Todos perderam com o caso Orlando Silva

Opinião do blog

Surgiu um discurso sobre as denúncias contra o ministro Orlando Silva e o PC do B que mostra que esse caso, além de só ter distribuído prejuízos, fez isso com uma justiça verdadeiramente poética. É o discurso de setor da sociedade acusado de “isentismo”, ou seja, de não se comprometer com lado algum. Não ficando em cima do muro, mas erguendo o muro.

É muito simples: a mídia, de fato, faz denúncias seletivas só contra o governo Dilma e, mais objetivamente, contra o ministério do Esporte, mas só faz isso porque esse ministério deixa “rabo” por ter sido “aparelhado” pelo PC do B, que, segundo essa visão, estaria fazendo alguma coisa que os outros partidos não fazem ou que, por ser o PC do B, não teria “direito” de fazer.

Quando ouvi hoje de uma das pessoas mais sóbrias, inteligentes e honestas que conheço certa afirmação sobre esse caso, fiquei assustado. Na verdade, fiquei assustado depois que essa pessoa me disse que, claro, evidente, a mídia estava querendo, sim, acuar o governo e adquirir o poder de governar, mas que, também, o PC do B, de fato, teria “aparelhado” o Ministério do Esporte.

Quando perguntei em que se baseava a afirmação, a resposta foi de que reportagem do Fantástico teria mostrado “claramente” que estava sendo entregue dinheiro do ministério do Esporte a ONG de militante do PC do B, o que, apesar de legal, seria “imoral”. Daí quis saber como se pode inferir, daquela reportagem, que há uma legião de ONGs desse partido mamando no ministério do Esporte como ONGs de nenhum outro partido  fazem em outros ministérios.

A pessoa, alguém muitíssimo bem informado, não soube informar. Disse-me, apenas, que estaria “clara” a existência de uma legião de ONGs do PC do B que seria toda fornida com dinheiro do ministério que o partido comanda há tanto tempo.

Então perguntei se isso não ocorreria em outros ministérios. Resposta: claro que ocorre porque o problema é “estrutural”, ou seja, o sistema que rege as relações do Estado com o Terceiro Setor propiciaria abusos. E o fato de a mídia só fiscalizar um lado não reduziria a “culpa” do lado que está sendo acusado.

A teoria é a seguinte: já que não dá para pegar os dois lados porque, por exemplo, pedidos de CPIs sobre a relação do governo de São Paulo com o Terceiro Setor dormitam na Assembléia Legislativa do Estado e continuarão ali pois a mídia não irá nunca fazer a mesma (ou qualquer) pressão sobre o PSDB , que se puna um lado só.

É aquela história da utopia possível. Já que não dá para fazer o necessário, que se faça o que dá para fazer até que, em algum dia incerto de um futuro distante, seja possível pegar os dois lados.

Aí pergunto à pessoa se fazer com que um lado só seja punido enquanto o outro fica livre não fará com que esses que têm licença para corromper ou ser corrompidos voltem ao poder e, aí, a corrupção estará institucionalizada, porque, então, como acontece aqui em São Paulo não haverá mais fiscalização do governo federal, mas, sim, aquela imprensa elogiosa, baba-ovo e chapa-branca da época de FHC.

Mas o que fazer, então? Calar? Compactuar com o roubo no meu lado e acusar o lado da mídia e da oposição porque compactua com o roubo dos seus aliados? Ou será que devo me juntar à direita e derrubar e desmoralizar o ministro Orlando Silva e seu partido mesmo que disso possa resultar que amanhã seja eleito um grupo político com licença para roubar, como era até 2002?

É absolutamente irracional que uma pessoa que deseja o melhor para o país possa querer que ocorram punições desonrosas como demitir Orlando Silva e execrar todo o seu partido sob denúncias não investigadas e sem provas inquestionáveis como a que levou o ex-governador de Brasília José Roberto Arruda do palácio do governo direto para o xilindró.

Há que fazer uma diferenciação entre o que é prática comum a todos os partidos, ministérios, secretarias de Estado e dos municípios – e que, inclusive, é legal, por mais que seja questionável – e o que é prática criminosa. Depois disso, não se pode querer debitar as deficiências do sistema a um único homem e seu partido inteirinho.

Todos sabem que a esposa do ex-governador José Serra tem uma ONG que recebe dinheiro de empresa estatal que o governo paulista controla, a Sabesp. A ONG da ex-primeira dama Ruth Cardoso, que Deus a tenha, também recebia dinheiro público. Mesmo que, presumidamente, essas organizações ligadas a tucanos façam aquilo a que se propõem com o dinheiro público que recebem, para essas pessoas não vale o mesmo critério que vale para membros do PC do B?

Só há uma postura correta, em tal situação: que as instituições de controle investiguem e que a Justiça puna ou absolva. Mas sem viés político. Se resultar uma constatação de culpa, que se puna só os corruptos que foi possível pegar, então. Agora, querer punir um lado só enquanto o outro lado tem licença para roubar, e ainda querer punir sem provas, não dá mesmo.

É por isso que todos perderam com o caso Orlando Silva. Porque falta honestidade a QUASE todos os lados. Quem defende o tribunal seletivo de exceção, está errado; quem não quer nem saber de investigação porque a intenção da mídia é clara, também; e quem entende que há hipocrisia da mídia mas acha que onde há fumaça há fogo, idem.

Quem queria o linchamento de Orlando Silva (a mídia e a oposição) perdeu porque apostou todas as fichas em que Dilma cederia, divulgou a demissão como fato e depois foi desmentido; quem está sendo acusado (o ministro e seu partido) também perde porque há gente séria e que sabe que a mídia é partidária e desonesta, mas que, mesmo assim, acredita nela.

Mas há um perdedor maior: a ética na política e na administração pública. No caso Palocci, por exemplo, como a onda de moralismo contra ele se limitou a defenestrá-lo e depois não tocou mais no assunto, nunca houve debate sobre regulação do processo de transição de cargos no governo para o setor privado, a tal quarentena. Então outros enriquecerão como Palocci.

Quem denuncia essa situação não quer impunidade “dos seus” coisa nenhuma. O que não se quer é pressa, é linchamento. Para desonrar alguém para o resto da vida com demissão sumária por corrupção, sobretudo sendo um partido político com dezenas de milhares de filiados, é preciso mais do que “Eu acho que eles fizeram, sim, porque parece que fizeram”.

Como alguém honesto e bem-intencionado pode pregar que se puna Orlando Silva e seu partido inteirinho sem que existam elementos inquestionáveis de prova? E o que é pior: em um prazo absurdo, ridículo de uma mísera semana após a acusação. Isso é linchamento, ora. Não há outro nome.

Não sei se o PC do B fez aquilo tudo de que o acusam. Vejo até gente séria dizendo que “é claro” que fez. Como assim? Quero a defesa do partido, para me posicionar. E o resultado de uma mínima investigação. Não posso aceitar esse linchamento feito de notícias falsas que chegam a desdizer inclusive a presidente da República quando ela diz que dará direito de defesa aos acusados.

Se ainda fosse a primeira vez, não seria “nada”. Mas é o quinto ministro que a mídia quer tirar “por corrupção” sem prova alguma sob o argumento de que “é claro” que se corrompeu, sendo que os quatro ministros anteriores, depois que saíram do cargo, não tiveram culpa provada, muitas vezes nem tendo existido qualquer investigação após se renderem à mídia.

Não se pode, é claro, dizer que inexiste a hipótese de os acusados da vez serem mesmo culpados, ainda que a hipótese de que um partido como o PC do B seja institucionalmente corrupto me soe para lá de absurda e até antidemocrática. Não diria tal coisa do PSDB, ao menos de cabeça fria. Posso discordar do partido, mas é claro que tem gente séria

Obviamente que há legendas de aluguel, mas se nos pretendemos em um Estado de Direito e não respeitamos o princípio “civilizatório” e constitucional de presunção da inocência, e ainda só contra um lado, estaremos apoiando uma ditadura midiática.

Bom seria, então, que quem fomentou essa farsa refletisse minimamente que, ao acusar leviana e indiscriminadamente os adversários, o país logo irá parar de vez de dar bola para qualquer denúncia, até para as fundamentadas. E a pior coisa que pode acontecer a um país é ele não se indignar com a corrupção. Mas é o que acontecerá, nesse ritmo.

126 comments

  • Caro Eduardo,
    Concordo com seu texto e acredito que só com uma legislação e aprovação das Leis das Midias , em todas as esferas , serão capazes de moralizar , não sómente as comunicações , como tambem os poderes Executivos, Legislativos e Judiciario , através de aprovação de Leis e Reformas Urgentes nestes Poderes.
    Por enquanto o que temos de armas , são os nossos votos nas eleições e em pessoas que querem o bem da População e do Brasil.

    • Eduardo, por favor, publique este artigo do Emir Sader sobre a mídia brasileira, ideologia e manipulação:

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      O vocabulerolero da velha mídia

      Aqui algumas indicações sobre como ler a velha mídia. Nada do que é dito vale pelo seu valor de face. Tudo remete a um significado, cuja arte é tratar de camuflá-lo bem.

      Por exemplo, quando dizem liberdade de imprensa, querem liberdade de empresa, das suas empresas, de dizerem, pelo poder da propriedade que tem, de dizer o que pensam.

      A chave está em fazer passar o que pensam pelo interesse geral, pelas necessidades do país. Daí que nunca fazem o que deveriam fazer. Isto e’, dizer, por exemplo: “A família Frias acha que…” Ou: “A família Civita acha que…” e assim por diante.

      A arte da manipulação reside em construções em que os sujeitos (eles) ficam ocultos. Usam formulas como: “É mister”, “Faz-se necessário”, “É fundamental”, “É’ indispensável”.

      Sempre cabe a pergunta: Quem, cara pálida? Eles, os donos da empresa. Sempre tentar passar a ideia de que falam em nome do país, do Brasil, da comunidade, de todos, quando falam em nome deles. A definição mais precisa de ideologia: fazer passar interesses particulares pelos interesses gerais.

      Quando dizem “fazer a lição de casa”, querem dizer, fazer duro ajuste fiscal. Quando falam de “populismo”, querem dizer governo que prioriza interesses populares. Quando falam de “demagogia”, se referem a discursos que desmascaram os interesses das elites, que tratam de ocultar.

      Quando falam de “liberdade de expressão”, estão falando no direito deles, famílias proprietárias das empresas monopolistas da mídia, dizerem o que bem entendem. Confundem liberdade de imprensa com liberdade de empresas – as deles.

      No Vocabulerolero indispensável para entender o que a mídia expressa de maneira cifrada, é preciso entender que quando falam de “governo responsável”, é aquele que prioriza o combate à inflação, às custas das políticas sociais. Quando falam de “clientelismo”, se referem às politicas sociais dos governos.

      Quando falam de “líder carismático”, querem desqualificar os discursos os lideres populares, que falam diretamente ao povo sobre seus interesses.

      Quando falam de “terrorismo”, se referem aos que combatem ou resistem a ações norte-americanas. “Sociedades livres” são as de “livre mercado”. Democráticos sao os países ocidentais que tem eleições periódicas, separação dos três poderes, variedade de siglas de partidos e “imprensa livre”, isto é, imprensa privada.

      “Democrático” é o pais aliado dos EUA – berço da democracia. Totalitário é o inimigo dos EUA.

      Quando dizem “Basta” ou “Cansei”, querem dizer que eles não aguentam mais medidas populares e democráticas que afetam seus interesses e os seus valores.

      Entre a velha mídia e a realidade se interpõe uma grossa camada de mecanismos ideológicos, com os quais tentam passar seus interesses particulares como se fossem interesses gerais. É o melhor exemplo do que Marx chamava de ideologia: valores e concepções particulares que pretendem promover-se a interesses da totalidade. Para isso se valem de categorias enganosas, que é preciso desmistificar cotidianamente, para que possamos enxergar a realidade como ela é.

      Por Emir Sader

      19/10/2011

      • E não é exatamente iso que a mídia diz de si mesma? Que é não apenas “moralizada” pelos interesses particulares de seus donos, mas que é “moralizadora” do governo (federal, pq o estadual de SP já é “moralizado” o suficiente)?

        Aí tu se arrepia tbm, mas de prazer, não é mesmo?

  • Excelente post Eduardo, matou a pau.

    Mas parece que o PIG quebrou a cara na tentativa de derrubar o ministro Orlando Silva.

    Ele só cai se realmente for provado para a Presidenta Dilma que ele agiu de maneira ilícita, o que não parece o caso, nem do ministro, nem do PC do B.

    Acho inclusive que o PC do B deveria processar judicialmente a revista Época da globo, que colocou na manchete de capa; o partido do PC do Bolso, isso é um linchamento político de toda uma agremiação partidária com centenas de milhares de filiados.

    A comunicação no Brasil tornou-se literalmente uma terra sem lei, cada um faz o o que quer e acha que não deve satisfação a ninguém.

    O governo federal tem grande parcela de responsabilidade por este estado de coisas.

    • “Mas parece que o PIG quebrou a cara na tentativa de derrubar o ministro Orlando Silva.”
      Prematuro e açodado

      “Ele só cai se realmente for provado para a Presidenta Dilma que ele agiu de maneira ilícita. ”
      Cinco ministros já cairam. A valer seu argumento; haviam provas.

      “Acho inclusive que o PC do B deveria processar judicialmente a revista Época da globo, que colocou na manchete de capa; o partido do PC do Bolso.”
      A Veja publicou uma capa com o Lula marcado por um pontapé no traseiro desferido por Evo Morales. Nem por isso Lula processou a revista. Um advogado mediano ponderaria o fator exequibilidade.

      • Sobre o PIG já ter quebrado a cara, também acho prematuro

        Sobre os ministros terem renunciado por haver provas, bobagem. Renunciaram porque não aguentavam mais a pressão. Os filhos de um deles sofreu até bullying na escola. Daí que Lula pediu que tivessem casco duro.

        Qualquer advogado pode processar a Veja e a Época e certamente ganharia a ação, mas só se não houver prova de que o PC do B inteiro se corrompeu.

      • É perfeitamente exequível processar a Época, pois ela caluniou os milhares de integrantes de um partido, chamando-os TODOS de pilantras, sem absolutamente nenhuma prova, e de forma irresponsável e indefensável.

        Indefensável, é claro, por quem tenha um tantinho de cérebro ainda funcional. Tem muita gente por aí que acha “normal” que uma revista chame de pilantra gente cuja honestidade ela sequer poderia verificar. É puro preconceito, na verdade.

        Sequer conseguem provar algo contra UM membro do partido, e já chamam todos de pilantras. E depois se dizem imparciais e se chamam de “imprensa”, mas não são nem uma coisa, nem outra.

