Discriminar pessoas não é um direito

Opinião do blog

O enunciado contido no título deste texto deveria ser um truísmo, verdade incontestável ou evidente por si mesma, coisa tão óbvia que não precisa ser mencionada, uma banalidade, uma obviedade. Mas, espantosamente, não é. Discriminar ainda é visto – e vendido – por alguns como um “direito”, ou, como gostam de dizer, “liberdade de expressão”.

Discriminar pessoas, porém, não é e jamais será um direito. Dá para discordar de premissa tão evidentemente legítima? Não são muitos, os que discordam. Mas existem e têm muito espaço para dizerem suas “idéias” por terem representantes de peso do ponto de vista de que discriminar seria “direito” ou “liberdade” de algum tipo.

Ninguém assume que discrimina outras pessoas, claro. A imagem do discriminador é negativa, de alguém intolerante e estúpido. As acepções do verbo discriminar, porém, quando analisadas, permitem enquadrar a todos aqueles que juram que não estão discriminando quando agem da forma que tais acepções detalham.

Discriminar é um verbo transitivo. Portanto, pede paciente da ação discriminatória. Segundo o dicionário Houaiss, é perceber diferenças, distinguir, discernir. Mas não só. É, também, colocar alguém ou alguma coisa à parte por algum critério para especificar, classificar, listar.

E a amplitude da discriminação não pára por aí. Discriminar é não (se) misturar, é formar grupo à parte dos portadores de alguma característica étnica, cultural, religiosa etc., vedando sua presença em meios sociais e locais pré-especificados.

O recente episódio envolvendo o deputado Jair Bolsonaro em mais uma agressão à sociedade, agressão essa igual a todas aquelas que freqüentemente atira,  deixa ver em que a discriminação se traveste de forma a cumprir suas características intrínsecas.

Os insultos de Bolsonaro a Preta Gil, por exemplo, a discriminaram pela cor da pele e por uma sua suposta preferência sexual. Como a lei brasileira só criminaliza a discriminação por etnia, mas não criminaliza discriminação por ideologia, o deputado racista e homofóbico refugiou-se na homofobia.

Esse tipo de comportamento se deve a três coisas que o deputado não entende: a natureza do ato de discriminar, o fato de que discriminar homossexuais tem um nome, homofobia, e a natureza da homossexualidade.

Toda vez em que você critica pessoas publicamente por suas características intrínsecas, tais como cor da pele, origem geográfica, crença religiosa ou comportamento sexual, entre outros, está, sim, discriminando, pondo à parte e condenando pessoas por uma faceta delas que não têm como mudar.

Quem se sente agredido pela forma como uma pessoa se satisfaz afetiva e sexualmente e se julga no direito de exortar outras pessoas a agirem da mesma forma, tem uma qualificação: homofóbico.

Fobia a homossexuais. Fobia, mais uma vez de acordo com o dicionário, é aversão insuportável, para simplificar. Pode ser patológica, mas não necessariamente. Em geral, é um aspecto cultural do indivíduo que se deve ao meio social em que nasceu e cresceu. Ou desejo inconsciente.

Já a natureza do comportamento homoafetivo, essa é a parte que menos entende gente como Bolsonaro ou um Reinaldo Azevedo e outros “formadores de opinião” que vivem pregando o “direito” de discriminar homossexuais por palavras e atos públicos.

Um homossexual não pode mudar sua natureza tanto quanto um negro não pode mudar de pele, mesmo que quisessem. A atração pelo mesmo sexo independe da vontade. Homossexuais percebem suas tendências ainda na infância.

A homossexualidade é tão natural nos seres vivos que entre os animais irracionais ela ocorre intensamente. Os símios, por exemplo, praticam homossexualismo. E não é por falta de “porrada”, como pensa o inculto deputado do PP fluminense.

Comentário de um leitor que vetei, mas que não deletei porque pode exemplificar a desinformação dos que crêem no “direito” de discriminar,  permite mostrar a natureza dessa ideologia bizarra. O nome da pessoa, aliás, não importa. Há muitos outros iguais. Vale tampar o nariz e ler, para entender o que essas pessoas pensam:

Só vou acreditar nessa raivinha toda se um dia processarem um preto que falou mal de branco ou quando um branco puder lançar uma revista com o nome de Raça Branca, uma banda Brancura Junior ou andar com camiseta 100% Branco sem ser importunado.

Aliás, deveriam explicar por que a maioria dos pretos, quando sobe na vida, casa com brancas, por que a obsessão nacional com as louras e por que a África não vai para a frente.

Deveriam, mas não podem, porque o verdadeiro debate racial está interditado pelos fricotes da claque politicamente correta como a que abunda aqui.

O mesmo vale para os veados e sapatorras: eles podem esculhambar impunemente as instituições tradicionais, mas não podem ser minimamente criticados.

E Bolsonaro está certissimo quanto ao regime militar: tinha-se mais autoridade, mais progresso e mais segurança (menos para a esquerdalha tirânica que queria implantar a força o comunismo aqui, claro).

E, verdade também, os presidentes miilitares serviram ao país e não enriqueceram, como os que vieram depois (exceto Itamar).

Já a Preta Gil, bem , sem comentários…Viva Bolsonaro, um dos poucos que ousam dizem a verdade na era da ditadura do politicamente correto!

Tente controlar a repulsa. Analise o que essa pessoa não entende, e que é o seguinte:

1 – Falar mal de branco também é crime. O que a lei tipifica é a discriminação por etnia, não só pela etnia negra. Mas discriminar branco não é tão combatido porque brancos não foram escravizados.

2 – Não há estatísticas sobre ser a “maioria” dos “pretos” que se une a “brancas”, mas mesmo se for verdade isso decorre da estigmatização dos negros, associados ao insucesso pela situação de penúria que o racismo lhes produz.

3 – A África negra – que foi aquela à qual o comentarista quis se referir – vai para frente, sim. Está indo. Não foi antes porque foi saqueada pelos brancos.

4 – Debate racial é racismo, um crime, uma perversão que quer discutir a cor da pele das pessoas, tornando alguns seres humanos inferiores a outros.

5 – Os “veados e sapatorras” a que esse infeliz se refere não “esculhambam” nada, apenas exercem o direito de se relacionarem sexual e afetivamente com quem bem entenderem. Querer escolher o que devem sentir em termos de desejo e paixão, é uma barbaridade.

6 – Ninguém passa a gostar de jiló por ver alguém comendo jiló. As escolhas gastronômicas, em alguma medida, explicam por que uns gostam de pessoas do sexo oposto e outros, de pessoas do mesmo sexo.

O resto do que o indivíduo diz, é direito dele. Se gostou da ditadura, é a opinião política dele e tem o direito de dizê-la, assim como qualquer um tem direito de discordar. Deve-se, aliás, debater esse assunto, mas essa é outra discussão.

O resumo de tudo é que não se pode confundir apologia aos crimes de racismo e de homofobia (que é crime mesmo não sendo assim tipificada em lei, ainda) com liberdade de expressão. Enquanto a sociedade brasileira permitir que até um deputado cometa tais crimes, continuaremos a ser um país ainda incivilizado.

98 comments

  • Hora de jogar o imbecil no xilindró

    Eis a oportunidade que faltava para nos livrarmos de Jair Bolsonaro. Seu afastamento da Câmara, apesar de perfeitamente justificável, não pode esgotar o caso. É necessário processá-lo e metê-lo atrás das grades. Simples assim.

    A esquerda, os movimentos sociais e a blogosfera não podem aceitar qualquer resposta vaga do Judiciário. Devem pressionar o Poder Público até que o cretino seja retirado de circulação para sempre. Acionemos a descarga sobre esses excrementos reacionários antes que eles conquistem a notoriedade que desejam.

    http://guilhermescalzilli.blogspot.com/

    • O pior de tudo é que se bolsonaro tá lá, no Congresso é porque tem eleitores….tem gente que vota no pulha!!! Isto que é mais triste….
      Agora, voltamos ao nosso tema recorrente….a impunidade…..justamente por contarem com a impunidade, com a imunidade parlamentar e com outros gracejos, que de graça não tem é nada….. é que estes seres criam asas…..enquanto nossa justiça for obscena, seremos eternamente achincalhados por pessoas assim….
      Por outro lado….cadê o povo?? Brasileiro é terrivelmente passivo..nunca vi nada igual….apostamos sempre no deixar tudo como esta para ver como é que fica…e assim perdemos até a nossa autoridade para questionar……ao nos calarmos, nos tornamos coniventes…não adianta ficarmos só no blog lançando nossas reclamações…o brasileiro precisa criar o hábito de sair às ruas e lutar….olha…cada dia que passa vejo que temos muito que aprender com os egipcios.

      • Essa hipótese é bastante interessante.

