2012 promete pancadaria política

Análise

Em situação normal, a disposição da Câmara dos Deputados de abrir a CPI da Privataria deveria arrefecer no ano que entra. O alvo é muito grande. Se levada adiante, colocaria aquele que ao menos em teoria deveria ser o líder da oposição (José Serra) como foco das investigações. Como se não bastasse, essa CPI dificilmente deixaria de resvalar na mídia.

É óbvio que se a Comissão Parlamentar de Inquérito for criada os meios de comunicação e os partidos de oposição a considerarão uma declaração de guerra do PT, particularmente, pois foi o partido que mais deitou assinaturas em seu requerimento.

A resposta da aliança demo-tucana-midiática, por sua vez, deveria ser desfechada contra Lula, normalmente, mas seu estado de saúde não recomendaria – poderia servir para vitimizá-lo até entre quem não tem interesse por política. Sendo assim, para responder à altura de um ataque contra as cabeças do PSDB e até ao próprio partido, Dilma pode virar alvo.

A menos que a base aliada e a oposição promovam um acordo visando não contaminar as eleições municipais. Mas, para tanto, a mídia teria que se abster de reagir às denúncias contra os tucanos não usando alguma “bala de prata” contra a presidente da República.

Por outro lado, mesmo a CPI não saindo e Dilma sendo poupada, fica difícil imaginar que a mídia pare de alvejar ministros. Mas se o governo continuar sendo alvejado em ano eleitoral é bem possível que os governistas não continuem passivos como em 2011.

Governo e partidos aliados podem até não ligar ao verem suas siglas sendo esculhambadas em anos não-eleitorais, mas em ano de eleição partido nenhum aceitará apanhar como apanharam PT, PMDB, PC do B, PR e PDT neste ano. E a própria Dilma certamente tem seus interesses nas eleições municipais.

É tentadora, pois, a conclusão de que a mídia não se absterá de tentar influir nas eleições municipais e, assim, deve continuar atacando ministros, como foi neste ano. E, agora, também candidatos dos partidos da base aliada. Se assim for, essas siglas governistas podem decidir usar a CPI para reagir.

A aposta dos partidos que estão aderindo à CPI da privataria parece ser a de que se torne uma espada sobre a cabeça da coalizão político-midiática. Se for, não vai rolar. A mídia tem uma lógica própria. Tem que mostrar poder, apesar de que os resultados eleitorais que colheu na década passada mostram que seus rugidos foram mais estridentes do que eficientes.

Enfim, se algum dos lados não piscar não será bonito acompanhar a política em 2012. O resultado dessa guerra política, porém, pode vir a ser bom para o país ao obrigar uns e outros a expor os podres do adversário. E dado o teor explosivo da CPI da privataria, caso a mídia tente acobertar seus aliados pode acabar entrando na roda com eles.

  • Flávio Furtado de Farias

    Eduardo, ainda “relerei” esta postagem, mas diante da primeira rápida leitura, pude perceber (novamente) a presença do “se” (na forma de “mesmo não saindo”). Isto tem sido recorrente em várias análises suas e de outros analistas sérios. Mas, agora digo se há possibilidade de um “se”, então nossa (da sociedade) articulação deve ser planejada já. Não podemos abrir espaços para “se”. Não quero fazer prejulgamento, nem condenar a priori os acusados por A Privataria Tucana. Mas, exijo a CPI e que além de instalada, seja séria.
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    Temos aí dois meses para nos organizar (sociedade) e nos preparar para esta peleja.
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    Acho que devíamos montar uma comissão própria da blogosfera (CPB) para acompanhar isto e ligar de forma específica as questões e a sociedade que não está seguindo o tema de perto, aquela não ligada à blogosfera. Há uma importante parcela da comunidade que só terá acesso através do PIG. Não podemos deixar passar esta oportunidade, sem partidarismo, mas com muito rigor.

    • PEDRO

      Concordo! A CPIdaPRIVATARIA tem que sair! Caso ela seja abortada por falta de pressão popular podemos entregar esse país aos lobos pois já estão nas mãos deles caso a CPI não saia, eu me recuso a crer que vamos aceitar a comprovação do maior crime de lesa pátria cometido contra nós ficar impune, isso de achar que a morte política de José Serra é o melhor que se pode colher com as revelações desse livro é indigno, é torpe, é covarde, é sem adjetivo imundo o suficiente para descrever. A nossa hora de passar o país a limpo é agora, e ensinar a todos os politicos desse país que seu futuro é a cadeia caso nos roubem, temos que exigir cadeia para os maiores ladrões que já tivemos nóticia nesse país e que nos devolvam o que nos roubaram, menos que isso é a confirmação da falta de sangue nas veias, de fibra, de cidadania e de um minimo de vergonha na cara do povo brasileiro.

      • Alex

        Concordo plenamente com os dois. Não pode se cogitar não ter cpi.