        E vc, defende esse tipo de abuso? Ou é “exercício legítimo” da liberdade de imprensa?

  • A Carta Capital perdeu, para mim, qq credibilidade. Apoiar Denuncias sem provas não constrói nada de bom. Por outro lado, faltou o debate sobre esses elementos(ONGs), que cresceram à sombra do discurso neoliberal de Estado Mínimo. Ou seja, privatizaram tudo e tb as funções de Estado através destas organizações. ninguém falou que na União o controle aumentou e ninguém quer saber o que ocorre em estados e municípios. A Dilma criou restrições, mas ninguém fala em regular e reduzir , utilizando estas entidades somente em último caso. Não querem discutir pois todos se aproveitam disso, vide a Fundação Roberto Marinho.

    • Realmente, Francisco, a Carta (e o PHA também) perderam pontos preciosos comigo. Quem ganhou: Eduardo, Nassif e Miguel do Rosário. Foram ponderadíssimos.

      • Só para dar um “pitaco”, ao se mencionar a Carta Capital (idololatrada, por alguns, como revista totalmente séria e democrática): vamos relativizar. Nem 8 e nem 80!
        Toda a mídia defende interesses, econômicos ou políticos. E a Carta Capital é – na minha opinião – apenas a MENOS RUIM. Tente escrever qualquer assunto contrário à extradição do Battisti… você simplesmente é ignorado e boicotado. Tive esse dissabor por… três vezes (e escrevendo educadamente, sem baixar o nível).
        De qqr maneira me assusta, sim, essas revistas de esgoto serem majoritariamente “financiadas” pelos órgãos públicos, principalmente do governo federal. E, qdo sabemos, que eles falsificam o número de tiragem de suas publicações.
        Abraços.

    • Eu acho que a postura da Carta Capital mostra que o formato de revistas semanais está esgotado. Elas são apenas canais de doutrinação destinado àqueles chamados pelos Jedis de “pessoas de mentes fracas”, ou seja, os trouxas.

      Não adianta esperar que as várias correntes de pensamento da sociedade tenham acesso às revistas. O custo é alto e só há espaço para poucas publicações, disputando a clientela de trouxas disponível. Pelo próprio modelo de negócios e pela tecnologia empregada, esse tipo de produto sempre será dominado por interesses inconfessáveis de manipulação de massa.

      Hoje vivemos um momento extraordinário onde a tecnologia impacta diretamente as relações entre as pessoas, por permitir um nível de comunicação e interatividade impensável a poucos anos atrás. Acho que devemos investir cada vez mais na web e cada vez menos na imprensa escrita.

      Acho que o destino dos jornais e revistas é a falência e a extinção. Resta saber se aproveitaremos essa oportunidade para desenvolver um pensamento crítico pela participação ativa em coletivos digitais, ou se iremos ficar na posição de observadores passivos seguindo o modelo de comunicação de massa de mão única inaugurado pela imprensa escrita e aprofundado pelo rádio e televisão.

      • “Acho que o destino dos jornais e revistas é a falência e a extinção”
        Você precisa recalibrar seu achômetro. Quando inventaram o cinema disseram que era o fim do teatro. Quando inventaram o videocassete disseram que era o fim das salas de cinema.

        • Acho que os impressos ainda resistem, mas ficarão com público cada vez mais restrito. O percentual da sociedade que vai ao cinema hoje é a décima parte do que ia há algumas décadas. Mas sempre haverá quem, como este blogueiro sujo e primário, é apaixonado pelo cheiro e pela textura do papel.

      • Pô, Ruy, menos né cara, “trouxas”?

        (Sim, não gostei deste qualificativo e compro revistas, assinava até o ano passado a Caros Amigos, e talvez, volte a assinar, e costume frequentar bancas atrás de assuntos que me interessem!)

        E não, não acho que revistas são só para “trouxas”, pois revistas – é claro que não estou falando o “quadrilátero” da perdição e destruição do PIGão, apesar de ter algumas para “nicho” de mercado que não são tão ruins! – podem muito bem suscitar a busca para aprofundamento na web, em livros e bibliotecas, possui boa pesquisa, e podemos confiar um pouco – apesar de ser superficial – na pesquisa e fontes das matérias, pricipalmente como disse, nas de “nichos” de mercado, música, filosofia, sociologia, literatura, história, psicanálise, para ficar nas que gosto!

        E, já que você fala da rede de conhecimento e produção de conteúdo na web, podemos dizer o mesmo da rede, que existe milhares de “trouxas” que acreditam em qualquer “mierda” postada e repreduzem com valor de verdade. Ou mesmo a falta de sistematicidade na construção de conhecimento na web, como nivela por baixo, um artigo cientifico tem o mesmo falor que um post mais rastaquera sobre determinado assunto. Fora o “zilhão” de lixo. Temos a vantagem da democratização do acesso e produção de conteúdos, mas também temos mais trabalho para estabelecer “filtro” – e quando o temos! – ou filtrarmos mais o que é passivel de ser lido e compartilhado, ou não, apesar de muitos compartilharem qualquer coisa, ainda mais se a msg contiver algo de paz, felicidade e jesus, e músiquinha idiota, que só fazem alimentar redes de SPAM!

        Então menos, meu caro, sem genarizalações. Como diz o ditado de “Doutô e trouxas todo mundo tem um pouco!”

        Flw

        P.s.: e fato, para quem tem o hábito, como disse o Eduguim, de ler no papel, onde se pode fazer observações, apontamentos, e o próprio cheiro de papel, não abrirá mão da publicação!

      • Precisamso, urgentemente, distinguir entre divulgação de ideias e opiniões do jornalismo. O ideal, no meu ponto de vista, é que as revistas fossem reconhecidas como meios da primeira, e não como imprensa propriamente dita, como jornalismo, que exige imparcialidade para noticiar os fatos, e não suas interpretações ou as opiniões de uns e outros sobre eles.

        Espero que, um dia, tenhamos as duas coisas completamente separadas. Jornais noticiando com credibilidade o que de fato acontece, e as revistas interpretando a realidade de acordo com o gosto do freguês. Oque é insuportável é ter as duas coisas misturadas em uma só, deixando-nos órfãos da informação correta e completa, tendo que adivinhar onde termina a narração dos fatos e começa a opinião do “jornalista”.

  • Bem, Eduardo. Concordamos em quase tudo. Mas, de que partido era o acusador?, O Ministro tão ético no passado, ou seja, na oposição, que tem ele feito para onfrontar Ricardos Teixeiras e Globos etc…O PCdoB já foi um grande partido, e aqui eu digo grandeza no sentido moral. Não é mais o partido da Guerrilha do Araguaia. Tem um jornalista aqui no Paraná que uma vez disse o seguinte…”Não há revolução que tire o PcdoB dos seus carguinhos” E que PIG é esse que recebe fartas doses de dinheiro do governo Federal?, e cujos caciques adoram aparecer no Globonews pra dizer nada? O dia que a Dilma peitar essa imprensa, aí sim, senão ficaremos aqui como bobos a defender um governo que prescinde de nossa defesa.
    Em tempo: Um ministro que dizia que ia apresentar as contas do PAN da Copa etc… Até agora o que tem feito, senão babujar os poderosos, inclusive a Globo? Tem toda a razão o Mino com seu editorial.

      • Boa noite, Eduardo.Primeiramente é um prazer enorme dialogar com vc. Que começou tudo isso. De não se calar diante desse Tea Party Tupiniquim, que é a mídia brasileira. Mas me desculpe, o que eu quis dizer é que ou o governo vai pro confronto político com a mídia ou a mídia, não digo derrubar, que o povo brasileiro não dá a mínima pra essa gente, mas que vai atrapalhar, isso vai.E sinceramente, a mídia tem o conhecimento desses personagens todos, até porque o que tem de cara progressista do governo fazendo pose na GloboNews, exceção feita ao Zé Dirceu. Esse, sim, independentemente de gostarmos ou não dele, foi … esquerdista o suficiente pra confrontar esses caras. Os outros só fazem caras e bocas, veja o José Genoíno, que teve uma oportunidade rara de colocar aqueles moleques arruaceiros de classe média do CQC no devido lugar e preferiu ficar magoadinho.
        Abraços

  • Vc se esqueceu de relacionar uma outra Ong cujos ongueiros não podem ser apontados: A Fundação Roberto Marinho, que recebeu 17 milhões do Min. Turismo para dar cursos na área e até agora não prestou contas.
    Ou será que a direita pode tudo ou será que “aparelhar” só diz respeito a partido de esquerda, até parece que em governo tucano não tem nenhum tucano no governo nem convenio e etc e tal

    Hoje é feriado aqui em Goiânia, eu até havia prometido nem ligar o pc hoje mas, fui

    Ah, aqui tem uma OnG chamada + Ação, de Leandro Sena, marconista, que recebe apoio de pessoal e financeiro através da OVG, esta comandada pela esposa do governado

    A última ação desta ong foi “marchar contra a corrupção” inclusive mandou caravanas pro DF

    É cada uma

    Não podemos cair neta cantilena do “aparelhamento’, sim, se alguém comete algum crime tem que ser punido, por sinal a palavra “aparelhamento” é da época da guerra fria, usada por velhos combatentes do CCC e outros movimentos anti-esquerda não é mesmo.

  • Como disse o amigo Donizetti de São Paulo, que a Presidenta Dilma faça um levantamento de todas as ONGS que recebem dinheiro do povo brasileiro, inclusive a fundação do personagem deletério, Sinhozinho Roberto Marinho. Aliás, não entendeo até hoje porque as ditas ONG”s, recebem dinheiro de governos, Não são Não Governamentais? Me epliquem por favor.

    • Firmino, só tentando contribuir com alguns pontos sobre seu questionamento. As ONGs ou Terceiro Setor, se assim quisermos definir, passaram a ser uma alternativa para o Estado, nos seus 3 níveis da Federação, para executar programas, projetos e atividades, em função da lógica do Estado Mínimo neoliberal. A imposição por parte do FMI da LC 101, que trata da “responsabilidade fiscal”, nada mais foi do que o instrumento para impedir o desenvolvimento do Estado com executor de políticas públicas de equidade social, desenvolvimento regional e inclusão produtiva. Como o Estado não pode ampliar seus “custos” com a “máquina pública”, leia-se ampliar e reestruturar seu quadro de pessoal de forma qualificada nas diversas áreas de competência (educação, saúde, cultura, assistência social, meio ambiente, assistência técnica e extensão rural, pesquisa e inovação, entre outras), “restou” realizar convênios com as chamadas ONGs, que na verdade são compostas por umamplo leque de diversos tipos de instituições que vão desde creches, fundações privadas, entidades ambientalistas, até cooperativas de serviços ou de produção.
      Essa é uam situação que só pode ser redecutida a partir do momento em que for discutida de forma ampla e democrática qual o Estado que queremos enquanto Sociedade. Pois esse Estado deve estar a serviço dos interesses da Sociedade, enaõ existir por sim mesmo. Só que nesse debate entram os diversos interesses do setores que formam a nossa Sociedade, que são muitas vezes conflitantes. Essa é apenas uma contribuição ao debate.

    • Concordo Spin. É mais um termo clichê usado pela direita/pig para desqualificar a esquerda. O que é “aparelhamento’ afinal?
      Quem assume uma administração, colocado lá pelos eleitores, diga-se de passagem, torna-se o responsável por sua gestão.
      É ele que tem que montar sua equipe. Cabe ao pig apenas cobrar lisura e competência gestora. Não ficar dizendo que botou fulano porque isso ou aquilo.
      Por acaso alguém palpita os cargos dentro das redações? E não vão dizer que não tem dinheiro público envolvido. Tem sim e muito

      • “O que é “aparelhamento’ afinal?”

        É o que o PSDB fez em SP. Inclusive com o MP. É o uso político da máquina estatal.

        É o que FHC fez com a PF. É o que permitiu o surgimento do caixa 2 do Azeredo.

        É o que, como vc observou, acontece na “grande imprensa” (afinal, se eles se dizem um Poder Republicano e democrático, devem ater-se aos mesmos critérios, não é mesmo?).

        Eu não acho que seja um termo equivocado, só que é usado equivocadamente para demonizar os oponentes, como tudo o mais que a imprensa faz. Tbm não duvido que os partidos da situação não tenham feito o mesmo em muitos setores – o grande mérito do PT neste ponto é ter preservado o essencial, como a PF, o BC, etc. Acho que o “aparelhamento” para caixa 2 muito menos imoral do que o “aparelhamento” desses órgãos fundamentais. Se vão usar o Min dos Esportes pra desviar dinheiro pra caixa 2 de campanha ou não, pra mim é muito menos importante do que ter um “engavetador geral” como tinha FHC.

        Em outras palavras, quem tinha um engavetador geral – e quem o apoiou – não tem moral pra falar em aparelhamento de nada.

        Muito pior é o termo “populismo”, que é de uma indigência intelectual e de uma imoralidade ímpares.

  • Não sei se todos perderam com o caso Orlando Silva,isso é muito relativo.Porem o caso teve um grande perdedor,o PIG.Talvez este seja o maior perdedor de todos ou seria o maior perdedor de todos se credibiliidade fosse um requisito importante para o exercicio do bom jornalismo.Ocorre que mesmo assim,ficou escancarado para quem ainda acreditava na isenção da imprensa,mesmo depois do escandalo da invasão da revista Veja ao quarto do José Dirceu,em um hotel de Brasilia,que a imprensa tem lado e que não é o lado da verdade e da ética,mas o da mentira e do assassinato de reputações.O maior aliado na luta pela regulação da midia é a propria midia porque com a fabricação dos ultimos escandalos ela (a midia vagabunda)só tem dado razão a quem luta a favor da ley de medios.

    • Dimas isso de dizer que o pig perdeu não concordo, vejo pelos comentarios de pessoas com quem convivo e elas acreditam e repetem tudo que o pig diz, o mantra da vez é orlando silva e pc do b ladroes e corruptos, se vc perguntar p eles o porque nao sabem responder mas acreditam e repetem como papagaios, imagine isso até as eleiçoes de 2012 e depois 2014 vai cristalizando na cabeça das pessoas, isso de que a maioria não tá nem aí não acredito, é só puxar o assunto politica em qualquer rodinha que saem os mantras do pig do dia, não falha.

      • Discordo.
        Eu falo com pessoas de diferentes classes sociais e nunca ouvi ninguém do povão dizer que o ministro e o PCdoB representam um bando de corruptos. Na sua maioria, não se manifestam sobre isso.
        Os que atacam o ministro e o governo são os que votaram no Serra, todos de cabeça feita, sem muita preocupação em conhecer a verdade.

