Escolha da nova equipe econômica visou destravar investimentos

Análise

levy

 

A escolha da presidente Dilma Rousseff para o principal cargo da equipe econômica, o de ministro da Fazenda, gerou aflição em muita gente. O Blog tem recebido mensagens via e-mail e comentários privados nesta página e nas redes sociais. Leitores perguntam se devem temer por seus empregos diante do que vem sendo pintado como a adoção pela presidente do programa econômico que ela dizia, durante a campanha eleitoral, que provocaria desemprego no país: o programa econômico de Aécio Neves.

Para começar a explicar, vale propor uma reflexão: por que a presidente faria tal maldade com o povo brasileiro? Estaria finalmente revelando uma perversidade latente que ocultou ao longo dos quase quatro anos de seu primeiro mandato ou é apenas covardia imotivada?

A revolta com a escolha do engenheiro naval Joaquim Levy para comandar a principal pasta econômica do governo federal levou muitos dos que votaram em Dilma há um mês a, agora, dizerem-se arrependidos da escolha. Um dos mais decepcionados chegou a sugerir que, diante da escolha deste ou daquele nome para o novo ministério da presidente, nada haveria a estranhar se ela colocasse o assustador deputado fluminense Jair Bolsonaro na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o que dá uma ideia do climão que se instalou entre os setores progressistas da opinião pública ante a escolha de Levy.

A materialização da escolha maldita no penúltimo dia útil da semana torna inoportunas maiores considerações sobre o que esta página vem julgando um exagero e um equívoco. Passemos, assim, às questões práticas.

A nova equipe econômica não fará algo que a anterior não faria, apesar de o agora ex-ministro da Fazenda Guido Mantega dificilmente poder ser considerado um bicho-papão como Levy. Diante disso, este Blog dará sua opinião sobre o que aconteceu na economia brasileira durante o primeiro mandato de Dilma e o que acha que deverá acontecer daqui para frente. E, ainda, irá explicar a razão da escolha de Levy e de outros ministros polêmicos do segundo mandato.

Entre 2008 e 2013, o mundo passou pela maior crise econômica da história recente da humanidade. Foi considerada mais grave do que a que quebrou a bolsa de valores americana em 1929. Sessenta milhões de empregos foram extintos em todo o planeta. Países como os Estados Unidos, o mais rico do mundo e o terceiro em qualidade de vida (segundo o IDH 2013), viram surgir favelas em seus territórios.

No Brasil, poderia ter sido feita uma política econômica que contivesse a inflação no centro da meta de 2014 (4,5%). Essa política, apesar de recessiva, segundo os economistas de linha liberal teria resultado em maior crescimento. Os investimentos do Estado em programas gigantescos de obras, a renúncia fiscal para incontáveis setores da economia, os aportes em bancos públicos para conter os juros ao consumidor e propiciar financiamento farto e crescente a esse consumidor, porém, geraram inflação mais alta.

As políticas anticíclicas (ou antirrecessivas) do governo Dilma fizeram a inflação bater no teto da meta, mas, em contrapartida, impediram o desemprego e o arrocho salarial. Com isso, o brasileiro, apesar de pagar mais caro a compra do mês no supermercado, teve dinheiro para fazê-la – e quanto mais baixa a classe social, menos os hábitos de consumo ora gastadores foram afetados pela crise devido aos salários virem subindo acima da inflação.

Houve, porém, um preço a pagar por essa proteção que Dilma deu ao emprego e ao salário: além da inflação um pouco mais alta (2 pontos percentuais a mais do que o centro da meta), houve certo desarranjo nas contas públicas. Por exemplo, o país reduziu drasticamente o superávit primário, economia que o governo faz para pagar suas dívidas.

O superávit primário, porém, é uma tara neoliberal. Sobretudo em um país que tem quase 400 bilhões de dólares de reservas cambiais e, portanto, mesmo sem economizar um centavo via superávit primário por certo tem como pagar suas dívidas. Porém, esse superávit demonstra a disposição do governo de não confrontar o investidor.

Por isso, apesar de tudo o que se falou de Levy ele deu uma declaração na edição do Jornal Nacional da data em que foi anunciado como novo ministro da Fazenda que contraria tudo o que disse a oposição durante a recente campanha eleitoral e que indica que o bicho-papão neoliberal, visto como uma espécie de genérico de Armínio Fraga, talvez venha a se mostrar muito menos malvado do que parece – ao menos por ter que se reportar a uma Dilma Rousseff.

Para ver um Levy menos carrasco do que o previsto, leia, abaixo, trecho de matéria do JN de quinta-feira 27 sobre a nova equipe econômica.

“(…)Os ministros indicados para a Fazenda e para o Planejamento anunciaram o compromisso de fazer um ajuste nas contas do governo nos próximos três anos. Descartaram a adoção de um pacote econômico e medidas drásticas para acertar as contas do país. Segundo Joaquim Levy, os ajustes serão graduais, porque o Brasil não vive uma crise (…)”

Epa! Como assim? Se Levy implementará o modelo de gestão que o ministro da Fazenda que Aécio Neves disse que nomearia, caso fosse eleito, prometeu adotar, então deveria ter, como Armínio Fraga, dito que o Brasil vive uma grave crise que requer justamente ao contrário, ou seja, “medidas drásticas para acertar as contas do país”.

Não foi o que ele disse. Ele e os outros membros da equipe econômica. Ah, ele está fazendo média com Dilma? Bem, se está fazendo média ou não, tanto faz. Sua declaração não é a que daria Fraga ou o possível ministro da Fazenda de Marina Silva, Eduardo Gianetti. Sem uma declaração catastrofista não se pode dizer que a nova política econômica será draconiana como a que prometiam o PSDB e o PSB durante a última campanha eleitoral.

Além disso – agora no campo dos fatos efetivos e não do que eles parecem ser –, a proposta da nova equipe econômica para o maldito superávit primário está longe de ser “draconiana”. Outro trecho do Jornal Nacional revela que o ajuste será mesmo gradual, de forma a não gerar desemprego e arrocho salarial.

Ele [Levy] anunciou que o governo pretende fazer, em 2015, um superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) de 1,2% do PIB –  que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país num determinado período. Esse número é menor do que a previsão feita pelo governo em agosto, de 2%, mas é maior que a economia esperada para 2014. Para 2016 e 2017, a meta é de um superávit primário 2% do PIB

Para quem não sabe, no tempo de FHC/Armínio Fraga (2002) o Brasil chegou a fazer superávit primário de 4,06% do PIB, o que fez o desemprego explodir para cerca de 12% no país. E, em 2003, primeiro ano do primeiro governo Lula, o superávit primário teve a maior meta da história, de 4,25%.

Detalhe: quem fez aquele superávit primário do primeiro ano de Lula foi Antonio Palocci, do PT.

Porém, como o mundo vai saindo da crise – sobretudo porque os EUA estão saindo, após mais de 5 anos de uma quase depressão econômica –, agora é hora de se preocupar com a higidez das contas públicas.

Tivemos recursos para bancar a preservação do povo brasileiro dos horrores da crise internacional. Foi como se tivéssemos uma gorda poupança da qual retiramos uma pequena parcela para atravessar um período difícil e, agora que a situação começa a melhorar, trataremos de repor o que usamos daquela reserva.

Por conta da boa situação de caixa do país, pode-se adotar, paulatinamente, uma fórmula que, mais do que as contas públicas, terá o condão de melhorar um componente da economia que, devido à política, contribuiu para manter o país estagnado durante o período em que o governo Dilma foi mais “heterodoxo”, por assim dizer: a taxa de investimento privado, que foi brecada por aquelas injunções políticas e pelo temor dos investidores que se estabeleceu.

Aliás, convenhamos, muito empresário segurou investimentos visando criar uma situação-limite para a política econômica, em uma espécie de chantagem política do capital contra o Estado.

Não adiantaria Mantega tocar a mesma política econômica dura que tocou Palocci durante o primeiro governo Lula porque antecessor de Levy perdeu a confiança do mercado ao cumprir a determinação de Dilma Rousseff de afrouxar o garrote das finanças públicas de modo a que o país não mergulhasse no desemprego e no arrocho salarial. Assim, Levy e outros ministros conservadores pretendem, agora que a direita midiática perdeu a eleição, fazer com que os empresários parem de pirraça e voltem a investir, o que é vital para o país.

É simples assim, leitor. Por conta disso, a opinião deste Blog é a de que você não precisa se preocupar com seu emprego. Mas é claro que aqui tampouco se recomenda que continue comprando o último modelo de carro ou de celular, viajando toda hora de férias com a família etc. É hora de poupar para ajudar o país a atravessar um par de anos menos duros do que foram os primeiros anos do primeiro governo Lula, mas, ainda assim, mais duros, do ponto de vista fiscal e monetário, do que entre 2006 e 2014.

