Ajude a tirar o debate político do rés do chão

Crônica

Quebrar a rotina ajuda a reflexão. Eis que, ao abstrair do cotidiano em viagem de trabalho fora de São Paulo, atolado em reuniões chatas, em cifras, estratégias comerciais ou em almoços pantagruélicos que, indigestamente, terminam em mais reuniões, refleti sobre como estou de saco cheio do nível do debate político que se faz hoje no Brasil.

Começo a escrever pouco depois das onze da noite. Volto de jantar com um industrial e seus clientes estrangeiros. Falou-se de trabalho o tempo todo – quando a boca estava vazia. E quem não falava, escutava. Pedidos, faturas, remessas, protocolos, cobranças, concorrência, equipamentos, mão-de-obra… Ufa!

É chato? Muito. Mas confesso que, diante da interminável guerra verbal ou escrita que se trava em ambientes, vá lá, mais intelectualizados como aqueles nos quais se discute política, aquelas reuniões pareceram até amenas

No debate político que se trava no Brasil não se discutem estratégias, mas o quanto o país já está maravilhoso, próximo ao Éden, ou, então, como está falido, ao nível do inferno. Conforme o lado, estamos no inferno ou no paraíso. Não há meio termo. É o pensamento binário em estado sólido, e recendendo ao que é: uma merda.

Porque a vida não é feita de branco ou preto, quente ou frio, baixo ou alto, tênue ou esmagador. A vida é feita, justamente, de nuanças, de meios-tons, de ambiguidades. A vida é uma falta de certezas, mas o debate que se trava hoje é o da certeza absoluta até nas questões que mais desafiam a humanidade há milênios.

Claro que temos que denunciar a corrupção, combatê-la, fiscalizar o poder público, mas não desse jeito em que um lado vira bandido e o outro vira idiota, pois o que se tem hoje é isso: os escândalos em um lado decorrem de ingênua idiotia enquanto que os que acontecem do outro são sempre “os mais graves da história”, mesmo quando iguais aos que pesam contra o lado A.

E escolha você quem é lado A ou B. No fim, não fará diferença. Não mudará o nível do debate e o seu principal preço, que é atrasar a agenda do país por falta de foco no que deveria estar mobilizando as atenções.

Nos próximos três anos, o Brasil sediará os dois eventos esportivos mais importantes da atualidade. Está sentado em uma reserva de petróleo de proporções épicas, que será explorada por uma empresa genuinamente nacional. A população vai se tornando mais escolarizada e tem expectativa de futuro em alta.

Mas temos, também, uma pobreza que certamente não irá sumir quando o governo diz que irá, uma infra-estrutura para lá de atrasada, um nível de escolaridade médio baixíssimo e, inclusive, superestimado, pois um jovem brasileiro com onze anos de estudo não sabe tanto quanto equivalentes de países de qualidade de vida média como o nosso.

Nossas cidades são hostis, com raríssimas exceções. Nosso sistema de saúde ainda tortura os enfermos. Nossas escolas públicas e até as privadas não preparam nossa futura força de trabalho de forma minimamente análoga à que preparam as escolas de países muitas vezes até mais pobres e com muito menos recursos.

Esperaríamos que esses fossem os assuntos mais importantes, entre tantos outros, mas, enquanto temos tudo isso a resolver, em vez pôr mãos à obra ficamos nos masturbando com um julgamento cheio de nuanças políticas e em torno do qual parecemos ter apostado o futuro dos nossos netos e bisnetos, como se realmente alguém acreditasse que da degola de meia dúzia de políticos decorreria alguma diminuição da impunidade.

Ficamos discutindo um racionamento de energia cujas probabilidades de ocorrer sempre foram mínimas em vez de nos debruçarmos sobre como aproveitar a janela de oportunidades que está aberta para o Brasil em tantas áreas. Inclusive, negamo-nos a enxergar a própria janela, que dirá aquilo que ela mostra.

E ainda se discutíssemos essa inutilidade com modos, não seria nada. Mas é à base do nós contra eles, do tudo ou nada, da desqualificação completa de um lado pelo outro, não restando nada a quem estiver de fora que não seja entrar na pancadaria ou esquecer que política existe, com todas as consequências trágicas que a segunda opção encerra.

Tirei dois dias para refletir. Agora ponho a reflexão em texto. Nem sei o que está se passando na política. E, hoje, nem quero saber. Estou cheio dessa disputa pelo nada. A reflexão, portanto, é a de que temos que achar um jeito de elevar o debate ao rés do chão que se trava hoje no país. Você, por exemplo, leitor, não teria alguma idéia para doar?

  • Luis Fernando Chiapinotto

    Muito bom Eduardo. Às vezes é bom dar uma afastada pra tentar ver a coisa de uma distância que não nos turve o julgamento. Também tenho andado de saco cheio de dar murro em ponta de faca, tentando fazer cabeças que não querem absolutamente saber de nada além do lixo sem perspectiva que a mídia despeja sobre elas diariamente. Temos muito que fazer no Brasil. Vivemos numa sociedade onde 99% da população é explorada e oprimida por uma elite primária, cruel, ignorante e desinformada. Estamos muito atrasados em todos os aspectos. Difícil sairmos desse ciclo vicioso, já que a mídia de massa não faz outra coisa senão puxar o país diariamente para um abismo sem fim. A única saída que vejo é o governo investir maciçamente em educação – talvez em 2 ou 3 gerações consigamos avançar um pouco.
    É desalentador, mas é uma saída com perspectiva de resultar em mudanças e avanços concretos. Grande abraço.

    • eduguim

      Igualmente, Luis

      • Tô no breu!
        Discussões infrutíferas, sem embasamento!
        “Melhor o governo investir em educação básica….”, dizem!
        Tá!
        E pode?
        Já não investe o dobro que FHC investia (em termos reais) e o dinheiro desaparece na “última milha”, ou seja, nos Estados e Prefeituras?
        Investir em Saúde….. tá a matéria na Carta Capital… SP desaparece com 400 milhões da Saúde!
        O governo federal foi excomungado pela Constituição de 88, a carga de IMPOSTOS estaduais e municipais cresce de vento em popa.
        O ICMS arrecada mais que todo o I.R!
        Mas cadê educação, saúde, segurança. atributos dos Estados, hoje?
        O cerne da questão é BANDA LARGA!
        O cerne é COMUNICAÇÃO!
        Sem ela, sem discussão!
        Com o monopólio da GLOBO…. é perder tempo!

    • Apoio Ao Aliança

      Enquanto vc achar que só tem uma linha de pensamento correta

      “cabeças que não querem absolutamente saber de nada além do lixo sem perspectiva que a mídia despeja ”

      Certamente vc vai continuar batendo em ponta de faca

      • Juliano Santos

        Lixo não é pensamento. O Luis está certo, a mídia despeja lixo e não “pensamentos”. E não é uma questão de ser direita, centro ou esquerda.
        É que a mídia mascara o que realmente está em jogo, a eterna luta de classes, com denúncias seletivas superdimencionadas e as vezes até falsas. Reduz toda a discussão a uma questão de moral, que tem como resultado final nada mais do que o falso moralismo.
        A blogosfera acaba ficando refém desse jogo imposto pela mídia, que a despeito de estar perdendo a influência que tinha, ainda pauta o debate no país.
        Os blogs “sujos” acabam ficando apenas defensivamente tentando se contrapor às campanhas golpistas. Pois sabemos que não é a ética que eles querem é voltar ao poder, custe o que custar.
        A blogosfera fica repetitivamente dizendo que o pig é pig.
        E nada do que o Edu falou é discutido do Brasil.

        • Apoio Ao Aliança

          Devo entender que

          PIG = Lixo

          Progressismo = Cultura

          Cara que lê PIG é mal informado

          Cara que lê os progressistas é bem informado

          Não existe pensamento mais binário que este.

          Então esteja a vontade para ficar batendo na ponta da faca

          • Juliano Santos

            Esse pensamento pode ser binário. Mas é verdadeiramente simples como afirmar que a chuva chove para baixo. Quem só lê o pig é desinformado, é um fato.
            E você? Faz o que aqui, invés de só ler a Veja e a Folha? Se informar direito, embora paradoxalmente saia a repetir o que diz o pig, que você sabe que mente

  • Thiago Silva

    Meu amigo, com a imprensa que temos e o alerta do Pulitzer, só a desesperança – ou não, tenho algumas pessoas para propor tal reflexão. A ver o que acontece…

  • H.Pires

    REVOLUÇÃO NA ISLANDIA(lá e cá com suas “pequenas” diferenças). REFERENDO SOBRE TUDO. A SOCIEDADE NO COMANDO REAL DA NAÇÃO. O pior pesadelo de qualquer “governo” É A SOCIEDADE ORGANIZADA. Tudo organizado e pacificamente efetuado: “…Revolução Islandesa: demissão de todo um governo em bloco, nacionalização da banca, referendo para que o povo decida sobre as decisões económicas transcendentais, encarceramento de responsáveis da crise, reescritura da constituição pelos cidadãos e um projecto de blindagem da liberdade de informação e de expressão.

    Disseram algo os meios de comunicação europeus? Comentou-se nas repugnantes tertúlias radiofónicas de políticos de médio cabelo e mercenários da desinformação? Viram-se imagens dos factos pela TV?

    Claro que não. Deve ser que aos Estados Unidos de Europa não lhes parece suficientemente importante que um povo pegue as rédeas da sua soberania e plante contra o rolo neoliberal. Ou quiçá temam que se lhes caia a cara de vergonha ao ficar uma vez mais em evidência que converteram a democracia num sistema plutocrático onde nada mudou com a crise, excepto o início de um processo de socialização das perdas com recortes sociais e precarização das condições de trabalho. É muito provável também que pensem que ainda fique vida inteligente entre as suas unidades de consumo, que tanto gostam em chamar cidadãos, e temam um efeito contágio. Ainda que o mais seguro é que esta calculada desvalorização informativa, quando não silêncio clamoroso, se deva a todas estas causas juntas…”.
    Fonte: NSMB

  • Fabio Martins

    Há que se contrariar Otto Lara Rezende e seu funerário “mineiro só é solidário no câncer”. Em especial, numa infeliz projeção sobre senso gregário, solidário, societário,etc. do brasileiro. Contrariar. E deletar esse tipo de palpites. Dentre os círculos essenciais e existenciais, aparece no topo da lista exatamente a convivência com idéias, temas, projetos e pragmatismo na Politica nacional. Esse “rigorismo pessimista”, rançoso e azedado nas cumbucas das péssimas intenções das elites cheirosas, direitas, fanáticas para que o Brasil entre na linha, como nos tempos da ditadura, exige ser tratado sob a sugestão dada nesta página por Eduardo Guimarães. Reação. União. Enquanto ainda é tempo. Lembremos da Presidenta Allende no Chile. Tinha alta aprovação popular. Mas….

    • Apoio Ao Aliança

      Um exemplo de reflexão

  • Marcelo Rodrigues

    O que está acontecendo é que o debate dos rumos do País se dá no cercadinho traçado pela direita, enquanto o governo, que deveria estar fazendo as reflexões e as propostas, se deixou acuar e não consegue romper o círculo de giz, exatamente como é o plano reacionário.

    Enquanto isso, as forças progressistas ficam perdendo tempo em rebater o PIG e não se aglutinam em torno de projetos, aliás os que existem são muito tímidos e não empolgam.

  • Maurício Santos

    Olha Eduardo, hoje, conversando com meu cunhado, antes de ler o seu post, e disse que estava cansado de discutir política.E olha que o meu campo de discussão é infinitamente menor que o seu, porém me apoio muito nos seus textos e em toda a blogosfera.

    E estou cansado justamente por constatar que esses dois lados nunca irão mudar de opinião.Pelo menos é assim que eu vejo em todo esse tempo de militante virtual.Desde o início até hoje, as pessosas do meu círculo de relacionamento, ou são a favor do governo ou são contra, e justamente estes últimos são refratários a qualquer tentativa de esclarecimento sobre o que o PIG nos desinforma.Chego a fazer papel de inocente, de cego e de mal informado.

    Porém, após muito refletir cheguei a uma conclusão:não vou mais discutir política com ninguém.Não mando mais e-mail, não converso a não ser quando detecto empatia na discussão por parte do ouvinte.Esses “amigos” do dia a dia não estão nem aí para o que está acontecendo no país.Cada um preocupado com sua vidinha, não tem tempo para se informar e um simples Fantástico aos domingos lhes dá tudo que precisam para satisfazer seus anseios por serem participativos da vida nacional e exercerem a sua cidadania.

    E assim, durante um longo período de tempo costumam propagar “notícias” no FaceBook sem se importar como o destino cronológico de suas “matérias”.Hoje, eu ainda debato alguma coisa “a pedidos” e pasme, são todas materias antigas, ultrapassadas, mastigadas e destruídas pela blogosfera.

    sinceramente, eu acho que o PT esta certo quando não se importa com o PIG…..afinal, as urnas estão aí monstrando a realidade.

    Abs

    • José Ricardo Romero

      Caro Maurício, o problema não são as urnas. Votos o PT tem suficientes, embora muito menos do que aspira. Um golpe está em curso e ele não é nem legal e tampouco democrático. Não adianta nem mesmo ter apoio popular, porque um golpe ardiloso que criminalize o Lula e a Dilma impedindo-os de se candidatar, ou suspenda os direitos do PT, pode ocorrer com uma pressão tão forte da mídia que criou as denúncias que o próprio povo ficará desarmado para reagir. Não se brinca com a direita golpista, essa do Brasil, como o PT está brincando.

  • Marcos Rocha

    Eduardo, que felicidade ver este post!

    Se pegarmos os comentários nos blogs de esquerda nos últimos anos, creio que 90% cingem-se a PT X PSDB, Serra X Lula, Petralhas x Privatas, etc etc etc. Imagino que nos blogs de direita esse percentual seja ainda maior!

    Quem sabe essa anunciada “parceria” entre Alckmin & Hadad seja o prenúncio de novos tempos? Com menos politicagem e mais preocupação com os administrados?

    Vou tentar dar minha humilde colaboração a um debate propositvo:
    _____________________________________

    Na minha opinião, alcançada a estabilidade econômica (FHC) e caminhando-se numa marcha que ao meu ver não tem mais volta, com destino à justiça social (Lula), penso que Dilma e seus sucessores (salvo alguma bancarrota mundial) deviam fixar algumas prioridades com metas ousadas, para que não sejamos mais um país rico de gente pobre e mal instruída.

    Sei que é batido, mas sugiro a educação.

    Por que não se ropõe um total reforma da educação neste País?

    Imagine fazer um projeto de 20 anos, um compromisso inscrito na Constituição, a ser cumprido, obrigatoriamente por todo e qualquer governo, de qualquer partido, dando prioridade à construção de escola, ensino de QUALIDADE, com professores passando por rigoroso concurso de seleção e bons salários?

    Se o ensino fundamental e médio forem de excelência, será que daqui a 20 anos precisaremos de cotas para negros?

    Não haverá redução de desigualdade, violência e desemprego com uma geração bem instruída?

    Será que um esforço supra partidário, convocando a iniciativa privada a investir num projeto educacional desse porte, com incentivos fiscais não valeria a pena?

    .

    • josé do Ceará

      Caro, Marcelo, concordo com tudo que vc escreveu. Agora, vai que um neoliberal desses da vida assume o ministério da fazenda e o Bacen. Sabe o que eles fariam sem o menor remorço ? Onde que eles cortariam dotaçoes ? Quais setores sofreriam reduçoes drásticas ? Um antigo Presidente do Banco central brasileiro ao se referir ao alto desemprego no governo FHC ,dizia : Isso é um EFEITO COLATERAL INDESEJADO.
      Cinismo maior do que esse, é impossível .Enquanto isso, os rentistas enchiam seus bolsos com uma SELIC nas alturas.Não confio nessa corja….A Luta de classes atual está no ORÇAMENTO.

    • josé do Ceará

      Desculpe, o nome é MARCOS ROCHA !