        • Ines,mesmo tendo em vista sua ponderação,continuo com a opinião de que o pig perdeu por uma unica razão e essa eu acredito que seja relevante.Encontraram provas que fossem suficientes para corroborar indicios de criminalidade praticada supostamente pelo ministro?Não.Se não existem provas é porque não existe crime e se não existe crime é porque não existem culpados.A coisa é muito simples e o raciocinio se da desse modo.Portanto o pig perdeu porque não conseguiu derrubar o ministro,se era essa intenção.Para mim o pig está desmoralizado.O importante é acabar com o pig.Se formos persistentes e determinados conseguiremos derrota lo e se trata mesmo de derrota lo.É o inimigo a destruir.

        • É o “curral eleitoral” do pig. Ines, estes já pensavam assim, não vão mudar. O importante é que a Dilma não cedeu como nas outras vezes, até agora pelo menos.
          Também conheço muita gente da classe média que repete acriticamente as “denuncias” da Veja. Mas por outro lado, há cada vez mais pessoas que sabem que o pig mente e é contra o PT

  • Peguei opiniões de várias pessoas e Orlando passou imagem de segurança em seus depoimentos.. Como se diz: ganhou no debate..Mas fica sempre uma pulga ..

  • Acredito que sei que seria esta pessoa ” Sobria, Inteligente e Honesta que voce teria confrontado :

    Ele tem um link em seu blog e suas inicias são RK?

    A possibilidade de acerto é de mais de 99%

  • Brizola toda semana confrontava esses caras. Que saudade!
    Aliás como é duro perceber que os blogueiros da direita são mais bolcheviques
    que nós.Foi-se o martelo

  • Alo Edu: O Povo Brasileiro, assim como o Argentino adoram o futebol. O que a Cristina fez foi assumir o campeonato argentino pagando 3 vezes mais que as Tv’s privadas e começou a transmitir em horários decentes. Porque a Dilma não faz o mesmo no Brasil?

    Lei de Meios influiu na eleição de Cristina Kirchner?

    A Lei de Meios (ou “Ley dos Médios” como dizem “los hermanos” argentinos), faz dois anos na Argentina, e Cristina Kirchner se reelegeu com vitória acachapante, fez maioria nas Câmara dos Deputados e Senado, e elegeu 80% dos governadores.

    Qual a contribuição da Lei de Meios nesta vitória? Ainda são poucos os efeitos já produzidos pela lei. A própria “desmonopolização” não foi implantada, porque os barões da mídia de lá recorreram ao Judiciário, e a pendenga está na justiça. O grupo Clarin ainda continua sendo o equivalente à TV Globo de lá, e continuou fazendo forte oposição ao governo de Cristina. Mas lá, como cá, já não formam opinião como antigamente.

    Confira esta entrevista à TeleSur, em agosto deste ano, deste diretor do Página 12 (jornal progressista argentino):

    A vitória de Cristina é melhor explicada pela surrada frase daquele marqueteiro de Bill Clinton: “É a economia, estúpido!”. E seria acachapante, com ou sem Lei de Meios.

    Nem por isso a Lei deve ser desmerecida. Estão em licitação a abertura de 220 canais de TV digitais, na Argentina, o que dará maior pluralidade.

    Talvez o debate travado para aprovar a Lei no Congresso tenha sido mais importante, até agora, do que os efeitos da lei em si. O debate expôs o corporativismo, a corrupção, episódios tenebrosos dos barões da mídia na época da ditadura, os privilégios da imprensa corporativa, enfim, acabou por mostrar que as TVs comerciais vindas da ditadura são o que são: empresas com interesses financeiros acima do interesse público, e conspiram politicamente para influir no poder e na opinião pública.

    Maior apelo popular teve o programa “Futebol para Todos”. O governo simplesmente estatizou as transmissões de futebol, pagando 600 milhões de pesos pelos direitos de transmissão aos clubes, em acordo com a AFA (o equivalente à CBF da Argentina), e passou a transmitir todos os jogos em canal aberto, via TV Pública (antes, o grupo Clarín pagava 268 milhões e restringia muitas transmissões de partidas importantes ao sistema “pay-per-view”).

  • Nobre Edu, apesar dos avanços inquestionáveis a partir do governo Lula, ainda tenho dúvidas sobre o nosso futuro. Nesse momento so tenho uma coisa a lhe dizer. Obrigado meu caro. Você é um desses raros brasileiros dignos de admiração, pois não se apequena e não se acovarda e não tem medo de nadar contra a corrente. Você usa esse espação brilhantemente, abrindo trincheiras no campo das idéias e trava uma batalha épica contra A HIPOCRISIA DESSA MALDITA QUADRILHA FASCISTA E GOLPISTA DISFARÇADA DE IMPRENSA.

  • Só para o seu conhecimento e de quem tem blog, aqui uma ferramenta que permite que sua postagem, tão logo publicado, é comparilhada no Facebook, twitter e outras instrumentos de redes sociais. Usei o termo “instrumento de rede social” porque no caso, a rede social, somos nós, pessoas físicas, sendo o blog, face, twitter, apenas uma ferramenta de comunicação de tal rede

    http://www.networkedblogs.com/blog/spin-in-progress

  • Eduardo

    Hoje à tarde, voltando do trabalho, ouvi numa rádio do Grupo RBS, ligado à Globo, que o tal policial afirmou na PF que não tinha NENHUMA PROVA DE ENVOVIMENTO DO MINISTRO ORLANDO SILVA nos supostos devios no ME. Antes, este cidadão bradou aos quatro ventos que tinha o áudio de uma reunião com a participação do ministro e fez estardalhaço na reunião com a oposição. Queria ver agora a cara do “ACMinho”!

    Mais tarde, no JN, apesar de eles também divulgarem essa informação, as tentativas de linchamento continuavam. Agora eles estão indo pra cima do Agnelo Queiroz.

    Parabéns Eduardo, você foi um dos poucos, senão o único blogueiro de esquerda que não endossou as mentiras e o grande fiasco promovido pelo PIG!

    Abraço, boa sorte e saúde pra ti!

  • “Em evento para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete atentado”
    Juiz critica monopólios na mídia e aponta manipulação em cobertura da RBS

    O presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), João Ricardo dos Santos Costa, criticou a cobertura que o jornal Zero Hora fez de um seminário sobre liberdade de imprensa e Poder Judiciário, em Porto Alegre. A matéria sobre o evento omitiu a parte do debate relacionada aos monopólios de comunicação. “Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento”, diz o juiz em entrevista à Carta Maior.

    por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior

    No dia 21 outubro, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de imprensa e Poder Judiciário. O convite para o encontro partiu da ANJ que já promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal . Os interesses temáticos envolvidos no debate não eram exatamente os mesmos. Enquanto que a ANJ e as suas empresas afiliadas estavam mais interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regulação e limite, a Ajuris queria debater também outros temas, como a ameaça que os monopólios de comunicação representam para a liberdade de imprensa e de expressão.

    O jornal Zero Hora, do Grupo RBS (e filiado a ANJ) publicou no sábado (24/10/2011) uma matéria de uma página sobre o encontro. Intitulada “A defesa do direito de informar”, a matéria destacou as falas favoráveis à agenda da ANJ – como as da presidente da associação, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jurídico da RBS, Paulo Tonet – e omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monopólios de comunicação. Na mesma edição, o jornal publicou um editorial furioso contra o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusando-o de querer censurar o jornalismo investigativo. No mesmo editorial, o jornal Zero Hora apresentou-se como porta-voz da “imprensa livre e independente” e afirmou que “a credibilidade é a sua principal credencial”.

    Agora, dois dias depois de o governador gaúcho acusar a RBS de ter manipulado o conteúdo de uma conferência que proferiu no Ministério Público do RS, omitindo uma parte que não interessava à construção da tese sobre a “censura ao jornalismo investigativo”, mais uma autoridade, desta vez o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa, vem a público criticar uma cobertura da RBS, neste caso, sobre o evento promovido em conjunto com a ANJ. A omissão da parte do debate relacionada ao tema do monopólio incomodou o presidente da Associação de Juízes.

    “Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação”, disse João Ricardo dos Santos Costa em entrevista à Carta Maior.

    Na entrevista, o presidente da Ajuris defende, citando Chomsky, que “o maior obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão são os monopólios das empresas de comunicação”. A “credibilidade” reivindicada pela RBS no editorial citado não suporta, aparentemente, apresentar a voz de quem pensa diferente dela. “O comportamento do jornal em questão ao veicular a notícia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que é a questão dos monopólios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo”, destaca o magistrado.

    Carta Maior: Qual foi o objetivo do seminário sobre Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário e quais foram os principais temas debatidos no encontro realizado dia 21 de outubro em Porto Alegre?

    João Ricardo dos Santos Costa: A Ajuris foi procurada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) para promover um evento com o objetivo de debater liberdade de imprensa e o Poder Judiciário. A relação se justifica pelo grande número de questões que chegam ao Judiciário envolvendo a atividade jornalística. Essas questões envolvem, muitas vezes, decisões que limitam a divulgação de certas matérias. Pois bem, fomos procurados para fazer esse debate que gira em torno de dois valores constitucionais: a liberdade de expressão e a independência do Judiciário. Para alguns haveria um aparente conflito entre esses dois princípios. Nós nos dispomos, então, a construir por meio do debate o que significa a convivência desses dois valores em sociedade democrática. Esse foi o grande desafio que esse evento pretendia enfrentar.

    Há duas posições veementes neste debate. De um lado há aqueles que não admitem nenhum tipo de cerceamento à informação; de outro, há aqueles que não admitem qualquer tipo de restrição ao trabalho do Judiciário. Do ponto de vista constitucional, cabe ao Judiciário solucionar todos os conflitos, inclusive os que envolvem a imprensa. A imprensa não está fora das regulações judiciais. Há um embate muito forte entre essas duas posições. Se, de um lado, a ANJ buscou explorar o tema da liberdade de imprensa sob a ótica da atividade judicial, nós buscamos fazer um debate sobre a questão constitucional da liberdade de imprensa, no que diz respeito à distribuição de concessões aos veículos de comunicação.

    Carta Maior: Por que a Ajuris decidiu abordar o tema da liberdade de imprensa sob essa ótica?

    João Ricardo dos Santos Costa: Chomsky tem dito que o maior obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão são os monopólios das empresas de comunicação. Não só ele, aliás. Vários pensadores contemporâneos dizem a mesma coisa. Para nós, esse é o cerne da questão. Hoje não há pluralidade, não há apropriação social da informação. O que existe é o interesse econômico que prepondera. Os editoriais são muito mais voltados aos negócios. Hoje mesmo, o editorial de um jornal local [Zero Hora/RBS] expressa preocupação com a vitória de Cristina Kirchner na Argentina dizendo que seria um governo populista que teria explorado o luto [pela morte de Néstor Kirchner] para se reeleger.

    Há toda uma preocupação sobre o que representa esse governo para os negócios das empresas de comunicação, em especial no que diz respeito ao conflito entre o governo argentino e o grupo Clarín. A sociedade brasileira só tem conhecimento do lado da empresa de comunicação. A visão do governo argentino sobre esse tema nunca foi exposta aqui no Brasil.

    E aí vem uma questão fundamental relacionada à liberdade de imprensa. O problema não é o que os meios de comunicação veiculam, mas sim o que omitem. Esse é o grande problema a ser superado.

    Carta Maior: E esse tema foi debatido no seminário?

    João Ricardo dos Santos Costa: No nosso evento, eu lembro de uma fala do deputado Miro Teixeira. Ele disse que a história da censura envolve o cerceamento de grandes pensadores da humanidade, como Descartes, Locke, Maquiavel, Montesquieu, entre outros. Citou isso para exemplificar os danos sociais dessa censura. Mas hoje o que nós observamos é que os grandes pensadores contemporâneos são cerceados não pelos censores que existiam antigamente, mas pelos próprios detentores dos meios de comunicação. Os grandes meios de comunicação não veiculam, não debatem hoje os grandes pensadores da humanidade. Nomes como Amartya Sem, Noam Chomsky, Hobsbwan, entre outros, não têm suas ideias discutidas na mídia, não são procurados para se manifestar sobre as grandes questões sociais. Não são chamados pela grande mídia para dar sua opinião e o que acaba prevalecendo é o interesse do capital financeiro, que é aquele que não vai pagar a conta da crise.

    Eu dou esse exemplo para demonstrar a gravidade do problema representado por esse monopólio, esse interesse econômico preponderante sobre o direito à informação. Esse interesse diz incessantemente para a sociedade que a única saída para superar a crise atual é por meio do sacrifício dos mais pobres e dos setores médios da população. Não se toca na questão do sacrifício do setor financeiro. Este setor não pode ter prejuízo. Quem vai ter prejuízo é a sociedade como um todo, mesmo que isso atinja direitos fundamentais das pessoas.

    Então, esse debate sobre a democratização dos meios de comunicação é extremamente importante e deve começar a ser feito de forma transparente para que a sociedade se aproprie do que realmente está acontecendo e que possa ter autonomia em suas decisões e mesmo influenciar a classe política que hoje está entregue aos grandes financiadores de campanha que são os mesmos que fornecem a informação enlatada que estamos recebendo. Nós, da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, estamos propondo esse debate para a sociedade.

    Carta Maior: Esse debate que o senhor relatou não apareceu na cobertura midiática do encontro pelo grupo RBS, que participou do mesmo. O jornal Zero Hora dedicou uma página ao encontro, com uma matéria intitulada “A defesa do direito de informar”, sem fazer nenhuma menção a essa parte do debate envolvendo os temas do monopólio e da democratização dos meios de comunicação. Como é que a Ajuris, que propôs esse debate, recebe esse tipo de cobertura?

    João Ricardo dos Santos Costa: O comportamento do jornal em questão ao veicular a notícia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que é a questão dos monopólios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo. É como eu disse antes: o problema maior é aquilo que é omitido, aquilo que não é revelado. Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação. Nós não vamos nos omitir em tratar desse assunto por mais dolorido que ele possa ser. É evidente que não é um assunto que deva ser banalizado. Ele é o mais importante de todos. Estamos tratando de pluralidade de pensamento.

    Carta Maior: No debate, o deputado federal Miro Teixeira defendeu que a liberdade de imprensa é um direito absoluto. Qual sua opinião sobre isso?

    João Ricardo dos Santos Costa: Eu compartilho a ideia de que não há nenhum direito absoluto, não pode haver. Neste contexto de monopólio, menos ainda. Liberdade absoluta de imprensa em um contexto onde sequer a Constituição Federal é cumprida. no sentido de proibir a existência de monopólios. É algo completamente daninho à democracia. Outra coisa com a qual eu também não concordo , envolvendo esse debate, é a afirmação do ministro Marco Aurélio Buzzi (do Superior Tribunal de Justiça) de que nós temos liberdade até para matar. Nós não temos liberdade para matar. Não vejo, dentro da nossa organização jurídica e de sociedade, que tenhamos liberdade para matar. Do fato de, no Código Penal brasileiro, “matar alguém…pena de tanto a tanto” aparecer como uma expressão afirmativa, não se segue o direito de matar. Nós não podemos matar e não podemos violar o Direito. Não temos essa liberdade. Não temos a liberdade de tirar a liberdade das outras pessoas. O direito individual não chega a esse radicalismo que se pretende com essa afirmação de que a liberdade de imprensa é um direito absoluto.