        [*Nota do entrevistador: A ação da seleção natural ocorrendo nos diferentes ambientes pós-diluvianos juntamente com o total isolamento geográfico a que as populações humanas estavam submetidas no passado, pode ser uma boa explicação para a origem das etnias humanas. Por exemplo, se após o Dilúvio um grupo de indivíduos migrou para o sul da África, acabou se isolando totalmente dos grupos que viviam na Ásia, pois as viagens eram difíceis naquele tempo, e eles nunca mais voltaram a casar entre si. Em lugares quentes, como a África, a pele negra apresenta vantagem em relação à pele branca; então, os indivíduos que nasciam com pele mais escura levavam vantagem seletiva em relação aos indivíduos de pele mais clara. Com o passar de muitos anos e total isolamento reprodutivo (ou seja, esses indivíduos de pele mais escura não se casavam com os de pele clara, pois estavam isolados geograficamente), a pele gradualmente se tornou mais escura. Atualmente estamos vendo o processo inverso acontecer: devido às facilidades de transporte, as barreiras geográficas estão sendo quebradas. Pessoas de etnias diferentes estão se casando e gradualmente estão desaparecendo as diferenças marcantes entre as “raças”.]

        http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2009/05/origem-das-linguas-e-das-etnias.html

    • Eduardo,

      Em meio a comentários preconceituosos acerca do negro que utilizam a Bíblia para pontuar teorias raciológicas, gostaria de postar uma entrevista acerca de estudos sobre a origem das línguas e a beleza da diversidade humana desprovida de preconceito, se me permitir.

      Existe consenso com relação à origem comum de toda a humanidade, a partir de um casal original?

      Sim. É a Antropologia Descritiva (ou a Etnologia) que estuda as etnias humanas. A Linguística* estuda as línguas. Conhecer a origem das etnias e das línguas é realmente algo empolgante. A origem comum da humanidade a partir de um par original é chamada monogenismo, e esse conceito também se aplica à origem das línguas.

      Podemos utilizar a Bíblia como fonte de hipóteses, sustentadas, é claro, por evidências, para ter uma ideia de como se deu a origem das etnias e das diversas línguas.

      [*Nota do entrevistador: A Linguística Histórica surgiu no fim do século 18, com a descoberta feita na Índia – por um juiz britânico que se inclinou ao estudo das línguas e suas relações – de que muitas línguas da Europa e do Oriente estavam reunidas como em uma família, à qual se deu o nome de indo-europeu.]

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      Os traços peculiares dos três filhos de Noé podem ser identificados ainda hoje?

      Sem dúvida. Até hoje os povos semitas (descendentes de Sem) podem ser reconhecidos pelos traços fisionômicos. As línguas que falam, apesar das variações, também podem ser identificadas através dos sons guturais fortes, como no árabe, e das raízes trilíteras, compostas unicamente de consoantes (só mais tarde os massoretas acrescentaram vogais ao hebraico).

      Jafé deu origem aos povos indo-europeus, ou caucasianos, ou ainda arianos. Os jafetitas, além de povoarem a Europa, imigraram para o vale do Rio Indo (Índia), ocorrendo a miscigenação com os povos que lá já havia. Os hindus têm, portanto, ascendência jafetita e sua língua tem como base o sânscrito, que é uma língua jafetita. Dessa língua surgiu uma grande família que originou idiomas como o latim, o grego e o português, “a última flor do Lácio”. São línguas agradáveis, “de cultura” e ampla flexão nominal e verbal, que permitem expressar ideias profundas, o que não ocorria com as línguas semíticas.

      Um dos sete filhos de Jafé, Gômer, originou os europeus; Javã originou os gregos; Magog, os povos eslavos (russos); e Madai, os medo-persas.

      Cão, por sua vez, deu origem às etnias negróides, australóides e mongolóides – ou camíticas. Suas línguas sofreram grande fragmentação. São silábicas e aglutinantes. Exemplo: Itatiaia, palavra indígena que significa pedra (ita) de muitas pontas.

      Do filho mais velho de Cão, Cush, surgiram os cushitas, que deram origem aos etíopes, sudaneses e núbios, ou seja, os negros. Ninrod, também filho de Cão, fundou Babel, onde houve a grande fragmentação linguística. Misrain originou os egípcios; e Canã, que quer dizer púrpura, deu origem aos cananitas. Quando os gregos entraram em contato com os cananitas, na costa mediterrânea, chamaram-nos de fenícios, que quer dizer justamente púrpura.

    • “Hora de jogar o imbecil no xilindró”:

      Guilherme, o judiciario brasileiro legalizou TUDO da extrema direita. Espere pra ver o que vai sair disso pra ter certeza: nada.

  • Necessário que o imprudente “Boçalnaro” seja julgado e condenado pelas recentes (e antigas) transgressões à Lei.

    Mas todos sabem como funciona nosso “isento” judicário, especialmente na hora de julgar ricos, políticos e torturadores.

    Em função disso, desejo ao menos que o estridente representante da direitinha raivosa e todos os seus seguidores vão para a PQP.

  • Eduardo, o que está se deixando de discutir nesta questão é entender por que esta entrevista do Bolsonaro foi ao ar no famigerado programa CQC.

    Se houvesse uma legislação mais rígida, com a presença do Conselho Federal de Jornalismo e normas severas para a divulgação da programação de jornais, rádio, TV e internet, tal entrevista jamais poderia ter sido veiculada face ao tom de apologia ao racismo.

    O que se vê não é liberdade de imprensa, e sim uma distorção do papel dos meios de comunicação. Daqui a pouco, em nome da liberdade de imprensa, teremos algum maluco no CQC defendendo sexo com animais ou pedofilia

    Como o PP faz parte da base de governo, a clara intenção deste programa CQC é minar o governo Dilma Rousseff para que seja tomada uma atitude contra o deputado. Como era de se esperar, o PIG ficou indignado com a fala do deputado, mas, quantos negros estão em postos de destaque na Globo ou na Folha de São Paulo?

    Fica claro, portanto, que o caso nada mais é que uma ardilosa tentativa de indispor a presidenta Dilma Rousseff contra formadores de opinião. O comentário do deputado é condenável em todos os sentidos e a saída é buscamos uma legislação que impeça que declarações desta natureza ganhem vulto.

    Urge um marco regulatório da mídia, que além de bloquear a formação de grupos hegemônicos, insira a Constituição Federal nos procedimentos jornalísticos, punindo empresas que não cumprirem Código de Ética a ser aprovado pelo Congresso Nacional.

    O senhor Marcelo Tas e o programa CQC são os principais responsáveis pelo que está acontecendo. E, a bomba pode explodir no colo da presidenta Dilma.

    LEY DE MEDIOS JA!!!!!!!

  • Só discordo de um ponto, afinal, tolerância e caráter não se mede por caracterísicas raciais ou comportamentos sexuais:

    “1 – Falar mal de branco não é crime porque brancos não foram escravizados.”

    Na verdade, constitui em crime sim, tanto que a lei não afirma que racismo é branco falar mal de negro, mas qualquer discriminação por origem étnica ou cor da pele (nesse sentido, se eu me sentir ofendido por um negro que fez piada de branco, tenho o mesmo direito garantido por lei de processá-lo, como ele teria se eu fizesse o mesmo com ele. Já vi isso acontecer, e tanto o delegado (negro) quanto o juíz (negro) deram ganho de causa ao branco que foi ofendido no ônibs por um negro.
    Acredito na lei (e tenho obviamente asco pelo comentário em negrito que você postou por parte do idiota) porque ela serve para todos, e em qualquer situação em que envolva discriminação. Eu, por exemplo, já fui vítima de heterofobia, só não processei o homossexual que me discriminou, apesar de um amigo homossexual que estava presente ter se proposto a ser testemunha, porque não levei a ofensão tão a sério.

    Concordo com todos os demais pontos, mas apenas acho melhor não concertar a balança deixando-a pendendo para o outro lado. Se queremos justiça e igualdade, então que valha para todos.

  • Caro Eduardo,
    Muito obrigado pela divulgação.Obviamente, discordo inteiramente de sua sextupla. Vamos ver o que os seus leitores dizem…
    Abraços,
    Ibmux

  • Não adianta, Eduardo. Esse nazista é a confirmação da fábula do escorpião e a rã. É preciso que alguma autoridade que não tenha medo de cara feia, puna esse apoiador de torturador (se é que tambem não o fez).

  • O pior é ter q ouvir gente falando q as pessoas estão “causando” por conta do episódio lamentavél deste “ser”, é triste ainda termos esse tipo situação, seja em relação as opções sexuais, cotas, raça ou seja lá o q for, é triste ver pessoas usando termos pejorativos umas as outras ainda em pleno XXI por tais situações, é triste ver q ainda q dão voz a seres como este Sr. Inominavél, é absurda ainda a falta de informação e principalmente a falta de sustenção em um discussão por parte de pessoas q camuflam o seu preconceito, isso é o pior…. Texto impecavél como sempre Edu, pessoas como o Sr. Inominável tem q aprender de uma vez por todas q ñ é só sair falando o dá na “telha”. Essas pessoas irão aprender … ñ pela forma truculenta q “eles” esses seres se utilizam p/ expressar e destilar suas opiniões, mais sim pelas formas e vias legais a que os msm devem ser submetidos….

