Quem está vencendo a disputa político-ideológica no Brasil?

Análise

Todos os dias, grandes jornais, televisões, rádios e portais de internet travam uma disputa surda com blogueiros, tuiteiros e facebookers pelos corações e mentes dos formadores de opinião, aquelas pessoas de diversos estratos sociais, faixas etárias e regiões do país que têm interesse em política e que, ao lado da percepção da sociedade sobre a própria vida, influem na formação das duas grandes correntes político-ideológicas do país, uma contra o governo e outra a favor, ou uma conservadora e a outra progressista.

Antes de prosseguir, porém, qualifiquemos essas correntes quanto às ideias-força que as mobilizam.

Uma corrente político-ideológica acredita em nova forma de governar em que sejam privilegiadas medidas do Estado socialmente inclusivas e as relações sul-sul em detrimento das relações sul-norte. A outra corrente privilegia a teoria de fazer o bolo crescer para só depois dividi-lo e acredita em impor sacrifícios sociais até que o bolo tenha crescido suficientemente – o que nunca se viu ocorrer, diga-se.

As duas grandes correntes políticas que dividem o país, portanto, sempre foram a dos conservadores e a dos progressistas, sendo que tanto de um lado quanto do outro cabem subgrupos com diferentes intensidades de convicções naquelas macro premissas ou visões sobre o papel do Estado e sobre quem, ao fim e ao cabo, irá ganhar ou perder na divisão de riquezas e sacrifícios.

Essas correntes, hoje, digladiam-se diariamente, ainda que de forma desigual.

De um lado, grandes impérios de comunicação dotados de recursos bilionários e que, através deles, conseguem eleger políticos que lhes conferem um braço institucional votando ou administrando como esses grupos empresariais querem. E esses grupos, valendo-se de ameaças de ataques ou de promessas de afagos em seus veículos conseguiram instalar seus representantes também no Poder Judiciário.

Do outro lado, um grande movimento na internet composto por militantes de partidos, por cidadãos apartidários e por jornalistas sem cobertura de empresas jornalísticas, todos decididos a combater os conservadores apoiando políticos alinhados à sua visão, que, no caso, no fim das contas são os políticos do PT, ainda que estes mantenham uma relação muito mais distante com as novas mídias que os apoiam em maior ou menor intensidade.

O que caracteriza esse lado progressista na internet é o trabalho voluntário e isolado, caótico, sem um comando central como o dos grupos de mídia conservadores, grupos que, por sua vez, obedecem a interesses empresariais, de classe social e regionais que se comunicam entre si em associações formais e informais, e que, junto aos políticos que elegem com seus meios de comunicação, dão combate ao governo progressista.

Na verdade, essa é uma situação nova. Até 2002, quando finalmente o poder mudou de mãos no Brasil e a internet ainda era uma infante – enquanto que hoje é uma adolescente –, não havia guerra de comunicação alguma simplesmente porque a comunicação estava toda nas mãos de um dos lados da eterna disputa entre conservadores e progressistas, uma disputa que, ao longo do século passado, foi opondo grupos com divergências cada vez menores, sendo que o lado progressista foi o que mais cedeu, ainda que o lado conservador tenha passado a admitir certas e restritas demandas sociais.

O surgimento da internet, portanto, permitiu que as eleições deixassem de depender exclusivamente da percepção da sociedade sobre seu bem-estar e do que a grande mídia dizia sobre os políticos, fórmula que manteve certa corrente político-ideológica – mas não necessariamente partidária – no poder pelo maior período do século XX, excluídos os períodos de governos menos alinhados ao conservadorismo que acabaram sendo derrubados à força, sem concurso das urnas.

Neste ponto entra a primeira eleição do pós regime militar em que o poder mudou de mãos no Brasil. Parece pouco polêmico afirmar que Lula se elegeu em 2002 por acidente, digamos assim. Se o país, à época, não tivesse caído em um imenso buraco, o político trabalhista jamais teria se convertido na única opção que faltava o eleitorado experimentar na tentativa de sair de uma crise que parecia não ter saída.

Se a situação não tivesse piorado tanto, se tivesse melhorado um pouco que fosse de forma a dar esperança à sociedade, com a mídia demonizando a então oposição petista, dizendo-a adepta do “quanto pior, melhor”, pintando-a como grupo “radical” que transformaria o Brasil em uma “Cuba” o poder jamais teria mudado de mãos, pois governos conservadores, dos quais o governo Fernando Henrique Cardoso foi o último representante no poder, eram protegidos por aquela mídia de qualquer ataque que lhes fizesse a oposição progressista, então comandada por Lula e pelo PT.

Ao fim desse quilométrico preâmbulo, pois, surge a questão de fundo que o post propõe:  quem está vencendo a guerra da comunicação, neste momento?

A resposta é menos simples do que parece. Apesar de os progressistas terem chegado ao poder em 2002 e não saído mais, com três eleições presidenciais que foram vencendo de forma cada vez mais contundente, ampliando a base de apoio do governo a cada eleição, não se pode desprezar o fato de que a máquina conservadora – composta pela mídia, por partidos políticos e por amigos de ambos no Judiciário – tem conseguido fazer quase um governo paralelo, vetando muita coisa que os três últimos governos petistas (eleitos em 2002, 2006 e 2010) tentaram fazer e não conseguiram exatamente porque os adversários não deixaram.