    Carta Maior: A ANJ realizou recentemente, no Supremo Tribunal Federal (STF), um seminário semelhante a este realizado no Rio Grande do Sul. Há, portanto, uma óbvia preocupação com a posição do Poder Judiciário neste debate. Qual é, na sua avaliação, o papel do Judiciário neste contexto?

    João Ricardo dos Santos Costa: O fato de se debater, em primeiro lugar, é um grande caminho para amadurecer esses institutos que, aparentemente, estão colidindo, na sociedade. É lógico que o Judiciário, nesta e em outras grandes questões da sociedade brasileira, tem sido provocado a se pronunciar. Muito pela ineficiência do Poder Legislativo. O STF tem decidido sobre questões que o Legislativo se mostra incapaz de resolver: união homoafetiva, aborto, demarcação de terras indígenas, células-tronco, entre outros. A pressão envolvendo esses temas está vindo para cima do Judiciário. E o Judiciário, por sua formatação de autonomia e independência, ele se mostra menos vulnerável a pressões. Decidir é da essência do Poder Judiciário, desagradando um dos lados em litígio.

    Quando esse lado é muito poderoso, os danos à instituição podem ser pesados. Numa decisão, por exemplo, que contraria os interesses de um monopólio de comunicação, esse monopólio joga todo esse seu poder para atingir a credibilidade do Judiciário como instituição. Creio que aí aparece um outro grande debate que deve ser feito sobre até que ponto esse tipo de postura não corrói a nossa democracia.

    • “Carta Maior: No debate, o deputado federal Miro Teixeira defendeu que a liberdade de imprensa é um direito absoluto. Qual sua opinião sobre isso?”

      Concordo completamente com o João Ricardo. Com a exceção do pensamento, nenhuma outra liberdade pode ser absoluta.

      O problema é que muita gente confunde a capacidade de temos de agir com a liberdade de agir. Por exemplo, temos a capacidade de matar outra pessoa, mas isso não significa que tenhamos a liberdade de fazê-lo.

      Liberdade é a capacidade exercida de forma legítima, de acordo com os limites impostos pela lei. Esse agir legítimo não pode ser impedido, pois somos livres para fazê-lo.

      Mas se um policial, um agente do Estado, percebe alguém a ponto de matar alguém, ele tem o DEVER de impedir. Se houvesse essa liberdade de matar, ele teria que permitir o assassinato e só então levar o criminoso preso para ser punido.

      Surpreende-me que um juiz de um Tribunal Superior não perceba essa diferença. É bem verdade que o Código Penal, como apontou o João, pareça dar a permissão para o homicídio, estabelecendo uma liberdade que pode ser exercida desde que se pague o “preço”, mas essa é uma interpretação infantil. Afinal, se é liberdade, ela deve ser protegida pela legislação. Se a legislação não a protege, mas pune quem a exerce, ela não pode ser liberdade por definição.

      O mesmo vale para a liberdade de imprensa e de expressão. Temos a capacidade de mentir, de distorcer, etc, mas isso não significa que esses atos devam ser protegidos pela lei. Mais ainda, a manipulação, o partidarismo nega o próprio substantivo “imprensa”. Uma publicação que não noticia fiel e imparcialmente um fato não é imprensa. É mera publicação, e não pode contar com a liberdade de imprensa – que só existe com uma única finalidade: garantir que a informação que chega ao povo é verdadeira, completa e confiável, e não para que o dono do veículo manipule seus leitores para seus próprios fins.

  • Manifesto do Anonymous contra a revista Veja; assista ao vídeo
    24 de outubro de 2011 – 21:06 –

    Minha transcrição do vídeo (You Tube):

    “Mensagem à sociedade brasileira. Já é de conhecimento público. Até mesmo entre a sociedade menos informada que a revista Veja é um instrumento de manipulação ideológica e política. A próxima edição semanal dessa revista trará o símbolo que representa o Anonymous, a máscara de Guy Fawkes, como sendo mais um movimento contra a corrupção … que não passa de mais uma tentativa da direita de capitalizar todos os movimentos sociais, que tomam forma no Brasil.

    O objetivo deste texto é esclarecer a ideologia do movimento Anonymous. Sendo absolutamente apartidário, o Anonymous busca estimular a população a se informar e formular suas próprias ideias e para que isso se concretize é necessário que haja um rompimento total do controle exercido pela mídia nas nossas mentes.

    Infelizmente, no Brasil atual, é impossível falar de liberdade de pensamento. Isso porque simplesmente não somos livres para pensar. As ideias que temos são formulas e divulgadas pela elite econômica e, não é necessário dizer que absolutamente contrárias as nossas próprias necessidades como povo.

    Enfatizo aqui que o Anonymous não é de forma alguma ligado a nenhum partido político. Por mais que a mídia tente desvirtuar nossos ideiais, continuaremos a lutar para acordar a população e fazê-la se desvincular de qualquer tipo de manipulação imposta pela elite. Não continue sendo parte de uma enorme massa de manobra. Busque conhecimento. Informe-se. Liberte-se.

    Nós somos Anonymous. Somos uma legião. Não esquecemos. Não perdoamos. Nos aguarde.” Do Blog do Esmael.

  • Olha mais uma da nossa imprensa:

    “Em evento para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete atentado”
    Juiz critica monopólios na mídia e aponta manipulação em cobertura da RBS

    O presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), João Ricardo dos Santos Costa, criticou a cobertura que o jornal Zero Hora fez de um seminário sobre liberdade de imprensa e Poder Judiciário, em Porto Alegre. A matéria sobre o evento omitiu a parte do debate relacionada aos monopólios de comunicação. “Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento”, diz o juiz em entrevista à Carta Maior.

    por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior

    No dia 21 outubro, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de imprensa e Poder Judiciário. O convite para o encontro partiu da ANJ que já promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal . Os interesses temáticos envolvidos no debate não eram exatamente os mesmos. Enquanto que a ANJ e as suas empresas afiliadas estavam mais interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regulação e limite, a Ajuris queria debater também outros temas, como a ameaça que os monopólios de comunicação representam para a liberdade de imprensa e de expressão.

    O jornal Zero Hora, do Grupo RBS (e filiado a ANJ) publicou no sábado (24/10/2011) uma matéria de uma página sobre o encontro. Intitulada “A defesa do direito de informar”, a matéria destacou as falas favoráveis à agenda da ANJ – como as da presidente da associação, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jurídico da RBS, Paulo Tonet – e omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monopólios de comunicação. Na mesma edição, o jornal publicou um editorial furioso contra o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusando-o de querer censurar o jornalismo investigativo. No mesmo editorial, o jornal Zero Hora apresentou-se como porta-voz da “imprensa livre e independente” e afirmou que “a credibilidade é a sua principal credencial”.

    Agora, dois dias depois de o governador gaúcho acusar a RBS de ter manipulado o conteúdo de uma conferência que proferiu no Ministério Público do RS, omitindo uma parte que não interessava à construção da tese sobre a “censura ao jornalismo investigativo”, mais uma autoridade, desta vez o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa, vem a público criticar uma cobertura da RBS, neste caso, sobre o evento promovido em conjunto com a ANJ. A omissão da parte do debate relacionada ao tema do monopólio incomodou o presidente da Associação de Juízes.

    “Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação”, disse João Ricardo dos Santos Costa em entrevista à Carta Maior.

    Na entrevista, o presidente da Ajuris defende, citando Chomsky, que “o maior obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão são os monopólios das empresas de comunicação”. A “credibilidade” reivindicada pela RBS no editorial citado não suporta, aparentemente, apresentar a voz de quem pensa diferente dela. “O comportamento do jornal em questão ao veicular a notícia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que é a questão dos monopólios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo”, destaca o magistrado.

    Carta Maior: Qual foi o objetivo do seminário sobre Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário e quais foram os principais temas debatidos no encontro realizado dia 21 de outubro em Porto Alegre?

    João Ricardo dos Santos Costa: A Ajuris foi procurada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) para promover um evento com o objetivo de debater liberdade de imprensa e o Poder Judiciário. A relação se justifica pelo grande número de questões que chegam ao Judiciário envolvendo a atividade jornalística. Essas questões envolvem, muitas vezes, decisões que limitam a divulgação de certas matérias. Pois bem, fomos procurados para fazer esse debate que gira em torno de dois valores constitucionais: a liberdade de expressão e a independência do Judiciário. Para alguns haveria um aparente conflito entre esses dois princípios. Nós nos dispomos, então, a construir por meio do debate o que significa a convivência desses dois valores em sociedade democrática. Esse foi o grande desafio que esse evento pretendia enfrentar.

    Há duas posições veementes neste debate. De um lado há aqueles que não admitem nenhum tipo de cerceamento à informação; de outro, há aqueles que não admitem qualquer tipo de restrição ao trabalho do Judiciário. Do ponto de vista constitucional, cabe ao Judiciário solucionar todos os conflitos, inclusive os que envolvem a imprensa. A imprensa não está fora das regulações judiciais. Há um embate muito forte entre essas duas posições. Se, de um lado, a ANJ buscou explorar o tema da liberdade de imprensa sob a ótica da atividade judicial, nós buscamos fazer um debate sobre a questão constitucional da liberdade de imprensa, no que diz respeito à distribuição de concessões aos veículos de comunicação.

    Carta Maior: Por que a Ajuris decidiu abordar o tema da liberdade de imprensa sob essa ótica?

    João Ricardo dos Santos Costa: Chomsky tem dito que o maior obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão são os monopólios das empresas de comunicação. Não só ele, aliás. Vários pensadores contemporâneos dizem a mesma coisa. Para nós, esse é o cerne da questão. Hoje não há pluralidade, não há apropriação social da informação. O que existe é o interesse econômico que prepondera. Os editoriais são muito mais voltados aos negócios. Hoje mesmo, o editorial de um jornal local [Zero Hora/RBS] expressa preocupação com a vitória de Cristina Kirchner na Argentina dizendo que seria um governo populista que teria explorado o luto [pela morte de Néstor Kirchner] para se reeleger.

    Há toda uma preocupação sobre o que representa esse governo para os negócios das empresas de comunicação, em especial no que diz respeito ao conflito entre o governo argentino e o grupo Clarín. A sociedade brasileira só tem conhecimento do lado da empresa de comunicação. A visão do governo argentino sobre esse tema nunca foi exposta aqui no Brasil.

    E aí vem uma questão fundamental relacionada à liberdade de imprensa. O problema não é o que os meios de comunicação veiculam, mas sim o que omitem. Esse é o grande problema a ser superado.

    Carta Maior: E esse tema foi debatido no seminário?

    João Ricardo dos Santos Costa: No nosso evento, eu lembro de uma fala do deputado Miro Teixeira. Ele disse que a história da censura envolve o cerceamento de grandes pensadores da humanidade, como Descartes, Locke, Maquiavel, Montesquieu, entre outros. Citou isso para exemplificar os danos sociais dessa censura. Mas hoje o que nós observamos é que os grandes pensadores contemporâneos são cerceados não pelos censores que existiam antigamente, mas pelos próprios detentores dos meios de comunicação. Os grandes meios de comunicação não veiculam, não debatem hoje os grandes pensadores da humanidade. Nomes como Amartya Sem, Noam Chomsky, Hobsbwan, entre outros, não têm suas ideias discutidas na mídia, não são procurados para se manifestar sobre as grandes questões sociais. Não são chamados pela grande mídia para dar sua opinião e o que acaba prevalecendo é o interesse do capital financeiro, que é aquele que não vai pagar a conta da crise.

    Eu dou esse exemplo para demonstrar a gravidade do problema representado por esse monopólio, esse interesse econômico preponderante sobre o direito à informação. Esse interesse diz incessantemente para a sociedade que a única saída para superar a crise atual é por meio do sacrifício dos mais pobres e dos setores médios da população. Não se toca na questão do sacrifício do setor financeiro. Este setor não pode ter prejuízo. Quem vai ter prejuízo é a sociedade como um todo, mesmo que isso atinja direitos fundamentais das pessoas.

    Então, esse debate sobre a democratização dos meios de comunicação é extremamente importante e deve começar a ser feito de forma transparente para que a sociedade se aproprie do que realmente está acontecendo e que possa ter autonomia em suas decisões e mesmo influenciar a classe política que hoje está entregue aos grandes financiadores de campanha que são os mesmos que fornecem a informação enlatada que estamos recebendo. Nós, da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, estamos propondo esse debate para a sociedade.

    Carta Maior: Esse debate que o senhor relatou não apareceu na cobertura midiática do encontro pelo grupo RBS, que participou do mesmo. O jornal Zero Hora dedicou uma página ao encontro, com uma matéria intitulada “A defesa do direito de informar”, sem fazer nenhuma menção a essa parte do debate envolvendo os temas do monopólio e da democratização dos meios de comunicação. Como é que a Ajuris, que propôs esse debate, recebe esse tipo de cobertura?

    João Ricardo dos Santos Costa: O comportamento do jornal em questão ao veicular a notícia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que é a questão dos monopólios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo. É como eu disse antes: o problema maior é aquilo que é omitido, aquilo que não é revelado. Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação. Nós não vamos nos omitir em tratar desse assunto por mais dolorido que ele possa ser. É evidente que não é um assunto que deva ser banalizado. Ele é o mais importante de todos. Estamos tratando de pluralidade de pensamento.

    Carta Maior: No debate, o deputado federal Miro Teixeira defendeu que a liberdade de imprensa é um direito absoluto. Qual sua opinião sobre isso?

    João Ricardo dos Santos Costa: Eu compartilho a ideia de que não há nenhum direito absoluto, não pode haver. Neste contexto de monopólio, menos ainda. Liberdade absoluta de imprensa em um contexto onde sequer a Constituição Federal é cumprida. no sentido de proibir a existência de monopólios. É algo completamente daninho à democracia. Outra coisa com a qual eu também não concordo , envolvendo esse debate, é a afirmação do ministro Marco Aurélio Buzzi (do Superior Tribunal de Justiça) de que nós temos liberdade até para matar. Nós não temos liberdade para matar. Não vejo, dentro da nossa organização jurídica e de sociedade, que tenhamos liberdade para matar. Do fato de, no Código Penal brasileiro, “matar alguém…pena de tanto a tanto” aparecer como uma expressão afirmativa, não se segue o direito de matar. Nós não podemos matar e não podemos violar o Direito. Não temos essa liberdade. Não temos a liberdade de tirar a liberdade das outras pessoas. O direito individual não chega a esse radicalismo que se pretende com essa afirmação de que a liberdade de imprensa é um direito absoluto.