  • A aberração Bolsonaro e o tal comentarista seguidor do idiota do Reinaldo Azevedo vem se juntar à Mayara Petruso e os que pediram para dar um tiro na Dilma.
    São subprodutos da tal “liberdade de expressão” que em nome de uma suposta postura anti-censura nada mas fazem do que manifestar sua incapacidade de viver em sociedade. Nem tem a mínima idéia do que seja isso, isso é que é o pior

  • Texto perfeito.

    Mas eu não tenho paciência com esse tipo de gente ignorante.

    99%,9% dos que se incomodam muito com a homossexualidade é enrustido.

    Ou seja, tem certas vontades e desejos inconfessáveis que a criação muito rígida, seja pela religião dos pais – evangélica principalmente -, ou baseada no machismo, na exaltação da figura masculina padrão (militares, p. ex.), força a sublimar na forma de preconceito exacerbado contra homossexuais.

    Esses homofobicos mais delirantes fariam melhor procurando um psicólogo de reputação séria para tratar seus próprios achaques invés de poluir a sociedade dizendo asneiras à guisa de “liberdade de expressão”.

  • Cada vez mais vemos pela internet a disseminação da ideia de que a liberdade de expressão é absoluta. É comum encontrarmos pessoas a repetir a máxima “não concordo com o que você diz, mas você tem o direito de dizê-lo”. Sim, mas em termos. Nenhum direito, assim como nenhuma liberdade, é total e irrestrito, encontrando seu limiar, como já nos diria outra máxima, quando se inicia o direito alheio.

    Ora, ofender minorias, quaisquer que sejam, não é uma opinião simplesmente, é, antes, disseminar a intolerância. O comportamento do indivíduo homossexual só a ele diz respeito e a ninguém cabe opiniar se concordo ou discorda. Não há em que discordar.

    E a eles, os homossexuais, pairam, ou deveriam pairar, os mesmos direitos dados aos heterossexuais, tais como o casamento civil e a simples possibilidade de demonstrarem afeto em público sem o risco de uma provável agressão física ou verbal.

    Dizem, alguns, que um beijo entre pessoas do mesmo sexo em local público ofenderia as crianças, pois que não entenderiam aquilo, o que poderia prejudicar-lhes o desenvolvimento. Ora, crianças são dezenas de vezes mais compreensíveis que os adultos, já eivados de preconceitos e ideias concebidas. Basta explicar-lhes, com sinceridade e adequando a linguagem à maturidade intelectual do pequeno, que aquilo é afeto, como qualquer outro.

    Como ouvi certa vez de um palestrante, o beijo é educativo, ensina as gerações que afeto é afeto, e que não cabe outras inferências. Assim como no passado as tevês não exibiam beijos entre negros e brancos, hoje o alvo de escárnio e repúdio da sociedade é o homossexual.

    O racismo ainda infesta as mentes conservadoras e pequenas deste país (ao contrário do que pensa o Ali Kamel). Mas, devido à luta secular dos negros, ao menos há a lei que tipifica como crime o racismo. Na ausência de uma congênere para a homofobia, o deputado Bolsonaro refugia-se nesse hiato para fugir, covardemente, das punições que lhe são devidas.

    Excelente o seu texto, Eduardo, pois ataca o cerne desta questão. Liberdade de expressão não significa liberdade para oprimir e ofender as minorias, naturalmente convalescidas por perseguições rotineiras.

  • Particularmente feliz o seu texto, Eduardo!

    O ser humano é complexo, mais complexas ainda são a sua organização social e política.

    Raciocínios primários, perigosos, frequentemente se escondem em argumentações que, à primeira vista, parecem eivadas de verdade.

    Exemplifico com uma das muito discutíveis formulações do primário deputado: os graduados que originalmente tiverem ingressado em uma universidade pública por um sistema de cotas exercerão suas profissões de forma menos confiável do que os demais.

    Sem que haja considerações históricas, econômicas e ideológicas, numa palavra complexas, portanto, a tese, absurda por qualquer ângulo que se veja, ganha contornos de verdade.

    Pautados por uma ideologia que vaza pelos poros do sistema (os meios de comunicação) e pelo enrustido receio, mascarado de honestidade, de não ter a solidez que se imagina a ideia de que “compete-se em grau de igualdade”, os opositores mais ferrenhos do sistema de cotas passam a endossar, em parte, as ideias do infeliz deputado Bolsonaro.

    Enfim, Eduardo e amigos do sítio, o “buraco” ideológico que sustenta a canhestra linha de argumentação do parlamentar, é “mais embaixo”.

    Para isso, de se ver a quantidade espantosamente (ou nem tanto assim, para quem visita comentários de blogues em geral) alta de adeptos, em maior ou menor escala, da infindável réstia de baboseiras com que bolsonariamente, dia-a-dia, nos deparamos.

  • Ter Bolsonaro como representante é no minimo estupidez. Os militares vão continuar tendo seus soldos miserabilizados.Infelizmentes o miltares da nova geração não estã a altura do Brasil potencia de primeiro mundo. Continuam com complexo de vira lata.

  • Enquanto permitirmos que homofóbicos, racistas e também torturadores e corruptos fiquem impunes seremos uma democracia parcial, incompleta. A continuidade da crítica a essas manifestações é o alimento para o aperfeiçoamento democrático.
    Abraço

  • Belo texto, Eduardo. Objetivo e claro como sempre. Parabéns.

    “Segundo o dicionário Hoaiss, é perceber diferenças, distinguir, discernir. Mas não só. É, também, colocar alguém ou alguma coisa à parte por algum critério para especificar, classificar, listar.”

    Se pensarmos um pouquinho, todos nós, num momento ou outro, acabamos por “classificar” as pessoas e nem mesmo percebemos. Será cultural? Ou está no DNA da espécie humana?

    Quanto a fobia a homossexuais, segundo o travesti Rogéria, pessoas homofóbicas são homossexuais enrustidos, estão no armário. Será?

    Como está Vitória?

  • Sua argumentação está exelente Edu.Pena que o comentarista,tão orgulhoso de sua opinião que se identificou ,não se sensibilize.
    Existem pessoas que precisam viver regidas por verdades absolutas.Assim não assumem a responsabilidade por elas mesmas, por seus atos.Os valores já existem a priori, é só segui-los.Assim formam a turma dos eleitos e dos excluídos ,dos mais variados tipos.O ser humano é mais complexo ,muito mais.Quanto a isso, nos cabe tentar conversar,e torcer para que pelo menos os mais novos,abram as mentes.Se suas idéias passarem para ações ,aí combate-las com rigor.
    Quanto este deputado ,Brizola Neto e outros deputados já entraram com representação contra ele.Nós por aqui vamos continuar protestando contra esses abusos que ele vem praticando a muito tempo.Tem um vídeo onde ele agride a atual ministra Maria do Rosário.Ele encarna todo o ódio as minorias que é preciso combater implacávelmente.

  • Esse tal Jair Bolsonaro sempre exerceu o papel de palhaço, para a platéia de um circo muito particular… Os que frequentam esse circo e aplaudem as “gracinhas” de Bolsonaro são aqueles mesmos que sentem saudades dos milicos no poder; os que dizem que nunca houve tortura, assassinatos covardes ou crimes de lesa-pátria cometidos pela ditadura militar. Ou seja, Bolsonaro “encena” e faz “palhaçadas” para entreter a extrema direita, os fascistas mais descarados, aqueles que não têm a menor vergonha de sê-lo e que elegem esse sujeito, unicamente, para tentar se legitimar como tendência política. São os remanescentes da falecida “Ação Integralista Brasileira”; ainda há muitos e eles pululam em diversos partidos políticos, Brasil afora. Qualquer coisa que venha da boca de Jair Bolsonaro será sempre fétida; provavelmente, o organismo desse sujeito confunde as extremidades do aparelho digestivo… O que todos os democratas devem fazer é, simplesmente, levar esse infeliz e seus fãs aos tribunais. Quanto à homofobia desse sujeito, você já disse tudo, Eduardo: Qualquer tipo de fobia; e portanto, também a homofobia, “Em geral, é um aspecto cultural do indivíduo que se deve ao meio social em que nasceu e cresceu. Ou a desejo inconsciente.” Nessa última frase está a chave de tudo: “desejo inconsciente”. Quem desdenha, quer comprar!

  • Está na página do UOPL: O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou nessa quarta-feira (30), em sua página no Twitter, que os africanos são descendentes de um “ancestral amaldiçoado por Noé” e que sobre a África repousa maldições como o paganismo, misérias, doenças e a fome.

    “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica”.
    Na sequência, Feliciano, que é pastor evangélico(nada contra) e empresário, afirma: “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome…”

    Antes, disse que a maldição sobre a África supostamente provém do “1º ato de homossexualismo da história”. “Sendo possivelmente o 1o. Ato de homossexualismo da história. A maldição de Noé sobre Canaã toca seus descendentes diretos, os africanos”, afirmou.

    Digo eu: Jesus, Maria e José!! Três vezes!! E mais: acho que o calendário maia será cumprido. Em dez/2012 iremos dar contas do que fizemos aqui.