        • lucio PB

          Concordo com os tres. Sou grande admirador da pessoa e do trabalho de Eduguim, não arredo o pé daqui mas às vezes, estimado Edu, vc se mostra um pouco pessimista. Amauri deu a arrancada, agora é com nóis. Hehehe

          • Eliseu Leão

            Concordo com os cinco (incluindo o do boné que faz a faixa).

    • antonio barbosa filho

      Caro FLÁVIO: acho a sua sugestão a mais valiosa surgida até agora: criarmos uma espécie de CPI paralela. Eu não a restringiria à blogosfera, mas convidaria algumas figuras de alta respeitabilidade, tipo Fábio Konder Comparato, e outros (se eu sugerir nomes posso causar polêmica desnecessária) e representantes de entidades importantes, para monitorar, em nome da sociedade, o andamento da CPI.
      Uma espécie de “CPI fantasma”, nos moldes dos “ministérios fantasmas” que existiam na Inglaterra. Nada proíbe isso, nada impede, e nem seria uma pressão ilegítima ao Congresso, já que aquela instituição é apenas uma câmara delegada por nós. Alguns magistrados, quem sabe ex-ministros de ilibada reputação, compreende?
      Acho que nossa Pátria tem alguns sábios que desempenhariam tal função, acima de qualquer paixão menor. Afinal, vamos lidar com a entrega do patrimônio nacional a alguns escolhidos – e nem foi por ideologia “neoliberal”, foi por roubalheira mesmo.
      A blogosfera seria outra frente, igualmente importante.

  • Hildermes José Medeiros

    Só por ingenuidade pode-se admitir que o Partido da Imprensa Golpista-PIG, que desde sempre da suporte e defende os partidos e os políticos que encaminharam e realizaram a venda do patrimônio público (na verdade doaram a aliados), possa não estar enredada com o resultado dessas operações de entrega, amplamente respaldada e recomendada pelo capital internacional, à frente o FMI, que certamente é quem orientava e dava suporte a essas empresas de mídia e pagava e paga regiamente a alguns de seus jornalistas, analistas, cientistas políticos, diplomatas (na verdade embaixadores em países ricos), ex-presidentes e ex-diretores de órgão públicos, principalmente do Banco Cental. Se as denúncias do livro “A pirataria tucana” se sustentam, têm mesmo base factual que servirá como fio de meada para enredar todos os canalhas envolvidos, onde despontam os órgãos de mídia e os demais partidos da coalização que encaminhou toda a tramoia, principalmente PFL/Demos, PPS e parte do PMDB. Claro que operação pede cautela, para não se dar murro em ponta de faca, mas desse problema também padecem os opositores. Uma coisa é verdade: uma vez aberta a porteira, não dá mais para segurar nada. Por isso é prudente verificar com quantas garrafas se conta, não ir com muita sede ao pote. Não gastar toda a munição de uma só vez. O mais sensato é não ter receio. O bloco já está na rua.

  • jansen

    Se a CPI sair, a mídia dará o mesmo tratamento que deu ao livro de Amaury. Vai ignorá-la. Eles trabalham com a suposição de que só é notícia o que publicam, mesmo a blogosfera e as redes sociais mostrando o contrário. Insistirão em não publicizar os fatos como se eles não existissem. Aí novamente o exército de guerrilheiros virtuais que colocaram o livro A Privataria Tucana na ordem do dia, terá de chamar para si a responsabilidade de levar ao conhecimento da opinião pública a apuração feita na câmara. Exigir inclusive do presidente Marcos Maia que os trabalhos sejam veiculados pelo sistema de comunicação da câmara.

    • eduguim

      Quero ver a mídia ignorar se a CPI convocar algum barão da mídia para depor

      • Flávio Furtado de Farias

        Eduardo, gostaria de saber se já alguma articulação em andamento. Digo especificamente referente à CPI da Privataria. E como nós podemos participar disto. Lembro de ter participado, quando morava em Floriano (PI) em praça pública de um movimento de apoio ao delegado Protógenes e de repúdio a DD e GM. Fui eu, minha esposa e meu cunhado com bandeiras para praça pública e estou disposto a gastar parte do meu tempo em movimentação social, com a bunda fora do sofá, em relação à esta CPI. Gostaria de fazer isto articulado a outros movimentos pelo País afora.

      • jansen

        A propósito, Edu, Verônica Serra saiu do casulo e publicou uma nota se defendendo das afirmações do livro de Amaury. Algo completamente inusitado. Para os leitores do PIG que não estão acompanhando a repercussão do livro devem perguntar-se do que se trata esta nota. Pra variar, a nota foi publicada no blog do seu xará Graeff, aquele que articulou com Soninha a baixaria na campanha passada.

        Do lBog do Eduardo Graeff:

        http://www.eagora.org.br/arquivo/resposta-aos-difamadores

        • Dimas Antonio Granado de Pádua

          Toda pessoa que é apontada como autora ou participante de um crime se diz inocente.Vamos ver se depois que a CPI começar a corroborar com outras provas as existentes no livro do Amaury virá com notinhas se defendendo,Veronica Serra.A bomba atomica que foi a publicação do livro do Amaury nas hostes tucanas foium ds ultimos pregos no caixão de José Serra.