PS: a nova equipe econômica também irá produzir um outro efeito benfazejo. Qual seja, o de reduzir o custo-benefício do golpe “paraguaio” que vem sendo articulado pela direita midiática praticamente à luz do dia.

116 comments

  • O que mais me impressiona no brasileiro, mesmo os ricos, é o grau de analfabetismo.
    O brasileiro não sabe ter critérios para escolher seus representantes, não entende absolutamente nada sobre economia, Geopolítica, e nada mesmo sobre Direito, NADA!
    A vida da maioria dos brasileiros, exatamente porque são cegos, é uma mistura de filme de terror com comédia, e eles sempre acham que o fim do mundo pode vir no dia seguinte, é patético.
    Obviamente, a elite que controla 100% da grande mídia, tem uns 70% de “culpa no cartório” mas o fato, é que o brasileiro prefere assistir futebol e novela, do que ler livros que aumentem a capacidade intelectual, a visão de longo prazo, enfim, que aumente a inteligência de um modo geral.
    Mas quem sabe um dia chegamos lá…

    • Heber, concordo com você, mas você precisa considerar que este é o maior período de democracia que vivemos em toda a história!

      Nunca tivemos uma geração de gente elegendo seus representantes. Ainda estamos nos acostumando a isso.

      Essa polarização que tivemos, mesmo com essa mídia vil e corrupta que temos, mostra que as pessoas estão discutindo a política.

      E observe como os movimentos por intervenção militar foram barrados pela própria população. Apesar da nossa mídia, o fato do Bolsonaro aparecer armado em um discurso foi considerado algo, no mínimo, inapropriado.

      Cada vez mais o povo vai aprendendo a se envolver na política. E vai aprendendo na prática. Pelo voto.

      Por isso, o golpe paraguaio não pode acontecer! Se isso for pra frente, vamos retroceder décadas! Porque o povo vai votar se, no fim, duas pessoas podem decidir se o escolhido vai assumir ou não?

      Essa é a primeira geração que está nas ruas elegendo seus representantes. Se continuarmos assim, mais e mais gente vai aprender a olhar a política como a defesa de seus interesses.

      Grande abraço!

    • Comento / respondo, com base no seu próprio texto.

      O que mais me impressiona no brasileiro, mesmo os ricos, é o grau de analfabetismo.
      O brasileiro não sabe ter critérios para escolher seus representantes, não entende absolutamente nada

      Permita-me discordar. A sua frustração com o voto do povo , ao qual fazemos parte, carece de compreensão um pouco mais ampla.

      Não é que o “povo” não entenda nada. Falta-lhe informação. Falta-lhe a imparcialidade do judiciário e do Ministério Público. Qualquer pessoa bem informada, no sentido de saber a verdade, age de forma menos lúdica e mais assertiva em relação à realidade. Ok ?

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      sobre economia, Geopolítica, e nada mesmo sobre Direito, NADA!
      A vida da maioria dos brasileiros, exatamente porque são cegos, é uma mistura de filme de terror com comédia, e eles sempre acham que o fim do mundo pode vir no dia seguinte, é patético.

      Os computadores pessoais chegaram aos brasileiros por volta de 1987;

      foram 320 anos de colonização espoliativa ( 320 anos é “apenas” metade do que durou o império otomano …. Ou seja, é muito tempo ! );

      nove anos nas mãos de um imperador que não passava de representante dos interesses europeus aqui dentro ;

      nove anos, nos quais o Estado ficou acéfalo e , nos quais houve intensa disputa pelo poder (dado ao vácuo deixado por Pedro I ) , com inúmeras revoltas eclodindo aqui dentro ( sabinada, balaiada, malês, farroupilhas, república juliana, cabanagem…..;

      quarenta e nove anos de um império (centralizador ) que só aumentou a dívida social e a dívida pecuniária ;

      quarenta e um anos do que se chama de república velha, sob a ditadura do capital paulista ( leia sobre o “convênio de Taubaté” ) ;

      quinze anos sob a ditadura de uma composição entre um hábil advogado “borgista” e um grupo de “tenentes” e

      mais vinte um anos sob a ditadura desses mesmos “tenentes”,

      Até agora, tivemos apenas 48 anos de democracia, contra 144 anos de ditadura.

      Até agora já foram quatro golpes de Estado…. e há quem queira um quinto golpe.

      Se você considerar tudo isso, até que o povo brasileiro está de parabéns.

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      Nos primeiros 41 anos de república as eleições eram forjadas.

      Nos quinze anos seguintes, nem congresso havia.. dirá eleições.

      Somente em 1945 , o povo brasileiro vai às urnas. Naquele ano, os tenentes ( sem voto ) perdem as eleições , na pessoa do brigadeiro Eduardo Gomes ( herói do primeiro 5 de julho, em 1922 ).

      Em 1946 surge uma constituição que busca a ampliação da democracia.

      Em 1967 surge uma constituição que restringe a democracia.

      Em 1988 surge uma constituição que teoricamente amplia a democracia , mas que até hoje não foi regulamentada em pontos essenciais, como o da mídia, por exemplo.

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      Obviamente, a elite que controla 100% da grande mídia, tem uns 70% de “culpa no cartório” mas o fato, é que o brasileiro prefere assistir futebol e novela, do que ler livros que aumentem a capacidade intelectual, a visão de longo prazo, enfim, que aumente a inteligência de um modo geral.

      É justamente nesse ponto que a internet entra em cena.

      Não fosse a internet, Eduardo Guimarães não teria a oportunidade de escrever e nem nós teríamos a oportunidade de comentar.

      A internet muda tudo…. Esses blogs estão mudando tudo… num trabalho de formiguinha.

      Não se pode subestimar a contribuição ímpar da internet no processo de democratização das comunicações….. You Tube, TVT, rádios virtuais … movimentos sociais…. e muita espionagem estrangeira também…

      A internet está fazendo com cada vez mais pessoas sejam compelidas a ler. E , sempre haverá a contribuição de quem se dispõe a colaborar, com textos enriquecedores.

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      Mas quem sabe um dia chegamos lá…

      Sim… e quando chegarmos “lá” , sentiremos que ainda haverá algo além…. o “lá” é aqui e agora. Creia nisso.

      A ampliação do debate político franco, sem vaidades, sem filtros e sem censuras é essencial.

      Valeu.

      • Perfeito Sergio Govea, tanto o texto do Eduardo como o seu comentário assino embaixo, como você bem demonstrou nós brasileiros tivemos apenas 48 anos de democracia, sendo que desses 48 anos, temos a 30 anos consecutivamente exercendo ou tentando exercer esta frágil democracia, sim frágil porque ainda a população não entendeu exatamente o que é democracia, isso tanto é verdade que boa parte de população prefere ver um programa de auditório onde não diz nada com nada, estes programas só existem para pura merchandising (capitalismo selvagem) e os que assistem sai mais “burros” depois de assistí-los, enquanto que se puséssemos um programa de debates de coisa importante que interferem no dia a dia do cidadão, estes mesmos achariam uma bobagem e logo rotulariam de “bolivariano” e ou “comunista”, por isso a democracia brasileira ainda tem muito que ser aprimorada e isso só se consegue com ampla informação de qualidade e acima de tudo levar a história da democracia nas escolas, fazer com que a população jovem passem a se interessar mais e perceber ai que ela só consegue estas informações em uma democracia, jamais conseguiria numa ditadura e cabe a todos nós sermos responsáveis para o jovem compreenda aonde está inserido na história do Brasil.

        abraços Sergio Govea e Eduardo.

  • A Presidenta Dilma comanda o barco. Isso nem precisa seri dito ao Sr. Levy, nem ao Sr. Barbosa. Ela foi a eleita.
    Na verdade, primeiro a Presidenta conversou com eles, disse o que queria para os próximos quatro anos, baseado no programa de Governo exposto na campanha. Ela quer manter e ter mais o PAC, mais o Minha Casa Minha Vida. Ela quer implantar programas como o Mais Especialistas, o Pronatec Aprendiz, a Segurança Pública Integrada, tudo isso e mais alguma coisa falado na campanha eleitoral. E quer a manutenção do emprego e renda, claro. Arrocho, é com o Never, a despeito do “mercado” querer arrocho.
    Ela, por óbvio, deve ter pacientemente ouvido a opinião deles – até peolo fato de os conhecer de Governos passados -, mas deve, depois, ter suavemente lembrado a eles que ela foi a eleita para fazer o que foi afirmado na campanha. Esses senhores escolhidos como Ministros já trabalharam com ela, não nos esqueçamos, e já integraram parte de projeto, não nos esqueçamos. O PIG é que diz que eles seriam alienígenas pra Presidenta. O PIG e o “mercado” perderam a eleição, mas querem convencer aos incautos que eles ganharam, e que a Presidenta Dilma nos engabelou. E quem confia no PIG?
    Eles, os Ministros, terão liberdade mas devem executar o previsto no Programa de Governo, e preparar as coisas para isso. Ser Ministro é ser um servidor público. E Governo se faz pra população e não só para o tal “mercado”.
    Dito isto, caberia a eles aceitar ou não. Os convidados podem negar em estar Ministros, claro. E se eles aceitaram, então, mãos a obra pra cumprir o afirmado em campanha.
    Haverá ajustes, claro, mas sem perder o norte das mudanças, lentas e graduais, ao sabor da “base pouco aliada” e do PMDB de Eduardo Cunha.
    E não nos esqueçamos, a cada ação da Polícia Federal, surgem mais descontentes na “base pouco aliada”. A “base pouco aliada” prefere os negócios escusos e não apurados. Não nos esqueçamos do Never pedindo para a “base pouco aliada” sugar mais um pouco o Governo Federal, pois Never eleito estaria de braços e bolsos abertos pra eles.
    Quem acredita no PIG, acredita em Never. E não acredita em DIlma.
    Em suma, não se deixe emprenhar pelo canto da seria do PIG. E espere Dilma fazer. Ela é de fazer, e não de falar.

