Aécio chama de “meu Palácio de Versalhes” a fazenda em que construiu aeroporto

denúncia

 

Como se sabe, tucano tem licença para roubar. Mensalão? Se for mensalão petista, o processo não “desce” do STF para a primeira instância; se for tucano, “desce”. Denúncias de corrupção contra ex-governadores tucanos? Não vão para frente porque não é qualquer procurador do Ministério Público estadual que pode denunciar ex-governadores, só os procuradores-gerais dos Estados que governaram, os quais esses ex-governadores escolhem a dedo.

Por conta disso, é mínima a chance de dar em alguma coisa a denúncia contra Aécio Neves divulgada na última edição dominical da Folha de São Paulo. E, para quem passou o último fim de semana em Marte, vale explicar que o jornal paulista escolheu uma das denúncias mais fracas que há contra o tucano em seu domicílio eleitoral e a divulgou. Qual seja, a de que o ex-governador mineiro construiu, com dinheiro público, um aeroporto milionário em propriedade de sua família que considera seu “refúgio” e chama de “Meu Palácio de Versalhes”.

Antes que o bunker da censura tucana pense em processar este blogueiro, porém, vale explicar que não tirei nada da cabeça. No máximo, o escritório de advocacia Opice Blum – um dos mais renomados do país nas questões sobre direito digital e que Aécio contratou como pessoa física e mantém os honorários em segredo – poderá questionar a jornalista Malu Delgado e a revista Piauí, que, em junho, na edição 93 daquela revista, publicaram matéria dessa jornalista sob o título “O publico e o privado – o dilema que acompanha Aécio Neves”.

A matéria tem passagens “interessantes”, para dizer o mínimo. Pode-se dizer que o texto “desnuda” Aécio Neves. Alguns trechos, aliás, expõem aspectos da vida privada do candidato do PSDB a presidente da República (!!) que, comentados por outros menos influentes que a revista em questão, fizeram o senador tucano processá-los.

A matéria da Piauí mostra, por exemplo, o que parece ser a verdadeira razão para Aécio, enquanto governador de Minas, mandar construir um aeroporto em uma propriedade rural que pode até não estar em seu nome, mas que ele chama de “sua”. Confira, abaixo, o quarto parágrafo daquela matéria.

“(…) Sentado sempre de frente para a cabine de comando – hábito do qual não abdica –, Aécio fez o sinal da cruz assim que o avião decolou. Perguntei se tinha medo de voar. Deu de ombros e respondeu que certas coisas são inevitáveis, “então melhor nem pensar no assunto”. Minutos depois o senador descrevia, efusivo, a ampla coalizão que montava em seu estado. Brincava ao mesmo tempo com os parlamentares, chamando-os por apelidos ou diminutivos. Fez piadinhas inaudíveis ao pé do ouvido de Júlio Delgado, do PSB. Pegou o tablet de um assessor para acompanhar as últimas notícias e passou os olhos em alguns relatórios. Relaxado, pôs-se a falar do lugar de que mais gosta, a fazenda na cidade de Cláudio, no interior de Minas. “São 50 alqueires e alguns pezinhos de café para não ficar feio e também curar a cachaça”, ele disse. [Aécio] Chamou seu refúgio de “meu Palácio de Versalhes”, numa alusão ao château nos arredores de Paris que funcionou como centro do poder do Antigo Regime francês. “Um dia você vai conhecer o meu palácio”, prometeu. Nos quase quatro meses em que o acompanhei em viagens e eventos, ele evitou abrir as portas de seu castelo, sem nunca ter dito “não” claramente. A fortaleza mineira, na descrição de um amigo da família, é “uma fazenda tipicamente colonial, sem pompa, com uma capelinha na entrada e campinho de futebol(…)”

Ironicamente, ao chamar seu “refúgio” de “Palácio de Versalhes” Aécio se compara, de forma absolutamente apropriada, a Luís XIV, que ficou conhecido como “Rei-Sol”. Esse monarca, que impulsionou o Absolutismo no Ocidente começando a exercê-lo no seu Reino de França (1643 a 1715), foi quem construiu o Palácio dos Inválidos e o luxuoso Palácio de Versalhes, perto de Paris, onde faleceu em 1715. Como um Luís XIV dos trópicos, Aécio mandou construir um aeroporto em “seu palácio”, parecendo levar a sério a célebre frase do monarca francês: “L’État c’est moi” (“O Estado sou eu”).

Em outro trecho da matéria, a autora mostra que essa história de Aécio de dizer que a fazenda em que mandou construir o Aeroporto é de um parente, e não sua, não passa de balela. Ele a frequenta intensamente e, desse modo, um aeroporto, por lá, veio a calhar. E o que é melhor: com o contribuinte mineiro, que curte tanto o tucano, pagando a conta. No trecho em questão, a jornalista Malu Delgado reproduz relato que ouviu no voo do avião particular de Aécio, entre o famoso aeroporto em sua fazenda e o aeroporto da Pampulha, em BH.

“[O deputado baiano Antonio] Imbassahy (PSDB) interrompeu a conversa [da jornalista com Aécio] para mostrar ‘um vídeo fantástico’ no YouTube. ‘Já viu?’, perguntou, empurrando o tablet em minha direção. Aécio e as irmãs Andrea e Angela aparecem ao lado de outros parentes numa varanda do château. Participam todos de uma cantoria animada. A música éTocando em Frente, de Renato Teixeira e Almir Sater, aquela que diz “ando devagar porque já tive pressa”. A gravação foi feita em 2006, mas havia sido postada na rede apenas três dias antes da nossa viagem. “Muito bom, muito bom”, repetia o deputado baiano. ‘Ele é o campeão número 1 nesta arte, a sacanagem de agradar’, emendou, apontando para Aécio (…)”

 O Blog localizou o vídeo em questão.

 

 

Mais um trecho da matéria, mais um dado altamente “esclarecedor” sobre alguém que pretende governar o Brasil. Nele, a jornalista Malu Delgado relata escândalo envolvendo Aécio Neves ao qual a Folha de São Paulo, que agora tenta posar de isenta, não deu a menor bola: o caso dos 4,3 bilhões de reais.

“(…) A promotora de Justiça Josely Ramos Pontes, que investigava a aplicação de recursos na Saúde durante o governo Aécio, em determinado momento descobriu que mais de 50% dos investimentos na área provinham de ações desenvolvidas pela Copasa, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Achou exagerado. No orçamento, o governo informava que havia transferido dinheiro à entidade para aplicá-lo em ações de saneamento. Uma auditoria mostrou, no entanto, que nos documentos contábeis da Copasa não apareciam tais recursos. Foi a partir dessa constatação que a promotora resolveu mover a ação de improbidade contra Aécio. Em janeiro deste ano, o procurador-geral de Justiça de Minas, Carlos André Bittencourt, entendeu que a promotora não poderia processar um governador e arquivou o caso, sem entrar no mérito. Josely recorreu em abril. ‘A toda sentença cabe uma apelação. A ação de improbidade ainda existe’, ela me disse por telefone. Não se trata, de acordo com a promotora, de uma ação para questionar o percentual de recursos aplicados na Saúde (que deve ser de 12% da receita estadual, segundo a Emenda 29). Há suspeita de desvio?, indaguei. 1O que eu posso afirmar é que o estado não colocou esse dinheiro na Saúde. Os recursos aparecem na prestação de contas do estado, mas não foram gastos. A impressão que eu tenho é que esse dinheiro não existe, é uma invenção’, foi a resposta (…)”

O mesmo aconteceu em São Paulo, com José Serra. Um procurador do MP acusou o ex-governador de envolvimento com a máfia do cartel dos trens por ter testemunhas de que ele orientou as empresas igualmente envolvidas a formarem aquele cartel, mas o processo foi engavetado porque só o procurador-geral do Estado, escolhido a dedo por Geraldo Alckmin, pode processar um ex-governador. O procurador-geral paulista não entrou no mérito da questão, como o colega mineiro. Apenas arquivou porque o autor da denúncia não tinha prerrogativa de investigar caso como aquele.

Por fim, para não antecipar a reportagem toda – que o leitor poderá conferir, na íntegra, em seguida –, só mais um trecho realmente importante, porque expõe o perfil daquele que o Brasil corre risco – por sorte, menor do que parece – de eleger presidente da República:

“(…) Misto de playboy carioca e menino do interior mineiro seria uma boa definição para Aécio, segundo quem o conhece bem. Quando seu pai, Aécio Ferreira da Cunha, foi fazer um curso na Escola Superior de Guerra, na década de 70, levou toda a família para o Rio. ‘Aecinho’ completou 10 anos de idade na capital fluminense. Era surfista, gostava de moto. Nas férias em Minas, cavalgava. Frequentava badalações em resorts no Nordeste, agitos em Búzios e Angra dos Reis, mas também viajava para a fazenda em Cláudio, fazia cavalgadas até cidades vizinhas. Sempre gostou de jogar peladas de rua. Continuou prezando todos esses hábitos depois de ingressar na política. ‘Se você precisasse achar o Aécio num final de semana, era melhor desistir. Ele não atendia celular de jeito nenhum. Agora ele me deu um número e até liga pra gente, a qualquer hora e a qualquer dia’, me disse um deputado (…)”

Como se vê, a história de Aécio Neves com a fazenda em que mandou construir aeroporto para o intenso vai-e-vem que faz no local, é longa. Confira abaixo, pois, a altamente esclarecedora matéria da Piauí, que não pode ser acusada de “petista”. Hospedada no portal do Estadão, a revista deriva da mídia tucana, o que fica claro conferindo quem são os jornalistas que tocam a publicação.

***

Revista Piauí – edição 93 – junho de 2014

 

 

O público e o privado – O Dilema do presidenciável Aécio Neves

 

Por Malu Delgado

 

“Vamos fazer um negócio curtinho lá, senão ninguém aguenta. Pá, pum! E aí entra a música.” Aécio Neves da Cunha batia a lateral da mão direita na palma esquerda, ritmadamente. Orientava os discursos que seriam feitos dali a algumas horas no lançamento da pré-candidatura de Pimenta da Veiga ao governo de Minas Gerais. Dentro do jatinho que ia de Brasília a Belo Horizonte naquela manhã de fevereiro, cinco coadjuvantes da festa ouviam o senador com atenção.

Além do presidente do PSDB paulista, Duarte Nogueira, e do líder do partido na Câmara, Antonio Imbassahy, estavam no voo os presidentes da seção mineira do PSB, do PDT e do PT do B. A fauna política era uma pequena amostra do modo de operar de Aécio. Se tudo correr conforme o planejado, Pimenta da Veiga terá mais de 20 legendas apoiando sua candidatura.

 De janeiro a maio, o senador mineiro fez quarenta viagens de avião custeadas pelo partido – dezesseis delas para São Paulo. As agendas eleitorais disfarçadas de compromissos partidários geralmente se iniciam às quintas-feiras, quando o Congresso se esvazia. Na aritmética dos tucanos, se chegar à frente de Dilma Rousseff no estado de Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e José Serra, Aécio dificilmente fica fora do segundo turno da eleição presidencial. Ele considera que em Minas, segundo colégio eleitoral do país, deve ter ampla vantagem sobre a petista.

 Sentado sempre de frente para a cabine de comando – hábito do qual não abdica –, Aécio fez o sinal da cruz assim que o avião decolou. Perguntei se tinha medo de voar. Deu de ombros e respondeu que certas coisas são inevitáveis, “então melhor nem pensar no assunto”. Minutos depois o senador descrevia, efusivo, a ampla coalizão que montava em seu estado. Brincava ao mesmo tempo com os parlamentares, chamando-os por apelidos ou diminutivos. Fez piadinhas inaudíveis ao pé do ouvido de Júlio Delgado, do PSB. Pegou o tablet de um assessor para acompanhar as últimas notícias e passou os olhos em alguns relatórios. Relaxado, pôs-se a falar do lugar de que mais gosta, a fazenda na cidade de Cláudio, no interior de Minas. “São 50 alqueires e alguns pezinhos de café para não ficar feio e também curar a cachaça”, ele disse. Chamou seu refúgio de “meu Palácio de Versalhes”, numa alusão ao château nos arredores de Paris que funcionou como centro do poder do Antigo Regime francês. “Um dia você vai conhecer o meu palácio”, prometeu. Nos quase quatro meses em que o acompanhei em viagens e eventos, ele evitou abrir as portas de seu castelo, sem nunca ter dito “não” claramente. A fortaleza mineira, na descrição de um amigo da família, é “uma fazenda tipicamente colonial, sem pompa, com uma capelinha na entrada e campinho de futebol”.

Imbassahy interrompeu a conversa para mostrar “um vídeo fantástico” no YouTube. “Já viu?”, perguntou, empurrando o tablet em minha direção. Aécio e as irmãs Andrea e Angela aparecem ao lado de outros parentes numa varanda do château.

Participam todos de uma cantoria animada. A música éTocando em Frente, de Renato Teixeira e Almir Sater, aquela que diz “ando devagar porque já tive pressa”. A gravação foi feita em 2006, mas havia sido postada na rede apenas três dias antes da nossa viagem. “Muito bom, muito bom”, repetia o deputado baiano. “Ele é o campeão número 1 nesta arte, a sacanagem de agradar”, emendou, apontando para Aécio.

Entusiasmado, Imbassahy argumentou que, ao contrário de Serra, que disputou a Presidência em 2002 e 2010, e ao contrário de Alckmin, candidato em 2006, o mineiro agora teve tempo e condições, como presidente do PSDB, para gestar acordos políticos e preparar os terrenos regionais. “Esse camaradinha aí costurou coisas que só vão aparecer lá na frente.” Uma dessas “costuras” apareceu durante o voo. Pouco antes de desembarcar, entre goles de Coca-Cola Zero, Aécio conversou por telefone com o ex-prefeito Gilberto Kassab para agradecer o apoio do PSD a Pimenta da Veiga.

Engomados, com ternos escuros bem cortados, Pimenta da Veiga e Antonio Anastasia, à época ainda governador, esperavam por Aécio no aeroporto da Pampulha. Conversaram por alguns minutos numa sala a portas fechadas. De calça jeans, camisa social azul-clara, mangas arregaçadas e um sapato social azul-marinho já gasto, Aécio propôs que todos tirassem as respectivas gravatas. Anastasia foi o primeiro a atender e, empolgado, se livrou também do blazer, deixando em evidência sua silhueta roliça. Mais à vontade, embarcaram na van.

