Financial Times responde com Dilma à escolha ridícula da IstoÉ

A escolha de Michel Temer como “brasileiro do ano” pela revista IstoÉ foi muito ridícula, convenhamos. O que ele fez para merecer tal regalia além de compactuar com o golpe, afundar a economia apesar do apoio do mesmo Congresso que sabotou Dilma e escolher ministério tão ruim que teve pelo menos 1/3 dos ministros substituídos pouco após a nomeação? Já o jornal britânico Financial Times, ao indicar Dilma como “mulher do ano”, mostrou que a imprensa pode ser conservadora e séria. Além disso, a publicação previu, no início do ano, que o impeachment jogaria o Brasil “no caos”.

Conduta de Moro fortalece queixa de Lula à ONU

Moro batucando e aplaudindo músicas que o chamam de meganha e mostrando intimidade com investigados pela Lava Jato. Por que ele escancara sua ligação estreita com o PSDB? A resposta é muito simples: porque ele pode. Não há mais Justiça no Brasil. E os órgãos de controle da magistratura e do Ministério Público estão de quatro. Não têm coragem de punir Moro por condutas como essas. Porém, a conduta dele deve fazer com que, ano que vem, seja aberto processo contra o Brasil por violar os direitos humanos de Lula.

Não teria lógica Delcídio aderir à delação “premiada”

Quem matou a charada sobre Delcídio ter ou não decidido aderir a algum tipo de “delação” foi o senador Temário Mota (PDT-RR), relator do processo de cassação do ex-líder do governo no Senado. Mota afirmou que a “delação premiada” de Delcídio, se concretizada, acelerararia a cassação do mandato do petista. “Se ele fez a delação premiada, é réu confesso. E réu confesso é com a Justiça. Se o cara é réu confesso, depõe contra si mesmo”. Por que Delcídio aceleraria a perda do previlégio de ser julgado pelo STF em vez de ser julgado por Sergio Moro? Esse factoide é altamente perecível.

A tática do medo

O que significa “relação com as Farc” associado a “narcotráfico”?

Qual é a idéia-força que se tenta vender ao país, que o PT é uma organização criminosa travestida de partido político?

Isso é fazer política? É alguma nova espécie de debate democrático? É com isso que as pessoas estarão preocupadas quando forem votar, em outubro?