Obrigado por nada, FHC

Análise

O primeiro dia útil da semana começou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no ataque, no âmbito da antecipação da campanha eleitoral à Presidência que só ocorrerá no fim do ano que vem, portanto daqui a quase dois anos, e que está sendo abraçada pelos dois partidos que, mais uma vez, devem protagonizar a disputa: PT e PSDB.

FHC, talvez o político mais cara-de-pau de todos os tempos – mais até do que Paulo Maluf –, teve a coragem de dizer que a presidente Dilma Rousseff “cuspiu no prato que comeu”, ou seja, que os êxitos de seu governo e do de seu antecessor Lula se devem ao governo tucano (1995-2002).

O ex-presidente peessedebista tem lá seus motivos para apostar nesse discurso de que legou uma herança bendita que Lula e Dilma tentaram “usurpar”, como também teve coragem de afirmar junto à afirmação sobre “ingratidão”. Afinal, desde que deixou o poder conta com veículos de comunicação que tentam empurrar essa versão aos brasileiros, porém sem o menor êxito, do que são provas as três eleições presidenciais sucessivas que o PSDB perdeu desde que deixou o poder.

FHC aposta na proverbial falta de memória dos brasileiros. Assim sendo, vale revisitar um pouco a história recente do país para verificarmos em que situação ele estava ao fim do governo tucano, em 2002.

E como a imprensa que, segundo o colunista da Folha de São Paulo Janio de Freitas “Serviu de suporte político ao governo FHC”, diz que a situação falimentar do Brasil no último ano do governo dele se deveu ao “risco Lula”, investiguemos se foi isso mesmo.

No dia 4 de janeiro de 1999, pouco antes de uma das maiores hecatombes econômicas que o Brasil viveu, matéria da insuspeita Folha de São Paulo trazia no título a síntese do que fora o ano eleitoral de 1998, quando o então candidato à reeleição, Fernando Henrique Cardoso, venceu o pleito garantindo que, se não fosse reeleito, Lula é quem desvalorizaria o real.

O título da matéria assinada pelo igualmente insuspeito colunista da Folha Fernando Rodrigues era o seguinte: “Credibilidade do Brasil no exterior despenca em 1998” – assinantes da Folha podem conferir a íntegra do texto aqui.

O trecho abaixo traduz o estelionato eleitoral de que o Brasil fora alvo poucos meses antes, quando reelegeu FHC sem fazer a menor ideia de que tudo que ele prometera era mentira e de que o país estava quebrado.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

4 de janeiro de 1999

Credibilidade do Brasil no exterior despenca em 98

FERNANDO RODRIGUES

da Sucursal de Brasília  

“(…) Há duas razões básicas para que os títulos do governo brasileiro tenham perdido tanto valor em 98. A primeira razão, e mais óbvia, é que as crises da Ásia e da Rússia deixaram os especuladores internacionais com medo de perder dinheiro também no Brasil. Por isso, passaram a vender os papéis brasileiros. Isso provocou a queda dos preços. Ao vender os papéis, os especuladores deixam implícito que acreditam cada vez menos na capacidade do Brasil de honrar seus compromissos (…)”

—–

As crises da Ásia e da Rússia foram crises de países que tinham problemas localizados em suas economias. Não era uma crise mundial da gravidade da que há hoje, que afeta o mundo inteiro e, sobretudo, os países ricos, que, àquela época, não tinham crise nenhuma, ao lado de países com economias organizadas como o Chile, que, entre tantos outros “emergentes”, não fora afetado.

Na verdade, o naufrágio da credibilidade do Brasil ao longo do ano em que FHC se reelegeu graças a mudança que promoveu nas regras do jogo com ele em andamento, obtendo do Congresso o direito de se recandidatar ao cargo sob denúncias de compra de votos de parlamentares que votaram a emenda constitucional que instituiu a reeleição, deveu-se ao fato de que, naquele 1998, o então presidente da República “segurou” a desvalorização do real, que se fazia desesperadamente necessária, a fim de não atrapalhar suas pretensões políticas.

O mundo inteiro sabia que a paridade de um para um que vigera desde 1994 entre o real e o dólar era uma farsa e que, a qualquer momento, FHC teria que fazer aquilo que, meses antes, dissera que Lula faria caso vencesse a eleição: ele teria que promover uma maxidesvalorização de nossa moeda que jogaria o país no fundo do poço.

Enquanto o desastre caminhava, o suporte político de que falou Janio de Freitas que a mídia deu a FHC continuava vendendo ilusões a um público que, a partir dali, começaria a se dar conta de que não deveria acreditar no que ela dizia. No mesmo dia da matéria acima, na mesma Folha, outro texto dizia que a evasão de divisas no dia anterior fora de “apenas” 153 milhões de dólares e acenava com um cenário róseo que, pouco depois, mostrar-se-ia uma falácia.

Abaixo, trecho de matéria que pode ser conferida na íntegra aqui.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

5 de janeiro de 1999

MERCADO FINANCEIRO

Evasão de divisas é de US$ 153 milhões

da Reportagem Local

O Brasil teve nova evasão de divisas ontem, mas de volume pouco preocupante, segundo especialistas. Até as 19h30, o fluxo cambial estava negativo em US$ 97 milhões pelo mercado de dólar comercial e financeiro e em mais US$ 56 milhões pelo flutuante, um segmento do turismo.

(…)

Segundo especialista, depois da forte evasão de dólares em dezembro [de 1998], de US$ 5,25 bilhões, o fluxo negativo em janeiro deve ser menor.

(…)

No ano passado, o fluxo cambial foi negativo em US$ 14,89 bilhões. As reservas cambiais, o caixa em moeda forte do país, iniciam o ano em US$ 35 bilhões, segundo estima o mercado. O Banco Central fala em US$ 38 bilhões.


Com o fraco saldo cambial negativo ontem, o dólar perdeu força contra o real. Nos mercados futuros, as projeções de desvalorização cambial para janeiro (contratos com vencimento em fevereiro) caíram de 1,28% na quarta-feira passada para 1,17% ontem.

 

Para Nicolas Balafas, do BNP Asset Management, o governo não vai precisar desvalorizar o real contra o dólar mais do que os 7,5% ou 8% previstos em 99.

(…)

“Ninguém espera uma saída de dólares muito forte neste mês. O mercado está otimista, apostando que o Congresso vai votar a favor da CPMF e do aumento da contribuição dos funcionários públicos federais à Previdência”, diz o especialista Manuel Maceira.

(…)

—–

Note, leitor, que, enquanto hoje você vê na Folha e no resto da imprensa oposicionista todo dia desgraças anunciadas que jamais se concretizam, àquela época, com o país afundando – como se veria em poucos dias – o tom era de otimismo.

Três dias depois, em 8 de janeiro de 1999, outra matéria – sempre da Folha, fonte escolhida para evitar questionamentos de tucanos quanto à “imparcialidade” das notícias – dá bem a dimensão da situação catastrófica com que FHC chegara ao segundo mandato.

O então governador de Minas Gerais, Itamar Franco, acabara de decretar moratória de seu Estado no âmbito de uma taxa básica de juros (Selic) que batia nos 30% (!!). Para acessar a íntegra da matéria, assinante da Folha pode clicar aqui. Veja, abaixo, trechos do texto.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

8 de janeiro de 1999

MERCADO FINANCEIRO

 

Futuros projetam taxas de juros maiores

 

da Reportagem Local

 

A moratória anunciada pelo governador de Minas Gerais, Itamar Franco, fez com que os mercados futuros na Bolsa Mercantil & de Futuros passassem a projetar juros e desvalorização cambial maiores para os próximos meses.

(…)

No ano passado, o medo de que o Brasil não honrasse seus compromissos, como fez a Rússia em agosto, provocou uma evasão de divisas de US$ 15 bilhões. Foi para conter a sangria de dólares que o governo subiu os juros do over, o mercado por um dia com títulos públicos, de 19% para 40% ao ano. Os juros do over estão em torno de 29% ao ano hoje.

Com a crise de credibilidade ganhando força agora, os juros vão cair com mais dificuldade. Por isso, na BM&F, os contratos para vencimento em abril passaram a projetar taxas de juros de 30,25% para março, contra os 28,59% de anteontem. A desvalorização cambial projetada para março passou de 1,26% para 1,48%.

(…)

—–

A situação do Brasil – causada exclusivamente pelo adiamento da desvalorização do real adotado por FHC para não atrapalhar sua reeleição – piorava a cada dia, a ponto de a esfrangalhada economia brasileira estar, então, “contaminando” outros países. Abaixo, matéria que mostra isso. A íntegra da matéria na Folha pode ser acessada aqui.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

13 de janeiro de 1999

Situação se reflete na Argentina

de Buenos Aires

A alta instabilidade na economia brasileira, acentuada há uma semana pela moratória do Estado de Minas Gerais, está se refletindo diretamente nos mercados argentinos, cujos temores se concentram em três pontos: desvalorização do real, renúncia da equipe econômica e fracasso do ajuste fiscal acordado com o FMI.

A Bolsa local, acompanhando o índice Bovespa, caiu 3,67% na segunda-feira e ontem teve nova queda de 3,48. As quedas dessa semana foram impulsionadas quando se soube que as reservas brasileiras chegariam a U$ 31 bilhões no final de janeiro, segundo informe divulgado pelo Citibank.

Os mais apressados já inventaram até um nome para o possível colapso do Brasil: “efeito carnaval”

—–

No mesmo dia, outra matéria já deixava ver que as tentativas da mídia de suavizar as notícias já não eram mais possíveis. O clima de pânico se acentuava. O Brasil estava quebrando, com fuga de dólares e sucessivos aumentos dos juros – íntegra da matéria abaixo (só para assinantes da Folha), aqui.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

13 de janeiro de 1999

MERCADO TENSO

Fuga de recursos para o exterior neste mês já chega a US$ 2 bi; nervosismo traz de volta o risco cambial

Saída de dólares e juro futuro se elevam

CRISTIANE PERINI LUCCHESI

da Reportagem Local

A sangria de dólares cresceu ontem e trouxe mais intranquilidade ao mercado financeiro. Até as 19h30, o fluxo estava negativo em aproximadamente US$ 1 bilhão. O mercado fecha às 21h30.

A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a despencar, chegando a um passo do “circuit breaker”, mecanismo que interrompe os negócios toda vez que a queda atinge 10%. Fechou em baixa de 7,61%.

Os mercados futuros passaram a projetar juros e desvalorização cambial bem mais fortes no curto prazo. Para março, os juros anuais projetados pularam de 32,43% ao ano anteontem para 39,75% ao ano ontem. Hoje, os juros de referência para toda a economia estão em torno de 29% ao ano.

(…)

—–

Taxa de juros básica da economia chegando a 40%. Imaginem o que seria de Lula ou de Dilma se o país estivesse hoje em situação igual. Hoje, com juros em um dígito, centenas e centenas de bilhões de dólares de reserva e quase sem desemprego, a mídia trata a economia como se estivéssemos quebrando.

No mesmo dia 13 de janeiro de 1999 em que eram publicadas as matérias acima, o governo FHC tentou uma desvalorização controlada do real de 8,26%, que, como se sabe, o mercado rejeitaria, levando o Brasil a uma crise econômica sem precedentes, causada, exclusivamente, pela postergação de uma desvalorização da moeda que se fosse feita em 1998 não teria custado tão caro ao país.

A “feitiçaria” econômica do governo, porém, já não enganava mais ninguém. O economista Rudiger Dornbusch, 54, professor do mitológico MIT (Massachusetts Institute of Technology), dos EUA, disse que a nova política cambial do Brasil, com uma tal “banda diagonal endógena”, era “um blefe”, e que FHC era “ineficiente”.

Abaixo, trecho da matéria da Folha contendo as críticas de Dornbusch, publicadas em um momento em que, apenas temporariamente, FHC começava a ser abandonado pela mídia. E isso algumas míseras semanas após o estelionato eleitoral que o reelegeu. A íntegra, assinante da Folha lê aqui.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

14 de janeiro de 1999

Para o professor, mudança só vai desafogar a pressão sobre as reservas

Nova política cambial é um “blefe”, afirma Dornbusch

ANTONIO CARLOS SEIDL

da Reportagem Local

O economista Rudiger Dornbusch, 54, professor do mitológico MIT (Massachusetts Institute of Technology), dos EUA, disse que a nova política cambial do Brasil é “um blefe”.

“Serve apenas para desafogar um pouco a pressão sobre as reservas brasileiras”, afirmou em entrevista, por telefone, à Folha.

Para Dornbusch, o fim da fuga de dólares do país depende do ajuste fiscal. “Um profundo ajuste fiscal, com um corte drástico de gastos, é a condição para a volta da confiança dos investidores.”

“O Brasil tem um presidente ineficiente, que só sabe gastar e tomar emprestado.”

(…)

—–

Enquanto isso, o grupo G7, que congregava os sete países mais ricos do mundo, falava em “derretimento” do Brasil, conforme noticiava a Folha aqui. Textualmente, a nota do grupo dizia: “É o longamente esperado derretimento do Brasil? Parece [que sim].

Chega a ser inacreditável que o presidente que produziu a notícia a seguir arrogue para si o soerguimento quase incrível do país que, em verdade, foi o ex-presidente Lula que logrou operar após reparar o desastre que o antecessor deixou. Matéria da Folha ainda de 14 de janeiro de 1999 anuncia: o “Mundo vive pânico com Brasil”. A íntegra, aqui. Abaixo, um trecho.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

14 de janeiro de 1999

BOLSAS

Ações caíram na Europa e na América após queda do real, puxadas por empresas que mantêm investimentos no país

Mundo vive pânico com Brasil

 

de Buenos Aires

 

As principais Bolsas do mundo tiveram ontem um dia de fortes baixas geradas pela desvalorização do câmbio no Brasil.

O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, terminou o dia com uma queda de 125,12 pontos, ou 1,32%, depois de chegar a cair 260 pontos em meia hora. A baixa abrupta foi decorrente da mudança cambial brasileira.

A Bolsa abriu o pregão às 9h locais (12h de Brasília), quando já havia sido mudado o comando do Banco Central e anunciada a desvalorização do real. Imediatamente, o índice Dow Jones recuou 260 pontos.

O índice eletrônico Nasdaq despencou 114,56 pontos.

Com a preocupação diante da situação brasileira e com medo de que a desvalorização atingisse outros mercados, os acionistas saíram vendendo papéis, num mecanismo conhecido como “efeito dominó”.

