O novo escândalo envolvendo Damares, ONG e sequestro de crianças indígenas

Em 2010, a vida de Arã, uma jovem indígena sateré-mawé, mudou radicalmente. Nascida em uma aldeia acessível apenas por vias fluviais, no coração da floresta amazônica, ela foi parar na chácara de uma ONG religiosa em Brasília, acompanhada de seus pais adotivos. Lá, a menina, então com 14 anos, buscaria tratamento para problemas mentais, mas acabou engravidando de um jovem de outra etnia que também havia ido parar ali. Arã queria que sua filha se chamasse Mariana, mas não teve a oportunidade de dar o nome à criança. Quatro dias após o parto, o bebê foi retirado de seus braços e entregue ao irmão e à cunhada de uma das dirigentes da ONG.

PT quer sustar ação perigosa do governo contra quilombolas e indígena

Preocupados com ato nefasto do novo governo que atinge violentamente as comunidades indígenas e quilombolas, contido na medida provisória (MP 870/2019), as bancadas do Partido dos Trabalhadores da Câmara e do Senado, por meio do líder, deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e do senador Paulo Rocha (PT-PA), líder exercício, entraram nesta terça-feira (8), com uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para sustar da MP a transferência das atribuições de demarcação das terras indígenas da Funai para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Conselho Indigenista emite nota sobre ameaças de Bolsonaro

O Conselho Indigenista Missionário vem a público repudiar tais medidas e denuncia-las como sendo componente de um conluio articulado pela bancada ruralista, empresários da mineração e da exploração madeireira com o objetivo desencadear um intenso processo de esbulho das áreas demarcadas, entregá-las a empreendimentos da iniciativa privada do país e do exterior e, além disso, inviabilizar novas demarcações de terras tradicionais.