Tratamento da justiça a Lula vai na contramão de valores civilizatórios

Difícil saber para onde caminha a humanidade. Mas é fácil perceber que os agentes públicos que sonegaram a Lula o direito de velar o corpo do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, caminharam na contamão dos mais elementares sentimentos humanos. Atropelaram-se valores civilizatórios como o humanismo e a própria Lei de Execuções Penais, que autoriza os presos a deixar o cárcere para comparecer, mediante escolta policial, a velórios e enterros de parentes próximos. O Supremo interveio. Mas a autorização chegou quando o corpo do irmão de Lula já se encaminhava para a cova.

Filho de Lula sofre armação igual à sofrida pelo irmão do ex-presidente em 2007

Em 2007, Vavá, irmão mais velho de Lula, foi alvo da Operação Xeque-Mate, da PF, por suposto tráfico de influência. Chegaram a pedir a prisão dele. O assunto foi anunciado com estardalhaço pela mídia. Semanas depois, o Ministério Público tirou Vavá da investigação por falta de provas. Agora, outra operação da PF investe contra outro parente de Lula, seu filho Luiz Cláudio. A tese é maluca: ele teria recebido pagamento só em 2014 por tráfico de influência que teria praticado 5 anos antes, quando Lula, em 2009, reeditou medida provisória isentando montadoras de impostos para carros 1.0. À época, o Brasil tentava escapar da recessão após a crise mundial ter se instalado em 2008. Dezenas de isenções foram concedidas a vários setores da economia.