(…)

—–

Em tal situação de calamidade que o país vivia, a situação do mercado de trabalho, que do terceiro ano do primeiro governo FHC para frente já vinha sendo ruim, com queda dos salários e aumento do desemprego, atingia proporções catastróficas. A matéria da mesma Folha, com trecho logo abaixo e íntegra aqui, resume o sofrimento que a irresponsabilidade tucana trouxe ao país.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

15 de janeiro de 1999

ECONOMIA

Metalúrgica de Matão suspende a partir de hoje um dia de trabalho para gastar 16% menos em pagamentos

Bambozzi reduz carga horária e salários

 

da Folha Ribeirão

 

A metalúrgica Bambozzi, de Matão, vai parar a produção às sextas-feiras a partir de hoje e diminuiu o salário dos funcionários para reduzir gastos e enfrentar a crise.

A proposta de diminuição de carga horária e salários foi aprovada na terça-feira em assembléia com os trabalhadores.

A empresa tem 430 funcionários e espera economizar cerca de 16% do total da folha de pagamentos, que não foi divulgado.

(…)

Ribeirão

A metalúrgica Penha, de Ribeirão Preto, está trabalhando com redução de carga horária e salários desde setembro do ano passado.

Os 168 funcionários deixaram de trabalhar às sextas-feiras e a empresa passou a economizar cerca de 10% da folha de pagamento.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Ribeirão Preto e Região não aprova a redução de salário.

(…)

—–

Lembre-se, leitor: o presidente que produziu isso é aquele que está se dizendo o verdadeiro responsável por tudo de bom que aconteceu ao longo do governo Lula, que encontrou o país nessa situação, que recebeu essa herança maldita.

E o “Efeito Brasil” continuava afetando o mundo. O sujeito que acusa Dilma de ser “mal-agradecida” ao governo “maravilhoso” que diz que fez é o mesmo que arrastou o mundo para os problemas que sua administração gerou por ter adiado uma medida (desvalorização do real) com vistas a conseguir mais um mandato.

A notícia da Folha também é de 15 de janeiro, pois o noticiário econômico, quando FHC governava, ocupava incontáveis páginas dos jornais todos os dias, só noticiando desgraças. Nessa matéria, com trecho reproduzido abaixo e íntegra aqui, o jornal relata que o “Efeito Brasil” continuava gerando pânico nos mercados.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

15 de janeiro de 1999

MERCADOS

Pregão passa o dia com tendência de queda e, para agravar a situação, senadores começam a julgar Clinton

‘Efeito Brasil’ faz Bolsa de NY cair 2,45%

 

de Nova York

 

O “efeito Brasil” fez a Bolsa de Nova York fechar o dia ontem em forte queda. O índice Dow Jones (que reúne as 30 ações mais negociadas) recuou 2,45%, fechando a 9.120,93 pontos.

A queda representa 226,63 pontos e anula todos os ganhos conquistados na Bolsa de Nova York neste ano.

O índice Dow Jones esteve em tendência de queda durante todo o dia de ontem.

O grande vilão foi o Brasil. Os investidores reagiram ao rebaixamento da dívida brasileira promovida pela agência de crédito Standart & Poor’s e à possibilidade de a crise atingir outros países latino-americanos.

O Brasil representa 45% do PIB (Produto Interno Bruto) da América Latina.

Durante o dia, Wall Street foi assolado por boatos vindos do Brasil. Eles diziam que o governo iria liberar o câmbio e que o real sofreria uma nova desvalorização.

Os investidores estavam preocupados também com a depreciação de papéis de companhias que mantêm negócios no Brasil. As multinacionais devem apresentar queda no faturamento, por causa da retração no mercado.

(…)

—–

O desastre na economia não parava de crescer. Uma das consequências da irresponsabilidade tucana foi o crescimento da dívida externa. Em 16 de janeiro de 1999, a Folha dá conta de que o endividamento do país, que peregrinava pelos países ricos com o pires na mão, crescera R$ 35,8 bilhões EM UMA SEMANA. Abaixo, trecho da matéria, com íntegra aqui.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

16 de janeiro de 1999

DESVALORIZAÇÃO

Dívida externa aumentou R$ 35,8 bi em uma semana e será problema para empresas, diz pesquisa da Sobeet

Real fraco reduz patrimônio

VANESSA ADACHI

da Reportagem Local

As empresas brasileiras terão grande trabalho para lidar com uma dívida externa que cresceu nada menos que R$ 35,8 bilhões em uma semana.

A desvalorização cambial acumulada na semana fez com que a dívida de US$ 140 bilhões do setor privado brasileiro saltasse, em reais, de R$ 169,4 bilhões para R$ 205,2 bilhões.

(…)

—–

A desorganização da economia que marcou a era FHC do seu terceiro ano até o último, como é óbvio, não deixaria o país impune. Todos, de ricos a pobres, comeram o pão que o diabo amassou, razão pela qual, desde que o país conduziu o PT ao poder, nunca mais os tucanos tiveram chance real em eleições para presidente.

Notícias como a que segue abaixo (íntegra aqui) e que dá conta de redução nas vendas de varejo de 30% no âmbito da crise brasileira ainda estão frescas na memória de uma parcela imensa e majoritária dos brasileiros. Só quem tem menos de vinte anos não sabe o que se passou neste país quando ele cometeu o desatino de colocar o PSDB e o DEM no poder.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

16 de janeiro de 1999

Lojas têm queda de até 30% nas vendas

FÁTIMA FERNANDES

da Reportagem Local

A confusão gerada no mercado brasileiro com a mudança da política cambial resultou ontem na paralisação dos negócios entre indústria e comércio e numa queda de 20% a 30% nas vendas de algumas grandes redes.

(…)

—–

Agora, a cereja do bolo. Atualmente, uma das colunistas da grande mídia tucana mais críticas do país que temos é Eliane Cantanhêde. Enquanto escrevo, reflito que as críticas acerbas que ela faz hoje a um governo que é aprovado pela imensa maioria por estar gerando emprego, renda e bem-estar social em nada lembram a condescendência que tinha com um governo que gerou o caos que você acaba de ler.

Compare, abaixo, o discurso dessa mulher hoje em relação ao governo, quando o país está indo de vento em popa, com o que adotou também para o governo quando o país estava arrasado. O tom dela é o que dominava a mídia. Não havia críticas ao governo e muito menos ao presidente da República. Muito menos os xingamentos feitos a Lula.

—–

FOLHA DE SÃO PAULO

17 de janeiro de 1999

O bode

ELIANE CANTANHÊDE

 

Brasília – A semana passada foi uma roleta-russa, e a que começa hoje é tão incerta quanto uma mesa de pôquer.

O câmbio rachou o governo, atraiu a ira de empresários, expulsou quadros como Pérsio Arida, alijou outros como José Serra. E o que estamos descobrindo? Que desvalorizar o real não está sendo um monstro tão monstruoso. Até agora, pelo menos.

Há um ano, as reservas estavam tão altas quanto a credibilidade do governo. Os governadores acabavam de renegociar suas dívidas. Os empresários ainda não estavam demitindo. Os partidos aliados já andavam se assanhando, mas mantinham uma certa compostura. A situação internacional tremelicava, mas se mantinha.

Com o tempo, deterioraram-se essas condições favoráveis, até se acenderem os sinais vermelhos. A evidente, inevitável, inexorável desvalorização acabou saindo no tapa, no último minuto. E insuficiente. Tanto que dois dias depois veio o câmbio livre.

Pois, vejam só, apesar de tudo isso o Brasil sobreviveu. A taxa ditada pelo mercado na sexta-feira (R$ 1,47) é bastante razoável. As Bolsas tiveram um pique espetacular, e com entrada de capital externo. A sangria de dólares caiu de quase US$ 1,8 bilhão na quinta para US$ 340 milhões na sexta. Já se fala até em liberar o câmbio de vez.

E mais: um novo aumento de juros foi descartado, e alguns setores, abatidos pela perversa competição dos importados, recuperam o ânimo. Há até alguma perspectiva de empregos.

Bem, estamos então no paraíso? A léguas e léguas disso. Há incertezas, dúvidas e um pânico renitente e justificável. O Brasil sacode mais do que avião em nuvem negra. E a famosa estabilidade continua instável.

Mas o secretário dos Direitos Humanos, José Gregori (que não é economista), resumiu: “Tiraram o bode da sala”. O bode era o câmbio, um erro que cresceu como elefante e se arrastou como tartaruga.

Agora é correr contra o tempo e corrigir outros muitos erros. Até porque o Brasil não aguenta mais. Nem nós.

—–

Quanto otimismo, não? Você acredita que essa criatura escreveu uma COMEMORAÇÃO?!! Que diferença para o pessimismo de hoje, quando qualquer boato ruim sobre a economia vira certeza e gera condenação do governo via acusações de incompetência etc. Não é à toa que o colunista da mesma Folha Janio de Freitas disse que a mídia foi “suporte político” de FHC.

Está claro o desastre que foi o governo do sujeito que está clamando para si a volta por cima que o Brasil daria na era Lula? Inflação e desemprego ascenderam nos anos seguintes à crise de 1998/1999. A renda caiu. A credibilidade do país era tão baixa que até a alternância no poder, em 2002, fez a economia derreter de novo.

A falta de investimentos que a má gestão de FHC gerou fez com que no penúltimo e no último ano daquele governo desastroso eclodisse um racionamento de energia elétrica que fez o país retroceder anos.

Contudo, o que de pior o governo FHC produziu foi o desemprego. Não foi à toa que José Serra, em sua candidatura a presidente em 2002, fez aquela propaganda eleitoral com uma multidão de homens vestidos com macacões de operários brandindo carteiras de trabalho. O desemprego estava em dois dígitos e subindo.

Para quem tiver dúvida de quanto o governo Lula e, depois, o governo Dilma melhoraram a vida dos brasileiros – que FHC piorou como poucos presidentes –, que veja, abaixo, o que ocorreu com o desemprego estratosférico herdado do ex-presidente tucano pelo ex-presidente petista.

215 comments

    • Nem eu…é pena porque o Edu parece um cara absolutamente dedicado ao que faz.
      Desculpe-me Edu, mas, por favor, não escreva textos muito longos qdo for falar do “PROFE” cardoso.

      • Vou tentar, Andre. Mas, num momento em que eu esteja zen. Não gosto do movimento CANSEI, é hipócrita, mas eu estou ficando CANSADA da mídia manipuladora, das porcarias de programas que passam na tv. Acho que os blogueiros progressistas, que fazem um trabalho excepcional, deveriam se unir em torno de uma causa comum: mostrar a verdade dos fatos que a mídia manipuladora não mostra.

        • Mas é exatamente isso que eles fazem. Se não fosse a internet essas manipulações, deturpações, enganações, verdadeiras vigarices da mídia seriam as únicas “informações ” disponíveis, tornando-se verdades absolutas. E aí, adeus democracia. Só venceria eleição quem fosse protegido por essa mídia desonesta e calhorda.

  • Edu,

    FHC, o presidente que vendeu as melhores empresas do povo brasileiro, privatizou serviços estratégicos para o nosso desenvolvimento, energia, telecomunicações, afundou o país no FMI e tirou direitos previdenciários dos trabalhadores. E de quebra chamou o povo brasileiro de caipira e os aposentados de vagabundos.
    Dilma é ingrata mesmo de não reconhecer todas essas qualidades do Farol.

  • Nem terminei de ler tudo, mas que belo acervo de artigos que vc tem, este eu vou salvar. Mostra a já conhecida farsa do ociólogo incompetente que o Brasil já teve o maior desprazer de ter elegido e reelegido. Pagamos muito caro por isso. Outra coisa foi mostrar como o PIG é generoso com este ser medíocre e mentiroso.

    Por isso que eles só têm 4% de fanáticos a favor incondicionalmente.

  • Pra mim, fhc, oposição e mídia são comandadas. Não tem nada que explique a falta de patriotismo e de humanismo desse matilha. Coisa ruim. Passou e fica como um fantasma assombrando as noites escuras, quando são mais visíveis.

  • Na minha humilde opinião, FHC foi o pior governante da história do Brasil, incluindo aí, D. João VI e seu filho Pedro. O autor do Plano Real é Itamar Franco.

  • segundo eles ( da massa cheirosa) aqueles eram bons tempos……..
    o cenário atual é ruim……
    deu até arrepio de ler as manchetes…….
    vá entender estes 4 por cento……….

  • Eduguim, não faça isso. Não facilite para “o atraso da vanguarda”.
    Justo agora que sonhavam semear até no campos do governador.
    Assim eles correm para esconder o FHC de novo.
    Coitado do Aecim, novamente candidato a governador em Minas.
    Pode? Isso é que se pode chamar “abraço de afogado”.

  • Eduardo, li seu post e quero lhe agradecer por ter reavivado minha memória, que confesso, estava meio esquecida de todas atrocidades causadas pelo desgoverno desse indivíduo… Muito obrigada!!!

  • Se o FHC ler essa matéria, vai rapidinho para Paris. Esse FHC é um impostor cínico e mentiroso.
    Quando os tucanos não encontram brechas para desqualificar os governos petistas, eles se apegam na falácia de que o sucesso da atual administração é em consequência da herança bendita do governo FHC.

  • Cruzes, Edu

    Assim tu não deixa a folha trabalhar direito e em paz.

    Os caras são muito cara de pau, escrevem as pérolas e esquecem que os fantasmas vão assombrá-los dez anos depois, eh eh eh
    Parabéns.

  • Parabéns Eduardo, acho que esse é um dos melhores posts que já tive oportunidade de ler, objetivo, contundente e muito didático, sempre te acompanho, mas esse é Top, estou agradecido de poder ler e repassar essa informação. Abraços.

  • É por essas e tantas mais, todas elas, que Edu é dos meus jornalistas prediletos. Impossível náo o ler.
    Consistente, inteligente, verdadeiro, sincero até na medula, um blogueiro da pesada. Parabéns, Edu, e muito agradecida .