  • Gerson Carneiro

    Pantagruélico

    adj. Relativo a Pantagruel, personagem caricatural de um romance de Rabelais, o qual se singulariza por ser amante da boa mesa e do bom vinho.

    Abundante em comidas e bebidas.

  • Eliseu Leão

    Repassando. Recebi esse texto no dia de Martin Luther King.

    O branco moderado: A maior ameaça à liberdade
    21/1/2013, “Dia de Martin Luther King” [1], Corey Robin
    http://coreyrobin.com/2013/01/21/the-white-moderate-the-greatest-threat-to-freedom/

    Todos os anos, no Dia de Martin Luther King, relembro essas palavras de King:

    “Nos últimos anos, tenho tido inúmeras decepções com o branco moderado.
    Quase chego a lastimável conclusão de que o maior obstáculo que os negros
    enfrentam em nossa caminhada rumo à liberdade não é o Conselheiro
    para os Cidadãos Brancos, nem os homens da Ku Klux Klan,
    mas o branco moderado, mais devotado à ‘ordem’ que a justiça; que prefere
    uma paz negativa, que é a ausência de tensão, a uma paz positiva,
    que é a presença de justiça; que vive a repetir: “Concordo com você
    no objetivo que você busca, mas não posso concordar com seus métodos
    de ação direta”; que acredita paternalistamente que pode fixar
    o cronograma para a liberdade de outro homem; que rege a vida dele
    por um conceito mítico de tempo e só sabe aconselhar o negro a esperar
    “por momento mais conveniente.”

    (16/4/1963, “Carta de uma prisão em Birmingham”
    http://www.africa.upenn.edu/Articles_Gen/Letter_Birmingham.html)
    [1] Celebrado anualmente na terceira 2ª-feira de janeiro [NTs]

    • marcio b. Martins

      Tudo isso é correto amigo, mas já fizemos nossa parte na luta e continuaremos a fazer. O que não precisamos é gastar energia com “apagões” que não ocorreram nem com obras da copa que “não ficarão prontas”.
      Não podemos ser omissos, mas não devemos deixar que nos lancem osso para ficarmos roendo e deixarmos de avançar no essenvial.
      Ás vezes lamentamos como derrotados, quando na realidade, temos sido os maires vencedores nas batalhas que lançamos contra a grande mídia.

      Lutar sim, roer osso em discussões inúteis, não.

    • marcio b. Martins

      Tudo isso é correto amigo, mas já fizemos nossa parte na luta e continuaremos a fazer. O que não precisamos é gastar energia com “apagões” que não ocorreram nem com obras da copa que “não ficarão prontas”.
      Não podemos ser omissos, mas não devemos deixar que nos lancem osso para ficarmos roendo e deixarmos de avançar no essencial.
      Ás vezes lamentamos como derrotados, quando na realidade, temos sido os maiores vencedores nas batalhas que lançamos contra a grande mídia.

      Lutar sim, roer osso em discussões inúteis, n

  • André Oliveira

    Este lamentável processo se intensificou na medida em que um governo de centro esquerda conseguiu realizar uma proeza de inclusão social que beneficiou muitos e revoltou profundamente aqueles a quem eu chamo de direitistas pobres ou a classe média das antigas. Este pessoal não se conforma de jeito e maneira nenhuma que o nordestino pau de arara tenha sido bem sucedido no propósito de governar o país. E este sucesso veio na esteira de erros gigantescos que ele cometeu, o principal deles decorrente do uso das estruturas corruptas, ou ao menos duvidosas, dos conservadores para financiarem suas ações políticas e garantirem apoio parlamentar. Neste contexto, os problemas históricos da nação começaram a ser transfigurados em outros novos e desafiantes problemas. Antes tinhamos fome, miséria, pobreza extrema. Hoje temos necessidades prementes de consolidar a infra estrutura e a qualificação da nossa população. Neste ponto a direita pobre e a classe média decadentes piram, pois eles sempre juraram que Lula quando fosse presidente iria afundar o país e o que ocorreu foi o contrário. Eu raramente discuto política ao vivo, mas das poucas vezes que faço isso geralmente a conversa não dura muito tempo pois a realidade tranformada do país é inegável. Edu, enquanto não for completado o processo iniciado por Lula, mas covardemente deixado de lado, que é a democratização da mídia e este processo não formar uma geração nova de cidadãos, ainda teremos embates piores que estes que temos hoje.

    • Thelma Oliveira

      Concordo com você e com o Marcelo Rodrigues. O problema maior é que combater as trombetas do apocalipse midiáticos acabou por tirar o espaço da reflexão crítica da esquerda, uma vez que nos tornamos guerrilheiros da contra informação.
      É uma pena, mas não vejo a médio prazo uma solução para isso. Hoje, por exemplo, fui abrir o uol e a chamada é a piada “Risco de seca vai passar a pesar na conta de luz do consumidor”. Distorção em cima de distorção. Daí, como não apresentar um contraponto?
      Aliás, vim ao blog com a intenção de ver se o Edu já tinha comentado alguma coisa sobre isso, como um ninja da escrita às 8hs da manhã. Pode? Mas é assim que eu tenho reagido, vejo aqui e nos outros progressistas, posto no face e vou passando adiante informações mais salutares, também guerrilheira da contra informação.
      E isso que nem é ano de eleições, pois nesses quase não consigo trabalhar, tamanho o volume de coisas pra desdizer.
      Moro em São Paulo e já estou me preparando, porque os próximos 4 anos, que serão surreais aqui. Como e quando vamos sair dessa? Podemos sair dessa nas atuais condições? Se sairmos, o que acontece? Eu posso ficar sem a contraposição do Edu pra postar no face? Ainda sem respostas.

  • Comentarios bons, nem sei mais quem falou o que, mas como para uma revolucao democratica islandesa , imprescindivel se faz que o povo seja instruido,, gostaria de ver em pratica pelo governo Dilma com prioridade maxima a sugestao do Marcos Rocha . Desde que o Lula assumiu me decpciona a nao taxacao sobre as grandes fortunas e a nao relizada reforma agraria nos latifundios , mas para realizar tudo isto se faz necessaria a democratizacao da midia, porque o PIG, a servico do capital vai espernear e formar opinioes irracionais.

  • Romanelli

    arre, quem disse que milagres não acontecem…

    sinceramente, eu tenho REZADO por este momento de debate e de propostas, de críticas e de autocríticas, de propostas desde ..deixe-me ver ..desde uns 30 ou 35 anos pra cá

    Da minha parte lembro a vc que TODA vez que tendo introduzir estes temas aqui (quando fala do bairro, cidade e economia do país por ex) toda vez ou sou “ignorado” ou ofendido, dizendo que estaria a serviço do inimigo.

    Eduardo, não desanime, mas a IMENSA maioria de nossos cidadãos NÃO tem e nem sabe propor NADA, não sabe debater e escolher entre opções (às vezes até adversas), a maioria só fazer futrica mesmo, intrigar, propagar mentiras e falar sem saber e/ou pensar (e isso vem de TODOS os lados, bom lembrar)

  • Regina Gartz

    É, Edu, perfeita a expressão: saco cheio!

  • rosenvald flavio barbosa lula da silva

    Edu, bom dia
    tem dias que bate um desânimo, realmente……….
    mas……….ou se luta na política………com debates, ofensas e votos…ou
    voltamos á idade da pedra, idade média, e vamos á guerra, com armas na mão.
    melhor nas urnas.

  • Ando pensando muito nisso.

    Fico imaginando como somos levados a escravidão e ou nós levamo-nos a ela de maneira voluntária.
    Meu avô, matuto, analfabeto, lá do interior de GO, homem trabalhador que construiu uma familia do nada e com dignidade do trabalho honrado ajudou a fazer a estrutura que somos hoje., quando minha mãe recem-casada veio para Brasilia tentar a vida nesse deserto de chão batido, mas cheio de oportunidades, lhe deu um conselho.

    – Minha filha, trate muito vem o seu vizinho, ele é o seu parente mais próximo .

    Não devemos viver de mágoa com ninguém, ter muita cautela nessa vida sempre, mas destratar as pessoas por nada não seria muito prudente.

    A evolução do conhecimento se trava pela necessidade. A ciencia evolui e evoluiu pela produção, pelo comercio e a necessidade do homem em ter conforto. Sempre foi assim, sempre será eu acho, mas se não compartilhar, a inveja se instala e o pior pode acontecer, e tenha a certeza, acontecerá.

    Ultimamente eu venho assistindo a alguns documentários sobre produção, tem um que eu adoro. Esse é o reality Show que eu adora. Tinham 32que assistia

    PESCA MORTAL e ESTRADAS MORTAIS

    Mas estou particularmente interessado em FEBRE DO OURO

    Um grupo de homens desempregados dos EUA que vão ao Alasca tentar a sorte no garimpo. No primeiro ano tiveram prejuizo , já no segundo ano tiveram lucro de 50 mil dolares que repartidos deu 8 mil para cada garimpeiro.

    Eu tenho o hábito de falar muito mal dos EUA, que fique claro que são os conglomerados, mas as familias são algo de muito interessante. O principio da organização por associações ainda é um achado .

    Esse grupo de homens tem todo o tipo de dificuldade, mas a união pelo sonho de se ajudarem mutuamente é um exemplo. Esse grupo tem uma estrutura familiar solida e faz crer que essa aventura no Alasca vai dar certo, só que nos EUA há familias que viveram a vida inteira marginalizada e não tem a estrutura psicologica desse grupo de homens para começar uma atividade produtiva que requer tanto esforço. Aí cabe ao estado, mas não só governo, toda a sociedade.

    Aí QUE EU QUERO CHEGAR. Há muitas idéias aqui e acolá, mas sem união da sociedade para o progresso sustentável, como você bem colocou Eduardo, perderemos não uma janela, mas várias portas que se abrem à nossa frente. Assim como o mito da caverna de Platão, temos ainda medo das sombras lá de fora.

    Prefiro sempre errar mil vezes para uma vez acertar e não há duvidas sobre isso, o erro faz parte do oficio de acertar. O Brasileiro tem que tirar o medo de errar. Quando o PIB só cresceu aquele valor que tantos dizem que foi um horror, foi a ousadia de alguém que quis tentar, mas que ainda não desistiu de tentar tantas vezes quantas necessários para a fim de acertar. Não tenho duvidas que o acerto está a caminho.

    A sociedade dando uma mão o caminho será mais rápido, mas requer mais ousadia em se livrar dos grilhões da escravidão. Vou lhe dar um exemplo.
    O transporte coletivo nas regiões metropolitanas , no meu ponto de vista tinham que ser GRATUITOS. O estado tinha que monopolizar esse nicho.
    Como foi que eu pensei nisso?
    Aqui em Brasilia estamos cheios de ¨ecologistas¨. Muitos votaram na Marina Silva por causa disso, mas até agora não vi um unico ¨ecologista¨ dizer que se o estado estatizar o transporte coletivo nas cidades a emissão de carbono reduziria em 1/4.

    Eu adoro trabalhar o duro, fazer minha parte. Faço doação de 1/3 do meu salário para projetos na minha comunidade, mas adoro o CONFRONTO de idéias. Por que não transporte de graça meu irmão?

  • H.Pires

    O pregador da praça
    Certa vez um caxeiro-viajante passou por uma cidade e viu um homem em uma praça clamando contra as injustiças, os roubos, a corrupção, manipulação e as mentiras daquela cidade. No entanto, ninguém o ouvia. Todos continuavam suas vidas, andando de um lado para o outro.

    No caminho de volta, o caxeiro encontrou novamente o mesmo homem, na mesma praça, dizendo as mesmas coisas, e todos continuavam agindo como se não houvesse ninguém ali.

    Na terceira vez que o caxeiro passou naquela cidade e viu o mesmo homem falando, se aproximou e disse:

    – Voce está aqui falando todos os dias e ninguém ouve o que voce diz. Por que voce continua falando se as pessoas não mudaram?
    – Porque (respondeu ele com humildade) se eu me calar, elas é que terão me mudado.

    • José Antero Silvério

      Pires, gostei desta! É por isso que precisamos estar sempre falando sobre o essencial – a paticipação política – naõ como esses propagadores da Ficha Limpa, como se ela pudese resolver o problema da corrupção no país. Assim como os militantes dessas passeatas contra isso ou aquilo que nada falam do âmago da questão: a falta de participação no processo político, como bem ressalta o Edu. Precisamos urgentemente de uma reforma política que privilegie o financiamento público de campanaha e a fidelidade partidária para acabar com os partidos de aluguel. Se junto vier também a implantação do voto distrital, melhor ainda.

  • Lúcia Adélia

    Sinto muito Edu, mas enquanto tiver essa mídia golpista, podre e mediocre jamais teremos um debate sério nessa área, esquece. Ou lutemos pela democratização dessa mídia ou então estaremos fadados a ver esse debate mesquinho e asqueroso que não leva a lugar nenhum. Como é que pode hoje já é metade da semana e não se fala noutra coisa se não no Obama na sua família maravilhosa e linda e no EUA? Não há ideia boa que se contraponha a isso, infelizmente essa é a verdade nua e crua, o Congresso Nacional parece não estar ciente do mal da mídia golpista, mas vai amargar por ter sido subserviente a ela. É isso.

    • Apoio Ao Aliança

      Excelente reflexão

    • wagner

      “O congresso não está ciente? o congresso vai amargar o quê mesmo?” Piada das boas, essa!

      Pô, se tivéssemos um congresso digno desse nome não seria necessário brigar com a mídia, pois ela não teria o espaço que tem.
      E o único argumento dos petistas contra a mídia é dizer que ela deveria ver os ‘malfeitos’ de todos e não só dos petistas, sem sequer fazer qualquer crítica aos petistas/aliados e seus malfeitos (que não são inventados pela mídia). Exemplo disso foi a defesa feita aqui mesmo no blog para a eleição do próximo presidente da câmara, envolto em coisas escusas, mas para o blogueiro, como todos fazem, a sacanagem é da mídia, não do congressista. Com esse tipo de argumento nunca o debate vai subir de nível.
      Enfim, a mídia só ocupa o espaço que ocupa porque quem deveria ocupar o debate político está preocupado em seus próprios negócios, na maioria das vezes nefastos.

      • Sávio Valença

        “E o único argumento dos petistas contra a mídia é dizer que ela deveria ver os ‘malfeitos’ de todos e não só dos petistas, sem sequer fazer qualquer crítica aos petistas/aliados e seus malfeitos (que não são inventados pela mídia)”

        Mentira, nós queremos uma mídia honesta intelectualmente, que critique ambos os lados, de forma coerente, sem factóides para armar golpes contra um lado só. Pois a mídia atual, cria situações negativas para o PT, o caso do julgamento do mensalão foi a pior delas, e ajuda os amados aliados, no caso serra da bolinha de papel.

        E aí Edu, dá para manter um debate sério com um elemento destes. Fica difícil, mesmo vc explicando tudo a ele, ele sempre voltará com uma trollagem ainda pior.

      • MarcRJ

        Falou e disse, Wagner!
        A imprensa eh “golpista” quando denuncia os podres do governo e eh aliada de ocasiao quando denuncia os podres de quem eh oposicao…..ou seja…..eh exaltada quando denuncia gente como Demostenes Torres e eh atacada quando denuncia gente como Delubio Soares….assim fica dificil…

        • Sávio Valença

          Só falta denunciar os podres da oposição e ficar martelando em cima de demóstenes…. coisa que às vezes faz, e de forma bem pífia….. se fizesse como faz com o PT, teríamos 0% de adoradores do PSDB/DEM/PSS…

  • Apoio Ao Aliança

    Pois é Sr. Eduardo.

    No caso sempre é mais fácil calar aqueles que pensam diferente, silenciar alguém que possa não concordar com seus escritos e censurar aqueles que não se enquadram na linha política do Blog.

    Se transformarmos isto em exemplo à nível Federal, então teremos a tão sonhada “Ley de los Medios”.

    Vc só torna mais visível a real intenção doa Imprensa Progressista.

    Nisto te devo até alguns agradecimentos, pq eu não estava mais ciente de quão radicais os progressistas podem ser.