“Minas é minha casa e minha causa” – totalmente confortável em seu discurso, Aécio usou e abusou do bordão, que repetiria em outras ocasiões. Governador do estado por duas vezes, de 2003 a 2010, foi reeleito com 77% dos votos válidos. Gosta de mencionar que deixou o governo com 92% de aprovação. Elegeu Anastasia seu sucessor, derrotando a chapa com dois ex-ministros de Lula (Hélio Costa, do PMDB, e Patrus Ananias, do PT, como vice). Formado em direito, professor universitário, Antonio Anastasia foi secretário de Planejamento e Gestão de Aécio no primeiro mandato; filiou-se ao PSDB a pedido do chefe e tornou-se vice-governador no segundo.

“Depois de três meses do primeiro mandato eu já sabia que meu sucessor seria o Anastasia”, disse Aécio. No início da campanha de 2010, o pupilo tinha menos de dois dígitos nas pesquisas. Terminou eleito no primeiro turno. “Anastasia é um príncipe. É de uma lealdade indescritível. Um técnico, um político sem ambição. Mora até hoje num apartamentinho com a mãe, de 90 anos”, contou Aécio no avião, poucos minutos antes de aterrissarmos. Semanas depois, em São Paulo, o tucano anunciaria a empresários que Anastasia iria coordenar seu programa de governo. Se eleito, Aécio transformará Anastasia em um de seus mais poderosos ministros, muito provavelmente na pasta do Planejamento.

No palanque, Aécio cutucou Pimenta da Veiga duas vezes, para que encerrasse seu discurso. Aos 66 anos, ele foi batizado de “candidato naftalínico” pela oposição. “Os mineiros, que sempre foram protagonistas na história nacional, vão ter neste ano papel decisivo, porque o próximo presidente da República está entre nós”, concluiu Pimenta. Anastasia deu seu recado em poucos minutos – sucinto, como o chefe recomendara. E Aécio falou por menos de dez minutos. Citou Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek, obviamente. Pá, pum!

Quando se dirige aos mineiros, sua voz ganha uma impostação solene, que faz lembrar discursos políticos à moda antiga. O recado: estava pronto para ser presidente. E isso só seria possível com os votos de Minas. Entrou então a música: um sambinha da década de 80, feito por uma escola tradicional de São João del-Rei para Tancredo Neves.

Suado, com a camisa para fora da calça e os cabelos desalinhados, Aécio secou o rosto com um lenço antes de posar para fãs, a maioria mulheres munidas de celulares. Em todas as imagens – dezenas – não tirava o sorriso do rosto, exibindo, como se estivessem congeladas, as famosas covinhas. Entrou num carro com Pimenta, Anastasia, Imbassahy e Nogueira – e desapareceu. Quando percebi, estava sozinha na van com um assessor do senador.

Cerca de quarenta minutos depois eles ressurgiram no hangar onde os aguardávamos. Aécio explicou a razão do sumiço: fora visitar o ex-deputado Eduardo Azeredo, que na véspera havia renunciado ao mandato. Réu na ação penal do mensalão tucano que tramitava no Supremo Tribunal Federal, Azeredo, com seu gesto, conseguiu levar o processo à primeira instância, postergando o julgamento e mantendo-se distante dos holofotes, ao menos por ora. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido sua condenação a 22 anos de prisão por desvio de recursos na campanha eleitoral de 1998. No dia em que esteve com ele, Aécio limitou-se a comentar que Azeredo – como ele, também ex-governador de Minas –, é “um homem de bem” e estava “abatido”. E foi logo puxando outro assunto. 

Não foi por acaso que durante o voo Imbassahy me mostrou o vídeo de Aécio na fazenda. A divulgação na rede de uma cena familiar (ou um “conteúdo positivo”, no jargão dos marqueteiros) faz parte de uma operação de guerra. A campanha tucana se preocupa particularmente com os efeitos nocivos da internet para a imagem do candidato. Seus apoiadores discutem a possibilidade de criar um espaço virtual para publicar “todos os boatos” sobre o mineiro, com as respectivas respostas. A inspiração vem de Barack Obama, que fez uso desse recurso na campanha americana.

Aécio move processos contra o Facebook e os buscadores Google, Yahoo e Bing. Alguns tucanos consideram que a estratégia é um tiro no pé. O senador reitera que tem sido mal interpretado e que não há, nem nunca houve, nenhuma intenção de praticar censura.

O escritório de advocacia Opice Blum é um dos mais renomados do país nas questões sobre direito digital. Aécio o contratou como pessoa física e mantém os honorários em segredo. Dois processos contra o Facebook – um deles corre em sigilo de Justiça – pedem a retirada de perfis falsos de Aécio, que usam a primeira pessoa e incitam o uso de drogas.

“Aí não dá para admitir. Isso é criminoso”, me disse Juliana Abrusio, jovem advogada de 36 anos. Sentada em sua mesa, numa sala ampla que divide com outros advogados, ela sorvia um picolé Rochinha enquanto me explicava os processos. De acordo com Juliana, são vários perfis criados por “quadrilhas virtuais criminosas” para difamar a imagem do senador. A crítica, a divergência de opinião e até a zombaria são aceitáveis; “o crime, em hipótese alguma”, frisou.

 Saia justa até o joelho, meia fina, saltinho, camisa social rosa-clara, ao terminar o picolé Juliana fez um coque no cabelo e o prendeu com uma caneta. Explicou que o processo contra os buscadores da internet é referente “a uma mentira que espalharam na rede dizendo que o senador é acusado em ação judicial promovida pelo Ministério Público de ter desviado 4,3 bilhões de reais”. Essa “mentira”, disse Juliana, “foi disseminada na internet por meios ilícitos” (robôs, spams de comentários e outras táticas de guerrilha) “para influenciar os algoritmos desses sites de busca”. Quanto maior o interesse por um tema na rede, mais destaque ele ganha no buscador. O que o senador quer, enfatizou a advogada, é que essa combinação de palavras  “Aécio + desvio de R$ 4 bi” deixe de ser “oferecida espontaneamente pelos buscadores”. Ela insistia: “Não é censura. Não pedimos a retirada de nenhum conteúdo.” Não seria uma luta inglória? Ela admite que, se Aécio vencer as ações, os conteúdos vão continuar na rede. Mas ficaria mais difícil acessar tais notícias.

O caso dos 4,3 bilhões é intricado.

A promotora de Justiça Josely Ramos Pontes, que investigava a aplicação de recursos na Saúde durante o governo Aécio, em determinado momento descobriu que mais de 50% dos investimentos na área provinham de ações desenvolvidas pela Copasa, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Achou exagerado. No orçamento, o governo informava que havia transferido dinheiro à entidade para aplicá-lo em ações de saneamento. Uma auditoria mostrou, no entanto, que nos documentos contábeis da Copasa não apareciam tais recursos. Foi a partir dessa constatação que a promotora resolveu mover a ação de improbidade contra Aécio. Em janeiro deste ano, o procurador-geral de Justiça de Minas, Carlos André Bittencourt, entendeu que a promotora não poderia processar um governador e arquivou o caso, sem entrar no mérito. Josely recorreu em abril. “A toda sentença cabe uma apelação. A ação de improbidade ainda existe”, ela me disse por telefone. Não se trata, de acordo com a promotora, de uma ação para questionar o percentual de recursos aplicados na Saúde (que deve ser de 12% da receita estadual, segundo a Emenda 29). Há suspeita de desvio?, indaguei. “O que eu posso afirmar é que o estado não colocou esse dinheiro na Saúde. Os recursos aparecem na prestação de contas do estado, mas não foram gastos. A impressão que eu tenho é que esse dinheiro não existe, é uma invenção”, foi a resposta.

“Ele agora está louco para ser presidente e convencido de que vai chegar lá. Mudou muito. Isso é uma coisa curiosa, porque levou algum tempinho. E mais do que isso: ele se entusiasmou com a campanha e com a possibilidade de vitória”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando conversamos em seu apartamento no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Principal mentor da candidatura de Aécio em prol da renovação no PSDB, há alguns anos FHC tinha dúvidas sobre o real desejo do mineiro de encarar o projeto presidencial. Em agosto de 2007, ele disse a piauí: “Serra seria um bom presidente. Quebra-lanças. Aécio é mais conservador, acomoda mais. Isso dito, politicamente o Aécio é fortíssimo. Pode ser menos preparado que o Serra, mas é popularíssimo. […] Agora, o Aécio gosta demais da vida privada dele. Pode parecer banal, mas é assim que as coisas funcionam. Com a Presidência, muda tudo. Como ele não poderia mais ter a liberdade de que goza hoje, prefere pensar que tem tempo pela frente.”

Quase sete anos depois, FHC fez um adendo a seu diagnóstico. “Nisso o Aécio se parece comigo: ele não é muuuito apegado, ‘Eu quero ser isso, eu quero ser aquilo’. Ele não é assim”, disse, enfatizando o advérbio. “O que não quer dizer…”, refletiu, sem terminar a frase. E foi direto para a moral da história: “Eu também não era muito apegado. E fui presidente duas vezes.”

 No avião, em meio a leves turbulências, Aécio contou que “não queria de jeito nenhum” ser governador de Minas em 2002. Vivia um momento auspicioso no Parlamento, depois de ter sido eleito presidente da Câmara em 2001. Mas há sempre o imponderável. O então governador Itamar Franco enviou o ex-embaixador José Aparecido como emissário para convencer Aécio a disputar o governo com o apoio dele. Itamar tinha rompido com Newton Cardoso, o todo-poderoso do PMDB. Aécio avisou que aquilo não daria certo, porque Itamar era do mesmo partido de Newton. E fez uma proposta inusitada, imaginando que enterraria o assunto: a única possibilidade de considerar uma candidatura seria se Itamar deixasse o PMDB. Certo de que isso não ocorreria, embarcou para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, com uma namorada de Brasília e um casal de amigos. “Foi ótimo, eu estava leve, cachoeira, aquela energia. Voltei tranquilo, dirigindo uma caminhonetezinha que eu tinha, só nós quatro… Chegando em Brasília começa a aparecer o sinal do celular. Não sei quantos mil recados, telefonemas para a casa da Presidência da Câmara.” Itamar havia se desfiliado. “Todo aquele peso que a cachoeira tinha me lavado voltou de novo. E lá fui eu. Virei governador”, contou.

Misto de playboy carioca e menino do interior mineiro seria uma boa definição para Aécio, segundo quem o conhece bem. Quando seu pai, Aécio Ferreira da Cunha, foi fazer um curso na Escola Superior de Guerra, na década de 70, levou toda a família para o Rio. “Aecinho” completou 10 anos de idade na capital fluminense. Era surfista, gostava de moto. Nas férias em Minas, cavalgava. Frequentava badalações em resorts no Nordeste, agitos em Búzios e Angra dos Reis, mas também viajava para a fazenda em Cláudio, fazia cavalgadas até cidades vizinhas. Sempre gostou de jogar peladas de rua. Continuou prezando todos esses hábitos depois de ingressar na política. “Se você precisasse achar o Aécio num final de semana, era melhor desistir. Ele não atendia celular de jeito nenhum. Agora ele me deu um número e até liga pra gente, a qualquer hora e a qualquer dia”, me disse um deputado.

Cruzeirense fanático, quando adolescente Aécio pegava um ônibus no Rio para assistir aos jogos no Mineirão. Não perdia um. Dias depois da posse do primeiro mandato de governador, despediu-se dos ajudantes de ordens, tirou o terno e disse que iria sozinho ao estádio. Foi um fuzuê. O Gabinete Militar se viu obrigado a relaxar os padrões de segurança que adotava para adaptar-se aos hábitos de Aécio.

No Rio, o mineiro começou a cursar direito na Pontifícia Universidade Católica e economia na Cândido Mendes. Em 1982, aos 22 anos, cedeu aos apelos do avô para ajudá-lo na campanha ao governo de Minas. Transferiu o curso de economia para a PUC mineira e abandonou a faculdade de direito. “Se fosse um momento normal da vida brasileira, muito provavelmente eu não teria ido, não teria largado minha vida no Rio”, disse. Por influência do avô, também abortou o mestrado em Harvard, que estava engatilhado para 1985 – “Acho que nunca contei isso pra ninguém, quem sabe eu ainda realize esse sonho represado.” A carreira política começou formalmente em 1986, como constituinte, e se estendeu na Câmara dos Deputados por quatro mandatos consecutivos, até o final de 2002.

 Aos 54 anos, completados em março, Aécio é – ou foi, segundo os que sustentam sua candidatura – uma pessoa boêmia. Durante muitos anos era figura assídua em sites de fofocas de celebridades. Além das namoradas do mundo pop – atrizes, modelos, colunáveis –, em diversas ocasiões apareceu na noite com amigos badalados, entre eles o ex-jogador Ronaldo Nazário, o empresário Alexandre Accioly e o apresentador Luciano Huck. “Mudei para o Rio há quinze anos. Conheci muita gente na Cidade Maravilhosa, mas construí poucas e sólidas amizades, que não enchem a palma de uma mão. Aécio é uma delas”, disse Huck por e-mail no final de um dia cheio de gravações na Globo. O animador televisivo confirmou que ele e Aécio se veem com frequência. Disse que não falam de política nos momentos de lazer. Destacou a lealdade e a capacidade do mineiro de ouvir e declarou sem titubear seu voto. “Sem dúvida, acho Aécio a melhor opção para colocar o país no caminho de uma nação mais bacana de se viver.” Na última semana de maio, Ronaldo também tornou público seu voto no tucano.

Numa reportagem de 2008 intitulada “Menino do Rio”, a revista Época fez um roteiro dos bares e restaurantes cariocas que o governador Aécio frequentava. Trazia fotos de baladas em que o político fora visto e de mulheres com quem havia se relacionado. No texto, o publicitário Nizan Guanaes palpitava sobre as chances de Aécio vencer uma disputa presidencial: “Ele tem o charme do JK e o jogo de cintura do Tancredo. Só faltam uns fios de cabelo branco e uma primeira-dama para ele assentar.” Aécio respondia que a madeixa branca apareceria com o tempo. “Mas casar?! Prefiro apoiar o Serra.”

 Aécio foi casado durante sete anos com a advogada Andréa Falcão, com quem teve a filha Gabriela, em 1991. Separaram-se em 1998. Tentaram uma reaproximação dez anos depois do divórcio, mas não vingou. A ex-miss Natália Guimarães foi apontada como o pomo da discórdia. Hoje casada e mãe de gêmeas, Natália prefere não falar. Com vários fios grisalhos, Aécio casou-se com a modelo Letícia Weber, de 34 anos, em outubro do ano passado, numa cerimônia quase secreta, após de cinco anos de namoro. A imprensa só ficou sabendo dias depois. A modelo está grávida de gêmeos.

