Se Jango fosse impopular em 1964, bastaria esperar a eleição de 1965 e derrotá-lo

Reportagem

Em 31 de março de 2014, com exatos 50 anos de atraso a esquerda invadiu o local que sediou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), órgão subordinado ao Exército, de inteligência e repressão do governo brasileiro durante o regime inaugurado com o golpe de 31 de março de 1964.

O DOI-CODI era destinado a combater inimigos internos que os golpistas diziam que ameaçavam a segurança nacional. Era um entre tantos outros órgãos de repressão daquele período. Sua filosofia de atuação era pautada na Doutrina de Segurança Nacional, formulada no contexto da Guerra Fria nos bancos do National War College, instituição norte-americana, e aprofundada, no Brasil, pela Escola Superior de Guerra (ESG).

O ato para rememorar os 50 anos do golpe militar de 1964 contou com militantes políticos de esquerda, jornalistas, sindicalistas, enfim, com tantos que lutaram para restaurar a democracia no Brasil e também com muitos jovens que, em grande maioria, nem eram nascidos à época em que o Brasil foi sequestrado por um bando de assassinos sádicos que atuaram a mando de uma elite “racial” e econômica que temia por seus privilégios.

O blogueiro que lhe escreve esteve no local e registrou alguns poucos depoimentos e imagens  que você confere no vídeo abaixo. O texto prossegue em seguida.

 

 

A melhor constatação daquele período de nossa história a meu ver partiu da ex-presa política Rose Nogueira, barbaramente torturada naquele mesmo lugar. Ela ressaltou a dor que causa ver que após meio século as pessoas que apoiaram aquele golpe continuam proferindo as mesmas barbaridades.

O ato deste 31 de março, pois, deveria ter sido um momento de paz e alívio, por termos ido sem temor a um dos mais tenebrosos centros de torturas e assassinatos do regime militar. Afinal, o Brasil recobrou a democracia e ainda elegeu presidente uma mulher que também foi vítima da covardia dos golpistas de 1964. Contudo, confesso que senti um quê de tensão no ar.

Esse sentimento talvez se explique por há poucos dias algumas centenas de pessoas terem ido às ruas de várias cidades do país para não apenas exaltar aquele período de horror, sofrimento e morte, mas para pedir que se abata de novo sobre o Brasil.

Como se não bastasse, dois dos maiores órgãos de imprensa que mais contribuíram para a violação da democracia e para a instauração daquele regime de exceção de caráter inegavelmente nazista publicaram, recentemente, editoriais em que acabaram reafirmando “razões” que justificariam terem ajudado a cometer um dos maiores crimes de lesa-humanidade que este país já viu.

O golpe de 1964, para quem não sabe, foi gestado na redação do jornal O Estado de São Paulo. Já o jornal Folha de São Paulo aderiu ao golpe desde o início e, à diferença de seu congênere paulista, persistiu no colaboracionismo com a ditadura até a undécima hora da “revolução”, quando o Brasil, já exangue após ser saqueado pelos militares durante pelo menos uma década e meia, repudiava o regime em cada rua, em cada esquina.

Os editoriais do Estado e da Folha buscam justificar sua adesão ao golpe. O Estado chegou a citar nada mais, nada menos do que a marcha convocada pela burguesia de então, a famigerada Marcha da Família com Deus pela Liberdade, como “prova” de que a sociedade brasileira teria querido que seus votos fossem jogados no lixo por um bando de golpistas.

O Estado diz, nesse editorial infame publicado no exato dia do aniversário do golpe dado por seus comparsas de outrora, que a tal “marcha da família” reunira 500 mil pessoas e o “Comício da Central”, de viés legalista, “apenas” 150 mil. Disse isso para induzir as pessoas a acreditarem que Jango Goulart era impopular e que o golpe foi dado pela vontade do povo.

Mentira. Recentemente, veio à luz pesquisa Ibope feita em 1964 que mostrava que Jango reeleger-se-ia com facilidade na eleição que aconteceria cerca de um ano e meio após o golpe. Ora, se fosse verdade que o governo deposto era tão impopular, por que os golpistas não esperaram mais um ano e meio para derrotá-lo nas urnas?

O fato é que esses jornais golpistas fogem até hoje da verdade sobre o que praticaram àquela época. E a verdade está sendo escrita na Comissão da Verdade, que encerrará seus trabalhos no fim deste ano.

*

Para que você, leitor, possa ter uma mínima noção do horror que aqueles jornais desencadearam, os vídeos abaixo contêm relatos de ex-presos políticos sobre as torturas diabólicas que sofreram no regime criminoso que se instalou em 1964 e que durante 21 anos saqueou e calou o Brasil. São apenas alguns entre milhares, mas já servirão para que você possa confrontar com os editoriais desses jornais fascistas que até hoje não têm a decência de se arrependerem.

 

96 comments

  • Rio de Janeiro, 31 de março de 2014

    A AMARELINHA NADA BRASILEIRA

    Caros amigos (as) o Brasil está gastando muito dinheiro, para organizar a Copa das Copas, para mostrar para o mundo, que somos um país com um belo futuro. Mas uma coisa, na minha opinião, não cai muito bem, por que a nossa seleção brasileira, tem que usar um uniforme, com a marca de uma empresa estrangeira? Será que ainda somo índios, e que não somos capaz de oferecer, para a nossa seleção, um uniforme bonito, da nossa gloriosa camisa amarelinha, made in Brasil? Esse uniforme é a segunda pele, para muitos brasileiros, um orgulho nacional, mas infelizmente, para os nossos dirigentes, isso é só uma questão de $$$$$ e menos amor ao país. Que o próximo presidente da CBF, pense nisso, para o futuro, que valorize mais os produtos nacionais, pois se agente não valorizar, quem vai fazer isso, por nós?

    • Tá fora da pauta.

      Mas não tem nada a ver. A seleção “brasileira” não pertence ao país. É parte de um programa privado. Assim, as escolhas feitas pela entidade privada, CBF, respondem apenas aos interesses dos envolvidos. Não da nação.

      A propósito, materiais Nike, Adidas e etc. são feitos na Ásia, preço de Banana. E são bons fazer o que.

  • Nunca houve a luta pela Democracia naquela época.

    Me mostre um único documento, uma fala, um manifesto que explicitamente fala em democracia para o Brasil.

    A sua afirmação no final do video é mentirosa.

    Agora cá entre nos.

    Foi este megaevento que a esquerda conseguiu colocar em pé pra comemorar a data?

    É o Bolsa Familia, estúpido.

    pq de ideologia partidária os 200 milhões de brasileiros não fazem a mínima ideia do que seja.

      • Caro Ruy, concordo com você, mas de certa forma ele tem alguma razão, se é que entendi a colocação do troll. Acredito que pelo menos metade da população não faça a menor ideia do que foi o golpe, digo isto, pois venho das classes mais baixas da sociedade e lá isto é um fato, pelo menos nos locais onde ainda mantenho contato. Infelizmente, a informação real não chega aos menos favorecidos. E a SECOM que deveria informar …..

        • Metade? Você está sendo generoso. Pra lá de 80% não faz a menor ideia do que foi o golpe. Enorme parcela da população brasileira está preocupada com o presente e com o futuro, com emprego, saúde, segurança, educação. Isso é o que tem importância para o brasileiro.

        • Pergunte ao seu parente, o virgílio Santos Araujo, qual foi a mentira dita pelo Eduardo no último parágrafo.

          É estranho que o tal de Virgílio diga que o Eduardo mente primeiro, mas que você esteja questionando apenas a mim, como se o Virgílio pudesse chamar os outros de mentiroso sem dar explicação, mas eu não.

          Muito seletiva sua curiosidade, né não?

    • Caro Genial, absurdamente, extremamente, incomparavelmente genial Virgilio Santos Araújo!
      Você está incluído entre os 200 milhões de brasileiros que não têm a menor ideia do que seja ideologia partidária ou você é o único super genial brasileiro que domina todos os conhecimentos de ciências politicas, sociais e nós outros estúpidos 199 milhões devemos aprender com ser tão universal e infinitamente genial?
      Se assim for. Por favor, aceite minhas reverências, ser do outro mundo e suplico-lhe, nos ensine!!! Ganhe nossa, minha admiração, discorrendo sobre como é entender e compreender ideologia partidária? Nos brinde com sua tão inenarrável genial sabedoria!
      Não lhe deixo meu abraço porque não tenho a pretensão e nem desejo abraçar ser tão superior!
      Maria Antônia

  • Eduardo e Amigos do Blog da Cidadania…

    Semana passada estive fazendo um serviço no Frigorífico Boa Carne no Gama (DF) e um dos diretores da empresa me garantiu que não houve ditadura no regime militar, que a democracia foi garantida durante aqueles 21 anos de domínio do EMFA porque nenhum general governou por mais de quatro anos. Segundo ele, havia alternância de poder, coisa que não existe hoje.

    Reacionários são experts em subverter a realidade.

    Diante do exposto e com os presentes, fazendeiros e empregados puxa-sacos, concordando com a assertiva do chefe, eu disse:

    Ah, então tá fácil. Para sermos democráticos também basta que Dilma crie um MP fechando o Congresso e nas eleições indique um petista para substituí-la. Quem não gostar o PT manda prender, torturar e matar pelo bem da democracia. Tá bom assim?

    O sujeito fechou a cara e não falou mais comigo.

    Um grande abraço a todos.

  • Até mesmo hoje haveria golpe se um comandante militar da Marinha fosse escolhido pelos “sindicalistas” após um ato de insubordinação (cf. Revolta dos Marinheiros de 64).
    As “esquerdas” esticaram demais a corda e se deram mal. Entretanto, aprenderam a lição e travaram a guerra cultural durante 40 anos. Conquistaram as mentes e corações, e chegaram ao poder, beneficiadas que foram pela revolução “sexo-drogas-rock” e pela ruptura da Seita do Concílio Vaticano II contra a Igreja Católica, único obstáculo de peso contra esta reviravolta.
    O triunfo dos novos valores é total e completo, apesar dos sustos e tropeços no curtíssimo prazo rumo à utopia de John Lennon em “Imagine”.
    Na Europa a UE já publica manuais de educação que sugere o ensino de práticas de masturbação a crianças de 0 a 4 anos, e que é fácil encontrar na web.
    Isso chegará logo ao Brasil.

  • Esses depoimentos são chocantes e necessários. Mostram uma página funesta da história do Brasil! Esses jovens de hoje em dia não sabem o que é viver numa ditadura. Entrei na faculdade em 1979 e por sorte, apenas por sorte, não fui preso e nem torturado, mas sobraram “cassetetadas” e sabres brandindo o ar no compasso de tropéis de cavalos que eram jogados contra nós. Digo por sorte, porque naquela época só em fazer uma greve ou participar do movimento estudantil já era o suficiente para ser fichado pelo DOPS e SNI. Realmente corríamos riscos. Fui dirigente da UEE e da UNE. Talvez se eu tivesse entrado para a faculdade uns dez anos antes (1969) eu talvez não estaria aqui para comentar neste post. Pedi meu Habeas Data e vi que eu tinha sido fichado pelos órgãos da repressão. Isso porque fizemos a famosa greve do bandejão em Minas e depois, por ter participado no dia 24/04/84 das manifestações em Brasília, a favor da aprovação da “emenda Dante de Oliveira”, a famosa emenda das “Diretas Já”. Esse foi o dia que deu a loucura no General Newton Cruz. Ele estava possesso. Por esses acasos da vida, eu estava bem perto quando vi o general Newton Cruz agredir um deputado. Só depois vim saber que era o deputado carioca do PDT, Jacques D’Ornelas. Mas também ele levou o troco, pois o deputado lhe deu de volta um safanão. Depois disso o general pirou de vez e achei que naquele dia, na situação que estava Brasília, alguma tragédia aconteceria ali.