    Keep on Walking

    • Na verdade você é a prova de tudo o que o Eduardo está falando. A Ley de Medios é necessária para evitar que uma imprensa selvagem continue sua indústria da difamação – que pra mim já é uma forma de crime organizado. Temos jornais que mandam seus jornalistas oferecerem espaço de matérias para empresas, como se fossem vendedores de publicidade – e se eles não toparem, essa empresa vai ser difamada na imprensa. Temos um monopólio da distribuição nacional pertencente ao grupo Abril, que subiu o preço de capa a um percentual exorbitante – 55%, tornando-se praticamente sócio majoritário de toda e qualquer editora que ponha algo nas bancas, encarecendo seu preço de capa a níveis pouco competitivos a menos que você seja uma grande editora com capacidade de amortizar esses valores através da impressão de grande escala, e escapando da lei de monopólio por causa da existência de distribuidoras regionais (o que é pouco convincente). Temos telejornais que omitem informações e forjam outras (bolinha de papel, alguém?). Temos um ministério público que praticamente existe para localizar qualquer coisa que tire audiência da globo nos outros canais e os colocar em horários aonde eles não alcançarão seu público. Temos varas aonde se sabe que determinadas empresas sempre põem seus processos, e ou sempre ganham, ou sempre os arrastam, no esforço de falir quem move processos contra eles quando esses processos fatalmente não podem ser esmagados. E lembrem da morte do Amilton Alexandre, do Tijoladas do Mosquito.
      Sim, como alguém falou, os blogs progressistas acabaram se polarizando, mas isso acontece justamente porque a mídia sabe que o público que os acompanha tem espírito de manada. É algo que funciona com a lógica de um pátio de escola primária: temos um garoto que diz a todos “vamos jogar queimada”. Outro garoto, cansado e que não está a fim de brincar disso, propõe outra coisa. Então o garoto que quer jogar queimada ao ver o outro despertando interesse, fala aos berros: “feio, bobo, cara de mamão” – e o pessoal, cuja verdadeira política é ver o circo pegando fogo, começa a repetir sem nem ao mesmo pensar por que o “feio, bobo, cara de mamão”. Ou o garoto fica sozinho e aí os outros começam a rir dele, dizendo que ele não sabem brincar, ou ele cede para evitar os risos.
      Qualquer semelhança entre os quadrúpedes que repetem em qualquer oportunidade de frase “mensalão” e “petralha” ao som de Reinaldo Azevedo não é essa coisa. Sim, eles apelam a gente cuja mentalidade não vai muito mais longe do que uma criança de primário, e sabem que isso funciona – essa gente quer se divertir atazanando os outros, e repete “petralha petralha petralha”, sem capacidade nenhuma de discernimento. Grande discurso político esse.
      Notem que esse tipo de atitude tem precedentes históricos: procurem na internet os nomes “William Joyce” e “Lord Haw-Haw”. Não foi a toa que os aliados o enforcaram – eles sabiam o poder que mentiras e difamações tem. O que temos é uma grande imprensa estruturada como SIM, uma forma de crime organizado. E não temos Intocáveis que sejam efetivos contra eles. Então não tem jeito: ou se parte contra eles, com todos os riscos envolvidos, ou essa ladainha vai continuar sendo a mesma para sempre.
      Lei de Mídia é trazer a lei contra os que abusam do poder da informação. Os cabeças da grande imprensa sabem disso. E por essa razão, vão tentar vender o discurso de que “vão transformar o Brasil numa Cuba!” para um monte de crianças do primário mental. Elas são impermeáveis a discursos, argumentos ou racionalidade. E elas vão repetir essa baboseira, sim.

      • Ops, corrigindo: “Qualquer semelhança entre os quadrúpedes que repetem em qualquer oportunidade de frase “mensalão” e “petralha” ao som de Reinaldo Azevedo não é mera coincidência”.

  • Sávio Valença

    Edu, venhamos e convenhamos, Dilma está fazendo justamente isto o que vc fala que deveríamos fazer. Ela foge desta disputa político-ideológica, pois ela sabe que isto não dará em algo produtivo, muito pelo contrário, isto só fará com que não se avance. Por isto, ela se preocupa em administrar e gerir o país, com redução dos juros bancários e das tarifas de energia, tentando alavancar o setor produtivo, remanejando o valor da parcela financeira do PIB para a parcela produtiva, ou seja, valorizar mais as empresas que produzem do que os bancos, dando a eles mais força de forma que o nosso PIB cresça mais com a produção.

    Porém na contrapartida, temos o PIG que sabe disto, sabe que o país pode evoluir com o PT, mas mesmo assim tenta sabotá-lo a qualquer custo, por interesses mesquinhos de poucos que lucram de forma ilegal e de forma a atender interesses alienígenas. É difícil fazermos um debate de mais alto nível, fora da política quando vemos os sabotadores cada vez mais impetuosos e cegos. Hoje mesmo por exemplo, escutei na rádio, ao vir para o trabalho, que a confiança no país do empresário do setor produtivo está caindo, pois pensei na hora, como pode cair se o governo tenta ao máximo estimulá-lo, pois me lembrei das notícias do racionamento, da defesa dos juros altos por parte do PIG, da previsão negativa da economia por parte deles, do martelamento no “pibinho”, sem mostrar as contrapartidas, sem criticar de forma construtiva.

    Tenho muitas críticas ao PT, tenho sim, ao governo, tenho sim, mas fica difícil criticá-lo com esta direita nociva. Aliás, acho que isto não é uma particularidade nossa, vejo que é um fenômeno mundial o radicalismo. Os EUA estão na mesma, pois movimento depreciativos da ultra-direita estadunidense é bem feroz, talvez mais feroz que os daqui. Enfim, é bom desabafar de vez em quando e desejar que as coisas pudessem ser diferentes.

  • Rachel

    Eduardo,
    Com a imprensa que temos, acho difícil. Os partidos políticos fazem o jogo deles, quer sejam governo, quer sejam oposição. Uns melhores, outros piores, mas todos querem chegar ao poder. Uns para resolverem seus próprios problemas e de uma minoria privilegiada que sentem arrepios guando pensam em aeroportos lotados e como farão se tiverem que ficar de vez, sem a empregada doméstica (que muitos tratam ou tratavam, quase como escravas). Outros querendo um país melhor para todos, com oportunidades para todos…
    Mas a imprensa pra mim é nojenta, suja. Quer decidir quem pode ou não governar, quer influenciar até em quem antes eu acreditava, no judiciário.
    Não tem nada que eu despreze mais do que a imprensa brasileira, principalmente por serem intocáveis. Ao primeiro sinal gritam que estão querendo calá-los e posam de vítimas.
    Esquecem, que se hoje podem fazer este joguinho sujo de denuncismo sem provas, destruindo vidas, devem aos que lutaram contra a ditadura, enquanto eles passeavam de braços dados com os generais…
    Lamento, mas não acredito em uma política saudável, enquanto formos pautados por uma imprensa como a que temos hoje no Brasil. Não dá para fazer o jogo deles e correr o risco de colocar sua turma no governo, onde por mais corruptos que sejam nos vendem como “grandes brasileiros”.
    Abraço.

  • Rachel

    Nesta segunda, no Canal Brasil, assisti ao documentário “Brizola, Tempos de Luta”. Saboreei cada palavra no direito de resposta de Brizola no JN. Já tinha assistido, mas é sempre bom ver novamente. A Globo devia apresentar no “Vale a pena ver de novo”. A cara do Cid Moreira era impagável.

  • Roberto Ribeiro

    Se eles pegarem em armas, nós vamos enfrentá-los com flores?
    Como manter debate elevado com gente que se recusa a isso?
    Como manter um diálogo elevado se a Direita coloca a Corte Suprema do País de joelhos para vingar adversários políticos dela?
    Enquanto existir a Direita Nazista, será impossível o debate elevado.
    Na Europa no final década de 30 e começo da década de 40 a Direita mandou milhões de seres humanos para as câmaras de gás.
    No Brasil, nos anos 60, 70 e 80, milhares de seres humanos foram sequestrados, estuprados, torturados e assassinados pela Ditadura Militar e cia, a Direita de hoje é a mesma, o dia que tiver a chance de repetir tudo de novo, não vai pensar duas vezes.
    Minha sugestão é a de que todas vezes que qualquer tentáculo da Direita ou da Esquerda agir de forma mau caráter temos que apontá-los como tal.
    No Brasil, a forma de ação mais mau caráter atual, é apontar a corrupção dos políticos da situação e de seus aliados, quando ao mesmo tempo esconde toda a lama da oposição e seus agregados, ou seja, para que se continue se beneficiando e protegendo a corrupção dos comparsas, é preciso que aponte a dos concorrentes.
    A face mais nojenta dessa Direita é o PIG, que jamais vai aceitar qualquer tipo de debate elevado.
    O PIG é canalha por opção, opção aliás, inegociável por parte dele.

    • .

      Ô meu caro, você esqueceu de citar ai também as atrocidades da esquerda…
      Cadê os milhões assassinados na URSS, na China no Camboja, em Cuba, na Coreia do Norte, etc?
      Cadê os milhões que apodreceram durante anos e anos presos nas masmorras e gulags nesses mesmos lugares, apenas por ser contra a ideologia do ditador? Xiii…
      É isso que muitas vezes faz os debates políticos ficarem no “rés do chão”. As pessoas discutirem a política usando os “óculos ideológicos” que fazem enxergar apenas aquilo que lhes interessa.

      • Sávio Valença

        Sebastião, vc vai morrer falando isto, “Cadê os milhões assassinados na URSS, na China no Camboja, em Cuba, na Coreia do Norte, etc?”….. Vc sabe que não foi do jeito que falam no livro “O lado negro do comunismo”….. Em Cuba, por exemplo, nunca houve milhões de mortes, vc não pode atribuir culpa nas mortes da revolução, que são baixas de guerra, ao comunismo…

        Eu te pergunto, Jesus Cristo é culpado pelas mortes nas cruzadas?

        Te peguei…

        • .

          Em primeiro lugar eu não disse que Cuba teve “milhões” de mortos. Eu disse que a soma de todas as tragédias do comunismo teve milhões de mortos. Cuba teve em torno de 100.000 mortos somado-se as execuções e os que tentaram fugir nas jangadinhas e morreram afogados.

          A URSS de Stalin e outros teve 20 milhões de mortos.

          A china de Mao e outros teve 65 milhões de mortos

          O Camboja do Pol Pot e o Kmer vermelho teve 2 milhões de mortos:

          E por ai vai… Tem mais uns milhões no Vietname, Coreia do Morte, Europa oriental, África (em especial Angola), Afeganistão (durante a invasão Soviética) etc…

          … E quanto esse seu exemplo Jesus Cristo, sem comentários. Não dá pra comentar algo sem pé nem cabeça.

          • Sávio Valença

            Sebastião, todos estes dados de que vc fala são altamente contestáveis, vieram de um livro tido como tendencioso. Pois os métodos e atribuições são altamente questionáveis, veja no wikipédia. Existe também um livro chamado “o lado negro do capitalismo”, que atribui ao capitalismo 100milhões de mortes, também questionável.

            Pela décima milésima vez, que eu falo para vcs direitóides, e que vcs sempre voltam com a mesma baboseira por trolagem, as ideologias, tanto comunista como a captalista, tirando o nazismo, uma vertente de extrema direita do capitalismo, não pregam a morte. Portanto, o que alguns, não todos, déspotas tanto da esquerda como da direita fizeram, não qualifica o comunismo ou capitalismo como ideologias assassinas.

            Quanto a esse seu comentário, “… E quanto esse seu exemplo Jesus Cristo, sem comentários. Não dá pra comentar algo sem pé nem cabeça.”, digo que o que vc escreveu antes é o que é fato sem pé nem cabeça.

            Pois no cristianismo, seguidores do catolicismo mataram milhares ou talvez milhões, dentro do protestantismo também tivemos isto, então a culpa é de Jesus? Esta pergunta serve tanto para quem acredita que o comunismo mata, quanto ao que acredita que o capitalismo mata.

        • Apoio Ao Aliança

          Realmente Stalin é como Jesus e não pode ser responsabilizado pelos milhões de mortos na UDSSR.

          Gotsha

  • caro amigos bom dia esta semana vi com muita preocupaçao uma reuniao de estudantes ligados a unne uniao nacional dos estudantes com palavra de ordens e pelo que escutei vai aver um levante nacional contra o governo e tudo indica que isto vai partir de pernambuco tem gente querendo jogar bosta no ventilador do governo federal para limpar o seu trazeiro isto e o que querem fazer no nosso pais primeiro se derruba um governo atrapalhar todo um quadro financeiro inplantado no pais com fortes crescimento em todas as areas do governo tudo isto por calsa do poder e preciso se ter consciencia do que pode vir com este movimento estudantil eu tenho 62 anos e o que vimos neste pais a muitos anos atras que levou o pais a momentos de desespero nao pode mais acontecer se querem tirar o governo que tirem democraticamente com competencia nao com destruiçao em massa principalmente criando comfusao na mente humana mais do que ja a temos as oposiçoes ao governo atual tudo que pensa em fazer e levar o pais a situaçao de miseria para conquistar o poder novamente e existem pessoas que hoje esta com o governo e nao esta pos o que querem e so recursos financeiro mas por debaixo dos panos se articulam com os opositores pelo mesmo objetivo com o apoio total da midia nacional isto e ruim isto e pessimo que Deus nos livre Destas pragas imundas.

  • Valerio Santiago

    Edú a direita não está interessada em Brasil,ela está interessada unica e exclusivamente em voltar ao poder,que elas acham que é propriedade deles,para poder manter seus privilégio$$$$$$$$$$$$$.

  • cezar

    Olha!

    A questão desse maniqueismo ,a que somos colocados, é que somos obrigados a sair em defesa da parte governista, porque o outro lado nos obriga a fazermos o contraponto diariamente..O nível da mprensa brasileira está abaixo dos pés..Infelizmente são tantos os pontos a serem melhorados na nossa sociedade,mas o debate sério inexiste…É uam pena pois poderíamos avançar em proposições

  • Pinheiro Neto

    Há muito que essa reflexão tem que ser feita. Nosso país não precisa mais de debates inflamados de lado a lado, precisa é de levantar as mangas e trabalhar. Para que tenhamos tudo aquilo que nos é de direito. Usando um ditame da religião “orar e vigiar” pra não explodir tudo em corrupção, mas também pra não tentarem nos convencer que somos ineptos e incapazes de mudar nosso futuro enquanto povo

  • Valerio Santiago

    Vou tentar colaborar com alguns temas para o debate: – Reforma total do Serviço Público,desburocratização total. – Uma fiscalização total (Receita Federal)de todos as pessoas que tem cargos publicos(parentes proximos) e Empresas ou pessoas que trabalham com dinheiro público,não so a nivel federal,mas a todo nivel. – Qual a sociedade que queremos? A do eu e tu ou a do eu ou tu??

  • cezar

    Diante dessa loucura toda Dilma virá a público de novo falar sobre energia…Acho que essa vai ser a alternativa constante…Pedir Rede nacional uma vez por mes e tecer seus comentários..

  • a crítica produtiva que se faz hoje é entre a esquerda, não dá mais pra tirar os jumentos no atoleiro que a mídia socou e que estão ali gostosamente “se informando” pelo jornal anti nacional e comprando inVeja, quem sabe lendo. Criei dois grupos no feicibúqui, um familiar, pra abobrinhas e outro em que posto os textos críticos, pra galerinha de esquerda.