  • Como ficará o dólar? Dizem que ele deveria estar por volta de 3 reais para nossa indústria ficar competitiva. Mas ao subir os juros a tendência é que ele caia, até para arrefecer a inflação. Qual sua opinião Edu. Parabéns pelo texto, bem elucidativo.

  • Edu, não considere preços de supermercados como referência para inflação, pois os ‘gangsters’ dos “supermercados” passaram a aumentar seus preços em função do aumento (vertiginoso) do poder aquisitivo da população; tanto é que passaram a praticar (o golpe de) “descontos-relâmpagos” com seus locutores nas grandes lojas (com absurdos de preços baixando e subindo de 25 a 30% em questão de minutos!). Aqui no Rio, no mês passado, houve o “fenômeno” do Aniversário de uma grande cadeia de Supermercados que abalou a concorrência; vou citar 2 exemplos: chego numa loja concorrente e encontro oferta de produto que já estava sendo (absurdamente!) vendido por R$ 3,20 por incríveis: R$ 1,85… (uma pilha enorme (com prazo de validade normal) no meio de outras várias ofertas no corredor central da loja!)… e, na citada loja em aniversário, oferta “relâmpago” de 1L sabão líquido (marca boa e famosa!) de R$ 4,70 por…. R$ 2,99!!!!!…… sendo que, o preço “normal” (que já vi em outros lugares, creia-me!!!) por (es-cor-chan-tes!!!!!!) R$ 7,99…. quer uma calculadora ou um balde pra vomitar?!!!… lembro que meu tio esteve certa vez em algum lugar dos Estados Unidos e presenciou uma “passeata” na porta de um supermercado local contra o aumento de $ 0,01 no preço dos iogurtes… pra que ninguém comprasse aqueles produtos e eles perdessem seus prazos de validade de balcão… aqui –parece!!– ainda veremos ‘gente’ se vangloriando de pagar “ágio” pra comprar água (mineral?!!)… Carpe diem, pois o “GAP” (e tem tantos babacas estampando esta merda nos peitos!) ainda é gigante!!! boa luta! meu caro.

    • Aqui em BH nem é por causa de aniversário, rsrs
      Não encontrava caixa de leite de 1 l por menos de 2,20. As marcas mais famosas (aqui de BH), estavam a 2,50, 2,70.
      Não é que surgiram marcas pouco conhecidas por menos de 2,00 (1,90 a 1,98) e forçaram as “famosas” a maneirar o preço?
      A pouco tempo, também o açúcar, que não se encontrava por menos de 8,00 já é possível comprar por 5,90.
      O blábláblá de inflação descontrolada só é visível nos telejornais porque eles desejam disseminar esta idéia.

    • o problema dos preços no varejo é que aqui no Brasil FALTA realmente CONCORRÊNCIA REAL, afinal na economia existindo reais concorrentes no MERCADO, com certeza não haveria tanta diferença de preços de um mesmo produto em diferentes cadeias de lojas e ou supermercados, pois o empresário sabe que na economia real, determinado produto é vendido se o consumidor tem condições de consumir aquele produto, então eu acho que o governo federal deveria INCENTIVAR de todas as formas possíveis (e legais) a concorrência saudável, ai sim veremos a inflação baixar de forma correta e sem as sequelas de uma tomada forçada de preços, afinal quem ainda força baixa de preços sabe que não adianta e no mercado real atual não existe VERDADEIRA CONCORRÊNCIA, todo empresário sabe disso, pena que o governo não SAIBA ou prefere NÃO SABER, para isso bastaria o governo abrir o mercado nacional para mais empresas tanto de fora como no mercado interno, disso resultaria que as chamadas grandes empresas que dominam o mercado atual, veriam que não estão no mando do mercado atual e ai teriam que sim baixar seus preços sob pena de perder o nicho que elas atualmente detêm. então resumindo, o governo tem que lutar firme contra oligopólios e monopólios, fazendo isso tenhamos a certeza que a inflação baixa inexorávelmente.

    • Com relação a preços em supermercados, minha visão é de que, por exisir um troço chamado ABRAS, não existe (repetindo, não existe) concorrência, pelo menos nos locais onde existem filiais das grandes redes.
      É mais ou menos assim: de dia fingimos que fazemos concorrência e à noite combinamos que vai cobrar 10 centavos a menos pelo kilo do arroz amanhã de manhã.
      E depois, no fim do mês nos reunimos pra comemorar os lucros escorchantes obtidos em cima deste verdadeiro estelionato aplicado na população.
      Com combustíveis se faz isso abertamente, também.
      E agora apareceu esta merda de americanismo denominado black friday.
      Bem no estilo dito pelo colega acima…

  • O que o pessoal precisa entender é que gente do nível de Pallocci, Mantega, Fraga e Levy não são idiotas. Eles não adotam uma ideologia dogmática por acreditarem nela, como tantos palpiteiros por aí, mas sim por serem um discurso conveniente pra enganar os trouxas e atingir o objetivo traçado por quem os paga.

    Fraga é pago para aumentar a acumulação do capital e as diferenças sociais, repondo a situação que seus chefes gostam. Pra isso, ele adota o discurso catastrofista, repete dogmas ideológicos vazios e convenientes como se fossem verdades escriturais e propõe o arrocho, desemprego e a redução da renda do trabalhador como a única salvação da lavoura.

    Mas é tudo postura, sofismas pra enganar trouxa. No fundo, ele não crê que, satisfazendo a ganância do capital com o sacrifício do povo, o país se beneficiará mais do que com a redução das diferenças sociais.

    Ele é apenas pago pra fingir que acredita piamente nisso, que acha que isso é “certo” ou “correto”.

    Num governo tucano, Levy adotaria as mesmas práticas de Fraga, e este, num governo petista, adotaria as práticas de Meireles.

    Levy, portanto, não fará o que Fraga faria simplesmente pq os objetivos estratégicos petistas são diametralmente opostos aos tucanos. O país que o PT quer que exista em 4 anos é muito diferente do que os tucanos (ou a esquerda mais radical) gostariam que fosse. E qualquer um deles sabe perfeitamente a receita pra chegar lá.

    A única dúvida que cabe é se Levy será fiel à estrategista, ou se a trairá em favor do capital ao qual servirá depois que deixar o ministério. E aí, é questão de caráter e não de ideologia.

    • Discordo em parte do Pierri.
      E’ verdade que muitos são oportunistas mas gente da laia dos Fraga fazem o que fazem por ideologia, sim. Fraga e colegas acreditam no discurso catastrofista enquanto instrumento para viabilizar resultados, otimizar processos, obter recursos. Eles dizem o que dizem de cabeça própria, ninguém precisa escrever pra eles o que devem dizer nem qual decisão devem tomar. Isso é de competência deles; para tanto, são investidos de poder e prestígio ao ingressarem na vassalagem: um sistema medieval que chegou intacto até os dias de hoje; uma relação de dependência que os estudiosos explicam dessa maneira:

      A dependência, a necessidade da ajuda de outros para poder existir plenamente, é dominante nas relações interpessoais, reconhecidas e até mesmo institucionalizadas, em muitas sociedades. Por razão de tal preponderância, são chamadas de dependência. São assimétricas: um ajuda e o outro sustenta, um ”fraga” recebe sustento e por sua vez presta varios serviços ao sponsor. A relação não pode inverter-se: proteção e serviços não são do mesmo gênero. Para fazer jus à sua condição, o sponsor deve possuir grandes recursos antes que tenha início uma relação, maiores do seu futuro vassalo que — di per se — pode ser originalmente um rola-bosta (o prestativo Armínio Fraga é um exemplo).