Em novembro de 2009, o jornalista Juca Kfouri publicou em seu blog uma nota que tirou Aécio do prumo. Escreveu que testemunhas viram o senador tucano dar um safanão em Letícia numa festa do estilista Francisco Costa, da Calvin Klein, na piscina do Hotel Fasano, no Rio. Aécio negou e disse que processaria o jornalista por calúnia. Nunca o fez. Kfouri manteve a informação, apesar das contestações do ex-governador. Nunca vieram à tona fotos, vídeos ou testemunhas que confirmassem o caso. Seis dias antes, uma nota similar havia sido postada no site Glamurama, da colunista Joyce Pascowitch. A jornalista não citava nomes. Só falava de “tapa na cara” da moça, “que revidou”.

Juca Kfouri respondeu de forma lacônica a perguntas que lhe enviei por e-mail. Disse que não tem mais contato com as testemunhas que lhe relataram o fato do Fasano, mas mantinha o que escrevera. E confirmou que Aécio nunca o interpelou judicialmente. Ficou por aí. “Meus advogados me orientaram a não tocar neste tema”, concluiu o jornalista.

Internada desde o final de maio na clínica Perinatal, no Rio, sob observação e cuidados depois que teve contrações inesperadas com quase seis meses de gestação, Letícia me enviou uma mensagem por torpedo. “Toda essa mentira foi um grande absurdo”, disse, referindo-se à noite do Fasano. “Me impressiona a maldade de pessoas que se especializam em tentar destruir a reputação de adversários, disseminando esse tipo de coisa na internet. A vida do Aécio, pública e privada, é honrada e imune a esse tipo de mentira.”

Aécio admitiu que sua relação com Letícia teve “idas e vindas”, como a de muitos casais, mas hoje é “muito madura”. “Estou achando lindo ser pai novamente. Estou feliz em casa.” Disse que os gêmeos o deixam “renovado, vigoroso e jovem”. E definiu assim seu momento pessoal: “Eu dei muita sorte na vida. Tenho uma filha extraordinária, tenho uma relação fantástica com minha ex-mulher. Ela é minha parceira querida, amiga, uma mãe maravilhosa, convive comigo, eu convivo com ela. Minha mãe é uma coisa única no mundo, presente o tempo inteiro. Tenho uma irmã maravilhosa, sempre com uma solidariedade e uma generosidade que ultrapassam qualquer limite. A Andrea, que você conheceu…”

Encontrei Andrea Neves no início de abril, no restaurante do Minas Tênis Clube, tradicional reduto frequentado pela elite belo-horizontina. A poucos metros do Palácio da Liberdade, o local, fundado em 1935, está fora da rota de badalações e perdeu o glamour do passado. De cabelos lisos e longos, blusa branca, echarpe discreta, calça preta e óculos de grau, Andrea Neves é uma pessoa silenciosa até no visual. Tanto que seu único enfeite eram os delicados brincos de pérolas. Ela se dirigiu para a varanda e ocupou a mesa de sempre, num canto. Explicou-me que ali sente a energia fluir melhor. Seu pai costumava fazer reuniões políticas no restaurante.

Avessa a entrevistas e exposições, Andrea se assume como uma mulher dos bastidores, da articulação política. Fala baixo e com delicadeza, mas quase sem pausa, puxando o s com afinco – “No Rio dizem que não tenho sotaque, aqui dizem que sou carioca, então resolvi dizer que sou de Juiz de Fora.” Um ano mais velha que o irmão, hoje com 55 anos, foi militante quando jovem e ajudou a fundar o PT no Rio, numa época em que Aécio se ocupava mais de sua prancha. Quando Tancredo chamou o neto em 1982, Andrea não perdeu tempo. “Vim junto, de enxerida.” Desde então ela é o esteio político do irmão. Adversários e mesmo aliados do tucano a chamam de “Goebbels das Alterosas” e “Golbery do Aécio”, alusões ao poder do ministro da Propaganda de Hitler e à iminência parda do governo Geisel.

No primeiro governo do tucano em Minas, no início de 2003, Andrea foi nomeada coordenadora de um grupo de comunicação que reformularia toda a estratégia de marketing no estado. Deu coesão a campanhas e peças publicitárias e pôs em prática a política de distribuir a propaganda oficial entre todos os veículos, ainda que o preço de cada um deles pudesse variar.

“Não há o que atacar na vida privada do Aécio”, afirmou Andrea, entre uma garfada e outra de polvo a vinagrete, que naquele dia “não estava muito bom”, comentaria depois. “As pessoas podem ou não gostar do estilo de vida dele, mas não há razões para ataque”, prosseguiu. “A grande prova disso é que, para atacar, as pessoas precisam inventar, caluniar. Aécio tem uma vida pública de trinta anos. Se houvesse alguma coisa na biografia dele que pudesse sustentar algum tipo de ataque, você não acha que, há muito, já teria sido usada?”, indagou. “Por que a política não pode ser feita com alegria, leveza e integridade?”, perguntou em seguida.

“Leveza” e “alegria” são palavras-chave no repertório do aecismo. Dias antes de falar com Andrea, Anastasia havia me dito que a campanha será “à la JK, leve, sorridente, para cima, animada”. O “lado festeiro” de Aécio, enfatizou o ex-governador, agora candidato ao Senado, “é uma vantagem, um ponto positivo. Dá a ele um aspecto humano. É uma pessoa que se diverte, é feliz”.

No restaurante Andrea disse coisa parecida, traçando uma espécie de genealogia do estilo político do irmão: “Aqui em Minas, o universo político, ainda hoje referenciado nas raízes do PSD e da UDN, registra a grande diferença no modo como os dois partidos fazem política. No PSD, a política era feita com alegria, bom humor, sem ser considerada um fardo. Nessa escola estariam Tancredo e Juscelino. Já a UDN tinha uma postura mais severa, mais pesada, o discurso dos grandes sacrifícios pessoais feitos em nome do povo.”

Semanas mais tarde, o publicitário mineiro Paulo Vasconcelos, que vai coordenar a comunicação da campanha, voltaria ao tema. “O Aécio traz na leveza de ser uma matéria-prima que pode ser explorada tanto para o bem quanto para o mal”, disse.

Em dois momentos Andrea pareceu se emocionar. Suspirou fundo e ficou segundos em silêncio, mirando o horizonte, ao falar da morte de Tancredo. “Eu acho que a decisão do Aécio de entrar na política foi tomada ali. De alguma forma ele selou ali um compromisso. Como nunca fizemos terapia, não sei se é isso”, disse, soltando a seguir uma risada contida. O segundo momento em que o choro se insinuou veio quando ela mencionou o câncer do primeiro marido e o “apoio incondicional” que recebeu de Aécio na ocasião.

Confrontado com a suspeita da irmã de que sua decisão de abraçar a vida pública estava relacionada à morte do avô, o senador tucano disse que foi exatamente o contrário: “A morte dele quase me tirou da política. A vida dele e o convívio que eu tive com ele é que foram preponderantes para me colocar na política. Eu pensava: O que eu vou fazer em Brasília, num governo Sarney? Não tenho nada a ver com esse pessoal. Aí eu fiquei naquela dúvida, se ficava ou não.” O primo Francisco Dornelles, hoje senador pelo PP, o convenceu a ficar em Brasília. Aécio ocupou uma diretoria da Caixa Econômica Federal durante um ano.

No final do nosso encontro, perguntei a Andrea por que ela nunca tinha se candidatado a nada. “Acho que existem várias formas de fazer política. Eu faço política. Nunca quis disputar uma eleição, acho que por pura timidez.” Seria ministra? “Tenha dó!”, gargalhou. Uma coisa é certa: Andrea se muda para Brasília se Aécio vencer. E, dentro ou fora da Esplanada, vai comandar a comunicação do governo.

Desarticulada, a oposição mineira passou anos assistindo ao reinado de Aécio. O PT engoliu o Lulécio (o voto casado em Lula e Aécio), o Dilmasia (os eleitores que escolheram Dilma e Anastasia) e o Pimentécio (a inusitada união do ex-prefeito petista Fernando Pimentel e Aécio para levar Marcio Lacerda à prefeitura da capital). “Aécio sempre incentivou esses bichos esquisitos em Minas”, contou o deputado estadual Rogério Correia (PT), um dos principais opositores do tucano. Agora rompido com Aécio e candidato ao governo do estado, Pimentel tem dificuldades para atacar o ex-aliado.

Foi somente em 2011 que uma oposição mais estruturada começou a surgir, com o nome de “Minas Sem Censura”. Atualmente o bloco parlamentar reúne 21 deputados – do PT, do PMDB e do PRB. Pouco numerosos, mas muito barulhentos, atuam sobretudo via internet. Mantêm um site em que denunciam indicações políticas em estatais, reproduzem insatisfações do funcionalismo, dão voz a suspeitas de irregularidades em obras e parcerias público-privadas, além de baterem na tecla da “mordaça” que o governo mineiro impõe ao Judiciário, ao Ministério Público e, sobretudo, à imprensa.

Em 2006, a blindagem do governo foi tema de documentário de um estudante de jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG. O trabalho de conclusão de curso de Marcelo Baêta teve audiência inesperada na rede e repercutiu fora do país. Trazia depoimentos de jornalistas de peso, como o ex-diretor da Globo local Marco Nascimento, entre outros comentaristas e editores. Todos diziam sempre a mesma coisa: havia coerção do governo sobre a mídia. E mais: teriam sido demitidos depois de relatar episódios contrários aos interesses do governo.

Nascimento conta que havia sido contratado pela Globo com a missão de proteger o jornalismo de eventuais assédios políticos em Minas. O Jornal Nacional reproduziu uma reportagem sobre a disseminação do crack e a incapacidade da polícia de coibir o consumo da droga no estado. Andrea convidou-o para um almoço, durante o qual, na versão dele, disse que o momento era difícil para o governo. Depois desse contato, as reclamações continuaram e chegaram à direção da emissora no Rio. Ele perdeu o emprego. Em nota divulgada à época e reproduzida no documentário, a Globo alegou ser “comum que um profissional demitido procure desculpas além de seu desempenho profissional ou do seu comportamento pessoal para justificar sua saída”. […] “A isenção do nosso jornalismo não pode ser medida por teorias conspiratórias baseadas no ressentimento, mas pelo que levamos ao ar e é julgado permanentemente pelo nosso público.” Agora chefe de redação do SBT, o jornalista não retornou os contatos telefônicos feitos por piauí.

Produtor independente, com passagem pela Bloomberg, BBC e CNN, o jornalista Daniel Florêncio vive em Londres há mais de uma década. Contratado pela Current TV – experimento digital bancado por Al Gore para produzir documentários –, Florêncio fez em 2008 o vídeo Gagged in Brazil (Mordaça no Brasil), sobre a “censura em Minas”. Na esteira do filme de Baêta, esse também teve impacto. Além de reproduzir as histórias relatadas por Baêta, Florêncio coletou alguns depoimentos de jornalistas que pediram o anonimato.

O PSDB mineiro enviou uma carta a executivos da Current TV em São Francisco, nos Estados Unidos, pedindo que o vídeo fosse retirado do ar. “Queriam saber quem eram minhas fontes, de onde vinham minhas informações”, ele me contou por Skype. O jornalista deu as explicações a seus superiores e o documentário voltou a ser exibido depois de um mês. Na época em que fez o vídeo, Florêncio ofereceu à assessoria de imprensa de Aécio espaço de resposta, mas, segundo contou, “o approach deles foi agressivo”. Meses depois, colegas mineiros vieram lhe perguntar quanto ele havia embolsado do PT para produzir a peça. “A elite belo-horizontina cabe no salão de festas do Minas Tênis Clube. Querem chegar ao poder com ele”, disse, preferindo não citar nomes, sobre o comportamento da imprensa local.

O jornalista esportivo Ulisses Magnus, que é mencionado no documentário de Baêta, hoje trabalha na Record do Rio. No vídeo, ele relatou sua demissão da Rede Minas, a tevê pública do estado. Então presidente do Cruzeiro, o atual senador Zezé Perrella (pdt) não gostou de uma reportagem em que o técnico Vanderlei Luxemburgo esculhambava um jogador e disse a Magnus que assim que Aécio assumisse ele seria demitido. Três meses depois da posse, coincidência ou não, o editor perdeu o cargo. “Me demitiram pelo episódio. Mas não posso jogar pedras nem acusar. O que eu sei é que esse governo investe bastante em publicidade e existe patrulhamento sobre o que se diz ou não”, sustentou Magnus, numa rápida conversa por telefone. Despediu-se de forma curiosa: “Cuidado aí, só isso.”

Andrea Neves considera estapafúrdias as acusações. Quando conversamos, ela me adiantou que não falaria sobre esse tema – já havia acumulado um desgaste pessoal excessivo, tantas eram as informações infundadas. Para a família, a intriga da censura é o único discurso que a oposição encontrou para macular a imagem de Aécio. Na avaliação da equipe do candidato, nenhum dos dois vídeos foi feito com rigor jornalístico, nenhum merece credibilidade.

O tema, no entanto, tira Aécio de seu habitual bom humor. Ao comentar o assunto, foi um dos raros momentos em que ele elevou o tom de voz. “Desde que eu nasci ouço essa história de que a imprensa mineira é complacente. Isso é dito principalmente por quem não lê a imprensa mineira”, disse. “Os mineiros também são críticos e censura é uma lenda urbana”, prosseguiu, passando a analisar o comportamento dos três principais jornais do estado: “OTempo me critica mais que a imprensa nacional; o Hoje em Dia nem conta porque é menorzinho; e o Estado de Minas sempre teve posição pró-governo pelo seu tipo de jornalismo, que não é um jornalismo de questionamento.”

Fundador do Tempo e do Super Notícia (diário popular vendido a 25 centavos), o ex-tucano Vittorio Medioli me disse que seu jornal atua com independência e critica todas as esferas de governo. “Aécio Neves se mostrou várias vezes incomodado, mas não mudamos nossa atitude.” Acrescentou que o senador cultiva uma relação pessoal e intensa com a imprensa – “uma importância talvez excessiva” – que lhe permitiu ter “trânsito privilegiado” em alguns veículos. Disse ainda que a assessoria de Aécio é rápida nas respostas, sobretudo em momentos de crise. “Ele é muito solícito e preocupado em não deixar que prosperem dúvidas a respeito da imagem dele. É muito persistente em exigir que a versão dele apareça.” Aécio “conhece o processo midiático como poucos políticos”, enfatizou Medioli.