    Carta Maior: A ANJ realizou recentemente, no Supremo Tribunal Federal (STF), um seminário semelhante a este realizado no Rio Grande do Sul. Há, portanto, uma óbvia preocupação com a posição do Poder Judiciário neste debate. Qual é, na sua avaliação, o papel do Judiciário neste contexto?

    João Ricardo dos Santos Costa: O fato de se debater, em primeiro lugar, é um grande caminho para amadurecer esses institutos que, aparentemente, estão colidindo, na sociedade. É lógico que o Judiciário, nesta e em outras grandes questões da sociedade brasileira, tem sido provocado a se pronunciar. Muito pela ineficiência do Poder Legislativo. O STF tem decidido sobre questões que o Legislativo se mostra incapaz de resolver: união homoafetiva, aborto, demarcação de terras indígenas, células-tronco, entre outros. A pressão envolvendo esses temas está vindo para cima do Judiciário. E o Judiciário, por sua formatação de autonomia e independência, ele se mostra menos vulnerável a pressões. Decidir é da essência do Poder Judiciário, desagradando um dos lados em litígio.

    Quando esse lado é muito poderoso, os danos à instituição podem ser pesados. Numa decisão, por exemplo, que contraria os interesses de um monopólio de comunicação, esse monopólio joga todo esse seu poder para atingir a credibilidade do Judiciário como instituição. Creio que aí aparece um outro grande debate que deve ser feito sobre até que ponto esse tipo de postura não corrói a nossa democracia.

  • Qualquer um que compactue com linchamento político, não é um democrata.

    Qualquer um que tire conclusões baseado numa reportagem do Fantástico (do Fantástico!!) ou é um tolo ou é mal-intencionado. O efeito de ambas as hipóteses é o mesmo: dá-se força às teses golpistas da mídia.

  • Caro Eduardo, reza a máxima: nunca tomar atalhos na vida, não ter curiosidade pelo mal e nunca tomar decisões em momentos de raiva ou ódio. Vejo que você segue estes preceitos, por isso suas reflexxões são sóbrias e tem propriedade, abrem um leque de possibilidades. Continuemos a lutar por um país justo, e como bem cantou Gabriel, O Pensador: “A injustiça é cega, mas a justiça enxerga bem, mas só quando convém” Abraço

  • Nestes dias notei que existem setores que se dizem não alinhados com o PIG com uma tremenda má vontade com o ministro . Carta Capital e PHA não se preocuparam com a precariedade das denúncias e sugeriram mesmo que o ministro deveria sair. Sair porque?!?!
    O que mais me decepcionou e preocupou foi a manifestação dúbia do Gilberto Carvalho alimentado o devaneio do PIG de pautar a presidenta e conseguir derrubar o Orlando. De repente ele pode até não ter dito nada, uma vez que a imprensa com seus contratados de almas vendidas ficam plantando notinhas aqui e ali entre aspas e depois não tem nada daquilo. A propósito, fiquei com dó do Moreno da Globo, aquele que afirmou que a Dilma demitira o ministro. Foi o caso de obediência canina ao patrão que deve ter ordenado soltar aquela bobagem no twitter.

  • Concordo com o que escreveu, Edu. Acho porém que você esqueceu de elencar o maior perdedor de toda essa história: o povo brasileiro.
    Eu votei na Dilma por que acredito nela e quero vê_la trabalhando em favor do Brasil. Mas aí vem essa imprensa maldita, igual um carrapato e resolve promover essa gritaria toda, criando toda sorte de factóides, fazendo birra e claramente prejudicando que a presidenta faça o que deve ser feito. Já se vão nove meses de governo Dilma e o que tem se visto até aqui são fatos ligados a corrupção que no fim não dão em nada senão a execração pública de figuras públicas.
    É fato que a imprensa tem sim que investigar governos, pois todos eles, sem exceção tem coisas erradas, afinal temos uma máquina pública muito grande. Porém se a imprensa faz isso com gritaria e insanidade, se comportando como criança mimada acaba sendo contraproducente e ao invés de ajudar, atrapalha.
    Bom mesmo se tivéssemos uma imprensa livre, mas isso em terras tupiniquim é pura utopia.

  • O juiz do RS matou a pau, aí, hein?
    Este deve ser da lavra do Juiz Fausto De Sanctis.
    Pena que não tenhamos alguns assim no STF. A briga ia ser boa….

    Luciano, o eletricista que só toma choque quando assiste a globo

  • A oposição da DILMA sabe, por ter muita experiência e prática no assunto, que em qualquer órgão publico que investigar, vai encontrar corrupção ou no mínimo, indício da prática, então inventa um factóide, encontra um condenado querendo redução de pena e lança o boato na sua rede de mídia, na qual sempre foram protegidos em contrapartida de farta proteção financeira.
    Nas investigações, com certeza absoluta o boato será confirmado, mesmo não sendo da forma nem dos valores inventados e muito menos das pessoas denunciadas.
    Em qualquer órgão público, de qualquer governo, de qualquer partido, seja ele Municipal, Estadual ou Federal, qualquer pequena investigação vai encontrar “malfeitos” a rodo, pois como já dizia meu tataravô, “em política não existe santo, eles só se candidatam ou aceitam empreguinho comissionado, para poder encher seus próprios bolsos”.
    O pior disso tudo é que o PT ainda não se apercebeu disso e continua sem investigar sua própria casa, achando que seus afiliados e seus aliados são todos ilibados e sem mácula.
    Quanto aos governos onde reinam os atuais opositores, como SP, MG etc…, que são protegidos com cadeados, ferrolhos e senhas pela mídia que se sustenta com nossa grana, eles estão exercendo aquilo que eles querem como DEMOCRACIA, que é investigar e denunciar a corrupção dos outros e deixar a deles correndo solta e desenfreada. E que Alá lhes seja clemente.

  • Olá Miro.

    Todos continuarão a calar-se diante do mais novo membro declarado do PIG, a ESPN? Capitaneada pelo assecla e garoto de recados do Serra, o tal kfuri, da CBN, ex-Globo, Abril, TV Culura (onde calou-se sobre os absurdos cometidos por seus amigos tucanos)…e que grande parte da esquerda brasileira, ingênua, que não conhece bulhufas de esporte, adora bajular e jugar como progressista e, pasmem, esquerdista. Um sujeito que acaba de clamar que Orlando Silva e o PC do B são sim criminosos, mesmo que não sejam apresentadas provas conclusivas. Um sujeito que cala-se sobre todos absurdos de seu grande amigo José Serra.

    Enquanto JN e Fantástico calaram-se no fim de semana, eis que a ESPN, em posição editorializada, insiste nas acusações infundadas, no uso de espaços para debates e análises esportivas para continuar com sua sanha contra o Ministério dos Esportes, escudados pelo senhor supracitado e sua lamentável parceria com o grupo estado, com quem, aliás, na rádio que possuem conjuntamente, acabam de lançar uma “campanha anti-corrupção”…

    A posição oficial do canal é de ataque aberto, ao governo, ao Ministério dos Esportes e à Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, recorrendo até a gente como Álvaro Dias para vilipendiar e dar o mais canalha dos tons à sua auto-proclamada “cobertura isenta”. Praticamente todos os dias repercutem os maiores descalabros de vários outros membros do PIG, em especial dos novos parceiros do grupo estado.

    O jornalista Flávio Gomes, único declaradamente esquerdista no canal, em meio a tantos ingênuos e reacionários, faz de seu twitter uma brava trincheira contra todos os absurdos do PIG, e em especial sobre este último e vergonhoso caso. Porém, na TV cala-se de forma estranha e estarrecedora, já que seria a única voz claramente dissonante. Serão ordens superiores?

    Espero que alguém esteja atento a tal fato, já que cada vez mais incautos são cooptados pelos absurdos do novíssimo membro do PIG, que se julga o grande paladino da justiça da imprensa brasileira.

    • A ESPN sempre foi marrom. O pessoal que trabalha lá é incompetente e desinformado, mas falam como sumidades. São adeptos da crítica pela crítica, do caminhomais fácil. É só meter o pau em tudo e pronto – quem se indigna não tem tempo ou interesse de verificar mesmo, então eles posam de entendidos indignados e santos, quando na verdade estão apenas atirando pra todos os lados pra seduzir os que acham que nada presta no Brasil.

      São pouquíssimos os que lá se salvam. E o Juca(nalha) é dos piores. Ele ofende obliquamente pra escapar de problemas jurídicos, acusando sem acusar. Diz que “não acredita que seja verdade” apenas pra reproduzir a acusação incrível e, em seguida, desce o porrete “hipoteticamente”. Ou seja, além de tudo, é covarde.

      Aliás, ele tem razão de ser covarde. Cansou de levar bordoada na justiça por causa de sua maledicência.

      O resto lá, o tal de Calçade eo Mário alguma coisa especialmente, não passam de pequenos projetos abortados de ditadores. Incompetentes e arrogantes, que acham que não precisam conhecer do que criticam – afinal, o que eles “vendem” aos trouxas dos assinantes (e os incautos que são obrigados a assinar aquele canalzinho marrom) é a crítica pela crítica. Tomam partido, calam os acusados, julgam e sentenciam, e depois dizem que estão cumprindo sua função e “investigando”.

      Tenho nojo desse canalzinho, e pena dos poucos que prestam que lá trabalham. Estão nas mãos tucanas e piguianas. E nas mãos do SPFC.

  • Quem é mino carta??

    1 – Sua posição no caso Batisti.

    2 – A “fotografia” ridicula de José Dirceu, que a grande imprensa publicou.

    3 – A agressão gratuíta ao Mesmo José Dirceu, sôbre lançamento de seu livro.

    4 – Agora matéria sôbre o Ministro do Esporte.

    Alguma dúvida????? É uma besta ressentida.

    • Mino Carta
      Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
      Mino Carta

      Demetrio Carta (Gênova, 6 de setembro de 1933) é um jornalista, editor, escritor e pintor ítalo-brasileiro.

      Chegou a São Paulo em 1946 e escreveu sobre esse período:
      Cquote1.svg Agosto de 1946, cheguei a São Paulo, trazido por meus pais, ainda vestia calças curtas. A cidade não passava de 1,5 milhão de habitantes, tinha medidas humanas. Pacata, ordeira, elegante em várias ruas centrais. São Luís, Barão de Itapetininga, Marconi, Vieira de Carvalho. Recantos verdes e vibrantes. Praça da República, Largo do Arouche. Senhorial a Avenida Paulista, ladeada por casarões, um deles o do Conde Matarazzo, dono de um Cadillac suntuosamente negro, na placa ostentava apenas e tão-somente o número 1. – Mino Carta[1] Cquote2.svg
      — ‘

      Em 1951, prestou vestibular e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, constando de sua ficha de matrícula ter nascido em 3 de setembro de 1933. Cursou os primeiros anos, mas abandonando o curso, não chegou a se formar.

      Carta dirigiu as equipes de criação de publicações que fizeram história na imprensa brasileira, como Quatro Rodas, o Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ, e Carta Capital, da qual ainda é diretor de redação. Só houve um fracasso, até hoje lamentado: o Jornal da República, trucidado no final dos anos setenta por um inimigo mortal – o déficit de caixa [2]

      É doutor honoris causa pela Faculdade Cásper Líbero. Em novembro de 2006 Mino recebeu o prêmio de Jornalista Brasileiro de Maior Destaque no Ano da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE). [3]
      [editar] Livros publicados

      Em 2000, lançou o livro O Castelo de Âmbar, em que emprega sua verve num projeto literário-biográfico cuja personagem principal, Mercúcio Parla (um “homem extraordinário”, segundo sua secretária Camomila), pode ser seu alter ego e no qual relata, de modo cáustico, o que considera o relacionamento promíscuo entre governantes, jornalistas e “barões da imprensa” durante quase meio século da história recente brasileira. Escrito como um romance de ficção, permite vislumbrar-se a realidade; assim Ausônia seria a Itália e a rua Áurea na Capital da Comarca seria a rua Augusta em São Paulo.

      Em 2003, publicou A Sombra do Silêncio, continuação de O Castelo de Âmbar, no qual Mercúcio Parla se encontra, na Rua Áurea, com Cuore Mio, “a moça mais risonha do bairro”, iniciando assim um romance que seria o “único e autêntico amor de suas vidas”.
      Referências

      ↑ CARTA, Mino. O caminho do Hades. A Semana. Revista CartaCapital, Edição 428, janeiro 2007.
      ↑ Os Mandamentos de Jornalista Segundo Mino carta: Fidelidade, Canina aos Fatos, Espírito Crítico, Fiscalização do Poder., Jornal de um Repórter, 18 de março de 2004
      ↑ Prêmio Imprensa Estrangeira 2006: Mino Carta é eleito Jornalista do Ano

      [editar] Publicações

      (lista parcial)

      O Castelo de Âmbar. São Paulo: Editora Record, 2000. ISBN 8501060208 (romance)
      Histórias da Mooca, com as bençãos de San Gennaro. São Paulo, Editora Berlendis & Vertecchia, 1ª edição.
      O Restaurante Fasano e A Cozinha de Luciano Boseggia, em parceira com FASANO, Rogério. São Paulo: Editora DBA. 2ª edição, 1996.
      A Sombra do Silêncio. São Paulo: Editora Francis, 2003. ISBN 8589362191 (romance)