      O sistema vassalático é, de modo não contraditório, um contrato entre duas pessoas onde uma, o vassalo, mesmo permanecendo inferior à outra, o sponsor, torna-se por efeito do contrato, seu igual em relação aos demais que ficaram do lado de fora (da panelinha). E’ diferente de uma normal relação de prestação de serviços porque o vassalo adquire status ”upgrade”. O sponsor do Levy, agora, chama-se Dilma Rousseff. Ela quer resultados, otimizar processos, obter recursos. Levy, que entende do riscado, apresentou-se sem discurso catastrofista porque aceitou os termos do contrato. Um tipo como o Fraga não teria aceitado os termos desse contrato porque uma vez terminado ”o serviço”, ele não voltaria a ser vassalo do ”big business” global. Os Levy, os Fraga enganam o desinformado que não é necessariamente um trouxa. Blogs execelentes como o Cidadania, do Eduardo Guimarães, cumprem a importantissima função de reduzir o número de desinformados. O trouxa é outra coisa.

      Vigarista? Reaganista? Clintonista? Thatcherista? Liberista? O que é?
      Vale a pena saber: http://redecastorphoto.blogspot.it/2014/07/hillary-e-virus-reaganista-e-o.html

  • Edu, eu sou um leigo em economia mas, pra mim, o novo ministro da fazenda foi colocado no cargo para executar 3 coisas. São elas: 1- apagar a maquiagem nas contas públicas para melhorar a imagem da gestão; 2- manter a taxa de juros em patamar elevado para atrair investimentos; e 3- informar ao mercado que não haverá mudanças bruscas e de tendência socializantes ou estatizantes na condução da economia.
    Não chega a ser uma guinada para a direita na administração da Dilma mas mantém o cargo nas mãos de pessoas de fora do PT desde que saiu o Palocci.

  • JOAQUIM LEVY PROMETE FAZER TUDO AQUILO QUE OS PETRALHAS DISSERAM QUE AÉCIO IRIA FAZER SE NÃO TIVESSE SIDO VÍTIMA DO MAIOR ESTELIONATO ELEITORAL DA HISTÓRIA DA POLÍTICA MUNDIAL!

    QUEM É O ‘NEOLIBERAL’ FERNANDINO QUE O DESGOVERNO PETRALHA CHAMOU PARA SALVAR O SEU PROJETO DE PODER?

    Bem se diz que a História só se repete como farsa.

    Joaquim Levy participou do governo Fernando Henrique Cardoso como secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, cargo para o qual foi nomeado em 2000. Um ano depois, assumiu o posto de economista-chefe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Já o desgoverno Lula da Silva, sem projeto na área econômica, exceto dar calote nos contratos,tinha recorrido aos préstimos dele. Agora é a Dilma, cansada de passar “manteiga” num pão amanhecido que ninguém mais quer comer, que recorre a ele.

    É, a História se repete como farsa e … estelionato!

    Delenda, Lulilma!.

    • O Edu é muito paciente ao publicar comentários de pessoas que só recebem informações da revista veja e quetais. Esse é apenas mais um “sobrinho” do tal tio da revista veja, vide o esbravejamento do mesmo usando palavras como “petralhas” e “estelionato eleitoral”
      Risível, como sempre.

      • Mais um motivo para cremos que a Dilminha está acertando nas escolhas: o Aécinho cheiroso, a Marineca e os coxinhas estão revoltados com os nomes anunciados. Não param de resmungar. Agora, só falta ela agradar a esquerda do PT e colocar alguém nosso na justiça e nas comunicações. Se continuar assim, 2018 será de goleada, com o Lula de treinador.

    • Cara, vai tomar seus remédios, pq vc tá alucinando.

      Em que mundo vc vive pra falar tanta bobagem? É sério mesmo que vc acredita nessas sandices, ou é só mentira pra irritar os outros?

      Agora, se vc quiser saber o que é estelionato eleitoral mesmo, olhe pro próprio rabo, pois aposto que vc votou em Collor e em FHC, os dois autores dos maiores estelionatos eleitorais da nossa história.

      Ah, e dizer que a política econômica de Lula era “dar calote” só pode ser brincadeira, né? E chamar de “desgoverno” aquele que reduziu o endividamento público deixado pela tua turma é coisa de doente.

      Os enfermeiros do hospício de onde vc fugiu devem estar desesperados atrás de vc…

  • SERÁ?

    “JOAQUIM LEVY E LUIZ TRABUCO: OS FIADORES BOLIBURGUESES DO FORO DE SÃO PAULO NO BRASIL.
    .
    Lula , dilma e seus sequazes poderão fazer o diabo. Nem mesmo com o apoio do Bradesco e demais bancos, mais a trupe de mega-empresários que lambem os pés do PT, conseguirão demover o sentimento que se agiganta no Brasil de repúdio total ao governo petista. Um sinal disto que estou afirmando vem diretamente do mercado. A Bovespa murchou nesta quinta-feira e o bom, velho e seguro dólar manteve a alta. Quem tem algum dinheirinho compra dólar que nunca, jamais, perde o valor.

    Esse festejado Joaquim Levy, indicado pela Dilma para a Fazenda, não passa de um boliburguês que já foi lacaio de Lula. E o nível de apoio irrestrito desses banqueiros que se divertem remunerando a poupança e aplicações correlatas como CDB, com menos de 1 dígito e emprestando por algo ao redor de 8% ao mês! , é realmente um maná. Se essa história for contada para um americano, alemão ou japonês, não acreditarão.
    Para aqueles menos avisados soa estranho que empresários e banqueiros sejam os maiores apoiadores dos comunistas do PT. Vejam que o presidente do Bradesco, o Luiz Trabuco, sujeitou-se ao marketing do PT, quando foi ter com a Dilma para dizer que não poderia aceitar o cargo de ministro da Fazenda. É claro que, na ocaisão, Trabuco ofereceu seu subordinado Joaquim Levy, que já era um velho conhecido da turma do PT.

    Tanto Trabuco, como Levy e demais banqueiros e mega-empresários são os boliburgueses que apoiam todos os governos comunistas bolivarianos. Esse neologismo foi criado na Venezuela, para qualificar os empresários e banqueiros que apoiam o chavismo. Boliburguês é a junção de bolivariano com burguês, coisa típica do empresariado latino-americano que é patrimonialista desde criancinha.

    Ora, esse comunismo do século XXI, cuja aplicação é coordenada pelo Foro de São Paulo, não promove mais a guerrilha na selva, não assalta bancos. Ao contrário, assalta os cofres públicos e convida os empresários e banqueiros para serem seus parceiros. O botim é dividido para manter o poder incólume.
    Esse neo-comunismo emergiu da falência da ex-URSS e da ex-Alemanha Oriental, renasceu no mesmo momento em que um monte de alemães trepados no Muro de Berlim, num transe libertário mostrado ao vivo e em cores por todos os veículos de comunicação. Não tem nada mais a ver com o velho comunismo que ascendeu ao poder na Rússia em 1917. Nesse novo modelo se tem uma ditadura disfarçada pela liberdade de mercado, como ocorre na China. Todavia é uma camarilha que detém todo o poder. Zero de liberdade política e censura total aos meios de comunicação e à internet.

    Na China o Partido Comunista Chinês é o dono de uma Nação com cerca de 1,3 bilhão de habitantes que vivem um pouquinho melhor que no velho comunismo depois que as empresas ocidentais capitalistas lá se instalaram.

    O que os analistas econômicos e políticos falam nos jornalões e nas televisões nesta quinta-feira é tudo mentira. Renovo o meu apelo: boicotem Folha de S. Paulo, Estadão, Globo e desliguem as televisões. Todas as matérias desses veículos de mídia fazem parte dessa encenação ridícula e mentirosa voltada a salvar o governo do PT.

    Joaquim Levy, Trabuco, Barbosa e demais tombinis, fazem parte da estratégia petista de poder perpétuo, ou seja, obedecem o projeto formulado pelo Foro de São Paulo e, claro, não estão empoleirados no poder pelo salário de ministro ou de presidente do Banco Central. Isso, para essa gente é troco. No máximo uma noitada de orgia em Paris.

    CLASSE MÉDIA SERÁ GARROTEADA

    O único efeito dessa modificação na área econômica do governo petista será sentido pela classe média verdadeira. Não essa que anda por aí a bordo desses carrinhos de entrada, mas aquela que cumpre a lei, estuda, trabalha, é responsável e tem um projeto de vida que evidentemente não se encaixa nos planos do Foro de São Paulo. Isto quer dizer a classe média verdadeira será utilizada para pagar a conta da roubalheira, principalmente via Imposto de Renda e demais tributos que incidem até sobre o ar que respiramos.

