Aécio e Requião põem Senado em xeque

Opinião do blog

Os que propõem a extinção do Senado Federal acabam de ganhar dois bons argumentos para a proposta. O principal argumento para a existência da Casa legislativa deixou de fazer sentido por ações de dois de seus membros, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Roberto Requião (PMDB-PR).

O Senado, também conhecido por “câmara alta”, seria a instância ratificadora das decisões da Câmara dos Deputados devido a uma suposta maior envergadura, se não moral, ao menos intelectual dos senadores. O cargo de senador, pois, é considerado de maior importância do que o de deputado federal.

Os recentes comportamentos pouco abonadores de Aécio Neves e Roberto Requião escandalizaram a sociedade.

O primeiro, enche a cara e sai dirigindo pelas ruas do Rio de Janeiro. Estando ou não a sua carteira de habilitação vencida, a gravidade é a mesma. Aliás, se estava mesmo dirigindo ilegalmente, o senador mineiro e tucano feriu as leis que tem obrigação de formular e, acima de tudo, defender.

O segundo, talvez tenha tido um comportamento ainda pior. Ao tomar à força o gravador de um repórter da TV Bandeirantes que lhe fez pergunta da qual não gostou, agiu como os velhos coronéis truculentos, de triste memória. Sendo um servidor do povo, agiu como se fosse mais do que um cidadão comum.

Ora, quando senadores – políticos que, supostamente, seriam mais sábios, experientes e honoráveis do que seus pares da Câmara dos Deputados – agem como moleques, que justificativa resta para a existência dessa dispendiosa Casa Legislativa que é o Senado Federal da República?

106 comments

  • Edu,

    Não é o Senado que está em cheque.
    Mas sim os cidadãos (burgueses principalmente) que continuam apostando nas mesmas pessoas.
    Podem fechar o senado, a câmara (já vi esse filme) ms as cabeças da classe média continuarão a funcionar com dois neurônios.

    • Tambem acho q o problema nao é o senado, pelo contrario, mas a midia q desinforma as pessoas, criando uma legiao de alienados, q votam em quem a Grande Rede mandar. vejam por exemplo nossa juventude, despolitizada e alienada politicamente. é facilmente influenciavel.

      • INFELIZMENTE NADA MUDARÁ NESTE PAÍS ENQUANTO NÃO FOR FEITO UM PLEBCITO PARA O POVO OPINAR O QUANTO UM NOBRE SENADOR ,DEPUTADO FEDERAL,ESTADUAL,VEREADOR PREFEITO ,MINISTRO,GOVERNADOR,SECRETÁRIO DE ESTADO, ASSESORES CAPACHOS,ETC ETC ,ETC, DEVEM RECEBER PELO BOM DESEMPENHO NA FUNÇÃO PELA QUAL FOI ELEITO. MINHA OPINIÃO QUE ACHO É A OPINIÃO DA MAIORIA DO POVO OU PELO MENOS DEVERIA SER ,EXEMPLO … FIXAR SÁLARIO IGUAL AO QUE ELES VOTAM PARA SER DO POVO ,PARA ESSA CAMBADA UM SALARIO MINIMO JA É DIMAIS. QUERO VER POLITICOS ISNOBANDO POR AÍ COM UM SALARIO IGUAL AO NOSSO DE POBRES MORTAIS.GARANTO QUE E3STARIAM EM CASA CHORANDO AO INVES DE FICAR ENCHENDO A CARA POR AÍ E ENCHENDO A POPULAÇÃO DE VERGONHA.

      • Eduardo,

        Não li a reportagem, mas estou vendo a machete de O Globo em relação ao senado. É preciso saber que quem elege os políticos é a população, logo, o problema não está no senado, está na população que, aos olhos de muitos, inclusive os meus, nem sempre sabe votar. Não é este o juízo que muitas vezes fazemos?

        Pois é, discutindo a mídia e os políticos, mais parece o sujo falando do mal lavado do que qualquer outra coisa. Qual a ética do PIG? Ora, discutir se o senado deve existir ou não poderia passar por um plebiscito, a Câmara poderia fazer isto, se fosse o caso.

        Mas o fato é que não há inocente nessa briga entre PIG e políticos. É preciso ver as circunstâncias que isto está acontecendo, não me causaria surpresa se houvesse alguma coisa que o Senado teria de aprovar que fosse do interesse do PIG e este usa a imprensa para mostrar negativamente a Casa em busca dos seus interesses. Então, dispenso a moralidade do PIG e prefiro eu mesma fazer juízo acerca dos políticos, porque se errar, o erro é unicamente meu.

        Não vou servir de opinião ou capacho para grupos que utilizam a opinião em busca de seus próprios interesses. Não vou acolher politicos que também fazem isto. Então, prefiro eu mesma fazer meus juízos. É preciso ficarmos atentos a ambos, mas quando o surgir na política for visivelmente visando o bem comum, esta ideia acolho e defendo, o resto é jogo de interesse.

    • Aliás, eu pago para ver se Boechat diria na cara do Requião, o que ele disse em rede nacional na Band News, melhor dizendo, ele não diria o que disse na cara de nenhum homem frente a frente, pois sabia que levaria um baita de soco no meio da cara. Mas de longe todo mundo é valente, ainda mais com um microfone de alcance nacional na mão. Claro que isso não exime o que Requião fez, mas o fato é que, tudo isso se resume a poderes medindo forças e não tem nada a ver com liberdade de imprensa, infelizmente.

    • Também não concordo com a extinção do Senado Federal, que tem a incumbência de representar de forma equânime os estados da federação. Posso não concordar com a atitude do Senador Roberto Requião mas entendo sua falta de paciência com esses repórteres sensacionalistas e de índole duvidosa (vide o que fizeram com a entrevista do Deputado Paulo Teixeira a respeito da descriminalização da maconha). Concordo com ele quando cita o bullying da imprensa contra os cidadãos que detém mandato político, tratados em sua grande maioria como se fossem todos corruptos e aproveitadores.
      Desculpem-me mas programas como CQC e congêneres só servem a um único objetivo, enfraquecer o poder político em detrimento do poder econômico do capital ao qual são lacaios.
      Quanto a extinção do Senado Federa,l acho que esta questão está sendo tratada de forma simplista demais, merece um debate mais aprofundado, é o que penso.

  • Se o senado for extinto nada vai mudar na política nacional. Apenas uma fonte inútil de despesa irá cessar.

    Infelizmente os senadores não aproveitam a oportunidade que tem para debater os grandes temas nacionais. O senado é e sempre foi um mero balcão de negociatas políticas.

  • Recomendo aos amigos do Blog da Cidadania, caso ainda não o tenham feito, darem um pulo no viomundo, do ótimo Azenha. Lá vão encontrar uma esclarecedora entrevista do Bloco Minas sem Censura, de oposição ao governo tucano em Minas, sobre os subterrâneos dos anos de Aécio no governo de Minas. Eis o link: http://www.viomundo.com.br/entrevistas/bloco-minas-sem-censura-jatinho-de-aecio-nao-viaja-em-ceu-de-brigadeiro.html. Boa leitura.

  • Detesto colocar nestes termos mas, o caso dos dois aí de cima, são típicos daquelas m*s que boiam; não se enganem porém, existem muitas outras ainda que, para nossa felicidade não estão à flor d’água para exalar seus fétidos odores.

