ataque no Arizona preso

    10 de Janeiro de 2011 | 22h24

    A gente podia fazer uma vaquinha, pagar passagens e estadia pra ele visitar a Assembleia de S. Paulo, o Congresso nacional..heim? Só não nos responsabilizamos se ele não enlouquecer e ficar sem saber em quem atirar primeiro..rsrs que tal?

    Márcio Ivam de Brito Teixeira

    “10 de Janeiro de 2011 | 22h39

    Só espero que receba o que merece.Pena de morte.Não respeita a vida de outras pessoas, não tem direito a viver.Sem esse papo de que é “doentinho” mental e merece até indenização, como no nosso Brasil.

    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,atirador-do-arizona-sera-ouvido-nesta-segunda,664181,0.htm

    COMO LIDAR COM ESSA GENTE QUE FAZ ESSE TIPO DE COMENTÁRIO ?

  • Em primeiro lugar, a despeito de considerar muito importante que se realize essa discussão, discordo quando você compara os que defendem o completo anonimato na rede, pensando em garantir a liberdade de expressão, com a falsa utlização dessa liberdade pela ditaduira midática, para tentar impedir que criem-se leis para garantir que a Sociedade brasileira regule as 13 famílias que controlam as comunicações. E discordo com um argumento óbvio : os que defendem o anonimato na rede militam pela liberdade de expressão para todos, isto é, o anonimato será usado tanto pela esquerda, como pela direita; enquanto a mídia usa tal desculpa para garantir que só ela fale, que só um dos lados, a direita, exponha suas ideias, sendo assim garantida a censura; das posições e pessoas; que discordam dos consrvadores. Todavia, essa divergência não me impde de achar que deve existir um limite para o anonimato. Esse limite deve ser o das ideias : toda vez que alguém usar o anonimato para divulgar ideias e/ou denúncias embasadas, ele deve ser permitido; todavia deve ser proibido(sendo vedado pelos donos de blogs e investigado pela polícia, quando ocorrer em sites e redes sociais)toda vez que proteger a injúria, a pedofilia, a mentira, o racismo, a calúnia. Sei que não serão fáceis os estabelecimentos desse marcos, muitas vezes passíveis de referirem-se a fatos de difícil caracterização; mas acho sim possível e indispensável sua construção.

  • “Durante a campanha eleitoral do ano passado, foram surgindo exemplos de abusos cometidos através da internet e não só contra candidatos, mas, também, contra homossexuais, negros, nordestinos, mulheres e até contra a presidente da República”:

    A extrema direita CRIA crises para que possa oferecer sua “solucao”. Depois usa as proprias “solucoes” contra o mundo inteiro e a proprio favor. Vide Estados Unidos.

  • Rapaz, eu não me sinto nenhum um pouco obrigado a ter uma posição firmada. A princípio sou absolutamente a favor da liberdade total na internet. Mas quando chega na prática vemos situações que nos obrigam a repensar isso. O mal sem nada que o impeça de prosperar não pode levar à vitória da barbárie?

  • Acho que o que o Edu está propondo é uma ampliação das pessoas que já vem estudando o assunto, que mais pessoas se envolvam. Talvez a confusão esteja ai. Pela mesma razão não acho correto, pelo menos no momento um plebiscito, pois no mundo real a maioria da população não esta familiarizada com a educação de qualidade para abordar esse assunto. Nem mesmo tem acesso a computador, muito menos sabe o que é internet!!!! Então.. poucos decidirão (ou limitaram) por muitos!!!…

  • As pessoas confundem um pouco as coisas. Acham que o anonimato tem que ser preservado porque já existem leis que punem racismo, calúnia e outros. A questão do anonimato não está ligada à tipificação do crime, mas sim à identificação de um agressor.

    O problema de quem se levanta de forma tão virulenta a favor do anonimato é que a internet cria uma zona de conforto, onde qualquer um pode ser o que quiser, desde as coisas mais banais e sem importância (mais bonito, mais interessante) até as mais perversas.