É “primário, ridículo, absurdo” pensar que ele ou Andrea ordenem demissões, me disse Aécio. Alegou ser um dos personagens políticos “mais atacados pessoalmente e de forma leviana” pela mídia que é “sustentada com recursos do governo federal”. E completou: “Nunca liguei para diretor de jornal para criticar jornalista, quanto mais para pedir demissão. Eu posso até ligar para o jornalista e dizer: ‘Olha, está errada essa tua informação.’ Isso eu faço. Mas ligar porque o cara publicou algo contra mim? Zero”, finalizou, já com o tom de voz normalizado.

Minas Gerais será a vitrine de Aécio na campanha. Ele não se cansa de frisar que colocou as finanças do estado em ordem, de mencionar o chamado “choque de gestão” ou o “déficit zero”. Em seu primeiro mandato, governou com dezessete secretarias, cinco a menos que o antecessor Itamar Franco, extinguiu quase 3 mil cargos comissionados, reduziu os salários dos secretários e o dele próprio, e passou a remunerar servidores conforme a qualificação e o cumprimento de metas. O tucano costuma apresentar Minas como um oásis do crescimento, mas o fato é que o PIB mineiro, segundo o IBGE, seguiu pari passu o PIB nacional de 2003 a 2010, com pequenas oscilações. O governo do estado divulga o “crescimento chinês” de 8,9% em 2010, mas não faz questão de lembrar que no ano anterior, 2009, o PIB do estado havia diminuído 4%.

À frente da secretaria de Planejamento de Aécio no primeiro mandato, Anastasia dizia na época que a dramaticidade da palavra “choque” não era retórica, mas sim o termo apropriado diante da necessidade de mudanças abruptas num estado marcado pela desordem fiscal. Minas tinha déficit de 2,4 bilhões de reais, salário do funcionalismo escalonado, décimo terceiro atrasado. Como o governo Itamar havia decretado a moratória do pagamento da dívida com a União e não honrara contratos internacionais, era difícil atrair investimentos para o estado.

Aécio adotou medidas pouco populares para atingir o equilíbrio orçamentário. No primeiro ano de seu governo, cortou investimentos, reduziu despesas de custeio, congelou salários do funcionalismo e reviu abonos. Na outra ponta, o estado investiu em parcerias com o setor privado, sobretudo na Saúde e no setor prisional. No ano passado, Minas inaugurou seu primeiro complexo penitenciário administrado pela iniciativa privada, modelo controvertido nos países em que é aplicado. (Nos Estados Unidos, por exemplo, ele é considerado um estímulo à superpopulação carcerária, já que, para que o negócio seja rentável, o poder público precisa garantir um número mínimo de detentos.)

Antes de deixar o governo, Anastasia divulgou um decreto voltando a cortar para dezessete o número de secretarias, que já havia superado as 22 do tempo de Itamar – eram dezenove secretarias fixas e quatro extraordinárias, que, segundo a versão oficial, não aumentavam o custeio. O recuo foi decidido às pressas para não desmoralizar o discurso do presidenciável. O sucessor de Aécio cortou também às pressas os cargos comissionados, que aumentaram 92% (de 2 230 para 4 286) entre dezembro de 2003 e janeiro deste ano. O governo argumenta que esse acréscimo foi justificado pela ampliação dos serviços públicos.

 Se, por um lado, são reconhecidas mudanças positivas na gestão em Minas, também não faltam críticas aos abusos de marketing. Autores do livro A Dívida Pública do Estado de Minas Gerais, os economistas Fabrício Augusto de Oliveira e Claudio Gontijo argumentam que Minas saiu do fosso fiscal em parte porque o país começou a crescer mais a partir de 2004, o que trouxe receitas inesperadas para o estado. O livro foi escrito para subsidiar uma frente parlamentar para a renegociação da dívida estadual presidida por um deputado do PT, com base numa consultoria técnica sobre o orçamento mineiro que Oliveira prestou ao Tribunal de Contas do Estado até 2010.

“Déficit zero é marketing e um conceito destituído de significado porque o governo de Minas inflava as receitas de um lado e subestimava as despesas de outro”, disse Oliveira, ex-professor da Unicamp e da UFMG. No lado da receita, afirmou, o governo de Aécio lançava dívidas contratadas, ou seja, dinheiro que teria que pagar em longo prazo. “Dívida não é receita, você apenas tem um equilíbrio momentâneo.” Do lado das despesas, o governo omitia o que não conseguia quitar do contrato da dívida do estado com a União (juros, encargos, amortização). “Minas decretou moratória em 1999. O cara vai chegar como mágico e equilibrar as finanças?”, perguntou Oliveira, que foi secretário da Fazenda adjunto de Itamar.

Aécio costuma dizer que a situação do estado era tão caótica que não havia possibilidade de eleger prioridades, mas sim “a” prioridade. “E foi a educação”, afirmou. Ele vai explorar na campanha o fato de a educação básica em Minas ter obtido a melhor nota do país no Ideb, o indicador criado em 2007 pelo Ministério da Educação para avaliar o desempenho dos alunos em português e matemática. No último ranking, relativo a 2011, Minas ficou com 5,9, contra 5 da média nacional.

O escritório da Gávea Investimentos fica num prédio moderno de uma das ruas mais movimentadas do Leblon, na Zona Sul do Rio. As portas se abrem com sistema biométrico (impressões digitais), como nos laboratórios do seriado americano CSI.

 

 

É ali que trabalha Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central de FHC. Crítico agudo e por vezes exaltado da política econômica do governo Dilma Rousseff, ele se tornou o principal fiador de Aécio Neves na área econômica, uma espécie de âncora do discurso da austeridade fiscal.

“Espere três minutos, por favor”, ele disse, entreabrindo a porta da sala de reunião onde eu o aguardava. Voltou exatamente 180 segundos depois – cronometrados.

O economista trabalha em média treze horas por dia e abriu mão de parte de suas tarefas para se dedicar ao projeto presidencial tucano. Ainda se ocupa do plano de construção do campo de golfe olímpico e dos esforços para inaugurar uma unidade do Hospital Sírio-Libanês no Rio. “Também sou consumidor da produção acadêmica”, completou. Atualmente conclui a leitura de O Capital no Século XXI, o best-seller do economista francês Thomas Piketty.

 À campanha eleitoral, Armínio Fraga destina pelo menos três horas por dia. Com 56 anos, Armínio, como é chamado, ainda não pretende deixar a Gávea, empresa que criou em 2003 e atualmente administra investimentos de 15,2 bilhões de reais. “Eu não vou redigir programa e tampouco me envolvo em questões de captação de recursos para a campanha”, disse, justificando ser razoável o tempo dedicado a Aécio. “Ele ganhando, e penso que ele tem tudo para ganhar, certamente aí eu vou ter que me desligar”, antecipa o ex-presidente do Banco Central. Armínio Fraga deve ser o ministro da Fazenda se Aécio Neves chegar ao Planalto. Por ora, ele se limita a dizer que “com certeza consideraria ir para Brasília”.

 Calvo, cavanhaque e rosto redondo, Armínio tem uma expressão viva quando conversa. Consegue ser ao mesmo tempo elétrico e sereno. Ele e Aécio se comunicam diariamente por e-mail e com frequência por telefone. Encontram-se pelo menos duas vezes por mês. Para Armínio, é uma convivência parecida com a que mantinha com FHC. “Mesmo nos piores momentos preserva-se um bom humor e há espaço para uma convivência minimamente agradável. E sempre profissional”, disse.

 A parceria com o investidor George Soros, para quem trabalhou no Soros Fund Management, rendeu a Armínio duras críticas do PT quando ele se integrou à equipe econômica, no furacão de 1999. Foi identificado como a “raposa que tomava conta do galinheiro”. Ele sente indisfarçável orgulho do ajuste fiscal implementado na época. Lembrou que o Brasil foi obrigado a abandonar a paridade cambial e o momento era de absoluta incerteza. “A previsão de crescimento do PIB era de menos 4%, e a previsão de inflação estava dispersa entre 20% e 50%. Se a inflação passasse de 10%, iria reindexar tudo. Introduzimos um sistema de metas, foi necessário apertar a política monetária, as expectativas se acalmaram. O investimento, que vinha devagar, represado, voltou. O consumo voltou e a economia andou”, resumiu.

 Um dia antes de conversar com investidores financeiros em São Paulo, no final de abril, Aécio jantou com Armínio Fraga para calibrar o discurso. Se para o mercado financeiro sua presença na campanha tucana é um conforto, para o PT virou munição. O partido associa os colaboradores de FHC e o “ajuste fiscal” a recessão, desemprego, redução de salários e corte de programas sociais. Aécio ajudou os petistas quando declarou a empresários mineiros, durante um almoço, que fará tudo o que for preciso para colocar o país no rumo, até mesmo adotar “medidas impopulares”.

 Precisa “ir com jeito”, disse FHC. “Não dá para repetir o que eu fiz. Tem que fazer outras coisas. Os desafios são de outra natureza. Além de restabelecer a credibilidade do governo e das contas públicas, o central é educação, infraestrutura e segurança”, resumiu. E acrescentou: “Tem que modular esse discurso. Não são [medidas] impopulares. Tem que dizer outra coisa: ‘Eu vou resgatar o poder de compra do salário do povo.’ Tem que ser objetivo.”

  pior, na verdade, já aconteceu, me disse Armínio Fraga, na tentativa de reverter o impacto negativo da frase de Aécio. “Conduzir os assuntos fiscais do país de maneira bagunçada só traz confusão e sofrimento. Não serve para nada.

O país vive um momento de inflação alta e baixíssimo investimento”, disse. No fim, rejeitou a pecha de “neoliberal”. “Eu sou liberal com coração à esquerda”, falou.

 Voltei a tocar no tema “medidas impopulares” com Aécio no dia em que ele jantou com Armínio Fraga em São Paulo. Ele foi categórico em dizer que, se eleito, manteria a política de reajuste do salário mínimo conforme o crescimento do PIB. Na época, o PT já estava explorando uma entrevista que Armínio deu ao Estado de S. Paulo em meados de abril. Nela, reconhecendo a delicadeza do tema e sem avançar em propostas, o economista disse que “o salário mínimo cresceu muito ao longo dos anos” e que até líderes sindicais reconheciam que o salário em geral “precisa guardar alguma proporção com a produtividade, sob pena de, em algum momento, engessar o mercado de trabalho”.

Em relação a programas sociais, Aécio foi inicialmente vago: “Vamos avaliar melhor vários programas que estão aí? Vamos. Vamos ver qual é o efeito e a consequência de cada um deles.” E antes que eu formulasse nova pergunta,  antecipou-se: “Eu não vou cair nesta armadilha do ‘nós vamos cortar programas sociais’. Porque nós não vamos. Nós vamos é qualificá-los. Nós vamos evitar o desperdício.” O senador apresentou em 2013 um projeto de lei que transforma o Bolsa Família em programa de Estado. Foi uma das suas principais iniciativas no Senado até o momento.

O PT se recusa a votar a proposta para não dar palco ao tucano.

 Aécio Neves apresentou no Congresso o esboço de sua plataforma de governo no dia 17 de dezembro do ano passado, uma terça-feira. Composto de doze itens, o documento se organizava em torno de três eixos: confiança, cidadania e prosperidade. Seis dias antes, o tucano havia reunido trinta jornalistas para um jantar em Brasília, no Piantella, tradicional reduto de políticos. No restaurante, fez questão de marcar posição em favor da ética. “Se tiver alguém do PSDB que recebe propina e se isso ficar provado, tem que ir para a cadeia também”, disse aos repórteres. Era uma referência ao Caso Alstom, o escândalo de corrupção no metrô de São Paulo. Aécio estava na ofensiva. Havia escolhido justamente aquela semana para colocar sua candidatura na mídia.

Entre o jantar de quarta-feira com os jornalistas e o discurso na Câmara na terça subsequente, havia uma pedra no meio do caminho. Atendia pelo nome de José Serra. Coincidência ou não, o eterno presidenciável tucano publicou no domingo, dia 15, um artigo na página três da Folha de S.Paulo. O título: “Drogas pesadas no Brasil, inépcia e ideologia.” A primeira frase dizia: “O debate sobre o consumo de cocaína no Brasil pode e deve ser uma pauta em 2014.”

É difícil encontrar no PSDB quem queira falar do assunto. Também é difícil encontrar no partido quem não tenha interpretado o texto como um golpe – e baixo, segundo muitos – contra Aécio. Após contatos por e-mail e telefonemas, Serra alegou, por intermédio de um assessor, falta de tempo e agenda lotada, preferindo não se pronunciar sobre a candidatura do correligionário.

As insinuações de que Aécio já usou cocaína o acompanham há tempos. A internet costuma ser a arena em que isso mais aparece. Com a disputa eleitoral, o assunto recrudesceu na rede. No dia 25 de maio a Folha de S.Paulo revelou que foram enviadas de um computador da Prefeitura de Guarulhos, controlada pelopt, postagens para o perfil “Aécio Boladasso”, um dos vários no Facebook que se passam por Aécio e fazem a apologia do uso de entorpecentes ou tratam do assunto com deboche. O PSDB levou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral. No final de maio, o tucano estava de passagem por Porto Alegre, para apoiar o lançamento da candidatura da senadora Ana Amélia, do PP, ao governo do estado. A repórter Letícia Duarte, do jornal Zero Hora, foi direto ao ponto: “Seus adversários têm difundido uma série de informações acusando o senhor de ser usuário de cocaína. Queria saber como o senhor responde a isso e qual a política de drogas do seu governo.”

Aécio pareceu surpreso. A resposta veio longa: “Você sabe que existe hoje um submundo da política, nas redes. Anonimamente, fazem qualquer tipo de acusação sobre os adversários, esperando que alguém, talvez desavisadamente, com um pouco mais de credibilidade, possa trazer esse tema ao jornalismo sério. O que nós assistimos hoje é uma guerrilha da internet.” A seguir passou a falar de si: “Eu tenho uma história de vida, talvez você não conheça, da qual me orgulho muito, absolutamente digna e honrada, e talvez tenha sido isso que tenha me trazido até aqui.”