  • O Senado já teve sua função, no passado. Em meados do século 20, era difícil reunir os deputados regularmente. Não havia estradas suficientes, os vôos eram semanais, ou seja, era impraticável.

    Os senadores eram, na época, um por estado. Era muito mais fácil e rápido reuni-los para que as decisões ficassem com um mínimo de agilidade.

    Hoje tudo mudou, há estradas, aeroportos, internet, videoconferência. O Senado tornou-se peça de museu.

    Mais do que isso: por décadas a fio, o Senado foi a sede do atraso. Muitos senadores eram verdadeiros “coroneis”. Todas as iniciativas minimamente progressistas da Câmara tinham, no Senado, seu túmulo. Hoje, isso mudou parcialmente. No entanto, o Senado ainda é um entrave. Sou pela extinção.

    • Somos dois. O Senado hoje é uma instituição anacrônica, que cheira a naftalina. Não há mais necessidade de uma câmara para ratificar as decisões da câmara dos deputados, que aliás, deveria ter suas bancadas reduzidas. O senado brasileiro é na verdade, um clube elegante. “Sua Excia pra lá, S.Excia. pra cá…”. De produtivo, nada. Darcy Ribeiro dizia que o Senado era “o céu”. Deve ser mesmo. Mas trata-se de uma casa de discursos vazios, soníferos, abrigando figuras suspeitíssimas da política brasileira. E um enorme sorvedouro de recursos públicos. Sou por sua extinção.

      • Também estou de acordo, não faz mais sentido o senado federal existir é só um peso à nação. Mas ainda quero fazer um parentese quanto aos dois episódio o do Requião foi amplamente divulgado no PIG já o do Aécio foi amplamente abafado pelo mesmo PIG. É o tal dois peso e duas medida, infelizmente esse PIG é uma vergonha.

    • Ô Locatelli, você só pode estar de brincadeira! Que estradas? Que aeroportos? Temos o congresso mais caro do mundo. Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo. Você, por acaso, já precisou de um hospital púbilco? Já ficou deitado no chão do corredor aguardando atendimento médico? Fala sério.

    • Por outro lado, do mesmo lado, pra que tantos deputados? São 513. Pra mim bastava 300 no maximo. É um desperdício do dinheiro publico, total.

  • Cheque?Onde?Como?

    Este semestre,na faculdade de Ciências Sociais,na disciplina de Ciência Política,estamos estudando o liberalismo e o federalismo.

    No conjunto de artigos “O Federalista”,de Jay,Hamilton e Madison,onde,após a independência dos EUA,são debatidos os rumos das 13 colônias,qual rumo seguiriam,se se uniriam em torno de uma constituíção de nação,qual formação de Estado seguir etc.

    Quando os autores tratam da questão da representatividade,de que forma seria construída,falam da necessidade de se conter as guinadas populares.Com isso,há a proposta,além da câmara de deputados,a criação de um senado,que seria responsável por um equilíbrio de forças,caso a câmara fosse tomada por clamores populares.Claro,e também a caacterística de revisão das propostas passadas pelos deputados.

    Ora,fica vísivel que a ideia de representativa das cãmaras legislativas é só mais um engodo do Estado moderno,que,negando o despotismo,as ditaduras,cria um emaranhado institucional encarregado de calar a miséria,as disparidades sociais e econômicas,por “vias legais”,estabelecidas pelo contrato social estabelecido.

    Caro Eduardo,o episódio do senhor Roberto Requião não tem nada a ver com o senado estar em cheque.Nem do Aécio Neves.Bresser-Pereira,em sua entrevista ao jornal Valor,trata do caráter corrupto,segregador e trincheirante do capitalismo.

    Particularmente,acho o Estado,tal como se constitui,uma piada para a maioria dos bobos da corte fazer rir e rir-se de seu estado de explorado.

    O senado,desde de 1985,no pós-ditadura,e até mesmo antes desse período,é formado pelas mesmas pessoas,pelos mesmo vicíos.A câmara,idem.O que vale dentro das casas legislativas do Brasil,e quiça do mundo,é a manutenção do poder,a manutenção de um sistema que existe para explorar,segregar e matar.

    Não faço o papel de republicano,e detesto esse papel.E quem teria condições intelectuais para contestá-lo,no alto de sua situação de pequena-burguesia,faz nada mais que se integrar a um debate onde as regras já estão definidas,os atores protagonistas,os coadjuvantes,o enredo,os figurantes,os mocinhos,os vilões e os vencedores já estão determinados.

    Tal como na concepção de cinema moderno,a obra já é pre-estabelecida.Não tem como fugir dela.Quase sempre perco a paciência,pois passa-se o tempo e as coisa mudam muito vagaosamente para os que mais precisam.Enquanto gente como o senhor Eike Batista acumula – capitalista odeia esse termo,sobretudo quando cunhado por algum marxista – uma riqueza infinita,onde em menos de dez anos juntou uma fortuna de 30 bilhões de reais.

    Desculpe minha indignação caro Edurado,mas o debate e a negação fazem parte do processo de mudança.O capitalismo já cumpriu seu papel histórico.Uma crise sem precedentes aproxima-se,pois uma bolha especulativa de quase 500bi de dólares,oriunda do processo que culminou com a crise do mercado financeiro de 2008,8 vezes maior que o PIB mundial,ainda não foi desfeita,e os grandes Estados endividados – EUA,UE e Japão – as pespectivas são as mais dramáticas possíveis.

    E claro,como sempre,vai estourar nas mãos dos assaltados de sempre.Cinquenta milhões de estadunidenses não têm plano de saúde;50 milhões perderam suas casas no roubo perpetrado pelos bancos em 2008;50 milhões dependem de algum tipo de ajuda social do governo para complementar suas despesas,quando não,saná-las só com essa forma de renda;50 milhões estão em estado de sub-nutrição,privação total de alimentos.

    Marx disse que a Revolução começaria pelos países com alto desenvolvimento econômico e humano.Quem sabe essa seja a cereja do bolo para a mudança radical que urge a humanidade.

    • Roberto e Eduardo, acho que estamos tratando de dois fatos distintos, que não necessariamente justificam uma eventual extinção do Senado. O caso do Aécio, já exaustivamente tratado, é perfitamente passível de cassação do mandato face à gravidade, oa desrespeito e os riscos oferecidos contra a vida dos cidadãos. Porém, trata-se de um velhaco muito em realacionado no meio, tanto que nenhum colega teve a coragem de aciona-lo junto ao Conselho de Ética. E, caso isso acontecesse, provavelmente seria absolvido em plenário.
      Já a atitude, aparentemetne intempestiva do senador Requião, só pode ser compreendida pelo comportamento desonesto do PIG. Creio até que Requião foi comedido em apenas apreender o gravador do jornalista piguento. O correto seria um processo contra este repórter mal intencionado para que aprendesse de uma vez por todas a respeitar um parlamentar. Se o inexpressivo jornalista queria ficar famoso, conseguiu o seu objetivo. O que deve servir de alerta aos parlamentares é não cair em provocações do PIG.
      Porém, daí a questionar o Senado é outra questão. Senadores como Requião enobrecem a Casa, mas gente da laia de Aécio só contribui para provocar discussões como essa.