    Eu acho que anonimato na internet é bom até a página 3. São necessários sim mecanismos que identifiquem o usuário quando de uma investigação policial. A questão de que o anonimato protege o usuário contra regimes de exceção e perseguição política também não cola; se for assim, vamos abolir o RG e iniciar o anonimato na vida real, pra nos proteger.

    Devemos nos comportar sempre como se as instituições fossem sólidas; se não são, não é instituindo o anonimato como forma de expressão que isso vai mudar alguma coisa. E o anonimato, na vida real ou na rede, não é sinal de instituições sólidas.

    • Resumindo, a direita eh uma cadela que usa o anonimato na internet pra aprontar suas cachorradas de sempre pois sendo uma cadela nao sabe fazer outra coisa. Depois que os extremismos alcancam a indignacao da populacao ela se situa no campo dos “indignados” e exige “leis” novas que a permitem atacar imediatamente todos os seus inimigos.

      Tambem acho.

  • Olha que interessante…

    A educação é fundamental, ne??!!

    Ela é a fonte de tudo que conhecemos…

    Pois ela é a chave para a liberdade total, sempre foi.

    Porém, assim como a educação leva a liberdade quando o conhecimento é usado para o bem, ela trará restrições de liberdade quando o conhecimento adquirido é usado para o mal!!!!!!!!!

    O centro da questão é:

    Devemos restringir a “Educação” ou só quando tal conhecimento for usado para o mal???!!!!

    A privação deverá ser do acesso ao meio ou depois que houver o acesso???

    Para se ter “Educação” é indispensável se identificar, como nas escolas?? ou podemos obter conhecimento por autodidatismo???

    Há limites para a educação?? Acho que sim, quando usada para o mal!! Mas antes de ter acesso a educação é obrigado se identificar?? Acho que não, só ulteriormente caso for usada para o mal.

    O que estão querendo é facilitar a identificação, é tornar público quem atrapalha os que legalmente não tem acesso a tal informação. Mesmo os que tem acesso a esse tipo de informação, no caso o Estado (Justiça), só poderá usa-la quando tiver provas que houve crime ou indícios de crime. Não é um tipo de coisa que deve ser comercializado ou tornado público.

    “A conveniência da liberdade só não atrapalha quando o autodidatismo (anonimato) não prejudicar os interesses de quem reina com a identidade!!!” (!?!Anônimo!?!)

  • Edu, permita-me discordar de você. Os crimes “digitais” são os mesmos que ocorrem na “vida real” o que muda é o meio (internet). Na minha opinião, não há necessidade de uma lei específica, pode-se aperfeiçoar as que já existem no mundo real e criar novas que falem para os dois ambientes, mas não é por conta da internet que temos que criar leis, e sim criar leis para a comunidade em geral independente da onde o crime ocorre. O que realmente precisa é termos mais delegacias e profissionais treinados para coibir e punir os crimes que acontecem no ambiente virtual. Hoje temos tecnologia o suficiente para identificar esses criminosos, a questão é mais treinamento da polícia e melhor utilização dessas tecnologias. Também não concordo com a tese que se acabarmos com os perfis falsos haverá diminuição da criminalidade, pois no “mundo real” isso não ocorre, sempre há quem compre e venda documentos falsos ou que utilize das documentações de outras pessoas para abrir contas, emitir cheques e até abrir empresas. (Basta comprar um CD na Santa Efigênia). Outra coisa que gostaria de deixar claro: quanto mais pessoas têm acesso a internet, mais crimes vão ser cometidos, não quer dizer que a porcentagem de criminosos aumentou, quer dizer que é tudo proporcional. Esses dias ví o PIG fazendo exatamente a mesma comparação: dizia o repórter “Aumenta o número de reclamações contra os sites de Ecommerce”, OK aumentou. Porque aumentou? Aumentou porque mais gente comprou na internet e isso é proporcional, não necessáriamente a porcentagem de problemas aumentaram. Sempre haverá uma parcela da população que é criminosa e vai se utilizar de qualquer meio para cometer crimes. Por exemplo, todos aqui de Sampa sabemos que existem grupos neonazistas, não quer dizer que com a internet vai haver aumento do número de pessoas desses grupos, pois quem é criminoso é criminoso na internet e fora dela. Outro exemplo: qual o risco de seus cartão de crédito ser clonado? No “mundo real” pode acontecer a qualquer momento, em um posto de gasolina, loja ou mesmo no caixa eletrônico. O risco aumenta na internet? Não aumenta, é exatamente igual. O que você faz então, para de comprar online e só usa dinheiro no “mundo real”? Outra coisa, casos de pedofilia, por exemplo, sempre existiram, mas eram pouco divulgados, se você perguntar para os mais velhos, nossos avós, com toda certeza eles vão dizer que esses casos também aconteciam no passado e que era tudo escondido, não havia uma divulgação,poucas pessoas ficavam sabendo, mas hoje é muito mais fácil descobrir esses criminosos, que com toda certeza, infelizmente vão continuar praticando seus crimes, seja no interior de Pernambuco onde a internet talvez ainda não tenha tanta força, como nas capitais, seja no “mundo virtual” ou “real”. Sempre haverá uma forma de “burlar” a lei, mas é importante combater o crime em qualquer meio que ele ocorra e que nesse caso se tenha uma polícia mais preparada e que faça uso da tecnologia para localizar e punir os responsáveis. Pois não existe anonimato total da internet, você deixa rastro e pode ser localizado usando a tecnologia, inclusive a polícia federal já está usando a tecnologia para prender pedófilos no Brasil inteiro e combater outros crimes no meio digital. O que precisa é aperfeiçoar e treinar esses policiais para combater o crime na rede.