  • Cláudio José

    Em 72,5% das escolas públicas não há biblioteca
    País precisa construir 130 mil bibliotecas até 2020 para cumprir lei que prevê obrigatoriedade de acervo de pelo menos um livro por aluno
    ESTADÃO CONTEÚDO
    Tweet
    inShare
    | |

    Apenas 27,5% das escolas públicas brasileiras tem biblioteca (Foto: SXC)
    O Brasil precisa construir 130 mil bibliotecas até 2020 para cumprir a Lei 12.244, que estabelece a existência de um acervo de pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino do país, tanto de redes públicas como privadas. Hoje, na rede pública, apenas 27,5% das escolas têm biblioteca.
    Para equipar todas as 113.269 escolas públicas sem biblioteca, seria necessária a construção de 34 unidades por dia, segundo levantamento realizado pelo movimento Todos Pela Educação com base no Censo Escolar 2011. O estudo também faz uma comparação com números do Censo 2008 e mostra que, mesmo as escolas construídas nos três anos seguintes (foram 7.284 novas unidades) não contemplam o espaço: apenas 19,4% dessas novas instituições têm biblioteca.
    Os Estados mais carentes são os das regiões Norte e Nordeste, que tradicionalmente têm infraestrutura escolar precária, com escolas que chegam a funcionar em construções sem energia elétrica e saneamento básico. Na rede municipal do Maranhão, por exemplo, só 6% das escolas têm biblioteca.
    >> Piso dos professores do ensino básico será de R$ 1.567 em 2013
    O que destoa da lista, no entanto, é o aparecimento do Estado de São Paulo com um dos piores resultados do ranking, com 85% das unidades de sua rede pública (escolas estaduais e municipais) sem biblioteca. São 15.084 unidades sem o acervo de livros. Um enorme prejuízo, se considerado os resultados da edição 2012 da pesquisa Retratos do Brasil, que mostrou que, entre os 5 e 17 anos, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro (64%). “Isso mostra que só a legislação não é suficiente, porque tem lei que realmente não pega”, afirma Priscila Cruz, diretora do Todos pela Educação.
    >> Como as disputas universitárias podem ajudar a formar profissionais melhores
    Quando se analisa o déficit por nível de ensino, vê-se, ainda, que as instituições de ensino infantil são as mais prejudicadas: enquanto 82% das escolas de ensino profissional e 52% das de ensino médio construídas após 2008 possuem biblioteca, apenas 10% das de ensino infantil têm o espaço.
    >> Leia mais notícias sobre Educação
    Uma opção que é um contrassenso, argumentam os educadores, já que é na faixa etária dos 5 anos que a criança está descobrindo a língua escrita e tem de ser estimulada à descoberta e ao gosto pela leitura. No ensino médio, o estudante já teria acesso a outros ambientes de leitura.
    NP

    • Cláudio José

      Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2013

      Mandei essa sugestão de projeto para a Biblioteca Nacional e não tive resposta, por isso apresento aos amigos, quem sabe a Petrobras ou outra grande empresa não se interesse por esse projeto (ideia) e ajude o Brasil diminuir esse enorme problema?

      Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2012

      Prezados membros julgadores do prêmio VIVA LEITURA 2012, o meu projeto é muito simples e objetivo, o livro tem que ir de encontro ao leitor para fazer do Brasil um país de leitores, a minha ideia é o projeto “Trocando ideia”, um projeto inédito aqui no Rio de Janeiro que poderá servir de exemplo para todo Brasil.
      Nós colocaríamos um painel atrás da cadeira do trocador de ônibus, e o leitor (Passageiro) ao entrar, trocaria um livro por outro, assim preso no engarrafamento, ele teria uma boa opção para aprender e se informar. Com esse projeto, todo mundo teria acesso a leitura de uma forma ampla e democrática. Observação não vai faltar patrocinador para esse projeto que vai ajudar muita gente.

  • zé eduardo

    Eduardo, mais uma vez teu texto nos ajuda a refletir, sem dúvida. E me faz concordar em tese. Mas gostaria de sugerir outra possibilidade de leitura disso que está posto: a de que há níveis ou camadas de entendimento da realidade. Por exemplo, quando dizes que “a vida não é feita de branco ou preto” e que se nos apresenta com “nuanças, meios-tons, ambiguidades”, isso me remete ao espaço das relações dos homens entre si mediados pelas suas circunstâncias (num sentido amplamente gassetiano). Transpondo isso para a vida cotidiana em geral ou para a vida política nacional em particular, observa se que os comportamentos individuais, mesmo aqueles de sujeitos que estão em campos de valores distintos e opostos, confundem-se em práticas semelhantes. “Se trago as mãos distantes do meu peito é que há distância entre intenção e gesto”, canta o Fado Tropical do Chico. Na leitura concreta dos ‘gestos’, estes se confundem em tons imprecisos. Confunde-se “quem é lado A ou B”. Gostei muito da tua proposta porque é a reflexão que nos permite ir além do ‘gesto’, em busca de algum indicativo da ‘intenção’ que o gesto abriga. E aí eu faço outra leitura, que situa a reflexão em outra ‘camada’: as ‘intenções’ são necessariamente binárias e excluem meios-termos. Como na visão apocalíptica do Armagedon, ou se está no ‘lado A’ ou no ‘lado B’. Por mais que nossos comportamentos se manifestem de modo embaralhado, a perspectiva ética não admite miscigenação de princípios: ou é isso, ou é aquilo. Então, na disputa política, e já li isto em outros textos teus, o que está em jogo são modelos de sociedade e de mundo que se pretendem alcançar, talvez não neste momento, possivelmente mais adiante: sociedade e mundos mais justos, mais livres, mais humanos, mais democráticos, que estão lá à frente, no horizonte e que são os motivos de nossa caminhada. No entanto, como a caminhada é longa e seu curso não vai em linha reta, há desvios, cruzamentos e mesmo momentos de paralelismo entre uns e outros, ainda que o horizonte do ‘lado A’ seja antagônico ao do ‘lado B’, e que ambos sejam mutuamente excludentes. Nossas circunstâncias (saúde, violência, pobreza, etc.) vão se moldar de acordo com o horizonte a que se referem. Não tem saída: o enfrentamento cotidiano (exasperante!) acontece porque a perspectiva é binária e cada lado luta como pode. Mas não se pode esquecer que se trata de uma luta em que cada lado pretende chegar a algum lugar. Portanto, por maior que seja a impaciência e o cansaço, não se trata, em absoluto, de uma “disputa pelo nada”.

    • maria olimpia

      Perfeito!

  • Nelson

    Sem dúvida, é preciso elevar o nível do debate. Mas debater a sério em torno de grandes temas nacionais depende dos interesses e intenções dos interlocutores. E do poder de cada um deles. Por exemplo, qual o poder efetivo da blogosfera progressista de pautar as discussões de interesse do povo brasileiro? Apesar de seu relativo sucesso como contraponto indispensável à mídia empresarial hegemônica, creio que ela não possa ir muito mais além. Seu limite é o contraponto, a denúncia e a desmistificação da mídia reacionária. Sem jornais, rádios e tvs progressistas de grande alcance, o nível da discussão continuará sendo pautado por aquela mesma mídia de sempre. Ou alguém imagina que um dia a rede Globo, p. ex., vá exibir um programa em tv aberta para debater grandes temas nacionais com eqüidistância e com participantes e moderadores dos mais diversos matizes ideológicos? Ou que os blogs do Azevedo e do Noblat irão se tornar espaços de reflexão? Esses espaços hoje só se encontram mesmo é no âmbito da própria blogosfera progressista. Decerto podem ser aprimorados. Mas enquanto não vier a libertação do próprio espaço midiático como um todo (ao modo Argentino), a combatividade daquela blogosfera deve se manter como a “grande pedra no sapato” da mídia hegemônica.

    • maria olimpia

      Concordo!

  • Luana

    Eduardo, não se deixe abater por este processo, pois quem esta a frente e um nordestino. Passou por coisas que só quem e nordestino do sertão sabe o que e isto. Alias, um africano também sabe. O desanimo bate, mas e preciso ir em frente, pois a vida ira sempre seguir seu curso.

    Estive assistindo a uns documentários e rememorei que nunca foi e nunca será fácil construir mudanças no Brasil. Há um segmento na sociedade brasileira que e muito jurássico, muito mesquinho, tem necessidade de controlar a vida das pessoas e trata las de acordo com a régua do grupo social a que pertence. E um ranço terrível, pois controla a vida das pessoas pelo poder que tem.

    Constroem o preconceito e a desigualdade dentro do pais e, se for alguém do outro grupo que chegou ao poder, agem da maneira que as circunstancias sociais permitem agir. No passado, como sabemos, foram golpes; hoje, Judiciario e os noticiários distorcidos de sempre. O curioso disso tudo e que esta gente sempre esteve no poder e nunca deu educação para o povo, mas o povo e educado pela tv poderosa. Hoje, que o povo começa a acordar de forma muito lenta dessa realidade, e achincalhado de ignorante e bocal.

    O discurso do bolsa família também e interessante na classe media; para eles, Lula da dinheiro para manter se no podere; no entanto, vê se que, o Pais passa por um bom momento de emprego. Todos os dias, manha, tarde e noite tentam desconstruir, distorcer a noticia, mas usa este mesmo povo burro como motivo de permanecer com sua audiência. Ou a Globo seria o que era se não tivesse a audiência que tem?

    A Globo teria a audiência que tem se o pais fosse um pais educado? Claro que não. Então, o discurso da educação dessa gente e falso, eles querem um Brasil de sempre, branco, como se vêem nas novelas, fazendo caricaturas com o NE e mantendo a discriminação, seja com o pobre de qualquer cor e pejorativos com o negro e o nordestino.

    As vezes da um desanimo, sim, pois fala, fala e o governo que tem a caneta nas mãos nada faz para reduzir as verbas publicitarias. Nassif outro dia fez um texto interessante sobre o problema da comunicação do governo Dilma e concordo. E falho na forma de se comunicar. Se comunica com quem todos os dias o tenta destruir e não cria redes para se comunicar com outros canais. Não se comunica com a blogosfera, não abre um canal no facebook, sabendo que lá tem mais de sessenta milhões de pessoas ligadas todos os dias.

    Não fala no Twitter. Ora, se a mídia deu a versão dela, de a sua. Essa história de dizer que ficar batendo boca, para mim, nao passa de balela. Por que nao investe na Rede Brasil? E as redes sociais, onde esta o canal do governo para divulgar suas ações? O que passa na cabeça das pessoas que estão ao redor de Dilma que as faz pensar que apenas a mídia tradicional e portadora de notícias?

    Por que o blog do planalto nao esta no face e nao esta no Twitter? Por que nao se cria uma rede de comunicação coma blogosfera progressista em com as redes sociais para que a militância divulgue? Por que ficar dando importância ao PiG, quando hoje milhões de adolescentes acessam notícias pelo feed do face?

    Verdade absoluta para mim e para muitas pessoas, sao verdades universalmente aceitas. Para outras, a verdade e relativa. E nunca, nunca, jamais, as supostas verdades de uma imprensa, sobretudo a medíocre como a nossa, será definitiva. Nao digo nem verdade absoluta ou relativa, mas digo definitiva, pois o que temos no pais hoje, em uma luta de classe onde a imprensa se coloca no papel de senhor do bem e do mal, da forma mais rasteira possível, ao pontuar a vontade e o desejo de uma minoria que representa, para impor de forma hipócrita, sua verdade sobre os demais, essa suposta verdade e a que ela quer que o povo acredite. Logo, uma manipulação que chega a barbárie.

    Então, um governo que tem aprovação, que precisa se comunicar mais e melhor, precisa estar mais presente com as novas mídias e se comunicar melhor, sem duvida. Enquanto isso, vamos continuar na luta, nos estressando, nos desanimando, mas caminhar, navegar e preciso; pois quando olhamos para trás, o nosso rabo ainda e grande e, para mudar e construirmos um Brasil melhor para todos, precisamos continuar. SEMPRE. Se amanha Lula faltar, pois a morte chega para todos, como num processo evangelistico, e preciso formar lideres e formar pessoas comuns de todos os cantos que clamam e anseio por umas mais justo e desigual, dai a necessidade de impartível que tem a militância que em formar esta rede de forma mais organizada na net.

    Ou alguem pensa que algum outro tem? Por acaso algum outro em alguém tão ligado ao pais com a envergadura de Lula. Lula e o Luiz Gonzaga da política, na arte de se comunicar com o povo.

    Desculpe me as faltas de acentos e demais ortografias, o iPad esta com teclado americano.

    • Luana

      E preciso formar lideres que clamam por um pais mais justo, humano e sem desigualdades, dai a necessidade de ações informativas com parcerias na internet e a inserção nas redes sociais.

      • maria olimpia

        Luana,
        Você completou meu pensamento! É exatamente este, obrigada!

  • Jose Saguy Tenorio

    Edu, tenho uma sugestão sim e muito simples.

    A começar por você mesmo, que seria a de não aceitar provocações daqueles que veem aqui só para fustigar, fazendo comentários raivosos, tentando denegrir os que realmente querem debater. Com isso ajudaria e muito a não tornar os debates em um simples FlaXFlu. Os comentários que não contribuíssem de forma respeitosa e civilizada simplesmente não seriam postado por você, isso já ajudaria muito a melhorar o nível dos debates.

    O post de hoje, no meu entender foi muito bom e oportuno, pois eu sentia a necessidade grande de melhorar as discussões, sempre que eu saia daqui do blog, após as discussões, me sentia chateado, acabava mais indignado do que antes de entrar, tal o nível de insultos e provocações e ofensas. Os temas a serem debatidos muitas vezes ficavam de lado e as divergências que deveriam ser debatidas com respeito e civilidade, invariavelmente tomavam conta, virando uma guerra sem vencedores.

    A sua iniciativa de hoje, foi mais uma bela contribuição sua Edu.

    Forte abraço

  • Marcelo Costa

    Edu, esse desânimo é perfeitamente compreensível. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. esse é o lema do PIG que financiado sabe-se lá por quem, demonstra mais resistência que a esquerda progressista. Mas não é o governo quem comanda a pauta, como já nos jogou na cara o Roberto Marinho: “Não é o que dou, é o que não dou”. Com certeza seu desabafo de cansaço está sendo comemorado. Eles jogam apenas por isso, quem não tem projetos para o povo brasileiro são eles, Precisamos ser persistentes, pois estamos no caminho certo. O ano de 2013 vai ser difícil. Nem são palavras minhas, já temos inúmeros artigos versando sobre como o jogo vai ser rasteiro neste ano tão importante para o calendário eleitoral. Mas não podemos esmorecer, não temos este direito, como disse o Lula em entrevista na BBC: “quantos tempo a Inglaterra levou até chegar ao que ela é?” Atravessaram muitas guerras, crises, etc. E nós? Não pensemos que vai ser com os melhores projetos que chegaremos à “glória”. Vai ter de ser com as mais duras lutas. O esforço diário de cada um de nós.
    Sds

  • ramiza

    Excelente reflexão.Resta colocá-la em prática já aqui no blog, pois pelas respostas que vejo não há muita gente disposta a concordar. Vamos ver se as palavras que muitas vezes vigem aqui, ao rés do chão, serão abolidas.

    • Scan

      Seria mais produtivo abolir não as palavras, mas algumas pessoas ao rés do chão que vêm aqui…

      • ramiza

        Olhe, pensando bem, eu concordo. Há gente que não deveria aparecer aqui e aparece mesmo quando o dono do espaço pede moderação. Perda de tempo.

  • Julio Cesar Montenegro

    a cultura da maioria dos brasileiros que moram em pequenos lares foi imposta pela casa grande com padres pastores cães de guarda porta vozes
    foi podada pela cultura imposta pronta de fora via classe dominante colonizada
    seu texto lúcido e pertinente provavelmente se deve ao fato de você viajar
    vivendo diferenças culturais como normais
    de ter uma filha que precisa dos seus sentimentos & conhecimentos
    e negociar vitalmente
    quando o negócio se sobrepõe às presunções preconceitos do negociador
    soube que o lula reuniu intelectuais para pensar a américa latina encarada como lugar onde se vive
    substituindo a visão importada de lugar a ser explorado
    perfeitamente explicitada na antiga afirmação FAZER A AMÉRICA significando projeto de enriquecer explorando os nativos in cultos para gastar onde a CULTURA EM MUSEU foi re conhecida

  • Valter Paulino

    Edu

    O que vejo é o seguinte: Como debater projetos e alternativas se a oposição não apresenta nada e vive colhendo dados na grande imprensa seja lá em que canal for. Não oferecem projetos que possa ser discutidos?