  • Maria Rita leal

    No Nassif alguém postou uma defesa (se é que podemos chamar assim) de Verônica Serra, publicada no blog do Graef. Uma pureza só! Hoje, nas chamadas dos jornalões e na Band estão as afirmações da CGU contra os Ministérios do Turismo, Transportes e Agricultura que totalizariam cerca de 1 bilhão de Reais (de qual época, ninguém esclareceu, pode ser a totalização de uns dez, quinze anos para cá). Foi o primeiro contra-ataque.Que deve render por essa semana aproveitando as férias de todo poder instituído (executivo, legislativo e judiciário).É até provável que já voltem pedindo afastamento da presidenta Dilma, afinal, a melhor defesa é o ataque.Todo mundo notou como a mídia andava quietinha, calminha, uma vez ou outra noticiava uma irritaçãozinha do Serra, outra uma maliciazinha do FHC, ou as bravatinhas do Sergio Guerra. Nada muito significativo. Enquanto isso, simultâneamente, nas catacumbas do ex-poder pretensamente ofendido, reuniões, reuniões, reuniões. Vai sim ser uma guerra, eles estão se preparando. E nós? Vem aí (prestem atenção) às edições retrospectivas de 2011. Os blogues deveriam preparar as suas também com enfoques importantes para nossa saúde democrática. AInda dá tempo.

    • eduguim

      Tempo não falta

  • Gerson Carneiro

    Só um adendo:

    Brasil é 6ª Economia Mundial e ultrapassa a Inglaterra.

    E sabem qual foi o comentário da Míriam Leitão?

    “isso é bom para a Inglaterra porque os últimos serão os primeiros”.

    • eduguim

      Sério?

      • PEDRO

        Voces tinham que ter visto a reação da apresentadora do Jornal do SBT, Raquel Sherehezade(?) , a sujeita estava cuspindo maribondo ao dar a noticia que o Brasil é a sexta economia do mundo, era a mesma expressão e raiva ao se noticiar um assassinato a sangue frio de um bebê, impressionante como a imprensa torce fervorosamente contra o país, é preciso ser muito sem noção pra não notar o ódio deles contra qualquer melhora do país.

        • lucio PB

          Caro Pedro,
          O nome correto dela é Rachel Sheherazade. Ela é Técnica Judiciária no Tribunal de Justiça da Paraiba e atuava como assessora de imprensa do TJPB e dava suas cacetadas na televisão local. Foi contratada para trabalhar no SBT do Silvio Santos em São Paulo há mais de um ano e até agora há por aqui, em Joao Pessoa, um questionamento se ela continua recebendo proventos pelo TJ quando reside atualmente na capital paulista. Eis a situação real.

      • Gerson Carneiro

        Hehehe… não exatamente nesses termos mas disse que “esse crescimento não deve ser comemorado” e aí proferiu um monte de baboseiras.

        “esse crescimento não deve ser comemorado”, oras afinal não é mérito do FHC, não é mesmo?

        Detalhes do crescimento “que não deve ser comemorado”: o Brasil tem uma população maior que a da Inglaterra; tem problemas sociais mais graves dos que os da Inglaterra; passou décadas sendo surrupiado pela Inglaterra, via Portugal.

        • Eliseu Leão

          Bem lembrado pelo Gerson Carneiro. E’ a nossa herança maldita. O primeiro ato daqueles parasitas foi o chamado ”abertura dos portos às nações amigas” que era apenas um tratado comercial favorecendo as exportações inglesas sobre as de Portugal. Mike Davis no seu livro LATE VICTORIANS HOLOCAUSTUS de 2001, recorda que o mais iníquo dos tratados comerciais da historia, foi assinado por D.Pedro em 1827 em troca do reconhecimento britanico do seu império escravo. Aquele acordo, privo de qualquer reciprocidade (15% na muamba inglesa e 300% no café brasileiro) , transformou o Brasil num protetorado britanico. Mas convenhamos, essa senhora faz jus ao nome de contadora de estória com o final sempre ”pra depois” …

        • antonio barbosa filho

          Exato. A urubóloga (obrigado, PHA) disse que o Brasil começou a crescer com o Plano Real, e que a Grã-Bretanha só caiu de lá para cá – eis a razão do nosso avanço. Ou seja: nenhum mérito à política econômica dos últimos 9 anos, claro.
          Prá variar, os “especialistas” entrevistados pela Globo dizem aquilo que nem os jornalistas se atrevem a dizer, para darem um fundo de “ciência” ao negativismo golpista do Ali Kamel. O jogo é esse: os jornalistas vão devagar nas críticas, só insinuando que nada se deve aos anos Lula-Dilma, e os “técnicos” desancam a ambos ou atribuem à crise européia o sucesso do Brasil.
          Do que discordam todos os especialistas e a mídia européia e mundial.