  • eduardo…tenho que concordar com um dos companheiros aqui do blog….ler sobre o F(Habeas Corpus)(midiático) é penoso. QUe a mídia o apoia…nada de novo. que vai fazer oposição…nada de novo…que vai agir de forma golpista ou efetivamente golpista…nada de novo…

    • Não é por isso que vamos deixar eles mentirem sem contestação. Se existe uma atitude inaceitável é ver a mídia publicar em manchete de primeira página FHC dizendo que seu governo foi o máximo e não fazer nada. Eu faço a minha parte para refrescar memórias, pois o que não é novidade para você é para muito gente. Abaixo há um comentário de alguém dizendo que já não lembrava mais disso tudo que relembrei

  • Merval Pereira, o imortal, lancou dois artigos recentes comparando PT X paises com perfil similar, e mostrou a desgraca que e’ esse governo.

    Comparar com governos do seculo passado e’ cretinice mesmo.

  • Você realmente foi demolidor contra o “boca de suvaco”. O seu post merece ser publicado nos melhores blogs da rede.
    Esse FHC será lembrado como o eterno principe de todos os embusteros.

  • Também considero esse infeliz o político mais cara de pau do país.

    Saiu do governo com 15% de aprovação.

    Ou seja: 85% dos eleitores são ingratos.

    Vai te catar, FHC.

    Não fosse um oligopólio midiático o controlador da informação no Brasil, houvesse uma mídia democrática ocupando espaço igual, você teria que se refugiar em outro país, como Salinas e outros tiveram que fazer.

    Durante o seu desgoverno perdi um emprego ( concursado ) no qual estava há 23 anos. O banco em que trabalhava foi sucateado e doado a um banco particular ( ficou com todos os clientes e a União ficou com as dívidas ).

    Essa doação só foi possível porque o governador ( do Rio ) aceitou ( Marcelo Alencar ). Os estados governados pela oposição ( como o Rio Grande do Sul ) não aceitaram e seus bancos estão aí funcionando até hoje.

    Só Deus sabe o que passei ficando desempregado durante o governo desse cretino, com família para sustentar.

    Esse cínico só tem voz por causa da mídia hipócrita e podre que vigora nessa terra.

    Mas chegará o seu dia e de todos os seus comparsas.

  • Edu,…….. sem palavras para comentar o seu fantástico POST… !!

    Você simplesmente “matou a pau” e estraçalhou a farsa tucana !! Excelente!! PARABÉNS, Edu !!!

  • esse imbecil, era considerado pelo covas um grande idiota. a prova disso está nesse seu artigo. relembro também que esse elemento, reconheceu um filho, sem fazer o teste do dna,que não era seu, esse é o elemento que quebrou o país e que a história deveria deixar em branco os 8 anos de desgraça que nós vivemos.
    reinaldo carletti

  • Edu, quero dar os parabéns, sensacional seu post, quero dizer também que este FHC, aquele que disse logo que assumiu para esquecer tudo que ele escreveu, este esquece de dizer para todos esquecê-lo como o PIOR PRESIDENTE DO PAIS NUNCA DANTES HAVIDO.
    As viúvas de FHC podem chora a vontade, mas quero com todas forças que nunca mais estes tipos de políticos voltem a governar nosso Brasil.. o Brasil é nosso e NÃO DELES!!
    Abraços!!

  • Na mosca, Eduardo. O sociólogo de Jaçanã – com todo respeito a esse valoroso bairro paulistano – pode estar apostando na falta de memória do povo brasileiro, mas ele esquece que alguns blogueiros “sujos” e “primários” como você pesquisam e trazem a verdade. FHC é um refinado cara de pau. Nele, “a vaidade é maior que a inteligência”(Royalties não sei p/ quem).

  • Tirem as crianças da sala: Eduardo Guimarães está matando a cobra e mostrando o pau!
    Esta desmontagem (ou seria dissecação?) documentada do que foram as cag, digo, os desmandos do governo de FHC é um laudo pericial incontestável que levado a um tribunal honesto condenaria este invejoso e mistificador a uma severa punição.
    Dilma não cuspiu no prato que (ela) comeu. Ela cuspiu foi no prato que FHC comeu e “babujou”, e o fez muito bem.

    • Esse Paulo Nogueira é ótimo, seu blog já faz parte das minhas páginas favoritas. Tive a honra de conhecer o filho dele na faculdade de jornalismo, fizemos algumas disciplinas juntos.

  • Li até a um certo ponto esta matéria, que mas parece um documento histórico, mas confesso que depois encheu o saco. Foi tanta coisa errada que não cabe na cabeça. Realmente, esse senhor FHC é um medíocre, um medíocre esperto, pois goza a vida com suas aposentadorias e ainda ganha prêmios pela bosta de governo que fez.
    Apoiar ou dar ouvidos ao que esse “coiso” diz, só por maldade ou interesse. Ou esperteza, como ele.
    Parabenizo o autor pelo texto.

  • Eduardo, sua análise é sensacional e nos ajuda a recuperar a memória de tantos fatos relevantes. Mas, por bem dessa mesma memória, não devemos esquecer que muita gente ficou rica nesse período nefasto de (des)governo do FH. Gente que está doidinha para voltar e recomeçar toda a loucura!

  • Edu vou copiar e colar 2 vezes.Primeiro seu texto,que é primoroso,um documento para a posteridade.Segundo estou colando meu comentário do blog do Nassif exatamente do mesmo assunto,o ataque de FGAGAC :

    Como sempre,os emplumados e cheirosos se reúnem e……………………..nem uma proposta,ideias,só críticas,tentativas toscas,tolas,a mesmice de tentarem conseguir simpatias colocando-se como vitimas e criticando o adversário,moralismo mambembe torto.FHC e seu ego,maior que tudo,que ambiciona entrar para história pela porta da frente,mas ja foi jogado pela dos fundos e la vai ficar ate ser esquecido.O PSDB vai diminuir de tamanho de novo,e logo ser abandonado pela velha mídia pela sua inexpressividade.Oposição no Brasil ainda esta para nascer.Veja o que temos ai para as próximas eleições.Aécio-FHC-PSDB,a Rede de Marina,Collor,Garotinho,Gabeira,e o desconhecido, imprevisível e “Neo Kid” da mídia Eduardo Campos(que nem dentro do seu partido tem consenso).E ainda há quem duvide da reeleição de Dilma.

  • nao estou fazendo juizo de valor, nem opçao politica no momento.
    Mas pra mim isso é crença dele.
    Tambem é tatica dele. Boa ou ruim, tatica.
    E sobretudo é auto-defesa dele.
    Tem opçoes na vida que enfim, né. Ele adotou de repente um modismo corrente que
    chamemos de ‘thatcherice global’. Viu a seguir um big cavalo passar encilhado: a privatarizaçao salvadora.
    Encaixava bem no modismo.
    Montou o rocinante.
    (Ah, a Dulcineia ele combinou com a Globo e mandou pra espanha.)
    Dez anos depois (2008) deu nisso.

  • Segundo FHC o Brasil parou. Tudo que foi feito se deve a ele. O governo do PT que já completou dez anos nada fez a não ser seguir as ideias do seu governo..
    Necessário seria FHC procurar os institutos de pesquisas e revindicar os 80% de aprovação do atual como governo como dele.

  • “Para Nicolas Balafas, do BNP Asset Management, o governo não vai precisar desvalorizar o real contra o dólar mais do que os 7,5% ou 8% previstos em 99.”

    Pelas barbas do Dumbledore, esses “analistas” devotos do deus mercado são absolutamente inconfiáveis. Não é à toa que os mesmos “analistas” NÃO previram a crise de 2008. E, depois, previram que ela terminaria em 2009, em 2010, em 2011 e em 2012. No entanto, a crise está se aprofundando a cada semana. Detalhe: o PIG (Partido da Imprensa Golpista) tenta circunscrever a crise como uma crise “da Europa”. Fingem não saber que essa mesma crise está afetando fortemente os eua.

    Esses mesmos analistas elogiaram a privataria deslavada, tanto na América Latina como na Europa. O Brasil colheu os frutos amargos dessa privataria no final do governo FHC. A Europa os está colhendo agora: desemprego, miséria e fome.

  • Acho um despropósito esse negócio de comparar FHC e Lula dessa forma. Primeiro porque uma comparação honesta teria que ser a seguinte, comparar o governo FHC com o governo Itamar/collor, comparar o governo Lula com o FHC, e ver quem evoluiu mais. Pois todos sabemos que o FHC pegou um país mais desarrumado, sem credibilidade, ele que teve que peitar a hierinflação duramente com o plano real. Segundo, nem Lula e muito menos FHC são candidatos ao planalto.

    Veja o quadro do desemprego, teria que pegar todo o governo FHC e verificar se ele melhorou ou piorou o tal índice, é fato que o Lula melhorou o índice, mas ficamos sem saber se o FHC melhorou ou piorou. Agora, sobre as matérias da Folha, podemos dizer que o PIG já trabalhava duro naquela época?

    Para 2014, temos que comparar os dois candidatos, ou três, ou quatro. O que fez Aécio em Minas nos 8 anos dele no governo mineiro? O que anda fazendo a Dilma na sua gestão? Lula e FHC já cumpriram muito bem a sua missão, temos que olhar para o futuro!!!

    • As condições nas quais Lula recebeu o Brasil estão mostradas na matéria. FHC piorou o desemprego. Mas não se desespere, estou só começando. Tem muito mais informação, ainda. Dá pra provar que o governo FHC foi um desastre.

      • Beleza, estarei esperando! Apesar de discordar de muita coisa que você escreve, não vou negar, você escreve bem e tem informação.

        Sugiro, que comece por provar que o “FHC piorou o desemprego” e não esqueça de evidenciar como o FHC pegou o país!!!

        • FHC pegou o país muito bem. O plano real foi implantado no governo anterior, de Itamar Franco, que escolheu FHC para implantar um plano econômico que já vinha sendo adotado por vários países da região, como a Argentina – o primeiro a adotar um “plano real” foi a Bolívia. Essa série de “planos reais” foi engendrada por Margareth Tatcher e Ronald Reagan e imposta ao Terceiro Mundo. Quem recebeu herança bendita, portanto, foi FHC. Memória não me falta.

          • “Muito bem” você tá forçando a barra, tínhamos 6 meses de plano apenas, e muitas incertezas no cenário, com credibilidade internacional zero, além é claro, de um milhão de reformas para fazer.

            Pensava que tivesse sido o Edmar Bachar e o André de Lara Rezende os formuladores do real, usando várias ferramentas e um artigo deles mesmo sobre inflação inercial, Outro dia assitir uma entrevista deles e os próprios disseram que o Brasil aprendeu bastante com o fatídico Plano Cruzado. Na Argentina, o que houve foi uma dolarização da economia.

          • procure informações sobre o Consenso de Washington. Saiba em quais países a receita foi adotada. A âncora cambial foi a tônica em vários países da América Latina. Qual é sua idade, hein?

          • Pegou o país muito bem? Meu caro, se vai falar de política que esteja mais atento a suas respostas. Primeiro que concordo com crítica construtiva do João Pedro e segundo que o país está sendo beneficiado por todos os governos (Sim, todos) pós ditadura. Afinal, Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma ajudaram a conduzir o país a ser a 6º Econômia do mundo e cá entre nós, isso não foi mérito de só um governo ou pessoa.

            Gostei muito do seu blog e quero parabeniza-lo por sua dedicação. Espero pelos próximos posts.

          • Me lembro do ministro da fazenda, Antônio Palloci dizendo uma frase que me marcou “Não existe economia de direita ou de esquerda”. O consenso de Washigton , pelo que estou vendo, foi um conjuntos de regras básicas da economia que muitos países não seguiam, inclusive o Brasil : Disciplina fiscal, Redução dos gastos públicos, Reforma tributária, Juros de mercado, Câmbio de mercado, Abertura comercial, Investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições, Privatização das estatais, Desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas), Direito à propriedade intelectual. A tal reunião da capital americana visou uma

            Apartir dessas regras básicas, cada país tocou o se plano econômico, respeitando características de cada país. A prática do Plano Real foi muito bem sucedida, por exemplo, a jogada da URV foi genial, e a tal da inflação inercial é tipicamente brasileiro. Além disso, houve várias reformas tocadas pelo FHC: a liquidação de vários bancos (PROER), as privatizações, a excelente LRF e o inícios das bolsas familias da vida etc etc.

          • O Consenso de Washington elaborou os “planos reais” que fizeram a inflação que era alta em toda a América do Sul baixar em toda a América do Sul via âncora cambial. Se não sabe nem isso, não há mais o que discutir.

  • PA R A B É N S !!!!!
    Post excelente, Eduardo.
    Como nos velhos tempos, “mata a cobra e mostra o pau” .
    Fez muito bem em rememorar as manchetes dos anos do “Último Imperador”.
    Não faz sentido falar mal, temos que mostrar a realidade de uma época que não queremos mais ver.

    Nota 10 !

  • Caro Eduardo,
    Parabéns pelo excelente texto. É bom que os brasileiros leiam com atenção o seu artigo e divulguem-no entre amigos, conhecidos, familiares, grupos de igrejas, de sindicatos, enfim em todo lugar para deixar o rei (FHC e companhia) nu. Vou fazer isso.

  • Um testemunho verdade.

    Em 1998 montei uma empresa de filmes publicitários em Recife com a bitola de 35mm.

    Fechei um contrato com a Prefeitura do Recife para fornecer 6 filmes.

    Com desvalorização do real simplesmente quebrei. Uma lata de filme virgem triplicou de preço, bem como sonorização,mixagem e etc.

    Para pode cumprir com o contrato, tive de vender um carro.

    Depois disto fechei a empresa onde tive de demitir 13 empregados..

    Não tenho como esquecer a era FHC, pois senti na pele.

  • De maneira simples:
    O que foi o Plano Real?
    — Dez anos de “arrocho salarial”,”desindustrialização” , “recessão” e “desemprego”( época do “latinha”: lá tinha uma loja. lá tinha um bar, lá tinha uma fábrica, lá tinha um sindicato…
    Resultado: lembram-se quantas famílias com crianças eram moradores de rua?

    O que Lula fez de diferente em termos econômicos:
    Segurou o preço dos combustíveis, ao contrário das tarifas privatizadas que foram indexadas à inflação por FHC e seus asseclas, o preço referência por barril era de 40US$ no mercado brasileiro enquanto no exterior estava a 140US$ desarmando assim a volta da inflação, com direito a críticas dos tucanos e imprensa.

    Aumentou as reservas cambiais , também foi criticado por tucanos e imprensa que estimavam em 40 bilhões US$ ,mais que suficiente… para voltarmos ao controle do FMI.