  • ORTURA NUNCA MAIS:
    Lembrar é preciso.
    Frei Tito de Alencar Lima, barbaramente torturado no carcere se suicidou na França.
    Rezemos, mesmo os sem fé, juntos o poema – Noite de Silêncio – que Tito escreveu em Paris, a 12 de outubro de 1972:
    “Quando secar o rio da minha infância / secará toda dor. Quando os regatos límpidos de meu ser secarem / minh’alma perderá sua força. Buscarei, então, pastagens distantes / lá onde o ódio não tem teto para repousar. Ali erguerei uma tenda junto aos bosques. Todas as tardes, me deitarei na relva / e nos dias silenciosos farei minha oração. Meu eterno canto de amor: / expressão pura de minha mais profunda angústia. Nos dias primaveris, colherei flores / para meu jardim da saudade. Assim, exterminarei a lembrança de um passado sombrio”.

    O CALVÁRIO DE FREI TITO

    Na terça-feira. 17 de fevereiro de 1970, oficiais do Exército retiraram Frei Tito de Alencar Lima do Presídio Tiradentes, onde se encontrava preso desde 1969, acusado de subversão. “Você agora vai conhecer a sucursal do inferno”, disse-lhe o capitão Maurício Lopes Lima.
    No quartel da rua Tutóia, um outro prisioneiro, Fernando Gabeira, testemunhou o calvário de frei Tito: durante três dias, dependurado no pau-de-arara ou sentado na cadeira-do-dragão -feita de chapas metálicas e fios-, recebeu choques elétricos na cabeça, nos tendões dos pés e nos ouvidos. Deram-lhe pauladas nas costas, no peito e nas pernas, incharam suas mãos com palmatória, revestiram-no de paramentos e o fizeram abrir a boca “para receber a hóstia sagrada” – descargas elétricas na boca. Queimaram pontas de cigarro em seu corpo e fizeram-no passar pelo “corredor polonês”.
    O capitão Beroni de Arruda Albernaz vaticinou: “Se não falar, será quebrado por dentro. Sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis. Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de sua valentia”. A ceder e viver, Tito preferiu morrer. “É preferível morrer do que perder a vida”, escreveu ele em sua Bíblia. Com uma gilete, cortou a artéria do braço esquerdo. Socorrido a tempo, sobreviveu.
    Foi libertado em dezembro de 1970, incluído entre os prisioneiros políticos trocados pelo embaixador suíço, seqüestrado pela VPR. Ao desembarcarem em Santiago do Chile, um companheiro comentou: “Tito, eis finalmente a liberdade!”. O frade dominicano murmurou: “Não, não é esta a liberdade”.
    Em Roma, as portas do Colégio Pio Brasileiro, seminário destinado a formar a elite do nosso clero, fecharam-se para o religioso com fama de “terrorista”.
    Em Paris, nossos confrades o Em Paris, nossos confrades o acolheram no convento de Saint Jacques, em cuja entrada uma placa recorda a invasão da Gestapo, em 1943, e o assassinato de dois dominicanos.
    O capitão Albernaz tinha razão: sufocado por seus fantasmas interiores, Tito tornou-se ausente. Ouvia continuamente a voz rouca do delegado Fleury, que o prendera, e o vislumbrava em cafés e bulevares. Transferido para o convento de I’Arbresle, construído por Le Corbusier, nas proximidades de Lyon, as visões aterradoras continuaram a minar sua estrutura psíquica. Escrevia poemas:
    “Em luzes e trevas derrama o sangue de minha existência / Quem me dirá como é o existir / Experiência do visível ou do invisível”.
    Os médicos recomendaram-no suspender os estudos para dedicar-se a trabalhos manuais. Empregou-se como horticultor em Villefranche-sur-Saône e alugou um pequeno cômodo numa pensão de imigrantes, o Foyer Sonacotra, cujas despesas pagava com o próprio salário. O patrão o percebeu indolente, ora alegre, ora triste, sugado por um tormento interior. Em seu caderno de poemas, Tito registrou:
    “São noites de silêncio / Vozes que clamam num espaço infinito / Um silêncio do homem e um silêncio de Deus”.
    No sábado, 10 de agosto de 1974, frei Roland Ducret foi visitá-lo. Bateu à porta de seu quarto, na zona rural. Ninguém respondeu. Um estranho silêncio pairava sob o céu azul do verão francês e envolvia folhas, vento, flores e pássaros. Nada se movia. Sob a copa de um álamo, o corpo de Frei Tito dependurado por uma corda, balançava entre o céu e a terra.
    Ele tinha 28 anos.
    Em março de 1983, seus restos mortais retornaram ao Brasil. Acolhidos em solene liturgia na Catedral da Sé, em São Paulo, encontram-se enterrados em Fortaleza, sua terra natal. O cardeal Aros frisou que Tito afinal encontrara, do outro lado da vida, a unidade perdida.
    http://www.adital.com.br/freitito/por/irmao.html

  • Edu, parabéns pelo brilhante trabalho jornalístico. Os nossos jovens precisam saber o que aconteceu durante os 21 anos de ditadura civil-militar, para não serem manipulados pelas viúvas do regime. Quem dera a nossa mídia pudesse fazer um trabalho assim. Aliás, com raras e honrosas exceções, somente os blogs “sujos” trataram dos absurdos – torturas, assassinatos e desaparecimentos. O PIG, como era de se esperar, limitou-se a falar sobre o golpe, mas com uma vontade danada de dizer revolução. Em nenhum momento acusou a ditadura de ter promovido as páginas mais repugnantes da nossa história.

  • Eduardo, acho que a maioria absoluta dos brasileiros pensa que o “período das trevas” não deve nunca mais voltar. Democracia sempre! Abs, Fábio Faiad.

  • ♫ Grande, Edu! Eu sabia que você não perderia essa, nem que tivesse que perder compromissos e negócios. Só peço um favor; não chame mais de “Marcha” aquela procissão de fracassados do outro dia. O certo é “Murcha”: murchou a crista e sumiram as esporas daqueles garnizés crentes em que iam levantar multidões. Quinhentos gatos-pingados! Não daria nem para eleger um vereador em Conceição do Mato Dentro. Enquanto isso, nós vamos em frente, olhando com pena a cachorrada (perdão, cachorros!) latindo, latindo até ficar rouca. Amanha é o dia dos trouxas; vamos celebrá-lo rindo dos babaquaras que foram atrás do Bruno Toscão. E por falar nele, será que já se recolheu à fossa onde sonha que engraxa os coturnos e leva para fora o lixo dos militares?

    • ♫ Jimmy…

      Normalmente seus comentários soam como música pra mim, mas esse ultimo ao invés de me fazer suspirar, fizeram rir muito.

      Murcha, é? Rsrsrs…

      Grande abraço, Jimmy.

  • A bandeirantes insinuando, como sempre manipulando os fatos,que só houve o golpe porque o Presidente João Goulart “foi inábil em várias frentes,e acusando-o de “pregar o golpe nos quarteis”. Escondem que foi os reacionários de sempre e não o que eles adjetivam de povão que estava na tal marcha. Como são salafrários esses panacas travestidos de jornalistas.Pra colocar a cereja no bolo,entrevistaram o senhor serra. Aumenta a cada dia o meu nojo por essa corja de vagabas.

  • autoritarismo
    PRIMADO DA FORÇA
    sob a CAPA DE UMA AUTORIDADE reCONHECIDA
    (túnica carnavalesca camisolão supremo libré acadêmica)
    é herança dos EMPREENDEDORES de
    ENTRADAS ( dos saques & suas prestações)
    &
    BANDEIRAS (fazendas próprias costuradas em bolsas pras eXplorações)
    gastará menos energia pra competir
    e mais pra conviver
    quando conseguir equiPARAR
    prazer.com.ganhar
    e com familiaridade
    sinturmar

  • Nesta data em que os golpistas querem comemorar como um marco, nós queremos que seja aprofundada a democracia para a forma direta, plebiscito, referendo, participação popular… O Brasil não aceitou e não aceitará a intromissão da elite, pela força, nos seus destinos. Viva a Democracia! Que o povo exerça a soberania em 04 de outubro, elegendo o maior número de trabalhadores aos governos estaduais, assim como deputados e senadores da república.

    A Comissão da Verdade precisa despertar para, de uma vez por todas, retirar o manto desses golpistas que patrocinaram ontem e querem hoje, da mesma forma, roubar a felicidade e a prosperidade desse povo sofrido que só agora consegue subir degraus na vida.

  • A novela Amor e Revolução foi boicotada pela grande mídia, e uma coisa que tenho observado também, e que estão agora boicotando o nome do Brizola, quase ninguém fala dele, nesse momento de lembrar de quem lutou contra a ditadura!

  • Lamentáveis videos. Governos criminosos como aqueles jamais retornarão ao Brasil.

    Ainda que todas as homenagens sejam merecidas e a memória deva ser preservada como alerta, é preciso pensar o futuro, sem abrir jamais mão da LIBERDADE. Não falo apenas em democracia, mas LIBERDADE.

    Governos autoritários, sejam ditatoriais ou não, seja a favor da maioria ou não, ainda assim são autoritários.

    Não devemos pregar a cubanização ou venezualização do Brasil. Isso é fracasso.

    A última dos bolivarianos:

    http://oglobo.globo.com/mundo/governo-da-venezuela-obriga-proprietarios-vender-imoveis-inquilinos-12045262

    • Governos a favor da maioria são ditatoriais?

      Em que planeta?

      Em que galáxia? Alfa Centauri?

      ai ai ai

      vou ali tomar um buscopan e já volto, tá moçada?

      • Nao cara. Nao entendeu.
        Asnliberdades da minoria devem ser preservadas também. Não acha? Se não forem, o governo é autoritário.
        Pode ter eleição o escambau.
        Liberdade para todos.

        Quanto ao remedio, coloca uma ampola de oleo mineral junto.

        Abs

    • Desculpe amigo Troll disfarçado, mas ver o que estas pessoas passaram você ainda não tem vergonha de tentar trolar o post (reporcagem da globo !!!). Não seja tolo, esse tipo de comentário somente é eficaz nas veja da vida, tenha um pouco de respeito, senão o tem as pessoas tenha ao menos a inteligência.

        • Não voce não é troll, caro Nigro. E quero parabenizá-lo por ser uma das poucas vozes discordantes aqui no Edu, que busca o debate civilizado.
          Mas no caso, acho que deveria se informar melhor sobre o caso da Venezuela. Em hipótese alguma se pode caracterizá-la como regime autoritário. O Edu já explanou aqui sobre isso, ele que conhece bem o país, não de ouvir falar, mas presencialmente.
          O que acontece é que a Venezuela está sob ataque de golpistas radicais. Nessas circunstâncias, não normais, medidas são necessárias para a defesa de um governo eleito. O que nos remete aos EUA, que por conta de ser alvo de ataque do Al Quade fez o “ato patriótico”. Uma série de medidas que restringe os direitos individuais. Os EUA são uma ditadura?