    Em relação a regulamentação da mídia, é um assunto e discussão totalmente diferente dessa. Vamos por partes:
    1) A internet é livre, qualquer um pode se expressar e como cidadão também precisa responder pelos seus atos baseado nas leis vigentes. Nesse caso um indivíduo ou empresa que comenta algum crime na internet pode e deve ser punido conforme a lei. O que acredito que a internet tem como sua melhor defesa, é que é um espaço onde todos podem ter acesso, com a mais ampla democracia, todos podem ter blogs, twitter, seu site de ecommerce etc. Por conta disso, podemos ter várias correntes de pensamentos na internet, temos blogueiros regionais que falam da cultura do seu estado, ou até de bairros, isso é muito bom, pois o espaço é livre para que as pessoas possam se manifestar e mostrar cada canto do Brasil, nada impede que uma tribo indígina crie um blog e compartilhe sua cultura com outras pessoas. Na internet tem espaço para todos.

    2) No caso regulamentação da comunicação (TVs, rádios etc) não funciona assim, embora seja um espaço público e para utilidade pública um cara para ter uma concessão de TV ou rádio precisa ter muito dinheiro e influência, pois essas concessões são feitas pelo governo. E é justamente por ser um concessão pública que esses meios de comunicação deveriam servir a população e não aos seus interesses de empresas. Outra coisa, isso acaba não sendo democrático, pois como essas concessões ficam nas mãos de poucos grupos empresariais e políticos(e seus interesses), a maioria da população não é agraciada e nem contemplada com informações das suas regiões, culturas e tradições. Então o quê hoje passa nas TVs e Rádios se torna totalmente excludente, pois não atende aos interesses da maioria da população. O que não é nada democrático. Mesmo porque com a tecnologia digital temos a oportunidade de ter muito mais rádios e tvs do que temos hoje e assim teremos uma programação mais diversificada.

    Por isso penso que temos que ter um pouco de cautela em relação a esse tema, pois na minha opinião crime é crime, o que muda é o meio aonde ele ocorre. Porque o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Tem muito interesse em jogo nessa questão de regulamentação e leis para a internet, e temo que esses interesses não atendam a população e sim interesses de algumas organizações (políticos e empresas).