        • antonio barbosa filho

          Este dado não deve ser comemorado. Fosse o governo FHC ou (credo em cruz!) o de Serra, e teríamos um Globo Repórter e um Fantástico especiais, com uma semana de chamadas. Além de uma edição extra da veja, com 80 páginas (10 delas de publicidade da Petrobráx) tecendo loas à grande, memorável, histórica, conquista.
          Este Partido do Ali Kamel e da Dona Judith realmente acha que somos 190 milhões de idiotas…

    • Luiza

      Puxa, ela torce mesmo pelo Brasil! (Digo, pelo mal do Brasil).

  • Carlos Henrique

    Não somente Serra, mas o secular roubo da classe dominante nacional será exposto na CPI da Privataria. Por isso podemos imaginar o terrorismo que os barões da comunicação e seus “jornalistas” amestrados empreenderão contra a Comissão, caso ela de fato venha a ser criada. Evidentemente que procurarão atingí-la não apenas de forma direta, deslegitimando suas inevstigações e membros, mas principalmente atacando o Governo e os partidos que a apoiam com um calhamaço de “denúncias” pré-fabricadas que nos farão sentir saudades deste ano. Para que a velha acomodação de interesses, tão comum, principalmente se imaginarmos o quanto o PT já se adaptou ao Sistema, não impeça a implantação da CPI ou torne seus trabalhos infrutíferos( os partidos de esquerda têm tanto medo da classe dominante que são capazes de destruir a CPI e ainda passarem o ano sendo caluniados pela ditadura midiática), a Sociedade Civil organizada deve mobilizar-se nas ruas em favor da CPI, denunciando a necessidade urgente de investigar-se a roubalheira das privatizações, como também o interesse dos barões midiáticos em silenciar sobre o crime do qual eles são cúmplices. Esses atos serão também uma excelente oportunidade para começar-se a conscientizar os brasileiros sobre a necessidade de democratizarmos as comunicações neste país, pluralizando a opinião e impedindo que a censura de um lado a todos os outros permita que mentiras sejam transformadas em verdade por décadas.

  • Marcio

    Eu fico muito puto com esse tal de “se o governo Dilma isso”, “se a acontecer, a mídia aquilo”. essa CPi não é do governo Dilma em do PT, aqueles cagões. Essa CPI é nossa. O furacão da privataria tucana é nosso. Vamos parar de começar com explicações para o fracasso. Com CPI, sem CPI, a oposição mídia vai continuar sendo o que sempre foi.

    • Exatamente, Marcio.

      As mudanças políticas não virão de governos, mas da sociedade civil organizada.

      Veja-se o exemplo da Primavera Árabe, do Wikileaks, do movimento Occupy, dos Indignados da Europa e da Blogosfera brasileira que, por várias vezes, derrubou a estratégia da direita.

      É hora de unir a Blogosfera, o MST, CUT, movimentos sociais em geral, em defesa da CPI da Privataria.

      Se algum petista desgarrado quiser participar também, será bem vindo.

  • Marcio

    Será que é difil entende rqe não foi a Dilma que escreveu e lançou o livro? Será que é difícil acreditar qe nós fizemos e acontecemos ao promover o livro? Será difícil entender qe o projeto de derrubar o PT (que atrapalha o busine$$ dos barões da mídia) é independente de “se” sair ou nã a CPI?

  • Beto LIma

    Era só o que faltava. O PT negociar com o silêncio da Mídia sobre corrupção nos ministérios da Dilma, em troca do esquecimento da CPI da Privataria.
    Se isto acontecer…. baubau brasil, (minúsculo mesmo)

  • Eu acredito que, a partir da CPI, deva ser expedido uma solicitação para que a Procuradoria Geral da República acione todos os mecanismos necessários para compor uma ação na Justiça brasileira e internacional contra esta quadrilha internacional.
    Uma Comissão Parlamentar de Inquérito terá um caráter político, mas insuficiente para colocar na cadeia estas pessoas que agiram contra os interesses do país e macularam o sistema financeiro internacional. É por aí que o Estado brasileiro deve agir para coibir essas ações de lavagens de dinheiro.
    Estou lendo o livro e, a cada página, surpreendido com a falta de vergonha desses personagens imundos da política brasileira.
    Cadeia Neles! Aqui e no mundo!

  • Luiza

    Eduardo, podemos estar no limiar de uma virada espetacular na história do Brasil.

    A PRIVATARIA foi demais. Os tucanos de São Paulo ultrapassaram todos os limites do razoável. O mesmo pode ser dito para as duas Verônicas (Serra e Dantas), que, segundo o livro PRIVATARIA TUCANA e a Revista CARTA CAPITAL. abriram o sigilo bancário de milhões de brasileiros na internet. Os correntistas do Banco do Brasil deveriam processar em massa as duas, aos milhões.

    Em tempo, mudando um pouco de assunto, ontem comecei a tentar ver Manhattan Conexion, mas quando vi o entrevistado da noite, FHC, não deu. Desliguei a TV na hora. Que tédio! Será que o Lucas Mendes (um bom jornalista) não tem nada de novo a mostrar? A direita está realmente perdida. FHC … francamente!