Os dois governos Lula e o governo Dilma, respectivamente, tiveram e tem menos poder do que os dois governos Fernando Henrique Cardoso porque o PT, enquanto na oposição, não tinha tamanho, mídia ou grandes amigos no Judiciário como tem hoje e, assim, jamais conseguiu influir nos governos do PSDB como este tem conseguido influir nos do PT a mando daqueles setores empresariais, sociais e regionais que controlam a mídia e os políticos que ela ainda elege com seu noticiário partidarizado, ideologizado e editorializado.

A pergunta sobre quem está vencendo a disputa político-ideológica lembra a metáfora sobre o copo meio cheio ou meio vazio, pois, apesar de hoje os progressistas estarem em situação muito melhor do que jamais estiveram, há que lembrar o preço que pagaram para chegar aonde chegaram, porque não se pode negar quanto tiveram que abrir mão de ideais e valores, fenômeno que os tornou mais parecidos com os oponentes, ainda que não sejam iguais.

Para não deixar o leitor sem saber se comemora ou se desanima, vale lembrar que é melhor que nenhuma corrente tenha poder esmagador sobre a outra e que não exista um abismo intransponível entre as correntes político-ideológicas, pois posições inconciliáveis costumam gerar impasses e dos impasses podem surgir conflitos bem piores do que esses que os conservadores e progressistas travam hoje na internet de forma intensa, muitas vezes exagerada, quase sempre pouco educada, mas, sem sombra de dúvida, pacífica e civilizada.

50 comments

  • Edu (apesar de não ter intimidade para tanto)

    Mais um excelente analise, parabéns!
    Acredito que na esfera federal, os progressistas unidos estão conseguindo confrontar os conservadores, quase que, de igual para igual.
    Porém,
    Nas esferas estaduais e municipais essa luta ainda é muito desigual.
    Veja o caso dos governos Paranaense, Mineiro e Paulista. No caso do Paraná, apesar da grande cadeia progressista de blogueiros, tuiteiros, facebuqueiros e tantos outros “eiros” fiscalizando, denunciando e mostrando a verdadeira face demotucana no comando do estado, o governador ainda mantém uma aprovação superior a 70% dos eleitores.
    Sim, claro que a internet no Brasil ainda é uma garotinha prestes a participar de seu primeiro baile, mas o futuro me parece incerto. Até quando teremos força para continuar nessa luta diária?
    Mas vamos que vamos, é difícil, mas não é impossível se fazer ouvir! Basta vontade e tempo livre!

    • Skora(Polaco), talvez o fato dos governos estaduais serem conservadores tenha um lado bom, pois apesar do prejuízo q causam ajudam a mostrar o q a midia esconde, o jeito travado de governar desses coroneis .

  • Edu, parabens de novo.
    Mais uma vez externou meus pensamentos. Como diz a música de Angela Ro Ro: …”quem dera pudesse…” saber escrever como vc.
    Grande abraço.

  • Eduardo, existe mais um local na internet para o debate político, é o PolíticaBook. Uma rede social aos moldes do Facebook, criada por brasileiros e aberta a todas as correntes políticas e partidárias. A rede recém iniciou, mas os conservadores, infelizmente, são maioria por lá, por enquanto. Neste canal é possível debater em fóruns, publicar mensagens, formar grupos, publicar artigos, fotos, vídeos. Espero que você encontre um tempo para conhecer o espaço e, se possível, se cadastrar e ajudar a enriquecer o debate. Gostando, ajude a divulgar, por gentileza. Um abraço. http://www.politicabook.com/

  • Eduardo, veja que matéria interessante, da CARTA MAIOR:(30.11.2011)

    Serra: cronicamente inviável

    O desenvolvimento brasileiro é vítima de um desequilíbrio macroeconômico conhecido: os juros escorchantes encarecem o investimento produtivo e estimulam o rentismo; o câmbio, valorizado, inibe exportações e pressiona o déficit externo pelo lado das importações, ademais de corroer o tecido industrial destruindo cadeias produtivas.

    Os vínculos são igualmente transparentes: juros altos atraem capitais especulativos que inundam o mercado de câmbio, valorizando artificilmente a moeda brasileira, o que reduz a competitividade industrial, amplia o déficit externo e redobra a dependência em relação a capitais forâneos. Por que uma equação de impropriedade tão evidente demora tanto a ser corrigida?

    Porque desenvolvimento não é contabilidade, mas transformação social. Porque o maior desafio do desenvolvimento é construir as linhas de passagem entre um ciclo e outro; nessa travessia de metas e recursos a costura essencial é política e não aritmética. Alianças e hegemonia condicionam a direção e o processo. São platitudes. Mas é forçoso repeti-las quando se trata de analisar a crítica à política monetária do governo Lula emitida pela figura do candidato da derrota conservadora no Brasil, José Serra.