      • Peraí: o repórter não se limitou a perguntar se o tal senador recebia, além do alário de senador, a pensãopor ser ex-governador? Onde está a falta de respeito? Ah, lembrei! Você é aquele que pregas os tais “comitês sociais” de censura prévia, não é? Tá explicado.

        • Não. Quer dizer, ele perguntou isso, e o Requião respondeu na boa, mas depois ele perguntou se ele abriria mão da aposentadoria caso o Estado do Paraná precisasse poupar dinheiro.

          Apenas pela imbecilidade e falta de imaginação da anta do repórter eu já cairia na gargalhada na cara dele. Adicione a evidente tentativa de irritá-lo e eu diria que ele colheu o que semeou.

          E ainda ficou barato.

      • Paulo,

        Concordo com voce, Requião e um dos poucos a merecer o nome de senador. Já o PIG esse sim deveriam aprender a trabalhar, a ser mais profissionais não empregadinho de algum meio levando puchão de orelha na redação se não seguir a ordem do chefe. Além do mais agora virou moda achar que jornalista é fora do comum, ser intocável, não pode ser desatendido senão vira atentado contra a democracia…..mas aonde estamos e onde queremos chegar desse jeito.

        Ary

      • É verdade, Luiz, o ideal é não aceitar provocações, engolir em seco e responder: “Meu filho, deixa eu tentar explicar a você”. Essa ralezinha do PIG tem ordens explícitas dos chefes de redação para tentar comprar briga.

  • Senadores sempre foram despachantes de luxo e isso até um bebe com horas de vida sabe.Como bem disse o companheiro Ruy Acquaviva,com a extinção do Senado cessaria de existir uma inutil fonte de despesas e o dinheiro economizado com esses verdadeiros parasitas da nação,poderia ser investido na melhoria de serviços públicos ligados à area da educação,saude e segurança pública.A pergunta que fica é a seguinte:quem bancaria um projeto de lei de iniciativa popular no sentido de extinguir essa verdadeira casa da Mãe Joana que é no que se transformou o Senado da República?Porque está claro que se esperarmos que a iniciativa parta dos parlamentares,vamos ter que esperar sentados porque de pé vai cansar e muito.Esperamos que entidades como OAB,UNE,CUT,MST se pronunciem,já que são representativas de seus respectivos setores.Vamos dar um fim a essa verdadeira fara do boi em que se transformou o Senado.

  • Você disse tudo: são dois moleques, que não merecem o respeito dos cidadãos brasileiros. E mais: dois incompetentes, sendo que Requião é pior, pois além de fazer um governo mediocre por dois mandatos no Paraná, não teve competência sequer de eleger seu sucessor e entregou o Estado à antiga quadrilha. Lembra a história do líder de uma comunidade chinesa que levantou o povo contra os mau administradores que não reconstruiam uma ponte; ganhou a confiança daquele povo, se elegeu, a ponte foi (mal) reconstruída e logo ruiu. O falso líder, então, tornou-se mais odiado do que todos os administradores corruptos anteriores, porque traiu a única coisa que restava àquele povo, que era a esperança. Requião não foi só um administrador incompetente e corrupto, mas se revelou também um frouxo. A única diferença de Aécio Neves para o paranaense é que o mineiro é um cidadão do mundo, enquanto Requião é um provinciano de coluna social. Se sobrar alguma dignidade aos poucos senadores que não estão ali fazendo figuração, Aécio e Requião terão seus mandatos cassados por quebra do decoro parlamentar.

    • Aébrio cidadão do mundo? Fala isso não fio, senão os mineiros escutam, acham chiquérrimo e zás votam no inútil de novo, pelamor, esse Coiso é tão profundo como um pires e ele é o ‘idalo sensual’ das colunas sociais de Minas tb fio… e pior é um vendedor entusiasta do nosso minério a preco de xepa, a troco de quê? Algum ele levou para não brigar pelos royalties para o estado não acha? É a contribuicão de Minas para continuar entregando patrimônio público brasileiro!
      PELA EXTINCÃO DO SENADO COM A DEVIDA SALGA DAQUELE SÍTIO PRA QUE NÃO BROTE MAIS NENHUMA ERVA DANINHA E DANOSA ALI!

  • Apenas como contribuição ao debate: a Câmara é formada por Deputados eleitos em número proporcional à população de cada estado, enquanto que o Senado é formado por um número igual de senadores eleitos em cada estado.

    Ou seja, independentemente das pessoas que se elegem, a intenção ao se instituir o Senado foi de garantir um fórum em que todos os estados estejam igualmente representados, independentemente da população de cada um, de forma a se ponderar sobre o caráter federativo de algumas decisões.

    Ou seja, a Câmara é proporcional à população, enquanto que o Senado é proporcional aos estados da federação.

    As instituições têm sua razão de ser. Pode-se discordar delas, mas é importante termos bem definida qual a formulação institucional que justifica suas existências.

    • Claudio, isso é competência substantiva, nada tem a ver com a adjetiva. O Senado é uma instituição obsoleta, pois não serve e nunca serviu de câmara alta do congresso, como bem disse alguém ante de mim, só fazem é proselitismo político, nada além disso.

  • “Ironia:A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor.

    Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser activo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição. O termo Ironia Socrática, levantado por Aristóteles, refere-se ao método socrático. Neste caso, não se trata de ironia no sentido moderno da palavra.”

  • Sou a favor da extinção do Senado.Nada e o Senado é a mesmissima coisa.Se me fosse permitido eu iria ate mais longe propondo a extinção do Supremo Tribunal Federal e sua transformação em Tribunal Constitucional,que atuaria em casos de declarar a constitucionalidade ou inconstitucionalidade das Leis,cujos membros teriam mandato de quatro anos com possibilidade de uma unica recondução para o cargo para um novo periodo de quatro anos,atraves da eleição direta da população.

  • Eduardo, parece que no Peru as coisas se encaminham para mais uma vitória de um candidato não alinhado com os americanos:

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    A polarizada eleição no Peru
    Seg, 25 de Abril de 2011 Por Altamiro Borges

    O Instituto Ipsos, o mais tradicional do Peru, divulgou ontem a primeira pesquisa nacional sobre intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial, marcada para 5 de junho. O nacionalista Ollanta Humala, que reúne o apoio das forças de esquerda, surge com 42% das preferências, contra 36% da direitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente preso por corrupção (…..)

    • Que Deus tenha do Peru a piedade que o seu próprio povo não teve…o país vinha vindo tão bem, com crescimento robusto ano após ano. Uma pena.

      • Pois é , o neoliberal aqui quando lha interessa cita o crescimento do Peru. Mas quando se trata de Argentina, Brasil e Venezuela, cujos governos não rezam da sua cartilha, ele enfia a viola no saco e se finge de morto.

        • O sr. quer discutir crescimento na Argentina e Venezuela? Tarefa árdua, hein? Talvez o sr. tenha melhor sorte em outro tema…

  • É difícl defender o Senado com os tipos que por lá pululam,mas acho que essa Casa é um patrimônio nosso.Para mim,o que devia ser extinto é o Banco Central-esse sim um entrave ao nosso desenvolvimento.

  • No caso de Requião foi um ato intempestivo. Foi duro ver o prazer de Willian Bonner e esposa “noticiarem” o fato. Prazer este que advem do fato de que o Requião nunca abaixou a cabeça pra Globo e pro PIG em geral, pelo contrário, ele os confronta. Nunca é demais dizer: para se lidar com o PIG não basta apenas coragem, mas também inteligência e cautela.