  • Edu, depois que descobri que qualquer um pode acessar o acervo online da Folha (acervo.folha.com.br) de vez em quando dou uma fuçada lá, é diversão garantida passear pelas capas e jornais de certas épocas como setembro de 1998, janeiro a março de 1999, maio de 2001… eu até selecionei algumas manchetes e postei no Twitter:

    “Explosão da dívida anula efeito da privatização” FSP 14/04/1996

    “Desemprego bate recorde no Real” FSP 02/04/1996 – e 96 foi um ano sossegado… bom, foi recorde atrás de recorde, se procurar o recorde foi 2002.

    “BC derruba dólar e juro explode” -FSP 11/03/1995 – 77% deve ser recorde mundial…

    “BC busca atrair capital especulativo” “Brasil perde mais US$1,8bi” – FSP no incrível janeiro/99…pois é

    “Megaoperação de FHC derruba CPI” “Apagão é necessário dizem Elétricas” FSP maio/2001… já li em algum lugar que custou muito caro derrubar essa CPI …

    “Medo de Crise nas Bolsas Ajuda FHC” – FSP 06/09/1998 pois é, sempre usam o “medo” pra favorecer a laia deles…

    “Governo eleva juros a 49,75% para tentar segurar dólares” – manchete FSP 11/09/1998 .. a prova aqui : http://acervo.folha.com.br/fsp/1998/09/11/2/

    A tal Castanhede defendia o governo escrevendo que o Brasil não era a …Nicaragua! (sim, em setembro/98 ela escreveu isso) O Clinton disse que se… Uganda(!) conseguia porque então o Brasil não conseguia ser responsável…

    E muito mais… acho que a frase “estamos no limite da irresponsabilidade” não refletia como atuava o governo naquela época…

    • Marcos Ramalho, achei uma baita sacada nos dar esta manchete da foia quando desta situação escabrosa em que se encontrava o Brasil na Era FHC, INCRIVEL aquela época tinhamos juros SELIC de 49,75% A.A(hoje para desespero da direitona temos 7,5% A.A) e a elite e mídia demotucana adorava e ficava em êxtase. mas vim aqui te perguntar se nao haveria uma forma de achar esta matéria de modo que púdessemos colocar no Twitter e nas Redes Sociais? quero dizer compartilhar o texto principal que aparece na reportagem, entendeu?
      ah ja deixando aki meu twitter para quem quiser me seguir: @marcosri

      abraços!

  • Edu,

    Esse é daqueles artigos que deve ser guardado em uma pasta muito especial nos favoritos. Não creio que outro de nossos amados “sujinhos” faça um apanhado tão completo e didático como esse.
    Não haverá documento mais bem feito e honesto como este pra gente esfregar na cara de muita gente daqui até as eleições de 2014.
    Edu, você é impagável! De longe o melhor blogueiro “sujo” que acompanho!
    Bora compartilhar e espalhar seu artigo e mostrar a desonestidade e o mau-caratismo dessa oposição e da imprensa vendida, ou comprada, se preferir.

  • a europa parece pior, na midia, que a dos Usa.
    Porem suas desvantagens-inclusive a de terremotos politicos em cada naçao-podem se converter amanha em sua maior vantagem. As vezes penso: se nós, latino americanos, apos os anos noventa demos em nossa maioria a virada que demos, como nao será a dos europeus quando (e se) se completar o ciclo neo lib que os submete agora? Em tese eles podem reagir bem mais forte, non é vero?

  • Eduardo, parabéns pelo belo trabalho jornalistico.

    Seria importante os jovens tomarem conhecimento dessa pérola.

    As informações aqui contidas contribuem para o enriquecimento e amadurecimento da cidadania.

    Vou enviar para o maior número de pessoas possíveis.

    Obrigado.

  • Mas se comparar com os governos do Collor e Sarney, foi pior ou melhor?

    Acho que é esta a questão.

    Claro que ignorando por completo o crescimento mundial e o panorama mundial em todas as análises.

    Não estou defendendo e nem atacando. Mas como engenheira sei que é impossível fazer comparação de 2 carros idênticos um na neve e outro e uma auto estrada e ver qual deles tem melhor desempenho. Eu não posso fazer isso.

    Mas como vi que este site é direcionado apenas para petistas, melhor deixar prá lá.

    • Ah, entendi. O site é “direcionado” para “petistas” e você é comentarista isento – ou seria isenta? – que não tem preferências políticas, certo? Bem, minha filha, não estamos falando de carros, mas de um país, um único país. Essa história de dizer que o momento que FHC governou era pior do que o de hoje, é piada. Você não viu até o neoliberal mais empedernido dizendo que estamos vivendo a pior crise econômica da história? As tais crises asiática e russa não chegavam ao dedão do pé da crise que estamos vivendo e você não vê nada disso que se viu no governo FHC. Aliás, pelo contrário, o país está gerando empregos sem parar. Isso apesar de, em 2002, ter pegado o país arrasado, sem reservas cambiais (os 30 bi que tínhamos eram emprestados pelo Clube de Paris, por Washington e pelo FMI), com desemprego em 2 dígitos, inflação quase chegando aos dois dígitos, dólar a 4 reais, empresas quebrando e sem credibilidade internacional, que começou a despencar em 1998 (como este post mostra) e só parou lá pelo segundo ano do governo Lula

      • Mas vc sabe que a economia mundial de 2003 a 2008 teve um crescimento de 74% e o Brasil no mesmo período só cresceu 27%.

        Como eu disse, tem que saber como era a estrutura do país em cada momento e sim saber o panorama mundial. E mesmo com tanta pompa em 2009 o Brasil apresentou PIB negativo, mostrou que não era uma marolinha.

        Sarney assumiu depois dos militares e manteve o comércio fechado

        Collor abriu a economia mas a URSS estava prestes a explodir e explodiu, Guerra do Kwait, uma zona no méxico

        Itamar/FHC no meio desa zona lançam uma nova moeda que vai ser a “salvação” da inflação, crises pontuais, conflitos doidos pelo mundo.

        Só sei que cada um teve seus dragões para matar e cada um com cenários diferentes.

        E honestamente eu não sou historiadora e pouco me importa o que aconteceu no passado, minha preocupação é com o presente e futuro, isso é para meus filhos.

        Somos descaradamente roubados hoje? Sim.
        A indústria nacional está indo por vinagre por causa dos chineses? Sim.

        Isso que deve ser corrigido.

        Entre ficar apontando erros do passado e corrigir o presente, fico com corrigir o presente.

          • Pelo que entendi – sem ter lido o estudo, que lerei -, estão comparando 7 anos de Lula contra 8 de FHC. Mas vamos partir do princípio que sejam números sólidos. Esse é o parâmetro? O bem-estar da sociedade pesa ou o que pesa é o crescimento pelo crescimento? Essa é uma comparação criada para induzir a uma conclusão errônea, que o governo FHC foi melhor ou igual ao de Lula, quando deixou de saldo uma catástrofe, como mostra este post e os primeiros dois anos do governo Lula, que foram perdidos consertando a desgraça herdada de FHC. Aliás, não foi à toa que o “ótimo” FHC terminou com 85% de reprovação e o de Lula com 81% de aprovação. Claro que, para a sua corrente de pensamento, o que o povo acha não interessa porque o povo, segundo vocês, não sabe o que é bom para si. Todavia, como é o povo quem vota e eu faço parte dele, prefiro um governo que gere emprego, renda, distribua também a renda e dê oportunidades a mais gente em um país em que as oportunidades sempre foram para poucos, inclusive durante a era FHC, quando a desigualdade não diminuiu quase nada do que fora herdado da ditadura. A vossa luta contra os fatos é inglória e infrutífera. Sem golpes e sem aprender que o povo não quer números, mas resultados em seu cotidiano, continuarão pintando desgraças imaginárias e brandindo números que não refletem o que está acontecendo com o povo. Como já escrevi, no tempo de FHC a economia – ao menos segundo vocês – ia bem, mas o povo ia mal; hoje, a economia – também segundo vocês – vai mal, mas o povo vai bem. Adivinha aí, “patrão”, com quem é que eu fico entre vocês e o povo sofrido do meu país.

          • Sr. Eduardo, queria, primeiramente, que o sr. entendesse que a minha análise não é maniqueísta como a maioria das suas (FHC = demônio/ Lula = Deus).

            Na verdade, o meu comentário foi no sentido de dar subsídios à discussão que o sr. iniciou com a Cacau, em que, me parece, se abordou se o governo FHC foi tão ruim única e exclusivamente por demérito do governo ou porque o mundo todo estava passando por problemas e se o governo Lula foi tão “bom” única e exclusivamente por méritos do governo ou porque o cenário internacional (com China “bombando”) assim o permitiu.

            E nesse ponto, concordo com a comentarista quando diz “cada um teve seus dragões para matar e cada um com cenários diferentes”.

            O importante é que (isso e inegável) as condições do que o sr. chama de povo (na verdade, eu o sr. o Antonio Ermírio de Moares e o catador de latas fazemos parte do mesmo “povo”) vem melhorando governo após governo pós regime militar. O do Collor foi melhor que o do Sarney, o do Itamar melhor que o do Collor e assim sucessivamente.

            O que não dá para engolir é essa falácia de que o Brasil atual foi criado pelo PT…

            Por fim, como prova de que o governo FHC não foi essa desgraça que o sr. fala, não dá, por exemplo, para esquecer que o Lula NUNCA FOI ELEITO EM 1º TURNO (tampouco a Dilma), ao passo que o FHC…portanto, mesmo para “o povo” o seu queridinho não é essa unanimidade toda…

          • Meu caro, você é direitista. Conheço você há anos, deste e de outros blogs. Só fala mal do Lula e exalta os tucanos. Tenta impingir a mim a pecha de partidário e dizer-se “isento”, como todo direitista. O ou A tal de “Cacau” disse que o mundo cresceu 70% e o Brasil 20%. Fala sério. Já cansei desse papo estéril. Vou fazer como os blogs que vocês apoiam: vou passar a censurar gente como você. Tomam-me tempo para não deixar sem explicação as mentiras que espalham. Aqui não, violão. Chega!

  • Eduardo,nós só temos a agradecer vc pela paciencia em elaborar um trabalho como esse que facilita a nossa vida para desmascarar os cara de paus,relembrar aos “esquecidos” a alertar aos desmiolados o que fhc e sua turma fez com o Brasil.
    E tem idiota que ainda teima em dizer que o governo do Lula só deu certo devido a “politica econômica” desse narcisista.

  • Edu, volto aqui para deixar um link que me chamou atenção enquanto estava pesquisando sobre aquela matéria que o comentarista de post, Marcos Ramalho postou, e como achei importante (li um pedaço, principalmente as considerações finais), creio que é mais uma meio de se informar sobre a Era que quase destruiu o Brasil – A IMPRENSA ESCRITA NA ERA FHC:
    Análise dos editoriais dos jornais Folha de São Paulo e O Globo no
    período 1995-2002 – autor desta Dissertação: RODRIGO DE CARVALHO.

    http://www.casperlibero.edu.br/rep_arquivos/2009/12/2/1259774705.pdf

    como podem ver está em PDF, mas quem tem Browsers (navegadores) com leitores nativos nao terá problemas para acessa-lo.

  • Caro Edu,

    o post é simplesmente perfeito e, se alguns leitores acima reclamaram que é comprido, é escrito de forma tão simples e didática que li em 10 minutos sem o menor esforço.

    E nesses 10 minutos ainda parei algumas vezes somente para relembrar aqueles dias, com alívio.

    Como são arrogantes e pretensiosos esses tucanos em nos enfiar goela abaixo a reeleição,a “Banda diagonal endógena” ,o racionamento de energia, a privataria e virem o tempo todo com a conversa fiada de herança bendita. FHC quer comparar, vamos comparar !!!!

    Show de bola!!! Parabéns!

  • Edu o seu post me ajudou a refrescar a memória de uma amiga. Mesmo com tantos esclarecimentos a reação é de dar vontade sabe do que?….. Valeu vou arquiva-lo.

  • Edu, essa tabela comparativa entre o desemprego nos dois períodos é uma genial sacada de marketing. Se Dilma usar, não fica pedra sobre pedra na candidatura do playboy mofado. Mas falando do FHC . . . SAI, CAPETA !!!!!

  • Escrever algo aqui que eu comentei no Twitter quando eu compartilhei essa postagem.
    Um dos maiores legados que o FHC me deixou, dessa época específica, foi: MEDO.

    Eu era jovem, criança ainda, naquela época e não entendia nada de nada de política, como é normal naquela idade eu nem queria saber, era chato. Meu maior contato com política até então foi mexer na urna eletrônica na escola.
    Algo que ficou muito marco e que eu não me lembro, foi do dia em que o presidente apareceu DUAS vezes na TV em um mesmo dia. Isso era/é raro, se ele aparece, acontece algo que faz com que ele tenha que aparecer na TV para falar, deve ser grave. E horas depois ele volta! Algo MUITO grave estava acontecendo, eu deveria ter ouvido por alto os noticiários nos dias anteriores e senti isso. A confirmação foi o momento em que o FHC praticamente grita meio desesperado “NÃO VAI QUEBRAR! NÃO VAI QUEBRAR!”. Essa foi uma das frases que marcaram a minha infância.
    O legado do FHC pra mim é esse, alguns naquela época não conseguiam dormir durante a noite de preocupação, outros tantos, e uma criança, acordavam no meio da noite com o pesadelo do FHC.

    Mas foi legal ficar na rua no escuro durante o o racionamento! XD

  • Edu, perfeito seu post. Certa vez em uma roda de amigos, surgiu uma questão: os “artigos” que são publicados do FHC seriam realmente dele? Não seriam do Serra que passaria p/ FHC todo vaidoso, assinar? Ficou inclusive a dúvida sobre a senilidade do ex-presidente e olha ninguem era tucano!

  • Obrigado FHC por ter dito, com todas as letras:
    – revista Piauí/agosto/2007:

    . “eu traí os interesses da Pátria.”

    . “Essa coisa de ser brasileiro é quase uma obrigação.”
    . “Como eu ia dizendo, é bom ser brasileiro: ninguém dá bola.”