    Apontado por amigos e colunistas como alguém que ‘entende de economia’, Serra classificou como ‘o erro mais espetacular da história econômica brasileira’, o fato de o BC não ter reduzido os juros na crise de 2008. A observação correta na boca da impostura política amesquinha-se à categoria dos ‘faits divers’, curiosidades irrelevantes, desprovidas de consequência histórica. Sabedorias de Almanaque do Biotônico Fontoura. É esse enquadramento que faz de Serra uma figura cronicamente inviável em seus próprios termos, um janismo com caspa (falsa) da Unicamp, na medida em que o discurso ‘industrialista’ do qual se apropria contrasta com a aliança política –retrógrada, rentista e midiático-conservadora– que sempre o abrigou, inclusive nas suas duas derrotas presidenciais, para Lula, em 2002 e para Dilma, em 2010. A mesma coalizão que sempre se opôs á redução da Selic.

    Repita-se, são as alianças que condicionam a trajetória do desenvolvimento. Tanto o PT quanto o PSDB estão perpassados por acordos com a plutocracia financeira. A diferença são os contrapesos sociais que determinam o comando do processo em um e outro caso.

    Serra é o quadro sobre o qual recaem as preferências da santa aliança midiático conservadora, justamente porque sua alegada ‘independência’ política, no fundo, constitui uma crosta reacionária feita de sobrepostas camadas anti-sindicais e anti-populares. E é sob essa crosta que se reafirma a hegemonia dos que fizeram do desenvolvimento brasileiro um ‘case’ planetário de desigualdade social.

    A ação dessas forças em áreas nas quais Serra costuma alardear proficiência e vanguardismo –saúde e educação– é pedagógica. Em dezembro de 2007, o Senado brasileiro, capitaneado pela coalizão midiático demotucana –que sustentaria sua candidatura em 2010– derrubou a CPMF , subtraindo R$ 40 bilhões da saúde pública brasileira.

    Vale um esforço de distanciamento para captar melhor o sentido da cena: o Senado, a câmara alta de uma democracia, corta recursos de uma área tristemente deficitária e capenga que pode decidir a vida e a morte de milhões de brasileiros pobres. O Estado brasileiro destina apenas 3,6% do PIB à saúde pública. O restante dos recursos aportados ao setor, de um total de 8,4% do PIB, circulam exclusivamente entre os que tem acesso ao atendimento privado: cerca de 25% da população. À longa fila dos 75% que acorrem ao SUS chegam R$ cerca de 108 bi, enquanto os gastos com juros da dívida pública nos últimos 12 meses até outubro alcançaram R$ 235,8 bi, 5,8% do PIB.

    Vista dessa perspectiva, a decisão política de suprimir um imposto sobre transações financeiras para acudir à massa desvalida remete às caricaturas históricas mais torpes produzidas pelo elitismo. Um equivalente nativo do ‘comam brioches’ de Maria Antonieta. A dirigir a cena vil, os interesses, os partidos, os veículos de mídia que sempre sustentaram Serra.

    No caso da educação, um dado resume todos os demais: Serra, governador, respondeu com borrachadas verbais e reais à greve do professorado de São Paulo por salários e melhores condições de trabalho, em 2010. Entre outras coisas, o Estado de São Paulo, dirigido há 16 anos pelo PSDB de Serra, e por ele mesmo até 2010, é a unidade da federação que concede aos professores a menor porcentagem de jornada da trabalho (apenas 17% do salário) para a decisiva tarefa de preparação de aula.

    Nesta 2ª feira, 28-11, finalmente, um juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, concedeu liminar aos professores. E determinou ao governo tucano o cumprimento imediato da Lei 11.738/08 (piso salarial profissional nacional), que estabelece um mínimo de 1/3 da jornada de trabalho em atividades extraclasses.

    A política educacional brasileira avançou significativamente nos dois governos Lula. O orçamento do setor expressa essa caminhada tendo saltado de R$ 19 bi em 2003 para R$ 70 bi atualmente. Mas ainda é insuficiente. Comparativamente ao que se destina ao pagamento de juros da dívida pública, por exemplo,é muito pouco para uma área essencial ao desenvolvimento e à cidadania. É preciso ir além. E fazê-lo mais rápido do que se propõe o governo, que prevê elevar em 7% do PIB esse orçamento ao longo de 10 anos. Mas de uma coisa podemos ter certeza: não será com a impostura serrista que as linhas de passagem entre esssencial e o estéril serão erguidas na luta pelo desenvolvimento brasileiro.

    Postado por Saul Leblon às 19:06

  • “Enquanto isso, em São Paulo, o escândalo Controlar e seus tentáculos Brasil a fora foram prudentemente varridos para debaixo do tapete. Não encontrei absolutamente nada no Globo, Folha ou Estadão. Bem, talvez haja alguma notinha publicada na página Y 47 que eu não tenha visto.”

    A descriminalização da política, por Miguel do Rosário

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-descriminalizacao-da-politica-por-miguel-do-rosario

  • O que necessitamos é de um campo progressista mais afirmativo.

    Deveríamos nos espelhar na Argentina, um país em que a direita está, claramente, acuada num canto, enquanto o Tea Party brasileiro já fala abertamente em impeachment de Dilma.

    O que o Governo Cristina Kirchner fez foi conectar-se profundamente aos sindicatos e movimentos sociais e, com a força da mobilização, aprovar uma Ley de Medios.

    O que Dilma faz é contemporizar com seus inimigos.

  • Edu, que aula de Comunicação Social você dá! Acho que a Universidade está bobeando em não contratá-lo. Quem sabe é hora de você escrever um livro, teorizando, conceituando e analisando o momento “comucacional” do país.
    Já pode reservar meu exemplar autografado!