          • Legal. A turma aqui gosta mesmo de xingar e acusar. Com que moral vão se indignar contra o famigerado Gilmar Mendes, por uma simples insinuação?

            Tem um comentador chamado “Alati”, que é a toda hora chamado de corrupto, entre outros impropérios…. Pra mim é a mesma coisa.

            Lembrando que como já falei anteriormente, ofender-se é relativo. Alguns se ofendem mais que os outros e merecem sim o acesso à reparação legal. LIBERDADE.

            O autoritarismo pode existir mesmo em um governo onde há eleições. Onde há apoio da maioria da população… a história tá cheia de exemplos.
            Não podemos considerar a Venezuela um governo “ditatorial”. Mas é sim predominantemente autoritário, pois intervém de maneira truculenta na sociedade, cassa licenças, ameaça. Não parece convivr bem com o contraditório. O episódio dos reporteres da CNN foi emblemático. Nosso Lulla já teve seu rompante semelhante, com o reporter que escancarou seus hábitos etílicos.

            Agora essa de literalmente ROUBAR os bens daqueles que possuem imoveis alugados, é demais. Isso é loucura, cubanismo, o que quiser.

            Posso garantir que tem muito esquerdista brasileiro que vibar com isso. Veja la no site do PSTU. Os doidões pregam claramente a expropriação de empresas. Sem rodeios. Ao menos não são enrustidos.

            Não posso deixar de concordar com você quanto ao “Patriot Act”. Os caras viram a oportunidade e passaram essa legislação absurda- com aprovação popular. Contudo, é sim uma legislação autoritária. Como não?

            Governo da maioria não é sinonimo de liberdade. A minoria deve gozar da mesma liberdade, caso contrário não há liberdade. Falo de liberdade. Liberdade de escrever um blogue por exemplo, sem ser incomodado- exceto pelas vias legais, quando cabíveis.

            Mas você há de convir que há anos-luz de diferença entre os direitos individuais dos americanos e aqueles dos venezuelanos.

          • Não se pode elogiar, né, Nigro? Lulla com dois “lls”? Para que acrescentar essa provocação ao argumento? Além disso o tal Lary, um estrangeiro bem recebido aqui, ofendeu o presidente do nosso país, independente do partido a qual pertence. E na base da fofoca, pois Lula nunca foi pego bêbado em público, como certos candidatos.
            Quanto à Venezuela, não é verdade que blogueiros não podem escrever o que quiser. A mídia tradicional também pode. Só não pode conspirar para derrubar o governo, como fizeram em 2002.
            Siga o conselho do Edu, e constate através do Google como existem inúmeras matérias anti-governo na imprensa venezuelana

  • NUNCA, NUNCA, MAS NUNCA MESMO, PODE EXISTIR UMA HISTÓRIA SEM VOZ

    “A grande Hanna Arendt escreveu um dia que toda dor humana pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história.

    A dor que nós sofremos, as cicatrizes visíveis e invisíveis que ficaram nesses anos, elas podem ser suportadas e superadas porque hoje temos uma democracia sólida e podemos contar nossa história.

    Como eu disse, nesse Palácio, repito, há quase dois anos atrás, quando instalamos a Comissão da Verdade, eu disse: se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulos, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca, mas nunca mesmo, pode existir uma história sem voz.

    E quem da voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la.

    E acrescento: quem dá voz à história somos cada um de nós”.

    Dilma Roussef no dia 31.03.2014

  • Fiz questão de ver a matéria do jornal americacional da grobo.
    Para não perder o costume manipularam a história e disseram que Jango daria um golpe comunista, sendo que o golpe dos milicos veio apenas salvar o Brazil (com Z mesmo).
    É o que sempre digo, o paízão aqui só não deslancha de vez por culpa da imprensa. Corrupção existe, mas a mentira da imprensa, seja ela escrita, falada, fofocada, é o maior câncer deste país. Quem sabe daqui algumas gerações tenhamos a imprensa no chão em decorrência da internet.

  • Esses monstros torturadores, estupradores, sádicos, assassinos, pervertidos, sequestradores, psicopatas têm que ser punidos, apodrecerem na cadeia pelo resto da vida , pagando pelo que fizeram, sofrendo as consequências de seus atos criminosos, condenados à cadeia e ao desprezo de todos os brasileiros, só assim teremos a certeza de que essas barbaridades não mais se repetirão. E não apenas deixarão de ocorrer novamente na esfera política, extirpando-se definitivamente a ameaça de golpe que ronda nossa “democracia consentida”; uma democracia de fachada, “permitida” pelas “elites” canalhas, desde que não se altere as condições estruturais de perpetuação da desigualdade e da exploração; encerrando-se de uma vez por todas a própria característica de “consentida” de nossa Democracia, que de pacto hipócrita a disfarçar a submissão aos caprichos, à opressão e barbaridades de uma minoria, tornar-se-ia finalmente uma Democracia de verdade, com a vontade da maioria e a busca do bem estar coletivo guiando nosso projeto de Nação; mas também, junto com a construção de uma verdadeira ordem democrática e o fim da capa pseudodemocrática a esconder o privilégio e a imposição autoritária de uma oligarquia exploradora e sórdida, também veríamos o fim da ditadura institucionalizada, oficializada nas práticas diárias das polícias, que continuam torturando, como sempre o fizeram, os negros e pobres; nas perpetuação de inúmeras leis criadas e construídas pela ditadura, ou outras destinadas a “proteger” o privilégio e a concentração de renda, cuja “defesa” motivou a ação dos golpistas; e ainda acabaríamos de vez com forças militares erguidas dentro do mais tacanho reacionarismo, que acreditam-se “tropa de ocupação”, a pairar acima das leis e da Democracia para proteger o privilégio de poucos, a exploração de milhões e a usurpação das riquezas do Brasil pelos EUA. Está na hora de irmos às ruas exigir a punição de TODOS os criminosos da ditadura, não somente dos que fizeram o serviço sujo, mas também daqueles que os financiaram e comandaram. Além de militares, de alta e baixa patente, e policiais. TEMOS QUE EXIGIR A CONDENAÇÃO DOS EMPRESÁRIOS QUE APOIARAM A DITADURA(OU SEJA, A GRANDE MAIORIA), DOS GERENTES DAS MULTINACIONAIS, DOS PROPRIETÁRIOS DAS GRANDES EMPRESAS DE MÍDIA, DE POLÍTICOS, DE ALTOS FUNCIONÁRIOS DAS VÁRIAS ESFERAS DO ESTADO; DE “JORNALISTAS”, INTELECTUAIS, MEMBROS DO CLERO E TODA A CORJA DE PILANTRAS QUE APOIARAM E PARTICIPARAM, ATRAVÉS DO FINANCIAMENTO, JUSTIFICAÇÃO E MUITAS VEZES TAMBÉM DIRETAMENTE NA PRÁTICA DE MONSTRUOSIDADES COMO TORTURAS, ASSASSINATOS OU ESTUPROS, O MAIS HORRENDO REGIME QUE JÁ EXISTIU NESTE PAÍS, CAPAZ DE DESTRUIR UM BRASIL QUE ESTAVA TENTANDO SER CONSTRUÍDOS COM O ÚNICO OBJETIVO DE ERGUER UM PAÍS LIVRE DA EXPLORAÇÃO, ONDE TODOS RECEBESSEM OS FRUTOS DO DESENVOLVIMENTO E NOSSA ECONOMIA CRESCESSE LIVREMENTE EM BENEFÍCIO PRÓPRIO, NÃO MAIS ENRIQUECENDO OS EXPLORADORES ESTRANGEIROS, E PERMITINDO QUE ESTE PAÍS TIVESSE UM DESTINO DE AUTONOMIA, JUSTIÇA E IGUALDADE. Foi esse Brasil, e a vontade popular que dava uma aprovação recorde a João Goularth(conforme pesquisa do IBOPE feita à época e só agora divulgada)que foram destruídos em nome dos privilégios nababescos de uma minoria e da perpetuação de nossa submissão aos EUA. É esse projeto nacionalista, de desenvolvimento autônomo e justiça social, que tenta ser reeditado agora. ainda que de maneira menos abrangente, mas com perspectivas de aproximar-se do que se tentava erguer naquela época(um projeto Capitalista de desenvolvimento independente, com distribuição de renda. Não havia nenhum projeto socialista ou comunista, como tenta fazer crer a direita com mais uma de suas mentiras, mas um projeto de Libertação do Brasil da exploração estrangeira e da desigualdade brutal que sustenta os privilégios de uma minoria. Um projeto que nos igualaria às Nações Capitalistas mais desenvolvidas e justas do mundo. Esse era o projeto que defendia Goularth, fazendeiro rico e primeiro a não desejar uma mudança em direção ao socialismo, ademais inviável nas condições e nível evolutivo em que se encontrava nossa Economia e Sociedade e foi a perspectiva de independência real e desenvolvimento com distribuição de renda contida nesse projeto que apavoraram nossas “elites” canalhas e os EUA, sempre desejosos em ver oBrasil subalterno e injusto, e os levaram a violentar à força a vontade dos brasileiros, que elegeram Goularth e o apoiavam, com um golpe de estado). São mensagens como essas que devem ser passadas aos jovens, para que defendam o projeto nacionalista e igualitário protagonizada por Lula e Dilma, que deve avançar e aprofundar-se, e principalmente para que compreendam o horror da ditadura e a necessidade de a extirparmos da sociedade brasileira, o que só ocorrerá com a punição dos torturadores e de seus líderes e a retirada do todos os resquícios institucionais do autoritarismo. A conscientização dos jovens da periferia, como muito bem lembrou o militante estudantil entrevistado por você, é um excelente começo para esse processo, destinado a politizar uma juventude bastante alienada do real significado da ditadura e do perigo que ela ainda representa. Mais do que ninguém, os moradores da periferia veem horrores ditatoriais, como a violência policial e a falta de garantias civis em seu dia a dia e mais do que ninguém podem entender que a perpetuação disso deve-se em primeiro lugar à Sociedade excludente em que vivemos e, juntamente com ela e complementando-a, à ditadura que surgiu para garantir sua perpetuação e aprofundamento. Assim compreenderão o porquê da importância de se combater a ditadura hoje, punindo esses monstros e seus amos. Afinal, além do obrigação moral de fazermos Justiça punindo esses monstros, também devemos nos conscientizar que a ditadura não é uma acontecimento do passado, mas continua, pois ela está não apenas nos horrores de outrora, mas nas barbaridades presentes. Vamos colocá-los na cadeia se quisermos ter um país e uma Sociedade com vergonha na cara.

  • As novas gerações, principalmente, devem ser exaustivamente informadas do que foi o golpe que deixou à solta assassinos-psicopatas (ou seriam psicopatas-assassinos?), que sequestraram, torturaram, assassinaram e desapareceram com os corpos de brasileiros que lutavam contra uma sangrenta ditadura militar e a favor do retorno ao regime democrático.
    E pior, esses facínoras nunca foram levados aos tribunais e, portanto, jamais foram julgados pelos seus crime horrendos contra a humanidade.