    – do livro ‘a arte da política’ de FHC – sobre seu governo:

    . “FICAMOS IMÓVEIS NA CRISE”

    – revista “coito de bandidos” de 03/05/1995 quando ela reclamou da lentidão da PRIVATARIA:
    .FHC:” É prciso dizer sempre e em todo lugar que este governo não retarda privatização, não é contra nenhuma privatização e vai vender tudo o que der para vender”

    De fato, é a BURRICE atroz de ser intelectual na era fernandina!

  • JOAQUIM BARBOSA PERMITE CORRUPÇÃO DE JUÍZES. MAS SÓ 30%…

    19 de Fevereiro de 2013•20h53
    CNJ recua e permite 30% de patrocínio privado em eventos de juízes
    Proposta inicial vedava qualquer tipo de patrocínio privado em encontros promovidos por tribunais, conselhos de Justiça e escolas da magistratura

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu nesta terça-feira que os encontros de magistrados promovidos por tribunais, conselhos de Justiça e escolas da magistratura podem receber patrocínio de até 30% de empresas privadas. A decisão, obtida por maioria de 10 votos a 5, é um recuo em relação a ideia original, que vedava qualquer tipo de patrocínio.

    O assunto foi trazido de volta ao plenário hoje após pedido de vista. A maioria votou seguindo a proposta apresentada pelos conselheiros Carlos Alberto de Paula e Francisco Falcão, atual corregedor-geral de Justiça. O texto foi costurado no último fim de semana por ambos, para que apenas uma proposta chegasse ao plenário.

    Embora tenha permitido patrocínio em eventos oficiais, a resolução não foi flexibilizada para os eventos feitos por entidades de classe de juízes. Também foi mantida a proibição de recebimento de brindes e presentes de qualquer espécie, de entidades públicas ou privadas. Não ficou claro se a cota de 30% de patrocínio também se aplica às empresas públicas.

    Por outro lado, a resolução continuou permitindo que magistrados sejam bancados integralmente em eventos de entidades privadas, desde que convidados na condição de palestrantes, conferencistas, presidentes de mesa, moderadores e debatedores. O CNJ também manteve a liberação de patrocínio integral quando a verba vier exclusivamente de entidades de magistrados.

    • Ora, se já tivemos o Joãozinho Trinta, agora temos o Joaquinzinho 30…%, campeão da moralidade seletiva.
      Sei não, mas os capangas do Gilmar Dantas talvez sejam mais honestos.

  • Este poste,merece ser enviado ao maior
    numero de pessoas possivel.FORMIDÁVEL!!!!!
    Esse fhc, em um país que houvesse justiça,
    este ciníco desse FHC e sua trupe estariam
    presos. Pois,são verdadeiros traidores do povo.

  • Pobre FHC, deixou-se iludir pelos agrados e apoio irrestrito do PIG, como se isso lhe bastasse para ganhar a admiração do povo e a eleição de seus pares… Com o PIG ele ganha em Higienópolis e nos Jardins… no restante do território nacional, toma uma surra homérica. Também, tem este senhor duas marcas indeléveis em sua trajetória: O uso do lampião em pleno século XX e seu Chanceler, que adorava tirar os sapatos para funcionariozinhos de quinta categoria em aeroportos estadunidenses… FHC: menos…

  • Caro Eduardo,
    Aplaudo de pé sua capacidade de transmitir um cenário tão claro.
    Texto esclarecedor para ser lido por muitas gerações. Parabéns.
    Só não concordei com o “talvez” no alto do panteão dos maiores caras de pau do Brasil de todos os tempos.
    Nesse quesito, FHC é insuperável.
    E devemos sim reconhecer que o seu grande legado está naquilo que ele não conseguiu fazer: ingresso na ALCA, privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da CEF, não tornar o Banco Central “independente”, et caterva.
    Vade retro fhc…

  • Caro Eduardo, na minha modesta opinião, todos os adjetivos negativos usados contra o PSDB são verdadeiros, porém, o que ficou totalmente cristalizado em todos os governos que tiveram ou têm(RS, PR, SP, etc.), é a abissal INCOMPETÊNCIA.

  • Eu recebi a minha conta de energia com aviso de redução de tarifa, e foi em mais de 30 anos de consumidor, a primeira vez que isso aconteceu, portanto:

    Obrigado FHC e PSDB!

    Por terem perdido todas as eleições nos últimos anos.

  • Parabéns Edu pela análise econômica e política dos governos FHC e Lula/Dilma. Quem compara não vota nos tucanos. Vendo os números do governo tucano podemos refletir a difícil situação econômica que o Brasil passou e o quanto os brasileiros sofriam com o desemprego.

  • Nos tristes tempos de FHC eu trabalhava numa multinacional argentina fabricante de guloseimas, as ameaças de dispensa, chantagens, assédio moral e sexual pra cima dos funcionários(as), da parte certos(as) chefes(as), chefinhos (as) “chefetes” eram práticas diárias devido ao desemprego da época.
    As pessoas trabalhavam em pânico com o medo da dispensa.
    Hoje em dia tem fila de espera de gente que quer ser dispensada, se contar que a empresa está incentivando, indo “atrás” de ex-funcionários que saíram nos útimos 10 anos.
    Os tempos são outros, duvido que alguém que porte o mínimo de sanidade mental queira dar um passo atrás.

  • É bom salientar que a política econômica desastrosa do príncipe FHC recebeu o maior empréstimo da história do FMI até então, pouco mais de 40 bilhões de dólares, a situação do Brasil era tão caótica e de tamanha irresponsabilidade que o presidente do FMI na época relutava a conceder o empréstimo e foi necessário a interferência direta do BIll Clinton para se realizar a operação, ademais é sempre bom rever o que Itamar Franco revela sobre FHC (existe videos no youtube) segundo ele o grande idealizador do plano real foi o economista Rubens Ricupero durante seu governo e depois com a ajuda da mídia colaram em FHC a imagem de “pai do real” para fins eleitorais, até porque FHC sabe tanto de economia quando eu de física quântica, ou seja nada, FHC sempre foi um engodo, uma mentira, inclusive como intelectual, tem uma obra pífia, que ninguém leva a sério inclusive no meio acadêmico, quem conhece sua absurda teoria da dependência? concordo com este blogueiro, acho FHC mais cara de pau do que o próprio Maluf, a diferença é que um passa a imagem de fanfarão, canastrão, e o outro se traveste de “cult” ou “intelectual”

  • Eduardo,
    por uma questão de justiça, mais uma vez, parabéns pelo post lúcido e inteligente e pelas deliciosas respostas que estão me fazendo lembrar do velho Edu de alguns anos atrás.

    O gostoso de um post como o da vez é o quanto, numa só tacada, fica envidenciada a extrema incompetência do administrador e político FHC, o invejoso, e a descarada luta árdua de um meio de informação em blindá-lo (não o único meio, mas o arrolado aqui) .

    A verdade, como você sempre nos lembra, é uma força da natureza.

    Então, sé para o bem da verdade e do Brasil:
    Salve, blog de petista para petistas.

  • Simplesmente um post para se guardar — E replicar, e replicar, principalmente a partir do ano que vem.
    Entre tantos, Edu, na minha opinião, talvez o melhor de todos.
    Meu respeito e admiração.

  • Hoje pela manhã, na Bandnews, o Boechat veiculou uma fala do FHHC onde ele fala o seguinte:
    “O PT engavetou tudo o que nós deixamos para eles.” Ainda bem.

    • Os mesmos que estabilizaram a Bolivia, o Uruguai, o Paraguai, o Chile, a Argentina, etc., e que anos antes, comunicaram as ditaduras militares que já podiam sair de cena com salvo conduto de anistias impostas.
      O chile, o primeiro que estabilizaram em relação a inflação pornográfica, foi o último a sair da ditadura com a fórmula da anistia imposta.
      Não vai dizer que, depois de infindáveis planos para acabar com a inflação e que acabavam mesmo com a paciência dos cidadãos dos países sul americanos, você acredita no milagre que ela foi embora graças ao plano real de cada país, na mesma ocasião, e que no Brasil, após trocentos planos fracassados, bastou inerciar a CM da moeda com um deflator que o milagre da estabilidade estabeleceu-se aqui, como na Bolívia e em outros países do continente?
      Só pode ser descendente da saudosa velhinha de Taubaté.

  • Delfim Neto fala sobre FHC:
    O governo FHC enveredou pelo aparentemente mais cômodo mas, na verdade, o pior dos caminhos: o endividamento externo para financiar o déficit em contas-correntes. Em quatro anos o país havia acumulado uma dívida de 186 bilhões de dólares. No período, as exportações brasileiras cresciam a um ritmo de 3% ao ano, enquanto a dívida crescia a uma média anual superior a 6%. Não era preciso conhecer física quântica para concluir que o Brasil ía quebrar e foi o que aconteceu em 1998. Estávamos às vésperas do pleito que iria reeleger FHC. Para evitar o “défault” brasileiro que produziria grande perturbação nas eleições (num Continente já perturbado na ocasião), o presidente norte americano Bill Clinton providenciou junto ao FMI um empréstimo de 40 bilhões de dólares e as eleições se realizaram em calma. Os brasileiros que reelegeram FHC só tomaram consciência da tragédia dois mêses depois, em janeiro de 1999, quando o Real se desvalorizou da noite para o dia, o regime cambial mudou e a taxa de câmbio flutuou para uma relação em torno de R$ 3,00/$ 1,00 dólar americano.
    Entrevista concedida ao site de economia: http://www.oeconomista.com.br em 02/09/2008

  • E por que o senhor não coloca toda a série do desemprego no governo FHC? É ruim evidenciar que o PSDB baixou o desemprego em sua gestão? E vêm cá, a Folha não é tucana? Muito mole montar umas tirazinhas dessas com uma coisa ruim do governo petista também, vou fazer uma dessas com o processo de desindustrialização em curso no país!!!

    • Difícil vai ser você reproduzir a ojeriza que os brasileiros têm de FHC, evidenciada pelo chega pra lá que passaram a dar nos tucanos desde que experimentaram o que é tê-los no poder. Também vai ser difícil você montar “tiras” sobre desemprego, quebradeiras e pedidos de empréstimo durante o governo Lula.

      • Então me prove que o povo tem ojeriza do FHC ! Vocês não estão com essa bola toda não, com aquela coligação ridícula a oposição teve 44 milhões de votos. Se liga, porque o governo da Dilma não tem entregado nenhum resultado prometido em campanha, ainda não mostrou a que veio, por isso falar tanto do passado?

        A industria está mostrando sinais preocupantes, e vocês lembrando do governo FHC. Vamos olhar para o futuro. FHC e Lula já cumpriram os seus papéis. Ah, e vc não respondeu, por que não colocou a série histórica do FHC?

        • A prova do repúdio a FHC está no fato de que não conseguiu fazer seu sucessor em 2002 e que tanto naquela eleição quanto na de 2006 e 2010 ele foi escondido por Serra, por Alckmin e depois por Serra de novo, sem falar que não se candidata em 2014 porque sabe que não teria votos. A coligação que Serra fez foi a que seu tamanho político dava pra fazer. E os 44% são inferiores a 56%, mesmo com o apoio da mídia em peso. Aliás, sem a mídia atacando Dilma e defendendo Serra, ele não teria tido nem metade dos votos. Ele conseguiu uma votação muito inferior à de alguém que jamais tinha disputado uma eleição na vida, o que é vergonhoso para alguém que foi político profissional a vida toda, nas incontáveis eleições que tinha disputado. Vocês estão sempre com esse papinho de “sinais preocupantes”, mas não têm nada pra mostrar. Tanto é que o povo está satisfeito, apoiando e votando decisivamente no PT. O Brasil é hoje outro país. E uma das razões de vocês perderem eleições é que acreditam nas próprias mentiras. O Elio Gaspari, da Folha, definiu bem vocês: acham que se vosso grupelho ficar com duas vezes mais raiva do PT vocês terão dois votos cada um pra pôr na urna. Aliás, ainda bem que vocês são tão babacas. Se tivessem cérebro seria mais difícil chutar vossos traseiros reacionários.

          • Eduardo, o que ganha eleição é coligação. É apenas por isso que o PT tem ganhado as eleições. E é por isso que o Lula tá piradinho com a possibilidade do Eduardo Campos sair da base. E deve tá rezando para o PT e PMDB carioca resolver esse impasse do Lindenberg com Pezão. Com a coligação da Dilma de 2010, qualquer um petista melhorzinho ganhava em primeiro turno.

            Se essa base começar a rachar aí, tu vai ver se a Dilma ganha alguma coisa, ainda mais com esse governo meia boca que ela fazendo.

          • Não há coligação que eleja e reeleja e re-reeleja um grupo político se o povo não estiver satisfeito. Eis a razão de vossas derrotas: subestimam o povo. Você, sem querer, resumiu o que é a direita midiática, que, para sorte do Brasil, pode ser muito rica, mas é muito, muito burra.

          • Ah, elege sim, essas coligações elegem qualquer um. PT/PMDB/PSB/PSD/PP e mais alguns elegem qualquer “poste”, é só botar as respectivas máquinas partidárias para trabalhar, e sem falar na máquina da administração.

            Se essa coligação permanecer, é melhor a oposição deixar a Dilma vencer por aclamação.

          • Queria ver esta coalizão PT/PMDB/PSB/PSD/PP vencer se o país estivesse mal das pernas. Sua coalizão – na época PSB/DEM/PIG (PPS ainda era socialista disfarçado) – só venceu pela última vez em 98, depois da hecatombe econômico-social promovida por seu mestre mor, não conseguiu ganhar mais alguma eleição.

      • eduguim você como sempre imprescindível
        reparem na história mais recente
        desde que um ex-golpista fazendeiro
        apoiado por trabalhadoress
        deu surra de votos
        em unidos democratas golpístas
        sob eterna vigilancia de um golpista brigadeiro
        que os trabalhadores
        perdem nos golpes
        ganham nas urnas dos coloniais senhores
        com exceção das trapaças da mídia
        com o caçador de marajás inventado
        e o poliglota turbinado
        segurarando nordestino operário por 3 eleições
        até que escolhido por trabalhadoress
        lula dilma ganharam 3 eleições

  • FHC tem essa mania de herança porque queria enterrar o Brasil, quase conseguiu, mas com o esforço do PT o Brasil continua vivo e saudável!
    O que ele tem que entender, bem como os seus comandados é que o povo brasileiro não deixará a justiça interferir nos rumos tomados há dez anos, nem mesmo a mídia golpista. O povo brasileiro está com o testamento pronto e quem recebe a herança é o próprio povo e não os enganadores da nação.
    FHC você não está na relação de herdeiros no testamento deixado pelos brasileiros na urna!
    O povo não te quer, muito menos os teus seguidores!
    Vista teu pijama e pare de falar bobagens! O povo agradece!