  • Economista, negro, adversário das cotas raciais, defensor radical do livre mercado, o professor da Universidade George Mason afirma:

    “Eu valorizo muito a livre associação. Quando você diz que acredita na livre associação, você deve permitir que as pessoas sejam livres para se associarem de forma que você despreza. É o verdadeiro teste do comprometimento [com o que se acredita].

  • Edú, esse infeliz racista, e mais alguns adjetivos que não vou mencionar no momento, por respeito à s regras do blog, me faz chegar a seguinte conclusão. Eu sendo o marido de uma descedente de negros, branco, sou então um ser promíscuo???????? Toda a miscigenação ocorrida no Brasil então é fruto de promiscuidade???????? ISSO É LIBERDADE DE EXPRESSÃO????? Deputado covarde, só se levanta contra mulheres. Racista. E com racista e com pessoas favoráveis à tortura, o que temos a fazer????? Lei nele. Racista Fascista.

  • Edu
    1. Fico muito feliz por ter dado certo a cirurgia.
    2. Não sei o por quê, mas imediatamente após ouvir o comentário do sr. bolsonaro, lembrei do filme “Beleza americana, principalmente do personagem esteriótipo do militar extremamente “seguro” de seus princípios tradicionais.
    Abs

  • Excelente texto, Eduardo. Somente uma observação sobre a frase:
    “..Fobia, mais uma vez de acordo com o dicionário, é aversão insuportável, para simplificar. Pode ser patológica, mas não necessariamente. Em geral, é um aspecto cultural do indivíduo que se deve ao meio social em que nasceu e cresceu. Ou desejo inconsciente….”
    Está mais do que evidente que , no caso em questão, pela intensidade da aversão, trata-se de caso patológico que esconde um sério problema decorrente de repressões internas bem sintomáticas. O fato é que esse cidadão, mesmo doente, conseguiu arrebanhar mais de 126 mil eleitores no Rio de Janeiro, da mesma forma que outro psicopata, no passado conquistou a adesão de um país como a Alemanha. Em outras palavras, é bom ficarmos alertas a esses sinais, mesmo em um país democrático como o nosso.

  • Acho que não se deve subestimar a experiencia alheia. Talvez o referido deputado, na sua pubertade, tenha sido surpreendido pelo pai em atos de natureza homosexual. Deve ter recebido a famosa surra que ele apregoa (e que o faz ver a todos os homens iguais)que o redimiu. A atitude energica do pai o haveria afastado dessas malignas tendências. Tendências reprimidas que o fazem hoje um fanatico defensor “da moral e das boas familias” (reversão se chama isto?).
    Devemos ser compreensivos porque é provável que esteja falando para si mesmo ao ver se abater sobre ele um demonio que, a cada dia, o flagela com uma tentação que apenas consegue conter.

  • Nem o Jarbas Passarinho suporta esse infeliz:

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5038071-EI6578,00-Jarbas+Passarinho+Nunca+pude+suportar+Jair+Bolsonaro.html

    – Já tive com ele (Bolsonaro) aborrecimentos sérios. Ele é um radical e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. Eu não suportava os radicais da esquerda e não suporto os da direita. Pior ainda os da direita, porque só me lembram o livrinho da Simone de Beauvoir sobre “O pensamento de direita, hoje”: “O pensamento da direita é um só: o medo”. O medo de perder privilégios.

  • O Tiririca teve que fzaer vários testes para provar que não era analfabeto,tambem fruto da descriminação,quase um ato de ódio de um promotor.Será que tambem não se deveria fazer testes para bossal,afinal este é mais prejudicial do que um não escolado,como bem provou o Lula,e o contrário este ,repito bossal está provando tambem.

  • A violência (física ou psicológica) contra os homossexuais mostra como a direita é antidemocrática. É mais ou menos assim:
    “Você NÃO pode beber suco de uva, pois EU não gosto de suco de uva.”

    Quanto à África, é um continente que está avançando cada vez mais, e vai nos surpreender nesta década. Um pequeno exemplo: um dos meus computadores tem o sistema Ubuntu, variação do Linux desenvolvido na África. É excelente, funciona muito bem e, além disso, tem um visual muito bonito.

  • Antes que qualquer pessoa possa entender mal o que vou dizer deixo claro que sinto repulsa por todas as atitudes desse deputado cretino, ou qualquer pessoa parecida.
    Mas sabe qual o problema? ele pode argumentar que está sofrendo discriminação por sua posição religiosa, afinal ele só está “defendendo a família ristã” como já argumentou em guns lugares. Acho ridículo, mas sim, além de se esconder atrás da homofobia, por não ser AINDA considerada crime no brasil, também pode argumentar que está sendo discriminado por sua crença. Afinal a Igreja, independente de qual, é a primeira a pregar contra gays, é daí que muitas pessoas botam na cabeça que isso é errado e “coisa do demônio”.

    Inclusive deixo aqui pra observação o perfil no twitter de outro deputado, e pastor: https://twitter.com/marcofeliciano

  • Eduardo, com certeza a criatura deve ser um dos freqüentadores do Coturno Noturno….vê-se nitidamente que já passou de uma simples opinião para se tornar uma patologia…..

  • Eduardo,

    Discrimanação é uma violência. Nós, como civilização, não podemos concordar com isso. Esse deputado direitão sé está querendo fugir de suas responsabilidades. Por isso que esse cidadão está culpando os homossexuais e fugindo dos negros. Pois ele sabe que racismo é crime e atacar os homossexuais, não. Devemos lutar para que tentativas de ataque a homossexuais seja crime agora.

  • Edu, não há lógica capaz de que me convencer do contrário: eu acho que deveria ser considerado crime usar a tribuna livre da democracia pra fazer apologia, ainda que de maneira disfarçada e cretina, á regimes ditatoriais. Muitos enxergam nisso, uma contradição. Eu, não… Sou absolutamente a favor do livre e assegurado direito de expressão e pensamento(?) dos reacionários, dos fascistóides e de todos os midiotas e zé-buçanhas elitistaszinhos de plantão… Desde que eles tenham a disciplina de exercer esse “legítimo” direito láááá pqp, na casa do c…

  • Edu, excelente, apesar de ser perda de tempo para quem pensa assim… eles nem lêem um texto com mais de 2 linhas, fazer o quê? Apenas um adendo, se me permite, infelizmente não creio que sejam tão poucas pessoas que apoiam a esse tipo de conduta, aliás, temo que tenhamos dado alguns passos para trás com as novas gerações que, smj, não foram apresentadas à necessidade de lutar por valores humanistas, tornando-se muito mais consumidores do que cidadãos. Lutar contra o Bolsonaro, e pessoas (?) que o apoiam, é um ato de cidadania, não muito peculiar para a gurizada. Tomara que eu esteja enganado, mas é minha percepção no dia-a-dia. Até meio-ambiente ficou mais próximo deles do que o ser humano… talvez tenhamos que fazer algo no ambiente político para que a atuação cidadã seja fomentada e não apenas lutar pelo direito do consumidor, para mim um claro exemplo da importância de um sobre o outro é o Cod Defesa do Consumidor ser louvado diariamente e a Consituição ser pisada…até pelo STF. Viajei, mas voltei a tempo!!

  • Edu, li os comentários nos portais UOL, GLOBO e TERRA MAGAZINE, sobre o “imbróglio Bolsonaro” e fiquei estarrecido com a maioria deles… e deveras preocupado com os futuros embates que se travarão, para a conquista da plena cidadania, principalmente com os direitos civis e LEY DE LOS MEDIOS.

  • Creio ser necessário apontar dois fatos: primeiro, devemos tomar cuidado para não cairmos no crime de pensamento: SER racista (ou seja, odiar outra raça), homofóbico, intolerante com outras religiões, etc) não é crime, por mais repulsiva que a idéia nos seja. Nesse ponto, há, sim, o direito a ser racista, enquanto uma opinião, um pensamento.

    Normalmente, a exteriorização de uma idéia não seria mais do que o exercício de uma liberdade. Mas, assim como gritar “fogo” dentro de um cinema lotado, com o intuito de provocar comoção e danos, não é um ato lícito, a manifestação do racismo, visando reduzir outra raça à submissão e incitar atos discriminatórios e violentos, também foge da esfera da liberdade de expressão.

    Quer dizer, se o cidadão afirma, simplesmente, que é um racista e que odeia os membros de uma determinada raça, ele está em seu direito, pois nenhuma das afirmações têm o poder de provocar danos ou incitar violência ou discriminação. Tudo o que elas provocam é repulsa de quem tem ao menos dois neurônios funcionais.

    Por outro lado, se ele fala sobre como se deveria tratar as pessoas de outras raças, ou se refer à raça de alguém de forma pejorativa, aí sim, ele está cometendo um ato racista, discriminatório, e isso, sim, é crime.

    Ou seja, SER racista é nojento, mas não é crime, mas agir como tal, discriminando membros de outra raça, sim, o é.

    O segundo fato que precisa ser destacado é que há, sim diferença de tratamento entre aqueles que aderem a algum movimento racial. Uma pessoa que usa uma camiseta com os dizeres “100% branco” e outra, “100% negro” são tratados de forma diferente.