  • Caros! … Não devemos deixar que a CPI da Pivrataria torne-se CPIADA PRIVADARIA! Se isso acontecer, estamos no FIOFÓ de Zé Estevão. No pau da goiaba como diziam os antigos, numa pindaíba danada, na maior merda do Planeta!!… O negócio é fazer esses picaretas nessa CPI comerem o pão que o diabo amassou com o rabo! E bem amassado. Só que é o seguinte: tem que haver pressão popular , caso contrário não rola.

  • Jofre de Assis

    Edu, nalguma hora a coisa tem de ferver, e o momento mais favorável ao governo é agora, com o livro do Amaury vendendo de monte, tudo documentado, com certeza haverá apoio popular para a CPI. Com medo amarrado no corpo não se consegue nada, vamos com tudo, vamos pra cima deles. Ou, como dizemos aqui em Minas Gerais: ” deixa o trem arder”… Volto a repetir, o povo não é mais o bobo de antes, embora o PiG pense assim…

  • Marcelo

    Não vou dar nomes para não dar margem a que a conta caia sobre o pobre trabalhador que vivenciou um episódio que demonstrou o quanto o livro do Amaury pegou na veia dos tucanos.

    Alguns dias antes do Natal esse trabalhador, que é enfermeiro em clínica de grã-finos, estava atendendo um advogado casado com uma funcionária graduada de um jornalão do PIG. Na conversa, comentou com o paciente que daria para o pai o livro Privataria Tucana.

    Foi o que bastou para o advogado perder as estribeiras, não falou “lixo, lixo, lixo”, mas “mentiras, mentiras, mentiras”, e ainda tascou um “como você ousa comprar este livro sabendo que a dona da clínica é casada com fulano?” (um figurão queridinho dos tucanos), talvez com isso insinuando que o trabalhador poderia perder o emprego por contrariar os interesses de homens tão bons como os tucanos, já que no entender do bocó o trabalhador só poderia ter comprado o livro por motivos pessoais contra o patrão…

    Pois é, esta gente não se conforma com o povo estar conseguindo se desvencilhar dos canalhas e insiste em continuar ditando o que devemos ler, no que devemos acreditar, em que ladrões devemos votar.

  • Juliano Santos

    Edu, os ataques do pig não serão de modo algum contra ministros, agora em 2012. Contra ex-ministros, sim. Haddad, por exemplo. Tentarão levantar podres do ministério da educação, não para derrubá-lo, mesmo porque vai se licenciar já já.
    Será para não permitir que o PT destrone os pig-tucanos do feudo paulista. Essa vai ser a prioridade deles agora no ano que chega. A eleição do Haddad seria a queda da última cidadela da elite paulista em conluio com a oligarquia midiática.
    A CPI dificilmente, se sair, resvalará no pig. A grande maioria dos parlamentares de todos os partidos, não tem culhão e/ou força para botar o pig no banco dos réus.
    A tendência seria jogar o Serra aos leões, e poupar o pig e parte do alto-tucanato, principalmente paulista.

  • Miguel Oliveira

    O Brasil só progrediu porque Lula teve coragem de se desvencilhar dos ditames do FMI. Aliás, Lula só chegou onde chegou porque teve coragem de enfrentar os ditames da ditadura ao organizar as greves do ABC. O Brasil está exportando mais porque teve coragem de rejeitar a ALCA e abrir novos mercados, sem a tutela dos EUA. Quem se norteia pelo medo nunca sai da mediocridade. Enquanto o PT não criar coragem de reagir contra a mídia, e não pode haver oportunidade melhor do que agora com o livro do Amaury, vai continuar com a pecha de partido mais corrupto do Brasil, aliás, primeiro e único. CORAGEM PT, A HORA É ESTA. CHEGA DE COVARDIA!!!!!

  • Victor Javier

    Eu concordo que a CPI da Privataria tem que sair gente ,mas temos que ter muito cuidado com isso ,porque quem pode sair fortalecido disso é AÉCIO NEVES !
    Eliminando a tucanada paulista nao significa derrotar toda a oposição que usa de roupas de camaleão como Aécio Neves,é bom termos muito cuidado com este ai !

    • Apoiado. Aécio é mil vezes mais ditador do que Serra. Haja vista o que tem feito com os professores em Minas Gerais.

      • Geysa Guimarães

        Ah, João Paulo, desculpe, mas é difícil acreditar.
        Aécio, mil vezes mais ditador que Serra?
        Como é que o máximo pode ser suplantado, se é o ponto final?

    • A CPI não é política nem partidária.

      É para investigar uma bem documentada denúncia sobre um gravíssimo caso sde corrupção. Os fatos tem que ser apurados e os ladrões devem ser punidos.

      Quem está sendo partidária é a imprensa que esconde a roubalheira e defende os ladrões. MAs até nesse caso a questão é menos de partido e mais de cumplicidade porque os barões da mídia também receberam seu quinhão no butim.

  • lucio PB

    Tenho dito:
    temos que juntar gente e ir pra cima deles como búfalos ferozes em cima dos leões.