  • As diferenças entre o PT e o PSDB é que são fundamentais. O PT é nacionalista e o PSDB entreguista, o PT tem um uma visão social e o PSDB uma visão elitista. Só estas duas diferenças foram suficientes para mudar o Brasil de 21ª economia para 7ª economia mundial. É um muito forçada a idéia da charge!

  • Discordo, Eduardo.

    A direita e as “elites” brasileiras não têm nada de pacífico e muito menos de civilizado.
    Com eles e contra eles, é “guerra”, mesmo.
    Com absoluta certeza eles não vão reagir pacifica e civilizadamente contra a Lei de Regulação da Mídia.
    E, sem isso, continuaremos por baixo.

  • Mudando um pouco de assunto, últimemente tenho lido o blog do Paulo Moreira Leite, que está nos blogs relacionados deste blog aqui, e através do link tenho visitado os textos daquele jornalista com frequência.
    Após ler o texto de hoje, me dicou a dúvida, como é que a Época não o demitiu ainda? será que êle tem algum tipo de “salvo conduto” ideológico de seus superiores para escrever o que escreve? ou as unidades individuais do sistema Globo está começando a respeitar a diversidade política em seus próprios quadros? coisa que aliás, o Rodrigo Viana e o próprio Azenha conheceram na pele.

  • O que é que você disse, Edu!!!!!!!
    Que, uma corrente político-ideológica acredita em nova forma de governar em que sejam privilegiadas medidas do Estado socialmente inclusivas e as relações sul-sul em detrimento das relações sul-norte. A outra corrente privilegia a teoria de fazer o bolo crescer para só depois dividi-lo e acredita em impor sacrifícios sociais até que o bolo tenha crescido suficientemente – o que nunca se viu ocorrer, diga-se.

    Pelo amor de Deus, é muita cara de pau.
    E tem gente que acredita.

    Parei nesse parágrafo.

    • A Chevron está a procura de pessoas “lúcidas” como você. Um a menos para eles importar dos “States”. Corre lá. Só toma cuidado que o Brizola Neto e o Fernando Brito estão chamando a turma na responsabilidade. Se um desses dois, hipotéticamente, assumissem um Ministério ou Orgão à que a Chevron tenha que dar satisfação, nem seria preciso nos pedir #vazaChevron. Voce poderia estar pegando carona…rsrs.

    • Vem cá, o que ocorreu nos mandatos anteriores ao da esquerda? Não foi exatamente o que Edu escreveu neste parágrafo (deixar o bolo crescer para distribuir, mesmo com sacrifício da massa pobre)? Cara de pau é a sua de não admitir e querer tapar o Sol com a peneira.

  • A direita midiatica É e sempre foi, o EXERCITO NÃO REGULAR INTERNACIONAL DE OCUPAÇÃO. Um exercito extremamente barato e poderoso, frente a manutenção(grana) de um exercito regular, tal qual Vietnan, Iraque, Afeganistão etc.. Em todos esses paises, é história, os exercitos, da direita imperialista, PERDERAM. Nós somos a GUERRILHA que, como tal, faz ataques “pequenos” mas INTERMITENTES. Ataques sem descanso, sem tregua e, sempre, com a DETERMINAÇÃO da IDEOLOGIA, do Patriotismo, do SABER PELO QUE E POR QUEM LUTAMOS. A históroia mostra, incontestemente, que a GUERRILHA, a longo prazo(as vezes não tão longo), SEMPRE VENCEU por mais “poderoso” que o exercito inimigo poderia ou pode ser. Assim, por vezes(ainda mais do que gostariamos) eles vencem no “atacado”. Mas, o VAREJO “AMPLIADO”(não tão varejo assim) É NOSSO, NÓS ESTAMOS VENCENDO NESSE QUESITO. NÓS SABEMOS O QUE QUEREMOS. Eles só querem grana SEM HONRA SEM RESPONSABILIDADE.

  • Um dos textos mais equilibrados que você já escreveu, Eduardo, e a charge então, supimpa.
    Parabéns.

    Quero aproveitar a oportunidade e fazer uma sugestão. Tomei conhecimento apenas hoje da existência de um tópico na Wikipédia sobre o PiG (http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista).

    O texto da Wiki é muito didático, mas faltou você lá.

    Alguém aqui já sugeriu que você escrevesse um livro, e penso que um bom começo seria aperfeiçoar esse texto da Wiki.

    Abraços,

  • “A Comissão de Ética da Presidência (PRESIDÊNCIA?) recomenda a demissão de Carlos Lupi”.

    Conversa do técnico com o goleiro depois da derrota de cinco a zero:
    “O primeiro gol de penalti não conta.
    No segundo o centro-avante entrou sozinho na área e chutou no canto.
    O terceiro e o quarto foram chutes de longe, porém indefensáveis.
    Mas com relação ao quinto, por favor, AS BOLAS QUE FOREM PRA FORA. NÃO BOTA ELAS PRA DENTRO”.

    Acho que que a blogosfera progressista (técnico) está precisando ter uma conversinha com o governo (goleiro) para evitar que ele continue tomando gols como esse quinto aí de cima.