    O resultado disso tudo fará com que a classe média verdadeira desapareça, sobrando apenas a nomenklatura do Foro de São Paulo associada aos Levys e Trabucos e, de outro, um bando de miseráveis que vivem às expensas do Estado via bolsas família e correlatos.

    Resta saber se o que virá por aí. Há duas hipóteses: O Levy mete o trabuco no traseiro da classe média brasileira que ficará caladinha e contente, ou decidirá ir para as ruas para o confronto. Nesta hipótese as Forças Armadas brasileiras convocadas pelo Lula e pela Dilma, vão para as ruas reprimir os que protestam contra o sistema bolivariano ou se juntam às massas enfurecidas e bombardeiam o Palácio do Planalto, detonando o PT e o Foro de São Paulo para sempre.

    Se os leitores tiverem algum palpite sobre o que poderá acontecer aproveitem para comentar. Se gostaram deste post também podem compartilhar pelas redes sociais. Vamos aproveitar enquanto o PT do Lula, da Dilma e os Trabucos, não corta os cabos da internet.”

    Do Blog do Aluizio Amorim

  • LULAUQUISTÃO EM CRISE!

    Não se desmanche em justificativas supérfluas, que não convencem nem nem os beatos da seita lulaupetista que “puLulam” por aqui. Relaxe e goze, Dudu!

    “Neoliberalismo” petralha, já! Senão o golpe bolivariano vai para o brejo!

  • Muito bom Eduardo. Mas ja que deram a dica, fiquei imaginando Bolsonaro como Ministro das Comunicações com as bases: “voces querem o que? Encher o meu saco, porra!”

  • Olá, Eduardo.

    1) você está correto , quando quando conclui que Mantega deveria ceder lugar a um novo ministro com mais “simbolismo” entre os empresários capazes de investir;

    2) quem está contra a nomeação de Levy, por ser neoliberal demais, não esteve contra toda a sorte de doações para a campanha política, ainda que essas doações tenham sido realizadas pelos mesmos neoliberais;

    3) percebe-se, cada vez mais um distanciamento entre o comportamento de investidores produtivos em 2014, com o comportamento desses mesmos investidores há quinze anos atrás. Eu estive na CNC , no último dia 19, para assistir à posse de reeleição de Antônio Oliveira e o discurso dele manda um recado bem parecido com o que diz a sua matéria: “é necessário que se realizem os ajustes macroeconômicos, alinhando governo e mercados, através do setor produtivo. Isso é necessário, para que o Brasil reafirme a sua posição de país com capacidade de dar um salto de crescimento em breve”. Não acredito que a CNC esteja apenas se valendo de retórica. Acredito que Dilma fez um, já reconhecido, gesto de “diálogo” e que, como você aqui grafou há alguns dias, manterá um enorme diferencial em relação àqueles que se movem pela bula do “consenso de Washington ( 1989 ). A batuta , creio eu, estará com Dilma;

    4) gostei do “benfazejo”…

    5) A nova equipe econômica tende a “aumentar” e não a “reduzir” o custo / benefício do anacrônico “golpe paraguaio”…. Dê uma olhadinha no seu PS, ao término.

    ———————————————-

    Envie notícias que dê continuidade ao seu email “sem mídia”.

    Valeu.

  • Colocar os representantes do mercado para implementar as políticas desenvolvimentistas do governo é uma estratégia brilhante, embora o pitoniso PHA tenha dito que a urubulina cor tou os pulsos. Mas, nessas estratégias, também é preciso pensar que o Brasil agora é um país de classe média, graças as ações dos Governos Lula/Dilma. Por isso, as ações na base da pirâmide social devem seguir e aumentar, mas também é preciso pensar em garantir e ampliar as conquistas da base da nova classe média. É preciso pensar na Classe C. Recomendo os textos abaixo, que refletem sobre o que pensa e precisa a Classe C.

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR.html

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR2.html

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR3.html

    • Ola Wilsoleaks. Tua reflexão sobre Malafaia/Marina, me lembrou um amigo que contratou um adestrador para seu cachorro. Como o animal não mudava os habitos, resolveu observar os dois na rua. Percebeu que o adestrador parava a cada poste para fazer xixi. Ou seja, cachorro é que adestrou o adestrador. Abraço.

  • Edu, vou comentar e depois ler! (pra você ver a confiança que eu tenho! \o/)

    A Economia NÃO É um problema hoje! Se compararmos o que temos aqui no Brasil com Europa & Cia, nós estamos MUITO BEM!

    90% dos problemas que temos é terrorismo econômico promovido pela mídia vil e corrupta.

    5% são problemas relacionados a esse ambiente terrível derivados dos problemas da Petrobras.

    Os outros 5% são algumas decisões equivocadas, mas que estão sendo corrigidas.

    Hoje temos uma taxa de desemprego de 4,7%!!! Que isso suba para 6%, ainda assim será uma das menores do planeta!

    Tenho amigos no “maravilhoso” Chile que afirmam que com os direitos que temos (Previdência, férias etc) estamos no Paraíso!

    E Dilma NÃO VAI mexer em nada disso! Podemos ter um pouco mais de recessão, mas seria MUITO LONGE daquela que teríamos com Aécio.

    Esse será um momento em que conquistar coisas novas será mais difícil, mas a maioria do povo não vai perder o que já tem.

    As pessoas podem ficar sossegadas com relação à economia, pois isso está totalmente sob controle.

    A única coisa que está fora de controle é a mídia vil e corrupta!

    Essa tem que ser atacada com a Lei de Regulação Econômica da Mídia. Essa, aliás, tende a gerar muitos empregos para jornalistas, posto que vai trazer concorrência para o setor.

    Para aqueles que estão assustados, um lembrete: A chefe é a Dilma!

    Grande abraço!

      • Agora deu pra ler. Parabéns pelo artigo!

        Perfeitas as colocações. Inclusive as recomendações para as pessoas não se assustarem, mas manterem a cautela. Os sacrifícios não são tão grande assim, pois acho que podemos viver sem trocar de carro por um período.

        Estou plenamente confiante. Acho que os ajustes são necessários e trarão grandes efeitos. São os 20% de ajustes que vão trazer 80% de resultados.

        O Brasil é muito grande e estável para ser ignorado por investidores. O Nordeste está crescendo muito e isso é mercado de consumo. Somos a melhor opção na América Latina e uma das melhores do mundo.

        O maior problema do país é a mídia que vai tentar desestabilizar o governo. O Pré-sal é muito importante para os EUA para eles não tentarem isso.

        Esse front está coberto. Agora, vamos ao próximo!

  • Eduardo, parabéns pelo texto. Eu votei na Dilma torcendo muito para que ela mudasse o comando da economia de forma contundente: logo, estou SUPER SATISFEITO com a escolha de Levy, Barbosa e Tombini. E mais ainda pelo fato de eles terem sido apresentados como uma equipe com autonomia, fato que pegou muito bem.

    O ponto que acho que deve ser sempre bem destacado na diferença entre um 2º governo Dilma e um possível (des)governo aecio é que, com a Dilma, os cortes (necessários) não vão ser feitos nos programas sociais. Se fosse o arminio fraga, acredito que o primeiro corte seria no programa Mais Médicos, que o PSDB e a elite dos médicos brasileiros não suporta. E acho que haveria muitos cortes no Prouni e no Pronatec, além de “tesouradas” em outros programas sociais. A mídia (PIG) iria elogiar muito a ponto de abafar as críticas, e, com isso, veríamos 12 anos de políticas sociais irem pelo ralo…

    Logo, nós, progressistas, temos que entender o momento político do país e perceber que, dadas as GIGANTESCAS dificuldades do momento (que passam inclusive pela intenção golpista do PSDB e do PIG), a escolha de Dilma foi MUITO SÁBIA! Parabéns a ela!!

    Abs, Fábio Faiad.

  • Eduardo, obrigada de novo. Sábias palavras.” Estaria finalmente revelando uma perversidade latente que ocultou ao longo dos quase quatro anos de seu primeiro mandato ou é apenas covardia imotivada?” Exatamente.

  • Edu, espero que a Dilma coloque nos ministerios da Comunicação e Justiça pessoas ligadas realmente a esquerda e não fantoches da direita golpista como é o caso do sr Levy.
    Se na economia a Dilma quer fazer um governo voltado a direita, que no restante dos ministerios ela lembre quem quem elegeu ela foi quem tem simpatia e aprova governos trabalhistas e não governos liberais direitistas como dos malditos tucanos.