    • Concordo contigo P. Ilianivic, o Requião sempre foi um combatente do PIG e apesar da burrice que cometeu, num momento de raiva, seu trabalho no Paraná e na política não pode ser esquecido!

  • Pra mim o Senado é uma casa cara que não se encaixa em nossa história ..é mais uma cópia alienígena ..coisa de Brasil colonia ainda

    Deriva dum desenho político cheio de remendos que visam mais protelar do que dar soluções aos anseios em tempo ..na maioria das vezes vencem pelo esquecimento e cansaço do povo

    Representa em si NÃO a cidadania plena, mas uma cartografia alicerçada em geopolíticas que se amoldam a oligarquias cartoriais nada representativas

    ..fora de ser biônica ..ter mandato de 8 anos (aonde já se viu?) ..desrespeita a proporção entre todos NÓS cidadãos ..e de quebra ainda mantem de mordomias

    exemplo = RR 450 mil habitantes tem 3 senadores ..SP com 45 milhões deles, tem do mesmo

    o que paulista pensa, digamos, da união civil, vale 100 vezes menos praquela casa indigesta, pra etsa nossa durocracia (democracia burocrática), esta de faz de contas

    absurdo ..melhor uma só casa legislativa com melhor partilha e mais consulta direta ao cidadão

  • Eu gostaria de saber também porque esses reporterzinhos da nossa mídia piguenta só fazem perguntas indesejáveis aos políticos que apóiam o governo.

      • Dica errada.
        É porque o PIG existe para isso mesmo: lutar pela derrubada dos governos populares e transferir o poder para os que defendam os seus interesses privatistas e exclusivistas.

        • O que sr. clasifica como governo popular? Por outro lado, o que é um governo “privatista”. As decisões recentes do Governo Dilma em entregar à iniciativa privada a administração dos principais aeroportos do país e de abrir o capital dos Correios à particulares se encaixam no governo popular ou privatista?

      • Ah, sim. A quase uma centena de CPIs engavetadas só em SP não são “margem” pra isso, né não?

        Hipocrisia fica pior quando tentamos justificá-la achando que os outros são todos idiotas o suficiente pra acreditar.

        • O engavetamento de CPI’s no Estado de S. Paulo reflete a mesma vergonha do engavetamento de CPI’s no governo no Congreso Nacional.

          • Ainda que fosse verdade, ainda assim haveriam, pelo menos, umas 20 vezes mais CPIs paulistas enterradas, do que nacionais (tanto enterradas quanto não). E a cobertura da imprensa ainda seria absurdamente desproporcional, calando-se solenemente sobre a quase uma centena de CPIs paulistas assassinadas, e não parando de falar sobre as nacionais.

            E, mesmo assim, vc não teve vergonha nenhuma em tentar defender o indefensável.

            Seria isso um sinal de completo desprezo pela razão alheia, ou apenas o mais profundo desespero da direita?

            Talvez ambos…

    • Caro, não confunda Lula com Requião. O ex-governador paranaense passou seu governo chamando Lula de ladrão, bêbado, analfabeto. Há gravações em que Requião acusa o irmão de Lula, Vavá, e o filho, Fábio, de corruptos. Pelas costas chamava Dilma de sapatão. Requião colocou no governo do Estado um rancoroso que escreveu artigo para a Folha de São Paulo acusando Lula de ser estuprador. Não se deixe enganar pelas bravatas de Requião, que, aliás, sempre viveu sob a proteção do falecido empreiteiro Cecílio do Rego Almeida. Não é porque os outros políticos paranaenses são vassalos que Requião vale alguma coisa. No fundo são iguais.

  • Na minha opinião, eu nao sei pra que tanta gente no congresso. diminui pela metade que ninguém notará, apenas os apadrinhados, comissionados e outros.

    diminua pela metade, que reduz gastos, corrupção, imbecis eleitos, suplentes sem votos, e a máquina de fazer partidos.

    cansa ver que o país melhora mas o congresso continua o mesmo

  • Mais gente teria de ler estas páginas! No PiG nunca teríamos um espaço como este (dos blogs) discutindo assuntos tão interessantes ao nosso povo e ao nosso país, talvez só no meio acadêmico, mas estamos acordando.

  • Aécio e Requião, mesmo que se associem a uma legião de senadores aloprados, não colocarão em xeque a instituição do Senado. Não que eu a considere indispensável do ponto de vista político. É indispensável do ponto de vista estratégico, para consolidar o domínio dos grupos hegemônicos da sociedade sobre o comum dos mortais. O senado existe em quase todas as democracias. É uma maneira de dar mais segurança à classe dominante para que seus desígnios sejam alcançados. Itamar Franco, outro mineirinho bom vivant, teve caso com modelo que foi assassinada em circunstâncias esquisitas, dividiu um camarote na Sapucaí com modelo seminua e nem por isso, e por otras cositas más, pôs em cheque a Presidência. Requião, por outro lado, não tem culpa de estar recebendo aposentadoria. A culpa é do STF, elitista, preconceituoso e casuísta. O único governador que teve a aposentadoria cassada foi o Zeca do PT, em 2007. Os demais estão recebendo tintim por tintim. Battisti continua preso, por decisão do STF, enquanto Strossner gozou de sossegado asilo no país, até sua morte. Deixemos, portanto, o Requião e o Aécio em paz, já que não fazemos parte da Ku klux klan do PIG. Não podemos fazer do moralismo uma meta política, como a direita, nem nos preocupar com problemas que o STF deveria resolver e não resolve.

  • O fim do Senado interessaria apenas a São Paulo…
    Certamente a concentração econômica no Brasil seria ainda maior, com um parlamento unicameral.

    O curioso Eduardo é que nós temos dois casos completamente diferentes:
    1º Aécio tem uma trupe de bajuladores no PIG, domingo passado o programa de humor e qualidade questionável “Pânico” apresentou um quadro com parodias das entrevistas do Jô Soares (Jô Suado), o Pânico tentou zoar em uma das “entrevistas” o fato de Aécio ter sido pego numa blitz (seria melhor não ter feito nada) pois além de ser sem graça, pasmem, não citaram nem o nome do senador, eu pergunto: Que político no Brasil tem tanto privilégio se ser abafado pela mídia quanto Aécio? É um político que vive de sobrenome, esse lobista da Vale ferrou Minas Gerais, o estado não entrou numa grave crise porque o Brasil cresceu durante os anos Lula.

    2º Requião sempre foi achincalhado pelo PIG, por enfrentar os grandes grupos econômicos contrários aos interesses nacionais, pelo menos tem mais coragem que os petistas para enfrentar os golpistas. Sei que fez um bom governo no Paraná, construiu estradas para os usuários desviarem das praças de pedágio, também conhecidas como “estradas da liberdade”.

  • Sinceramente, tenho sentimentos conflitantes em relação ao Senado.

    Por um lado, é realmente o último bastião dos oligarcas, a casa dos patrícios, o guardião da elite.

    Por outro, é um necessário freio ao um domínio dos Estados mais populosos em detrimento dos menos populosos.

    No momento, me parece um mal necessário.

    Acho que nosso tempo seria melhor gasto discutindo o STF, como sugeriu o colega acima. Esse, sim, algo que necessita de reparos urgentes, posto que é um Tribunal político quando deveria ser estritamente técnico.