Defendeu o aumento das penas para traficantes de drogas e na sequência recorreu a uma imagem futebolística para se defender: “Quanto a acusações como essas, e outras que vão surgir, eu fico me lembrando de juiz de futebol. Todo mundo conhece futebol, né? No futebol o juiz tem duas mães: uma que vai para o campo, quando ele erra o impedimento, ou quando marca um pênalti que não foi. E tem aquela que fica em casa, preparando a macarronada, vendo o final do jogo, passando o uniforme dele para o jogo seguinte. Essa é a mãe real… Aquele… Esse Aécio acusado… Eu me especializei… Como é teu nome?”

 “Letícia”, disse a jornalista.

 “Letícia… um nome que me inspira muito”, comentou Aécio, numa alusão a sua mulher. “Eu, ao longo dos últimos quinze anos, me especializei numa coisa, talvez você não saiba… Em derrotar o PT.”

Aos 33 anos, Letícia Duarte venceu o Prêmio Esso de Reportagem em 2012. Naquele dia, antes de fazer a pergunta ao candidato, debateu com colegas da redação se seria relevante ou não tocar no tema. “Achamos que era. Não por uma questão moral. Tem todo um burburinho circulando de que ele seria usuário de cocaína e isso passou a ser relevante a partir do momento em que ele assumiu uma postura pública [sobre drogas]”, me disse. Depois do episódio, a jornalista recebeu uma avalanche de comentários agressivos em seu Twitter, a maioria de blogs anônimos. “Eles se referiam a mim como ‘fulaninha’ e diziam coisas do tipo: ‘Você acha que porque é jornalista pode perguntar qualquer coisa: então vou perguntar se você dá a bunda, se você dá o cu.’” E encerrou: “Parecia ação orquestrada para me desmoralizar.”

 “Hein? Essa é a pergunta que você está doida para fazer, né?”, reagiu Aécio quando lhe perguntei no início de maio se já havia consumido drogas. “Quando eu tinha 18 anos, sim, experimentei.

E ponto final.” Voltei ao assunto dias depois. Por e-mail, pedi que fosse mais explícito sobre o tipo de drogas que experimentou na juventude. Aécio não quis falar por telefone e mandou a resposta também por e-mail: “Eu tenho uma posição clara contra o uso de qualquer tipo de droga. Quando o presidente Obama, e outros políticos no mundo, reconheceram com sinceridade que haviam experimentado maconha na juventude, deram uma contribuição relevante para que debates importantes para a sociedade pudessem acontecer. Quando jovem, experimentei maconha e não recomendo que ninguém faça o mesmo. Como parlamentar, eu tenho posição claramente contrária à proposta de descriminalização do uso da maconha.”

Ao longo da reportagem, assessores, políticos e pessoas próximas de Aécio queriam saber com insistência se a revista também perguntaria ao candidato Eduardo Campos, do PSB, se ele já usou cocaína.

O assunto permeia a campanha de tal forma que empresários, em rodas reservadas, se questionam sobre o impacto da vida privada de Aécio na eleição. Um tucano que defende a candidatura do mineiro, mas que com ele nunca teve intimidade, o interpelou sem rodeios no início do ano e quis saber sobre o suposto consumo de drogas. A sondagem serviria para avaliar se ele se somaria aos colaboradores da campanha. Aécio não reagiu com indignação e também foi direto: “Fui jovem, gosto de mulher, mas nunca fiz nada incompatível com minhas funções públicas”, disse Aécio, segundo descreveu a fonte, que pediu que sua identidade fosse preservada.

Na lista de constrangimentos de Aécio consta o episódio de 2011, quando foi pego numa blitz da Lei Seca no Leblon, nas imediações de seu apartamento. Estava com a carteira vencida e não soprou o bafômetro. Em nota, o governo do Rio disse que Aécio preferiu não fazer o teste. A assessoria do senador afirmou que ele providenciou imediatamente um motorista para conduzir o carro e julgou “não ser necessário se submeter ao bafômetro”. Aécio pagou a multa por infração gravíssima – por se recusar a fazer o teste –, de 957,70 reais, e de 191,54 reais pela habilitação vencida. Disse que teria soprado o aparelhinho se sua habilitação não estivesse vencida.

 O publicitário Paulo Vasconcelos lembrou que o tema drogas já havia surgido na disputa pelo governo de Minas em 2002. “O Newton Cardoso botou um comercial no ar insinuando que um dos candidatos cheirava cocaína. E o comercial, com toda sutileza, sinalizava que era o Aécio. O Aécio ganhou no primeiro turno”, disse Vasconcelos, que conduziu todas as campanhas vitoriosas do tucano.

 Anos depois, em 2008, no jogo Brasil e Argentina, no Mineirão, Aécio foi surpreendido por um canto inusitado da torcida: “Ô Maradona/Vai se foder/

O Aécio cheira mais do que você.” Jornalistas esportivos que presenciaram a cena relembram que Aécio atribuiu o fato à torcida atleticana, rival do seu Cruzeiro. Mais uma vez, ignorou o episódio.

“É claro que tem uma turma que acha ótimo dizer que ele mexe com drogas, trafica, que leva diamante para fora do país, que ele bate em mulher”, disse Vasconcelos. “Mas todos em Minas sabem quem é Aécio Neves”, logo acrescentou. “Porém, quando você vai para um mundo onde ele é desconhecido, isso se torna um problema. Claro que é um problema. Claro que é desconfortável. A pergunta é: como é que você responde a isso?”

Aos 54 anos, Vasconcelos vai dirigir uma campanha presidencial pela primeira vez, apesar da vasta experiência com marketing político. Além dele – e de Andrea Neves – estão na equipe outros publicitários de peso: PC Bernardes (ex-África, de Nizan Guanaes), Guillermo Raffo (argentino que trabalhou com João Santana e Duda Mendonça) e Pablo Nobel (o argentino que integrava a equipe da campanha de Lula em 2002).

Afável, brincalhão e falante, Vasconcelos me recebeu numa produtora em São Paulo, no final de uma manhã de abril. Atrasou-se porque estava conversando com o ex-governador Alberto Goldman, que Aécio designou como coordenador de sua campanha em São Paulo.

 Afinado com José Serra, Alberto Goldman é o vice-presidente nacional do PSDB. Vai trabalhar por Aécio ao lado do vereador Andrea Matarazzo, também um ferrenho serrista, escolhido para articular a candidatura presidencial tucana na capital. A indicação de ambos foi uma sugestão de FHC, de Alckmin e do senador Aloysio Nunes Ferreira, nome mais cotado para ocupar a vaga de vice na chapa. Detectou-se que era preciso conter na origem a sabotagem interna. “Se a maioria do PSDB bentendeu que ele deve ser o candidato, é porque ele é o melhor candidato. A minha opinião sobre isso não tem a mínima importância”, disse Goldman.

O ex-governador de São Paulo conviveu com Aécio no Parlamento. Não o apoiou na disputa pela presidência da Câmara em 2001, nunca se frequentaram. Hoje Goldman reconhece que Aécio adquiriu maturidade política, sobretudo após a vivência como governador: “Ele está se preparando bem, com ideias novas. Tem visão bastante realista das dificuldades.” Perguntei se a vida privada do mineiro poderia lhe trazer danos eleitorais. “Não tem nenhuma importância se ele vai para festa, não vai para festa, se é alegre, se é triste, se é ranzinza. Ninguém vai casar com ele, né? Ninguém vai deitar na cama com ele, né? Em princípio, pelo menos… A maioria pelo menos não”, respondeu, finalizando com uma longa gargalhada.

Ao ser questionado sobre as motivações da escolha de dois serristas para coordenar sua campanha no estado, Aécio gracejou: “Não tem que ser unidade? Então, foi isso.” Aliados do senador explicaram o que de fato vai ocorrer. O mineiro, que além do talento para a conciliação tem a desconfiança em seu DNA, planeja uma espécie de “campanha paralela” em São Paulo. Sabe que não pode ficar de braços cruzados esperando a boa vontade de Alckmin e de Serra. O foco do primeiro é a sua reeleição em São Paulo; para isso, está disposto até a abrir o palanque a Eduardo Campos se o PSB o apoiar no estado. “O Geraldo Alckmin é uma pessoa que joga na retranca. Mas ele joga. E é leal ao partido”, definiu FHC, apostando que, desta vez, “vamos conseguir unificar São Paulo”.

O congresso de municípios paulistas em Campos de Jordão no dia 22 de março foi uma das poucas agendas que Aécio e Alckmin compartilharam no primeiro semestre. Caminharam lado a lado pelas ruas da cidade, até que Aécio foi abordado pela equipe do programa CQC e Alckmin seguiu incólume, de mãos dadas com Lu Alckmin. Perderam-se um do outro. Aécio entrou no local do evento inquieto, cercado por repórteres. “Cadê o Geraldo, cadê o Geraldo?” Só o encontrou minutos depois, quando Alckmin já estava no palco. O escândalo da refinaria de Pasadena estava fresco e o momento era excelente para o mineiro ganhar popularidade ao defender a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. “Nós vamos ganhar a eleição”, ele me disse, sussurrando, enquanto caminhava espremido no meio de um bando de fotógrafos.

Alckmin fez um discurso grandiloquente, citando Santo Agostinho e Alexandre, o Grande. A menção a Aécio se deu quando falava do rei da Macedônia. Antes de partir para a Ásia, disse, Alexandre distribuiu todos os bens e foi indagado sobre o que reservaria a si próprio; retrucou que seria a esperança. “Você é nossa esperança, Aécio.” O mineiro chamou o governador de “parceiro e amigo. Hoje e no futuro”. O evento se estendeu por horas. A partir de certo momento, Aécio passou a olhar com impaciência para o relógio. Saiu de lá às pressas, justificando que viajaria para a Bahia, onde participaria, à noite, do aniversário de 15 anos da filha do peemedebista Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Lula. “Vou lá dar um espírito mineiro aos baianos.” Semanas depois, Geddel anunciou que seria candidato ao Senado na chapa tucana.

 Encontrei Aécio para esta reportagem pela primeira vez na véspera do lançamento da candidatura de Pimenta da Veiga ao governo mineiro. Ele me recebeu em seu apartamento funcional em Brasília, num café da manhã às 8h30. Apareceu na sala sorridente, vestindo terno e gravata. Disse que havia despertado às 6 horas, correra por 45 minutos e lera os jornais. Entre goles de suco de melancia com maracujá e mordidas no pão de queijo, falou de sua candidatura com muito otimismo, o mesmo que manifestou meses depois ao cochichar – “nós vamos ganhar essa eleição” – no evento de Campos do Jordão. Já naquela manhã de fevereiro, porém, Aécio fez a ressalva: “Se perder, tudo bem.” Disse não precisar da política “para viver e ser feliz”.

Na última conversa pessoal que tive com o senador, o mesmo paradoxo entre otimismo pela candidatura e desapego pela política voltou a se manifestar. Estávamos num jatinho, no trajeto entre Brasília e Ribeirão Preto. “Se eu vencer as eleições vai ser muito bom para o Brasil. Vou tentar fazer o melhor governo da história. Mas se eu não ganhar as eleições, e pode ser que isso aconteça, vai ser muito bom para mim do ponto de vista pessoal.”

Aécio referiu-se à política como algo “muito chato”, “uma convivência muito desgastante”, “um saco”. E emendou falando sem freios dos prazeres da vida: “Quando posso, pego uma prancha… Outro dia mesmo peguei umas ondinhas ali na Macumba [praia na Barra da Tijuca] com um amigo meu.” No arremate, porém, a gangorra do discurso pendeu novamente para a missão pública: “Agora, claro que eu estou determinado a construir esse projeto para o Brasil. E cada vez mais eu acho que, outros quatro anos desse pessoal do PT, nós todos vamos sofrer muito.”

No trajeto o tucano cochilou por quinze minutos, sem nenhum constrangimento, esticando as pernas. Acordou e pediu um energético a um assessor. Mostrou-me as botinas marrons novas que tinha comprado na véspera da visita ao Agrishow, a feira de agropecuária da cidade. “O pessoal de São Paulo é chique”, zombou. Eu já havia percebido seu cuidado maior com o visual. Passou a cortar os cabelos com mais frequência e a usar ternos impecáveis. “Faço alguns no Ricardo Almeida e outros lá em Belo Horizonte, no Geraldino, um senhorzinho daqueles tradicionais”, contou.

Depois de ter reclamado do sanduíche frio de filé, Aécio mascava um chiclete. Já estávamos em procedimento de descida em Ribeirão Preto, e ele, passando as mãos pelos cabelos, observava pela janela a paisagem do estado cujo eleitorado mais cobiça, sem nenhuma certeza do apoio real que terá do seu partido: “Vamos fazer nossa caminhada. Ganhamos? Que bom para o Brasil. Perdemos? Vamos para Harvard, né?”

[…]

139 comments

  • Eduardo, quanto mais você trabalha, pesquisa e escreve, mais você se supera…
    e mais eu me surpreendo…

    PARABÉNS!!!!

    Acredite… tem gente ainda que acredita na inocência do Aécio. Faz parte.

  • Um estrategista da campanha de Clinton ao governo americano disse uma frase que ficou famosa “É a economia, estúpido!”.
    Não adianta o governo, o PT, aliados e simpatizantes dizerem que a direita vai ferrar o Brasil, que Aécio é ladrão, cheirador, etc, e que os governos do PT foram os melhores de todos os tempos trazendo muito ganho para o povo brasileiro e deixando os “rentistas” e a direita, enfurecidos, se a economia estiver indo mal.
    Portanto sou daqueles que acham que o que vai decidir as eleições será principalmente a economia.
    Se o povo achar que está tudo bem, a Dilma leva. Caso contrário valerá outra máxima, essa dita por Eça de Queiroz: “Governos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos, pelo mesmo motivo”.

  • É uma situação absurda, essas coisas são ignoradas pelo pig. Qualquer espirro do PT e distorcem para fazer mais um maior escândalo do Cosmos.

  • Prezado Eduardo:
    É bom esse cara reservar a vaga na universidade de Harvard. Enquanto ele vai para Harvard eu vou visitar Pasárgada.