  • Infelizmente, a direita ainda tem muito poder, a grande mídia que o diga. A esquerda, agora é que tem um certo poder, por causa dos blogs progressistas. Estes, são movidos pela paixão, e não pelo dinheiro, como nos blogs “limpinhos”, montados de mercenários na sua maioria.

    • Então, quer dizer que, é só dizer que é de esquerda e…….shazam…..é de esquerda?
      Ou o Netinho de Paula não está aí, pra não me deixar passar por mentiroso?
      Pelo jeito, o povo, aqui, tem problema de lateralidade, ou, acredita em Papai Noel.

  • Edu, acho a frase de Friedrich Nietzsche pode em parte contribuir com a sua proposição
    “Quem luta com monstros deve velar, por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.”
    Abraço fraternal das Gerais

  • sr. eduardo,
    a blogosfera tem muito o que aprender com o pig.
    ex:
    o pig recebe uma ordem: derrubem o ministro.
    ai, no sábado dá uma completa mentira, denegrindo o ministro, na óia.
    sabado à tarde repercute nos blogs da direita tipo reinaldinho cabeção, cornutto noturnico, etç.
    sábado à noite, depois da novela e antes da outra novela, no jornal nacional da rede globobo, o casal 20 faz o maior estardalhaço, cheio de caras e bocas.
    domingão os jornais estão com manchetes garrafais manipulando a cabeça do povo.
    a notícia original que deflagrou isso tudo era falsa? pouco importa. deu nos meios de massa, o povo passa a pensar que se há fumaça deve ter fogo.
    direito de resposta? nem em sonho. direito de resposta no brasil só depois de 11 anos.
    está feito o estrago.
    blogs progressistas, aprendam com o pig.
    os principais, como o seu, o azenha, o nassif, ph amorim, brizola, etç. devem repercurtir entre si os assuntos de interesse, de forma coordenada. se cada um lutar exclusivamente sua própria batalha é muito mais dificil ganhar a guerra. não estou falando em ordem unida, mas em prestar muita atenção no que os outros fazem e separar e apoiar as pautas importantes.
    é possivel ser decisivo mesmo sendo pequeno. davi venceu golias. fernando brito e o brizola venceram a chevron.
    abraço.
    et. os comentaristas podem ajudar: enviem as principais matérias para os seus amigos. façam o contraponto ao pig!
    como eles dizem: “esse email deve rodar o brasil” (eca!)

  • As asas tucanas da estrela são perfeitamente compreensíveis. O PT caminhou para o centro.
    Mas as pontas da estrela no tucano são absurdas. O PSDB foi para a direita. Melhor seria qualquer poisa do PFL

  • Realmente… a charge é extraordinária. Representa muito bem a ATUALIDADE política do Brasil. É Dilma aproximando de FHC sem se distanciar de Lula, é Pimentel apoiando Aécio, é Palocci apoiando a FIESP… é Mercadante utilizando sua posição para favorecer o Estado de São Paulo, é Paulo Bernardo colaborando com a mídia entreguista (PIG)… é Lula achando que Nelson Jobim é o cara…
    sem falar de Marina, Cristovam Buarque e os membros do PSOL que agora andam de braços dados com a direita (dos militares e do coronelismo do Brasil imperial)

  • Edu, adoro ler seus textos.
    A forma que você escreve, faz com que os acontecimentos mais complexos, se tornem simples pra qualquer um entender. Poucos têm essa capacidade.
    Texto excelente.
    Existe uma guerra sim, não tão velada, mas como estou sempre no Twitter, sinto na pele a discriminação. No meu perfil deixei bem claro que sou petista e já várias vezes fui atacada, ou rejeitada por defender esse partido.
    Falam do PT e principalmente do Lula, como se este fosse um ser rastejante, como não fosse um ser humano. A gente sente esse desprezo quando se referem a nós como “Petralhas”, como bando de ladrões, como se fôssemos seres com doenças contagiosas.
    Nos olham com “nojinho” mesmo.
    Não estou exagerando, é só ler os tweets dos filhotes do Reinaldo Azevedo, é puro fel. E duvido que qualquer um deles esteja fazendo alguma coisa benéfica pelo país, além de ficar falando que Lula é analfabeto, ou que está usando a doença pra fazer marketing, etc, etc.
    A gente vê embutida em cada palavra desse povo, um ódio que poucas vezes eu vi nesse país.
    E com esse pessoal não tem diálogo não, afinal, acreditam que são superiores a todos nós.
    Mas o negócio é fechar os olhos e defender aquilo que a gente acredita ser o melhor. Desde que comecei a votar, na década de 80, sou petista e não vai ser um grupo de pessoas mal amadas que vão me fazer mudar de idéia.
    No meu Twitter não sou muito de abordar política, porque entro pra bater papo, ou comentar outras notícias, mas se for pra defender o partido e o Governo Lula/Dilma defendo com unhas e dentes, ah se defendo.
    Eu acredito no Bem Maior e vamos todos juntos fazer um Brasil cada vez melhor.
    Abraços e parabéns.

  • Bom, Eduardo se entendi bem a sua proposta é, digamos assim, unir todos os blogueiros progressistas do Brasil em um levante geral para repercutir, em primeiro lugar , os vacilos e lambaças das grandes lideranças conservadoras de direita que são dadas nos blogues dos jornalistas livres como o , Azenha, PHA, entre outros, e em segundo lugar difundir as idéias analíticas do próprio Eduardo, e do Miro, entre outros como filosos e teóricos de nova vertente comunicacional e frente política para unir em uníssono todos na blogsfera. O também vai de encontro ao entendimento do Emerson 57 cujo comentário está logo acima.