    E com toda a razão, pois apesar das palavras serem as mesmas, seu significado, sua mensagem, são completamente diferentes. Quem veste a “100% negro” comunica o orgulho de pertencer a uma raça que foi subjugada e vilipendiada por tanto tempo. Mas quem veste a “100% branco” passa a mensagem da supremacia racial que é cultural e historicamente associada à expressão.

    Ambos reafirmam a herança racial que receberam, e declaram seu orgulho de ser seu herdeiro. Mas essa herança é completamente diferente: em uma, a submissão forçada, a escravidão, o sofrimento dos antepassados. Na outra, a idéia da superioridade racial, do domínio, da desumanização, da discriminação das outras raças.

    Não é possível tratar as duas coisas da mesma forma, pura e simplesmente. E não dá pra fingir que são idênticas, nem pra acreditar em quem o faz.

  • “Ninguém assume que discrimina outras pessoas,” Nem você.

    Quem diverge do blogueiro é discriminado pelo próprio e pelos comentaristas pitbuls do blog.
    Os que divergem são ofendidos e não podem se defender porque são vetados.

    Você é mais um hipocrita usando de farisaismo e bom mocismo para aparecer.

  • Eduardo Guimarães já que a questão é discutir discriminação, por que não se discute a discrinação contra os mestiços. Os mestiços sim são a maioria neste país e não os pretos e os brancos. Existe racismo sim por parte dos pretos vide o movimento negro que conseguiu que nas estatísticas do IBGE os pardos fossem classificados como pertencentes a uma suposta raça negra. Eu sou um mestiço, caboclo. Não aceito ser classificado como preto nem branco, pois que não sou uma coisa nem outra. Branco com branco da branco, preto com preto da preto, branco com preto da o que? branco com índio da o que? Pode responder a esta e os outros questionamentos acima Eduardo Guimarães, pois que na última entrevista do IBGE no questionario do entrevistador não havia lugar pra RAÇA MESTIÇA, já que raça não existe e o movimento dos racista brancos e negros insiste nisso.

  • Preta Gil, segundo PHA, irá processar o animal Jair Bolsonaro! Por isso, sugiro que este espaço apóie a iniciativa, recolhendo assinaturas, que seriam encaminhadas à cantora, em solidariedade à sua iniciativa. E por que um caso específico seria tão importante? Porque é emblemático. Bolsonaro é um canalha, um merda que, aproveitando-se da imunidade parlamentar(só pode ser processado com autorização do STF)usa-a para praticar crimes hediondos, incitar barbaridades e monstruosidade referentes à discriminação por opção sexual, por cor, ou a defender as atrocidades da ditadura militar. E discordo de você quanto a apoiar a ditadura. APÔIAR A DITADURA NÃO É SIMPLESMENTE SER DE DIREITA, É APÔIAR UM REGIME QUE TORTUROU E MATOU MILHÕES DE PESSOAS, PORTANTO É ENDOSSAR ESSAS PRÁTICAS, O QUE NÃO PODE SER PERMITIDO SOB O MANTO DA “LIBERDADE DE EXPRESSÃO”, E VOLTO A REPETIR É MUITO DIFERENTE DO INVIOLÁVEL DIREITO QUE SE TEM DE APÔIAR O MODELO ECONÔMICO CONSERVADOR. Quanto a esse psicopata, citado em seu post : deveria ser preso pelas atrocidades que relincha, usando para “embasá-las” uma séria de mentiras e superficializações históricas Sei que você já as contestou, mas gostaria de repetir algumas : A Á frica não se desenvolveu por ter sido roubada pelo imperialismo branco, saxão, numa escala ainda mais destruidora do que a América Latina, devido à época e à forma como se realizou esse Imperialismo, que continua a saqueá-la ainda hoje, embora aos poucos o continente comece a dar os primeiros passos em relação à libertação. Quanto à suposta “preferência” dos negros ou do país pelas loiras : SERÁ QUE ESSA BESTA NÃO PERCEBE QUE FOI EXATAMENTE A “INTROJEÇÃO” DO PRECONCEITO E DO PADRÃO DE BELEZA DO DOMINADOR ENTRE OS DOMINADOS(DO BRANCO ENTRE OS NEGROS, POR ELES ESCRAVIZADOS)QUE LEVOU; E AINDA LEVA, EMBORA CADA VEZ MENOS; OS NEGROS A TEREM SUA AUTO-ESTIMA DESTRUÍDA, O QUE ACABA POR CAUSAR-LHES A TERRÍVEL DOENÇA DA “COMPENSAÇÃO”, FENÔMENO PSICOLÓGICO QUE LEVA O NEGRO A, ENVOLVENDO-SE COM A BRANCA, ACHAR QUE COMPENSA-SE PELA INFERIORIDADE QUE ACREDITA TER, SEM CONTAR QUE LIVRARIA SEUS DESCENDENTES, MESTIÇOS, CATEGORIA QUE NO BRASIL É EM MUITOS CASOS CONFUNDIDA COM OS BRANCOS, A NÃO SOFREREM AS “AUGRURAS” DA NEGRITUDE. QUER DIZER, FOI A VIOLÊNCIA DA DISCRIMINAÇÃO IMPOSTA AOS NEGROS QUE CRIOU TAMANHAS PERVERSÕES NAS MENTES DE ALGUNS, PERVERSÕES QUE FELIZMENTE DIMINUEM DE FORMA ACELERADA EM NOSSOS DIAS, JÁ QUE OS NEGROS RECUPERAM CADA VEZ MAIS SUA AUTO-ESTIMA, ORGULHO E AMOR PELA RAÇA. Da mesma forma, gays e lésbicas não “esculhambam” nada ao expressarem sua afetividade : sentir-se incomodado a ponto de ver algum “desordem” na expressão afetiva dos outros só pode indicar que essa expressão afeta algum recalque; sentimento escondido; daquele que, como o psicopata em tela, desejaria demonstrar o mesmo sentimento e não tem coragem para fazê-lo. Em suma, é um ódio geralmente causado pela inveja por uma prática que desejaria, mas não tem coragem de adotar.Quanto à discriminação, gostaria de fazer uma observação que acredito ser útil a todos : sou nordestino; todavia, por ser branco, descendente de europeus, com aparência plenamente caucasiana; além de pertencer à classe média e ter curso superior, jamais sofri qualquer tipo de discriminação regional, a qual, normalmente vem imbuída de um conteúdo econômico-social : os “sulistas”, ricos ou pobres, não discriminam o nordestino branco e com recursos. Não são burros, sabem que, além de atacarem alguém que poderia reagir à altura; processá-los ou responder-lhes com argumentos(se forem “sulistas” pobres, não se meteriam com “gente de dinheiro”); normalmente essa pessoa também faz parte de seu círculo social ou de relações econômicas(preocupação comum entre os ricos), o que impede que atitudes desse tipo ocorram, isto é, há interesses e uma “simpatia classista”. Contudo, essa “exclusão” de uma parte da população nordestina do preconceito regional é tão danosa quanto o preconceito em si, uma vez que afasta da reação contra essa postura enojante exatamente a parcela da população mais esclarecida educacionalmente e com recursos e influência para reagir. Por isso é que alguns membros das classes médias e alta do Nordeste(não todos, geralmente uma minoria)acabam achando que a discriminação contra a nossa região “não é com eles, é coisa com pobre”. Entretanto, essa discriminação afeta a todos os Nordestinos ( ricos, pobres, brancos, mestiços, negros), uma vez que atinge nossa região, nossa identidade cultural(que nos dá raízes que atravessam classe, cor ou renda); portanto, combatê-la é tarefa para todo o nosso povo. Numa percepção mais lata(e era nesse ponto que eu também pretendia chegar)é tarefa para todos os brasileiros, e todos os seres humanos, uma vez que toda e qualquer discriminação(mesmo aquela referentes a grupos aos quais acreditamos não pertencer : da mesma forma que a discriminação contra os nordestinos só atinge os pobres, também a discriminação contra os brasileiros no exterior só atinge os pobres, que vão para lá trabalhar como mão-de-obra barata; brasileiros que vão estudar ou exercem funções mais qualificadas raramente sofrem discriminação. Todavia, isso também não quer dizer que não diga respeito a todos nós); toda discriminação atinge a todos indiretamente; mesmo aqueles que encontram-se fora dela; primeiro porque fere nossa natureza enquanto seres humanos e também porque; tenham certeza, se hoje não somos discriminados por sermos brancos, de classe média ou instruídos; amanhã aqueles que discriminam arrumarão um jeito, um padrão para também fazerem-nos objetos de sua discriminação.

  • Edu

    Bela reflexão. Texto obrigatório.

    Não dá mais para manter um cidadão utilizando-se do Congresso e do cargo parlamentar para praticar atos de intolerância e preconceito. Bolsonaro e congêneres deveriam ir para o lixo da história.

    Abraço.