    Vou-me Embora pra Pasárgada

    Manuel Bandeira

    Vou-me embora pra Pasárgada

    Lá sou amigo do rei

    Lá tenho a mulher que eu quero

    Na cama que escolherei

    Vou-me embora pra Pasárgada

    Vou-me embora pra Pasárgada

    Aqui eu não sou feliz

    Lá a existência é uma aventura

    De tal modo inconseqüente

    Que Joana a Louca de Espanha

    Rainha e falsa demente

    Vem a ser contraparente

    Da nora que nunca tive

    E como farei ginástica

    Andarei de bicicleta

    Montarei em burro brabo

    Subirei no pau-de-sebo

    Tomarei banhos de mar!

    E quando estiver cansado

    Deito na beira do rio

    Mando chamar a mãe-d’água

    Pra me contar as histórias

    Que no tempo de eu menino

    Rosa vinha me contar

    Vou-me embora pra Pasárgada

    Em Pasárgada tem tudo

    É outra civilização

    Tem um processo seguro

    De impedir a concepção

    Tem telefone automático

    Tem alcalóide à vontade

    Tem prostitutas bonitas

    Para a gente namorar

    E quando eu estiver mais triste

    Mas triste de não ter jeito

    Quando de noite me der

    Vontade de me matar

    — Lá sou amigo do rei —

    Terei a mulher que eu quero

    Na cama que escolherei

    Vou-me embora pra Pasárgada.

  • Pela consistência deste relato, mas por ditames do meu instinto inato, onde vibra também a natural consciência ética, reluto em aceitar a inexorabilidade dos fatos. Compelido a não poder, nem dever ignorar ou classifica-los como pura tentativa, revanche, sei lá o que, de adversários do envolvido nessa história, ante tal quadro resumo a amplidão de pensamentos, sentimentos e sensações que sinto: revolta, náusea, tristeza, inconformidade. Por fim, meu cetismo de que tudo, tudo mesmo, em atos, fatos e efeitos inerentes ao relato será diluido, no fatidico caldeirão das bruxas, para as quais somente nascem errados, vivem e morrem errados os pobres, os pretos, as prostitutas e importa acentuar – sem quaisquer ligações partidarias – os petistas.

    • Os Juizes Supremos estao ocupados trocando favores e fazendo de suas garotinhas, Ministras e Desebargadoras. Os Delegados e Procuradores entao, nem se fala, estao ocupados incentando pilotos de aeronaves que traficam meia tonelada de cocaina.

    • No tucanato nao sobra um. Essa conivencia da Midia e Justica com PSDB/DEMO, estimula a delinquencia e atrai a bandidagem.
      Depois da meia tonelada de po inocentada. Estou esperando a hora que Fernandinho Beira Mar e Marcola pecam a ficha de filiacao. Se nao tivessem sido tao burros, teriam fundado um clube de futebol, virariam Deputado ou Senador da direita e estariam nos rapapes do mundo politico e juridiques.

  • Acho que Pimentel devia organizar uma caravana para conhecer essa grande obra do ex-governador, símbolo do progresso do interior das Gerais e ainda agradecer ao Cláudio por sua colaboração.

  • Eduardo, recentemente vi o vídeo contraponto, onde o ex-ministro Franklin Martins afirmou que a mídia alternativa produzisse conteúdo. Quando o amigo afirmou, que nunca recebeu e real sequer de dinheiro público e para realizar jornalismo investigativo precisa-se de recursos.
    Hoje mais uma vez você se superou. Fez um texto investigativo, que foi além das minhas expectativas.
    Desnudando esse candidato que investiu no aeroporto para valorizar as terras do tio

  • Né por nada não, mas que parede mal feita é essa da varanda do tal do château, hein?
    Que coisa horrível esse palácio de “Neversalhes”, até a casinha do Brinco é mais bonita.

  • Hahahahahaha
    Estamos bem de candidato.
    Uma guerrilheira, ex- membro de grupelhos criminosos e…. Isso aí.

    É legal ver politicos à vontade falando besteiras, fazendo brincadeirinhas indecentes…

    Olha esses do livro viagens com o presidente:

    INSULTANDO VIZINHOS
    O fato se dá em Tóquio, no Japão, no final de maio de 2005. Uma dose caprichada de uísque com gelo e, antes mesmo do inicio do jantar, Lula manda servir o segundo, o terceiro e o quarto copos. Visivelmente alterado:

    — Tem horas, meus caros, que eu tenho vontade de mandar o Kirchner para a p*** que o pariu. É verdade. Eu tenho mesmo – afirma, aos gritos. — A verdade é que nós temos que ter saco para aturar a Argentina. E o Jorge Battle, do Uruguai? Aquele lá não é uruguaio po*** nenhuma. Foi criado nos Estados Unidos. É filhote dos americanos. O Chile é uma m****. O Chile é uma piada. Eles fazem os acordos lá deles com os americanos. Querem mais é que a gente se fo** por aqui. Eles estão cag***do para nós. (págs 270 e 271)

    INSULTANDO COMPANHEIRAS
    Numa audiência com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, na época em que o governo começa a discutir a transposição de parte das águas do São Francisco, o Presidente ouve opiniões contrárias dela e dos técnicos:

    — Marina, essa coisa de Meio Ambiente é igual a um exame de prostata. Não dá para ficar virgem toda a vida. Uma hora eles vão ter que enfiar o dedo no ** da gente. Companheira, se é para enfiar, é melhor enfiar logo. (Pág 71).

    INSULTANDO MINISTROS

    Antes de uma cerimônia no palácio, Lula se aproxima do assessor para assuntos internacionais, o professor Marco Aurelio Garcia, e diz:

    — Marco Aurélio, eu já mandei você tomar no ** hoje?

    O professor sorri. (Pág. 71).

    INSULTANDO ASSESSORES
    Na suíte do hotel, recebe das mãos de assessores discurso sobre combate mundial à fome. Diante do ministro Celso Amorim e dos auxiliares do Planalto e do Itamaraty, folheia rapidamente a papelada e arremessa a metros de distância:

    — Enfiem no ** esse discurso, c****ho. Não é isso que eu quero, po***. Eu não vou ler essa m****. Vai todo mundo tomar no** Mudem isso, rápido. (Pág. 249).

    Esses exemplos bastam para exibir a nudez do reizinho. Inquieto com as rachaduras no poste que instalou no Planalto, o presidente honorário do grande clube dos cafajestes tenta impedir o desabamento fantasiado de doutor honoris causa em boas maneiras. Haja cinismo.

    • Nigro, ex-guerrilheira? Sabia que o sr. Aloysio Nunes também foi um guerrilheiro que atuou na ALN do Marighela? Aliás, Aloysio era o motorista do Marighela pois este não sabia dirigir. E, não sei se foi aqui que li um comentário sobre a morte de Marighela. O mesmo caiu em uma emboscada e foi morto cravejado por não sei quantos tiros e seu motorista, o Aloysio, saiu ileso. Dizem que Aloysio traiu Marighela mas isso ele jamais confirmará.

    • Ô Brinco…

      Esse livro “Viagens com o Presidente” foi aquele escrito por dois besourões rola-bosta da Folha de São Paulo e Estadão?

      Esse panfleto da direita contra Lula já vai fazer 10 anos também, aliás, assim como o mensalão e tanto um como o outro tem se revelado ineficaz para subtrair de Lula sua popularidade.

      Acho que as pessoas, de alguma forma, percebem o que é bom e o que não presta. O que é falso e o que é verdadeiro.

      Assim como você, Brinco, dá uma cheirada nalgum alimento e refuga preferindo sempre sua ração, o povo também tem sua maneira de selecionar e ignorar o que lhe é nocivo, até por isso é que o DEM está se extinguindo e o PSDB vai pelo mesmo ralo.

      • Então eles ” inventaram tudo”? É isso? Poderia ter rolado um processinho nao?

        Entao os fatos deacritos na revista piaui- os politicos falando besteira- pode também ser invenção?

        Ah sempre o Pig! Esses malditos! Uuuuu que medo.

  • E quanto aonpalacio de Versalhes : ele é mesmo lindo. Agora achar que aécio tem conhecimwnto histórico sobre seja lá o que for, para se ” comparar” é demais…
    O mesmo vale para lula e dilma. lula já reveloubque nao gosta de ler, e até posou com livro (péssimo) de ponta cabeça.

    • “até posou com livro (péssimo) de ponta cabeça.”

      Ôh rapaz que acredita em tudo quanto é armação. Esta imagem de Lula lendo um de seus ídolos, Paulo Coelho, de cabeça para baixo, é uma montagem, para seu desgosto.

  • Outra- o palacio de Versalhes é inspiração para o Museu do Ipiranga, uma copia fajuta e brega. O nosso museu da independência é mais uma piada de Mau Gosto.

    • Aeroporto construído com dinheiro público perto da sua fazenda e grilagem de 950 hectares no norte de Minas, se você vai votar nele mesmo assim só pode ser por uma ignorância invencível.

      • Não esqueça do jornalista, Carone do NovoJornal (já perdeu o domínio). Preso/ censurado por informar sobre as falcatruas de Minas, Aecim e Cia.

    • Marília Pinon, se este for o seu nome mesmo, se você adorou o artigo em que o Aécio Never mistura o bem público como o seu bem privado, isto mostra um pouquinho do seu estilo de vida: levar sempre vantagem, ludibriar o outro, tirar do outro.

  • Aqui em Minas o eleitor conhece somente o Aécio maquiado pela mídia tucana.

    99% dos mineiros pensam que ele é o máximo.

    Enquanto ele diz que Minas é a sua casa e a sua causa, seus eleitores podem ir baixando as calças.

    Basta pesquisar no google: governo psdb x governo pt para entender o que digo.

  • Sobre a matéria da Folha de S.Paulo, o Paulo Vanucchi tem uma teoria bem interessante. Segundo ele, a reportagem sobre Aécio e o seu aeroporto faz parte de um plano de credibilidade da Folha. É para que as pessoas não fiquem taxando-a de tendenciosa, que só fala mal da Dilma. Vanucchi cita que no mesmo dia que a Folha soltou essa notícia o jornal O Globo soltou uma matéria sobre o TCE-RJ levantando suspeitas de corrupção. De repente, vemos a grande mídia começar a falar mal de gente que antes eram protegida. Alguma estão aprontando mesmo.
    Interessante mesmo são os posts que li no site megacidadania.com.br sobre a família do Aécio, mais precisamente sobre os primos do dito cujo. No Fantástico do dia 22.04.12, portanto há mais de 2 anos, teve uma reportagem sobre uma quadrilha que vendia Habeas Corpus para livrar traficantes da cadeia na cidade de Cláudio-MG. Adivinhem quem era a figura central? Nada mais, nada menos que o sr. Tancredo Aladim Rocha Tolentino, vulgo Quedo, que é primo do Aécio. O local de acertos sobre a venda de HC era na cachaçaria de propriedade do Quedo, na cidade de Cláudio-MG. Policiais fotografaram Quedo com o desembargador Hélcio Valentim do TJ-MG na cachaçaria negociando a liberação de traficantes. O desembargador recebia dinheiro do Quedo para liberar traficantes da prisão. Desnecessário dizer que esse desembargador foi punido após a reportagem. Claro né. Fora o Quedo há outro primo de Aécio de nome Rogério Toletino, também de Claudio-MG, que foi preso por lavagem de dinheiro. Eita, família complicada essa do Aécio, hem?

  • Um aeroporto, apenas? Isso é dinheiro de jogo do bicho para esta turma. Tenho certeza de que há muito, muuuuito mais! Pena não termos uma imprensa democrática e séria!

          • Pior foi com os mais de U$ 100bi da privataria (Há uns 15 anos). Se quiser eu cito mais “coisitas”.

          • Senhor Veiga,
            … Os bilhões dos fundo de pensão na gestão do “príncipe privata”, foram parar todos na criação do Banco Opportunity do senhor Daniel Dantas. E que no governo Lula, ele o senhor Dantas, queria continuar com a mesma mamata, no entanto o senhor Luiz Gushiken não permitiu. E o resultado dessa desfeita deu cria a pantomima chamada “mensalão”, cujo processo no Ministério Público de número 2474, figura o tal senhor Dantas e toda a sua ardil ação. Esse processo destrói todo o show da mídia junto com o STF, no entanto, o senhor “republicano” Ministro Joaquim Barbosa junto com o outro não menos “republicano” Roberto Gurgel, o engavetaram e proibiram que os advogados dos réus tivessem acesso. E aí, faça a defesa de sua turma! Eu Maria Antônia, digo: vocês de direita, na sua maioria, são estúpidos, preguiçosos e por isso não têm a menor intimidade com o ato de pensar, concatenar dados e fazer defesa decente daquilo que dizem acreditar, porque perdem seu tempo em cultivar preconceitos, difamar e fazer mexericos, atitude bem comum dos canalhas!
            Maria Antônia

  • “Mas todos em Minas sabem quem é Aécio Neves”, logo acrescentou.

    Deve ser por isso q Aécio foi eleito 2 x Governador, fez o seu sucessor, elegeu o prefeito e foi eleito Senador por Minas…

    Os mineiros sabem quem ele é!

  • Numa edição de 1958 — jornal Binômio –, de Belo Horizonte, a critica foi dirigida ao governador Bias Fortes baseado no discurso proferido por ele na comemoração do dia de Tiradentes. Pouco humor em forma de anedotas, mas muita ironia.
    Em seu discurso Bias Fortes falou contra a compra de votos e as fraudes eleitorais e citou D Pedro II.
    A citação tratava-se de um fragmento de uma carta que o Imperador teria escrito ao Visconde de Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos, onde o primeiro se dizia entristecido com as eleições de sua época e que “não é o vestido que tornará vestal a messalina, porém, sim, a educação do povo, e, portanto, a do governo”.
    Nesta matéria do Binômio, cujo título se chamava: Bias quer ser educado, parabenizava o governador por suas palavras “principalmente, por ter tido coragem de dizê-las ali mesmo no nariz do doutor João Pimenta da Veiga deputado estadual pelo ex–PSD em várias legislaturas, um dos líderes do partido em Minas, além do deputado estadual Chrispim Jacques Bias Fortes Neto, o Biazinho, este filho do governador, dois grandes políticos em transações deste tipo com o eleitorado do interior.”
    Aqui tem café no bule Aecinho…

  • Fernando Brito: “Aecioporto” custa tanto quanto aeroporto comercial no Ceará
    publicado em 21 de julho de 2014 às 19:37
    aeroporto de aracati

    Caro titio: aecioporto custa tanto quanto aeroporto comercial no Ceará.