  • Não bastasse aulas de política, hoje deparo com essa ótima aula de economia, parabéns, Eduardo. Aliás, parabéns inclusive por mostrar que Joaquim Levy não é um bicho-papão e nem Dilma é uma criança que se deixa amedrontar

  • Olá Eduardo,

    Concordo com sua analise, mas a cada momento que passa, acredito mais num ajuste na economia para atender os agente econômicos e ressuscitar a “confiança”.
    Pode ser gradual e lento, mas haverá.
    E ajuste econômico sempre traz turbulência, que pode ser pequena, mas traz. Pensei que não passaríamos por isto. Espero que os atingidos por este ajuste, consigam encontrar pontes para minorar os prejuízos.
    Vamos em frente, já que o que podemos fazer, é trabalhar e defender a nossa democracia. abraço

  • CORRUPTO E REACIONÁRIO

    Villa acha difícil Levy suportar o governo mais corrupto e reacionário de todos os tempos

    O historiador e colunista de Marco Antonio Villa afirma que com o “jeitinho Dilma de ser” Joaquim Levy, novo ministro da Fazenda, dificilmente suportará permanecer no governo que é o mais corrupto e reacionário de todos os tempos.

    • Esse marco antonio villa é um “historiador” tucano. Ele diz as coisas de acordo com a conveniência de seu partido, ou seja, inventa, mente, manipula e deturpa.

      Por falar em corrupção, a privataria tucana ainda está no topo da lista dos maiores escândalos de corrupção do país. O petrolão tá cheio de tucanos. Isto porque não falei do trensalão.

    • O estoriador Luciano Bastiani (afinal, contador de estória qqr um pode ser, já que o tal villa certamente é um) já acha (igualzinho ao villa, que também é cheio de achar…) que mesmo com este ‘historiado’ governo corrupto e tal, nossa vida vai bem obrigado, e nem precisamos de ouvir tanta estória via tv, jornais e revistas falidas.
      Vergonha na cara é bom e faz bem viu ô lalausconi.

  • Até entendo seus argumentos, porém, não posso aceitar que o discurso que me convenceu, seja descartado em nome de “acalmar” o mercado financeiro. Joaquim Levy é sim o mesmo que Arminio Fraga e os Setubal’s da vida, tão criticados por nós, na campanha. Desculpe mas me sinto traído e enganado. Chego a conclusão que só me resta o PSOL, que espero, também um dia não decepcione.

  • Gente, Armínio Fraga é frio como gelo e destruiu, quando trabalhava com George Soros, a economia da Tailândia. Queria acabar com os bancos públicos, afirmou isso claramente.

    Dilma precisava dar esse passo, para reverter expectativas dos agentes econômicos. Infelizmente, é a vida.

    Pior seria a oposição lá, não duvidem disso. Matariam milhões de empregos, criando muita infelicidade nas famílias dos brasileiros.

  • Rio de Janeiro, 28 de novembro de 2014

    PROJETO: A SEXTA DE VERÃO

    Caros amigos (as) o verão vem chegando e vem a lembrança de muitas crianças pobres, que vivem em abrigos e por falta de oportunidade, muitas delas não vão, para a praia e nem para piscina, para elas gostaria de sugerir um projeto: A SEXTA DE VERÃO onde algumas empresas ou cidadãos solidários poderiam mandar, para elas, toda sexta feira no verão, sorvetes e picolés. Alguma grande empresa fabricante de sorvetes poderia lançar um pacote, uma cesta especial, para essas crianças dos abrigos e o cidadão ligar e fazer essa encomenda (doação) tão especial. Amigos (as) fazer o bem, faz bem, e tenho certeza que essas pobres crianças vão adorar essa iniciativa do bem.

    Atenciosamente:
    Cláudio José, um amigo do povo e da paz.

  • Os ministros da área econômica no governo tucano mandavam no presidente.

    Presidente vaidoso e medíocre.

    Com Aécio e Marina seria a mesma coisa.

    Mas a Dilma ( como o Lula ) tem luz própria e muita, muita mesmo, inteligência.

    Além de amor ao Brasil.

    Dilma não é FHC, nem Aécio e nem Marina.

    Quem viver, verá.

    Lógico que os hipócritas não reconhecerão.

  • Meu pai era militar da reserva dos tempos da ditadura. Conhecia o Lula desde os tempos de sindicalista e acompanhou a sua trajetória. Quando surgiu a oportunidade de elege-lo não pensou duas vezes – apoiou a sua candidatura e ficou satisfeito com a escolha. Ele sempre dizia que votaria no Lula do PT sem medo de ser feliz.

    Apoiou a Dilma “do Lula” no 1° mandato e ficou mais uma vez feliz.

    Nessa eleição de 2014, ele já com 82 anos e com a câncer bastante avançado, infelizmente, não pode comparecer no 1° turno, mas, vendo a ameaça da direita, no dia do 2° turno ele me disse prontamente: “filha, eu vou votar hoje porque a Dilma precisa de mim”. Cheguei a ficar emocionada com a determinação dele, porque ele já não andava mais e a sua saúde estava muito frágil.

    Ele acompanhou o resultado e sorriu quando anunciaram a vitória da sua candidata. Fiquei feliz 2 vezes, porque minha família viu a Dilma se reeleger e meu querido pai ficou feliz em ter ajudado nisso.

    Ele gostava de política e dava os seus pitecos. Disse muito do que estamos vendo hoje em relação as escolhas da Dilma, que para muitos de esquerda gerou conflito, mas ele dizia que quando os “subordinados” tem um bom “comandante” as coisas fluem para endireitar-se, ir para o lugar certo. Dizia que a Dilma era a comandante ideal para o Brasil e que ninguém passaria por cima da sua autoridade porque ela era uma chefe de Estado honrada e comprometida. Disse, ainda, que ela venceria os maus pensamentos dos seus adversários.

    Semana passada, dia 19 lá pelas 17:00 hs, meu pai se foi, cumpriu a sua missão. Foi em paz.

    Somente hoje é que retomei a leitura dos blogs, aliás esse é um deles, que eu e ele acompanhávamos juntos, afinal, a vida continua e precisamos de informação para preparar um mundo melhor para quem vem depois de nós. Ele sempre me ensinou isso. Os dados continuarão rolando, não é mesmo?

    Apesar das escolhas conservadoras até aqui, sigo confiando na Dilma e não me arrependo nem um pouco do meu apoio a sua reeleição. Fico feliz ao saber que a Lula está ao lado dela orientando e orientando. Os pais fazem isso com seus filhos.

    E, como dizia o meu pai: “o Brasil deve muito a esse sindicalista” e “votar na Dilma e apoiá-la é dever de consciência”.

    É isso.

  • Prezado Eduardo:

    1. “Aliás, convenhamos, muito empresário segurou investimentos visando criar uma situação-limite para a política econômica, em uma espécie de chantagem política do capital contra o Estado.”

    2. “Assim, Levy e outros ministros conservadores pretendem, agora que a direita midiática perdeu a eleição, fazer com que os empresários parem de pirraça e voltem a investir, o que é vital para o país.”

    “ Os capitalistas podem preferir guardar o dinheiro em vez de reinvestir. Há circunstâncias em que isso faz todo o sentido para eles e é nesse que surge uma sobreposição entre Marx e Keynes no pensamento sobre a possibilidade de crises de subconsumo. Em condições de incerteza, ficar com a forma universal da riqueza, o dinheiro em vez de mercadoria faz sentido, a não ser em condições de inflação galopante, quando pode ser mais vantajoso guardar latas de atum e barris de óleo de cozinha em vez de dinheiro. O caso mais geral é aquele em que uma perda de fé e confiança na economia leva as pessoas a poupar dinheiro e não gastá-lo. Isto pode ocorrer quando as perspectivas de lucro são pouco atrativas. Mas isso,por sua vez, leva ao que Keynes chamou de “ armadilha da liquidez “- quanto mais pessoas ou instituições( inclui bancos e empresas) acumularem dinheiro em vez de gastá-lo, maior será a probabilidade de a demanda efetiva entrar em colapso e menor será a rentabilidade do reinvestimento na produção” David Harvey, em O Enigma do Capital, BoiTempo editorial.

    Eis aí a diferença básica entre a política econômica de LULA e de FHC, ou seja PT e PSDB.

    Na crise econômica iniciada em 2008, enquanto o mundo “ rico e de economias fortes” desinvestiram na produção e a turma da uburologia nacional dizia que o pais quebraria, LULA ( governo do PT ) foi à televisão pedir ao povo para consumir a fim de que a roda da economia nacional continuasse a girar e consequentemente gerando empregos. Feito isso, foi gerado mais de vinte milhões de empregos aqui no pais.

    “Nas medidas impopulares” anunciadas pelo senhor Aécio Neves, candidato do PSDB estava incluído a alta de juros , visando beneficiar o capital financeiro em detrimento da produção. Com isso geraria desemprego e consequentemente o consumo cairia, pois, sem dinheiro os consumidores desaparecem e a indústria(produção) desaceleraria , gerando a situação que hoje vemos nas economias que os comentaristas colonizados consideram como modelo a ser seguido pelo Brasil.