    É uma ideia genial, e a única forma de se contrapor a essa mídia que não suporta o cheiro do povo no poder.

    É preciso organizar o começo, e depois de iniciar é igual bicicleta na ladeira.

    Porém, para firmar a corrente progressista na Blogsfera vai dar um pouco de trabalho, mas eu creio ser necessário começar montando um cadastro, e a ideia é convocar todos aqueles que escrevem comentários no Bolg da Cidadania a mapear nas suas cidades pessoas com pensamentos progressistas. Porém esse trabalho não requer altos investimentos, pois, nós, os progressistas temos o desprendimento de colaborar de forma voluntária.

    Eu registrei o meu Blog em dezembro de 2010 e já consegui alcançar a marca de 50 acessos por dia em todas as matérias que posto, além de que os leitores navegam por matérias antigas. Isso levando em conta que eu edito o blog a partir de uma cidade do interior da Amazônia, no estado do Pará. Blog ideologicamente de esquerda, propagando ideias progressistas. Diante disso, creio que em cada município brasileiro exista ao menos um militante progressista de esquerda, basta ser mapeado.

  • Infelizmente as forças são muito a favor do PIG. Nunca foi tão escancarado: Proteção pra CHEVRON, CONTROLAR, METRO SP… Malhação diária dos ministros… Esconderam, digo, estão escondendo descaradamente o escândalo CONTROLAR, já qualquer espirro dos ministros vão pro topo dos portais.

  • considero que uma das melhores coisas que vc. (Edu) já f ez neste blog foi aquela chacoalhada nos acomodados do planalto central, logo nas primeiras acusaçoes do Pig contra Lupi. Fez muito bem em
    pedir, fazer um desafio à presidenta que o demitisse logo pra poupar o brasil de novo de um script de filme reprisado, com final infeliz.

  • O trecho abaixo eu retirei de um comentário do Assis Ribeiro no blog do NAssif, achei tão bom e ertinente à discussão deste post, que transcrevo abaixo. Para ler o comentário completo basta seguir o link abaixo:

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-esquerda-europeia-na-crise-por-flavio-aguiar#more

    “Diante de alguns argumentos que ainda subsistem sobre o suposto fim da divisão entre direita e esquerda, aqui vão algumas diferenças.

    Direita: A desigualdade sempre existiu e sempre existirá. Ela é produto da maior capacidade e disposição de uns e da menor capacidade e menor disposição de outros. Como se diz nos EUA, “não há pobres, há fracassados”.
    Esquerda: A desigualdade é um produto social de economias – como a de mercado – em que as condições de competição são absolutamente desiguais.

    Direita: É preferível a injustiça, do que a desordem.
    Esquerda: A luta contra as injustiças é importante, nem que sejas preciso construir uma ordem diferente da atual.

    Direita: É melhor ser aliado secundário dos ricos do mundo, do que ser aliado dos pobres.
    Esquerda: Temos um destino comum com os países do Sul do mundo, acreditamos que diversificando as parcerias teremos melhores chances, temos que lutar com eles por uma ordem mundial distinta.

    Direita. O Estado deve ser mínimo. Os bancos públicos e as empresas estatais devem ser. privatizados Esquerda: O Estado tem responsabilidades essenciais, na indução do crescimento econômico, nas políticas de direitos sociais, em investimentos estratégicos como infra-estrutura, estradas, habitação, saneamento básico, entre outros. Os bancos públicos têm um papel essencial nesses projetos.

    Direita: Os gastos com pobres não têm retorno, são inúteis socialmente, ineficientes economicamente.
    Esquerda: Os gastos com políticos sociais dirigidas aos mais pobres afirmam direitos essenciais de cidadania para todos.

    Direita: O Bolsa Família e outras políticas desse tipo são “assistencialismo”, que acostumam as pessoas a depender do Estado, a não ser auto suficientes.
    Esquerda: O Bolsa Família e outras políticas desse tipo são essenciais, para construir uma sociedade de integração de todos aos direitos essenciais.

    Direita: A reforma tributária deve ser feita para desonerar aos setores empresariais e facilitar a produção e a exportação.
    Esquerda: A reforma tributária deve obedecer o principio segundo o qual “quem tem mais, paga mais”, para redistribuir renda, com o Estado atuando mediante políticas sociais para diminuir as desigualdades produzidas pelo mercado.

    Direita: Quanto menos impostos as pessoas pagarem, melhor. O Estado expropria recursos dos indivíduos e das empresas, que estariam melhor nas mãos destes.
    Esquerda: A tributação serve para afirmar direitos fundamentais das pessoas – como educação e saúde publica, habitação popular, saneamento básico, infra-estrutura, direitos culturais, transporte publico, estradas, etc. A grande maioria dos servidores públicos são professores, pessoal médico e outros, que atendem diretamente às pessoas que necessitam dos serviços públicos.