  • Um filósofo, Roberto Gomes, salvo engano então professor da PUC/Curitiba, escreveu, por volta de 1977, o livro “Crítica da Razão Tupiniquim”. Mantive este livro comigo por longos anos, até que um amigo o emprestou, repassou para outro amigo e o livro desapareceu. Bem, recomendo a leitura. E dele extraio um trecho (não literalmente) que resume muita coisa: no Brasil, procuramos conciliar tudo, até o inconciliável. É um grande equívoco flexibiliar tanto as coisas, considerá-las tão relativas que, num certo momento, perdemos a percepção do que é justo e correto. Bolsonaro não merece ofensas, críticas, ainda que o debate seja, sempre, o melhor da vida, principalmente numa democracia, não importa o grau de maturidade que esta tenha. Para ele, só há um recurso: punição exemplar, justiça! Crime e liberdade de expressão, camuflada sob o pretexto de se usufruir da liberdade de expressão não são compatíveis, não são conciliáveis.
    E corro já para uma assunto mais pertinente: força aos pais, aos irmãos e à menina Victoria!

      • Essa Globo é uma desgraça para o país.

        Deformando e estupidificando a opinião pública com seus “especialistas” escolhidos a dedo para concordar com a linha da emissora e calando qualquer voz dissonante.

        O interessante é que parece (não dá para ter certeza), que a Globo é mais favorável aos direitos gays – talvez por conta de muitos garotos gays com mais visibilidade na mídia e na sociedade em geral serem de classe alta – do que a favor das cotas e da melhoria de condições de acesso dos negros a melhores condições de vida e educação.

        Nesse sentido a ideologia racista da emissora não é diferente da do idiota que travestido de deputado.

        PS – mando votos de boa recuperação pra Victória. Forte como ela já mostrou ser eu tenho certeza de que tudo saíra bem. Pequenas febres em pós operatórios são comuns.

  • Prezado Eduardo,
    Parabéns por mais uma lição de cidadania democrática.
    Aproveito para desejar melhoras à pequena grande Victória.

  • Desculpe-me assunto fora do contexto.
    Ontem houve uma grande manifestação/passeata dos professores do Rio de Janeiro, cerca de mil pessoas, na Av. Rio Branco. Fotografei com meu celular.
    Uma manifestação limpa, com apoio da polícia. Foram vaiados a Ditadura, o governo sergio cabral e suas atitudes em relação a educação pública, o grande corte de verbas para a educação do governo dilma.
    Foi dito que o governo tem mais interesse em prestigiar os bancos do que a Educação.
    Uma grande decepção com os discursos da presidente dilma.
    E a imprensa não publicou uma nota.

    • Eu acho engraçado quando falam em “corte” de verbas, quando foi um corte no orçamento… Ano passado foram gastos 55 milhões e esse ano serão gastos 60 (ao invés de 63)… Então é um corte de 55 para 60 mi?

      São números pra exemplificar… É óbvio que quanto mais verba pra educação, melhor, só que ainda estamos presos ao “deus-mercado” (pra quem acha que não é um deus, com quase todo o pensamento financeiro voltado para ele, sua egrégora chega aos patamares dos deuses de antigamente). Voltando ao assunto, infelizmente precisa-se equilibrar as contas, o Brasil não é invulnerável e vem mais crise chegando aí… Fabricada artificialmente, como foram todas as crises (ou guerras) desde 1929.

      Os professores fazem a sua parte, puxando a brasa para sua sardinha também… Só queria mostrar que o propalado “corte” nas verbas federais não é bem um corte de gastos, mas uma arrumação no orçamento.

  • Ótimo texto Edu,

    Concordo em número, gênero e grau.

    Só gostaria de lembrar de um caso interessante, onde o apresentador Luis Datena, em seu programa diário, atacou as pessoas que não possuem crenças religiosas, acusando-as de serem a causa de todos os males.
    O curioso é que quando foi interpelado judicialmente pelo ataque, colocou-se como vítima de uma perseguição devido à sua crença.

    É um belo caso de discriminação disfarçada.

  • Esse tipo de gente, pelo exemplo que nós dão os países com mais tempo sob regimes democráticos, ainda vão demorar muito a desaparecer. E, no Brasil, tudo indica que nós só estamos no começo do nosso processo de explicitar e debater, como quer seu interlocutor anônimo, nossos mais profundos preconceitos.

    Não são só essas pessoas que terão muito a aprender: quem se coloca do lado da democracia e da tolerância também terá que aprender quais as melhores formas de lidar com elas. Sempre que vejo essas opiniões absolutamente antidemocráticas fico pensando em uma das mais antigas questões da democracia moderna: até onde vai a liberdade de expressão? E não adianta usar o exemplo americano, pois sua liberdade visivelmente tem dois pesos e duas medidas: fanáticos religiosos podem chamar seu presidente de “filho do demônio” em frente à Casa Branca, mas em Seattle, em 2000, protestantes que foram às ruas manifestar contra o encontro da Rodada Doha da OMC foram tão duramente reprimidos que muitos transeuntes, absolutamente alheios à questão, resolveram aderir às manifestações — e muitas vezes por terem sofrido, gratuitamente, agressão das forças policiais.

    Seu artigo é muito útil para essa pergunta. Até onde vai a liberdade de expressão? Até onde ela passa a desrespeitar o direito do outro. Ninguém tem o direito de agredir o outro, da mesma forma que não tem o direito de se sentir ofendido por uma pessoa devido a características que ela não tem como mudar: cor da pele, sexualidade, cabelo, corpo.

  • Esse tipo de gente, pelo exemplo que nos dão os países com mais tempo sob regimes democráticos, ainda vão demorar muito a desaparecer. E, no Brasil, tudo indica que nós só estamos no começo do nosso processo de explicitar e debater, como quer seu interlocutor anônimo, nossos mais profundos preconceitos.

    Não são só essas pessoas que terão muito a aprender: quem se coloca do lado da democracia e da tolerância também terá que aprender quais as melhores formas de lidar com elas. Sempre que vejo essas opiniões absolutamente antidemocráticas fico pensando em uma das mais antigas questões da democracia moderna: até onde vai a liberdade de expressão? E não adianta usar o exemplo americano, pois sua liberdade visivelmente tem dois pesos e duas medidas: fanáticos religiosos podem chamar seu presidente de “filho do demônio” em frente à Casa Branca, mas em Seattle, em 2000, protestantes que foram às ruas manifestar contra o encontro da Rodada Doha da OMC foram tão duramente reprimidos que muitos transeuntes, absolutamente alheios à questão, resolveram aderir às manifestações — e muitas vezes por terem sofrido, gratuitamente, agressão das forças policiais.

    Seu artigo é muito útil para essa pergunta. Até onde vai a liberdade de expressão? Até onde ela passa a desrespeitar o direito do outro. Ninguém tem o direito de agredir o outro, da mesma forma que não tem o direito de se sentir ofendido por uma pessoa devido a características que ela não tem como mudar: cor da pele, sexualidade, cabelo, corpo.

  • Eduardo veja este excelente texto que saiu no terra.

    O humano e o anti-humano nos humanosMarcelo Carneiro da Cunha
    De São Paulo

    Estimados leitores, uma nova semana, uma nova vida. Nessa semana a vida foi homenageada na forma pela qual o nosso ex-vice presidente José Alencar lutou por ela, deixando a gente com a sensação de que ele venceu, tanto no tempo extra que ganhou para usá-la como na dignidade que demonstrou na luta. A vida, estimados leitores, é feita tanto pela sua duração como pela forma com que ela é vivida.

    E nessa mesma semana a vida foi anti-homenageada pela figura anti-humana do deputado Jair Bolsonaro, deputado eleito várias vezes por um segmento incompreensível do bravo eleitorado do bravo Rio de Janeiro.

    Não é de hoje que o deputado Bolsonaro se beneficia da democracia e do estado de direito que ele parece tanto desprezar e os utiliza para espalhar, sem maiores consequências – para ele, e até agora -, mensagens de extrema desumanidade. O deputado Bolsonaro defendeu a tortura, defendeu a homofobia, defendeu agora o racismo, e finalmente, ao que parece, descobriu os limites que mesmo uma sociedade democrática e de direito oferece à barbárie.

    A humanidade se divide entre dois grandes grupos, e não é de hoje, caros leitores. Um deles basicamente prefere o que não é humano, ou pelo menos não coloca as pessoas em primeiro lugar. Esse grupo prefere coisas como Deus, Estado, moral, tradição, honra, glória e outras palavras que expressem de uma maneira aparentemente bonita emoções que podem ser bem feias. Afinal, quando eles são racistas ou homofóbicos, quem mandou foi Deus, não é mesmo?

    O outro grupo gosta mais de gente do que gosta de supostos valores e tradições, acredita que somos uma mistura de bem e mal, mas que é possível investir no bem, acreditando que ele tem chances desde que bem apoiado pela evolução social e pensando no longo prazo.

    Os dois sentam em lados opostos dos parlamentos, o primeiro à direita, o segundo à esquerda. Não é a economia que define esquerda e direita, estimados leitores. Não é o nome do partido, nem as cores de suas bandeiras ou o que estiver escrito nelas, mas sim o que eles defendem. Se defendem acima de tudo coisas como igreja, família, a glória nacional e a torta de maçã, direita. Se defendem de verdade coisas como igualdade, fraternidade, liberdade, esquerda. O humanismo e o anti-humanismo estão entre nós desde que descemos das árvores e passamos a virar homo sapiens sapiens, coisa que os humanistas apreciaram, os anti-humanistas nem tanto, porque preferem o tempo em que todos nos matávamos sem muito sentimento de culpa. Portanto, o deputado Bolsonaro, o que ele representa, nem é um bloco dele sozinho, nem vem de hoje. O problema, e talvez essa seja a real questão, é que o que ele representa, não evolui, porque não foi desenhado para evoluir. E a sociedade, a nossa, evolui, e a semana foi uma demonstração disso.