    Abraços
    Valter

  • Paulo Roberto Pinto

    Acredito que o ser humano adora pimentas, pois é um tal de enfiar pimentas um nos outros. Fica difícil ter uma receita para disputa pelo nada, pois para isto é somente ardume. É necessário ter consistência para entender a vida e as relações, pois fomos condicionados a disputas, e quando não é pelo bem comum as coisas desandam. Então fica o ditado: Pimentorium in anus outrem refrescus est.
    Temos que achar um jeito de elevar o debate ao rés do chão que se trava hoje no país, mas tenho em minha mente que muitas pessoas discutem em terra de cemitérios, pois são mortos vivos para as causas maiores da vida, do país, das relações, das organizações etc. Realmente ditados de cemitério: Nos que aqui estamos por vós esperamos, então para mortos somente rezar para a salvação da alma, pois o corpo já esta consumado.

  • Joel Miranda

    Edu, você acertou na mosca! Todos os dias caminho com amigos, todos letrados, conversando política e amenidades, mas nunca consigo desenvolver um papo sério. Com raras exceções, todos são anti-PT!
    Pra eles o que o PT faz, não presta, Lula é um corrupto, o PIG é a luz, tudo clareia! À discussão séria, vem a chacota, vem a crítica, não se debate os prós e contras, mas a desmoralização da política, dos governantes, dos legisladores, chego a pensar que esta postura não tem mais cura.

  • Laure

    Gostaria de lembrar que o Instituto Lula tem realizado debates de altíssimo nível. O mais recente foi sobre integração da America do Sul, que teve participação de estudiosos e especialistas de gabarito. Acho que Lula e seu Instituto tem prestígio e interesse em patrocinar reflexão sobre o Brasil acima do flaflu cotidiano da imprensa brasileira. Talvez seja esse o caminho, instituições progressistas, com o decisivo apoio dos blogues sujos, puxando a discussão para temas relevantes.

  • Tonelias

    Eduardo, concordo plenamente com seu texto, mas o que esperar de um povo que não gosta de estudar; que quando viaja pra fora, sempre fala mal de seu país; valoriza um esporte só ( futebol); gosta de bajular tudo que é estrangeiro; exploram as pessoas nas vendas de produtos ( comerciante ladrão); não pagam corretamente suas dívidas (caloteiros); não sabem exercer seu dever de cidadania ( compra e venda de votos). Tudo isso e muitas outras coisas precisam acabar e daí, quem sabe um dia possamos ser uma nação de verdade, onde todos lutem unidos para conquistar a tão esperada riqueza e felicidade.

  • eu ainda confio

    EDU tambem tenho pensado muito nisso ,,,mas após esses dias e lendo hj o PHA é isso o que eles querem estão provocando e esta provocação redundante esta nos desestimulando.

  • Wilson Araújo

    Reitero que minha preocupação está no cidadão comum. Este é tradicional na maioria das vezes e estranhamente tende a concordar com os extremos dos 2 lados.

    Parece absurdo??? Mas não é.

    Ja encontrei milhares de pessoas que provam isso. Repetem exatamente o que é dito pela esquerda “progressista”, abraçam o que é dito pelos jornais, dizem que todos mentem e geralmente são incapazes de gerar um posicionamento duradouro entre esses 2 extremos pois são bombardeados pelos 2 grupos.

    Ao meu ver os países que detém forte senso crítico o fazem por que o ensino leva desde o jovem até o adulto a discutir ativamente isto durante a vida. Nos países europeus, na China, Japão, Venezuela, Argentina e até mesmo nos EUA temos forte presença do Estado discutindo e, por que não dizer moldando, seu povo de acordo com seu histórico.

    Por mais criticados que sejam os católicos tem em suas campanhas da LBV bom exemplo de coragem: discutem um tema anualmente aprofundadamente. Claro, isso acaba ficando limitado aos que participam ativamente como católicos praticantes mas funciona. Legiões de outras vertentes religiosas fazem o mesmo nesse país com outros temas com esse mesmo povo brasileiro e funciona.

    Então meu caro Eduardo ja que você pediu uma sugestão fica aqui a minha: o Estado deve programar temas semestrais ou anuais, não com meras campanhas educativas mas sim de forma integrada, maciça e com objetivo mesmo de levar a um debate mais profundo nas escolas e sociedade.

    O Estado sem sido tímido pois diz ja estar satisfeito com a discussão que ocorre com as “lideranças” e com seminários onde algumas dezenas de pseudo intelectualóides participam. Levem os debates para 2 lugares: escolas e empresas. Ja imaginaram como seria por exemplo os estudantes e empresas discutindo ao mesmo tempo sobre cotas, futuro da nação, corrupção, sustentabilidade, etc????

    Caso o Estado não faça isso vai continuar discutindo o que a mídia quer.

  • Ary Nunes

    A minha reflexao é uma só: Enquanto existir uma imprensa canalha e golpista, não dá pra ser imparcial em questões ideológicas. Vejam, por exemplo, o caso do mensalão em que Lula quis uma instituição isenta e criou uma instituição golpista. Pra mim, nessa questão, o meio termo acaba dando munição pra canalhas.

  • Michael

    Que tal abrir espaço para que os leitores postem artigos?

    Claro que seriam todos lidos e corrigidos por sua pessoa.

    Acho que aqui tem muita gente capaz de lançar idéias tão boas quanto as suas.

  • Li num jornal italiano, logo depois da morte de João Paulo II, que duas correntes muito fortes de Cardeais se enfrentaram para eleger o sucessor. Ratzinger liderava uma delas. A outra, preferia um nome mais popular. No conclave, dizem que rolaram extremas baixarias, com ofensas e tudo o que eles tinham direito.

    Se assim foi no Vaticano, pq deve ser diferente no resto do mundo?

    No Brasil, temos duas correntes antagônicas em eprmanente disputa:

    Lado A: quer o poder para implementar sua politica de governo alinhada a seus ideais,
    Lado B: quer o poder para implementar sua politica de governo alinhada a seus ideais.

    Cada um destes lados expõe a fragilidade do outro; nós, os Eduardos Guimarães, escolhemos um lado e seu projeto, porisso o defendemos Os outros, fazem o mesmo.

    Trata-se de tentar convencer o eleitor com todos os argumentos disponiveis, inclusive, o baixo nivel. Reprovável, mas muito utilizado por ambas as partes.

  • Avelino

    Caro Eduardo
    Assim como voce, esteve Hélio, o Aposentado Invocado, e seguramente muitos outros.Voce tem dado seus tiros, e tem acertado alvos, isso levou a eleger o Haddad, entre outros. Esse desânimo passa, é só dar um tempo, faz parte da vida.O seu nome cresceu, a grande mídia sabe disso, de outros blogueiros também, muitos dos que frequentam, já pensaram ou criaram seus próprio blogues, e esses, conseguiram atrair novos leitores, mas que seguramente, não tem tanto frequentadores, mas que estão fazendo a sua parte de formiga, rompendo a grande mídia e a enfraquecendo.
    Faz falta, e muita falta, divulgar as obras do governo, as mudanças nas leis, acompanhamento das construções, como por exemplo, a questão da Transposição e criar canais de participação.
    Voce se cansa, a direita nunca.
    Saudações

  • Márccio Campos

    Edu, bela ideia;

    pois já estou farto de nos ver “pautados” pelo PiG.

    o Haddad aí em Sampa vai sofrer um bocado, pois tem um longo campo minado pela frente; ele será muito inteligente se trouxer uma agenda cheia de compromissos, projetos e datas pra exigir o ritmo dele na gestão da cidade.

    quanto a nós – e Lula vai gerar muitos fatos (espero) – precisamos rufar os tambores em consonância!!

    abraço,

    Márccio Campos
    rio de janeiro

  • josé do Ceará

    Eduardo, o Desenvolvimento é um PROCESSO interminável. ele se inicióu antes de 2003, mas foi acelerado a partir desta data.A Única distinção entre eles é o ACESSO e a VELOCIDADE a este nirvana. Não podemos achar que não exista luta de classes e que a elite e seus representantes vão conceder ,graciosamente, a passagem a TODOS.A modernização pode e já foi ,muitas vezes ,no Brasil, implantada de modo CONSERVADORA.Ela irá deixar para trás milhoes de excluídos como os do Pinheirinho.Não podemos baixar a guarda com eles…

  • Carlos Roberto Bezerra Rolim

    Acredito que quem está governando, quem detém o poder, principalmente o Poder Executivo, devem colocar esta pedagogia em prática. Se esforçando em deixar de lado o viés político-partidário de lado, em prol do futuro e da formação dos jovens desta Nação. Sem dúvida, terá como consequencia, o reconhecimento de todos.

  • André

    Parabéns pelo post Eduardo. Mas infelizmente acho que o Brasil não alcançou um nível maturidade que permitisse que as coisas fossem diferentes do que são. O governo possui a Lei de Responsabilidade Fiscal, parabéns pro FHC. Agora a Lei de Responsabilidade da Mídia não sai nem a fórceps. Seria um grande passo na direção onde você quer chegar. Por enquanto é uma Utopia. Como um colega aí disse, o Haddad deu um pequeno passo nessa direção, deixando a política um pouco de lado e buscando o governo estadual para trabalharem juntos, puxando a corda para o mesmo lado. Parabéns para o governador tucano também. Será que o Serra teria a mesma atitude? Duvido.

  • Jose Saguy Tenorio

    Edu,

    Mais uma sugestão: Não sei se será possível, mas procura manter por um tempo maior, esse post, ou cria um texto fixo, a parte dizendo dessa preocupação, em procurar melhorar o debate.

  • Orlando Fogaça Filho

    “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma” – Joseph Pulitzer

  • Alexandre J. Monnerat

    Gostaria sugirir um tema que a meu ver seria muito proveitoso para o Brasil. Que tal debatêssemos as remunerações dos professores, principalmente os do ensino fundamental? Será que igualando a remuneração de um professor do ensino fundamental ao do vereador de cada município, por exemplo, não ajudaria a começar melhorar a qualidade do nosso ensino?
    Um forte abraço e parabéns pela iniciativa!

    Em tempo, NÃO sou professor, sou engenheiro aposentado.

    • Décio – Atibaia/SP

      Conheço professor do ensino médio que escreve cu com acento.

      • Luciano Bastiani

        Ô catão, cê descobriu isso quando ele te mandou tomar no ‘cú’ via e-mail?
        Moderador, desculpe, mas….KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKk

        • rosenvald flavio barbosa lula da silva

          boa Luciano……………………toma Néscio de atibaia…………kkkkkkkkkkkkk

    • Infelizmente não é dobrando, por exemplo, que o talento, a competência e a prática dos atuais professores irá dobrar de qualidade. Os professores dos professores dos atuais professores aprenderam assim e continuarão assim. Repito: infelizmente.
      A escola não é um fim, é um meio. Sua finalidade é preparar jovens para uma vida de verdade e o conteúdo e a forma que se usa nem pensa nisso.
      Toda essa rotina deveria ter sido pensada a 100 anos atrás, mas não foi. Os professores continuarão a pedir aumentos de salários e os seus alunos continuarão a sair das escolas sem saber pensar, criar, ler e entender. Infelizmente.
      Espero que as receitas do Pré-Sal não apenas aumente todos esses erros.

      Recomendo assistirem esse video: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qjyNv42g2XU#!

    • Excelente tema para discussão, Alexandre! Agora que o governo federal está gastando mais com Educação (a Folha é contra) é hora de discutir esse ponto fundamental.

      O governo federal fixou um piso nacional para os professores, de cerca de R$ 1.200,00, mas diversos governadores foram contra, dizendo que não havia dinheiro em caixa para isso.

      A meu ver, os governadores (de todos os partidos) estão se mostrando como um empecilho ao progresso do Brasil. Dilma deveria começar um processo de federalizar a Educação. O governo federal poderia, aos poucos, comprar os prédios das escolas estaduais e municipais. Contrataria professores ganhando, no mínimo, R$ 4.000,00.

      Cá entre nós, não dá pra exigir muito de um professor que ganha menos de R$ 1.000,00, como os de São Paulo, por exemplo. O cara não tem dinheiro nem pra comprar livros.

      • Valerio Santiago

        Dinheiro pra comprar livros???????????????????????????????????????????????????????????????? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

      • Décio – Atibaia/SP

        Locatelli, vou ser educado com você, por uma questão de circunstância , pois minha vontade é bem outra.
        Tenho parente professora do fundamental, que leciona na “perifa” de São Paulo, mais precisamente, na ponta da zona leste, e ganha mais de 3 pilas por mês, não trabalha aos sábados e tem mais de 2 meses de férias, por ano.
        No momento, luta pra ser professora pelo município, pra elevar seu salário, para mais de 4 mil reais, por mês.
        Não é nenhuma fortuna, convenhamos, mas, para uma classe na qual podemos encontrar integrantes botando acento no cu, também, não é nenhuma miséria.

  • Junior

    Eu tenho uma preocupação de algum tempo: O Brasil tem crescido pouco, mas mantido o desemprego em baixa. Isto tem mantido os índices de aprovação da Dilma nas nuvens.
    No entanto é uma situação que não durará muito. Caso o país não cresça pelo menos 3% neste ano, o desemprego aumentará, e o índice de aprovação do goveno caírá numa proporção equivalente.
    Portanto, devemos debater o que houve de errado no ano passado, quando crescemos menos que os EUA, Alemãnha, e outros países que estão dentro de uma severa crise, e o que o governo pode fazer para estimular de fato o crescimento da economia.
    Está claro que o politica econômica atual não funcionou, e se o governo continuar dando “murro em ponta de faca” vai acabar ferindo-se, justamente às vésperas das eleições de 2014.

    • Mesmo que houvesse uma hecatombe de natureza economica desse ano para o ano que vem,o que é bem pouco provavel que ocorra e mesmo assim Dilma seria reeleita.Porque o outro lado tem o que?Aquele mesmo discurso neo liberal da decada de 90,fora o fato de que provavelmente o candidato dos tucanos seja um bebado,drogado e pedofilo(ou quem promove orgias sexuais regadas a alcool e drogas com meninos e meninas de 13,14,15 anos,não é pedofilo?)que é Aecio Neves.

      • Décio – Atibaia/SP

        Alguém não leu o post…..hehehehe.

      • Marcos Rocha

        Eduardo

        Cuidado com os comentários desse idiota. Pode sobrar um processo pra vc, que as vezes nem leu o teor do que o asno escrevu.

        Pode inclusive estar querendo sabotar seu blog!!

    • Marcelo Costa

      A política econômica não funcionou? Vc deve estar se informando pelo PIG, né? Vc não pode comparar apenas um anos de crescimento, pois o pouco avanço de um ano ajuda o seguinte e vice-versa. O futuro parece muito mais incerto para a Alemanha que para o Brasil. Fora o frio de mão do PIG tentando sabotar qualquer medida do governo. Este argumento de que se o Brasil não crescer 3% em 2013 já tá ficando batido na urubologia econômica. Acho que o Edu pediu pautas novas, as do PIG já conhecemos.

      • Junior

        É lógico, claro, evidênte, que a política econômica dos anos PT funciou muito bem, o que trouxe benefícios pros trabalhadores, para as empresas, para o governo, enfim, para o Brasil como um todo. Só não enxerga isso quem não quer enxergar.
        Mas política econômica se faz ano-a-ano. Por isso só não exerga quem não quer exergar que a política econômica no ano passado falhou, pois o Brasil cresceu abaixo do crescimento vejetativo da população. E isso não é sucesso.
        Esse é um exemplo da dualidade, do pensamento binário, que o Edu falou. Ou seja, aqueles que são oposição ao governo não querem exergar que os governos PT estão conduzindo bem a política econômica desde 2002. Já os governistas não querem exergar que a politica enonômica do ano passado falhou.