  • Edu, difícil escolher, mas este foi, para mim, um dos melhores artigos que li aqui no Cidadania.
    Didático e antológico, um artigo para se esfregar na cara da canalha direitista hoje e sempre.
    Obrigado.

  • Edu, aproveitando que vc está com os jornais da época, faltou falar da desvalorização do real frente ao dólar, em dezembro/98 tinha viajado para Orlando, com dólar 1×1, quando voltei em janeiro o dólar tinha subido para 1,45. A partir daí , não parou mais de subir, muitos clientes haviam comprado carro através de Leasing indexado ao dólar, a dívida ficou impagável e muitos perderam seus veículos, foi um caos! Será que vc tem notícias dessa época? Daria um outro ótimo post para refrescar a memória de FHC .

  • Brilhante! Se o aparte do senador Lindeberg ao pré-candidato Aecio Neves foi um direto demolidor, esse artigo, pr mim, é um pontapé no queixo. Esses argumentos servem pr fazer o anacrônico FHC, guru do cambaleante Aecinho 51, desabar no octógono do esquecimento e pendurar as luvas de vez! Parabens Edu. Vou divulgá-lo.

  • caro eduardo , vc ta pior que o pig que guarda a sete chaves denuncias e escandalos contra politicos para usa-las na hora certa kkkkk .como pode um simples blogueiro sujo ter tanta muniçao contra o pig ?
    parabens pelo belissimo post. agora fhc ta todo pomposo lançando aecio ,quero ver é em 2014 o psdb esconde-lo mais uma vez .

  • Excelente demais, Eduardo!!, uma das melhores coisas da vida política poder colocar esse privateiro, o pior presidente da história brasileira, no seu lugar devido: o limbo.

  • THC entregou um país de joelhos, desacreditado, diante de um processo inflacionário crescente e sub-empregado, QUEBRADO nas contas externas, com taxas recordes de RISCO e de juros, com divida pública e carga tributária descontroladas, sucateado e sem investimento, DEPRESSIVO e em estágio avançado de desconstrução.

    Por seu governo vimos o GOLPE travestido em reeleição, e o abafamento de inúmeros escândalos que à luz da honestidade, levaria muito de seus mentores, como com as CPIs engavetadas e a privataria da CVRD c/a criação de inúmeros monopólios, para atrás da prisão.

    Agora, de tudo, de tudo mesmo, o que mais lamento é que por tentaram constantemente ficar reescrevendo e reinventando uma outra história que não corresponde aos fatos, é que esta mídia IMPRESTÁVEL não deixa o BRASIL fazer serenamente um balanço mais ético e profundo do que vem acontecendo, tanto dos acertos como dos erros, justamente para podermos seguir enfrente mais equilibrados e com os pés no chão.

    ..em tempo, aqui deixo aos mais novos uma homenagem tardia a Itamar Franco, o homem público que no exercício de suas funções como PRESIDENTE do BRASIL teve a CORAGEM de assumir um plano e colocá-lo em prática, coisa que nem THC e seu PIG tb serão capaz de apagar.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Real

  • “ Crescem as pressões de Fernando Henrique Cardoso por uma mudança que abrevie a recessão e crie as condições para uma retomada do crescimento. Na noite da quarta-feira 4, num jantar com o líder do PSDB na Câmara, FHC concordou sobre a necessidade dessa correção de rota da política econômica. Revelou ainda que instruiu o ministro do Desenvolvimento, Clóvis Carvalho, a pressionar o colega da Fazenda, Pedro Malan, a afrouxar as amarras que mantêm a economia brasileira e a popularidade presidencial no fundo do poço. Com o foco voltado para as eleições municipais do próximo ano, os aliados do governo cobram a abertura dos cofres públicos trancados pelo cadeado do FMI. ” É preciso uma pitada social “, reforça o líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira “

    Revista ISTO É Nº 1559 – 18 de agosto de 1999.

  • Esse seu texto maravilhoso deve ser reverberado em toda a web, não somente agora, mas durante vários anos. Afinal, o canalha FHC,um dos maiores cínicos que a espécie humana já produziu, continuarárelinchando seus despautérios durante muito tempo; e terá outros para fazê-lo quando não mais puder falar; tendo o apoio da ditadura midiática que controla as comunicações no Brasil não apenas para amplificar de forma gigantesca as sandices desse verme, mas para censurar aqueles que tentarem contestá-las com dados concretos que mostrem o caos em que o desgoverno do tucano colocou o Brasil, destruindo-nos graças à aplicação do modelo neo-liberal conservador que concentrourenda, arrasou a Economia, entregou o patrimôniopúblico a preço de banana; aumentou nossa dívida e destruiu a Educação. É verdade que os que não viveram esse período hoje são somente aqueles com menos de vinte anos; contudo também é verdade, e uma verdade muito mais ameaçadora, que os brasileiros geralmente têm memória curta para a desgraça(embora as sucessivasvitórias eleitoraisdo PT mostrem que essa premissa está mudando, embora nada como um renitente discurso catastrofista da mídia para tentar reeerguê-la) e ainda devemos lembrar que nas eleições seguintes,depois de 2014, os que “não viveram” esse período estarão cada vez mais adultos e aumentando seu percentual dentro do eleitorado, estando nessas mudanças estatísticas senão o plano principal da direita, talvez seu Plano B para retornar ao poder caso não o consiga através do golpe que evidentemente trama para 2014, sempre facilitada pela covardia do Governo Dilma em promover a mais que urgente democratização das comunicações. Por isso, sejamos didáticos para todos os cidadãos, não somente em períodos eleitorais ou como tática reativa à arrogância e cinismo de um pilantra como FHC(que deveria estar na cadeia entre tantos motivos pelo escândalo que foram as privatizações do patrimômnio público deste país, vendido à preços ridículos se olharmos por qualquer análise mercadológica com os padrões de referência da época, lembrando que nosso Código Civil prevê a possibilidade de processar-se alguém que administra o patrimônio de outrem, e o Presidenteadministrao patrimônio dos brasileiros, e desfaz-se desse patrimônio com inbdiscutível má fá, que pode ser atribuída através da realização de vendas com um disparate financeiro abissal que torne invaiável a hipóteses de incompetência administrativa). Pois bem, é esse lixo, que deveria estar preocupado em responder judicialmente ao crime que cometeu com o patrimônio de nosso povo, que arrota impunemente sua prepotência sórdida pelo país, prepotência essa que serve de eco não somente para a vaidade patética de um medíocre, mas para a tentativa diária da mídia reacionária de vender um modelo sócio-econômico excludente,construído para entregar as riquezas nacionais a uma minoria e aos seus comandantes estrangeiros, e é para combater tanto a desfaçatez de um mau caráter como a propaganda política diária de uma mentira facilmentedesconstruível por qualquer análise estatística elementar, que devemos transformar textos como esse e outras análises sérias e embasadas do desgoverno FHC em bandeira diária, formadora de pauta e não reagente à pauta de ataques dos conservadores, a serem divulgadas nos poucos espaços comunicativos que temos; mídia alternativa, sindicatos; movimento estudantil; organizações sociais, comunidades , construindo assim uma grannde rede de resposta e formação de um discurso histórico oposto à menntira queos conservadores tentam impor à força como texto na História para as futuras gerações;. Por sinal, nesse discurso deverá vir tambérm a discussão sobre a estreiteza de canais de expressão que as forças progressistas têm em comparação ao controle da opinião e da informação nas mãos de uma única corrente política e da urgência em reverter-se esse quadro ditatorai. Parece difícil essa tarefa? Talvez o seja. Todavia, bem pior do que esse obstáculosserá o horror de vermos em uma mentira ser transformada em Verdade ao longo da História, como tantas vezes já aconteceu na Humanidade, e corrermos o risco de vermos os criminosos do PSDB e da mídia, e seus seguidoires do futuro, voltarem ao poder para destruírem qualquer possibilidade de construirmos um país justo. Nosso compromisso é com nós mesmos e com o e com as gerações que chegarão.

  • Se FHC se desse ao trabalho de ler este post, certamente, coraria de vergonha (muito embora o item “Vergonha”, está na cara, seja algo totalmente ausente em sua algibeira moral)… FHC, como o demotucanato em geral, estão totalmente perdidos em suas mesquinharias e pequenez ideológica. Incapazes da grandeza de reconhecer os próprios erros, os demotucanos, atualmente, só abrem a boca para dar mostras públicas da própria lástima e miséria espiritual. Melhor para nós progressistas, pois 2014 está aí ao lado…

  • Edu esse projeto pode gerar emprego e renda para os pobres pelo Brasil, e espero que os bons prefeitos aproveitem essa ideia.
    Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2013

    Prefeitura de São Paulo: Prefeito Fernando Haddad
    Assunto: Projeto Para Gerar Empregos e Melhorar o Meio Ambiente (ECO-ÓLEO-SP)

    Prezado prefeito Fernando Haddad mandei essa sugestão de projeto para o prefeito Eduardo Paes, porém tenho certeza que o vossa excelência preocupado com o povo paulista, também pode aproveitar e aprovar essa ideia, pois esse projeto trás mais cidadania e renda para o povo. Prefeito muitos paulistas vão ficar feliz, com essa boa iniciativa da prefeitura de SP, de proteger o meio ambiente e gerar emprego e renda para os mais pobres.

    Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 2013

    Prefeitura do Rio; Eduardo Paes
    Assunto: Projeto ECO-ÓLEO

    Prezado prefeito Eduardo Paes o Rio é a cidade da vez para o mundo, mas infelizmente ainda temos enormes problemas com o lixo, um bom exemplo é o descarte dos óleos caseiros e de bares e restaurantes, pois a Comlurb não tem um projeto de coleta em pleno século 21, por isso sugiro que se crie um projeto o ECO-ÓLEO no qual uma vez por semana alguns carros especias faria esse serviço em alguns bairros como na Barra, Recreio e Jacarepaguá para proteger os rios e as lagoas dessa região, e depois para toda a cidade. Prefeito poderia ser criada uma cooperativa com o trabalho de pessoas carentes, que poderia aproveitar esse óleo gerando renda e empregos, por exemplo fazendo sabão, que seria utilizado nas escolas, hospitais e outros trabalhos da prefeitura, e até sendo comercializado para terceiros. Com um pouco de criatividade e boa vontade nós podemos proteger a natureza e fazer o bem para os nossos semelhantes. Tenho certeza que o Rio vai ganhas muitos pontos com essa iniciativa, que pode ser espalhar pelo o Brasil. Prefeito o cidadão sabendo que esse óleo vai gerar emprego e renda para pessoas carentes, com certeza vai aprovar esse projeto.

  • O desastrado governo do FHC me prejudicou diretamente. No primeiro mandato dele perdi o emprego porque a empresa em que trabalhava foi privatizada e teve que enxugar o quadro de pessoal. Durante o período do segundo mandato do dito cujo FHC, tive que encerrar as atividades da empresa que tinha criado, por causa da grave crise que o Eduardo se referiu no post acima. Então se depender de mim nem FHC nem qualquer um do psdb, dem, e quaisquer outros fdp a eles associados nunca vão ganhar nada.

  • Prezado Eduardo: O texto a seguir é muito longo. Caso você julgue que o mesmo não deva ser publicado, eu entendo.
    Faço uma pergunta à turma defensora daquele partido cuja sigla diz :Precisamos Sabotar o Desenvolvimento Brasileiro. Será que eles leram esses livros e entenderam a bagaceira que os neoliberiais e os adversários do PT fizeram ao pais quando eram governantes e que continuam a fazer com os discursos imbecis repercutidos diariamente pelo PIG ? Acredito que muitos defensores desses caras não tem consciência do tamanho da desgraça que as políticas neoliberias nos causaram. Mas caso tenham consciência e continuam a defender tais políticas, para mim não passam realmente de um bando de vendilhões da pátria.