    O Aécioporto foi superfaturado? http://www.viomundo.com.br/denuncias/fernando-brito-aecioporto-custa-tanto-quanto-aeroporto-comercial-ceara.html#comment-802070

    21 de julho de 2014 | 18:49

    por Fernando Brito, no Tijolaço

    O “aecioporto” construído no município de Cláudio, junto à fazenda de Aécio Neves, custou, como está publicado, R$ 13,4 milhões, isso na data da licitação, em dezembro de 2008.

    Como se viu, ele consiste quase que exclusivamente numa pista de 30 metros de largura com 1 km de extensão.

    Não tem estação de passageiros, área de carga, apenas um “quadradão” asfaltado para o estacionamento de aeronaves e automóveis.

    O valor, corrigido de janeiro de 2009 para maio de 2012, pelo IGP-M, equivale a R$ 17,9 milhões.

    Fora o “milhãozinho” que o titio de Aécio achou pouco pelo terreno, sem contar a valorização da área não desapropriada.

    No Ceará, um aeroporto comercial – o de Aracati – voltado para o turismo, com uma capacidade para atender Boeings 737 em até 1200 vôos por ano (o de Cláudio, segundo a Folha, recebe um avião pequeno por semana) custou R$ 19 milhões em obras civis, em valor de 2013.

    Tem pista de 2200 metros de extensão (incluindo 400 m de área de escape), capaz de suportar aeronaves pesadas. Tem área de taxiamento e pátio de estacionamento de aeronaves de 13 mil metros quadrados, o que, sozinha, já equivale a quase metade da pista de Cláudio. Tem posto para bombeiros. Tem, sobretudo, uma estação de passageiros para atender o movimento turístico.

    O custo total da obra, operada por parceria com a TAM, ficou em R$ 19 milhões, em valores de 2012.

    Quem diz é a Globo, não eu.

    Depois de exigências de equipamentos, o aeroporto de Aracati foi homologado pela ANAC e, além dos vôos turísticos ou regulares para aquele trecho do litoral cearense, vai receber as aeronaves para o Centro de Manutenção da TAM, ali ao lado.

    Quem sabe algum jornal se interessa pelo assunto?

    Se quiserem, procurem a Anac, que tem planilhas de custo padrão para aeroportos. É só pedir que eles dão.

  • Caro Eduardo Guimarães
    ,
    Nessa história, todo o cuidado é pouco e a campanha de Dilma pode cair numa armadilha se abordar esse assunto. Pois bem, parece que, salvo engano, a ANAC acabou de emitir nota atestando a legalidade do Aeroporto. Convém dar uma conferida. Outro documento da máxima importância é o convénio celebrado entre a Secretaria de Aviação da Presidência da República e o Estado de Minas. Peço para dar uma olhada:

    http://www.aviacaocivil.gov.br/acesso-a-informacao/outorgas/convenio-de-delegacao-no-012-2014-sacpr-gov-claudio-mg.pdf

    • O Jornal nacional botou Aécio pra falar, pra se defender e disse que o PSDB criticou a ANAC e o Governo Dilma. Pelo que deduzi, a opinião da ANAC não foi favorável a ele.

  • Um típico filhinho de papai que não vale nada e contrapõe a vida inútil ao mais atávico conservadorismo em relação à Sociedade brasileira, a qual, na visão desse merda e de sua classe, existem para enriquecê-los juntamente com os patrões estrangeiros a quem servem. Numa versão mais “atualizada”, embora “atualização” nesse caso signifique mais do mesmo, Aécio Cheirinho poderia ser um desses coxinhas das “manifestações” reacionárias de junho, a versão masculina e mineira de Sininho(ou vice versa), a usar o seu espírito “revolucionário” para tentar derrubar um Governo pelo “crime” de ter dado melhores condições de vida a milhões de brasileiros, enquanto incendeia fuscas de senhores pobres e tira “selfs” patéticas. É DESSA ABERRAÇÃO QUE PRECISAMOS LIVRAR O BRASIL; CADA UM DE NÓS, DERROTANDO-O NAS ELEIÇÕES DE 2014, O QUE SIGNIFICA NÃO SOMENTE ELE, MAS PRINCIPALMENTE A CLASSE A QUE PERTENCE E A MÍDIA QUE ELA CONTROLA; COLOCANDO AÉCIO NEVES; COM SUAS FAZENDAS, SEUS PÉS DE CAFÉ PARA “CURAR” A CACHAÇA(O QUE ELE USA PARA “CURAR” A COCAÍNA”?)NO LUGAR ONDE MERECEM : NO LIXO DA HISTÓRIA, PORQUE LIXOS HUMANOS ELE E SUA CLASSE JÁ SÃO. Parabéns ao blog por mostrar essa matéria, precisamos continuar a partir daí revelando outros podres de Aécio cheirinho(comecemos por seu problema com a cocaína, que toda a web comenta); saindo da denúncia “bobinha” que a Folha lançou apenas para adquirir credibilidade enquanto prepara uma calúnia pesada contra Dilma. Falemos do mensalão tucano, que comprovadamente usou recursos públicos, só para começar a série de ataques, enveredando também para a Lista de Furnas. Mas mais do que isso, mostremos aos cidadãos, usando a mídia alternativa e principalmente as redes sociais, o que de fato pensa Aécio Neves sobre programas sociais, política externa ou desenvolvimento nacional, revelando o que a mídia esconde e dando possibilidade a cada cidadão perceber o terrível perigo que precisamos varrer do Brasil.

  • Sr. Eduardo,
    Meus dois neurônios me propuseram uma teoria:
    O PIG vai desembarcar do teco-teco do Aécio vice 300,
    para subir no jegue do Campos vice Osmarina.
    Dizem o tico e o teco que vem chumbo do grosso que reduzirá a pó a candidatura tucana.
    Rei morto, o que mais tucano que Campos & Osmarina, com um Itauuuuu de vantagens?
    Depois de detonar o Aécio, arranjam uma licença (poética) para bater na Dilma muito mais do que já fazem e ainda posar de isentos para a coxinhada bandeirante.
    De toda forma acho que para o Pig é uma questão de preservar os dedos: o que eles querem mais depois da Presidência é fazer o Alkimim governador vitalício.
    É uma questão de sobrevivência para jornalõeszinhos e revistinhas.

    • > O PIG vai desembarcar do teco-teco do Aécio vice 300,
      > para subir no jegue do Campos vice Osmarina.
      > Dizem o tico e o teco que vem chumbo do grosso que reduzirá a pó a candidatura tucana.

      Não faz sentido atacar o Aécio ou o Eduardo Campos.

      A mídia precisa que os dois ganhem votos, caso contrário a Dilma vence no primeiro turno.

      A única coisa que poderia levar a Folha a desembarcar da campanha descarada poderia ser a própria sobrevivência. Vai ver que eles perceberam que o Aécio é um candidato fraco, então não vale a pena apostar sua própria credibilidade (como fizeram em 2010 e 2012) para tentar levá-lo ao planalto.

      Se essa hipótese for verdadeira, a Folha não vai passar para o lado da Dilma, mas vai tentar vender uma imagem de imparcialidade — para, quem sabe, recuperar um pouco da credibilidade e dos leitores perdidos.

  • CARO EDU, onde estão os BLACK BLOCKS, os MOVIMENTOS ANTI-CORRUPÇÃO, o POVO MINEIRO- PAULISTA-CARIOCA, o MPL (Movimento Passe Livre), enfim, todos os manifestantes de JUNHO DE 2013 q não veem isso? E MAIS: O José Roberto ARRUDA (MENSALÃO do DEM de BRASÍLIA) tá solto; o MENSALÃO do PSDB MINEIRO não vai p/ frente; Os 3 BILHÕES roubados do METRÔ de SP ninguém fala apesar do arrocho todo dia nos trens! MANIFESTANTES DE JUNHO/2013 onde tão vcs com tanta corrupção da DIREITA brasileira? OU será q só existe manifestação contra o PT?

  • ANAC notificará Governo de Minas e prefeitura de Cláudio/MG

    Brasília, 21 de julho de 2014 – A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) vai notificar o Governo do Estado de Minas Gerais e a Prefeitura do Município de Cláudio (MG) solicitando que, em até 10 dias, encaminhe informações sobre a suposta utilização irregular do aeródromo local, ainda não homologado pela Agência, conforme reportagens publicadas no jornal Folha de S. Paulo, nos dias 19 e 20 de julho último.

    A ANAC fará ainda diligências no aeroporto de Cláudio e em outros da região para apurar eventuais operações (pousos e decolagens) irregulares, tendo em vista que o aeródromo não está homologado pela ANAC e, portanto, não pode receber operações aéreas. Se comprovadas irregularidades, a ANAC adotará as medidas cabíveis. Pilotos e operadores de aeronaves que porventura tenham realizado operações aéreas irregulares poderão ser multados em até R$ 10 mil por operação. A Agência também vai verificar se há outros aeroportos que, em fase de homologação, estejam recebendo operações irregulares.

    A ANAC informa que o processo de homologação do aeródromo de Cláudio, iniciado em julho de 2011, não está concluído porque há pendência de documento comunicada ao Governo do Estado ao longo do processo, que é a apresentação à ANAC, pelo interessado (aeroporto), de parecer do Comando da Aeronáutica. Outra pendência anterior foi solucionada em abril deste ano, com a outorga do aeródromo concedida pela SAC por meio do Termo de Convênio de Delegação nº 12/2014, publicado em 23/04/2014 no Diário Oficial da União.

    Depois disso, a ANAC fará inspeção para verificar se o aeródromo de Cláudio foi construído de acordo com requisitos técnicos para a emissão da portaria de homologação da ANAC, que será posteriormente encaminhada ao Comando da Aeronáutica para atualização das publicações aeronáuticas e finalização do processo junto ao Comando.

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  • Esse vídeo aí vai cair nas graças do eleitorado, de tão fofo.

    É assim: mesmo que mais de 90 policiais morram assassinados em um ano; mesmo que falte água por falta de investimento em 20 anos; mesmo que seja provado a participação de tucanos no rombo de mais de um bilhão de reais no metrô em São Paulo, cada vez que essas informações são lembradas de alguma maneira, o Geraldo “éteco” (é assim que ele pronuncia a palavra) sobe uns 10 pontos nas pesquisas.

    Se a água secar de vez, aí é 100 por cento de aprovação. Se aumentar o pedágio, o transporte, energia etc e tal, 1000%. Se, por exemplo, chegar a cortar até salário de professor, aí vira santo. Se manda descer o pau em Pinheirinho, em favelado, aí ninguém mais duvida de que é o próprio Deus que governa São Paulo.

    O mesmo deve acontecer com o Aécio em Minas.

    Ninguém pode com divindades.

  • Éhhhhh, o Senador Menino do Rio tem muito, muito dinheiro para processar quem fala mal dele. De onde que vem todo esse dinheiro? Com certeza do mesmo lugar que construiu o “Meu Palácio de Versalhes”!

    Assim vai se misturando o público e o privado…e satisfazendo os desejos do Menino do Rio.

  • Deixe-me ver, então o articulista postou um texto mostrando que um político do PSDB é um corrupto?

    Ah, não me diga!? Descobriu a pólvora o ilustre.

    O problema não é este, qualquer cachorrinho de rua sabe que quase todos os políticos são corruptos.

    O fato inquestionável é que os petistas elevaram a corrupção a um estado da arte. Neste quesito Aécio perto de Lula é neném!

  • Primeiro foi o “heliPÓtero” dos irmãos “PÓrrela”, agora é uma pista de “PÓuso” nas terras do tchitchio. Onde é que vai parar essa “carreira” aeronáutica do Aéssim Never? rsrs

  • Que maledicência desses comunistas petistas contra nosso futuro presidente Aécio Neves.

    Agora é esse aeroporto que estão chamando de AécioPorto, obra extraordinária que irá desafogar toda a produção agrícola da região para o Atlântico.

    Dizem os comunistas que é obra irregular só porque tem fotos, editais, vídeos, depoimentos, cadeados e outras falsidades.

    Tudo isso porque nosso candidato Aécio é o senador mais presente no Congresso; o que tem mais projetos apresentados e aprovados dentre todos.

    Esses seguidores de Chaves e dos Castros surtam ao dizerem que o Aeroporto foi construído nas propriedades dos Neves para benefício próprio. Que culpa tem o pobre do Aécio, tão perseguido pela mídia, se os estudos geológicos, zootécnicos, astrológicos, ecumênicos e latifundiários apontaram exatamente ali o melhor local a ser investido? Pura coincidência!

    E a Rede Globo, também comunista, cedeu apenas 20 minutos de espaço no Jornal Nacional a Aécio para se defender. E, ao contrário do benefício que deram a Zé Dirceu e Genoíno, o atacaram impiedosamente com perguntas difíceis de responder!

    Essa ação persecutória se soma a outras antecedentes como o jornalista comunista que inventou agressão de Aécio à namorada; vídeo forjado de Aécio bêbado em bar carioca (se ele nem conhece o Rio direito); invenção de que é amigo de um pessoal que usa helicóptero para transportar drogas; montagem de factoide fantasioso de que nosso senador Aécio teria sido apanhado embriagado por blitz e depois, vejam só que ridículo, de ter se negado a passar pelo bafômetro.

    E o jornal vermelho Folha de São Paulo ainda tem a ousadia de falar que esse foi o pior malfeito que o Governo do PSDB de Aécio fez. Mentira, não foi! Não foi mal feito.

    A Obra foi feita com as mais avançadas técnicas de engenharia, custos enxutos, gerando economia para os cofres do Estado. Na página de nosso candidato está tudo bem explicado. Podem verificar a listagem dos aeroportos construídos pelo programa estadual que é o aeroporto mais importante e o mais barato de todos. Uma ninharia!

    Ainda bem que o jornal reconheceu a coragem de nosso candidato em testar de 6 a 7 vezes por ano as pistas do aeroporto, mesmo não tendo sido aprovado pela ANAC. Claro que tem recibo de pagamento de todas as taxas por esse uso.

    Por essas injustiças com nosso candidato, repetiremos sempre:
    Fora Dilma! Fora PT!

  • O que me parece, vendo agora melhor o comunicado da ANAC, é que há pendências burocráticas. Não há qualquer referência a ilegalidades. Por outro lado, se existissem ilegalidades, como então a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República celebraria um convênio com o Estado de Minas no tocante ao Aeroporto? Enfim, é preciso cuidado! Continuo achando muito estranho esta história ter surgido agora e logo através da Folha!