      Wikiquote
      O Wikiquote possui citações de ou sobre: Mino Carta

  • Essa “teoria” absurda, que você ouviu da tal “pessoa bem informada”, não é “discurso isentista” coisa nenhuma, afinal, pelo grau de covardia, fraqueza, comodismo, tibieza e pusilanimidade que possui, só pode ser classificada como “Teoria da Capitulação”. DE ONDE ESSE SUJEITO CONCLUIU QUE EXISTEM UMA SÉRIA DE ONG’S REALIZANDO CONVÊNIOS IRREGULARES COM O MINISTÉRIO DOS ESPORTES? DE UMA REPORTAGEM DO FANTÁSTICO!!!!!! O QUE MAIS ELE ESPERARIA ENCONTRAR NUMA “REPORTAGEM” DO FANTÁSTICO? UMA DEFESA APAIXONADA DO PCDO B! COMO ALGUÉM SUPOSTAMENTE BEM INFORMADO PODE DAR ALGUMA CREDIBILIDADE ÀS “REPORTAGENS” DA GLOBO, QUE TEM UMA HISTÓRIA DE MENTIRAS FABRICADAS CONTRA OS GOVERNOS LULA E DILMA? Pelo que se sabe, existem investigações de irregularidades em alguns poucos convênios, muitas delas denunciadas pelo próprio Ministro Orlando Silva, como no caso do marginal que “embasou” as denúncias criminosas da veja : enquanto Orlando Silva o acusava há muito tempo, tendo como prova um Relatório de TCU, de irregularidades na implantação do convênio entre a ONG que ele presidia e o Ministério; e com isso tentava romper o contrato, o tal João Dias acusou Silva posteriormente(ou seja, depois de ser alvo das denúncias do ministro)e sem apresentar qualquer comprovação de suas afirmações. QUAL A SERIEDADE QUE SE PODE TER EM “DENÚNCIAS” DESSE TIPO : FEITAS POR UM BANDIDO COM FICHA SUJA NA POLÍCIA(DIAS JÁ FÔRA PRESO EM UMA OPERAÇÃO DA PF), COM MOTIVOS MAIS DO QUE SUFICIENTE PARA QUERER VINGAR-SE DE QUEM DENUNCIOU SEUS CRIMES, E SEM QUAISQUER PROVAS DO QUE AFIRMAVA? Tentar dar alguma “seriedade”a esses absurdos(ainda que seja com subterfúgios cretinos e estúpidos como “a mídia é partidária, mas que o PC do B fez…Ah, fez!”)é ser covarde, canalha ou imbecil o suficiente para querer respaldar uma prática sórdida e vil, com evidentes intenções golpistas. NÃO SE PODE CONDENAR ALGUÉM SUMARIAMENTE, SEM PROVAS. ALÉM DO QUE, NÃO INTERESSA NESTE CASO SE A REALIZAÇÃO DE CONVÊNIOS ENTRE ÓRGÃOS DO GOVERNO E ONG’S, POSSIVELMENTE PERTENCENTES A PESSOAS LIGADAS AO PARTIDO QUE CONTROLA AQUELE ÓRGÃO, NÃO É ALGO AGRADÁVEL. TAMBÉM ACHO QUE NÃO É, MAS SE NÃO É ILEGAL(DESDE QUE A ONG CUMPRA O QUE FOR ESTABELECIDO NO CONVÊNIO)NÃO INTERESSA PARA AVALIAR-SE A CONDUTA DE ORLANDO SILVA NO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES(COMO NÃO INTERESSAVA, PARA JULGAR-SE A CONDUTA DE PALLOCCI, DISCUTIR-SE SOBRE O AUMENTO DA “QUARENTENA” OBRIGATÓRIA ÀQUELES QUE SAEM DO GOVERNO, PARA QUE SÓ DEPOIS VOLTEM AO SETOR PRIVADO). ATÉ PORQUE ESSE TIPO DE CONVÊNIO É REALIZADO POR QUALQUER PARTIDO(INCLUINDO-SE OS PARTIDOS DE DIREITA, PSDB, PFL E PPS)E NÃO É QUESTIONADA PELA MÍDIA. Entrar-se nesse tipo de questionamento agora, seria como se mergulhássemos na burrice de questionar o PT por receber doações legais de Bancos em suas campanhas eleitorais : pode não ser simpático, mas é legal, e por isso o partido não pode ser punido por recebê-las, até porque todos as recebem. Num outro momento, pode-se e deve-se discutir mudanças na Lei que impeçam essas perniciosidades entre o público e o privado(período curto de quarentena para os que saem do setor público, possuem informações privilegiadas, e voltam ao setor privado; financiamento de campanhas políticas;convênios entre órgãos públicos e organizações privadas). MAS SE SÃO LEGAIS ATUALMENTE, NÃO PODEM SER USADAS COMO ARMA POLÍTICA GOLPISTA, UMA VEZ QUE A REALIZAÇÃO DAS MESMAS POR SI SÓ NÃO INDICA NENHUMA IRREGULARIDADE, COMO VEM TENTANDO APONTAR A MÍDIA CONSERVADORA, E SUA REALIZAÇÃO É PRÁTICA COMUM A TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS, INCLUINDO-SE OS “QUERIDINHOS” DA MÍDIA. POR SINAL, É BOM LEMBRAR QUE, DESDE A ENTRADA DE SILVA NO MINISTÉRIO, A QUANTIDADE DE CONVÊNIOS DESSE TIPO VEM DIMINUINDO, SENDO SUBSTITUÍDOS POR PARCERIAS COM ENTIDADES PÚBLICAS(ESTADOS, MUNICÍPIOS), E É PREVISTA SUA EXTINÇÃO DEFINIVA ATÉ 2012. AINDA ASSIM, MESMO QUE NÃO SE ACABEM, SUA REALIZAÇÃO É LEGAL, AINDA QUE SOE ANTIPÁTICA(E COMUM A TODOS OS PARTIDOS), NÃO PODENDO-SE CONDENAR UM MINISTRO E UM PARTIDO COM A HISTÓRIA DO PC DO B APENAS POR CAUSA DAS PRÁTICAS ANTIPÁTICAS DE SUA GESTÃO. “Esquecer” evidências como essa é aderir ao discurso golpista da mídia, da mesma forma que o é “esquecer” que a mídia esconde as inúmeras denúncias de corrupção contra o PSDB(só para ficar na mais recente : os barões da comunicação continuam censurando a divulgação das acusações sobre o mensalão tucano na Assembleia Legislativa de São Paulo); ou seja, é capitular diante da sabortagens midiáticas, cujo único objetivo verdadeiro é tentar impedir a continuidade do projeto democrático-popular que vem progressivamente modificando este país desde a vitória de Lula, manobra que finalmente parece que começou a ser enfrentada pelo Governo Dilma, o qual mais do que nunca precisará do apôio da sociedade Civil, que nunca poderá realizar-se através desse “isentismo” dos frouxos.

  • Muito bom seu artigo.

    O fato é que até mesmo grande parte das pessoas que se dizem contra o PIG se deixam manipular por ele.

    A manipulação pode ser em vários níveis, algumas vezes grosseira e em outras bem sutil.

  • Interessante. Quando Paulo Henrique Amorim exalta o “Nunca Dantes” e a “JK de saias”, metendo o pau no “Cerra – o Jênio”, todo mundo aplaude e elogia e seu progressismo. A mesma coisa para Mino Carta, dileto amigo e admirador de Lula. Mas, quando ambos se atrevem a ter opinião diferente do pensamento único, dominante, chamando Orlando Silva pelo que ele é: suspeito, suspeitoso, suspeitíssimo, tornam-se PHA e Mino, traidores da “causa”. E a liberdade de expressão que se exploda. Cegueira? Fanatismo? Delírio?

    • Cegueira, fanatismo e delírio acometem quem tenta, maldosamente, caracterizar a todos por opiniões de alguns. Eu sou amigo do PH e não conheço Mino Carta. Assustador é o seu maniqueísmo

      • Eu o conheço ,é meu cunhado ,viúvo de minha falecida irmã,ele não é maniqueísta.
        Eu sugiro ao senhor que se dirija ao site da Carta Capital e teça de forma transparente e democrática, suas críticas infundadas ou não, diretamente a ele.
        É mais decente ,ao invés do senhor utilizar o blog do Azenha para demonizar Mino.
        Sabe ,lembro-me bem como o senhor demonizou Dilma ao comparecer na festinha do abominável Frias (FSP).

        Felicidades para o senhor e família e abraço com muito carinho para Vitória.

        Até nunca mais.Radicalismo nas críticas não é salutar ,tenho sessenta anos e posso afirmar que não adianta.

        • Dona Priscila, dona Priscila…preste atenção no que lê.
          Não sei se o Edu demonizou Mino no blog do Azenha, mas nesta resposta à Alice certamente não o fez.
          É verdade que a terceira pessoa do singular pode e causa confusão, mas com um pouquinho de bom senso e paciência, consegue-se entender.
          Leia de novo a resposta do Edu.

        • Me desculpe Priscila, não li desse forma de jeito nenhum. O Edu me pareceu considerar a opinião da tal Alice maniqueista, não o Mino Carta.
          Muita calma nessa hora!

          • E a Sra Alice tem toda a razão.Se encaminhem para o blog do Azenha e constatem.
            Calma tem que se ter nos comentários e na moderação.

        • Priscila, me desculpe, mas vc entendeu mal o que o Edu disse. Ele se referiu ao maniqueísmo de quem ele estava respondendo, a tentativa insana de reduzir a Carta Capital e o próprio Mino a um rótulo, e de considerar que existe um “pensamento único” na esquerda.

          Primeiro, muito embora Mino possa ser descrito como “um tanto à esquerda” (pero no mucho), sua revista não é “de esquerda” como querem alguns. Afinal, o Delfim escreve nela, e de esquerda ele não tem nada.

          Segundo, essa bobagem de que quem é “de esquerda” precisa repetir mantras, como faz a direita, é como a boca torta de tanto fumar caximbo. A direita não entende como podemos NÃO TER um discurso único, como eles sempre tiveram. É perfeitamente possível – e saudável – divergir. O Orlando Silva NÃO é nenhum santo, nem o PCdoB um monastério. Afinal, nenhum político é santo (e nem todos são pilantras, como quer a imprensa). São homens, e erram – muitas vezes pela mais pura falta de opção (o sistema NÃO aceita a honestidade).

          Não defendê-los cegamente é uma obrigação da esquerda. Defendê-los do linchamento sem provas, idem. E acho que o Mino fez as duas coisas: condenou o linchamento, mas apontou que existem, sim, razões (especialmente o PAN) para suspeitar que o Orlando tem “pés de barro” e, por esse motivo, não deveria ser ele a lidar com a máfia dos gramados.

          Afinal, quem achar que o Mino está errado, considere o seguinte: uma pessoa que não está “acima de qualquer suspeita” é vulnerável. Para a máfia dos gramados, bastaria um sopro para que a imprensa marrom – interessada tanto em proteger a máfia como em desgastar o governo a que se opõe – inundasse a sociedade de acusações, fragilizando-o caso ousasse peitá-lo, e forçando sua substituição por um mais “amigável” (não necessariamente corrupto – afinal, qualquer um que entrar no Ministério, caso o Orlando saia – ai pensar duas vezes antes de passar pelo mesmo absurdo que seu antecessor).

          E o que foi que aconteceu? Exatamente isso! E isso é, antes, uma acusação contra a máfia e os marrons, do que contra o Orlando Silva.

    • “chamando Orlando Silva pelo que ele é: suspeito, suspeitoso, suspeitíssimo’
      Segundo a constituição brasileira o Orlando Silva é inocente até prova em contrário. Ele, eu e você.
      O suspeitíssimo é por sua conta e da Veja a quem você dá poderes de polícia. Eu não

  • “E o fato de a mídia só fiscalizar um lado não reduziria a “culpa” do lado que está sendo acusado.”
    —————–
    Perfeito o que seu amigo disse. Isso é lógica, capacidade de análise.
    Maniqueismo é também rezar ajoelhado diante um partido como se fosse religião. É o que os defensores do PT e aliados fazem aqui e em qq outro lugar. Se algum desses políticos mudar de lado, como alguns fizeram e estão a fazer, será imediatamente ‘crucificado’. É o que fazem agora em relação ao PHA e ao Mino Carta só porque ousaram pensar um pouco mais à frente.

      • Eu não disse que ‘gosto’ desses dois jornalistas. Apenas estou sendo justa no meu julgamento. Não é porque alguém não comunga com as minhas idéias em geral que vou ficar calada ou destratá-los. quando concordo com uma análise do momento. O dia que julgar que estão errados, falarei sim, por que não? Estepaíz ainda é uma democracia onde cada um pode opinar sem sofrer censura.

    • Ramiza concordo com vc ,Mino sempre defendeu Lula e Dilma ,contra esta mídia nojenta,mas bastou uma reportagem contrária ,vem os inquisidores com o chicote.

      É meu último comentário ,aliás ,soube que o ego de alguns progressistas estão bem inflados,alguns ainda humildes ,outros porém, inchados.

      Felicidades a todos!!!!!!!!!!!!

      • Priscila, te considero uma excelente comentarista e não deve ser por uma discordância de opinião, ou de um comentário, que faça você abandonar uma discussão. Também não conheço teu cunhado, o que presumo dele são seus textos e desde o caso Batistti que olhei mais criticamente para eles. Eu e vários comentaristas ponderamos sobre o radicalismo nos seus comentários contra todos que eram a favor do escritor e muitos de nós escreviamos que não faziamos juízo de valor sobre a culpabilidade de Batistti e que a Itália vivia, sim, um regime de exceção no período, pois foram editadas leis específicas para tratar da guerrilha e isso configura esse regime. Não demonizamos o Mino Carta, mas ele com extrema arrogância simplesmente fechou o blog, numa demostração de falta de diálogo para um democrata.
        Escrevi esse monte de abobrinha para pedir-lhe que não faça o mesmo, não sai do debate. Muitas vezes discordo do Eduardo, porém aqui é o único lugar em que se pode fazer isso e ter seus textos publicados. Abraços sinceros.

        • Exatamente, aqui é o ÚNICO lugar onde todos os nossos comentarios são publicados, já tive comentarios censurados no nassif, tijolaço, caf e aqui e no viomundo são os unicos que publicam tudo, esse espaço e o viomundo são os unicos verdadeirmente democraticos.

      • Italiana é sangue quente mesmo. Priscila, só alguns aqui foram intolerantes com o Mino. Na minha opinião, minha somente ninha, tanto ele quanto o PHA foram um pouco descuidados nesse caso Orlando Silva.
        Sabem muito bem quem é o pig é o que é assassinato de reputação. Tudo bem que não coloquem a mão no fogo por ninguém, mas no caso em questão, a da denuncia do meliante ao ministro, o esperado deles seria o repúdio claro e cristalino.
        Mas daí a perseguir os dois vai uma longa distância. Continuo achando o Mino e o PHA um dos melhores jornalistas do país. O Mino então, considero o melhor texto do jornalismo brasileiro, não perco um editorial da Carta, mesmo não concordando 100% com tudo

    • Pode até ser que os defensors do PT e “partidos aliados” seja, fanáticos, mas não tem um milésivo do fanatismo que se observa nos detratores do PT e defensores dos partidos de oposição.

      Aliás é ineteressante observar a inclusão do termo “partidos aliados” nos jargões que o comentarista que ora respondo usa constantemente. Primeiro porque é difícil haver alguma diferença na cantilena que ele sempre repete, mas principalmente porque é evidente que o novo termo foi colocado para incluir o PC do B em completo e fanático alinhamento com a campanha de calúnias deflagrada pela grande imprensa.