    A idéia de que o homem é o lobo do homem, que queremos levar vantagem em tudo e ai dos mais fracos não é nova. Aliás, é a mais velha de todas, e serviu muito bem na época em que éramos isso aí mesmo, talvez por falta de escolha, porque os predadores eram maiores e mais rápidos do que a gente e ainda não tínhamos inventado coisas como o aço e o AR-15.

    À medida em que fomos nos tornando menos nômades e mais urbanos, surgiu, mais do que a necessidade, a possibilidade de sermos menos selvagens. Muitos de nós reagiram a essa novidade com entusiasmo. Poderíamos viver de uma maneira mais suave e menos agressiva, em colaboração, versus competição contínua por recursos que passamos a produzir mais e melhor. Poderíamos, por evolução social, criar melhores sistemas, melhores leis, melhores padrões de comportamento, até sermos mais, ora quem diria, civilizados. Muitos de nós abraçaram essa idéia revolucionária e inventaram constituições que proclamavam a nossa igualdade de humanos enquanto ela não era nem ao menos muito praticada. O horror à escravidão, caros leitores, é uma invenção do século 19 – ontem, na longa escala da História.

    Enquanto isso, outros seres humanos não reagiam com tanto bom humor a essas mudanças e tentavam manter o mundo selvagem e cruel como ele tinha sido, e como eles defendiam e defendem, sempre será.

    Pessoas menos dotadas de sensibilidade, generosidade, pessoas menos capazes de compreender a beleza, apelam para a idéia de que por mais que exista a beleza, a feiúra é fundamental e ela é quem manda. Eles insistem em dizer que somos todos falsos, corruptos, maus, se espelhando em si mesmos e colocando a todos nós no mesmo saco, como se iguais fôssemos. Não somos.

    Uns tempos atrás uma editora nazista atormentava a Feira do Livro de Porto Alegre. Eles se disfarçavam de nacionalistas, se protegiam atrás da liberdade de imprensa, nos ofendiam com as suas idéias, e isso durou até o editor nazista ser condenado pela Justiça. Ele testou os limites da democracia e os descobriu e agora é a vez do deputado Bolsonaro.

    Uma sociedade livre é criada para vivermos em liberdade. A liberdade requer o reconhecimento do outro como um igual, dotado dos mesmos direitos e respeitado como um igual. É ótimo viver assim, mas alguns, simplesmente não conseguem. Azar deles. A nossa sociedade, mesmo sem estar lá, já demonstrou saber para onde quer ir. Uns simplesmente não vão conseguir vir junto. Azar deles.

    Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem “O Branco”, premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos “Simples” e o romance “O Nosso Juiz”, pela editora Record. Acaba de escrever o romance “Depois do Sexo”, que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances “Insônia” e “Antes que o Mundo Acabe”, publicados pela editora Projeto.

    Fale com Marcelo Carneiro da Cunha: [email protected]
    ou siga @marceloccunha no Twitter

    Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais de Terra Magazine.

  • Caro Edu,

    Como sempre, seus textos são muito bons. É ótimo poder encontrar espaços assim para podermos respirar mais aliviados, frente à asfixia desnorteante dessa falta de ideias e inteligência que reina entre pessoas que acreditam que “a culpa é sempre da vítima, que deu bandeira”. É um inferno isso. Esse Jair Bolsonaro, como muitos outros de sua estirpe, já deveria estar na cadeia há muito tempo. Nossa democracia precisa tratar pessoas desse naipe com mais rigor para não ser desmoralizada. Enquanto o Estado Brasileiro ainda não acertar as contas com seu passado mais recente, o fantasmo do pensamento autoritário e segregador continuará rondando as cercanias de nossa miserável vida política.

  • Caro Edu,

    Como sempre, seus textos são muito bons. É ótimo poder encontrar espaços assim para podermos respirar mais aliviados, frente à asfixia desnorteante dessa falta de ideias e inteligência que reina entre pessoas que acreditam que “a culpa é sempre da vítima, que deu bandeira”. É um inferno isso. Esse Jair Bolsonaro, como muitos outros de sua estirpe, já deveria estar na cadeia há muito tempo. Nossa democracia precisa tratar pessoas desse naipe com mais rigor para não ser desmoralizada. Enquanto o Estado Brasileiro ainda não acertar as contas com seu passado mais recente, o fantasma do pensamento autoritário e segregador continuará rondando as cercanias de nossa miserável vida política.

    E desejo uma energia maravilhosa e revitalizante para sua filhinha Victoria e sua família nessa caminhada.

  • Boa tarde, li no PHA – “o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que afirmou nessa quarta-feira (30), no Twitter, que os “africanos descendem de um ancestral amaldiçoado”. Mais um pulha, (diga-se democraticamente eleito), que faz parte dessa linhagem racista que começa a mostrar suas garras, e esse Infeliz se escora em “uma questão teológica” para suas afirmações. Ainda tenho esperança de que a Comissão de Ética do congresso coloque esses canalhas em suas devidas jaulas.

  • Um ponto so que eu tenho a ressaltar sobre discriminação,preconceito:é uma coisa que dói profundamente na pessoa que é vitima da conduta preconceituosa,discriminatroria.A pessoa acaba por se sentir diminuida como ser humano.As feridas que provoca demoram muito a cicatrizar.A campanha demotucana do ano passado foi farta em exemplos de condutas preconceituosas,discriminatorias contra Dilma.Pior de tudo é que quarenta e quatro milhões de brasileiros acreditaram nas mentiras assacadas contra nossa presidente votando no candidato da direita,José Serra.

  • É por estas e outras que acredito estarem certos os argentinos quando estes chamam brasileiros de macaquitos, a cor já não mais importa.

    Quando se olham os exemplos do que eles estão fazendo em termos de liberdades e direitos, o respeito ao passado e exemplos que buscam dar às futuras gerações, verificar o que ocorre aqui entre nós é realmente lamentável, ainda mais aquelas vergonhas aprovadas por nossa “justiça” injusta.

    Hermanos argentinos, por favor enviar más racimos de plátanos para nosotros aquí en Brasil, tenemos muchos “macaquitos albinos” muriendo de hambre.

  • Caro eduardo, essa anta que escreveu isso deve ser um saudosista militar, que torturava as pessoas, e que hoje vive no esquecimento.SE ESSA ANTA TIVESSE ALGUM CONHECIMENTO, ELE SABERIA QUE A AFRICA VIVE NESSA SITUAÇÃO POR QUE OS EUROPEUS BRANQUINHOS E CIVILIZADOS COMO ELE, ACABARAM COM A AFRICA

  • Caro Edu, desde que virei dirigente sindical da categoria bancária estou aprendendo muito na última década a respeito dos temas que você abordou em seu excelente texto. Valeu por nos fornecer novos argumentos para tentar educar e formar as pessoas ainda sem esse conhecimento e as pessoas ainda intolerantes. Abraços, William Mendes – secretário de formação da Contraf-CUT

  • “Carta aos Fundamentalistas

    E-mail enviado por um estudante de teologia de Boston para Laura Schlessinger, uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show. Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoada em qualquer circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura, escrita por um cidadão americano e também disponibilizada na
    Internet”.

    “Cara Dra. Laura,

    Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate. Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como seguí-las:

    a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema
    são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?

    b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?

    c) Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela ? Eu tenho
    tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

    d) Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?

    e) Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo?

    f) Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levítico 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?

    g) Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?

    h) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?

    i) Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levítico 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco)

    Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável.

    Seu discípulo e fã ardoroso.”

    http://www.overmundo.com.br/overblog/carta-aos-fundamentalistas

  • É desconhecido tratamento da questão discriminação e racismo como acontece atualmente, importante que vem evoluindo consequentemente colaborando para que a sociedade passe entender.

    Promover a igualdade racial não é responsabilidade só do movimento negro ou do estado brasileiro, mas de todos. A responsabilidade é coletiva, todos devem sentir-se motivados a realizar ações, por menores que sejam, em prol do país que queremos, um Brasil sem pobreza e sem discriminação.

    Importante a população não negra perceber que a melhoria da qualidade de vida dos negros representa melhoria para todos. Nesse processo em que o Brasil passa a ser a quinta economia do mundo, o negro não pode continuar sendo deixado para trás.

    Muitos estão dentro mas ainda fogem do tema.

    Aproveito a oportunidade já que também vejo como desconhecido da população o caso do Paulo Sérgio Ferreira que foi preso em Brasília, por subir no mastro na Pça dos Três Poderes e atear fogo na bandeira nacional quarta-feira (13), dizendo-se descontente com tratamento dado aos negros no país. Na delegacia fez registrar o seguinte: “Gostaria de chamar a atenção para a situação dos negros no país”.