  • Dias

    Para construir, o terreno tem que estar limpo e no caso em questão, no meio do caminho tem uma casa, tem uma casa no meio do caminho, tem uma casa e grande, no meio do caminho tem uma Casa Grande.
    Portanto, demolir é necessário antes de construir um Brasil novo, e com a Casa Grande bem no meio do caminho, não há construção posível sem antes demoli-la.
    Simples, como clips ou andar para frente.
    Agora, abandonar o terreno pela dificuldade babélica do confronto de interesses, por está acidentado e com o grande entulho no meio do caminho, é tudo que mais deseja a Casa Grande, se não fôsse por isso, não construiríam e manteríam por tanto tempo a desigualdade brasileira.
    Sem essa Eduguim, tu demonstrou ser forte, guerreiro e sabe que, “navegar é preciso; viver não é preciso.”

  • Vanda Correa Nunes

    Debate como sugestão: REFORMA POLITICA mas pra valer.;
    REFORMA FISCAL com o pessamento de BRASIL e não individualizando;
    REFORMA ADMINISTRATIVA – GESTÃO DA SAÚDE, EDUCAÇÃO, TRANSPORTE;SEGURANÇA. sERA QUE ESTOU NO MEU JUIZO PERFEITO?

  • Simone

    Vou dizer uma coisa, Edu, a política é uma merda porque a maioria do povo é uma merda!
    Cito a minha cidade como exemplo: Teve um cadeirante como prefeito, por sinal uma merda de prefeito, ele colocou não um poste, mas o funcionário que empurra sua cadeira de rodas como candidato a prefeito em 2012, um perfeito idiota, foi eleito prefeito, quem administra a cidade é o cadeirante e sua família, e o povo ainda acha correto. O desvio de recursos públicos é quase que total, mas a maioria dos veredadores e do povo acha que está certo. Não existe fiscalização, pois os que vem por aqui passam direto pra fazenda do cadeirante, e tudo fica como dantes no Reino de Abrantes. É vergonhoso o que está acontecendo por aqui. Já denuncie em tudo quanto foi site de denuncie do governo, mas nada acontece. Gostaria que algum jornalista interessasse pelo assunto, afinal falaram tando que o Lula queria um terceiro mandato, mas foi um cadeirante de alma demotucana que conseguiu, aqui no sertão do Ceará, no município de Alto Santo.

  • renato arthur

    A minha proposta é a reforma política que se encontra travada no Congresso. Por que ela não sai do papel, porque grandes setores da mídia e dos partidões são contra financiamento público de Campanha. Por que a UNE e os sindicatos não levam essa proposta p/ debate entre os estudantes e trabalhadores e não faz uma discussão a respeito.

  • Décio – Atibaia/SP

    O debate político nunca vai sair do rés do chão.
    E se alguém falar em Marx, leva porrada.

    • Marx

      • proletariors

        DAS CAPITAL !!

    • rosenvald flavio barbosa lula da silva

      Edu………………..que proveito voce tira das idiotices que o Néscio de Atibaia escreve????
      este babaca é somente um provocador……………..

  • Acredito que o debate fundamental do momento que extrapola a importancia de qualquer outro debate que possa existir é o debate sobre o marco regulatorio das comunicações.Sem o encaminhamento desse debate os outros debates são letra morta.Porque nós não temos imprensa livre no Brasil,nem sequer um simulacro de imprensa livre nos temos.Primeiro porque não temos uma imprensa livre em nosso pais,porque imprensa livre é uma imprensa que informa sobre os fatos e não uma imprensa que deforma os fatos de acordo com os interesses espurios e antidemocraticos que defende.

  • Claudio P Souza

    Boa Tarde Eduardo, Creio que apenas falar e debater politica não basta mais, temos que politizar e mostrar que POLITICA só é politica quando da retorno a sociedade.
    Consegui inserir na cidade que escolhi morar JARDIM/ms, um projeto com musicas e teatro para as crianças, e digo a todos isto é politica, e só car recursos que tem, apresentem bons projetos, por que creio que so debatendo sem ir a fonte NÃO conseguiremos mudar a sociedade, exemplos arrastam.
    Outra maneira e polemizar, mexer nos direitos adquiridos em prol do social, ai acordam os de DIREITA, defensores ferrenhos das LEIS quando lhe é favoravel.

    aBRAÇOS.
    Cláudio P Souza

  • Alberto-Rio

    Olá Todos!
    Em frente a uma tela e teclado, o que pode ser feito para, digamos, pelo menos suavizar a guerrilha constante contra esse momento brasileiro? Essa coisa de que o Brasil é uma merda, vem de longe, de antes de FHC, Itamar, Sarney, etc.
    Da minha parte, adotei a ironia como forma de contra-guerrilha. Ouvi ou li algo desabonador (o que é o tempo todo), dou o troco na brincadeira, se possível com números.
    Hoje por exemplo, alguns números chamam a atenção, e no blog Conversa Afiada, tem-se isso bem colocado. Pronto. É só “distribuir” entre os amigos (os contra e os a favor) e pronto.
    Não é muito, mas também não é nada.
    Uma coisa é certa. Todos veem televisão e todos leem o Face Book, Orkut, e-mails e outras coisitas tais.

    Assim, por exemplo hoje:

    O crédito imobiliário com recursos da poupança cresceu 3,6% em 2012 no país, para R$ 82,8 bilhões, um novo recorde histórico, aponta nesta quarta-feira (23) a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

    Com isso, o endividamento da população para comprar a merdinha do seu barraco próprio, vai fazer com que, logo, logo, não haja mais dinheiro para a comida e outras compromissos, trazendo (de novo) para o país, o risco de saques a supermercados, shoppings, etc. Principalmente, ao etc.

    ****

    Os brasileiros deixaram US$ 22,2 bilhões fora do país em 2012, novo recorde na série histórica iniciada em 1947.

    Já os estrangeiros, deixaram aqui US$ 6,645 bilhões, menos ainda que em 2011.

    Quem está mal e quem não está? Avisem a Globo.

    ****

    Saiu no Infomoney:
    Crise? 2012 foi o ano de maior investimento estrangeiro no Brasil desde 2008

    Percentual de investimento em relação ao PIB igualou o de cinco anos atrás e só foi menor do que de 2002; pesquisa da PwC indica Brasil como o terceiro principal mercado do mundo.
    Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta manhã, o investimento estrangeiro direto no Brasil alcançou 2,9% do PIB (Produto Interno Bruto). Marca igual a essa só foi vista em 2008, e acima disso apenas em 2002, quando a proporção foi de 3,3% do PIB.

    Avisem a Globo II.

    ****

    A Aneel se apressa em dizer que “NÃO VAI FALTAR LUZ DURANTE A COPA”.
    Antes, os estádios não iam ficar prontos. Estão ficando. Teve também aquela questão “menor” da falta de água, embora a Copa não seja de Polo Aquático, mas preocupa(va). Já pensou os jogadores irem pra casa sem banho?
    Mas, agora, tem a questão da luz. Mesmo a maioria dos jogos (ou todos) sendo de dia, se não houver luz no vestiário a segurança fica comprometida (podem ocorrer assaltos, estupros seguidos de mais alguma coisa…).
    Enquanto essa Copa não chegar, rezo para não acontecer nenhum terremoto, tsunami, chuva de raios…

  • Joao

    a estratégia em princípio é binária. Não vote num neo liberal, eles quebraram a economia mundial com sua filosofia. A partir daí a gente pode discutir. Sim, o PT é o melhor que aconteceu ao país nos últimos 10 anos, quebrou paradigmas, e evitou uma quebra de nosso país junto com o resto do mundo. Continuamos terceiro mundo, mas nem emergente seríamos caso outro tipo de governo estivesse no poder, não tem a ver em princípio com ética ou moral, com ser mau ou bonzinho, apenas que a esquerda tinha a estratégia certa, na hora certa.

    Partindo daí, não temos a infraestrutura que deveríamos, não temos o sistema de saúde que deveríamos, não temos a mão de obra qualificada que deveríamos. Pasme, não teremos nada disso nos próximos 10 ou 20 anos, continuaremos atras dos países já desenvolvidos, não importa o partido que esteve, ou está no poder, já faz tempo que ficamos para trás. Isso é ruim? Nem tanto, podemos aquecer a economia, com essa falta de desenvolvimento, podemos criar volume de obras, novos mercados, mão de obra nova e qualificada, para abrigar a nova geração, mas continuaremos com a velha geração que exceto por aqueles que faziam parte da classe média, e da elite, ficaram exclusos, e não tem a menor chance de se atualizar, ou se adaptar a um novo mundo tecnológico. Essa maioria esmagadora, vai continuar existindo por muito tempo, e é ai que entra a solidariedade e o pensamento de esquerda, de políticas sociais que continuem abrigando essas pessoas, se possível todas elas e com melhor qualidade. Só assim, os filhos dessa geração perdida, poderão entrar no mercado, ocupado por tão poucos, e fazer o desenvolvimento do país acelerar um pouco mais.

    Quer saber, aqueles que mais reclamam, são os que tem menos motivo para reclamar. Queriam viver no primeiro mundo, mas quando saem as ruas veem que o primeiro mundo não chegou ao Brasil público, voltam para suas casas, onde o primeiro mundo existe de alguma forma, nas tecnologias, nas escolas privadas, na globalização do acesso a informação, e ai o que fazem?!Culpam o governo por centenas de anos de atraso, que qualquer cidadão que soubesse um pouco de planejamento e estratégia realistas, se calaria, e se renderia a tese que podemos remediar, mas o que deveria ser prevenido, não foi por muito tempo, por muitos presidentes e ditadores passados, e por opressão também, daqueles países ditos desenvolvido…e os impactos não vão se desfazer do dia para noite (talvez nem se desfaçam).

    Em resumo, temos que olhar para frente, mas sem esquecer que somos o Brasil, cheio de problemas antigos, e novos problemas modernos, mas cheio de soluções, que nenhum outro país encontrou. Nos compete sermos cidadãos completos, conhecedor de nossa história, e orgulhoso de ser brasileiro, os mesmo brasileiros que constituem nossa famílias, nossos amigos, nossas cidades, e é fato que quando nos envergonhamos de ser um brasileiro, estamos envergonhados de todos esses que foram citados.

  • jd

    Nesta reflexão você foi ao cerne da questão, Eduardo. Nós cidadãos comuns, deveriamos estar mais preocupados com a realidade dos fatos e não nessa permanente guerra de torcidas. Mas existe uma razão para que as coisas sejam assim. Os meios que deveriam ser de informação, desinformam, confundem se partidarizaram para levar vantagem, ou financeira ou ideológica – a mesma ideologia que fomentou e sustentou o golpe de 64. Acho inclusive ilegítimo chamar esses meios de comunicação partidarizados, mesmo que não inscritos no TSE, de imprensa. Isto o cidadão comum, em tese deveria perceber, mas como perceber diante do sequestro das informações necessárias para o debate da sociedade? O PT tem a obrigação de deixar um ambiente mais propício a este debate e é sabido que não há outro caminho que não seja a regulamentação da mídia. Venezuela, Argentina, Ecuador e Bolívia estão muitos passos a nossa frente, lamentavelmente, não pelo seu avanço, mas pelo nosso atraso.

  • AndreP

    Parece que o momento tá exigindo reflexão de muitos:
    Vivemos num tempo que mistura violência com falta de sentido

    Um mundo saturado de palavras e esvaziado de sentido

    Imaginem um mundo saturado de ruído a tal ponto que um barulho de alguns decibéis poderia provocar explosões destruidoras. Esse é o tema de uma história em quadrinhos publicada na revista Kripta (1976-1981, editora RGE), que embalou a imaginação de uma geração de adolescentes nos anos 70. Esse conto de ficção científica inscreve-se em um gênero temático que só ia crescer a partir dali: o agravamento das mais diversas formas de poluição que estariam levando o planeta a situações catastróficas. Poluição sonora, atmosférica, da água, do solo, dos alimentos, dos utensílios e ferramentas que utilizamos cotidianamente.

    Lembrei-me dessa história para falar de um outro tipo de poluição que vem assumindo proporções dramáticas: a proliferação desenfreada de opiniões sobre tudo e todos, especialmente (mas não só) nas chamadas redes sociais. O paralelo deve-se também ao fato de que cresce assustadoramente o volume de opiniões, palavras que não passam, na verdade, de ruídos bloqueadores da reflexão e do sentido.

    O silêncio é uma condição necessária para que as palavras ganhem sentido e se transformem em algo mais do que sinais físicos. Silêncio interior e exterior, de minutos, não segundos. Convivemos hoje com uma proliferação desenfreada de palavras que vêm ao mundo cercadas de barulho e urgências discutíveis. Há um sistema de comunicação e de entretenimento em expansão ininterrupta que trabalha diariamente contra o silêncio, a reflexão e o sentido, oferecendo velocidade, euforia, instantaneidade, celebridade ou, simplesmente, alguma distração.

    Somos convocados a emitir opiniões rápidas sobre os “fatos do dia”, quer sejam ele fatos reais ou meros boatos ou especulações. E, de um modo geral, essa convocação vem sendo atendida com entusiasmo, alimentando um exército de opinadores e opinadoras, comentadores e comentadoras, mais ou menos avessos à reflexão, que não se intimidam a “compartilhar” seus pontos de vista e convicções sobre os temas mais variados. Há pouco lugar para a dúvida ou a reflexão neste campo de batalha repleto de pessoas apaixonadas pela própria voz, de egos inflados e/ou desesperados.

    E, de um modo crescente, há pouco lugar também para bons modos rudimentares. Não é preciso muito para a agressão, a intolerância, a irracionalidade, a proliferação de imperativos e o obscurantismo assumirem o comando de certos “debates”.

    Novos tipos de “especialistas” e “ativistas” surgem a cada dia. É difícil não utilizar aspas para designar esses personagens virtuais, pois não se trata estritamente de especialistas, ativistas ou debatedores, ao menos nos termos mais ou menos estabelecidos até aqui.

    Exércitos de um homem (ou mulher) só também proliferam, lançando campanhas, abaixo-assinados, cartas dirigidas a autoridades, divulgando frases e fatos muitas vezes atribuídos falsamente a determinadas personalidades.

    A fauna é variada e crescentemente diversificada. Essa nova realidade não é resultado de nenhuma propriedade maligna das redes sociais ou de outras inovações tecnológicas na área da comunicação. Como ferramentas tecnológicas, elas podem servir para distintas finalidades. A poluição opiniática não nasce nas ou das redes sociais. O problema é bem mais complexo e está associado à indústria da comunicação de um modo mais geral que vem se dedicando com afinco a transformar desde as mais singelas e primitivas formas de expressão em mercadoria.

    A questão aqui não é o direito de termos opiniões e de expressá-las do modo que achamos mais conveniente, mas sim a transformação desse direito em um fenômeno bizarro e com implicações nada inocentes. Não somos mais apenas convidados e convocados a consumir, mas também a compartilhar, a curtir, a enviar torpedos, a participar de campanhas interativas, a dizer o que estamos pensando a cada instante, o que estamos fazendo, não importa se é lendo um livro de Platão ou escovando os dentes.

    E, por trás desses convites, cada vez mais, há uma iniciativa destinada a ganhar dinheiro. Por trás de toda essa poluição semântica há uma dimensão de acumulação econômica. Uma nova fronteira de acumulação monetária e de esvaziamento semântico.
    As consequências desse “mundo novo” ainda são imprevisíveis.

    O que é perceptível, por enquanto, é um crescente desconforto que já vem levando muita a gente a se desconectar ou ao menos se afastar desses espaços. De modo similar à história de ficção científica sobre o mundo saturado pelo ruído, é como se estivéssemos respirando um ar cada vez mais pesado, carregado de opiniões, frases, citações sobre todo e qualquer tema, sobre tudo e sobre nada, tudo ao mesmo tempo agora.

    Uma saída, assim como na história do mundo insuportavelmente barulhento, seria recusar essa realidade em busca de um território onde o silêncio e a reflexão não estejam soterrados por debates que não são debates, pautas que não são pautas, campanhas que não são campanhas, palavras que não chegam a ser palavras, pois não chegam a constituir sentido. A tentação é grande. O ruído está ficando insuportável.