  • José Luiz Rossi

    Durante o leilão de privatização(não sei se da Vale ou da Light)filma-se um PM chutando um manifestante.Talvez hoje aquele PM,numa autocrítica,redirecionasse seu pontapé.

  • Romanelli

    vejamos, no plano interno

    -CPI da privataria
    -COMISSÃO da verdade
    -julgamento do mensalão e eleição

    ..e no externo

    -ataque a igrejas católicas na Africa e Oriente
    -ataque de judeus contra muçulmanos
    -2 aviões espiões americanos sendo abatidos em pleno voo ..isso no Irã, país que recentemente sofreu 2 acidentes pra lá de suspeitos
    -Iraque e Afeganistão, fora o Paquistão, em ponto de bala (ou de bomba)
    -FRANÇA cortando laços com a Turquia
    -O mundo árabe pressionando a Síria
    -Inglaterra brigando com Teerã
    -Os levantes da PRIMAVERA se mostrando um GOLPE da direita internacional tentando segurar os radicais de Alá (Líbia, Egito. Iemen e Tunísia)
    -a Palestina se pedindo de DIREITOS negados
    -China avisando que quer espaço, pois internamente a pressão é insuportável
    -Europa e EUA querendo um bom motivo pra voltarem a fazer o que mais gostam, guerrear e crescer

    não, não, impressão tua ..somado às previsões dos Maias, mais a política morna do Mantega e do GERALDO, 2012 promete ser um ano tranquilo

    http://www.youtube.com/watch?v=4LXCTySbvrQ

    • Marcelo C.

      Cara, por falar em vídeo do youtube, me lembrei daquele video-previsão-pesadelo com o Cerra voltando dos EUA pra salvar o brasil que a Dilma estava afundando, kkkkkk.
      A história está rodando um vídeo que ao que parece vai mostrar o Cerra fugindo pra sei lá qual sua 2ª nacionalidade.
      Melhor mesmo que vídeos catástofres vai ser assistir o congresso voltar em 2012.
      Sds

  • Almir

    Se a mídia vai abordar a CPI? Claro que vai. Mas, porém, todavia, contudo, entretanto essa abordagem vai ser “sui generis”, ao modo do PIG: distorcendo tudo e invertendo os papéis: o investigado passa de vítima a herói, enquanto o investigador vira bandido (todo encrencado com a Justiça, por abuso ou desvio de poder), principalmente Protógenes e os petistas mais afoitos.

  • Elias

    Agora, governistas tem um trunfo nas mãos que são as denuncias contra Serra e os tucanalhas, pois dependendo das acusações contra ministros, eles soltam os cachoros, questão de autodefesa, o que não pode é esse poder malígno da oposição golpista, aliada com a mídia, ficar dando as cartas. Viva Lula e Dilma, viva o Brasil, 6ª econômia mundial. Aguenta seus piguentos!!!!!!

  • Belmiro Machado Filho

    A CPI da Privataria Tucana tem que ser uma resposta ao povo brasileiro que teve o seu patrimonio dilapidado.
    Tem que ser efetivada doa a quem doer.

  • malu r. pinto

    Eu gostaria muito de ver essa CPI criada, mas até hoje não vi ninguém ir preso por CPI, nenhum político ser derrubado por roubo, MALUF está sendo procurado pela Interpol, e foi eleito deputado e está lá legislando, o FH, na época da reeleição o que foi falado da compra de deputados, foi reeleito, o Serra o que fez contra a Dilma na última eleição, isso foi público e notório, está na frente na disputa da Pref. de SP, sinceramente não acredito em CPI, tudo termina em pizza, a filha do Gov, de Brasília foi absolvida pelos deputados com votos sigilosos, espero, se houver uma CPI, que seja clara e mostrada para o povo tudo o que está acontecendo, sem votos escondidos e reuniões sigilosas.

  • ferreira

    todos nós queremos que a CPI saia…mas vendo figurões do PT como Benedita, Bittar, Luis Sérgio e Marco Maia deixando de assinar o pedido da CPI é desanimador…

  • marilamar

    Tambem concordo com a opiniao do Locatelli e Romanelli. Em 2012 o bicho vai pegar geral??? Temos que manter dois icones de suma importancia no Brasil, em pauta diariamente: CPI DA PRIVATARIA e APOIO A MINISTRA ELIANA CALMON DO CNJ??? Conferir os nomes dos que assinaram a CPI , pois tem muitos deputados que atuaram em CPIs anteriores, como a SATIAGRAHA, os quais foram inimigos do povo brasileiros e estao entre os assinantes, fora os filhos de politicos