  • Creio que o debate com referencias à regulamentação da internet,apresenta-se bastante oportuno.Quando se passa da barbarie para um patamar civilizatorio mais elevado,está claro que as relações humanas devem ser mediadas pelos instrumentos juridicos a elas pertinentes.E a lei,está claro,deve disciplinar,de maneira clara,objetiva,as relações humanas.Em que pese o fato de que as relações estabelecidas por intermedio da internet transcendam fronteiras nacionais,isto não significa necessariamente,que os Estados não devam estabelecer regras para a utilização desse revolucionario meio de comunicação.Até mesmo porque muitas modalidades de crimes são cometidos no meio virtual,sem que existam formas efetivas para puni-los.Alguns afirmam que essas leis ja existem,basta apenas aplica-las.Isso é apenas uma meia-verdade,porque alguns crimes de fato podem ser punidos apenas lançando-se mão de leis já existentes,porém,outras modalidades de crimes so podem ser cometidas unica e exclusivamente pelo meio eletronico e no que diz respeito a esse fato,existe uma enorme lacuna em nosso ordenamento juridico.Existem pessoas afirmando que qualquer forma de controle não deixa de ser censura.O fato,porem,de vivermos em uma sociedade,em que todos pode exercer seus direitos plenamente,já traz em si os limites para o exercicio desses direitos.Reitero mais uma vez o argumento de que regulmentar não significa censurar,mas apenas estabelecer regras proprias de uma sociedade que se deseja civilizada.

  • “A militância contra o controle sobre a internet não admite lei específica nenhuma. É uma postura que lembra a dos grandes meios de comunicação, que não admitem qualquer tipo de intervenção do Estado sobre uma atividade que é exercida inclusive sob sua concessão.”

    Edu,
    Penso que esta analogia é incompatível: Comparar o controle de uma instituição jurídica (como a poderosa mídia) com o controle sobre o indivíduo comum … Tudo precisa regulação, normas, leis … mas precisamos lembrar que o risco da exposição individual num lugar público como a internet é muito grande. Um provedor pode facilmente monitorar os passos de internautas e sua privacidade … é um assunto além de complexo, bastante delicado … por exemplo se eu tiver que me identificar de forma burocrática em um blog, com certeza não vou mais acessá-lo … não tenho nada a temer ou a esconder, mas me julgo no direito de ver preservada a minha privacidade .. não sei qual provedor está por trás dando hospedagem à um blog … nem como meus dados poderiam ser usados .. não há sistema, pelo menos por enquanto que possa impedir o uso indevido de dados pessoais .. a internet ainda é muito vulnerável em termos de segurança …

  • O anonimato na internet é um mito. Praticamente qualquer um pode ser rastreado e localizado. É bom as pessoas não se iludirem.

    Para evitar a localização é necesário tomar cuidados que a imensa maioria da população não toma.

    A questão do anonimato na internet é complexa. Não sou a favor de uma lei específica, mas acho que pessoas que fazem ameaça, dão golpes e praticam calúnia, assédio moral, sexual, etc, enfim, quem comete um crime, seja localizado pela polícia (que tem recursos para tanto) e penalizado na forma da lei.

    Casos de pessoas que tenham o conhecimento técnico para não serem rastreados são raros e em caos de reincidências em geral uma investigação policial tradicional consegue identificar o culpado porque a insistência indica relacionamentos que ultrapassam os limites da rede.

    • Voce reforça um estado paternalista e vigilante, pura estupidez. Sim o anonimato é complexo, mas é tao natural quanto na forma presencial, e nao vai ser permitindo que sejamos rastreados constantemente pelo Poder Publico “em nome da segurança que isso vai se resolver.

      Defina anonimato sabidão, alimente o troll aqui pode ser?

      • .

        Cade voce Ruy? estou me dispondo a debater, ja fiz isso antes mas se voce insiste em fazer isso aqui… defina anonimato pode ser? Nao se pode argumentar sobre um assunto que nao se é capaz sequer de definir.

        discutir em blog sucks, prefiro 1000 vezes a dinamica do twitter. Textos gigantes sao coisa pra quem fala demais e acerta de menos.

        .

    • .