    “ Em algumas ocasiões, os capitalistas na realidade iniciam uma greve, recusando-se a reinvestir, porque os salários mais altos são um corte em sua rentabilidade. A esperança é que o desemprego resultante rediscipline o trabalho, fazendo-o aceitar uma taxa de salários menor”-Ainda do livro acima citado.

    Esse é o modelo defendido pelo neoliberal FHC, Aécio, Armínio Fraga e toda a turma do PSDB
    OBS: Pela lógica da turma acima citada, devemos estar alinhados ao primeiríssimo mundo nem que seja entrando pela porta da desgraça, destroçando a nossa economia.

    • Ola Valdir. A proposito do teu excelente comentário, conheci na minha vida profissional varios empresarios que ficaram ricos nos Governos Lula/Dilma, mas continuam esculhambando a politica economica do Governo. Peço desculpas ao Eduardo e aos amigos comentaristas, mas não da pra levar a serio a oposição. Só na galhofa mesmo. Abraços.

      • Por favor. Galhofa é tentar explicar o inexplicável.
        A presidenta deitou e rolou na campanha eleitoral contra os banqueiros, incutindo medo na população ignorante e agora faz o mesmo proposto pela oposição. Aliás faz pior, porque enganou essa gente ignara.
        Isso é cristalino, só militante não quer aceitar. Estão tão sem discurso que a presidente não participou da apresentação da nova equipe. Que feio.

        • Na minha humilde opinião o plano de Dilma é interromper parcialmente e momentaneamente o ciclo de investimentos na área social e acenar como mais atenção aos investidores empresariais e ao mercado financeiro, pois ela tem a perfeita noção que governa um país aonde a sua ideologia não pode ser cem por cento aplicada. Afinal o mundo ainda é capitalista, e a presidente tem que governar também para os capitalistas, e de quebra ele vai garantir a eleição do seu sucessor.

        • Eu diria que vc está mentindo, mas aí vi quem era que estava escrevendo e percebi que, na sua cabecinha limitada, a realidade é essa fantasia ultrasimplificada mesmo. É o melhor que vc pode fazer, infelizmente.

          É evidente, porém, que Dilma não está “fazendo o que Aébrio faria”. Afinal, ela ainda NÃO FEZ NADA. Nem começou seu segundo mandato. Apenas indicou um Ministro que já trabalhou no governo Lula e não é um Fraga e NÃO adota o mesmo discurso ou a mesma visão da economia brasileira dele.

          Ou seja, até uma pedra percebe que vc está falando besteira. Espero que um dia vc tbm consiga chegar lá.

          • Informe-se. Trabalhou no governo Lula E no governo FHC.
            Além do mais, está escancarado na mídia que essa equipe, já nomeada, começou a analisar as contas do governo como fase de transição. Ou seja, está auditando o ministério. Ou seja, já estão trabalhando. Aliás, ainda através da mídia, o sr. Levy passou no Bradesco, se despediu do chefe, sr. Trabuco e do supremo presidente do banco, foi à sua antiga e sala e fez a devida mudança. A propósito, não sabe argumentar sem ofender os demais?

          • Obrigado por demonstrar cabalmente que ao apontar a sua reduzida capacidade mental, eu não estava ofendendo-a, mas apenas apontando um fato incontestável.

            Não importa se ele trabalhou para FHC. O importante, do ponto de vista desse tópico, é que ele trabalhou como Lula. Se a questão é se ele é “neoliberal” como Fraga, a ponto de adotar as mesmas medidas que ele supostamente tomaria, o que é realmente importante é que ele trabalhou com quem passou LONGE dessas medidas.

            Da mesma forma, analisar as contas, trabalhar na transição, etc, NÃO é decidir, NÃO é comandar, NÃO é gerir o Ministério. Que são, afinal, os atos relevantes pra essa discussão.

            É evidente demais, e seus dois “argumentos” são nada além de ar quente. E é exatamente por vc os levantar como se fossem relevantes e significativos que eu digo que as pedras ainda estão na frente.

            Vc não sabe debater sem apelar para essas perdas de tempo, não?

            Haja paciência!

  • Edu, é impressionante sua lucidez, cara. Voce vai no cerne da questão e a mostra com a clareza que só não enxerga quem não quer. Voce contextualizou o grande nó do governo Dilma, o investimento privado.
    A questão a se perguntar aos que insistem em dizer que a presidenta praticou estelionato eleitoral é: Voce acha viável mobilizar os trabalhadores para que obriguem na marra os empresários a investir? Não? Então a saída é essa, unicamente essa.

  • O importante é não ser nem oito e nem oitenta. O que vale é a tendência do governo, que é o bem-estar social.

    Adotar medidas ortodoxas ou heterodoxas depende do planejamento e da forma como elas serão feitas. O bom senso e a boa intenção é que ditam esta forma. A visão sociopolítico-ideológica da situação serve de prumo.

    Dilma sabe que o mercado e os empresários, sem necessidade alguma, criaram suas picuinhas contra o governo e, em ano eleitoral, tentaram fazer sua sabotagem para eleger o arrocho ou a blablá. Diante disto, ela trocou a equipe econômica só para acalmar as animosidades desta gente, mas mantendo seus planos de condução da economia.

    As medidas econômicas que o arrocho ou a bláblá adotariam causariam recessão e arrocho salarial, esta mesma fórmula foi adotada por fhc. Dilma apenas adotará medidas ortodoxas a conta gotas, mas mantendo também outras medidas heterodoxas (baixo superávit primário, crédito bancário com melhores condições dos bancos públicos, obras públicas em geral – principalmente o PAC -, etc.).

    Aliás, há um detalhe importante. Neste novo mandato, muitos dos investimentos e das obras geradas pelo PAC estarão prontos, gerando retorno econômico. Tudo isto preocupa demais a direita, porque se o país recomeça a crescer, aí eles serão vistos por mais gente como o que eles realmente são, mentirosos e manipuladores. Imagine só, este mandato de Dilma nós tivemos baixo PIB – que tem como causa a maior crise mundial capitalista de todos os tempos -, mas com crescimento de renda do trabalhador maior que a inflação, pleno emprego e redução de pobreza. E quando tivermos bons crescimentos do PIB, de 4% para cima? É disto que a direita tem medo.

    Parabéns pelo excelente texto, disse tudo o que eu penso e, ainda mais, acrescentou mais conhecimento e reforço às minhas convicções.

  • Sabe o que eu acho engraçado? As críticas ao Levy são contra aquilo que os críticos SUPÕEM que ele fará, baseados no SUPOSTO fato de que ele é SUPOSTAMENTE “igual” a Fraga, que SUPOSTAMENTE faria o mesmo que Levy…

    É coisa de louco.

    Vamos, PELO MENOS, esperar o cara fazer alguma coisa antes de criticá-lo? Até agora, ele não disse nada de excepcional, nada que justificasse a crítica de que ele é um Fraga disfarçado, nada que permitisse a alguém se dizer “traído e decepcionado”.

    Se ele começar a destruir os bancos públicos, arrochar salários, aumentar o desemprego, etc apenas pra aumentar os lucros das empresas, aí a gente conversa e malha o cara. Até lá…

    … DEIXEM A DILMA TRABALHAR!

    Já basta os tucanos querendo dar 3 golpes ao mesmo tempo caraca!

    Não precisa confiar na Dilma. Basta esperar o mandato dela começar antes de ficar malhando de véspera com base em nada além de suposições e conjecturas fundamentalmente dogmáticas.

    • O mercado gostou e os petistas estão em guerra com a nomeação de Levy levando em conta seu histórico.
      E mais, em seu discurso o mesmo afirmou que o superávit será de 1,2% do Pib se não forçarem a mão nos bcos públicos. Do contrário será mais. E esse número não é baixo como pensam, pois há necesidade de retirar um monte de esqueletos do armário. A conta sai do negativo.

      A verdade é que Dilma mudou a política que não vinha dando certo. Isso é bom. O ruim é que não disse isso na eleição.

      Ps qual é a política econômica dos petistas? Que a casa da moeda rode dinheiro e distribua por aí? Na Venezuela e na Argentina fizeram isso e parece que não está dando muito certo. Basta ver a inflação nesses países.

      • Cara, não me interessa se o mercado gosta ou odeia. Não ligo pro mercado.

        E Ministro eles não tem que gostar ou odiar simplesmente pq Ministro não governa, não tem independência.

        Vc sabe disso, não sabe?

        Qto ao superávit, não me interessa se vc acha que é grande. O que interessa é que é menor do que o que vinha sido perseguido até agora.

        E qto a campanha eleitoral, em que planeta vc estava? Afinal, o mode da campanha da Dilma foi “mudança”. Durante a campanha ela afirmou que mudaria o comando do Ministério da Fazenda.