    • Analisar é detalhista, cientifico, é mental concreto. Sintetizar é uma visão de conjunto é filosofia, mental abstrato

      Vc diz que idolatramos o PT. O que nos move é a analise – diminuição da vergonhosa desigualdade de renda das famílias que se consegue com educação como o Prouni e o Pronatec – que de acordo com os valores que o Mercado- concorrência, Estado mínimo, etc,defendem como – meritocracia- Síntese pois envolve valores éticos.

      Não esqueçamos que esse valor sem o outro que é a igualdade de oportunidades – sintese, (analise- como no mercado de ações qualquer informação privilegiada é ilegal,imoral pois frauda as regras do jogo. Qualquer privilégio na Educação como a dificuldade de acesso para os mais pobres,também) a meritocracia se torna um dogma.- Síntese.

      Analise – É assustador quando via Heloisa Helena no Senado alinhada com a oposição, ou melhor com o partido que defende o Estado mínimo,a idolatria da privatização que concedeu ao capitalismo brasileiro combrarem a banda larga mais cara do planeta.

      Tanto que teve de recorrer a tais ONGs,o terceiro setor que seria impliciatamente mais honesto que o Estado na execução dos serviços.

      Dilma entretanto antes desse “assassinato de reputação” já recomendara priorizar convênios com entidades publicas, prefeituras e Estados. Porem como estamos vivendo ainda os postulados do Estado mínimo em todo o Planeta, que resiste ferozmente ( caluniando, denunciando seletivamente, etc) todos os níveis,Federal, Estadual, Municipal não tem quadros para a execução dos programas, ainda mais que uma característica do serviço publico sempre pagará menos do que o privado pois a este é “concedido o poder de até corromper para competir, como fez o PM corrupto “tentando” corromper agentes públicos gravando conversas. Não esqueço o caso Jefferson que começou através da corrupção de 3 mil reais àquele funcionário dos Correios e hoje ele declara que tudo foi retórica política.

      Essa é a retórica que vejo em suas palavras.

      Eu exulto com a vitoria de Dilma e de Christina. Você resiste e fica do lado do PIG-PSDB, dos 1% do “Ocupe Wall Street”, da Veja usando a mascara do Anônimos que Poe isso a contesta no Youtube.

      A minha religião é “America Latina,berço de uma nova civilização” Agora com o esplendor cíclico da raça ibero-americana (conf Darcy Ribeiro). Combater o complexo de vira latas e compromissar-se com o Mercosul que prega a colaboração entre os povos em não o imperialismo dos EUA e os costumes da cultura ocidental Européia – analise racional sem sentimento – ambos ao fulminarem os erros do Socialismo que existiram sim, sem o seu contraponto utópico de solidariedade descambou para a libertinagem dos mercados financeiros. Interesse próprio acima do bem publico.

      • Por quê vou exultar com a vitória da Kirshner?? Peronismo puro, que já provou não ser uma boa idéia na Argentina. Eles estão atrás dos brilhos que um dia sim tiveram e que justamente essa classe de políticos fez esmaecer. Ninguém vive do passado. A única coisa que posso dizer é que gostaria muito que os brasileiros também saíssem batendo panelas pelas ruas brasileiras para escorraçar essa chaga da corrupção que existe nas lides políticas. A Argentina que cuide de sí, inclusive agora mesmo está fazendo um boicote aos produtos brasileiros, como sempre. Isso quando não fazem ‘boicote’ aos brasileiros, simplesmente, se é que consegue entender.

        A respeito do seu discurso sobre raças, sinto informar que não existe uma raça latino-americana e sim a raça humana. Gostaria de saber qual sua ascendência. Sim, porque queiram ou não, a maioria do povo brasileiro é descendente dos ‘imperialistas’ de 1492 ou 1500, como queiram. Esse discurso é mofado, fora de moda, não está com nada, pois o mundo se globalizou, queiram ou não. Os problemas estão interligados. Querer separar a America do Sul do resto do mundo em pleno século XXI é sinal de defasagem mental.

    • Por esse mesmo argumento, o governo poderia instruir a PF a apenas investigar os políticos e corruptores ligados à oposição, e quando vc reclamasse – muito corretamente – de que se trata de uso político da máquina do Estado para perseguir os adversários, poderíamos apenas dizer que isso não importa, pois deixar de investigar os podres da situação não altera os podres da oposição.

      A questão é exatamente essa: ninguém diz que a imprensa não deve tocar nos podres da situação, mas sim que deve ser imparcial e correta, independente do “pai” da podridão. Ninguém está justificando os delitos de um lado por causa do outro, e nem exigindo blindagem. O que nós queremos é quem um lado não seja privilegiado com uma completa imunidade, enquanto o outro é prejudicado irresponsavelmente.

      Reclamamos da perseguição política, do tratamento diferenciado que revela malícia e interesse. NÃO reclamamos nenhum privilégio para o “nosso lado”, nem achamos que eles sejam justificados.

      O que NÃO é justificável é a seletividade, o uso político da imprensa para perseguir os adversários e blindar os amigos.

      Dizer que “E o fato de a mídia só fiscalizar um lado não reduziria a “culpa” do lado que está sendo acusado.” é nos imputar um argumento que NÃO usamos. É um strawman, uma diversão falaciosa, pura e simplesmente, pois o assunto é bastante óbvio e a falsa indignação da imprensa é insustentável de qualquer outra forma.

  • Perfeito, Eduardo. Não se trata de “proteger os nossos”, mas sim de reivindicarmos o mínimo de coerência dessa imprensa. Não é desproporcional que o PT – ocupante da nona posição entre os partidos com o maior número de políticos cassados por corrupção, de acordo com o ranking do TSE – seja disparadamente o mais apedrejado pela imprensa? Por que o DEM e o PSDB (primeiro e terceiro lugares, respectivamente) não têm seus casos de corrupção tão amplamente divulgados, assim como ocorre com o PT? Contra o PT, basta qualquer denúncia sem prova, e às vezes até sem lógica, para que a imprensa faça todo o escarcéu. Isso é sintoma nítido de um antipetismo venal, e comprovação desse comportamento partidário da mídia, que já há algum tempo não esconde suas aspirações golpistas. A sociedade brasileira não pode se submeter ao absolutismo dos meios de comunicação, que cismaram que podem julgar e condenar sumariamente quem eles quiserem. Não. Vivemos num Estado em que todos devem se submeter à Lei e ao Direito. Porém as ilegalidades e abusos cometidos pelos meios de comunicação vêm demonstrando que existe uma Exceção no Brasil. A imprensa, insistentemente, vem se colocando acima das demais instituições do Estado Democrático de Direito. Isso não é saudável para nossa democracia. O papel da imprensa é informar. Denunciar, investigar, julgar e condenar ou absolver são atribuições de outras instituições. E OS PERÍODOS EM QUE TODOS ESSES PODERES SE CONCENTRARAM NUMA SÓ INSTITUIÇÃO SÃO CHAMADOS PELA HISTÓRIA DE DITADURAS. Portanto, vivemos hoje no Brasil uma ditadura dos meios de comunicação. O poder soberano da imprensa precisa urgentemente, e em nome da harmonia do Estado brasileiro, ser equilibrado por um contra-poder. Assim como ocorre com os demais Poderes do Estado Republicano – Legislativo, Executivo e Judiciário – (que exercem, ou deveriam exercer entre si, as funções de fiscalização externa e revisão de atos) a mídia precisa se submeter a um controle social que corrija as distorções que se praticam hoje.

  • O que eu gostaria que as pessoas verificassem é se as ONGs eram de pessoas ligadas ao PCdoB ou se elas se ligaram ao PCdoB posteriormente.

    Eu digo isso por que:

    1 – O PCdoB está à frente do ME há quase 9 anos, tempo suficiente para estabelecer relações com muitas pessoas ligadas ao esporte e que militam na área, seja ou não através de ONGs (vi uma notícia, certa vez, de que o mesa-tenista Cláudio Kano havia se filiado ao PCdoB – não sei se ele tem alguma ONG).

    2 – O PCdoB é um partido pequeno que vive sob sombra de duas “espadas”: a cláusula de barreira (e sua versão branca: o voto distrital) e fim das coligações em eleições proporcionais. Ou seja, há uma pressão muito grande para que o Partido cresça e filie pessoas com capacidade eleitoral (na tentativa de montar chapas próprias, o que não é fácil). É natural supor que muitas “lideranças” da área dos esportes sejam convidadas a se filiarem por pessoas do PCdoB que tem contato com elas graças ao ministério dos Esportes.

    3 – Uma pessoa de uma ONG que já tem relações com o ministério dos esportes vir a se filiar ao PCdoB (seja apenas para a disputa eleitoral, seja por afinidade com o proceder do partido) é algo muito diferente de o ministério estar privilegiando ONGs de pessoas do PCdoB e, no primeiro caso, faz sentido falar em aparelhamento?

  • Em qualquer democracia do mundo que se preze a delinquencia é tratada mediante a aplicação do codigo penal.Em qualquer democracia do mundo que se preze a delinquencia da midia é tratada mediante a aplicação de leis que disciplinam a atividade midiatica.O Brasil deve seguir o exemplo das principais democracias do mundo e instituir um codigo de regulação da midia.A Argentina é um exemplo muito proximo daquilo que podemos fazer aqui,no que diz respeito à regulamentação dos meios de comunicação.É uma questão de vontade politica do governo e da sociedade igualmente.

  • Primeiramente há que ter bom senso. Podemos, sim, criticar o posicionamento de qualquer jornalista,
    mesmo aqueles mais dignos. Quanto aos da ESPN, é bom não esquecer que o jornalista Jucqa Kfuri
    derrubou o ministro Greca, do Turismo, pelas suas conexões com o jogo ilegal, aqui no Paraná.Ministro do FHC, diga-se de passagem, sem uma só provinha judicial.Nesse rol, o das provas, safa-se até o Collor.
    Quanto ao ministro do PCdoB, Acho que a Sra. Grabois, que teve parte de sua família dizimada pela ditadura, fez questão de dizer o que é o PCdoB hoje.Não tem nada que ver com o PCdoB da Guerrilha do Araguaia, do qual fui militante com muito orgulho. Isto não é uma condenação in limine do Partido, que hoje é um partido como qualquer outro, PSDB, PT, PSB. Mass é triste ver partidos ditos de esquerda se submeterem à cultura do primeiro nós, sem um tiquinho de visão transformadora. Por isso a crítica de todo militante de esquerda consequente deve ser radical. Porque a corrupção do PSDB ,do DEM e quejandos está no seu código genético. São partidos da elite, à qual não inrteressa o combate à corrupção, a não ser no palanque. Até porque os corruptores, quando não estão na convenção desses partidos; pra relaxar participam das marchas cansadas

  • Toda vez quando voce escreve sobre as denúncias do Roque Barbiere, eu me pergunto, se é tudo tão óbvio por que a oposição do governo estadual paulista não faz nada? Por que eles não pressionam o Roque Barbiere a falar texto claro? Ou por que até agora não apareceu ninguém fazendo denúncias concretas?

    Não estou dizendo que não existe corrupção em São Paulo, mas tenho absoluta certeza que se existisse denúncias concretas tem jornal, revista, site, blog suficiente que publicaria essas denúncias. Até mesmo alguns que voces dizem que são controlados pelo PSDB.

    • Já conversei com vários deputados estaduais. Eles se esfalfam de pedir divulgação da mídia e ela diz que vai apurar e depois não sai nada. A mídia censura a oposição em SP. E como a bancada de oposição é minoritária, não passa CPI nenhuma. Só alguém muito ingênuo – ou desonesto – acreditaria que não há um só escândalo, uma só denúncia a apurar. Há uma montanha, mas a mídia esconde. Nos últimos anos, o PSDB conseguiu impedir cerca de cem investigações via CPI. Por isso SP tem piorado tanto. Vige uma ditadura tucano-midiática, aqui

      • Só para citar mais um caso de ladismo da mídia, ontem no CQC – sim quando posso assisto a bagaça e dou até risadas, sorry, “humano, demasiado humano”, mas isso não quer dizer que referendo os “atos idiotas” dos caras e da mina, e ela nem é tão tosca!

        O Marcelo Tas disse mais ou menos o seguinte sobre o caso das “emendas e os 10% ou 20% do valor”: agora vamos ver como o PT age aqui na AL, querendo investigação de forma aguerrida, mas lá em Brasília eles abafam, usam o poder da maioria para abafar os casos!

        E o PSDB, Tas, não usa em SP?

        Eu acho que essa fala do Tas é a síntese do que o Eduguim vem denunciando aqui, a anos: não é a equivalência entre os majoritários nas duas situações, que seria o PT lá no Planalto, e o PSDB em SP na AL, e vice-versa, mas é sempre o PT. Ou seja, te acuso de abafador em um caso e te acuso de ranhido defensor de investigação quando na oposição em outro, é sempre negativo a ação mas não diz o mesmo do PSDB, ou ele quer dizer o seguinte, PT nada de investigar SP e em Brasília vocês sejam cavalo manco, não façam nada contra as “denúncias”. Curioso, não? (Pergunta retórica e modo ironia ON)

        Flw

  • Prezado Eduardo, colocou muito bem as questões é preciso repensar! O PIG sabe bem o que quer, divididos nos seus interesses, estão unidos na estratégia do golpe. Nós também estamos divididos nos nossos interesses,(políticos, partidários, ideológicos) e outros! Nós representamos o avanço, o novo, eles representam o retrocesso, o atraso! A questão entre nós, o povo, deve ser resolvida de forma democrática! A questão entre nós e o retrocesso, vai ser resolvida, no confronto, na luta! O que não devemos é fundamentar a nossa luta com base em conceitos morais, devemos fundamentar com base nos conceitos políticos, só assim avançamos. È besteira ficar procurando “OVO EM PELO”! Perdoem se estou abusando, os fatos falam por si! O que está por trás, o que está sendo questionado? A nossa soberania, quem representa quem? “Nós estamos diante de um ministério que era uma secretaria no governo Lula e que agora virou um ministério com porte, com peso e com a importância estratégica de órgão que toma conta de uma Copa e que conquistou a realização das Olimpíadas, frutos de esforço e trabalho”. (Podem chamar de “aparelho”, a ordem dos fatores não altera o produto).
    “A Fifa quer atropelar a soberania brasileira
    O mais recente braço de ferro entre o governo brasileiro e a Fifa (Federação Internacional de Futebol Association) expõe a torcida da imprensa conservadora pelo fracasso da Copa do Mundo no Brasil (em 2014) e também a arrogância imperialista daquela entidade, que faz exigências inaceitáveis para um país soberano.

    Ninguém duvida que a Copa do Mundo seja, além de um evento esportivo, um negócio de enormes proporções; e a expectativa da Fifa, com a Copa no Brasil, é faturar nada menos do que US$ 3 bilhões (em valores atuais, cerca de R$ 5,4 bilhões). Daí a arrogância e avareza de seus dirigentes que tiveram a ousadia de exigir do governo brasileiro a flexibilização da legislação que garante meia-entrada para jovens e idosos, a suspensão da proibição do consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, e o endurecimento da legislação contra a pirataria particularmente em relação aos produtos ligados à Copa do Mundo.

