Maduro desafia EUA e Colômbia com manobras militares

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Foto: Fausto Torrealba / REUTERS

A Venezuela deu início neste final de semana a uma série de exercícios militares organizados pelo ditador Nicolas Maduro. Segundo o regime chavista, a ação seria uma resposta a um suposto plano de agressão dos Estados Unidos, Colômbia e Brasil.

Militares armados marchavam pelas ruas de La Fría, próxima a fronteira colombiana, gritando palavras de ordem. A ação, que também contou com desfile de canhões e tanques de guerra, era assistida pela população, que filmava o cortejo.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse que mais de 2,3 mil combatentes participam dos treinamentos. Ele ainda pontuou que não pretende fazer frente ao poderio bélico norte-americano, mas prometeu defender a autonomia da Venezuela.

Os exercícios militares reforçam a retórica da ditadura chavista. Na semana passada, Maduro acusou o presidente Jair Bolsonaro de incitar um conflito armado com Caracas.

O Brasil já descartou um possível enfrentamento em outras oportunidades. Do lado brasileiro, a preocupação é com as denúncias de violência por parte dos imigrantes venezuelanos em Roraima.

Após confrontos nos últimos dias entre moradores e fugitivos da crise na Venezuela, representantes do governo federal estiveram na região. Apesar dos esforços das autoridades, relatos dos dois lados indicam que a tensão na região não deve diminuir tão cedo.

Fábio Macedo mora em Pacaraima, principal porta de entrada de venezulanos em Roraima. Ele diz que o maior receio é a violência. “Você não pode deixar uma porta aberta, andar na rua. Você está sendo todo tempo ameaçado.”

Para o brasileiro Manoel Coelho, quem vem para o Brasil com boas intenções será bem recebido. “Não é preconceito, mas temos que organizar a casa. Dar atenção aos brasileiros e quem vem buscando trabalho.”

Durante visita a Roraima na semana passada, o ministro da Justiça e Segurança Pública admitiu que o fluxo de imigrantes gera uma sensação de insegurança dos moradores. Sergio Moro garantiu, no entanto, que a entrada de venezuelanos não aumentou os crimes violentos no Estado.

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