    Clique tenham conhecimento:
    http://www.afrodescendente.net.br/blog0092.htm

  • Eduardo escreveu:

    “Toda vez em que você critica pessoas publicamente por suas características intrínsecas, tais como cor da pele, origem geográfica, crença religiosa ou comportamento sexual, entre outros, está, sim, discriminando, pondo à parte e condenando pessoas por uma faceta delas que não têm como mudar.”

    Meus comentários:

    Cor da pele e origem geográfica, de fato, são características imutáveis. Nesses casos não estamos falando de comportamento, mas sim de características que REALMENTE nasceram com o indivíduo.

    O mesmo não podemos dizer a respeito do comportamento sexual e muito menos da crença religiosa.

    Preste atenção. Você afirma que a crença religiosa é algo que NÃO TÊM como mudar. Isso é falso, nitidamente falso.

    Você poderá, agora mesmo, certificar que sua afirmação não faz sentido.

    Ao longo da sua vida suas crenças religiosas permaneceram incólume?

    E desde quando criticar a crença ou o comportamento religioso dos outros é sinal de preconceito e discriminação?

    Posso criticar e discordar do comportamento individual religioso de alguém sem, no entanto, discriminar a sua pessoa.

    Posso criticar e discordar do comportamento sexual de alguém sem, no entanto, discriminar a sua pessoa.

    Era exatamente o que Jesus Cristo fazia quando criticava na sua época a prostituição sexual ao passo que permitia que uma prostituta lhe beijasse os pés.

    Ele tinha fobia por prostitutas? Sua atitude prova justamente o inverso, embora ele mesmo nunca tenha endossado, praticado ou financiado a prostituição.

    Não existem somente duas classes de comportamento sexual no mundo (heterossexualismo e homossexualismo).

    Existem dezenas, talvez centenas, quem sabe milhares. Desde comportamento sexual padrão até fetiches prá lá de estranhas (muitas delas classificadas como doenças pela OMS, tal como o sadomasoquismo).

    Não praticar, ter ojeriza, não endossar, não sustentar ou ainda CRITICAR tais comportamentos NUNCA caracterizou como atitudes discriminatórias.

    Até mesmo o homossexual tem o direito de ter ojeriza ao comportamento heterossexual. E de fato ele TEM.

    Nem por isso ele é classificado como “heterofóbico”.

    Ou somente o heterossexual merece ser criminalizado caso tenha ojeriza e aversão ao comportamento homossexual?

    (Nessa linha de raciocinio, sugiro que você leia o seguinte texto: http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/11958-os-gays-contra-a-liberdade-sexual.html)

  • Eduardo escreveu:

    “Um homossexual não pode mudar sua natureza tanto quanto um negro não pode mudar de pele, mesmo que quisessem.”

    Meus comentários:

    Luiz Mott, antropólogo e decano líder do movimento LGBT, certamente não concordaria com Eduardo Guimarães. Em entrevista ao Jô Soares, ao se referir à condição homossexual, ele afirmou justamente o inverso. A existência de heterossexuais que se tornaram homossexuais e a de homossexuais que se tornaram heterossexuais ao longo da sua existência – mais do que ninguém ele entende perfeitamente do assunto e deve saber muito bem o que diz e afirma, posto que vive na prática a condição de ser homossexual e já deve ter presenciado inúmeros casos a respeito.

    Não existe absolutamente nada de científico em colocar no mesmo patamar a escolha sexual de um indivíduo com sua raça, cor de pele.

    Dentro deste prisma, o único consenso que existe entre a comunidade científica é que não existe consenso algum. Aliás, desconheço qualquer estudo cientifco tetando validar o homossexualismo na condição semelhante à de “raça”.

    Eduardo escreveu:

    “A atração pelo mesmo sexo independe da vontade. Homossexuais percebem suas tendências ainda na
    infância.”

    Meus comentários:

    Para validar a pedofilia como algo “sacrossanto isento de críticas” parte desse argumento é válido, ou só vale quando é proferido da boca dos militantes para defender sua agenda política na ascenção do homossexualismo em nossa sociedade?

    Existem uma infinidade de heterossexuais adultos que tiveram relacionamentos homossexuais na infância com seus amigos sem ao menos saber do que se tratava. Praticavam pelo impulso, tais como os primatas símios que você mencionou logo abaixo.

    Ao descobrirem do que se tratava simplesmente evitam lembrar que mantiveram relações homossexuais na infância.

    Obviamente que muitos manifestam tal desejo quando criança e, ao atingirem a fase adulta, acabam por assumir tal condição perante a sociedade.

    E existem aqueles que NUNCA sentiram desejo quando criança e se tornaram homossexuais quando adultos.

    Não existe a tal regra inflexível de que as pessoas nascem e morrem homossexuais. Se quer essa regra existe para os heterossexuais.

    E para aqueles que costumam transar com cavalos? Vale o mesmo afirmar que o tal que assim procede nasceu e irá morrer com este “impulso”, desejo?

    Mais uma vez, não existe absolutamente nada de científico nas declarações do Eduardo.

    Nem mesmo entre os próprios homossexuais, sejam eles militantes (tal como o Luiz Mott) ou não, existe um consenso absoluto sobre isso.

    Eduardo escreveu:

    “A homossexualidade é tão natural nos seres vivos que entre os animais irracionais ela ocorre intensamente. Os símios, por exemplo, praticam homossexualismo.”

    Meus comentários:

    E os cachorros machos fazem sexo com suas filhotas tão logo elas entram no cio pela primeira vez.

    Um pai que seduz sua filha de 12 anos a ter relações sexuais com ele não pode ser questionado, pois “o incesto é tão natural nos seres vivos que entre os animais irracionais ele ocorre intensamente. Os cães, por exemplo, praticam incesto com suas filhas.”

    Sua linha de raciocínio para colocar a prática homossexual como algo sacrossanto e intocável pode ser usada para validar, por exemplo, a pedofilia.

    “Um pedófilo não pode mudar sua natureza tanto quanto um negro não pode mudar de pele, mesmo que quisessem. A atração por infantes independe da vontade. Pedófilos percebem suas tendências desde os mais tenros contatos com o sexo na pré-adolescência.”

    Ora, quer defender a prática homossexual como salutar e padrão normativo entre os seres humanos defenda, mas use argumentos mais sólidos.

    Dessa forma você acaba cedendo munições ideológicas para que toda sorte de comportamento sexual seja visto como algo intocável, inquestionável e isento de críticas ou ressalvas.

    São exatamente com argumentos como esses lido em seu blog (comparações com símios, comportamentos sexuais com status de raça, impulsos e preferências de ordens sexuais herdadas no nascimento) que a Holanda já experimenta a ascensão de partidos pedófilos em seu cenário político.

    Não estou aqui fazendo levantes contra a PESSOA do homossexual, antes estou expondo a nítida fragilidade de suas argumentações na tentativa de levar os seus leitores a tratarem como criminosos as pessoas que criticam e discordam do COMPORTAMENTO homossexual por não enxergar tal prática como algo salutar e padrão normativo dentro da nossa sociedade.

    Se quem pensa desta forma merece ser taxado de homofóbico e tratado como um criminoso é por que o discurso dos militantes pró-homossexualismo de defesa da democracia e a liberdade sexual do indivíduo constitui mera propaganda ideológica com o intuito de encerrar determinada socidade em uma espécie de totalitarismo e assim garantir espaço e pleno poder dentro do cenário político.

    Encerro aqui replicando o que disse Leonardo Bruno no link que te enviei em comentário anterior:

    “Paradoxal argumento: os gayzistas pregam a “diversidade sexual”, mas não admitem que dentro dessa diversidade haja rejeições ou aversões. (…) A relação com o sexo implica não somente a aceitação de uma prática que nos dá prazer, como também a recusa daquilo que nos causa aversão. Ou melhor, a liberdade sexual implica a faculdade de usufruir dos desejos sexuais e também o direito de rejeitar o sexo, quando ele nos parece prejudicial, doentio, perverso. Ou seja, significa tanto escolher como recusar práticas ou condutas sexuais. Significa também fazer juízos de valor sobre a sexualidade.”

  • Se ao ler estes comentários você afirmar que sou homofóbico (a única maneira de agir dos militantes quando tem sua agenda política criticada) saiba que eu tenho um tio homossexual e duas primas lesbicas.

    Eles não me consideram como “homofóbico”.

    A diferença é que nenhum deles são militantes do movimento LGBT que mantém uma agenda a cumprir visando a ascenção de seus lideres nos mais alto escalão politico-governamental e a eliminação total de todos os seus adversários.

    Por esta razão convivemos muito bem.

    Ao ler as linhas do meu primeiro e do segundo comentário é impossível alguém julgar quais são as minhas preferências sexuais, mesmo por que, em nenhum momento, eu promovi o relacionamento heterossexual em detrimento do relacionamento homossexual (apesar de ter ojeriza à segunda prática, tenho direito de manisfestar isso publicamente?) e MUITO MENOS incitei a violência contra as pessoas que praticam o homossexualismo.

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