  • “Nem sequer as mulheres grávidas eram poupadas. Em 1974, com uma barriga de seis meses de gestação, a militante Nádia Nascimento foi presa, junto com o seu companheiro, em São Paulo. “Já foram logo me dizendo que filho de comunista não merecia nascer. Arrancaram minha roupa na frente do meu companheiro, que já estava muito machucado pela tortura, e perguntavam se ele queria que me torturassem, diziam que dependia dele. Ameaçaram me estuprar na frente dele, mesmo grávida. Até que,em um dado momento, me colocaram na cadeira do dragão. Ali, comecei a sangrar por causa dos choques e perdi meu filho”, conta Nádia, que teve uma série de complicações médicas decorrentes do aborto provocado e da falta de cuidados hospitalares. A criança se chamaria Lucas e hoje teria 39 anos de idade”.

    http://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2013/09/os-testemunho-das-mulheres-que-ousaram-combater-ditadura-militar.html

  • Neste momento sinto o nosso povo mal informado e ceifado de conhecimentos historicos os quais poderiam proporcionar um debate sobre nossa vida politica e social. O golpe dos militares foi tenebroso e alimentado por setores da sociedade empresarial e civil que acreditavam ser o caminho para o próprio progre$$o. Tinha 10 anos na época e ouvia papai inconformado com a deposição de Jango, praguejava os milicos e a debilidade dos congressistas. Anos de trevas, tortura e censura que só quem viveu sabe o mal que causou.