    Direita: O capitalismo é o sistema mais avançado que a humanidade construiu, todos os outros são retrocessos, estamos destinados a viver no capitalismo.
    Esquerda: O capitalismo, como todo tipo de sociedade, é um sistema histórico, que teve começo e pode ter fim, como todos os outros. Tende à concentração de riqueza por um lado, à exclusão social por outro, e deve ser substituído por um tipo de sociedade que atenda às necessidades de todos.”

  • Caro Edu, peço permissão para te pedir que pense com carinho na possibilidade de ingressar na vida pública, isto porque eu e muitas pessoas que gostam do que você pensa, escreve e luta são argumentos
    que justificam essa atuação tão necessária nos meios políticos, nos quais faltam pessoas com a sua coragem. Muita saúde e paz para você e sua família. Abs.

  • eu dá minha parte sou a favor somente de uma corrente, a esquerda…quanto aos conservadores direitistas e midiáticos que se mudem para Miami!!!….essa gente da direita politico midiática só sabem atrapalhar o Progresso do país e sua Independência em todos os sentidos, um exemplo disso é o vídeo dos atores globais de Belo Monte…..

    Edu já assistiu o vídeo dos alunos de engenharia da Unicamp está bombando na net em tudo que site que participo tem um comentário e o vídeo, num site que acesso o titulo é: Um Tapa na Cara dos Globais!!

  • Dois itens: Ouvi no rádio, hoje, que a Dilma vai fazer um retiro, neste fim de ano, para decidir como começar o ano de 2012. Seu guru será, única e exclusivamente, o Guerdau.

    O segundo homem mais rico do mundo, Warren Buffet, disse: “Há uma luta de classes e é a nossa classe que está ganhando.”

    Decepcionante!

  • Sua análise é incompleta porque esquece a essência do problema ; identificar qual o verdadeiro PODER que controla a Sociedade. Este poder é o econômico, ou seja, A DOMINAÇÃO DA CLASSE DOS QUE CONTROLAM OS MEIOS DE PRODUÇÃO, AS TERRAS E AS FINANÇAS. E ESSE PODER NÃO SE MODIFICOU. No máximo, as forças progressistas conseguiram apossar-se de uma pequena parte do poder estatal(o que representa sim uma evolução, já que antes não tinham nada). ASSIM, É POR ESSE MOTIVO QUE O GOVERNOS DE LULA E DILMA TINHAM MENOS PODER DO QUE O DE FHC : O GOVERNO DO VERME TUCANO ESTAVA “EM HARMONIA” COM O VERDADEIRO PODER QUE GOVERNA A SOCIEDADE, O ECONÔMICO, DA CLASSE DOMINANTE NACIONAL(E DA CLASSE DOMINANTE INTERNACIONAL, AS GRANDES MULTINACIONAIS E OS FINANCISTAS)E ASSIM AGIA EM CONFORMIDADE, SEM QUALQUER CONFLITO, COM OS INTERESSES DELES. JÁ OS GOVERNO LULA E DILMA ESTÃO NO PODER ESTATAL APESAR DA CLASSE DOMINANTE, OU SEJA, MANTÉM-SE EM CONFLITO, SOB A VIGILÂNCIA E NUM ETERNO “PACTO” DE CONVIVÊNCIA COM ELA, SITUAÇÃO QUE É A MESMA EM TODO O PLANETA, NO QUAL O CAPITALISMO VIGORA NA MAIORIA DAS NAÇÕES, TODA VEZ QUE AS FORÇAS POPULARES CHEGAM AO PODER, VARIANDO APENAS A INTENSIDADE DO CONFLITO E A CAPACIDADE DE IMPOSIÇÃO DESSAS FORÇAS CONFORME SUA INSERÇÃO NAS ESFERAS DE PODER E O GRAU DE ORGANIZAÇÃO DAS FORÇAS DA SOCIEDADE CIVIL QUE A APÓIAM. É claro que, nesse processo de tensão permanente, Lula e Dilma conseguiram “cooptar”(ao menos parcialmente)setores conservadores, fazendo-os entender que poderiam lucrar com determinadas mudanças na Sociedade, que beneficiariam a população e também lhes trariam ganhos. Assim, a construção de um projeto nacional de desenvolvimento, ainda em realização, passa em muito pelo apoio do empresariado à ideia de que, como burguesia nacional, e não mais como gerentes ou prestadores de serviços para as multinacionais, poderão lucrar bem mais. Ao mesmo tempo esse processo, por gerar um desenvolvimento autônomo, no qual nossas riquezas sejam usadas para fazer o Brasil crescer, também melhora a vida dos cidadãos(que precisam ganhar mais para sustentar um capitalismo Nacional autônomo que se inicia). É evidente que “convivências” desse tipo entre forças díspares têm limite, quer seja porque obviamente chegará um instante onde, aquela parte maior da classe dominante(que continua sentindo-se “prejudicada” pelos Governos progressistas)exigirá sua cooptação completa, uma vez que a evolução nas mudanças feitas por esse Governo, apesar do caráter reformista e limitado delas, acabará por levar à necessidade de alteração nos fundamentos da exploração(concentração agrária, midiática, inserção subalterna no Capitalismo internacional), alteração decorrente de uma evolução natural da Sociedade, o que acabará por colocar os Governos progressistas em rota de colizão com a classe dominante, que só poderá ser resolvida, por seu caráter extremo, pela imposição de um projeto sobre o outro(ou seja, ou construiremos de vez uma sociedade justa, ou regridiremos para o status quo de sempre). Pelo mesmo motivo, a construção de um projeto capitalista nacional autônomo poderá funcionar temporariamente, mas as próprias contradições naturais do sistema levarão ao conflito entre os exploradores e os explorados que, mesmo vivendo “melhor”, continuarão a posicionar-se a anos-luz de distância dos exploradores na escala social, a verem os frutos de seu trabalho apropriados e a sentirem as consequências de uma Sociedade desigual. Essa segunda consequência ocorrerá no longo prazo. No curto e médio prazos, cabe aos Governos populares enfrentarem os pilares de nosso subdesenvolvimento e construírem uma Sociedade mais justa, fundada em um projeto de desenvolvimento capitalista autônomo(o que por si só já ocorrerá com muito conflito). No longo prazo, seja no Brasil ou no resto do mundo, o Capitalismo, ainda que “brando”, não se sustenta por suas contradições em si(só existe através da pobreza de outros povos explorados e, mesmo nos lugares onde vigora “brandamente”, acaba restabelecendo a miséria : a falência do “capitalismo Civilizado” da Europa, que há muito virou selvagem, é uma prova disso), o que significa que sua extinção ocorrerá através dos conflitos para a criação de um novo modelo social que atenda aos vitimados pela miséria que o Capitalismo inevitalmente gera e expande. De qualquer forma, fica evidenciado que a guerra político-idelológica avançou, ainda que de forma limitada, pois antes tínhamos apenas a classe dominante controlando todos as estruturas de poder e agora as forças populares controlam um pequena parcela do poder estatal(cuja “máquina” mantém em si ainda toda uma influência e um controle em diversos setores dos grupos conservadores); como também que o conflito é inevitável para o avanço de qualquer sociedade Humana, dele sem dúvida surgem sequelas desagradáveis, mas só ele poderá nos levar à busca por um país e um mundo justo em lugar da exploração disfarçada pela “paz dos cemitérios”.