  • Dizem que o senador Requião “exagerou”. Aí eu pergunto: e o repórter, também não exagerou? Afinal ele não parecia estar entrevistando, mas interrogando, inquirindo o senador, como se este fosse um meliante. A nossa imprensa tem de aprender que ela exerce uma atividade de comunicação social, e não de Poder da República. Repórter não é delegado, nem promotor, nem juiz. Seus eventuais interlocutores devem ser tratados como entrevistados, e não como réus, suspeitos ou indiciados. Portanto, os dois erraram, sendo que o repórter errou primeiro.

    • Ah, mas a imprensa acha que é um tribunal e, pior, um que sempre decide a favor de si mesma.

      Ela se deu o poder autoritário de fazer o que quer – mentir, ocultar, difamar, distorcer -, de condenar quem desejar, e de calar quem quer que a desafie.

      E quando alguém reage a esses abusos, incorre automaticamente na ira da toda-poderosa imprensa e é taxado de ditador pra baixo.

      Nesse ponto eu estou é como Requião. É preciso agir com a imprensa da mesma forma, e com a mesma intensidade, que ela age conosco.

  • O Senado Federal “Câmara Alta”??? Só se for “alta” em despesas… A meu ver, a existência de um congresso bicameral, para nós cidadãos brasileiros, só resulta em aumento dos dispêndios do Estado. O Senado é covil de alguns indivíduos sem o menor valor, que ali nada fazem, a não ser empregar parentes e amigos, abusar descaradamente das benesses oferecidas pela casa (às nossas custas) e outras inutilidades fúteis e/ou nocivas… Enquanto isso, nós mortais, cidadãos comuns, como sempre, pagamos a festa sem dela participar… A meu ver, a extinção pura e simples do Senado Federal seria útil, proveitosa e traria bons resultados, pois o dinheiro economizado ajudaria a pagar a festa da “Câmara Baixa” (essa deve ser “baixa” em escrúpulos; mas pelo menos exerce, bem ou mal, um papel que é fundamental…). A bandeira de extinção do Senado tinha de ser levantada pelo povo, pois se depender dos “ilustres” lá em Brasília, isso jamais será feito… Todos eles são “colegas”, independentemente das eventuais diferenças ideológicas…

  • Me desculpe, caro Eduardo, mas não dá para colocar o Aécio e o Requião no mesmo balaio.
    O Requião tem um passado de lutas (contra o PIG, principalmente) que ainda lhe dá um grande crédito.
    E cá pra nós, aguentar essa turma do PIG não é mole, não.

  • Ao longo da história brasileira, o Senado constiuiu-se na casa dos coronéis, de grupelhos indinheirados e controladores de legendas. Já passou da hora de extinguir essa despesa afrontosa.

  • Requião é um político mascarado, diz que faz uma coisa e depois faz outra.

    O último mandato no Paraná foi um verdadeiro fracasso.

    Não fez nada durante os três anos e ainda deixou um sucessor muito fraco e burro, que só contribuiu para a eleição do beto richa. Ainda por cima deixou o estado com dívidas para o seu sucessor pagar.

    REQUIÃO É UMA FARÇA!!!!

    • Gilson, acho que você está assistindo demais a Globo. Apesar das burradas de Requião no trato com os “jornalistas do PIG (que fazem de tudo para tirar do sério algumas pessoas previamente selecionadas), admiro muito a coragem dele de enfrentar o poder econômico e a mídia marron e o trabalho dele realizado no Paraná. Se o PT tivesse a metade da coragem do Requião nós estaríamos ainda melhor no Brasil!

  • Edu, sua análise carece de lógica.
    Pelo mesmo prisma poderimos dizer também que a existência da Câmara dos Deputados, Assembléias Legistativas, Câmaras de vereadores, também estariam em cheque, pois também estas instâncias têm aqueles representantes que não as representam bem, por seus atos nada exemplares.
    Os homens são fracos, e muitos deles mais fracos ainda. Cabe ao povo saber reconhecer aqueles que devem ou não ser seu representante. E cabe ao povo decidir se já é hora deles irem embora em cada eleição.

  • a Bandeirantes é do Pig, portanto o inimigo, estou do lado do senador Requião!!!!

    não é o governo ou seus aliados que tem que ter medo do pig, mas o pig do governo….tem que enquadrar de uma vez esses golpistas mídiaticos!!!!

  • Independente do que essas duas pragas fizeram, o que a sociedade tem que pesar é a relação custo/benefício do Senado….. É MUITO GASTO PRA MANTER ESSA CASA DE CACIQUES!!!! MAS ENQUANTO
    A IMBECIL POPULAÇÃO BRASILEIRA ACEITAR ESSE GASTO ABSURDO DOS CACIQUES, ELES VÃO ENROLANDO A GENTE.

  • Concordo absolutamente com a extinção do Senado. Não só por economia senão por ser uma instituição obsoleta, quase monarquica. Mas, Aecio e Requiao, não me parecem piores que Mao santa, artur virgilio, aquele do botox e outros que usaram o Senado apenas para conspirar usando uma postura elitista, golpista e semvergonha.

    • Taí, Ocator, você foi ao ponto. Também acho o Senado impróprio, mas, além dos que você cita, há ainda, para citar somente alguns nomes e ALGUMAS cositas, ACM e Arruda (no caso da violação do painel), Heráclito e suas relações carnais com o império, entre tantos outros. Achei o quadro do Edu um tanto injusto, quase como um bode expiatório.

  • Xará,
    Também entendo que o Senado já perdeu a razão de existir aos moldes do que originalmente se pretendia, e olha que não foi invenção nossa mas lá dos nossos antepassados na Grécia Antiga. Não vejo razão para que cada estado da federação necessite de senadores para representá-los e deixar aos deputados a responsabilidade de representar o seu povo. Acho que de um sistema unicameral, com seus pesos e contrapesos funcionaria melhor e de forma mais célere para atender os anceios dos eleitores.
    Mas também entendo que não haveria economia de despesas pois os valores que hoje são destinados ao Senado, seriam totalmente convertidos à Câmara Federal para fazer frente à nova estrutura organizacional e, sabemos todos, que os nossos políticos são muito chegados a regabofes patrocinados pelo bolso do povo. Avalio, por final, que aquela casa legislativa parou no tempo e no espaço e desde a muito tempo não conta com a simpatia do eleitorado brasileiro, e essa história de suplente de senador me dá arrepios saber que sempre há alguém assumindo um cargo para o qual não recebeu um MÍZERO VOTO ou manifestação positiva do eleitor e acho que só isso já seria suficiente para varrer com toda essa sujeira para o lixo da história.

  • Por isso sou a favor da volta do Reino no Brasil, afinal pelo menos o Rei é nobre, se é para virar uma ditadura novamente, que volte o Rei.