  • CAPITÃO CARLOS LAMARCA, UM DOS HERÓIS DA RESISTÊNCIA
    Carlos Lamarca, era carioca, pois nasceu no Rio de Janeiro, 23 de outubro de 1937 e morreu em Pintada, Bahia, no dia 17 de setembro de 1971. Ele foi um dos líderes da resistência armada contra a ditadura militar brasileira instalada no país em 1964.
    Capitão do Exército Brasileiro, desertou em 1969 tornando-se um dos comandantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organização da guerrilha armada de extrema-esquerda que combatia o regime. Elevado à condição de ícone revolucionário do socialismo e da esquerda brasileira,1 foi condenado pelo regime militar como traidor e desertor e considerado seu principal inimigo. Caçado pelas forças de segurança por todo o país, ele comandou diversos assaltos a bancos, montou um foco guerrilheiro na região do Vale do Ribeira, sul do estado de São Paulo e liderou o grupo que sequestrou o embaixador suíço Giovanni Bucher no Rio de Janeiro, em 1970, em troca da libertação de 70 presos políticos.
    Perseguido por mais de dois anos pelos militares, foi localizado e morto no interior da Bahia em 17 de setembro de 1971. Trinta e seis anos após sua morte, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça sob supervisão do Ministro da Justiça Tarso Genro, dedicou sua sessão inaugural a promovê-lo a coronel do Exército e a reconhecer a condição de perseguidos políticos de sua viúva e filhos.3
    O capitãop Lamarca era filho de pai sapateiro e mãe dona de casa, ele viveu até os 17 anos no Morro de São Carlos, no Estácio, no Rio de Janeiro, um entre sete irmãos. Fez o curso primário na Escola Canadá e o ginasial no Instituto Arcoverde.4 Aos 16 anos, participou de manifestações de rua durante a campanha nacionalista “O petróleo é nosso” e tinha como livro de cabeceira Guerra e Paz de Leon Tolstoi.5 Em 1955, ingressa na Escola Preparatória de Cadetes, em Porto Alegre, e dois anos depois é transferido para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), onde forma-se como aspirante a oficial em 1960, 46º colocado entre os 57 alunos da turma.6 Seu primeiro posto é no 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, Osasco, São Paulo.7 Magro, 1,70 m, olhos escuros, desde cedo destacou-se como exímio atirador, sendo o melhor de seu regimento, representando o II Exército num torneio de tiro em Recife.8 No mesmo ano, ele tem seu primeiro filho, César, de seu casamento no ano anterior com Maria Pavan, sua irmã de criação.
    Em 1962, integrou o Batalhão Suez, nas Forças de Paz da ONU na região de Gaza, Palestina, onde serviu na 7ª Companhia sob as ordens do major Alcio Costa e Silva, filho do futuro presidente da República8 e de onde retornou dezoito meses mais tarde, com as primeiras ideias socialistas, graças à pobreza que testemunhou no local e ao começo da leitura de clássicos marxistas.9 Numa carta a amigos, afirmou que se fosse preciso entrar em combate, entraria ao lado dos árabes, impressionado com a realidade deste povo na região, que considerava cruel.10 De volta ao Brasil em 1963, estava servindo à 6ª Companhia de Polícia do Exército, em Porto Alegre, quando ocorreu o golpe militar de 1964.7 Em dezembro do mesmo ano, ainda servindo no sul, deu fuga a um capitão brizolista que estava sob sua guarda.11
    Lamarca, em 1968, ainda no exército, deu treinamento de tiro para funcionárias do Bradesco.
    Retornando a Quitaúna em 1965, transferido a pedido de Porto Alegre, foi promovido ao posto de capitão em 1967. Lá ele reencontra Darcy Rodrigues, um antigo companheiro, sargento do exército preso em 1964 mas que havia sido reintegrado à força. Darcy era o homem que fazia o trabalho de convencimento político no quartel e com ele Lamarca começou a tomar contato com as obras de Lenin e Mao Zedong.12 Até então, Lamarca não tinha qualquer militância registrada em partidos de esquerda organizados.13 A partir deste ano, iniciou contatos com facções que defendiam a luta armada para derrubar o governo militar e implantar um regime socialista no país. Disposto a desertar e juntar-se à guerrilha, Lamarca começou a organizar uma célula comunista dentro do 4º Regimento, que incluía o sargento, um cabo e um soldado. Em setembro de 1968, ele conseguiu encontrar-se com o líder da ALN, Carlos Marighella, que ajudou-o a colocar sua mulher e seus filhos fora do Brasil – foram viver em Cuba – como salvaguarda da família para o que pretendia fazer. No mesmo ano, ironicamente, enquanto amadurecia suas ideias de socialismo e deserção, Lamarca atuava como instrutor de tiro para caixas de banco do Bradesco, por indicação do exército, treinando funcionárias do estabelecimento bancário para enfrentar os assaltos que então eram constantemente praticados pelas organizações de esquerda.11
    Deserção e clandestinidade
    Desde dezembro, logo após a instituição do AI-5, Lamarca mantinha contatos com Onofre Pinto, ex-sargento que com ele comandaria a VPR e responsável por diversas operações de guerrilha urbana realizadas em 1968, com a intenção de criarem um futuro foco de guerrilha rural estabelecida no estado do Pará.11
    O plano imediato era que Lamarca e seus companheiros de farda desertariam em 26 de janeiro, levando do 4º Regimento cerca de 560 fuzis, muita munição e dois obuses. A VPR então criaria um clima de guerra civil no país, bombardeando o Palácio dos Bandeirantes, a Academia de Polícia e o QG do II Exército, tomando também a torre de comunicação do Campo de Marte. O plano entretanto, foi frustrado pelo acaso. Três dias antes da data marcada, o caminhão pintado com as cores do exército, que seria usado para a retirada das armas, foi descoberto numa chácara em Itapecerica da Serra 14 , perto de São Paulo, enquanto sua pintura era terminada, porque um menino das redondezas que se acercou do local foi maltratado pelos pintores e reclamou com o pai que chamou a polícia. Três integrantes da VPR, ex-militares, foram presos, se passando por contrabandistas.15
    O fato acabou com o fator surpresa esperado e obrigou a ação a ser antecipada. Em 24 de janeiro de 1969, acompanhado do sargento Darcy, do cabo José Mariani e do soldado Roberto Zanirato, ele fugiu do 4º Regimento de Infantaria de Quitaúna numa Kombi, levando consigo 63 fuzis FAL, três metralhadoras leves e alguma munição, bem menos que o pretendido.16 Lamarca deixava as Forças Armadas e entrava na clandestinidade, na qual viveria até sua morte.
    Guerrilha
    A partir daí, Lamarca passou a viver em “aparelhos” (esconderijos) na cidade de São Paulo. Sua rotina era acordar, comer, fumar, beber café, estudar, ler livros sobre Marxismo para aumentar seu conhecimento teórico e dormir. Nos primeiros meses de clandestinidade, conhece Iara Iavelberg, militante do MR-8, por quem se apaixona e passam a viver juntos. Sua primeira ação na luta armada acontece em 9 de maio de 1969, quando participa do assalto simultâneo a dois bancos no centro de São Paulo. Durante a operação, Lamarca mata com dois tiros o guarda civil Orlando Pinto Saraiva,17 quando este tentava impedir o assalto tentando atingir o sargento Darcy, companheiro de fuga de Quitaúna, na saída do banco.
    A VPR, porém, passa por um momento de grande desarticulação interna após a prisão de vários de seus integrantes, e realiza um congresso clandestino para discutir suas próximas ações. Nela, Lamarca é eleito dirigente. No meio do ano, a VPR une-se ao Comando de Libertação Nacional (COLINA) e ao pequeno grupo gaúcho União Operária e formam a VAR-Palmares. Durante estes acontecimentos, ele dá uma entrevista em lugar desconhecido à revista chilena Punto Final, onde diz que aqueles “ainda são os primeiros passos do que será uma longa e dolorosa guerra”, e faz uma operação plástica que lhe diminui o nariz. Em novembro, sempre escondido e trocando constantemente de refúgios junto com Iara, chora emocionado diante da televisão com o anúncio da morte de Carlos Marighella.
    O Vale do Ribeira[editar | editar código-fonte]
    Depois de dez meses trancado em “aparelhos” na cidade, Lamarca deixou São Paulo em companhia de Iara e de mais 16 companheiros em direção ao Vale do Ribeira, onde o grupo pretendia fazer treinamento militar. No acampamento no meio da floresta, a intelectual Iara, psicóloga e professora de 25 anos, oriunda da classe rica paulistana convertida ao socialismo, deu aulas teóricas de marxismo aos militares e guerrilheiros do grupo. Ela retorna à cidade em algumas semanas por problemas de saúde causados pela duras condições do local – depois diagnosticado como hipotireoidismo – mas o grupo continua o treinamento até abril, quando a região é cercada pelo exército.
    No fim de abril, vários integrantes da VPR são presos no Rio de Janeiro, incluindo dois do Comando Nacional, Maria do Carmo Brito e Ladislau Dowbor. Um dos presos deixa escapar que Lamarca encontra-se em algum lugar próximo do km 250 da BR-116. O local é o Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, em torno da região de Registro. Em 21 de abril, as Forças Armadas tomaram o local com 2.500 homens, mais um contingente de policiais cedidos pelo governo de São Paulo, bloqueou estradas vicinais, prendeu 120 pessoas, varreu a mata com helicópteros, fechou a Rodovia Régis Bittencourt e usou um B-26 da FAB para bombardear áreas civis suspeitas de abrigarem os guerrilheiros.
    Os soldados, de dez unidades diferentes, entretanto eram em sua maioria recrutas com três meses de instrução, sem preparo de tiro e vários carregando mosquetões. Os guerrilheiros eram 17, e avisado, Lamarca desmontou as bases e enfiou-se fundo na mata. Oito deles conseguiram sair da região misturados à população e dois foram presos pelos militares, incluindo o ex-sargento Darcy Rodrigues, depois de se perderem do resto do grupo ao se aproximarem demais das tropas do governo para fazer observação. Sobraram sete para enfrentar o exército. Durante semanas, o pelotão formado por Lamarca, Ariston Lucena (de 17 anos), Yoshitane Fujimori, Edmauro Gopfert, Gilberto Faria Lima, José Araújo da Nóbrega e o ex-soldado da Brigada Militar Diógenes Sobrosa de Souza, vagou pela mata do vale.
    O primeiro encontro entre os grupos se deu em 8 de maio, quando os guerrilheiros, se passando por caçadores, entraram no vilarejo de Barra do Areado querendo alugar uma camionete. A Polícia Militar (então Força Pública) foi avisada e uma barreira montada em Eldorado Paulista. Com a aproximação do caminhão, os soldados pediram aos ocupantes que descessem e mostrassem os documentos; Lamarca e seus homens desceram atirando, feriram dois soldados, dispersaram a tropa e continuaram o caminho. O próximo confronto, na mesma noite, foi perto de Sete Barras. Cruzando com um contingente da PM, a luta é rápida e o treinamento dos guerrilheiros e sua superioridade em armamento – os fuzis FAL roubados de Quitaúna – decide o combate. A tropa de policias militares, um tenente, dois sargentos, dois cabos e onze soldados, estão mortos, feridos ou aprisionados. O comandante da tropa é o tenente Alberto Mendes Júnior, de 23 anos.27
    Feito um acordo entre Lamarca e o tenente, a barreira policial na estrada foi aberta em troca de devolução dos feridos e prisioneiros. Mendes seguiu com os guerrilheiros no caminhão, transformado em refém. Pouco depois na estrada, um outro comboio militar foi avistado e os guerrilheiros embrenharam-se na mata. Depois de dias caminhando, toparam com uma escaramuça entre duas tropas do exército, travado por tropas do 6º Regimento de Infantaria e do Destacamento Logístico, que atiraram umas nas outras pensando ser o inimigo, resultando em dois feridos, um tenente-coronel e um soldado. Na confusão provocada, dois guerrilheiros perderam-se do grupo e acabaram aprisionados dias mais tarde. Restaram apenas cinco homens e o tenente Mendes, prisioneiro do grupo.31
    Com a fuga sendo retardada pela presença de Mendes – que já havia tentado capturar uma metralhadora, impedido por Lucena – e a desconfiança de que ele os tinha levado a uma emboscada – o encontro anterior com as tropas do governo – Lamarca e seus homens decidiram matar o prisioneiro. O tenente Mendes foi então assassinado por Yoshitane Fujimori a coronhadas de fuzil – receosos de que um tiro pudesse mostrar sua localização aos perseguidores – tendo seu crânio esfacelado a pauladas e o corpo deixado na mata, em cova rasa.
    Os cinco continuaram pela mata enquanto a busca por eles se intensificava, acampando por vários dias sobre uma grande pedra, para protegerem-se da chuva, alimentando-se de abacaxis e bananas. Por três vezes tentaram descer a algum povoado para comprar comida e por três vezes foram denunciados. Emboscados mais uma vez por causa das denúncias, desta vez por uma patrulha sob as ordens do coronel Erasmo Dias – que não participou pessoalmente da busca – escaparam mais uma vez pela floresta.
    O rompimento final do cerco se deu 41 dias depois do início do mesmo. Famintos e com os pés feridos, o grupo resolveu tentar a sorte na estrada. O mais jovem, sem ficha na polícia, Gilberto Faria Lima, faz sinal para um ônibus da linha Sete Barras-São Miguel e vai embora sem ser incomodado. Na tarde de 31 de maio, os quatro que restaram, Lamarca, Ariston Lucena, Yoshitane e Diógenes, resolvem parar qualquer veículo que viesse pela estrada e tomá-lo. O primeiro a aparecer foi justamente um caminhão do exército, do Regimento de Obuses de Itu. Os ocupantes, cinco soldados, foram rendidos e deixados de cuecas dentro do veículo. Usando os uniformes da patrulha, o grupo seguiu nele até darem em uma última barreira perto de Taquaral. Parados por homens do exército e inquiridos para onde iam, Lucena respondeu com um simples: “É ordem do coronel”. Sem maiores averiguações, a barreira foi aberta e às 22:30 da mesma noite, os guerrilheiros abandonavam o veículo na Marginal Tietê, na cidade de São Paulo, com os prisioneiros dentro, dispersando-se. Lamarca e seus homens tinha escapado da maior mobilização da história do II Exército.
    O sequestro do embaixador suíço
    Depois de escapar do Ribeira, Lamarca, então o homem mais procurado do país, encontra a VPR em frangalhos graças à prisão de cerca de uma centena de militantes e simpatizantes – principalmente por causa da prisão da dirigente Maria do Carmo Brito, no Rio, e a descoberta de diversos documentos sobre a organização em seu “aparelho” na rua Visconde de Albuquerque, no Leblon – e vaga de casa em casa até ser acolhido por Devanir José de Carvalho. Em junho, enquanto o país pára para assistir a Copa do Mundo do México, guerrilheiros da ALN e da VPR, comandados por Eduardo Collen Leite, o “Bacuri”, sequestram no Rio o embaixador da Alemanha Ocidental, Ehrenfried von Holleben, em troca de 40 prisioneiros políticos, enviados para a Argélia. Lamarca, escondido em São Paulo, não participa, mas sua fama o leva a ser anunciado pelas autoridades como comandante do sequestro. O próximo, e último, sequestro de um diplomata durante a ditadura militar, seria, entretanto, comandado por ele.
    Giovanni Bucher, sequestrado por Lamarca e pela VPR em dezembro de 1970.
    Embaixador da Suíça no Brasil há quatro anos, Giovanni Butcher seguia pontualmente, todos os dias, para a embaixada, sem carros de segurança, desprezando as recomendações da polícia federal com relação a sequestros anteriores de diplomatas no país. O sequestro ocorreu em 7 de dezembro de 1970, na rua Conde de Baependi, no bairro do Flamengo, zona sul do Rio Janeiro, de onde ele foi levado para uma casa, ocupada pelos sequestradores, na Rua Taracatu, no subúrbio carioca de Rocha Miranda.46 Durante a operação, um dos agentes federais que atuava com segurança dentro de seu Buick azul da embaixada, Hélio Carvalho de Araújo, foi morto à tiros por Lamarca. Em troca de sua vida, a VPR exigia do governo a libertação de 70 presos políticos. Como adendo, exigiam o congelamento geral dos preços por noventa dias e a liberação das roletas nas estações de trem do Rio de Janeiro. Foi o mais alto preço pedido por um embaixador sequestrado à época.
    Bucher foi vítima do mais longo sequestro político já acontecido no Brasil. O governo militar, que havia cedido rapidamente às exigências nos anteriores, desta vez resolveu endurecer e recusou-se a libertar 13 dos presos pedidos na lista enviada pela VPR. O impasse, que durou semanas, levou à decisão de eliminar Bucher, tomada pela maioria dos sequestradores e pelas bases da VPR na clandestinidade, que só não foi morto por intervenção de Lamarca, que como líder assumiu a responsabilidade de aceitar as contrapropostas do governo, salvando-lhe a vida. No longo cativeiro, o embaixador chegou a ter permissão para tomar banho de sol no quintal e a dar uma entrevista à revista alemã Stern. Lamarca, que na casa ocupada há meses pelo casal da VPR Tereza e Gerson foi apresentado como um “tio” hóspede, para evitar suspeitas da vizinhança, chegou a jogar futebol com os meninos da rua e a deixar o esconderijo por um dia para encontrar-se com Iara Iavelberg em Brás de Pina.
    Depois de mais um mês em poder da guerrilha, onde seu senso de humor fino e ferino, estilo bonachão e proseador fez com que tivesse um bom relacionamento pessoal com seus captores, tornando-se um grande parceiro de Carlos Lamarca no jogo de biriba, Giovanni Bucher foi libertado na manhã de 16 de janeiro de 1971, próximo à Igreja da Penha, zona norte do Rio, três dias após o embarque dos 70 presos libertados – com os 13 negados substituídos por outros – para o exílio no Chile.46 Em posterior interrogatório feito pelas autoridades, recusou-se a reconhecer por fotografias qualquer um de seus cinco captores – alegando que só se deixavam ser vistos de capuz, o que era mentira – no caso, Carlos Lamarca, Alfredo Sirkis (seu intérprete junto ao grupo, apesar de Bucher falar português), Tereza Ângelo, Gerson Theodoro de Oliveira e Herbert Daniel. Foi o fim do ciclo de sequestros políticos durante a ditadura militar.
    Morte[editar | editar código-fonte]
    Em 22 de março de 1971, Lamarca desligou-se da VPR e ingressou no MR-8, organização de Iara. Depois de meses fechado com ela em “aparelhos” do Rio – trancado com a mulher numa casa no Largo do Machado pertencente a simpatizantes, ameaçou se matar com uma bala e explodir o esconderijo com o gás do fogão se fosse descoberto – ele foge para a Bahia, estabelecendo-se no interior do estado para incrementar o dispositivo rural, enquanto Iara fica em Feira de Santana, antes de ser levada para Salvador por outro militante. Apresentando-se como ‘Cirilo’, um geólogo, chega a Buriti Cristalino, em Brotas de Macaúbas, no sertão baiano, a 590 km da capital.55
    Mesmo não estando mais no confinamento dos aparelhos, Lamarca vivia confinado em uma tenda, tomava banho de noite e enterrava as fezes para não deixar rastros. Começou aí a escrever cartas para Iara, onde demonstrava seu estado de ânimo, seu amor por ela e se imaginava triunfante na guerra que travava. Seu dispositivo montado em Buriti era baseado em José Campos Barreto, o Zequinha, ex-metalúrgico organizador de várias greves no ABC Paulista em 1968 e que já havia passado pela VPR e pela VAR-Palmares, antes de se ligar ao MR-8. Com ele, estavam seus pais e irmãos e um amigo professor socialista.
    Operação Pajuçara
    O destino de Lamarca começa a ser traçado em 21 de agosto, quando o guerrilheiro César Benjamin, fugindo de um cerco policial em Ipanema, no Rio de Janeiro, deixa no carro que ocupava um diário de Lamarca e cartas dele para Iara, descobertas pela polícia. Cruzando os dados de topografia e vegetação descritos nelas, junto com informações conseguidas com militantes do MR-8 capturados na Bahia, os militares identificam a área de Buriti Cristalino como o provável esconderijo do ex-capítão. Um dia antes, 20 de agosto, informações extraídas de um guerrilheiro capturado em Salvador, José Carlos de Souza, permitiram aos agentes localizarem Iara Iavelberg num apartamento no bairro da Pituba, na capital. A mulher de Lamarca é morta à tiros escondida num quarto cheio de gás lacrimogênio,59 após a invasão do local pelas forças de segurança. A versão oficial de sua morte, suicídio, só seria desmentida mais de trinta anos depois, quando seus restos mortais foram exumados em São Paulo. De posse das informações cruzadas, o comandante do DOI-CODI baiano e chefe da 2ª Seção do Estado-Maior da 6ª Região Militar, major Nílton Cerqueira, monta a operação para caçar Lamarca, chamada de Pajuçara, em homenagem a uma praia de Maceió. O efetivo consiste em um total de 215 homens das três forças armadas, mais policiais federais, do DOPS e da Polícia Militar da Bahia, incluídos 18 homens do Para-Sar. No dia 28 de agosto, os homens de Cerqueira invadem Buriti. Um dos irmãos de Zequinha, Olderico, abre fogo contra a tropa e cai ferido com um tiro no rosto. Outro irmão, Otoniel, de 20 anos, é morto á rajadas de metralhadora. O professor se suicida com um tiro na cabeça num quarto da fazenda. O patriarca, José, um lavrador de 64 anos, não está na casa no momento, mas quando chega começa a ser torturado junto com o filho ferido. Fica horas apanhando pendurado de cabeça para baixo pelos homens de Cerqueira e Fleury, que foi para a Bahia participar da captura.
    Os corpos de Lamarca e Zequinha Barreto no chão da base aérea de Salvador após a morte em Pintada, interior da Bahia.
    Em Buriti, Lamarca e Zequinha escutam o tiroteiro, abandonam o acampamento e saem em marcha pelo sertão, andando nove quilômetros em uma noite. Seguem pelas montanhas e descem num povoado. Denunciados, entram novamente na caatinga. Doente e desnutrido, Lamarca era carregado nas costas por Zequinha. Iam em direção a Brotas de Macaúbas, alimentando-se de rapadura e bebendo água dos tanques de gado.
    Os dois fugiram por trezentos quilômetros durante vinte dias até chegarem à localidade de Pintada, um povoado no meio do nada com apenas cinquenta casas, no distrito de Ibipetum. Um menino viu os dois homens deitados descansando sob uma baraúna e em pouco tempo a notícia chegou aos perseguidores. As três horas da tarde de 17 de setembro, os homens de Cerqueira chegaram ao local e surpreenderam a dupla. Zequinha, ouvindo o barulho de um galho estalado, avisou o chefe e tentou correr, sendo morto por uma rajada de metralhadora. Lamarca foi morto com sete tiros quando tentava se levantar. Um dos tiros atravessou-lhe o coração e os dois pulmões. Seu corpo foi pendurado num pau e levado até uma camionete, de onde foi transportado à Baraúna e de lá para a base aérea de Salvador, onde os corpos foram fotografados no chão de cimento. Lamarca ainda tinha os olhos abertos. Sepultado no Campo Santo de Salvador, em cova com número mas sem nome, sua morte foi seguida de um comunicado do diretor da Censura Federal a todos os meios de comunicação, em 22 de setembro de 1971: “Por determinação do presidente da República, qualquer publicação sobre Carlos Lamarca fica encerrada a partir da presente, em todo o país. Esclareço que qualquer referência favorecerá a criação do mito ou deturpação, propiciando imagem de mártir que prejudicará interesses da segurança nacional.”
    Citações e controvérsias]
    Eu vim servir ao Exército pensando que o Exército estava servindo ao povo, mas quando o povo grita por seus direitos é reprimido. Aqui o Exército defende os monopólios, os latifundiários, a burguesia. O povo é sempre reprimido. Esse Exército é podre e eu não aguento mais… Carlos Lamarca,