      Ja entendi Ruy, voce nao alimenta Trolls, mas eu mesmo não alimentando porcos, vou deixar aqui uma perola para voce:

      Anonimato é o ato de ocultar o nome. Se esconder.

      Anonimato presume que o sujeito se oculta propositadamente, e é dessa forma que a legislaçao da inet vem nos encarando, como se todos estivessemos nos escondendo.

      Já o estado natural seja na forma presencial ou virtual, é o desconhecimento interpessoal (erroneamente confundido com anonimato) e não deveria ser tratado como um ato ilicito (sim, anonimato é vedado pela CF nao?) portanto a lei vem nos enquadrando como criminosos pela propria natureza humana.

      O estado natural de desconhecimento eu chamo de anonimia, que é diferente de anonimato porque o ato não esta em se ocultar, mas em se revelar. É a forma de provar boa fé e é alcançada pelos que tem juizo.

      Podia te atirar mais pérolas, tenho bastante, mas quero o minimo sinal de que voce não é um porco.

      Tu segue a argumentaçao ou vai continuar chafurdando?

      .

      Edu esse post está replicado, se puder nao aprovar os outros agradeço, agradeço tambem se publicar este. “Porco” está no mesmo nivel de “Troll” ou devo pegar mais leve? o\

  • Edu, fiquei um tempo desligado e perdi o post.
    mas ai vai a resposta pra tua pergunta:

    “Como tornar a internet mais segura, coibindo pregações nazistas contra negros e homossexuais ou proposições de linchamento moral e até físico contra pessoas, que podem despertar loucuras latentes, sem retirar o que tem de melhor na rede, a liberdade de expressão?”

    Com cadeia! Se eles erram e perdem sua liberdade, automaticamente a internet ta limpa.
    Para isso temos que “regular a impunidade” aqui fora mesmo!

    E para não ter que chegar na lei, educação a todos como um direito fundamental como o direito de comer. Assim todos conhecerão seus limites. Escola é mais do que aprender a fazer conta de +, -, x e /.

    Acho que já falei disso antes mas ai vai de novo.
    Os perfis nazi no twitter tinham seguidores como atores e pessoas normais que queriam ameaçar eles e monitorar eles dentro do possível. Pois é possível seguir o que a pessoa fala apenas no link seguir. Da mesma forma eu segui alguns desses para ver quando ele falava besteira e inclusive retruquei com alguns! Note que eles passavam bom pedaço do tempo reclamando com quem retrucava! Principalmente mulheres! Não eram pessoas querendo seguir a filosofia. A meu exemplo!
    Precisamos reduzir o hollywoodismo sobre o assunto!

    • Saudações.

      Companheiro, eu discordo de você. Mesmo os nazis devem ter o direito de se manifestar, desde que nunca o façam de forma anônima. Não é crime ser nazista, e veja que dou-lhe minha palavra de que, em caso de enfrentamento, eu mesmo iria contra eles com as armas. O que não pode é anonimato. O anonimato está reforçando as piores tendências da nova geração, no que diz respeito à falta de limites e a todas as formas de inconsequência. Estarei dizendo alguma asneira?

  • Sou absolutamente contra o controle da internet e leis como a Azeredo.

    Por mais que haja boas intenções, inevitavelmente, pela própria natureza humana, o controle da internet vai servir e favorecer os interesses dos mais poderosos e dos grandes conglomerados midíaticos.

    A internet vigiada será como o livro 1984 na qual o Big Brother (a elite conservadora) nos assistirá e terá acesso as nossas vidas.

  • Qual a discussão afinal de contas?

    Estive cá pensando com meus botões..lendo vocês…

    Acredito que as leis não serão eficientes no todo, mas coibiram muita molecagem e coisas menores, mas relevantes,,,,

    Se o cara só rouba galinha, isso não é o caso de um grupo armado que planeja roubar um banco…. Mas se ele roubar a tua galinha, então é importante que você isso possa ser tratado de forma adequada…

    Quando eu era mais jovem, recebia trotes telefonicos sempre.
    Assim que introduziu-se a BINA nunca mais recebemos trotes.
    Eu sei…. eu sei, tem gente que dá mesmo assim e usa telefone publico e tudo mais.
    Alias, hoje usa-se o skype e você dá trote la na China…
    As pessoas infelizmente sempre acham alternativas…

    Mas salvo a eficiencia falha…etc etc

    Desde que a lei continue me dando direito a plena privacidade, tudo bem.