  • É evidente que os comportamentos dos dois são vergonhosos! Aécio, o coronel-playboy mineiro, enche a cara e pratica um crime(dirigir bêbado, embora legalmente seja uma infração, moralmente é um crime), colocando em risco a sua vida e a de centenas de inocentes. Requião(a quem sempre tive em excelente conceito, por suas posições de esquerda), demonstra uma truculância comparável aos coronéis da direita, tão comuns em seu estado, o Paraná, que acaba de eleger um coronel do PSDB, filho de um típico representante da ditadura militar, para o Governo. Mesmo que a pergunta do repórter da Bandeirantes fôsse mal intencionada(e, em se tratando de um político de esquerda, é provável que fôsse), a atitude de Requião não tem justificativa : que acusasse o jornalista de má-fé, processasse-o(como também ao dono da emissora), mas jamais agisse dessa forma, ao menos em respeito ao decoro do cargo. Além da questão do comportamento dos dois “senadores”, também cabe ressaltar que, ao menos até a atual legislatura, o Senado sempre caracterizou-se como uma trincheira do conservadorismo(a forma de escolha de seus membros, em eleição majoritária, com mandato de 8 anos, renovando-se a Casa a cada quatro, nas proporções de 1/3 e 2/3 sucessivamente, facilitava a manutenção desse perfil). O conhecido perfil reacionário da Casa, contudo, sofreu uma grande alteração nas eleições de 2010, onde o sucesso do Governo Lula garantiu-lhe uma renovação, que livrou-a de próceres do fascismo nacional, e a fez receber novos senadores, aliados do Governo, muito deles membros históricos de partidos de esquerda. Feitas essas ressalvas, quero concluir que; diante das qualidades e defeitos da Casa(por sinal, se pensarmos em comportamento, os deputados também possuem “Aécios” e “Requiões” aos montes); não se pode pensar em acabar com o Senado, a não ser diante de uma reforma no Sistema Parlamentar, por um motivo simples : na Câmara, a representação exercida por seus componentes é a do povo(o Senado representa os estados); por isso mesmo, as bancadas estaduais na Câmara são diferentes, em virtude das diferentes populações dos estados e regiões. Assim, os estados das regiões Sul e Sudeste(mais populosos, graças aos séculos de uma estrutura tributária favorável, que garantiu a aplicação dos recursos de todos os estados brasileiros apenas nessas regiões, financiando o seu “desenvolvimento”, na verdade roubo)possuem bancadas maiores e mais força para aprovar os projetos de seu interesse, em detrimento dos estados das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste(situação que perdurará ainda por alguns anos, apesar do crescimento econômico e populacional do Nordeste ser um indicador de que no futuro não persistirá). Já no Senado, por se tratar da representação dos estados e(ao menos teoricamente)a União sempre ter garantido a igualdade entre os estados-membros, as Bancadas são iguais(cada estado possui três senadores), o que acaba por compensar a vantagem “sulista” na Câmara, uma vez que, como a quantidade de estados nas regiões Sul e Sudeste é menor que no Nordeste, Norte e Centro-Oeste, conseguimos compensar naquela Casa a vantagem que vocês têm na Câmara. Assim, enquanto não se descobrir uma forma para manter o equilíbrio atual, a simples extinção do Senado, deixando a Câmara, lotada de “sulistas”, para vocês fazerem a festa, é um desatino, que jamais será aprovado por ninguém do Nordeste, Norte e Centro-Oeste que tenha juíuzo.

  • Este Senado já deveria estar fazendo parte do passado há muito tempo. Como se não bastasse os salários pagos aos senadores, ainda existem os aspones, funcionários, servidores de cafézinho, engraxates, barbeiros, etc.. , que são pagos a peso de outro numa afronta ao povo que os sustenta.

    Sobrando só os deputados, estes deveriam receber proporcionalmente ao salário mínimo do País. Ou seja, x vezes o salário mínimo do País. Quero ver se aumentariam os salários do povo sofrido e dos aposentados para que eles recebessem mais.

    Sobre o caso dos dois senadores: Um é um grande irresponsável, eterno adolescente levado da breca, que já deveria estar tentando se manter empregado em empresa da iniciativa privada pra ver o que é ralar por um salário para se manter. O outro reagiu truculentamente porque foi tratado da mesma forma que os eleitores são tratados por estes políticos que esquecem que os sustentamos e eles priecisam nos dar satisfação de tudo o que fazem.

    Sei que o reporter sendo do PIG se torna pessoa difícil de lidar, mas o Sr Requião está sendo pago para defender a população de seu Estado e não para se defender de um assunto que no mínimo é contestável. Penção de ex governador é um deboche com o povo.

    • Se a pensão do governador é um deboche ou não, é algo a ser discutido com quem fez a lei, e não com quem simplesmente exerce um direito legítimo.

      A EC 41/03, que instituiu o teto salarial inclusive para servidores públicos inativos, retirando-lhes a pensão a que tinham todo o direito, também se baseou nesse tipo de raciocínio: “é um escárnio, então vamos arbitrariamente tirar o direito adquirido deles e pronto. E eles que se danem” E, com isso, tem um monte de gente que passou 30 anos contribuindo com 11% sobre seu salário integral (diferentemente dos aposentados privados) e agora tiveram suas pensões – que achavam que teriam o direito de aproveitar aos 70 anos de idade – reduzidas, em alguns casos, a menos de 1/3 de seu valor correto (enquanto o Estado continua a contabilizar o valor integral no orçamento, ficando com a diferença pra fazer o que quiser), soterrados em dívidas no final da vida simplesmente pq alguém achou que “é um escárnio receber tanto” e que era certo ferrarcom quem tabalhou honestamente por causa disso.

      • Caro Pierri, boa tarde.
        Permita-me discordar em parte de sua colocação. Com relação aos contribuintes de empresas privadas.
        O servidor público contribui com 11% mas tem aposentadoria intergral e com o valor da ativa.
        Nós pobres contribuites do setor privado é pagamos o “pato”. Durante 12 anos contribui para ter uma aposentadoria de 20 sálarios mínimos. No início dos anos 80 o “vitalício” José Sarney, então Presidente da República nos tirou esse “Direito Adquirido” na marra e passou o limite para 10 salários.
        Depois de contribuir e ter direito a me aposentar em maio de 2001 com 86% de 10 salários, simplesmente o INSS me aposentou com 70% e em cima do salário referência de dezembro de 1998. Não consideraram os 32 anos e meio de contribuição, não me pagaram retroativo a 1998 e nem me devolveram o que paguei excedente (que é o mínimo que deveriam ter feito e corrigido).
        Para concluir: Paguei a vida inteira em cima de 10 salários e hoje recebo apenas 3 salários e meio. Enquanto isso esses políticos, chamados servidores públicos só pensam em seus próprios bolsos.
        Ontem pela TV Senado o Requião foi até ao palanque para justificar sua atitude e ainda tive que ouvir dele que o salário é um absurdo o povo achar que eles não têm o direito a receber esse salário vitalício, visto que o salário de Senador é baixoe que os políticos têm que ter direito a receber salário vitalício sim, pois contribuiram para o país.
        Ora, quem mais contribui com o país são os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores públicos de baixo salário como, e principalmente, os professores e policiais. Políticos são apenas elaboradores de crimes do colarinho branco. Que me perdoem os políticos honestos. Não estou generalizando, mas um político cunhado de meu irmão lhe confidenciou a seguinte frase: “Político é que nem macarrão. Só é duro quando está fora da panela”.
        Sou contra acabar com o Senado, mas sou a favor de se acabar com as aposentadorias vitalícias, seja de políticos ou de quem quer que seja. Nada a ver um filho(a) receber a vida toda uma aposentadoria e custosa ao país sem ter contribuído com nada.