    Artigo do jornalista Marco Weissheimer, editor do excelente blog RS Urgente (aqui). O título do alto é deste blogueiro, roubando a frase de Goethe, por conta e risco. Imagem da grande fotógrafa Dorothea Lange (1895-1965).

  • Ricardo Lima Vieira

    Prezado Eduardo, se me permite o off topic do jeito tucano de estabelecer prioridades em sua (deles) gestão:

    No site uol, e, o incrível, a grande maioria dos comentários assusta pelo posicionamento raivoso e preconceituoso:

    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/23/ordem-da-pm-determina-revista-em-pessoas-da-cor-parda-e-negra-em-bairro-nobre-de-campinas-sp.htm

    Enviei um comentário cáustico a respeito; não sei se o site uol publicará, mas, caso venha a fazê-lo, já imagino a chuva de réplicas “indignadas” ao que lá escrevi.

  • Ronaldo Braga

    Eduardo,
    Na minha opinião o debate político tende a ficar pobre quando nos deixamos pautar principalmente pela mídia conservadora. Então a minha sugestão é não se deixar pautar pela mídia conservadora. Sei que é muito difícil. A indignação que nos toma quando lemos a mídia automaticamente nos leva a querer rebate-la. E aí fica difícil escapar do fla x flu que você muito bem menciona no post.
    Temos que nos esforçar e criar uma pauta própria de debates. Há muita coisa importante e inescapável a ser debatida no país. Há uma lista infindável. No momento me ocorre:
    – debater o sistema político (esse tópico é recheado de subitens como por exemplo o financiamento público de campanhas, voto distrital x voto proporcional, etc.);
    – debater o sistema fiscal;
    – debater o sistema judiciário;
    – debater o sistema penal e carcerário;
    – debater o sistema de ensino;
    – etc.
    O ideal seria que todos os blogs progressistas montassem uma pauta comum de debates.

  • Jonas Galaghi

    E como conseguiremos aprimorar o debate se você permite comentários irresponsáveis como acusar Aécio de pedófilo ?

    E antes que venham, num raciocinio primário, acusar-me de aecista devo dizer que considero Aécio responsável pela não eleição de Serra (presidencial) e por esta razão ( e por outras que não vem ao caso aqui ) votarei em Dilma.

    Se realmente é isso o que você deseja, a primeira medida é proibir terminantemente o argumento ad hominen contendo ofensas e ou difamações.

    • Luciano Bastiani

      Portanto, deve começar banindo quem falar mal do Lula por aqui. E fim de papo!

  • Nádia

    O pronunciamento em rede nacional da nossa presidenta está demaaaaaaaaaaaaiiiissssssssss… É isso aí Dilma, fala mesmo, PARABÉNS! Viva PT. (queria ver a cara dos piguentos agora)rsrsrsrsrs

  • Nádia

    Edu, não está havendo uma guerra, pois para isso os dois lados se atacam. O que vemos hoje, não é isso, vemos o PT trabalhar e a oposição(mídia, partidos, grupos, institutos, etc) atacar sem dar trégua, estão usando de todos os artifícios, sabotagem, boicote, difamação, armações, eles usam a mídia para ampliação das armações. Não vale a pena discutir com pessoas alinhadas à eles, temos sim que continuar lutando, e os blogs como esse é de grande ajuda, até que tenhamos como os países de primeiro mundo a regulação dos meios de comunicação. Chegará o dia que essa “tchurma” estarão falando sozinhos.

  • H.Pires

    REVOLUÇÃO É AMOR! OS CONTRA NA TEOLOGIA DA REVOLUÇÃO NA NICARÁGUA SANDINISTA.
    MORLINA, Fabio Clauz (USP)
    INTRODUÇÃO
    “Declarei, muitas vezes, que sou marxista por Cristo e seu Evangelho. Que
    não fui levado ao marxismo pela leitura de Marx mas pela leitura do Evangelho. O
    Evangelho de Jesus Cristo me fez marxista, como eu já disse e é verdade. Sou um
    marxista que crê em Deus, segue Cristo, e é revolucionário por causa do seu Reino”
    (CABRESTERO, 1983, p. 38. Entrevista com Ernesto Cardenal).
    A frase acima destacada foi elaborada por Ernesto Cardenal: poeta,
    sacerdote, escultor e Ministro da Cultura no governo sandinista. Formado em Letras
    e Literatura, consagrou-se monge e participou de levantes revolucionários. Em 1979,
    após o triunfo revolucionário, Ernesto Cardenal foi nomeado Ministro da Cultura.
    “Para nós a revolução é amor. E entendemos por amor o amor ao próximo, ao
    nos preocuparmos com a alimentação adequada de todos, a melhoria de vida de
    toda a população, para que tenham uma vida digna, que haja serviço médico para
    todos, educação e cultura para todos, diversões, a assistência aos anciãos e às
    crianças. (…) Dizia também Camilo Torres que a revolução é uma tarefa cristã e
    sacerdotal, e assim o é para mim. (…) Muitas vezes tenho dito que o programa do
    governo da Frente Sandinista é dar de comer aos que têm fome, vestir os nus e
    ensinar aos que não sabem… Dar tudo aos que nada tem”. (Ibid, pp. 23-24.
    Entrevista com Ernesto Cardenal)

    • proletariors

      eu sou
      MARXISTA CARDECISTA …

      • Nádia

        Também sou marxista kardecista.

  • Pedro Cruz

    Falta participação e engajamento. Onde se dá o debate político?? Como estão as entidades representativas??? Como estão os partidos políticos??? Quem está participando?? Como??? Onde??? Quem se dispõe a ir a uma reunião??? Onde estão os debates públicos???? Estão começando a surgir, por exemplo, dia 31 de janeiro vai haver um, sobre a AP 470, na ABI. Por que não divulgamos??? Por que não vamos??? O nível do debate só melhorará quando as pessoas começarem a participar, quando resolverem sair do computador e ir para os partidos, associações de classe, associações de bairro.

  • laura

    Olá Edu e todos,
    Pois eu estava também esta semana cada vez mais cansada do Fla-Flu contra e a favor do Governo Federal e refletindo sobre a falta de discussão e debate embasado sobre as questões nacionais.
    Uma delas é o papel da classe média, a meu ver entrochada em uma situação de trabalho cada vez mais precarizado e de perda de direitos.Acho que a classe média é receptiva a ideologia “contra o PT” não apenas por ideologia e por influencia do PIG, mas porque está perdendo, como ate já foi divulgado por um entrevistado da FGVargas(classe média “tradicional”).Afinal, o estrato mais alto dos assalariados paga 27% de imposto, mais que o capital financeiro! E tudo continua como se fosse normal!
    Nã encontro em nenhum lugar mais tabulação e dados sobre estas perdas. Idem com aposentadorias, inclusive do estado(Fator previdenciário no sistema do INSS, agora com os servidores públicos- isso vai contra o interesse dos trabalhadores e está sendo feito pelo PT, no qual voto). Isso tudo mais o PIG dará e MUITO espaço para Marinas Silvas da vida.
    O que se fala sobre a classe média(pela esquerda) também é pura ideologia.
    Estou cansada de ver familiares MUITO mpobrecidos ao final da vida; outros desempregados por terem 45, 50 anos e as famílias destroçadas. Filhos sustentando país. A maioria de primos e parentes traalhando sem garantia nenhuma, sem contratos CLT. Tudo como se fosse normal.
    Não é. E NADA SE DIZ, nada se comenta sobre isso, entre tantas questões que passam ao largo do Fla-Flu,
    Eu imagino que isso só se resolverá, também , com o maior investimento público-na imprensa “alternativa”, com a proposta acho que de 30% das verbas para um outro circuito de imprensa. Acho que se faz fundamental a redistribuição da verba publicitaria do governo, para que seja possível melhor condição de trabalho investigativo.
    Também porque a universidade de certa frma também esclerosou-se, principalmente em SP. A universidade é ao longo do tempo uma instituição conservadora. Acho que algum arejamento pode surgir fora daqui. E, mesmo assim…, sabe-se lá;falo de cátedra, sou Prof. de Universidade Federal.
    Acho ainda que se faz necessário órgãos mais investigativos, algo que a imprensa alternativa na ditadura fazia, com levantamentos e dados, coisa que até hoje o Raimundo Pereira anda fazendo. Afinal, algumas comprovações fundamentais sobre o julgamento do mensalao- questões falsamente lá julgadas, com provas,a revista dele foi atras.
    Para isso se faz mister, tempo e dinheiro.Menos opinião e mais investigação, com levantamentos que questionem, debatam, não só que defendam. Acho que este papel é importante em um contexto de defesa de posições como o que está em curso no país. E defesa diante da imbecilidade do PIG, mas acho que uma imprensa mais investigativa, com as perguntas e levantamentos intensivos e extensos se faz necessária. Com dúvidas e menos certezas. Sinto realmente falta e não vejo muita coisa no horizonte. Algumas coisas aparecem em livros, como a Privataria Tucana.

    • laura

      Aliás:
      http://www.viomundo.com.br/politica/centrais-sindicais-todos-a-brasilia-pressionar-governo-dilma.html

      Há que fazer-se sim pressão dos trabalhadores para que o governo faça política a favor dos trabalhadores.
      Vejo a Dilma como uma desenvolvimentista com viés de apoio aos setores mais empobrecidos da sociedade. Falta tornar-se de fato um governo dos trabalhadores. Em muitas ações(lula incluso) não tem sido.basta ver a persistencia do fator previdenciário, as desonerações as empresas que não estão trazendo empregos e trará problemas para a previdencia e a perda de direitos do funcionalismo.

  • Rodrigo

    Na minha percepção de Brasil: as pessoas já estão cansadas o suficiente com sua vidas (trabalho, filhos, falta de tempo pra tudo, pressão, medo) e se sentem impotentes perante a realidade. As pessoas ficaram cada vez mais indivudualistas e vaidosas, e não estão interessadas em participar de política. Para reverter esse quadro de despolitização acho que o governo deveria dialogar com a sociedade (que nem o Hugo Chavez fazia). O Lula vivia dizendo que “ia dialogar com a sociedade” estimular a participação da mesma. Estamos esperando.

  • Ex-Tavasobrio

    Eduardo

    A discussão hoje pode ser esta bipolaridade que você observa mas ela, não ficará sempre neste mesmo compasso. Eu acredito que o esclarecimento deve ser continuo, as nuances devem ser mostradas por aqueles que hoje vivem este tempo e, em paralelo, deixar que a discussão continue a criar novas opções de pensamentos.

    Se hoje não temos outras perspectivas, espero que as novas gerações as construam. Só não podemos abstrair a ideia que ela não vira e não ajudemos as novas gerações a construirem o país dos nossos sonhos atuais.

    Abraços e, Prost!

  • renato arthur

    Nem a Dilma aquentou tanta mentira e provocação de uma turma que se encontra perdida, sem perspectiva de retomar o poder, não tendo proposta e nem projeto partem p/ calúnia, difamação e invenções de fato absurdo. Pois o que Dilma fez foi apresentar proposta e projetos e demonstrar cabalmente como se enfrenta a crise, fato que o governo do FHC não foi capaz de fazer.

  • Pedro Cruz

    A presidenta arrebentou no pronunciamento à nação , matou a pau. Aqueles que são do contra estão ficando para tras. Corajosa, firme, entusiasmada, confiante, pegou pesado, estraçalhou. Uma batalha por vez, imbatível. Primeiro o capital financeiro, agora as concessionárias de energia, depois as teles, depois a educação, depois a saúde, depois…… E alguns têm o despautério de a chamar de covarde, são uns “inocentes úteis”, coitados. Esse Brasil é grande, essa PRESIDENTA é imensa, fantastica. Não é a toa que foi a escolhida pelo CARA, o CARA é phoda, com ph. Vamos lá pessoal, para a frente Brasil. Dilma é Lula, Lula é Dilma e todos somos Lula e Dilma. Viva Dilma!!!! Viva Lula!!!! Viva o PT¨!!!! Viva o Brasil!!!!!

  • Roberto Ribeiro

    Dilma reduziu a conta de luz em 18%, e o PSDB/PIG a 5%.

  • Roberto Marçal Ferreira

    O judiciária daria uma grande contribuição neste contexto proposto se realmente fizesse justiça e não fosse tão lenta.

  • Luiza

    Eduardo, sem dúvida o debate político no Brasil é de chorar. Mesmo assim, e mesmo com todos os problemas, acabei de ver o pronunciamento da presidenta Dilma sobre a energia elétrico e digo: ela acabou de por a oposição a nocaute. Eles vão se levantar, mas hoje o dia é da presidenta.

  • Salvador Ferreira

    Dilma em rede nacional deu um chute nos bagos dos críticos de Brasil.
    Chuta Dilma!
    Toda vez que alguns babacas catastrofistas falarem besteiras, vá aos meios de
    comunicação que são consessão do governo e chete. Chute forte!
    Amei de montão.

  • José Lucena

    Edu, não tem jeito! O jogo está sendo jogado, estamos no início do segundo tempo, cada técnico colocando suas orientações táticas em prática na espera de alcançar um bom resultado. Reflexões lógicas mas impraticável sua colocação no campo de jogo no momento. As oposições comeram muito, por muito tempo, ficaram mal acostumada e lhes foram tirado toda aquela fartura e agora lhes faltam tudo, da bufunfa as altas posições. Relaxe, tire as mão das cadeiras e vamos lá. Suor mago, suor! Ainda falta muito para terminar a partida. O jogo precisa ser jogado. Força amigo!

  • Scan

    Edu, você recebe como tarefa pintar uma parede.
    Você reúne o material, avalia o trabalho que tem pela frente e mete mãos à obra.
    De repente, você percebe que tem um sujeito querendo derrubar sua escada.
    Você desce, conversa com ele, faz-lhe uma omelete e tomam alguns drinks.
    Acreditando que tudo tenha sido resolvido, você retoma o trabalho interrompido.
    Qual não é sua surpresa ao notar que o salafrariozinho insiste em derrubar a escada!
    O que fazer?
    Encher-lhe os bolsos de dinheiro na esperança de que ele pare?
    Propalar aos quatro ventos o direito inalienável que o salafrário tem de derrubar sua escada?
    Fingir que ele não está lá e continuar pintando mesmo na iminência de cair e quebrar o pescoço, colocando em risco a segurança de seus dependentes?
    Ou descer da escada, dar uns pescoções no salafrário e reduzi-lo à imobilidade?

    Edu, é preciso que se mantenha, antes de tudo, a escada em pé.
    E para isso, acredito que o único caminho seja uma discussão, não sobre uma lei de meios que nunca virá, mas sobre meios de estrangular a veia que alimenta o salafrariozinho.
    Não é o time do sujeitinho aí que reclama dos gastos do governo? Taí! Que o governo comece sua redução de gastos eliminando suas propagandas pelo tempo que for necessário (e sabemos que não será longo).
    O BB precisa de propaganda? A Petro? A Caixa? Não podem prescindir delas, temporariamente, por um objetivo maior?
    As contas do andamento das obras do governo podem ser conhecidas de todos por um pronunciamento, uma vez por mês, da presidente da República em rede nacional.

    • Lais Borges

      Quanto à necessidade de divulgação das ações do próprio governo ( BB , Caixa, Ministérios, etc.) existem muitas formas , não necessariamente a Globo e suas empresas, a Veja ( esgoto a céu aberto), e outras. Daria perfeitamente para passar uns 90 dias utilizando mídias alternativas ( mesmo) . Para fazer o PIG e suas agências amestradas sentirem só o bafo no cangote.. Só uma questão de pensar e bolar novas formas de comunicação.

  • Miguel Oliveira

    Para mim falta o que já foi sugerido várias vezes, que é o governo ter um porta voz que desmascare imediatamente as mentiras e distorções da mídia, como fez a Petrobras com seu blog. A comunicação social do governo federal é uma verdadeira ficção, ninguém vê nem ouve. Então, a mídia vigarista deita e rola, sabendo que navega em águas tranquilas, Ou melhor, navegaria, se não fossem esses malditos (para ela) blogueiros progressistas. Daí o ódio que ela tem deles, só comparável ao que tem por Lula, que tirou dela e de seus protegidos bilhões e bilhões de que se apossavam sem ser incomodados por ninguém.