    “Encontra-se em formação no Brasil um esquema financeiro fraudulento de muitos bilhões de dólares. A operação, feita sob os auspícios do FMI, é uma “ reencarnação” das incursões especulativas do ano passado ( 1997 ) no Sudeste Asiático, que levaram ao confisco de mais de 100 bilhões de reservas de moeda forte.Em um só dia, qual seja o de 11 de setembro de 1998, em meio à turbulência da Bolsa de Valores de São Paulo, cerca de 1,7 bilhão de dólares deixaram silenciadamente o pais. Em outubro, o ritmo de fuga da capitais ( canalizada pelo mercado de câmbio ) foi, em média, de 400 milhões de dólares por dia.
    Os cofre do Banco Central estiveram sendo saqueados pelos “ especuladores institucionais “ com a conivência tácita do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. As autoridades brasileiras permaneceram negligentes: instruídas pelos seus senhores de Wall Street, não instituíram qualquer controle de câmbio para amenizar o escoamento da riqueza monetária.Segundo Pedro Malan, ministro da Fazenda, as restrições ao movimento de capitais são contra producentes e conduziriam “ a toda sorte de práticas corruptas “. Em vez disso , as taxas de juros de curto prazo foram artificialmente aumentadas para 50% para sustentar a moeda nacional enfraquecida.( a taxa de câmbio real-dólar fixada flutua entre um nível superior e inferior.) De acordo com J.P.Morgan em São Paulo, o custo da elevação da taxa de juros para o pais ( em termos de obrigações adicionais do serviço da dívida) representa a impressionante soma de 5 bilhões de dólares por mês. Foi uma liquidação maciça.: em vez de frear a fuga de capitais, a estrutura de altas taxas de juros contribuiu para aumentar o ônus da dívida, sem falar no impacto devastador da restrição de crédito sobre os produtores nacionais. O pais defronta uma falência iminente; o aparelho de Estado está sob o controle dos credores externos de Brasília. Além disso, a dívida interna do Brasil quase duplicou em menos de seis meses, elevando-se de 145 bilhões de dólares, em janeiro, para 254 bilhões de dólares, em julho ( dos quais 45 de dólares devem ser pagos em outubro).
    SOB O COMANDO DE WALL STREET
    Os próprios administradores financeiros de Wall Street que decidem a agenda macroeconômica do Brasil são os principais agentes especulativos versados na arte de manipulação do mercado. Desde julho de 1998, 30 bilhões de dólares foram extraídos do Brasil. O resultado da pilhagem foi transferido para cofres privados de bancos ocidentais e para contas em dólares das elites financeiras do pais no exterior.
    Esse confisco das reservas de moeda forte da nação é resultado da manipulação políticas. Os especuladores sabiam que a moeda seria desvalorizada após as eleições presidenciais de outubro. Eles já haviam convertidos seus reais em dólares, usando o mercado de câmbio futuro. As condições que possibilitavam o fluxo das reservas de moeda forte para fora do pais haviam sido cuidadosamente criadas pelo FMI e pelo governo de Fernando Henrique Cardoso em consulta aos maiores bancos comerciais e corretoras do mundo. O Banco Central teria que sustentar o real vendendo maciçamente dólares no mercado de câmbio.Em outras palavras, suas reservas foram saqueadas. Elas estão sendo privatizadas.
    A LIQUIDAÇÃO DO BANCO CENTRAL
    Esse processo assinala a liquidação do Banco Central do Brasil. As reservas de moeda estrangeira do Brasil caíram de 78 bilhões de dólares em julho de 1998, para 48 bilhões de dólares, em setembro. E o FMI propôs emprestar o dinheiro de volta ao Brasil no contexto de uma operação de resgate ao – estilo coreano – que exigirá finalmente a emissão de grandes quantias da dívida nos países do G-7. As autoridades brasileiras insistiram que o pais – não está sob risco – e que em vez de socorro buscam – fundos de reservas – contra os efeitos contagiosos da crise asiática. Por ironia, a quantidade considerada pelo FMI para o empréstimo de US 30 bilhões é exatamente a que foi tirada do pais ( no período de 3 meses na forma de fuga de capitais),Mas o Banco Central não pode usar esse dinheiro para completar suas reservas de moeda forte. O socorro ( que inclui grande parte da contribuição norte americana ao FMI, aprovada pelo congresso em outubro, de US 18 bilhões) destina-se a capacitar o Brasil a cumprir suas obrigações atuais do serviço da dívida – isto é – para reembolsar os especuladores. Esse valor nunca entrará no pais.
    NEGOCIAÇÕES DE BASTIDORES
    …Sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso, os credores estão no comando da burocracia do Estado, de seus políticos. O Estado está arruinado e sua massa falida está sendo levada a leilão sob o programa de privatização. O plano real, iniciado em 1994, com as bênçãos dos credores de Wall Street, chegou a um perigoso ponto crítico. Começa uma fase letal de destruição econômica e social: para assegurar o imediato pagamento das obrigações do serviço da dívida, o FMI exigirá cortes no déficit orçamentário da ordem de US 20 bilhões ( 3% do PIB ) a serem implementados imediatamente após as eleições.Grandes parcelas da economia nacional serão colocadas no bloco de leilão.O programa de privatização será acelerado: serviços públicos como telecomunicação e energia elétrica deverão ser vendidos a preços de barganha para o capital estrangeiros . O governo federal também considerou leis que permitirão a privatização de companhias de água e esgoto”
    O texto acima foi extraído do livro A GLOBALIZAÇÃO DA POBREZA (impactos das reformas do FMI e do Banco Mundial) – Ed. Moderna – autor : Michel Chossudovsky – professor de economia da universidade de Ottawa.-
    Vejamos o que diz o prof .Guilherme Antonio Ziliotto no seu livro DOIS SÉCULOS DE DÍVIDA PÚBLICA – A história do endividamento público brasileiro e seus efeitos sobre o crescimento econômico ( 1822 a 2004) – Editora UNESP.
    “ O período de 1995 até 2004 foi palco de um vigoroso aumento do endividamento do setor público brasileiro.Neste período,a DESP ( dívida externa do setor público ), em valores reais, cresceu 3,1% a.a. em média. O crescimento da DIU ( dívida pública interna da União) , foi ainda maior, de 15,7% a.a. , compondo um crescimento da DPmonT, em Reais de 2004 , de 10,2% a.a. em média.( DPmonT = soma da DIU + DESP).
    Os indicadores de dívida pública em proporção ao PIB também refletem crescimento de endividamento público, com o indicador DESP/PIB, evoluindo cerca de 0,7% a.a. em média.O indicador DIU/ PIB cresceu de forma bem mais acentuada, cerca de 13% a.a., enquanto o indicador DOMonT/PIB registrou um crescimento de 7,6% médio ao ano nesse período.
    O mesmo autor diz : Dívida Externa do Setor Público – Queremos abranger com o conceito todo o endividamento público tomado mediante recursos externos, seja pela União, seja pelos Estados, pelos Municipios, por autarquias ou por empresas estatais.Sob esse conceito incorporam-se não somente o endividamento em títulos, mas também as dívidas contratuais assumidas Juno a terceiros no exterior.
    Ainda o autor – Adotamos o conceito de Dívida Pública Interna da União o conjunto de títulos e apólices emitidos pelo governo central brasileiro, correspondendo ao Império de 1822 a 1889 e ao governo federal de 1890 a 2004.

  • Muito bom, Edu. Bom demais. Apoveito o seu artigo para dá uma aula de história atual. Diferenciar um governo trabalhista socialista, de um neoliberal é sopa no mel. Mostrar como a mídia corporativa defende seu quinhão no ouro do povo, na defesa de fhc. O povo brasileiro está de bem com a dupla Lula/Dilma, tem sua merenda, almoço, janta e leite ao dormir. Que continue assim.

  • Dessa vez outro partido entra na briga pela disputa…PSOL. Espero que seja para ganhar. Para ao menos resgatar a esquerda dos movimentos sociais, das minorias, das lutas históricas, da democratização dos meios de comunicação… Os 12 anos do PT no governo, infelizmente, contrariando a todas expectativas, foi de muitos conluios com a direita reacionária, em nome da “governabilidade”.

      • Desculpa, Wilsonleaks, mas não tenho partido, tenho ideologias, portanto não é “meu” PSOL. E acho que você está mal informado a respeito das ideologias do partido, que diferem muito das do PSDB. PSOL nasceu justamente pela afastamento das bandeiras sociais do PT (em 2003, lembram? Votação da Reforma da Previdência, tirando direitos dos trabalhadores), e das suas lutas históricas…que foram abandonadas, pouco a pouco, em nome de “governabilidade”. Ontem o PT rifou a CDHM para o PSC e você vem me falar que o PSOL dá guarida pro PSDB…ah tá…

  • Como disse o Eduardo numa resposta certeira, quem criou o “plano” Real foi Ronald Reagan e Margareth Thatcher. O “plano” Real foi apenas um dos “planos” aplicados na América Latina. O objetivo desses “planos” era de eliminar qualquer chance de nossas nações se libertarem do subdesenvolvimento e do jugo de Washington.

    Itamar e FHC apenas cumpriram ordens de Washington.

    No Peru, quem cumpriu essas ordens foi Fujimori. Ele está preso. Na Argentina, foi Carlos Menem. Ele está sendo processado. Os argentinos evitam pronunciar o nome dele, pois dizem que dá azar. No Brasil, FHC dá “palestras” e escreve nos veículos do PIG (Partido da Imprensa Golpista).

    A parte mais nociva das ordens de Washington foi aquela na qual eles determinaram (através da boca do FMI): vendam todo o patrimônio do Brasil a preço de fim de feira.

    E, de fato, FHC e Serra conseguiram entregar boa parte de nossas estatais. Felizmente, o desastre econômico produzido pela dupla se tornou tão gigantesco que o povo acordou e elegeu Lula.

    • …é. Elegeu Lula. Mas, pra se eleger e tomar posse, aconteceram duas coisinhas…. A carta aos brasileiros, do paloci e… o nome do meireles, na algibeira. Uma coisa deu fôlego pra eleição e a outra, pra tomar posse. Agora, tão fácil, assim, pq lá por cima, a jogada era outra…. Se estava colocando em prática a grde cartada, pra falir meio mundo. Tdo bem, a matriz iria sofrer; porém, estamos vendo, uma nova era nascendo, com mtos reduzidos ao seu real significado, outros nos seus lugares, devidos e, alguns, outros, ainda, logo encabrestados – ou nova “bolha” não ameça o futuro? Gente, pra se fazer uma guerrinha, hj em dia, custa mto caro e, além disso, falta mão de obra…. Ninguém quer mais ser soldado e morrer pela pátria, não. E a terceirização do serviço não está dando certo, devido ao custo, maior e a qualidade da mão de obra, problemática. Aliás, nunca se ouviu tanto comportamento desumano de militares, como atualmente… E a tecnologia aplicada aos armamentos, moderno, tem aumentado custos, sobremaneira. O endividamento dos EEUU tem mto dos custos de suas ações militares e de seus exércitos espalhados pelo mundo. Novos tempos… agora, se está interessado em abrir um sem número de representações diplomáticas, nas cidades médias e grdes – falo no Brasil; de se voltar a mandar os militares pra fazer cursos de “aperfeiçoamento”, na Virgínia…. sei, lá; coisa do johnbin, marechal. Pq a mídia, o legislativo, a justiça… tudo sob controle. Uma coisa me deixa aliviado, no entanto…. É ver a atual disposição do ex-Pres Lula em sair pelaê, em caravana; é ver o homem afirmando q se precisa criar a nossa mídia, divulgando nossos interesses… Falta estarmos mais ligados nesses novos tempos. O Paraguai está ali, mesmo; funcionários públicos, militares, políticos, justiça.;.. tudo cooptado. Isso, sem falar num campo de aviação, desproporcional ao país. Tudo armado no coração da América Latina. Não foi, sem propósito, q o johnbim restaurou, essa, de se mandar nossos militares fazer cursilhos…. cabeça. Sacana, o sujeito.

  • Perfeito, Eduardo!
    Enquanto essa “oposição” achar que a maioria é desmemoriada estamos bem!Por isso, seu trabalho diário é de suma importância! Obrigada, para béns e um abraço!

  • A Mídia quer nos fazer de idiotas, sua pauta desse mês é: O Papa, a Bogueira Cubana, o Oscar e glamour de Hollywood, e por fim FHC. Enquanto o Universo e o nosso mundo tem questões muito mais relevantes, do que estes que já morreram, eles ficam atazanando e nos tratando como sem cérebro. Veja a eleição na Itália. O governo atual atingiu 10% das preferencia. Foi rejeitado por 90% pois a Mídia e mercado financeiro diz as eleições não são representativas . Somos então governados pela Mídia financeira?

  • Eu nunca vi uma definição mais real e atual ,do PIG do que essa:”Para corrigir os excessos da imprensa,mais liberdade de expressão”.(…) O ensinamento de Thomas Jefferson,um expoente democrático,merece ser lembrado,compreendido e respeitado. :”Onde a imprensa é livre,e todo homem é capaz de ler,tudo está seguro”.Obs “Liberdade de expressão” não é equivalente a “liberdade de imprensa.
    Thomas Jefferson quando estava na presidencia dos EUA por seis anos,em carta a John Norvell,em 1807:
    “Não se pode agora acreditar no que se vê num jornal.A própria verdade torna-se suspeita se é colocada nesse veiculo poluido. A verdadeira extensão deste estado de falsas informações é somente conhecido daqueles que estão em posiçãio de confrontar os fatos que conhecem com as mentiras do dia. Encaro realmente com comiseração o grande grupo de meus concidadãos que,lendo jornais,vive e morre na crença de que souberam algo do que se passou no mundo em seu tempo,ao passo que os relatos que leram nos jornais são uma história tão verdadeira quanto a de qualquer outro periodo do mundo,só que os nomes de figuras da atualidade a elas são apostas.[…] O homem que não lê jornais está mais bem informado que aquele que os lê,porquanto o que nada sabe está mais próximo da verdade que aquele cujo espirito está repleto de falsidades e erros”.

  • Olha o golpe de estado em andamento: CBN acabou de dizer que cabe ao min. do TCU, José Jorge, indicado por FHC e que foi deputado pelo PFL, aceitar “denúncia” contra Dilma por supostas “irregularidades” na Petrobras.

    Eles querem tornar Dilma e Lula inelegíveis.

  • Está matéria abaixo vem do site 247, é pra deixar a tucanada em polvorosa kkkk

    REAÇÃO DA ECONOMIA DIFICULTA ATAQUES DA OPOSIÇÃO A DILMA

    Números macro e setoriais apontam para mais dinheiro no caixa do governo e retomada do crescimento da indústria e do comércio; crescem licenciamentos de veículos, comercialização de cimento e vendas de máquinas e equipamentos; entre arrecadação e despesas, governo teve superávit de R$ 7, 60 bilhões no mês passado; recorde histórico; “É um absurdo dizer que não mantemos todos os nossos compromissos com os pilares da sustentabilidade”, disse Dilma ao empresários no ressuscitar do Conselhão, na quarta-feira 27
    27 DE FEVEREIRO DE 2013 ÀS 20:58

    247 – Não será tão fácil como previam nove entre dez analistas com espaço na mídia tradicional atacar o governo pela via da economia. As apostas na desaceleração da atividade estão sendo superadas pela exibição de resultados que vão indicando robustez para a conjuntura de 2013. Até mesmo as projeções do PIB feitas por agentes do mercado já convergem para uma elevação acima dos 3% até dezembro, com redução da taxa de inflação inicialmente prevista.

    “É um absurdo dizer que não mantemos todos os nossos compromissos com os pilares da sustentabilidade”, disse a presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira 27, na retomada do chamado Conselhão, o plenário de empresários criado no governo Lula que havia sido deixado de lado na atual administração. “Mantemos a inflação sobre controle, e achamos que a inflação é um valor na medida em que ela garante não só os ganhos de salário, mas garante também a capacidade de previsão do governo e dos empresários e os ganhos dos empresários e dos trabalhadores”, completou ela.

    Na mesma reunião, o ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que os atuais indicadores de janeiro confirmam a perspectiva de recuperação da economia brasileira. Entre eles, citou o aumento da produção e do licenciamento de veículos, da comercialização de cimento e da consulta para vendas no varejo.

    “Todos concordam que teremos mais crescimento, menos inflação, baixa taxa de desemprego e continuação da expansão da massa salarial”, disse Nelson Barbosa. De acordo com os dados apresentados, a taxa de desocupação nos últimos dez anos caiu de aproximadamente 11% para em torno de 5,5%. A queda do desemprego veio acompanhada do crescimento da massa salarial, que teve aumento médio de 3,5%.