    Na cultura popular
    Em 1980, ainda durante o governo de João Baptista Figueiredo, os jornalistas Emiliano José e Oldack Miranda escreveram Lamarca, o Capitão da Guerrilha, livro sobre a vida de Carlos Lamarca. Baseado na obra, em 1994 o cineasta Sérgio Rezende lancou o filme Lamarca, com Paulo Betti no papel do guerrilheiro. Betti voltaria a interpretar Lamarca doze anos depois, em Zuzu Angel, também de Rezende.69
    Homenagens]
    Havia uma placa da turma da Escola Preparatória de Cadetes, hoje Colégio Militar de Porto Alegre, cujo nome de Carlos Lamarca foi removido e depois restaurado (em destaque).
    A prefeitura do município de Ipupiara – Bahia, construiu, na comunidade de Pintada, distrito de Ibipetum, local onde Lamarca foi morto, uma praça em sua homenagem, a qual contem uma estátua de Carlos Lamarca, anfiteatro, playground, fonte luminosa e cantina. A praça Capitão Carlos Lamarca foi inaugurada no dia 13 de janeiro de 2007. O município também homenageou Lamarca criando uma lei através da qual acrescenta no calendário dos feriados municipais o dia 17 de setembro.70
    Uma rua foi batizada com seu nome em São Bernardo do Campo, SP.71
    Em 2007, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu a patente de coronel do exército a Carlos Lamarca, que morreu como capitão. Sua esposa, Maria Pavan Lamarca, passou a ter direito à pensão mensal equivalente ao salário de general-de-brigada e foi estipulada uma indenização no valor de R$100 mil a cada um de seus dois filhos, pelos onze anos em que foram obrigados a viver exilados em Cuba. Além disso, a família de Lamarca recebeu o status de perseguidos políticos, por haver registro de monitoramento de suas vidas nos arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI).67
    Em 2010, entretanto, acatando ação do Clube Militar, a juíza Cláudia Maria Pereira Bastos Neiva da 14ª. Vara Federal do Rio de Janeiro, suspendeu o pagamento de indenização e pensão à viúva Maria Pavan. A questão continua indefinida, aguardando pronunciamento de instâncias superiores. Segundo a juíza, “Lamarca não foi atingido por ‘atos de exceção’. Sua exclusão do Exército se deu por abandono, caracterizado na época como crime de deserção.”
    Fonte: Google

      • Terroristas são vcs, seus golpistas, assassinos, torturadores e estupradores. Vcs é que começaram a guerra, canalhas. O que os insurgentes fizeram foi se defender de seres decrépitos que nem vc.

      • Será, general azevedo, que você teria um décimo da coragem de Carlos Lamarca?

        Não creio.

        Gente de tua laia só é valente no anonimato ou então bem armado, fora isso pia fino.

        Aqui vai um trechinho de uma música do Bezerra da Silva pra homenageá-lo:

        “Você com um revolver na mão é um bicho feroz, feroz!
        Sem ele anda rebolando e até muda de voz”

        Isso aqui… cá pra nós.

      • E além disso, general, no ida 1º de maio de 1981 o espírito de Lamarca levou uma bomba no Riocentro para explodir no veículo em que dois valorosos componentes do nosso querido DOI-CODI cumpriam seu dever de dar segurança ao show que se realizava lá.

  • De todos, rico sem fome e miséria!

    Chorei ao ver todos aqueles relatos… A história de Frei Tito.
    Não devemos esquecer, não permitir que se repita tão nefasta época… Mas época de grandes homens como Mariguella(não sei se é assim que se escreve), Lamarca e tantos outros, homens e mulheres, que deram suas vidas por um Brasil melhor, mais justo e fraterno… Que país é este cujas as elites ignaras teimam em mantê-lo longe do seu povo, como se fosse só delas… Não sabem o fim dessa história: O Brasil será de todos, rico sem fome e miséria!

  • Caro Edu,
    Parabenizo o texto e os vídeos!, essa é uma semana que devemos lembrar a todos os brasileiros o que foi o golpe de 64! Lembrar como foi a história , contada por quem a viveu e não apenas pelos vencedores . Fazer as pessoas terem vergonha da censura , ausência de diálogo, autoritarismo , tortura e violência de estado!
    Lembrar que os valores da sociedade que defendemos devem estar nas nossas ações diárias. #ditaduranuncamais

  • Incrível ..incrível como pra estes saudosistas e/ou revisionistas teórico-virtuais o tempo tem a força de os paralisar.

    E aí ? Com a educação, saúde, transportes, moradia, com a segurança e violência, com a falta de infra, com o risco de não termos água pra BEBER nem pra nos mover ..tá tudo bem ?

    E nossas Instituições e poderes, nossos homens públicos, a ética nas relações, será que o que temos basta ?

    Francamente, vivermos num tempo em que a vingança ARTIFICIALIZADA por uma solidariedade insana (QUIXOTESCA mesmo), promovida por gente que sequer esteve lá, e depois ler que alguns ainda acham que sentem um “clima de tensão no ar” ?! ..é dose !!!

    Oras oras, isso já virou questão semelhante ao ARTIFICIALISMO do racismo que recentemente astutos políticos nos inocularam, fazendo com que o país passasse, depois de quase CEM ANOS de progressos ímpares tendo sido considerado exemplo pra humanidade, que agora voltasse a ser novamente um país INSTITUCIONALMENTE racista, destes que escolhem dentre seus IGUAIS, que será dado como vítima, algoz, tudo com o uso do direito divino e/ou hereditário, com reparação histórica de quem sequer esteve lá..

    ..ou isso, ou parecido com essa febre femilinazi que nos assombra atualmente, uma que é capaz de incensar as mulheres à imagem de seres puros, inocentes e perfeitos, enquanto tentam empurrar pro gênero masculino toda sorte de mal feitos.

    IGNORÂNCIA tem limites ..que tal trabalhar ?

    ahh sim, já sei, não dá ..a turma já ta se preocupando com a COPA estatizada pro povão desopilar

    sei sei ..quem planta vento colhe tempestade, disso já me ensinaram ..e parece que MACACO velho que se diz escolado, insiste em praticar.

    A propósito, veja o desproposito ..hoje a maioria dos brasileiros é formada de gente que NÃO esteve lá e nem sabe do que se passa e passou ..uma geração drogada, violenta, insensível e insana por diversos aspectos que a observemos (assassinos mesmo) ..pois bem, pra 80% deles, deveria haver a punição tanto pros radicais “terroristas”, como pros “torturados” de idos tempos, ignorando aqui com sua voluntariedade o que até pessoas que lá viveram e sofreram, mas que resolveram se permitir um acordo, uma distensão, uma reflexão e perdão a BEM DE TODOS ..é muito ódio cumpadi !!!

    pai, afasta de mim estes cálice…

    Em tempo..

    falar, HOJE, em esquerda ..uma que hoje se apresenta como RACISTA e sexista ..que rompeu os laços com a meritocracia e a ética ..esta, corporativa a ponto de livrar seus BANDIDOS do cárcere e/ou minimizar seus crimes sempre comparando-os a outros, feitos por outros de outras bandeiras..

    ..uma esquerda que ao invés de defender o coletivo, passou a priorizar o PARTICULAR, a propriedade pros seus pares, propriedade tomada dentro duma sociedade democrática, na base da invasão, pilhagem, destruição e sequestro do que é LEGALMENTE dos outros, tudo sem critério, na base do roubo e do berro, da força..

    ..uma esquerda que já não fala mais em reformas estruturantes, mas que se resumiu à manutenção de políticas de assistência que encabrestam o cidadão ..uma corrente que tenta libertar a sociedade do abuso cometido pro empresários aéticos e astutos, pra logo em seguida fazê-la refém dum bando de PELEGOS corporativos e corruptos, estes que só sabem pedir prioritariamente pros seus

    ..francamente, aqui há que se ter tb aqui uma tremenda duma cara de pau ..ou se ser muito desmiolado e rancoroso, viu ?!.

    o estandarte do sanatório geral vai passar…

    http://www.youtube.com/watch?v=Ma5ThSwFbIg

  • Prezado Eduardo Guimarães, achei esses trechos do Saul Leblon perfeitos pra dar a real dimensão do titulo – oportuno – que voce escolheu para o teu bom post. Parabéns.

    O governo Jango durou apenas 31 meses – de setembro de 1961 a 1º de abril de 1964.