    Porque minha privacidade só vai ser invadida se eu estiver atentando contra leis.
    Não é assim que se inevstiga? Quebra de sigilo bancário? Escuta telefonica?

    O fato ao meu ver é que 99% dos internautas comete algum crime online e aí vem o grande temor.

    Baixam musicas, videos, livros, proliferam por email denuncias descabidas….baixam softwares piratas…

    Daí o medo…

    Só que gente….com crimes tão maiores….. que chamam tanta atenção…será que vão atras dos milhões de ladrões de galinha?

    Não insentivo qualquer forma de crime….só quero dizer que…

    1-Crime é crime…e infelizmente nós compactuamos com muita coisa….
    2-Vocês terão tempo apra abandonar os maus vicios…(crimes virutais)
    3-Serão pessoas melhores…(rs)

    Uma eprgutna que fica é…. e como vão ficar as pessoas que publicam conteudos relevantes como o Wikileaks?

    Quem faz coisas assim vai ser encontra com ou sem leis e vai ser processado….

    Acho que algum limite será legal até apra que as pessoas aprendam a produzir mais informação e coisas legais em evz de só copiar, copiar, copiar, copiar….

    esta é minha opinião provisória…

  • Olá a todos e todas.

    Eu gostaria apenas de manifestar a minha opinião nesta página do xará Eduardo. Sou radicalmente contrário a todas as formas de anonimato, porque o anonimato me parece um negócio deplorável do ponto de vista ético. Essa é uma discussão que tenho com minha mulher, e vamos de pleno acordo. Temos um filho pequeno, e queremos ensinar-lhe o bom caminho da vergonha na cara, que significa, entre muitas outras coisas, responsabilizar-se pelo que se diz e pelo que se faz. Penso que o fim de todas as formas de anonimato na internet faria um bem para as relações humanas atuais, embora estas não girem apenas em torno disso, obviamente. E penso também que deveríamos ter um protocolo, e é claro que não sei como isto funcionaria, para restringir a ofensa gratuita, o “bulling” virtual e a injúria. Censura? Pois que seja! De qualquer modo, “homem” que não tem nem cara e nem nome não merece, segundo penso, nenhuma consideração, nenhum respeito, nenhuma civilidade, e não tem que ter o direito de se manifestar sobre coisa nenhuma em lugar nenhum. A menos, é claro, que estivéssemos formalmente sob uma ditadura e nos víssemos forçados à clandestinidade, coisa que esperamos firmemente não vivenciar.

  • Quem são os trolls?
    3. A palavra trolls tem dois significadas. Trolls são bichos do folclore escandinavo descritos como ogros gigantes que vivem em locais subterrâneo. Mas isso deu origem ao termo mais conhecido, que são as pessoas que aproveitam da internet par zombar e contar algo ruim sobre outros, que podem causar, problemas, os trolls da internet.
    4. O anonimato pode e geralmente nos traz algo muito ruim, pois como anônimos as pessoas têm mais coragem para contar fofocas dos outros, que podem ficar muito tristes ao ponto de entrar em depressão e em alguns casos, se suicidar. Mas em alguns casos os anônimos da internet podem fazer algumas perguntas sem zombar e sem magoar, que traz a resposta de que ele não é necessariamente algo ruim

  • O que é “anonimato”?
    1.Anonimato é um procedimento ou habito de escrever sem colocar assinatura. ex : nome , sobrenome …’’
    O que é “flaming”
    2.Flaming é uma interação hostil entre usuários da Internet, através de mensagens ofensivas. Tais mensagens são chamadas de flames, na maioria dos casos, são publicadas em respostas as mensagens de conteúdo considerado provocativo ou ofensivo para aquele que publicou o flame.

Deixe uma resposta