  • Ivan de Sá Albernaz

    Assino embaixo a tudo que você escreveu, Edu. Porém, acho, que as condições para se debater seriamente o que é melhor para o nosso País, seja através dos políticos ou das pessoas comuns que fazem parte do povo, passa OBRIGATORIAMENTE por uma reforma política séria, onde se discutiria o financiamento público de campanhas, onde um candidato não se veria obrigado a fazer as mais discutíveis alianças para se eleger, onde o poder econômico não impedissem de políticos novos e bem intencionados se elegerem, onde suplente de senador sem voto não tomasse posse, etc..
    Infelizmente, quem tem que tocar essa banda prá frente são os caras que estão aí, muitos deles eleitos inclusive por nós mesmos que às vezes votamos no menos ruim por não termos outra opção(eu, particularmente, nunca anulei um voto). Essa é a minha opinião. Acho que enquanto não se descobrir uma maneira, de cima para baixo, de se iniciar esta transformação, não encontraremos uma outra maneira de debater a política(inclusive, certas vezes, criminalizando-a).
    Um grande abraço.

  • Júlio De bem

    Aguardando anciosamente um post do Edu sobre a mijada que a Dilminha deu ontem no pig em horário nobre.

  • Simas Mayer, Hebert

    Eduardo,
    Vc está cheio?… Eu acho q vc está instigando a moçada; isso, sim. Pq o mundo continua, artificialmente, bi-polar; como, aqui, não foge à regra….
    Vamos ver: O Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e, agora, a Venezuela constituíram um bem sucedido mercado-comum, q se configura como a terceira força comercial do mundo…. Além desse Mercosul, existe, agora, a Comunidade das Nações Latino Americanas e Carive, onde os EEUU e o Canadá não têm vez; porém, Cuba lá está…. Em contrapartida, a OEA não tem, mais, aquela projeção, tão ao gosto americano….
    Meu caro, os EEUU, primeiro, usam de seu poderio militar no Orente Médio, na Ásia, na África; depois, em seguimento, faz uso da chicana financeira, pra desestabilizar o mundo; incluindo a União Européia. Talvez, pelos envolvimentos desse momento financeiro-econômico, tenha, apenas, assistido ao acesso de forças progressistas por vários Países Latinos Americanos, sem grdes e maiores contraposições; contudo, estamos entendendo e assistindo, ultimamente, aos seguros e firmes passos de intervenções militares e políticas perpetrados por Washington, na América Latina; desde os tempos Bush. até, agora, na era Obama, estamos assistindo à instalação de bases militares, desde a Colômbia, no Paraguai e até em vários Países da América Central; além de uma série de golpes ou tentativas, realizados, igualmente…. Tudo, aliado a uma formidável e persistente atividade “diplomática”…. A ação da imprensa, maldita, em nosso meio, é parte, ou faz parte dessa atividade desestabilizadora. Parece q a velha doutrina Monroe está sendo reativada, junto, até, com a V Frota do Atlântico Sul….
    Ora, Eduardo, se o poder econômico e financeiro dos EEUU se faz sentir e repercutir na União Européia, no Japão, pela Ásia, Oriente Médio, até na China; pq, não, no Brasil? A mídia, maldita, está, aê, a desafiar, pelas mãos das organizações, mafiosas, bem ativas., Essas é q precisam ser combatidas, repensadas e discutidas, seriamente, por se constituírem a ponta de lança do “império”, entre nós.
    Qto a fragilidade, republicana e democrática, de nosso Poder Legislativo, qto à partidarização de nosso Poder Judiciário; isso, são consequências de políticas e praxes de nossas elites, dominantes, em consonância com a falecida doutrina Monroe. Não nos deixemos iludir com as Reformas de Base do Pres Jango, até hj, fora do alcance; Urge exterminar com a subversão e o terror da imprensa, maldita. Depois, as vitórias chegarão, fáceis… Abraço, fraterno

  • Fausto Ishiai

    O pronunciamento da presidenta Dilma em rede nacional de televisão (23-01-2012), simplesmente demoliu a oposição udenista e a velha imprensa que faz jornalismo do século XIX. Tudo tem o seu tempo, o PIG já teve o seu, acabou! Perdeu seu prazo de validade; tantas foram as manobras golpistas, que perderam seu efeito por saturação e falta de credibilidade. Há uma década a mídia golpista não faz outra coisa senão tentar desconstruir o caráter de Lula e diminuir a sua popularidade, e daí? Nada conseguem além de colher fracassos e fortalecer ainda mais o prestígio do mito. Afastar Dilma de Lula – a criatura se voltar contra o seu criador – é o sonho de consumo do PIG, como se isso fosse possível. Aquilo que não mata fortalece, diz a sabedoria popular; Lula e Dilma se imunizaram ao golpe! Quem como eu, que vivencia a realidade do homem comum da periferia de São Paulo, há de concordar comigo. O Brasil mudou: a opinião publicada não representa a opinião pública; qualquer cidadão por mais simplório que seja, sabe quem de fato mudou a vida dele e por ele luta. Lula é o povo e o povo é Lula, um não se distingue do outro. O PSDB [Partido Sabotador Do Brasil] se aproxima da extinção! Com ou sem a lei de meios, a internet espontaneamente revolucionou a comunicação e democratizou o acesso à informação e ao conhecimento; a partir dela passamos a ser os donos da voz e não mais a voz dos donos; as mentiras são desmontadas em tempo real. Não tem volta, o PIG já era! Estamos no século XXI da Era Lula; negar o salto de qualidade que o Brasil experimenta, é como negar que a Terra gira em torno do Sol; é viver na cegueira do obscurantismo medieval. O POVO NÃO É BOBO, 2014 É DILMA DE NOVO!

    Em tempo: É salutar para a democracia uma oposição construtiva recheada de valores que possa oferecer uma alternância no poder, sempre que um governo da situação não corresponda aos anseios da população, mas infelizmente não é o que ocorre. Enquanto o PSDB estiver associado à mídia golpista e continuar apostando numa agenda negativa do quanto pior melhor, nunca mais ocupará o Planalto. Os tucanos cometem os mesmos erros que os petistas cometeram no passado, de ser sempre do contra, ainda que fosse bom para o País. O mesmo se aplica à imprensa, ou faz jornalismo ou então se assume como partido. No Brasil oposição (PSDB-DEM-PPS) e imprensa se confundem, e acabamos por não ter nenhuma delas! A judicialização da política, e a contaminação política do Judiciário também colocam em risco a nossa frágil democracia. A sociedade e os poderes constituídos deveriam discutir estes temas com maturidade e isenção.

  • Carlos Henrique

    Sem dúvida a vida é feita de contradições e complexidade e nosso debate político patina num maniqueísmo para lá de elementar. Sair dessa condição, todavia, começando por poder tecer críticas ao lado político que apoiamos(por exemplo pela injustificável postura leniente do Governo diante de questões como a reforma agrária e a democratização das comunicações, que continuam paralisadas no Brasil)torna-se muito difícil uma vez que enfrentamos um lado que; ao menos no que diz respeito aos seus “ideólogos”(uso essa palavra inadequadamente para qualificar um bando de pilantras com discurso para lá de superficial)e dos robôs que os seguem, mantém o debate num nível de preconceito e simplificação que dificulta qualquer tipo de entendimento. Até mesmo quando substituímos nossos argumentos por dados, eles simplesmente recusam-se a enxergá-los. Lembro-me de episódio recente que vivi ao comentar com uma pessoa de perfil conservador que o Brasil retirara 40 milhões de pessoas da miséria durante o Governo Lula, dado por sinal comprovado em inúmeras pesquisas de institutos completamente independentes do Governo, que têm seus números usados por fontes empresariais(como o Datapopular)ou até mesmo pela oposição. Simplesmente diante dessa informação, o tal nazista respondeu-me que não acreditava nesses dados. É IMPOSSÍVEL ESTABELECER-SE QUALQUER TIPO DE DIÁLOGO, NEM QUE SEJA UMA DISCUSSÃO POLÍTICA ACALORADA, MAS SÉRIA, DIANTE DE TAMANHA IMBECILIDADE ESQUISOFRÊNICA(DO TIPO, A REALIDADE NÃO ME AGRADA, DANE-SE A REALIDADE, SÓ INTERESSA A PARTE DA REALIDADE QUE AGRADA) A QUAL, AO CONTRÁRIO DO QUE SE PENSA, NÃO É EXCLUSIVIDADE DE UMA MINORIA DE LUNÁTICOS, MAS, ENTRE OS CONSERVADORES, CARACTERIZA A VISÃO DE BOA PARTE DELES. Não tenho fórmulas mágicas , nem soluções prontas, mas talvez a postura mostrada pela Presidenta ontem, ao falar à Nação como uma Chefe de Governo, uma Política e uma Líder, acabando com a palhaçada de “gerente”, rebatendo as críticas, atacando os que agrediam seu Governo com dados numéricos poderá ser o início, visto a óbvia posição de destaque que qualquer declaração de Dilma tem, de uma elevação nesse debate, já que diante dos números apresentados pela Presidenta, ficará difícil para a oposição midiática, que guia a cabeça dos fanáticos conservadores, não discutir usando outros argumentos numéricos, ainda que falsos, sob pena de não o fazendo perder por completo sua credibilidade cadente diante da parcela da Sociedade que, embora não pertença a nenhum dos dois lados, ficará ainda mais indignada se obtiver somente preconceitos e maniqueísmo como única resposta burra a uma argumentação sóbria. Torçamos para que isso ocorra.

  • Hildermes José Medeiros

    Desculpe, mas é assim mesmo. Sem modos, sem rapapés, muitas vezes deseducadamente, desrespeitosamente, até recheada de baixo calão, com mentiras, meias verdades, ironias que se dá o embate político em qualquer lugar. Claro que alguns mais outros menos, mas não dá para esperar lealdade do adversário político, muito menos condescendência. Muitos, meu caso, não gostam de baixarias, coisas fora do contexto, principalmente algo que não possa ter respaldo na realidade. Mas este não é o comportamento comum, principalmente para quem está na oposição, quase sem saída no curto e médio prazo, onde já se esgotaram quase todos os argumentos de que se poderiam valer, que não têm funcionado para convencer ninguém, quando seus apoiadores diminuem. Em nosso caso no Brasil, não que todo oposição seja dessa laia, mas grande parte é remanescente dos apoiadores da ditadura, as famosas viúvas da ditadura que sabemos são capazes de tudo, não apenas verbalmente, como acontece nas atitudes tidas como udenistas, mas de tentar a eliminação física do opositor, que explica ficarem felizes, quando um importante adversário político fica gravemente enfermo, ao ponto de exultarem esperando sua morte, que antecipam com notícias mentirosas. Agora mesmo o jornal de direita espanhol El País está se desculpando de publicar foto em que apresenta o Presidente Hugo Chaves entubado no hospital que é uma mentira. Dá desculpas esfarradas como aconteceu por aqui quando a Folha publicou a a falsa ficha policial da Presidente Dilma. Não quer dizer que o outro lado aja cavalheirescamente. Neste lado também existe o agir udenista, inclusive nas páginas da chamada blogosfera , com menos virulência certamente porque não está perdendo. É do jogo, e não é um jogo limpo. Por isso tanta bobeira, tanto palavrão, tanto desejo para que algo aconteça para virar o jogo ao ponto de acreditar que tudo possa dar esse resultado. Tanta mentira vinda dos apoiadores da oposição, que mais parece imprecação de quem está sem saída e argumentos, afogando-se em direção à desimportância. Em suma, os tons cinza usa mais quem está ganhando e preto ou branco, a ferro e fogo é da oposição, ainda mais uma oposição marcadamente direitista ou pseudo-esquerda como é o caso no Brasil.

  • Remindo Sauim

    Só afirmo o seguinte, em 10 anos o PT deixou o Brasil há anos-luzes dos governos tucanos e anteriores. Fez muito nestes 2 governos e meio, e acredito que até 2022 terá acabado com os problemas na saúde e educação.

  • Jason

    Realmente o debate político nunca esteve tão baixo. Na falta de uma agenda para o país, a oposição e seus seguidores limitam-se a atacar o governo da forma mais rasteira e “esgotosférica” possível. O descompromisso com a verdade e com o futuro do Brasil impera. O pior é que partidários do governo rebatem com as mesmas armas. Precisamos de lucidez de ambos os lados.

  • Ótima reflexão, companheiro Edu. Ontem assistia ao programa da TV Brasil sobre os desafios do século XXI para diversos países, com análises interessantes de estudiosos da Rússia, Índia, Brasil e outras origens – não havia quaisquer certezas, apesar de todo o academicismo aplicado a tais análises. Só uma coisa era certa: os países de quem se esperava altos níveis de crescimento econômico e de melhora social eram justamente os que têm ainda muita pobreza e desigualdades. Nesses se podia investir em sua infraestrutura física e humana, além da redução de outras desigualdades, e esperar um aumento de renda e consumo que dinamizassem a economia. Falou-se em redução da violência, inclusão social, aposta na política e na democracia, uso racional de recursos ambientais … nada dessa lenga-lenga com que nossa mídia nos ‘brinda’ a cada minuto.

  • Fabio Amaral Di Fini

    Caro Eduardo, meu total endosso a suas observações neste post. O Brasil está perdido em meio a uma “discussão sobre a novela das 8″… E isto se deve não só à pífia oposição que há no país, mas também a todos nós, que acabamos sempre caindo nessas mesmas questiúnculas, em vez de abraçar temas que realmente importam.

  • luiz pinheiro

    Eu achei interessante o que disse o internauta Dionísio no Brasil 247:

    1. Dionísio 24.01.2013 às 19:39
    O “intelectual” FHC-PSDB, arrecadou US$ 100 bilhões com as privatizações. Não bastou ! Precisou emprestar mais de US$ 40 bihões junto ao FMI. Não bastou ! Não pagou a dívida com o FMI !! Ao sair da Presidência era devedor do FMI e deixou de Reservas Internacionais apenas US$ 16 Bi ! O “torneiro-mecânico” LULA-PT não vendeu um centavo do patrimônio público, pagou a dívida com o FMI que o outro deixou e hoje o Brasil além de ser credor do FMI tem US$ 350 Bi em Reservas Internacionais !!! O povão fez as contas e percebeu quem foi o verdadeiro incompetente e ladrão.
    2. Dionísio 24.01.2013 às 19:38
    No governo do PT tem dinheiro para o Bolsa-Família, no governo do PSDB não tinha. No do PT tem dinheiro para o Prouni, no do PSDB não tinha. No do PT tem dinheiro para financiar a casa-própria a juros baixos, no do PSDB não tinha. No do PT tem dinheiro para construir 12 universidades e 180 escolas técnicas. No do PSDB construiram ZERO e ZERO. E AINDA TEM IDIOTA QUE ACHA QUE É O PT QUE ROUBA ????
    3. Dionísio 24.01.2013 às 19:36
    Para se ter uma idéia do tamanho do roubo praticado pelos tucanos compare com o governo do Maluf, que todos dizem que é um ladrão de marca maior. No governo Maluf se construia 4 Km de linhas de metrô por ano. Nos governos tucanos construiram apenas 2 Km por ano, a metade !! E o Maluf governou no fim da década de 70, a tecnologia era menos desenvolvida (e portanto mais demorada) que a de hoje, e o ORÇAMENTO ERA MENOS DA METADE DE HOJE !!! No entanto, Maluf, “o ladrão” diga-se, construiu o dobro com menos recursos tecnológicos e metade do dinheiro !!! A pergunta que não quer calar é porque a mídia não chama Serra e Alckmin de ladrão, da mesma forma que eles chamam o Maluf ? Seria porque os governos tucanos gastam fortunas com assinaturas da revista Veja, por exemplo ? E por serem otários em acreditarem na mídia que acoberta os crimes dos tucanos é que os paulistas votam nestes calhordas do PSDB há 20 anos !!!