    Durante todo o período esteve acossado pelo bafo renitente do golpismo, sobrando ao Presidente um espaço reduzido de tempo e circunstancia para planejar sua ação e o país. Ainda assim, a correlação de forças barrou o conservadorismo em todas as tentativas de se impor à sociedade por medidas unilaterais. Por isso foi dado o golpe, ou não haveria necessidade dele. A direita dispunha, como hoje, do dispositivo midiático, do dinheiro graúdo –local e forâneo, de um pedaço da classe média e de fileiras do Exército. Mas seu fôlego eleitoral era raquítico e o pulmão político declinante (como hoje).

    Lembra algo?

    Antes de recorrer às armas, à repressão, à censura e à tortura, o espírito golpista tentou por duas vezes restringir a democracia que lhe era desfavorável, sendo sucessivamente derrotado no campo aberto do escrutínio popular.
    O desenlace, portanto, foi o epílogo de uma progressão de minigolpes frustrados. No aquecimento, tentou-se  impedir a posse de Jango em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. Só a resistência organizada  –é oportuno escandir a palavra  or-ga-ni-za-da– impediu a consumação do golpe branco. Em 27 de agosto, o então governador Leonel Brizola personificou esse requisito com a criação da ‘Cadeia da Legalidade’ no Rio Grande do Sul. 

    Com a insatisfação crescente, em janeiro de 1963, Jango convoca um plebiscito para decidir sobre a manutenção ou não do sistema parlamentarista. Cerca de 80% dos brasileiros votaram pelo restabelecimento dos poderes constitucionais ao Presidente – ouça aqui a campanha popular contra a camisa de força parlamentarista feita por artistas do radio

    https://www.youtube.com/watch?v=MSD-RW2Kxak

    Um ano e três meses depois viria o golpe. Possivelmente contra um terceiro revés contratado no calendário eleitoral, se a democracia perdurasse até a sucessão de  Jango. Pesquisas do maleável Ibope, mantidas em sigilo até recentemente, e levadas à rua entre 20 e 30 de março –entre o comício da Central do Brasil e o golpe de Estado– desmentiam o consenso anti-governo alardeado por uma mídia que exortou, apoiou e justificou a derrubada violenta do Presidente da República, em 31 de março de 1964.

    Ontem como hoje, a emissão conservadora foi decisiva para levar a classe média brasileira a adotar um discernimento moralista e golpista em relação aos desafios enfrentados pelo processo de desenvolvimento. E mesmo assim, apenas uma parte dela. Os dados colhidos cirurgicamente em meio a esse bombardeio certamente influenciaram a disposição golpista. Pelas urnas é que não haveria de ser.

    O que eles mostravam repita-se, dias antes do golpe, é que 69% dos entrevistados avaliavam o governo Jango entre ótimo, bom e regular (15%, 30% e 24%, respectivamente). Apenas 15% o consideravam ruim ou péssimo. E o mais importante: 49,8% cogitavam reeleger o Presidente, caso ele se candidatasse em 1965 e nada menos que 59% apoiavam as medidas anunciadas no comício da Central do Brasil, considerado a ‘ruptura’ legitimadora do funeral democrático.

    É oportuno lembrar que antes de se valer do recurso dos decretos  –assinados no palanque da Central do Brasil–  Jango propôs ao Congresso a convocação de um outro plebiscito. Em 16 de março de 1964, a notícia era dada assim na Folha:

    ‘O presidente João Goulart encaminhou ontem ao Congresso, em Brasília, a mensagem de abertura dos trabalhos da nova sessão legislativa e sugeriu uma reforma constitucional ampla que vise a democratização da sociedade. O presidente Jango também sugeriu a concessão do direito de voto aos analfabetos e praças e a elegibilidade dos sargentos, além de querer incorporar ao processo democrático todas as correntes do pensamento político. Outra sugestão do presidente é uma consulta popular (plebiscito) para a apuração da vontade nacional sobre as reformas de base’.

    O Congresso rejeitou a proposta de consultar a sociedade sobre a ampliação da democracia e da ação pública nos gargalos do desenvolvimento. Se havia extremismo em bolsões à esquerda, como se alegava, o fato é que a radicalização golpista fechava todas as portas às tentativas de formação democrática das grandes maiorias indispensáveis a um ciclo sustentável de desenvolvimento. A rejeição doentia ao governo, às suas propostas e aos seu métodos, distorcia, boicotava e interditava o debate para desmoralizar e criminalizar as bandeiras progressistas. Ou não terá sido essa a reação quando, no calor dos protestos de junho de 2013, a Presidenta Dilma propôs uma consulta popular para destravar a reforma do sistema político brasileiro — raiz da hegemonia do dinheiro grosso na democracia?

    Um pedaço do que se abortou e se reprimiu em 1964 seria restituído vinte e quatro anos depois pela Constituição de 1988. Bancadas conservadoras, todavia, impuseram importantes revezes ao resgate do tempo perdido.
    A anistia recíproca, seria a mais ostensiva delas; mas também o interdito, na prática, à reforma agrária massiva, ademais da adoção de um labiríntico sistema político que condicionaria o trânsito da redemocratização. As dores do parto persistem, 16 anos depois.

    Em resumo: 

    os vencidos foram responsáveis pela violência dos vencedores; a direita apenas se antecipou à ruptura cevada entre a hesitação de Jango e a radicalização ao seu redor. A premissa está na ponta da língua dos colunistas, na rememoração lucrativa encadernada pelos amigos do regime e na boca dos torturadores cada vez mais desinibidos pela impunidade.

  • Não devemos esquecer o grande numeros de militares que pagaram um preço altissimo por horarem o juramento feito à nossa bandeira. Conhecemos os nomes de oficiais de alta patente e subordinados canalhas – ainda impunes – mas a lista dos cassados por estes canalhas foi enorme. E’ lista que começa com almirantes, generais e brigadeiros até chegar aos praças das tres Armas — Homens de extraordinária envergadura moral e profissional serviram nas nossas FFAA. Posso citar dois porque li sobre eles: Luis Carlos Prestes e Gregorio Bezerra. Disse Bezerra numa entrevista: «Prender e torturar preso político sempre aconteceu no Brasil. Infelizmente. Durante o Estado Novo houve muita morte e tortura. Era um Estado fascista. No Rio, comandava a violencia o chefe de polícia, Filinto Muller. Em Pernambuco era o Malvino Reis Neto. Ambos fascistas notórios. Nos demais Estados também não era facil. Entretanto, prender, torturar e matar presos politicos era uma prática exclusiva da polícia. Exército, Marinha e Aeronáutica não se desmoralizavam com ações indignas, obcenas. Não foi pequeno o número de pessoas trucidadas pelo terrorismo policial no Brasil. Mas não tenho a menor dúvida em dizer que, de 1964 pra cá, o terror repressivo foi várias vezes pior. Elementos das FFAA disputaram o privilégio de prender, seviciar e matar numa concorrencia macabra com a polícia política, ao contrário do que ocorria no Estado Novo. Grande parte dos quartéis foi transformada em camaras de tortura. Muitos, nas FFAA, não parteciparam nem aprovaram a repressão fascista. Sei de muitos comandantes que se negaram a praticar esses crimes. Mas é um fato que o atributo macabro da polícia política do Estado Novo foi disputado, repito, palmo a palmo, passo a passo, dia e noite. Todas as forças repressivas concorriam numa acirrada disputa criminosa: quem prendia mais, quem torturava mais, quem sabia matar mais e melhor nas sessões de tortura. Como o jornalista Herzog e o operário Manuel Fiel Filho» (Gregorio Bezerra). — No documentario O Dia que durou 21 anos, o Brigadeiro Rui Moreira Lima comenta sobre o filho de um general que acabara de concluir um curso de tortura no Panamá e pedia pra iniciar o serviço, imediatamente, porque estava ”tinindo” na arte de torturar.

  • Ha cinquenta anos atrás o país se livrou da grande tragédia que a esquerda radical queria tentar impor aos seus cidadãos: O comunismo nos moldes de Havana e Moscou.
    Ao contrário do que os terroristas e seus discípulos mentirosos dizem, as FFAA, ouvido o povo que saiu em passeata evitou que uma grande catástrofe se abatesse sobre o país.
    Durante esses 50 anos não deixamos que a comunistalha vagabunda energúmena locasse suas patas imundas no poder desse país. E continuaremos firmes e vigilantes evitando isso nos próximos 50 anos.
    O que vocês falam não são mais que mentiras. Vocês mataram, assaltaram bancos e sequestraram. Suas palavras não valem mais que o excremento de uma anta.

    • Que argumento mais idiota deste panaca fascista. Lixo é o seu capitalismo autoritário e dependente dos interesses dos EUA que deixou mais de 40 milhões de miseráveis. Vcs são cínicos e hipócritas. Odeiam e sempre odiaram pobres.

      Canalha idiota, não haveria e jamais haverá comunismo aqui. O que haveria, e que vcs impediram porque não ganham eleições, seria um estado capitalista Keynesiano com moldes sociais. Nem isto vcs querem seus panacas, vcs querem mesmo é roubar, maltratar a população e serem baba-ovos dos EUA. Imbecis.

      Vcs são capangas de um pequeno grupo com grande poder econômico, que não tem vergonha na cara e que querem ficar cada vez mais ricos em detrimento da maioria.

      • Bom , é facil posar de socialista ou kenesiano, usando INTERNET, CELULAR,IPHONE,TABLET, tudo pateteado nos USA, e tem mais , comendo mac donalds,usando pc, impresso jato de tinta,andando em automóveis americanos, e para os que ainda insistem em valores socialistas, saibam que segundo o IPEA nossa semelhança com os USA é de mais de 60% no que diz respeito a habitos e costumes,enfim o capitalismo triunfou o socialismo acabou e a vagabundada morta morta pelos militares teve o que mereceu, e as viúvas podem ir pra cuba ou pra coreia do norte.

        • Uma coisa não tem a ver com a outra. Um produto em si não é fruto do neoliberalismo. Nem os EUA são totalmente neoliberais. Há intervenção do estado, e como houve depois da crise. Insistir em valores socialistas não tem a ver com o não uso do produto. Muito pelo contrário, é fazer com que todos possam utilizar os bens de consumo. Vc está muito por fora do que é o socialismo e muito menos do que é comunismo.

          A esquerda atual, dentro do capitalismo, defende uma economia Keynesiana, ou seja, intervenção do estado. Só que esta defesa é para fins sociais. Vcs são uns assassinos mesmo, dizer que a “vagabundada morta morta pelos militares teve o que mereceu” é coisa de canalha, assassino e torturador que não ganha eleição. Por isso que vcs não são democratas. Isto é apologia ao golpe e ao crime, principalmente crime de lesa pátria. Como vcs não vencem eleições, vcs, autocratas, recorrem ao golpe. Coisa de covarde.

          Quanto à Cuba, pelo menos lá, apesar dos boicotes impostos pelos EUA, eles têm saúde, moradia, educação e emprego para todos.

        • Se vc falasse isso ao vivo e a cores,vagabundo,o que falou,ou seja,que aqueles que resistiram ao terrorismo dos golpistas militares e que foram assassinados sob tortura,canalha,¨são vagabundos que receberam o que mereciam¨vc iria engolir cada palavra injuriosa que disse com referencia aos resistentes junto com todos os dentes.Pena que seria sujar a mão em merda,que é o que vc é.

  • Não tinha reeleição e de qualquer maneira, popular ou impopular ele não concorreria mais. Segundo àquele historiador que está na França, o risco era Juscelino Kubitschek.