    O governo brasileiro tem demonstrado a disposição de negociar estas exigências, mas já deixou claro que a legislação nacional é soberana e a margem de manobra é pequena.

    A meia-entrada é prevista pelo Estatuto dos Idosos e, para a juventude, é assegurada pela legislação de estados e municípios, tendo sido incorporada ao Estatuto da Juventude recém-aprovado pela Câmara dos Deputados, onde foi relatado pela deputada comunista Manuela D´Ávila (PCdoB-RS). Agora vai ser submetido ao Senado e, depois, à sanção da presidente Dilma Rousseff. A meia-entrada é, assim, um direito social de jovens e idosos, previsto na lei.

    O consumo de bebidas alcoólicas é proibido pela legislação brasileira de segurança nos estádios, e contra ela não há muito a fazer, embora a Fifa insista até mesmo porque uma das empresas patrocinadoras da Copa do Mundo é fabricante de cerveja. Em relação à pirataria – como bem lembrou o ministro do Esporte, Orlando Silva, a legislação brasileira em vigor é regularmente aplicada desde sua aprovação em 1998.

    A pretensão da Fifa envolve a importante questão da soberania nacional. Aquela organização mundial do futebol determina regras sobre o esporte, mas pode atropelar a legislação dos países onde ocorrem eventos esportivos? E a “flexibilização” (seria menos hipócrita dizer abandono) da legislação nacional pode ser imposta unilateralmente a um governo soberano, como o brasileiro – e, pior ainda, atendendo exclusivamente aos interesses financeiros daquela entidade?

    A resposta a estas questões é não. Em primeiro lugar – embora não seja o mais importante – o argumento do prejuízo da Fifa é uma falácia. A Fifa exagera e fala em US$ 1 bilhão, embora cálculos mais precisos mostrem que ele chegará a uns 10% dessa quantia (algo em torno de US$ 100 milhões). Em segundo lugar, há que se levar em conta a receita que aquela entidade internacional vai obter com a comercialização, mundo afora, dos direitos de transmissão dos jogos e também da costumeira parafernália de bugigangas ligadas a eles.

    Mas a questão principal são os direitos do povo brasileiro e a soberania de nosso país. Este é o ponto. As decisões sobre o pleno exercício desses direitos como a meia-entrada e a respeito da segurança nos estádios cabem ao governo brasileiro. A Fifa pode reivindicar, mas nunca impor. Negociar, mas não exigir. E ao governo brasileiro cabe chegar aos acordos possíveis, resguardando o cumprimento da lei brasileira e o respeito à soberania e à dignidade nacionais”. (fonte Vermelho)

  • Quem não deve não teme. Se a mídia brasiileira acha, ou melhor, tem certeza de que os seus informes e noticiários são fiéis, isentos e verdadeiros não deve temer. Ou será que não são? Todos os poderes, legalmente constituídos, são acompanhados e fiscalizados. Algumas espécies de mídia são concessões públicas; portanto não devem ficar imunes e impunes. A mídia precisa saber que não é um partido político. Tem todo o direito de ser um partido político, desde de que atenda todos os trâmites legais.

  • uma resposta que se sugere..
    Quando alguem se espantar com voce, internauta, por voce afirmar que NAO LÊ a midia e grande imprensa de hoje, voce pode mto bem responder: ‘ De fato, não leio , nem chego mais perto. Tem tanta prostituta boa e aceitavel por ai, porque eu vou me aproximar da imprensa prostituta?”

  • Às vezes, acho que muitos amigos, em todos os blogs progressistas, confundem um pouco as coisas.Politicamente o ministro é um zumbi. ponto.Essa é a discussão.Quem fornece informações privilegiadas à mídia? Só os partidos de oposição?
    Além disso tudo, acho que nossa trincheira é outra. Se eles acham que vão derrubar a Dilma, vão quebrar o pé. Só isso. A mídia não tem credibilidade nenhuma perante o povo brasileiro. As pessoas acreditam mais no personagem do Antonio Fagundes que nas caras e bocas do Bonner no JN. Lutar por um país mais justo passa por aqui. Eles se incomodam com estes blogs, porque perderam o monopólio da informação.Hoje, nem o Allende caía pela campanha golpista do El Mercurio(o Globo chileno). A direita brasileira só restou entricheirar-se nos jornais, não tem mais condições de incitar a tropa e botar a procissão nas ruas. Nós, os de baixo estamos lutando, falta só o governo de esquerda cumprir sua parte.
    Poderia começar transformando a Comissão da Mentira em Comissão da Verdade, punir os criminosos torturadores e expurgar o exército dos fascistas remanescentes.Fazer uma faxina nas ONG!s, que a gente pega até a Fundação Roberto Marinho. Nem mais um tostão do governo Federal à Editora Abril e congêneres. Aí La cosa marcha, como diriam os chilenos

  • WOW

    25/04/2004 – 19h07
    Em evento do PT, Dirceu nega corrupção no governo
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    da Folha Online

    Em mensagem gravada, exibida neste domingo durante a homologação da candidatura de Jorge Bittar à Prefeitura do Rio de Janeiro, o ministro da Casa Civil, José Dirceu, afirmou que durante os 16 meses do governo Luiz Inácio Lula da Silva não foi registrado nenhum caso de corrupção.

    “Eu sei que todos que estão nesta convenção sabem que nós estamos mudando o Brasil. Primeiro porque acabou a corrupção no governo do Brasil. Depois de 16 meses de governo, não temos a notícia de um só ato de corrupção no governo. Mudamos o Brasil, porque garantimos as condições para a retomada do desenvolvimento”, afirmou o ministro.

  • Leio este blog diariamente na esperança de encontrar bons argumentos e boas reflexões. Sempre leio textos muito bem escritos e muito bem argumentados! Mas sempre, sempre, a justificativa para a defesa é a propria corrupção. Entendo que sempre a mídia seleciona notícias que vai publicar, isto é um fato, e contra fatos não há argumentos. Mas a defesa não pode simplesmente justificar os desmandos do PC do B dizendo que todos fazem a mesma coisa. A defesa não pode se pautar por uma normalidade e uma aceitação de corrupção desenfreada como faz este blog. A justificativa é sempre que os outros também fazem. Se fazem, não deveriam fazer, e todos os corruptos têm que ser punidos!
    Enquanto eu continuar a ler diarimente defesas que normalizam a corrupção eu vou continuar tendo certeza que o PT é o mais corrupto de todos os partidos!
    Assim como entendo que a mídia escolhe quem vai atacar, também entendo que a mídia só ataca quem tem histórico de corrupção e contra fatos meus caros, não há argumentos!

    • O TSE pensa diferente de você. Seu ranking de cassações de mandatos políticos pór corrupção coloca, em primeiro lugar, o DEM; em segundo, o PMDB; em terceiro, o PSDB. O PT é o décimo colocado

    • Meu caro, tenho certeza que existe corrupção em quaisquer cantos. Mas o que nos aborrece, para dizer o mínimo, é que toda denúncia não vem com fatos e sim com factóides. Veja bem, qualquer um que fale contra o PT, ou aliados, logo é alçado na primeira página em letras garrafais e em editorias borisniano, mesmo esse desqualificado que estava sobre investigação e veio a público (ou publicado) dizer o que os detratores da oposição queriam: bater no governo Dilma. O que queremos é isonomia e jornalismo de verdade e enquanto isso não existir, não me verá falando contra o atual governo, se quiser chamar-me de cego, petralha, lulista e o escambau de bico, fique a vontade, aqui tem democracia ela será publicada, o que não ocorre nos veículos que denunciam, destroem reputações, julgam condenam (queria ver as Organizações Globo explicarem o caso da TV Paulista, você conhece a história?) e não dão direito de resposta.

    • Outro homem de palha. Ninguém, exceto vc e seus amigos, jamais disse que a corrupção de um lado deve ser tolerada pq ela existe do outro lado.

      Simples assim.

      O argumento verdadeiro, aqueles que vcs não tem como sustentar a negação, é que a imprensa escolhe a quem atacar, aumenta os “malfeitos” dos inimigos, os inventa quando não existem, e omite o que os esclarece. A imprensa persegue o governo, e ponto.

      Contra fatos, meu caro, não existem argumentos. A manipulação, a seletividade, o uso político-partidário de seu “poder”, etc são bastante evidentes. São fatos.

      E essa perseguição não é aceitável. Ela é anti-democrática e anti-ética. Traveste-se de ato contra uma ilegalidade, quando é, na verdade, uma completa injustiça.

      Como escrevi mais acima, o discurso de vcs mudaria completametne se fosse o governo, através da PF, perseguindo a oposição e blindando a situação. Mas pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é mesmo?

      Agora, deixe seus homens de palha em casa, e vê se ataca o argumento que é realmente proposto, e não aquele que vc gostaria que tivesse sido proposto em seu lugar.

  • Sobre a censura á imprensa, precisamos acabar com as desculpas do PIG e seus adoradores. É simples: vamos lutar para que seja aprovada no Brasil, a lei de imprensa dos EUA, em que a maioria das penas são vultosas indenizações em dinheiro! E também ninguém poderá acusar a referida lei de ditatorial, porque ela está em vigor no país referência mundial da democracia! Quero ver os partidos políticos, os jornalistas, as associações de jornalistas e donos de jornais, Tvs, rádios e revistas, repetirem sistematicamente que é a lei é uma censura à imprensa!!!

    • Isso é um cheque mate heim Arthur, belíssima idéia, a lei de comunicaçoes dos Eua queremos uma igual, quem dos vira latas vai ser contra? Hehehehe

  • Caro Eduardo,

    Vc sintetizou muitas coisas que eu estava sentindo e ainda não havia conseguido formatá-las em idéias. Até pessoas e empresas, que julgo equilibradas e informadas sobre o real estado das coisas que estão em jogo nesse momento polítoco do Brasil, acabaram também abduzidas após algumas reportagens (como a do Fantástico que vc cita).

    Parece que é só a mídia insistir um pouco mais no mesmo, que todos acabam capitulando-se, mesmo que a essência e a causa original do que é informado (mal informado) nunca esteja no corpo da informação. As pessoas perder o senso de questionamento, perdem o poder de perguntar por quê, por qual razão, quais as evidências, qual a irregularidade, quem se beneficiou de fato, onde está o mal feito, etc. etc.

    Não é para colocar a m~~ao no fogo por A ou por B, não se trata disto. Se trata que entender o que de fato ocorreu de irregular por má intenção ou por prévio planejamento que obtenção de vantagens econômicas, políticas ou qualquer outra, em detrimento da população.

    Não podemos aceitar que as pessoas e as instituições acusadas fiquem inertes se nada for comprovado. Tem que haver processos sobre os acusados para que haja respeito e responsabilidade. Isto não é censura, é justiça pela responsabilidade do exercício da liberdade. Se os acusados não começarem a fazer isto, passaram a ser ingênuos e acuados.

    Um abraço,

  • Só um reparo:
    “…sendo que os quatro ministros anteriores, depois que saíram do cargo, não tiveram culpa provada, muitas vezes nem tendo existido qualquer investigação após se renderem à mídia.”
    Palocci está sendo investigado pelo ministério público por lavagem de dinheiro e Wagner Rossi está indiciado pela Polícia Federal por peculato.

  • Seria bom lembrar a esta pessôa sóbria que dos 219 convênios firmados 19 foram firmados com ONGS ´e Ministério deve começar 2012 com apenas 11. Quantas desta foram firmadas com membros do PCdoB? Talvez com um pouco mais de sobreidade descubramos.

  • Todos os dias, um fato novo para lá dois pra cá, cai mais uma máscara dos ilustres personagens dessa espécie de baile de fantasias, criada pela imprensa e pela justiça do DF, chamada de “Mensalão do DEM”, que mais tem versões do que verdades. Vejam só: primeiro foi o denunciante Durval Barbosa, que até pouco tempo desfilava nos altos salões do DF com a fantasia de anjo justiceiro, distribuindo fitas para lá e pra cá. Pois bem, a capa do rapaz era tão rota, tão rota, que antes que ele mesmo desse conta, de anjo virou demônio desacreditado. Depois foi a vez dos procuradores Deborah e Bandarra que apresentavam-se de príncipe e princesa togados e, de repente, viram-se obrigados a passar longe das tão queridas fantasias e agora esperam o dia de vestir o famoso pijama listrado e ver o sol nascer quadrado. E o Arruda? Bem, o Arruda todo mundo sabe, vestia a fantasia de governador do DF. Pelo que se tem noticiado, até agora o Ministério Público ainda não foi capaz de acusar formalmente o ex-governador do DF de nada. Nadinha. E até a imprensa que começou tudo isso, na matéria do Correio de domingo passado, deixou claro que todos os desvios que foram denunciados aconteceram entre 1998 e 2006, ou seja, antes do governo do Arruda começar. Moral da história: Arruda, entrou nessa história vestido de réu, quando quase todo mundo caiu no conto do vigário Durval. Agora, Arruda segue limpo, vestido de vitima, ou seja, perdeu o governo mas não a majestade.

  • A imprensa do PIG não se contenta em atacar o minstro Orlando Silva e quer também arrastar o PC do B para a lama fétida que ela vive; justamente essa imprensa que nunca se preocupou com os pobres e miseráveis deste país e que sua vida foi sempre a de atender os anseios da classes média alta, dos ricos e milionários e para completar a sua indecência, a de defender os interesses dos empresários e do governo dos EUA. Durante a ditadura todos os grandes jornais cresceram suas contas nos bancos e teve alguns homens de imprensa que ajudaram na tortura e morte daqueles, verdadeiros heróis, que se rebelaram contra a ditadura sangrenta. Enquanto membros dessa imprensa apoiava a ditadura e alguns poucos a ajudava nos crime contra os direitos humanos, previsto em leis universais, um partido político teve o maior numero de filiados e simpatizantes, perseguidos, presos, torturados e mortos na luta armada contra o estado ditatorial. E este partido é o PC do B! Essa gente merece respeito, pela sua história política no Brasil. Todos que me conhecem sabe que chamado muitas vezes chamado e ainda sou chamado de comunista. Nunca fui, sempre fui nacionalista! E se fosse diriaAssumiria! E ainda somos obrigados a ouvir do “Bobo Alegre” Arnaldo Jabour os ataques à honra do ministro e do partido. Mas também você sabe o que é um “Bobo Alegre?” “Bobo Alegre” é aquela pessoa que fala, escreve e faz coisas idiotas e ridículas e fica rindo, rindo muito, todo contente, se achando o máximo, crente que abafa!!!

    e to

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