  • Caro Eduardo
    Existem vários gargalos na adminstração pública e na própria estrutura do estado que o Governo Lula e o Governo Dilma, consagrados pela manifestação da ampla maioria de onde emana o poder, o voto do cidadão, não cuidou, ou cuida de resolver; ao menos de combater.
    A estrutura e postura medieval do Judiciário é uma delas. Os Poderes Legislativo e Executivo, por omissão do Governo Federal, que não aciona suas basa parlamentar, permitem que o Judiciário usurpe suas (deles) prerrogativas exclusivas pelo uso de engenhosa mutação de julgados em “poder moderador”, completamente ilegal, sob conluio do baronato midiático e setores neofascistas da sociedade. Estes, sem expressão eleitoral além do blefe chamado “opinião pública”, que se jactam a representar, ou pesquisas de opinião fajutas, estão capitalizados com recursos financeiros da burguesia apátrida; de governos hostis ao projeto nacional brasileiro para sabotá-lo, ou também, com recursos do próprio Governo Federal que financia-os, os jornalões e mídia corporativa, com verbas publicitárias em nome de incerta democratização de recursos.
    O segundo erro dos Governos Lula e Dilma que percebo, e é minha opinião, é a falta de apoio a robustecer os setores mais progressistas do amplo leque ideológico que apoia ao governo, a impedir a popularização de seu discurso humanitário, solidário e humanista, peculiar a esquerda ideológica, em detrimento daquele outro, dos setores mais conservadores desse mesmo governo.
    É chegada a hora do Poder Executivo, escolhido por ampla maioria dos cidadãos de onde emana o poder, governar, que implica também, neutralizar a postura deletária do Poder Judiciário e da mídia corporativa, esta e aquele, aparelhados pelo que há de mais retrógrado na sociedade brasileira.
    Dilma foi eleita para isso inclusive enquanto esse outros sequer foram eleitos.
    Grande abraço!

  • Eduguim e Walquer Carneiro:
    Aqui em Brusque SC tem um: EU!
    Se o papo é politica, minha posição é fechada com os progressistas, apesar de, nesta região onde moro, abençoada por Deus, a grande maioria ser direitista e conservadora.
    Devido á situação economica estável e por ser a população formada em grande parte por imigrantes europeus e seus descendentes, muita gente aqui não viu e parece que nem vai ver a dificuldade por que passam os irmãos do norte e nordeste.
    Daí a cultura de que estes últimos são “vagabundos”, “preguiçosos”, “bolsa familia é coisa pra sustentar gente que não quer trabalhar”, etc.
    Ouço quase que diariamente estas coisas, que infelizmente são ditas por desinformados pela rede globo, sem duvida a emissora de maior audiência por aqui, que óbviamente fez escola neste assunto.
    Por isso, Ley de Médios, JÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!
    Em tempo: esta história de que não há pobres, somente fracassados por aqui é quase encarada como artigo da Constituição. Os locais aqui se vangloriam de pertencerem a uma terra de “empreendedores”.
    Abrem e fecham empresas mais do que eu troco de roupa, mas…
    Note que digo “locais aqui” me referindo ao povo local, visto que sou originário de SP capital, mas cujos pais nasceram em SC.

    Luciano, o eletricista que só toma choque quando assiste a globo…

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