  • O principal argumento a favor do Senado, a meu ver, não é esse. Num país grande como o Brasil. marcado por gritantes desigualdades regionais o senado é o que garante que os Estados grandes não esmaguem ainda mais os pequenos.

    Se o senado fosse extinto no Brasil dá para imaginar o que viria – a reedição da política do café com leite da República Velha em que os políticos de São Paulo e Minas Gerais faziam os acordos e o resto do Brasil seguia. É exatamente o que aconteceria no Brasil – dificilmente alguém poderia fazer frente a um bloco de dois estados cujas bancadas tem quase 1/3 da câmara, isso na representação atual. Se a proporcionalidade fosse estrita teriam mais ainda. A longo prazo é bem possível que o separatismo se tornasse uma força política relevante, alimentada pelo ressentimento político dos Estados alijados do Poder real na República.

    Ruim com o Senado, pior sem ele.

  • Aqui o deputado federal Roberto Freite responde no twitter, em 25/04/2010, ao questionamento incisivo de uma tuiteira.

    De @freire_roberto para @jufreitascs:

    ” Não pensei que você fosse tão autoritária e intolerante, @jufreitascs Quer me patrulhar e dizer o que tenho que fazer.Petulância demais! ”

    Político é um servidor público, e como tal deve servir ao povo, está subordinado a este. É petulância demias achar que não deve explicações ao povo e que não tem que ser patrulhado por este. Agem como se fosse patrões, e não servidores.

  • Eduardo Requião não é nenhum santo e é como muitos políticos, ou seja, cínico. Mas isso não exime o jornalista do que ele fez, a intenção foi provocá-lo, se você atentar para as imagens, você verá o momento que o cara faz a última pergunta sorrindo, querendo tirar dele um descontrole, é aí que ele fala um monte de coisa.

    Os dois estão errados, Requião por não resistir a uma provocação visivelmente barata e o repórter por saber que nada aconteceria com ele por conta do corporativismo e da valorização da repercussão que isso teria. Hoje, o Boechat fez chacota do senador por conta disso. Ele foi imensamente desrespeitosa se garantindo na tão falada liberdade de imprensa, mas que na verdade não é. É utilizar de uma atividade profissional que muitas vezes desprovida de ética, prejudica, debocha e faz chacota das pessoas.

    Não quero defender Requião porque ele não é nenhum santo, mas quem tem orgulho de se dizer macho, a provocação foi intencional para criar situação e depois, como sempre, a imprensa se faz de vítima. Mas é preciso ter respeito. Outra coisa, essa história de jornalista tem como função precípua fazer pergunta e responde se quiser é o argumento mais ridículo. Há um monte deles aí vendidos, sem nenhuma ética. Está na hora de a imprensa rever seus conceitos. Da mesma maneira que pedimos ética dos políticos, é preciso pedir ética de jornalistas também. Nesse circo não há nenhum santo. Mas todos estão num picadeiro tentando atrair o respeitável público.

  • Eduardo Guimarães, desculpe a minha ignorância. Mas é possível fazer uma reforma política acabar com o Senado? Mas uma reforma política não tem que ser aprovada também no senado? O senado aprovaria uma lei para se extinguir. Isso não seria quase impossível de acontecer? Um abraço.

    Peço que leia meu novo post:

    Albert Einstein: Por que o socialismo?

    http://www.comunistas.spruz.com/pt/Albert-Einstein-Por-que-o-socialismo/blog.htm

    • Valeu pelo link. Eu não sabia disso!

      O que mais me surpreendeu foi a coragem de publicar aquele artigo – brilhante, por sinal, e ainda atual – em pleno macartismo.

      Se eu já era fã do homem, agora fiquei mais fã ainda. Contra ele apenas duas coisas: ter participado do projeto Manhattan, e não ter reconhecido a validade da teoria quântica. Mas as teorias da relatividade – e a coragem de ser socialista naquela época e admiti-lo publicamente – mais do que compensam tudo isso.

  • Foi lastimável o comportamento agressivo do Senador Requião para com o repórtes da Bandeirantes, por outro lado sabemos que há no Senado Federal quase uma dezena de Senadores da República que foram governadores e que também recebem a famigerada aposentadoria, dentre eles o Senador tucano Álvaro Dias do estado do Paraná é beneficiário dessa “boquinha”. Porque o repórter não fez a mesma pergunta ao Senador tucano? Ou melhor, não divulga quem são todos os ex-governadores que “mamam na teta da viúva”, para que a população tome conhecimento?

  • Aecio é o pó!!!! e o Requiao ainda tem salvaçao e algumas açoes boas neste País de corrupçao total….é nao precisa estornar o Congresso, é só mandar para a Libia todos os politicos do PSDB/DEM/PPS…..que tudo iria melhorar 90%……

  • Um dos grandes problemas do sistema bicameral é exatamente este: deixa tudo mais lento e burocrático…

    Infelizmente o sistema unicameral (só deputados) tem uma falha também: as regiões mais populosas são mais favorecidas que as menos populosas (tem mais votos)…

    É questão polêmica, e dará muito pano pra manga: qual dos dois sistemas é o melhor? não sei, mas pendo pro lado bicameral pois seu contrabalanço ao “poder” das regiões mais populosas na Câmara é mais importante que a burocracia gerada (e com boa vontade a burocracia excessiva se corrige – sim, eu sou um sonhador).

    Agora, que os dois ditos Senadores (o sabonete Senador merece mais respeito que esses dois aí – um consegue comer mamona e é acusado de ser nepotista, e o outro, bem, também é acusado, à boca pequena, de outras preferências, além de ser o novo “Menino do Rio” (lol)) são uma vergonha, ah isso são… Mas temos bons exemplos lá também, não podemos nos esquecer disso (Paulo Paim e outros, por exemplo)…

  • Depois de tantos escândalos na casa, do caso dos atos secretos e tantos outros, dizer que o Senado está em xeque por conta da atitude desses dois boçais é risível. Muitos países tem o sistema unicameral e vão muito bem obrigado, eu sou favorável a extinção do Senado. É um bastião do atraso.

  • Requião sofreu durante os oito anos de seu mandato como governador do estado do paraná os desmandos e as arbitrariedades da imprensa golpista. Todos sabemos como é o modus operandis dessa velha mídia. Tanto grande foi o boicote do pig estadual que Requião se viu obrigado a retaliar cortando todos os repasses estaduais para esses veículos da velha mídia e para tanto fortaleceu o canal estadual (tv educativa) para veicular o que estava o governo estadual realizando, além de abrir espaço para um amplo debate sobre os mais variados temas nacionais. Qto à matéria que o nobre Eduardo Guimarães está ora veiculando, como opinião própria, sua, democraticamente concordo em partes. Primeiro que não temos como suportar uma situação quando esta chega ao seu limite máximo de tolerância. Não estou fazendo apologia de violência ou justificando a “atitude” do senador Requião. Apenas achei louvavel que ele tenha devolvido o gravador ao jornalista e que tenha publicado na íntegra a reportagem através de seu blog na internet. De tudo isso , chegamos à conclusão que não dá mais para esperar sentado pela regulamentação da mídia, pelo menos o direito ao contraditório . É inaceitável, que convivamos, todos, com essa violência ou violência iminente que a velha mídia causa a todos nós e às instituições democráticas deste país. Se o nosso Direito pátrio fosse ágil como o são o direito americano e inglês, talvez não precisássemos dessa regulamentação, porque o próprio ordenamento jurídico garantiria o rápido , consequente e indubitável direito de resposta. Mas considerando que vivemos uma realidade adversa no mundo jurídico , pois como bem sabemos nosso direito não é ágil, na maioria das vezes somente faz justiça em favor dos “bem nascidos” em detrimento da grande massa de cidadãos que compõem a maioria da população, faz-se urgente uma lei de medios para a imprensa , mesmo que seja somente para garantir o direito de resposta de forma rápida e justa para que se cumpra o princípio do contraditório , garantia que está no artigo 5 da nossa constituição federal. Saludos…

  • Eduardo, são dois casos diferentes e não devem ser colocados no mesmo saco. Um é badalado pela midia, o outro é baleado pela midia. Quando o badalado faz merda a midia ignora e quando o baleado ignora a midia, ela fala merda. Parece igual mas não é.