        Será que ela tinha que desenhar que mudaria a política econômica?

        E qual a política econômica que ela disse que adotaria? Uma que corrigisse os problemas da economia sem jogar o peso nas costas do povo, sem arrocho ou desemprego.

        Tudo isso ficou absolutamente explícito na campanha.

  • Levy é o homem dos bancos lá, comandando a bagaça toda, uma autêntica raposa tomando conta do galinheiro. Muito mimimi pra explicar o óbvio. Foi chamado Trabuco, ele não aceitou e sacou de um laranja testa-de-ferro (dileto funcionário seu) pra implementar o que ele próprio faria. E, como insinuou o próprio estafe de Dilma durante a campanha eleitoral, o que é bom pros bancos, não é bom para o povo. Dilma fez campanha pesada mostrando que Marina ia entregar o comando da economia a uma banqueira (no caso, Neca; que detém menos de 5% do Itaú e não faz parte da Administração) e isso ia ser péssimo para o povão. Passado o período engana-trouxa da eleição, convida Trabuco, chefão que administra o Bradesco. Ele não aceitando, fica com um preposto mesmo. Pessoal quer dourar a pílula, mas está óbvio demais. Os discípulos da Escola de Chicago finalmente conquistaram a área econômica do governo do PT.

  • Edu, você é um dos poucos que tranquiliza a gente. É muito bom ter a oportunidade de contar com sua avaliação. E racionalmente, você tem mesmo razão.
    E aos poucos, com a ajuda preciosa de Lula, da CUT e MST falando grosso, o golpe vai gorando, cada vez mais difícil.

  • Discordo. Só está tentando-se ganhar tempo.

    1) Se o consumo diminuir, o desemprego sobe, não há como evitar;

    2) Os empresários que fizeram pirraça e pararam de investir, vão continuar com a mesma postura. Eles não ligam de perder oportunidades, se contentam com a rentabilidade que já têm;

    3) A inflação não tem motivo real de crescimento: um pouco de aumentos sazonais, mas principalmente gritaria midiática e subida de preços indevida;

    4) Os bancos só vão investir na economia real se os juros baixarem radicalmente;

    O golpe pra mim não vem do Gilmar, vem do Levy, que na prática já é o golpe. É a aceitação da política alheia.

    Pode funcionar por um curto espaço de tempo. Então o Levy vai começar a estrebuchar e a crise vai estar dentro do governo.

  • Eduardo, não achou interessante o artigo do Guilherme Boulos que sugere o Reinaldo Azevedo como ministro da Dilma? Segundo Boulos, o Reinaldo fala mal da Dilma mas se for convidado para o ministério “se abre como uma flor”. Não acho correto insinuar que o outro é gay ou fazer discriminação sexual. Mas que esse Reinaldo é estranho é, tem o estilo do Ronaldo Esper, aquele cara que roubava cemitérios. Se o Bolsonaro souber dessas insinuações, expulsa o Reinaldo do seu Exército de Libertação.

    • Na lógica do governo, poderiam convidar o Reinaldo Azevedo para Ministro das Comunicações mesmo. tudo em nome da governabilidade. Ainda ia ter governista dizendo que foi um golpe de mestre, que deixou a oposição sem discurso, que Azevedo – mesmo na oposição – mostrava desenvoltura, inteligência. Ou seja, iam tentar limpar a biografia do “cão de aluguel” da Veja. Alguns petistas já estão em pleno processo de fazer isso com Kátia Abreu, A Madame Motosserra.

  • Na minha humilde opinião o plano de Dilma é interromper parcialmente e momentaneamente o ciclo de investimentos na área social e acenar como mais atenção aos investidores empresariais e ao mercado financeiro, pois ela tem a perfeita noção que governa um país aonde a sua ideologia não pode ser cem por cento aplicada. Afinal o mundo ainda é capitalista, e a presidente tem que governar também para os capitalistas, e de quebra ele vai garantir a eleição do seu sucessor.

  • O tal “superávit primário” é apenas um nome pomposo para a reserva bilionária que garante o pagamento dos rentistas sanguessugas. Só de o Governo ter reduzido essa reserva pela metade (de 2% do PIB para 1,2% do PIB), isso já mostra que a opção de Dilma é pela continuidade do avanço social.

  • Seu artigo é excelente, Edu. A Presidenta que dará diretriz e ela que é a comandante como disse o pai de Luiza, “… quando os “subordinados” tem um bom “comandante” as coisas fluem para endireitar-se, ir para o lugar certo. Dizia que a Dilma era a comandante ideal para o Brasil e que ninguém passaria por cima da sua autoridade porque ela era uma chefe de Estado honrada e comprometida. Disse, ainda, que ela venceria os maus pensamentos dos seus adversários.” Confesso Luiza que também me emocionei, pela atitude de seu pai. De fato o seu pai foi um grande homem.

  • Rio de Janeiro, 29 de novembro de 2014

    PROJETO: O CORUJÂO DOS IDOSOS

    Caros amigos (as) as empresas de ônibus já reservam um assento para os idosos, pensando nisso, por que as empresas aéreas não poderiam reservar nos vôos de madrugada, uma vaga para os nossos aposentados, que tanto trabalharam, para construir as nossas riquezas? O idoso é como uma criança, que merece a nossa atenção e todo o nosso respeito e carinho. Para que esse projeto (ideia) saia do papel o governo poderia dar a isenção de algum desconto de impostos, para as empresas aéreas. Amigos (as) vamos realizar o sonho de muitos idosos pobres desse gigante o bem, chamado Brasil.

    Atenciosamente:
    Cláudio José, um amigo do povo e da paz.

  • Desculpe-me,, mas tenho uma visão oposta à sua. para começar não acho que a crise econômica internacional seja a única explicação para o baixo crescimento do PIB brasileiro sequer é a mais importante. para mim o baixo crescimento foi criado em 2011 , quando o Governo Dilma retornou à ortodoxia neoliberal, ao menos em boa parte de sua política econômica, que começa a ser abandonada por Lula ao final de seu mandato. Ali Dilma perdeu uma oportunidade para dar uma inflexão desenvolvimentista em seu Governo(o que ainda podia-se mais ou menos “aceitar”, porque as condições objetivas não estariam completamente construídas para permitir essa inflexão)e agora novamente está perdendo a oportunidade dessa inflexão, e caminhando para ter seu Governo marcado por uma cara de “Concertación” chilena; ao nomear Levy, o que significa ceder à ortodoxia, quando todas as condições objetivas para o Brasil iniciar um processo de ruptura das amarras de seu atraso estão criadas. Inflação alta(e nossa inflação não está alta, manteve-se sempre dentro da meta. Outra leseira neoliberal que precisamos interromper)não significa necessariamente um prejuízo, desde que seja um elemento macroeconômico inserido numa conjuntura maior e favorável, qual seja um conjuntura desenvolvimentista, e mantenha-se como um estimulador de preços. Ruim é inflação alta e uma Economia que não investe, como no desgoverno FHC, onde a miséria surge como resultado natural desse processo. Era nesse investimento que Dilma deveria pensar, conduzido pelo Estado, agora iniciando a libertação das políticas nocivas dos juros altos(que sugam nossos recursos através da especulação da dívida pública)e câmbio superavitário, que impede o fortalecimento de nossa indústria. Contudo não será com Joaquim levy, com seu superávit primário que, já no ano que vem será maior do que o que fizemos de fato neste ano e pretende atingir uma meta superior ao que o Governo projetara para este ano, 1,9%, que conseguiremos implantar uma política desenvolvimentista, lembrando que ninguém que se desenvolveu o fez jogando no ralo o dinheiro do estado para pagar financiamento de especulador ao nosso déficit estrutural, num ciclo vicioso que só para se combatermos esse déficit em nossa relações internacionais. Aliás, você se contradiz também nesse aspecto : Se Levy não seguirá a ortodoxia neoliberal que a direita deseja, porque seria menos custoso para os conservadores investirem no golpe branco? A verdade é que mesmo levy não seguindo o neoliberalismo por completo, já promoverá um atraso em nosso desenvolvimento que afetará muito o projeto do Brasil ter uma independência em sua construção como Nação, sem que com isso a direita desista de tentar derrubar Dilma e impor neoliberalismo puro, e sem colocar um programa desenvolvimentista em execução, o que traria para o lado do Governo as forças populares que ele precisará contar sempre para enfrentar os golpistas do “Mercado” e os da direita local. Levy é um erro que Dilma terá dificuldade para corrigir, contudo ainda poderá fazê-lo se lembrar do que sabe por sua formação, que o Brasil deve fazer para libertar-se. Se não o fizer, perderá mais uma chance de cumprir o papel histórico pelo qual lutamos nestas eleições e construirá um mandato capenga, cedendo quando era hora de cumprir sua missão histórica de derrotar a direita na área econômica.

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