    Num setor fundamental para a leitura do crescimento ou da economia, a Associação dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos reportou também nesta quarta 27 que o faturamento bruto do setor encerrou janeiro com um dos melhores resultados para o período desde 2009. Segundo a Abimaq, a carteira de pedidos da indústria de máquinas e equipamentos cresceu 7 por cento em janeiro, enquanto o faturamento bruto avançou ligeiros 0,2 por cento na comparação com o mesmo período de 2012, para 5,79 bilhões de reais. O consumo aparente, que inclui venda de máquinas nacionais e importadas no mercado interno, avançou 16,3 por cento sobre janeiro de 2012 e 6,7 por cento sobre dezembro, o que “indica que há demanda neste início de ano”, disse a entidade. A expectativa da Abimaq para 2013 é de crescimento de 5 a 7 por cento no faturamento bruto do setor, após uma queda de 3 por cento no ano passado, para 80 bilhões de reais.

    O Banco Central, igualmente na quarta 27, anunciou um superávit primário recorde de R$ 30 bi, 251 bilhões em janeiro, alimentado pela forte arrecadação no período. Segundo informou a autoridade econômica, o resultado veio da economia fiscal de 26,088 bilhões de reais do governo central, diante da arrecadação também recorde vista no período, de R$ 116 bilhões. O superávit cobriu com folga a despesa com juros no mês, de 22,649 bilhões de reais. Com isso, o setor público consolidado registrou superávit nominal –despesa menos receita, incluindo pagamento de juros– de 7,602 bilhões de reais no mês passado.

    DÍVIDA EM QUEDA

    A relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) fechou janeiro em 35,2 por cento e, para fevereiro, o BC estima estabilidade, informa a Agência Reuters. Em dezembro, a variável havia ficado em 35,1 por cento e, no final de 2011, em 36,4 por cento.

    Apesar de acreditar que o governo não vai conseguir cumprir a meta de superávit primário neste ano, que equivale a cerca de 3,1 por cento do PIB, o economista-chefe do Goldman Sachs, Alberto Ramos, apontou à Reuters que a relação dívida/PIB vai continuar com trajetória descendente.

    “O superávit menor não deve, contudo, comprometer a trajetória de queda moderada da relação dívida líquida/PIB”, escreveu ele em nota, acrescentando que, para 2013, o primário deve ficar entre 2 e 2,5 por cento do PIB.

    No acumulado em 12 meses até janeiro, o superávit alcançou 109,2 bilhões de reais, equivalente a 2,46 por cento do PIB.

    FONTE: http://www.brasil247.com/

  • Prezado Eduardo Guimarães, nesta análise “supimpa” que você nos traz, fica cabalmente demonstrada a vocação prestidigitadora do personagem em tela. É muita “cara de pau” para um homem só. Tenho certeza que a nossa presidenta não se deixará iludir pelo canto de cisne desse tucano emplumado.Abraços fraternais!

  • Caro Edu, com tantas noticias que já foram publicadas em livros/inclusive no exterior/, revistas, internet, etc, sendo uma abundancia de fatos, a maioria escondida pela grande mídia e até pelo próprio governo anterior e atual, talvez para não se desgastar… ou acordos… Poderiam serem juntadas e catalogadas cintando fontes e publicadas em forma de livro para que mais pessoas pudessem ter conhecimento de tudo o que se passou com o Brasil naquele periodo negro do FHC. Poderia ser solicitado dos internautas artigos daquele periodo, todos cintando a fonte. Poderia ser feita uma comissão de jornalistas independentes e imparciais para analisar cada noticia publicada.Ficaria um registro de tudo o que fosse possível para a posteridade. Poderia ser feito um semanário ou até uma edição mensal pois o material é farto. Depois transformado em livro… Acredito que esse material seria objeto de estudos nas faculdades e esse periodo jamais seria esquecido…
    O que acha?

  • Prezado Eduardo,

    Valeu pela coletânea apavorante de más notícias – e olha que elas foram diárias e terríveis – do desgoverno do PSDB; vou copiar e guardar, pois retrata um momento horrível que nós, que o enfrentamos como podíamos, jamais esqueceremos. Ainda não me recuperei daqueles 8 anos, tanto que fiquei devendo… Devemos reproduzir/circular esta coleção de “feitos” do PSDB a todos que possamos. Em tempo: não sou parente de golpistas!

    • Eu era funcionario do Banco do Brasil com 16 anos de casa… ai veio o PDV obrigatorio, pois de voluntário só tia a sigla… Ameaças diárias por um mes até que 45 mil funcionarios entreassem pelo cano do PDV… ano seguinte o BB teve que fazer concurso pois faltou funcionário…

  • Fora de pauta.

    Aos Amigos Tudo, Aos Inimigos, A Lei >> Mensalão tucano só será julgado em 2015, afirma promotor: O

    MENSALÃO TUCANO E A DIFERENÇA DE TRATAMENTO POR PARTE DA MÍDIA E DA JUSTIÇA Em entrevista para a revista VEJA, promotor do MP de Minas, João Medeiros Neto, afirma que o mensalão tucano só será julgado em 2015, que não existe a possibilidade nem o esforço de se antecipar o processo e que o mesmo pode sim prescrever, se as penas forem baixas. Notem que em nenhum momento da entrevista a palavra “tucano ” é pronunciada. E também não há a menor indignação da jornalista, não houve nenhum alarde da revista ou preocupação do promotor em relação a possibilidade de prescrição das penas. ” É um processo a mais. Houve uma concentração dos esforços lá no Supremo para julgar o mensalão, mas aqui não existe essa possibilidade “, afirma o promotor. ÍNTEGRA: http://amoralnato.blogspot.com.br/2013/02/aos-amigos-tudo-aos-inimigos-lei.html

  • Deixa eu ver se eu entendi a coisa, se a mídia não tem credibilidade pq usar o que a imprensa diz para atacar o governo anterior?

    Ou ela tem ou não tem credibilidade ou ela só tem quando fala bem do atual governo e mal do antigo.

    Quer dizer que na década de 1990 os países emergentes estavam em crise e passando por dificuldades, inclusive o Brasil.

    Na década de 2000 os países emergentes saíram da crise inclusive o Brasil. Entendi, eu que pensava pelo que o PT falava que era mérito do PT esta fase de desenvolvimento do país, e não passa então de uma nova conjuntura externa favorável aos países em desenvolvimento e o país como outros se beneficiaram com isso.

    Puxa e eu que pensei que o país começou tudo no governo Lula, a constituição cidadã, o plano real, o LOAS, a lei de responsabilidade fiscal, o ENEN, o FUNDEF, o seguro desemprego, o funrural etc.

    Hoje o país tem muito o que comemorar afinal ter 100 milhões de brasileiros recebendo subsidio Estatal e motivo de sobra para comemorar.

  • Projeto político de Aécio Neves quase derrete ou explode
    Colocado à prova, Aécio mostra que sua atuação política depende da “cobertura” da imprensa. Discórdia causa atraso de recurso gerando insatisfação
    Confira também
    Renan e Alves dizem não sabem destino de recursos do 14ª e 15ª salários
    Questionado sobre mensalão, Lula diz não dar “palpite” sobre STF
    STF cria comissão que deve discutir redução das férias de juízes
    Penas do mensalão deverão ser aplicadas antes de julho, diz Barbosa
    DER-MG transforma-se no império da ilegalidade
    Interação
    Imprimir
    Enviar por e-mail
    Delicious
    Digg
    Google bookmarks
    Reddit
    Windows live
    Yahoo my web

    A correria da equipe de Aécio Neves no início desta semana, em Belo Horizonte, para sacar dinheiro vivo para pagar diversos veículos da mídia nacional acabou causando a paralisação das atividades da tesouraria do Banco Rural e BMG. Funcionários das instituições relatam que Andréa Neves comandou pessoalmente a operação que zerou a disponibilidade de moeda dos dois bancos.

    O esquema que opera desde 1987 em Minas Gerais, dando cobertura a diversas operações irregulares, fato comprovado com a condenação dos dois presidentes das instituições bancárias, pelo visto conta com a cooperação do Banco Central. Inclusive o atual presidente do Banco Rural, João Heraldo, condenado em diversos processos, é oriundo da instituição.

    Mostrando que Minas Gerais é um Estado independente dentro da Federação, funcionários do Banco Rural e BMG informam que quantia não inferior a R$ 50 milhões teria sido sacada em um só dia sem que qualquer autoridade monetária interviesse. Informam ainda que recursos solicitados a custódia do Banco Central entraram apenas contabilmente na tesouraria, teriam seguido direto para o aeroporto da Pampulha.

    Este é o final do incidente ocorrido em função da viagem de Aécio e de sua Irmã Andrea para o exterior, causando atraso no repasse de recursos para a mídia nacional que culminou com a publicação, em 2 de fevereiro, de uma crítica do jornalista Reinaldo Azevedo, na revista “Veja”, ao senador Aécio Neves;

    “Aécio Neves (PSDB-MG), cotado para ser presidente do partido e apontado como candidato à Presidência da República, havia acenado com a possibilidade de fazer um discurso em defesa da candidatura de Taques. Discurso não houve. O senador se limitou, há alguns dias, a fazer uma espécie de convite-apelo a Renan para que retirasse a sua candidatura. O alagoano não topou, claro… O apoio ao opositor de Renan, no fim das contas, foi uma operação de marketing que acabou saindo pela culatra. Agora, resta suspeita da farsa, do adesismo e da traição, tudo misturado. Se era para fazer esse papelão, melhor teria sido defender que a presidência coubesse à maior bancada e fim de papo. Melhor a sabujice franca do que a dissimulada”.

    A grande imprensa nacional, além de repercutir tal crítica, não publicou uma linha na defesa de Aécio. Só após o pagamento, em 4 de fevereiro, que Reinaldo Azevedo publicou uma nota do Senador Aécio Neves apresentando sua versão. Segundo político da velha guarda, este fato comprova que a candidatura de Aécio Neves só existe devido ter se transformado em fonte de renda, conforme matéria de Novojornal, “Aécioduto. O novo grande negócio da mídia nacional”.

    “Fora deste ambiente sua candidatura derrete ou explode”, conclui.

    Nota da Redação:

    Após publicação desta matéria, ao contrário do noticiado, fomos informados que o Banco Central – Belo Horizonte – determinou uma inspeção para analisar as operações citadas na matéria, ocorridas no Banco Rural e BMG.

    Procurados pela reportagem do Novojornal, prometeram, para esta semana, uma nota esclarecendo o fato.

  • PIG versus PIB, a peleja do momento. Na “jestão” do estafeta do PIG e da CIA, o cidadão FHC (o qual não sei porque cargas d’água ainda não se tornou “imortal” na falível e desmoralizada ABL), tínhamos PIBinho e DESempregão. Na gestão adversa aos principais interesses do PIG, a dos últimos 10 anos, temos um PIB médio espetacular, um PIB restrito a uma certa época reduzido (0,9% em 2013) mas, de fato, com a menor taxa de desemprego, 5,4%, ou ainda, visto de outro ângulo, o povo na condição de pleno emprego e com centenas de grandes obras pelo país adentro, a serem tocadas, as das Copas de futebol e Olimpíadas entre elas, estas últimas com forte oposição do PIG – Partido da Imprensa Golpista. O PIB brasileiro voltará a crescer, sem dúvida; há obras nos quatro cantos do Brasil.
    O PIG, no entanto, não se cala. Os barões das famiglias mafiomidiáticas atiçam os seus cães de guarda a ladrarem, dia e noite, contra o necessário otimismo que se requer para que os empresários possam investir e para que o povo se anime a consumir. Praticam TERRORISMO puro, de forma impune. Desde o início da crise, em 2008, esta cantilena pessimista e sabotadora não para. A torcida contra o sucesso do governo em aliviar as dificuldades do povo tem sido sistematicamente indisfarçável por parte de colunistas, colonistas e pistoleiros da mídia. Visam desestabilizar a economia, ponto forte dos governos populares nos últimos 10 anos. Para aplicarem um golpe, daqueles que são mortais, chegam a apostar na hipertrofia de um dos poderes, sem votos, e na vaidade de um supremo cidadão que se arvora de justiceiro supremo contra alguns, ao passo que come moscas enquanto dormita, boquiaberto, cego diante dos verdadeiros ladrões que venderam o patrimônio público em troca de gordíssimas propinas. Inflam-lhe o ego a que se candidate ao cargo de supremo dos supremos mandatários, um cidadão que com certeza cospe e cuspirá em qualquer prato no qual vier a comer e que, certamente, de viés autoritário, jamais saberá contemplar as necessidades de um povo de um país extenso e complexo como o nosso.
    O PIG, de fato, SABOTA o país diuturna e continuamente. Não há trégua. O Brasil do PIG definitivamente não se escreve com “S”, mas com “Z”. O quadrilátero multibilionário piguento das famiglias marinho, frias, civita e mesquita não desiste de mover os cordéis para promover a derrocada das últimas gestões que em 10 anos retiraram 20 milhões de brasileiros da miséria e elevaram a uma nova condição de classe média cerca de 40 milhões de compatriotas. Os piguentos enriqueceram e continuam a encherem as suas burras de dinheiro ao narcotizar o povo, desde e durante a ditadura a qual se aliaram por interesse e, após ela, através dos seus prepostos que dominavam e estão infiltrados nos 3 poderes de governo.
    E a justiça brasileira tem hoje em destaque uma página verdadeiramente negra da sua história.
    Nenhum sinal de quando começará o indiciamento dos cabeças da PRIVATARIA TUCANA, o maior assalto aos cofres públicos desta nação em todas as eras.
    Nenhuma perspectiva de prisão para os falsos varões da ética e empresários dignos, como Demóstenes, Cachoeira, Arruda.
    Nada de justiça. Estão todos soltos, lépidos, sorridentes, impunes a gritarem “Pega ladrão” e a se divertirem com o desespero dos seus demonizados adversários. O Brasil do PIG (Consórcio de propriedades cruzadas envolvendo as “organizações” Globo, Folha, Abril-Veja, etc.) é um Brazil, com “Z”, vendido e vencido, de uma Casa Grande para bem poucos e de uma senzala de dimensões inimagináveis, entregue ao grande capital especulativo, sindicato de ladrões das incalculáveis riquezas do subsolo da nação e da esperança do povo.

Deixe uma resposta