  • Ertha Lucia Buys

    Caro Eduardo,

    Acho impressionante o cinismo dos comentaristas convidados pela Globo News em programas como Painel, Conta corrente e seus jornais ao analisar a conjuntura pólitica e econômica do Brasil. Invariavélmente cobram, do governo, medidas neoliberais como reforma trabalhista e previdenciária , etc..etc..e desqualificam as medidas tomadas pelo Ministério da Fazenda e Banco Central para se resguardar da crise externa. Fazem crer que são medidas demagógicas e eleitoreiras, uma bomba relógio a explodir em futuro próximo. A crise externa, para eles, não é o fracasso do NEOLIBERALISMO. O neoliberalismo é que é o remédio para a crise que não diagnosticam a causa nem que a vaca tussa. Vivem de costas para o Brasil e de mãos dadas com o FMI que receita, para os paizes em crise, o mesmo receituário neoliberal. A queda da Inglaterra não foi suficiente fracasso, para que revissem seus pontos de vista. Fico pessimista com o futuro, por achar que essa gente (seus interesses e comprometimento externo) será capaz de tudo, tudo mesmo para derrotar, não esse governo, mas qualquer governo que não siga a cartilha neoliberal. Veja: temos petróleo, agua, solo, floresta, minérios (vários e preciosos) ainda a ser privatizado. Como vamos nos defender da cobiça e dos entreguistas? Perco o sono pensando nisso. Abçs Ertha

  • Ertha Lucia Buys

    Entreguista. esculpem se passou mais algum erro.

  • fabio
  • Luís CPPrudente

    Queremos a CPI da Privataria para colocar os bandidos do PSDB na cadeia (e olhe que lá há muitos), para cortar os tentáculos das famiglias do PIG e para filtrar partidos como PT, PSB e PCdoB (expurgando destes os vagabundos que decidiram imitar os tucanos e se compactuar com os tucanos).

    Não esquecendo: com uma Ley de Medios, muitas das falcatruas tucanas seriam inviabilizadas pela atuação de uma imprensa livre.

    Ley de Medios, mais que necessária!

  • Valerio Santiago

    Noticia do “jornalista” Carlos Chagas da Jovem Pan; Salário minimo sobe para 622 reais,mas ainda é o menor do mundo. Ele não disse que é o maior salario minimo dos últimos 30 anos,ele não disse q qdo Lula assumiu,o SM era de 50 dolares e q hoje esta 330 dolares. È muita má fé,mas o povo está te $acando!!!

  • Valerio Santiago

    Vou mandar essa ai para o nosso PIG 2012 :quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
    Dilma comprova a capacidade da mulher da brasileira
    Newsweek : “onde as mulheres estão vencendo”, destacou acertos da presidenta, a primeira mulher, em toda História, a abrir a Assembléia Geral da ONU
    A presidenta Dilma encerrou seu primeiro ano com a popularidade pessoal e de seu governo em alta.
    O país falou alto e firme nos fóruns internacionais.
    O governo brasileiro, mais uma vez, mostrou-se exemplar no combate a crise internacional, gerando empregos e renda.
    Causa disso foi que o país tornou-se a sexta maior economia do planeta, ultrapassando a toda poderosa Grã-Bretanha.
    O Brasil segue um ciclo virtuoso e como destaque mundial ao gerar crescimento econômico com justiça social e estabilidade econômica, em um ambiente democrático.
    Dilma, que sucedeu o maior presidente da História do Brasil, mostrou luz própria e tenacidade para trilhar caminho de sucesso a frente do governo, como a primeira mulher a governar o país.
    Mauro Santayana celebra em texto a vitória de Dilma e a trajetória de ascensão contínua do Brasil:

    Um ano de Dilma e a ascensão do Brasil
    Os críticos mais à esquerda podem condenar a atitude de Lula, em sua primeira campanha e na condução dos dois governos, mas os resultados é que contam. Como dizia Marx, o critério da verdade é a prática. As concessões aos neoconservadores deram ao presidente espaço e tempo para trabalhar no seu objetivo maior. Lula trazia, com seu passado, o compromisso quase obsessivo de lutar contra a miséria. Nos primeiros anos, talvez supusesse que isso fosse possível a ferro e fogo. Pouco a pouco, aprendeu o jogo necessário da política: contra a força é necessária a astúcia.

    Foi assim que, na busca de seu projeto, fez as alianças indicadas pelas circunstâncias. Como líder sindical, não fazia distinção entre os patrões, fossem nacionais, fossem estrangeiros; como líder de um partido, compreendeu que era preciso moderar o discurso. A isso foi aconselhado pela própria experiência, mas possivelmente também influenciado pela ala mais pragmática de seu grupo. Foi assim que Lula decidiu firmar documento assumindo o compromisso de respeitar todos os acordos assumidos anteriormente em nome do Estado, entre eles o das privatizações.

    Ao convocar o empresário e político José Alencar, além de situar-se bem com os setores industriais, sempre inconformados com a voracidade do sistema financeiro, teve a sabedoria de ter um mineiro, com suas qualidades, como companheiro de chapa. Para sossegar os banqueiros, que temiam perder o controle do Banco Central, entregou o órgão a Henrique Meirelles. Trouxe ainda os empresários para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no qual puderam, e podem, defender interesses específicos de classe. E reduziu, embora não tenha eliminado, a sua ação conspiratória contra o governo chefiado por um proletário autêntico.