  • Um grupo político e econômico há anos “sem poder”, precisa de um “laranja” perfeito. Pelo sobrenome, personalidade e “visão” neoliberal. Encontraram-no em Minas Gerais onde fez escola. Com muito dinheiro para “investir” no processo eleitoral e visando lucros econômicos. Esse grupo escolheu Aécio Neves. Mas a irmã é a figura chave por trás dessa escolha.
    Essa eleição vai ser a mais difícil de todas para o PT.

    Eduardo, parabéns pela matéria, estamos todos avisados.

    Um abraço

  • Mas o que foi isso que eu acabei de ler, um ODE ao menino do Rio, foi isso ?

    Com todo respeito.. com todo respeito ..tremenda BOLA FORA

    Tirando os temas de interesse PÚBLICO citados no início pelo missivista, como o DESVIO de R$ 4,3 bi da Saúde de Minas, a construção do aeroporto da fazenda da família, o eventual abuso de poder terceirizado, e posto em pratica por ASSESSORES, de quando da PSEUDO censura feita à mídia ou da ameaça de demissão colocada pra desafetos ..sinceramente, não vi nada que fosse de interesse do povo ou que ferisse de morte o candidato ..pelo contrário ..do texto quase que se intui que o rapaz é um “cara do povo” (vê se pode ..disseram até que ele pegava ônibus ??!!).

    Aliás, não fosse a fé que me atrai a este BLOG, confesso que material melhor pro candidato citado sequer eu poderia ter encontrado no BLOG do Reynaldo.

    Elogio de amigos, narrativas favoráveis de familiares, DESMENTIDOS sem chance de prova e de contra prova para as denuncias, atributos que o elevam a ser quase que um predestinado a nos governar, atributos sobre a sua capacidade de liderança e convergência ..arri, tô enjoado

    Verdade é que pros temas efetivamente relevantes e que interessariam pra população, NADA foi dito, NADA

    ..nada sobre o que ele VAI FAZER da saúde, educação, segurança, mobilidade urbana ou, ou com a economia do país

    ..nada, nada .. tudo tudo muito vago e, pior, MENTIROSO, como quando seus assessores insistem em dizer que o país esta atravessando um período de FORTE inflação ..MENTIRA !!! ..nossos problemas são muitos, inclusive o custo de vida, mas não este, a inflação..

    evolução IGPdi acumulado em 4 anos

    1995-1998 – 43,4 %

    1999-2001 – 39,9 %

    2003-2006 – 28,2 %

    2007-2010 – 22,2 %

    2011-2014 – 23,0 %

    Infelizmente esta reportagem, pra mim, fora de algumas “futricas inocentes” que o qualificam como por ter nascido em berço rico e se sendo um playboy praticamente a VIDA TODA , verdade é que ela não vai ao centro de um dos nossos maiores VÍCIOS, e que tão bem é representado pela candidatura do neto.

    …qual seja, o fato de vez em sempre nós voltarmos a seremos convidados pra sermos TOCADOS por herdeiros “predestinados”, herdeiros dum OLIGARQUISMO TACANHO E SECULAR, deste que insiste em sobreviver a qualquer tipo de mudança por uma democracia mais PARTICIPATIVA e universal ..deste que tipos como os Collors, Borhausens, Magalhães, Cardosos, Sarneys e os NEVES sabem tão bem representar.

    ..e aqui, pra concluir, talvez disso é que também DEVERIA tratar a matéria, porém não o faz nem de longe, que seria o fato de AÉCIO, acima de tudo, ser SIM um forte candidato a se tornar MAIS UM candidato a REI em terras de Pindorama ..terras estas que por não dispor de histórias épicas, portanto, por não dispor de BERÇO, vai tocando seu destino pelas mão de “monarquias modernas” pelas mãos de velhas oligarcas tropicais.

    em tempo – e a raiva que me dá ..a RAIVA que me dá da Dama de Bege que por sua INCOMPETÊNCIA e equipe sofrível nos faz, agora, já dentro do século XXI, corrermos o risco de darmos o Poder pelos próximos VINTE ANOS a estes que, em verdade, praticamente nunca estiverem ausentes dos corredores palacianos..

    frase dita por um coroné Aócio:

    “Minas é a minha causa, minha casa, meu chão, minas é a minha PÁTRIA” (Aócio Never) ..e provavelmente o Rio é a sua praia

    francamente, é isso o que ele tem pra oferecer ?

    https://www.youtube.com/watch?v=MpW7HDYOCBU

  • mundo pequeno, ou só coincidência ?

    A matéria abaixo fala que o Tio Avô de Aécio é um Tolentino por parte de Risoleta Neves

    Estes Tolentinos citados são parentes do Rogério Tolentino, sócio do Marcos Valério ..expert em desviar recursos dos cofres públicos pra serem canalizados a campanhas políticas ?

    Só pra saber..

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1488587-governo-de-minas-fez-aeroporto-em-terreno-de-tio-de-aecio.shtml

  • Diz lula, entre tantas ..pois ele também fala muito :

    “..é mais fácil a gente ficar gritando e jogando a culpa encima do outro ..o mundo será melhor se cada um de nós assumir a responsabilidade pelo que se quer..”

    O presidente tb diz que se vc quer, vc tem que sair de casa, participar de conselhos, de partidos, expor e vender as suas idéias.

    Que bilito, como é bom ouvir história de ninar, né ??!!

    LULA, colega, vc se lembra da Vila Carioca, do Bristão ???? então

    Uma coisa interessante aconteceu com nossas vidas ..enquanto LULA passou a juventude nestes bairros da periferia, eu morava a minha infância toda perto da cantina do MARIO (aonde hoje temos o instituto LULA) ..e agora, mais velhos, eu vim pra quela periferia (acreditando em melhores dias) e LULA foi pro Ipiranga, comer PIZZA .

    Colega, vou dizer, a coisa não é como vc imagina não…

    A realidade hoje é assim: Se vc expõe sua ideia num partido e destoa, vc é PATRULHADO, quando não, perseguido, exposto, banido, amaldiçoado, ofendido, DESCONSTRUÍDO ..e isso vale tb pras redes sociais e muitos blogs.

    Se vc procura conselhos de bairros pessoalmente os encontra fechados ou comandados muitas vêzes por BANDIDOS ..se vai a um órgão público espera EM PÉ, por horas, pra depois se atendido por um BARNABÉ VAGABUNDO que diz que não pode fazer nada pq o sistema não permite ou caiu ..ou pq não preencheu tal ou qual formulário, não pagou tal taxa ..ou não tem contato e conhecimento com político e/ou JORNALISTA ..e por aí vai, pois a criativa pra desculpas e o descaso parece nunca terminar

    É um inferno, e isso custo dinheiro e tempo ..fora que vc tem, aqui em SP, por exemplo, que só ir em dia que rodízio não pega o seu carro, e levar muita grana pra pagar estacionamento ,,tempo pra ficar no transito ..ou ainda perder 3 horas pra IR pro centro (de ônibus e metrô) só de ida, e lembrar ainda que tem a volta, e correr o risco de ser assaltado.

    Se vc resolver participar da administração municipal via virtual, fora de receber um protocolo, vc não receberá nenhuma resposta ..pior, nem chance pra DIÁLOGO e convencimento, pq na CET por exemplo, pessoalmente ninguém te atende – aquilo é uma máfia – ..a menos que um pistolão de coloque lá dentro

    Verdade é que canso de propor, de me expor, de lutar ..mas nada acontece colega, nada

    Aqui mesmo já contei o caso dum TERRENO MUNICIPAL (equivalente a 2 campos de futebol) que há mais de 50 ano,s perto de casa, deveria ser uma praça arborizada ..e sabe o que aconteceu ?

    Na década de 80, na gestão de Jânio e Erundina, grileiros fraudaram documentos (muito porcamente) e disseram que aquilo tudo eram seus ..verdade é que ao tomar conhecimento, só em 2010, EU, do bolso, corri pra corrigir o problema e em MENOS DE UM MÊS consegui provar em documentos e plantas oficiais que aquilo é público SIM

    ..OTIMISTA, inicialmente levei o caso do ROUBO pra procuradoria do Município, depois pra corregedoria Municipal (visto que a procuradoria não andava) e depois ao Ministério Público (pra denunciar a morosidade da Procuradoria) e, agora, até pra corregedoria do MP (visto que o promotor tb se mexe)

    ..e lá se vão 4 anos completos ..e nada ..e lá se vão gastos com estacionamento, combustível, tempo, tudo feito de forma GRACIOSA, pois eu não tenho ONG nem partido, ou associação comigo – apenas o senso de querer ver a JUSTIÇA prevalecer e com isso ver o mundo ao meu redor tornar-se melhor – ..tudo tudo, enquanto SEQUER as autoridades tomaram providências verdadeiras, e o processo já alcança dois IMENSOS volumes rodando de mesa em mesa.

    e depois vem vc pra dizer o que queremos e de como fazer ?! ..de que jeito colega ? ..se nem quando a LEI e as regras nos dão suporte, se nem assim o FUNCIONALISMO ordinário se mexe ? é difícil, num sabe

    http://www.youtube.com/watch?v=g3Ha-2ZskyA&index=2&list=UUs6avCwreiI6QoFR83Ul2UQ

  • Eduardo, minha leitura diária – quase obrigatória – do seu site me deixa cada vez mais informado. Duas coisas me espantam: 01) Que pessoas do naipe de Aécio, Serra, FHC e outros “senhores feudais” da oposição, tenham a cara de pau de falar em transparência e corrupção. E, pior, saírem candidatos. 02) Que pessoas votem nesses crápulas! Como pode um sujeito como Serra ter mais de 30 milhões de votos? Às vezes desacredito no povo, por razões como esta, mas prefiro continuar acreditando nas pessoas que, como nós, amam o Brasil e querem continuar a mudança que está em plano atualmente. Por isso temos de ter força, esperança, paciência e sabedoria para enfrentar essa oposição (e mídia) suja. Parabéns pelo trabalho e vamos à luta! Um grande abraço.

    • Reformule: antes construir aeroporto com dinheiro público na fazenda de um tucano, e ainda feito por baixo dos panos, do que empréstimo legal e com juros para uma obra em um país vizinho

        • Mas e se eles nao pagarem? Vai ferrar com eles em cortes internacionais ou vai “perdoar”. Como lula fez com nossos irmaos africanos?

          E parem de fingir que não é cubano/bolovarianofilia. Parece um certo comentador que sofre de mal parecido.

          • “Mas e se eles nao pagarem?”

            Vcs vão ficar apenas no “se”. Sei que vcs torcem para que o “se” ocorra.

            Já o caso de vcs não é o “se”, é real.

  • O mensalão (caixa 2 do PT) totalizou R$72.000.000,oo (Setenta e dois milhões).
    O governo do PSDB (Aécio} em Minas Gerais gastou em PROPAGANDA DO GOVERNO 27 vezes mais que o mensalão. Sendo mais claro: R$2.000.000.000,00 (DOIS BILHÕES DE REAIS).

  • Eduardo, muito bom que o cenário nacional comece a conhecer quem realmente é Aécio Neves. Fato raro, discordei de um post anterior quando você menciona que a denúncia sobre o aeroporto é fraca. Pois bem, mesmo entendendo sua linha de raciocínio, seguindo a lógica do histórico pigal, devemos realmente estar atentos com relação ao que vem por aí, afinal, nada é ‘de graça’ para a FSP. Mas também é importante registrar que tal denúncia em um veículo que transcende os limites de MG é um marco, praticamente uma conquista histórica! Sem exageros. MG é um reduto aonde Aécio age de forma inescrupulosa, sem nenhum receio de retaliação. Totalmente aparelhado – da mídia ao judiciário, passando pela ALMG, o estado está refém desta verdadeira quadrilha há muitos anos. O que parecia inimaginável a alguns meses, vai tomando contorno: Dilma + Pimentel = “Liberdade ainda que tardia”. Forte abraço!

  • O Pig já fez de conta que denunciava um político da direita em outras ocasiões para criar espaços para exagerar e criar factoides contra governos progressistas, logo, Aécio Never.

  • Nao concordo q folha tenha noticiado isso para poder denunciar supostas irregularidades relacionadas a Pres Dilma. A folha nao tem esse tipo de preocupação. Esse fato do aeroporto deve ser conhecido da região de Cláudio; mais cedo ou mais tarde viria a tona durante a campanha. Na minha opinião, apenas escolheram o melhor momento pra q isso acontecesse, pro assunto sair logo da mídia, pra q nao surgisse as vésperas do pleito…
    Grande abraço

  • Agora apareceu outro aecioporto, no município de Montezuma. Feito pela gestão Aécio Neves numa cidadezinha minúscula, mas que tem uma empresa de Aécio, a Perfil Agropecuária e Florestal. Segundo moradores, o aeroporto fica fechado o tempo todo. Serve só mesmo à família de Aécio.

    • Isso que é revoltante. Enquanto isso, a MG 275, uma das rodovias mais importantes para a economia mineira, só agora (dizem) começou a ser pavimentada. Nos oito anos de Aécio só foram promessas. Nada de asfalto. A rodovia liga Carandaí (BR 040) a Lagoa Dourada (BR 383), e todas as propriedades que fazem de Carandaí o município que mais entregou mercadorias na CEASA ficam entre essas duas cidades.

    • Sei não, mas acho que o Senador Menino do Rio criou a Aeciobrás e não avisou a ninguém.

      A Aeciobrás é uma empresa de transporte aéreo especializado no transporte de carga muy especial. Dessa forma nunca mais ouviremos falar sobre o helicóptero Perrella, pois a Aeciobrás irá fazer o seu próprio transporte de carga muy especial, além de ter dois pontos estratégicos para entregar a carga: em Claudio e em Montezuma.

  • Pois é, Aécio já tem seu Palácio de Versalhes e, pelo que parece, também seu ‘Império” de Montezuma. Tudo com o espírito mineiro. Ou será espírito de porco?

  • ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar mudando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

  • ‘****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar mudando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

  • Nada como uma explicação convincente para dirimir dúvidas
    Não soprou o bafômetro, porque a habilitação estava vencida…
    Construir uma pista nas terras do parente não tem problema, pois o tio está na justiça pedindo um valor maior…
    Passa dias a fio no Rio, enquanto governador de Minas ou Senador, porque morou lá aos 10 anos…
    Agora sim, ficou claro.

  • a oposição não se dará por vencida enquanto a eleição não for consumada, mesmo assim continuarão a dar trabalho apos a vitória da Dilma, mas o momento é o empobrecimento dos EUA que pode derrubar a mídia no Brasil

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