  • Quando eu era criança meu velho, e ainda vivo e forte pai, sempre brincava: “Cadê o toucinho que estava aqui?”
    Já se passaram 40 anos e ainda não sei onde foi parar o maldito toucinho.
    Imaginem se o senado e o judiciário desaparecessem de uma hora para outra. Alguém, depois de aproximadamente 40 anos obviamente, e de maneira desavisada, talvez, eu disse talvez, viesse a sentir falta desses dois primores republicanos. Ou soubessem do seu paradeiro…

  • São 3 senadores por Estado da Federação (independentemente do tamanho da população), fora os 2 suplentes não submetidos ao voto. Cada qual tem uma entourage cuja dimensão a gente já nem sabe mais.

    Teoricamente eles serviriam para neutralizar as desigualdades na representação eleita pelo voto proporcional (ao número de eleitores) ou seja, os deputados. Porque o número de senadores não é proporcional, o voto é dito majoritário. Estados grandes ou pequenos têm os mesmos 3. Teoricamente eles representam o estado de origem, enquanto os deputados representam o povo.

    Bem, isso é o conceito, em linhas gerais. Mas, na prática, a teoria é que eles representam seus proprios interesses de perpetuação nas vantagens e benesses. Ou, ainda, interesses de grupos econômicos nem sempre sintonizados com o interesse do país. Eles possuem algumas atribuições exclusivas, apenas por derivação do conceito de representantes dos estados (como por exemplo aprovação de autoridades e politica exterior em certos casos).

    Tudo isso para dizer que – não havendo muita diferença entre uns e outros – o senado é uma segunda câmara federal cujos integrantes nos custam caro. Caríssimo! Os bons não devem temer sua extinção porque se elegeriam deputados facilmente. Os outros que vão procurar emprego que lhes remunere o quanto realmente merecem.

    A reforma política não vai mexer com eles, uma pena!

    • Concordo.
      Os Senados foram constituídos, em larga medida, no século XIX, para servirem de contrapeso às Câmaras “baixas”, eleitas diretamente pelo povo, na proporção da população ou do eleitorado. As Câmaras representam o povo e têm mandatos mais curtos. Expressam mais depressa a vontade popular. O Senado, com mandato mais longo (às vezes, vitalício) e representando o povo desigualmente, servia de freio para o que o povo quisesse. Teria mais experiência, mais sabedoria, mais senioridade – mas, na verdade, sua meta era limitar a vontade do povo. Creio que esse continua sendo um vício de nascença da maior parte dos Senados. Por isso mesmo, nas democracias parlamentares, geralmente ele tem pouco ou nenhum poder, comparado com as Câmaras. Nos EUA, que nos servem de exemplo neste ponto, o Presidente, eleito pelo povo, também limita o poder senatorial.
      O problema, num regime presidencialista como o nosso, é que se tivermos só o Presidente e a Câmara o enfrentamento dos dois pode levar a crises sérias, como ocorreu no Equador. Mas poderiamos ter uma solução menos conservadora do que o Senado, para isso.

  • Caro Eduardo, é dificil más não é impossível discordar de você.

    No final vou discorrer sobre a não concordância no que diz respeito a simetria da gravidade dos atos praticados por um e outro.

    A principal discordância com o tema é que para mim a razão fundamental para que o Senado inexista ou se altere profundamente, não está na ação de um ou outro senador e sim na própria existência da Casa.

    Independentes de seus membros serem bons ou não, a instituição Senado, se presta a maior das distorções da representação democrática, só comparada e assim sendo também, ao descumprimento constitucional de um cidadão um voto. Se consideramos grave que nos eleitores tenhamos um um piso para representação e um teto, pois existem estados com super representação e com sub representação, fica assim consagrado que tem cidadão com voto que vale até oito vezes o de outro.
    No Senado ocorre exatamente isso só que com representação ainda mais distorcida, pois cada estado elege 3 senadores independente de sua população, como legisla e inclusive altera decisões da Câmara…

    O papel que poderia cumprir não faz, se for para continuar existindo terá que cuidar de coisas diferentes das que faz hoje, inclusive deixar de ter esse ar monárquico que contamina até o autor da matéria.

    Quanto ao que fizeram os dois senadores citados. Também discordo qundo você os coloca no mesmo balaio.

    Em que pese disconcordar com várias atitudes de Requião, principalmente do seu personalismo, vejo que sua ação em relação ao jornalista, não tem nada de tão grave como alguns pensam que tem!

    Primeiro porque o que ele fez é muito mais pelo temperamento que tem. Segundo porque muitas vezes não é fácil ser tão equilibrado com uma imprensa que tudo pode e tudo faz. Como disse, embora não justificando o que ele fez, não vou ficar fazendo coro pra PIG algum, sabe porque? Porque estes mesmos nunca iriam fazer esse tipo de pergunta da forma que ele fez para os amiginhos de seus patrões!
    Eu perguntaria pra você, o que é mais grave, o que ele fez ou o que disse Boris Kasoy a respeito dos trabalhadores da limpeza? Para mim não há dúvida! E não vi todo esse alvoroço quando aquele infeliz fez tamanho desrespeito com a dignidade humana!

    O outro caso, é muito grave! A bebida é considerada a maior causa de acidentes de trânsito no Brasil e por conta dela muitos estão mutilados ou morreram, Um ex governador e senador dirigir embriagado é um mau exemplo sem comparação com nada!

  • Não acompanhei tudo, mas acho que certos “jornalistas” são tão chatos e indiscretos que merecem é isso mesmo! na verdade acho que se eu fosse Senador , deputado , ou qualquer figura de destaque , não daria entrevista pra qualquer um, e exigiria testemunhas. gravação e algo mais. Como esses jornalistas deturpam tudo! o entrevistado fala alho, o cara diz que falou bugalho, se fala A disse que falou B. eu heim! to fora!

    • Carlos, você tem que limpar o histórico do navegador pressionando as teclas control + shift +del simultaneamente. Faça também o teste mudando de navegador. Por último, não se esqueça sempre de pressionar a tecla F5. O problema é só no seu computador. Posso garantir. Qualquer coisa, diga lá que tento ajudar dentro das minhas possibilidades.

  • Discordo de voce a respeito de Requiao. Ele tava certissimo. Nao ha caso de perguntas repetidas aa exhaustidao a politicos como Beto Richa.

    Era armadilha e Requiao a desarmou magnificamente.

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