    O primeiro passo foi retirar os pobres da miséria absoluta e secular, mediante a política direta de ajuda às famílias assoladas pela fome. Não foi difícil a ele chegar à equação singela: mais dinheiro na mão dos pobres significa mais consumo; mais consumo, mais emprego; mais emprego, mais consumo e mais empregos: enfim, o desenvolvimento geral da economia. O resultado é que todos ganharam, e muitos empresários perceberam que seus lucros crescem à medida que a renda nacional é mais bem distribuída e o mercado interno aumenta.

    Ao mesmo tempo, Lula usou a plenitude da sabedoria nas viagens ao exterior. Como todos os meninos pobres e inteligentes, teve de negociar desde cedo, com os outros e com as circunstâncias: com irmãos mais velhos, com companheiros de trabalho e chefes, com os patrões. A virtude obtida na adversidade levou-o a quebrar a resistência dos governantes mundiais – ao contrário de Fernando Henrique, que pretendia conquistar os donos do mundo com a subserviência de sua diplomacia. Lula estava poupado, por exemplo, de citar Weber.
    Dilma herdou um projeto contundente de combate à pobreza e às desigualdades, mas também um ambiente de difícil relação com o Parlamento

    Comunicava-se com alma. Não tinha por que se curvar. O povo, ao elegê-lo, fizera-o igual a qualquer outro governante do mundo e permitia-lhe até, sem faltar à elegância, substituir os ritos rígidos do protocolo pela afetividade de quem respeita no outro alguém igual a si mesmo.
    Reconhecimento

    Foi um Brasil novo, menos desigual no plano interno e mais respeitado no plano externo, que Lula entregou a Dilma Rousseff, moça da classe média de Belo Horizonte, já combatente contra a ditadura em um tempo em que Lula, dois anos mais velho, ainda não se interessava pela política. Dilma manteve todos os compromissos de Lula, mas é certo que não se trata de um clone do antecessor. Ela é senhora de ideias próprias e de biografia bem diferente, sobretudo no que se refere à atuação política. Exilada de Minas no Rio Grande do Sul, optou por seguir Leonel Brizola e se inscreveu no PDT, fez carreira na Prefeitura de Porto Alegre antes de participar do governo do estado – e de entrar para o Partido dos Trabalhadores.

    Na escolha de Dilma, houve outro ato sábio de Lula. Só uma figura nova, de seu núcleo pessoal de confiança, provada como boa administradora e firme no comando, poderia unir, como uniu, o partido. Ao evitar expor a sucessão a riscos de dissidências internas, viabilizou a vitória que não permitiu o retrocesso neoliberal.

    Dilma herdou de Lula as dificuldades para a manutenção do apoio parlamentar, necessário aos atos de governo. Sem partidos com programas ideológicos definidos, a verdadeira representação parlamentar é corporativa. As corporações – como a Febraban (federação dos bancos) e as multinacionais, nisso as mais ativas – trabalham primeiro para situar seus delegados na hierarquia dos partidos, na relatoria dos projetos mais importantes e no domínio das comissões do Congresso para, em seguida, fazê-los, mediante os partidos, ministros de Estado.

    Ao assumir o governo, Dilma procurou manter a equipe de Lula quase integralmente. Foi então que enfrentou a primeira crise, no caso do ministro Antonio Palocci, que a substituíra na chefia da Casa Civil. Não havia como preservá-lo, depois de suas infelizes explicações públicas. A partir de então, intensificaram-se as denúncias contra outros ministros. Ela agiu com prudência, dando aos acusados a oportunidade de se explicar. Com Nelson Jobim, ela atuou rapidamente, porque, não estando acusado de nenhum ato ilícito – embora o Ministério da Defesa não esteja livre de suspeitas a serem investigadas –, o político gaúcho desafiara, com desaforo, a autoridade de seu governo. Essa autoridade da presidenta é reconhecida nos setores lúcidos da oposição.

    No plano externo ela vem mantendo a nossa independência de julgamento e a aliança com os países que se encontram em situação semelhante à nossa, como China, Rússia, Índia, África do Sul e, mais recentemente, Turquia. É provável que a sua percepção de estratégia econômica seja mais acentuada. Ela já deu sinais nesse sentido, ao propor novo estatuto para a defesa das empresas realmente nacionais.

    Na América do Sul, desenvolve o projeto da unificação política do continente, tendo o Mercosul como o instrumento de ação. O Brasil vem enfrentando, com êxito crescente, a crise mundial, que é política, embora se expresse na economia. É preciso registrar que o nosso país, sob Dilma, elevou sua posição, interna e externa, conforme registram os indicadores nacionais e internacionais.

    As dificuldades que a presidenta venceu este ano a preparam para a reestruturação do governo no início do novo ano, de eleições municipais das quais dependerá o pleito presidencial de 2014. Dilma, ao que os fatos assinalam, irá conduzir o país no mesmo rumo, mas com sua própria forma de ver e entender o mundo, e isso se verá na composição de seu novo ministério.

    Mauro Santayana in Rede Brasil Atual