  • O golpe de estado de 1º de abril de 1964 foi financiado pelos EUA. Era interesse de Tio Sam que o Brasil não se desenvolvesse como potência, pois seria um temível concorrente.

    Cinquenta anos depois o Brasil está retomando o caminho que lhe foi roubado pela ditadura. A vantagem, agora, é que os EUA estão bastante enfraquecidos como potência.

    A América Latina e o Caribe — dominados no passado por ditaduras subservientes a Washington — agora contam com governos de centroesquerda que caminham para uma unidade e coesão de todo o Continente.

  • Rio de Janeiro, 31 de março de 2014

    PROJETO: GENTE 100% HONESTA

    Caros amigos (as) ser honesto é uma obrigação, mas por que não premiar, quem demonstra isso de verdade, no dia a dia? Estou falando dos usuários do Bolsa Família, pois infelizmente hoje em dia, muita gente, que tem uma melhora de vida, não faz isso (devolve o Cartão). Pensando nisso, acho que o governo poderia bolar uma promoção especial, O PROJETO: GENTE 100% HONESTA, para esse pessoal do bem, que devolve o cartão (honesto) sorteando casas, carros e motos, para essa galera. Observação: com essa economia, o governo poderia investir mais na saúde, educação, etc. Isso seria também um bom começo, para ser fazer uma campanha em prol da honestidade pelo Brasil. Com um pouco de criatividade e boa vontade, se pode fazer mais, pelo pobre povo brasileiro.

  • Eduardo
    A constituição de 1946, vigente em 1964, permitia reeleição para cargos majoritários?
    Pesquisei na internet e não achei nada a respeito.
    Os candidatos para 3 de outubro de 1965 eram Lacerda, Jucelino, Jánio e Brizola.
    Jango não era candidato, o candidato dele era Brizola. As oligarquias morriam de medo do Brizola. Inclusive a CIA via nele um novo Fidel.
    Cresci ouvindo meu pai dizer que os militares deram o golpe pois a vitória de Brizola no ano seguinte era certa.

  • Bom dia, Edu

    Bom dia, Pessoal

    A nossa história, a História do Brasil e do Povo Brasileiro, está repleta de fatos e acontecimentos que se repetem de tempos em tempos: Traidores, entreguistas, vendedores da Pátria e semelhantes!!!

    Infelizmente, em pleno século XXI, ainda temos brasileiros que se “esclarecem”, por meio das grandes corporações midiáticas existentes entre nós, sem sequer, observarem que as mesmas são meras filiais das grandes corporações midiáticas estrangeiras, atualmente, americanas e europeias.

    O que a mídia corporativa, nativa, do nosso BRASIL, faz é, ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE, defender os interesses dos seus patrões estrangeiros. Os daqui não têm qualquer sentimento patriótico.
    A maior prova disso são os noticiários contra o BRASIL e o POVO BRASILEIRO propagados diuturnamente.

    Na época do golpe, diziam que JANGO era comunista. Hoje, dizem que LULA, DILMA, PT são comunistas!!

    Esse é o DISCURSO que eles usam para ENJAULAR o BRASIL e o POVO BRASILEIRO sempre que o BRASIL e o POVO BRASILEIRO consegue eleger filhos que trabalhem a favor do BRASIL e do POVO BRASILEIRO.

    Diziam que JANGO era impopular. Dizem que a DILMA é impopular.
    Tudo balela!!!!

    É apenas um DISCURSO para justificarem MAIS UM GOLPE. Como ocorreu ontem, esperam que ocorra agora.

    Esse ano o BRASIL e o POVO BRASILEIRO ganharão no PRIMEIRO TURNO!!!
    DILMA 13, PRESIDENTA do BRASIL e do POVO BRASILEIRO!!!

    Um abraço.

    • João Brasileiro…
      Maravilha! Queria saber dizer uma porção de coisas legais pra você, mas falta-me cabedal.
      Assim, contento-me em parabenizá-lo pelo belíssimo comentário.
      Obrigado, João Brasileiro.

  • Em 65, Jango era inelegivel,pois fora eleito duas vezes vice presidente como a Constituiçao de 18/09/1946 autorizava! o Candidato natural seria o Juscelino K.o Lacerda do campo Udenista nao tinha votos para variar nao tinha candidato competitivo.ai partiram para o golpe que foi sendo elaborado ao tempo:militares da Escola S de Guerra, o estado maior do exercito com castelo branco,costa e silva…..setores reacionarios da Marinha, da FAB…..a imprensa golpista-globo estadao folha diario de minas.banqueiros como magalhaes pinto gov de minas,empresarios classe media,igrejaconservadora,GOVERNO NORTE AMERICANO, o golpe foi planejado desde o plebiscito de 6 de janeiro de 1963,pelo qual meu pai ferroviario votou pelo Presidencialismo!PAGINA VIRADA!

  • ” Aliás, como eu disse quando instalamos a Comissão da Verdade, a palavra “verdade” na tradição ocidental nossa, que é grega, é exatamente o oposto do esquecimento e é algo tão forte que não dá guarida para o ressentimento, o ódio, nem tampouco para o perdão.

    Ela é só e, sobretudo, o contrário do esquecimento, é memória e é história. É nossa capacidade de contar tudo o que aconteceu.

    Dilma Roussef 31.03.2014

  • Imprensa escondeu pesquisa Ibope com apoio a Jango

    O caro leitor sabia que, ao contrário do que nos foi vendido ao longo de todos estes anos, João Goulart, o Jango, presidente deposto por um golpe militar, civil e midiático, em 1964, tinha amplo apoio popular e seria reeleito, segundo pesquisas do Ibope feitas nos dias que antecederam a sua derrubada, e que nunca haviam sido divulgadas pela imprensa? Pois é, nem eu.

    Em São Paulo, que era um dos principais redutos de oposição ao seu governo, segundo uma das pesquisas Jango tinha 69% de aprovação, com rejeição de apenas 16%. Em outra, na qual o Ibope entrevistou eleitores de oito capitais, entre os dias 9 e 26 de março de 1964, quase a metade (49,8%) respondeu que votaria em Jango caso ele pudesse se candidatar à reeleição. Ninguém ficou sabendo disso na época.

    A pergunta que fica: a divulgação destas pesquisas pela imprensa poderia ter alterado o rumo dos acontecimentos, já que para derrubar Jango um dos principais argumentos utilizados pelos golpistas foi a fragilidade do presidente e do seu governo diante do “perigo comunista” que ameaçava o país? Acontece que todos os principais veículos da mídia brasileira, com exceção da “Última Hora”, estavam não só apoiando os militares como engajados no movimento que levou à sua deposição.

    Só agora ficamos sabendo também que, segundo o Ibope, havia amplo apoio popular às reformas (59% dos entrevistados) propostas por Jango no famoso Comício da Central do Brasil, duas semanas antes do golpe, em que ele defendia a reforma agrária, com a desapropriação de terras às margens de rodovias e ferrovias, e a encampação das refinarias estrangeiras, outro argumento utilizado para justificar o golpe. Não por acaso, certamente, a Petrobras está novamente no centro do debate político neste ano de eleições presidenciais.

    No momento em que mais uma vez discutimos o papel da imprensa e das pesquisas na política nacional, após o mesmo Ibope, no prazo de apenas uma semana, divulgar dois levantamentos sobre a presidente Dilma Rousseff, com resultados bastante discrepantes, valeria a pena investigar a origem e o destino dos levantamentos inéditos que estão sendo catalogados no Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, em Campinas.

    Já se sabe, por exemplo, que a pesquisa feita em três cidades paulistas, entre os dias 20 e 30 de março de 1964, ouviu 950 eleitores e foi encomendada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, uma das entidades envolvidas na derrubada de Jango.

    O Ibope entregou estas pesquisas aos arquivos da Unicamp em 2003 e só agora, quando o golpe completa meio século, os seus resultados foram revelados. Marcia Cavallari, diretora do Ibope Opinião, disse a Paulo Reda, da “Folha”, que “os critérios aplicados nestes levantamentos da década de 60 são semelhantes à metodologia das pesquisas recentes do instituto e são perfeitamente confiáveis”. Falta Cavallari explicar porque estes mesmos critérios levaram a resultados tão diferentes nas recentes pesquisas do Ibope sobre Dilma e por quais razões os levantamentos de 1964 permaneceram secretos por tanto tempo.

    Não basta agora a mídia publicar caudalosos cadernos especiais sobre o golpe de 1964, com pencas de entrevistas e artigos tentando explicar o que aconteceu, se nada for feito no Congresso Nacional para evitar que aquela tragédia se repita e os meios de comunicação, incluindo os institutos de pesquisa, não tenham regras claras definidas na legislação para evitar que os eleitores sejam manipulados e a nossa jovem democracia novamente ameaçada.

    Ricardo Kotscho

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/135196/Kotscho-imprensa-escondeu-pesquisa-com-apoio-a-Jango.htm

  • Os golpistas não podiam esperar por 1965. Tentaram em 1954 contra Vargas, 1955 tentando impedir a posse de JK, 1961 tentando impedir a posse de J.Goulart. O golpe não poderia passar de 1964. Nas eleições de 1965, Goulart chegaria bem nas pesquisas, JK já tinha sua bandeira: uma revolução na agricultura. Tanto é que ele já distribuía o símbolo da campanha: um trator em forma desses broches que se usam na lapela. Meu pai ganhou um, que guardo até hoje. Mas aí é que morava o perigo para as elites. Em 1964, empresários, militares corruptos apoiados pela Casa Branca deram o golpe. Depois para justificar, inventaram esse papo de que Goulart iria implantar uma ditadura à la Cuba. JK era tão perigoso para os golpistas que o gen. Castelo Branco, não querendo ser chamado de ditador e sim Presidente, precisava do apoio do PSD, liderado por Juscelino, para conseguir seu objetivo. Uma vez aclamado Presidente, cassou JK, que durante anos foi proibido de entrar em Brasília. Se o Brasil conseguisse chegar a 1965 e promover eleições tendo como candidatos fortes Goulart e JK – havia outros, como Magalhães Pinto, Adhemar de Barros e o “Corvo” Lacerda – a História teria sido diferente.

    • Não podemos esquecer que o próprio general Castelo Branco, para conseguir o apoio de JK garantiu-lhe eleições em 1965. Depois, o golpe tomou outro rumo.

  • Temos ÓDIO E NOJO DA DITADURA, como bem disse o corajoso e saudoso presidente da Assembléia Nacional Constituinte, o grande Ullysses Guimarães.

  • Edu,

    Sempre nos criticamos porque os brasileiros não tínhamos memória.
    Agora está piorando, e muito: uma parte dos que se lembram dos fatos passados querem adequá-los às suas conveniências.
    Truculentos posam de democratas, covardes se travestem de heróis e por aí vai.
    E você resumiu bem a situação: não está contente, aguarde as eleições e massacre seu oponente nas urnas.
    A Venezuela está vivendo esta situação. Por que a oposição de Maduro não o derrota nas urnas?
    A dobradinha brasileira mídia x oposição sem voto também vem desempenhando seu papel calhorda diariamente.
    Os sem voto estão se incomodando pelo largo tempo em que estão se vendo sem poder doar o patrimônio brasileiro aos americanos e a si mesmo.
    Que a derrota sempre acompanhe esses vendilhões descarados.
    Parabéns pelos posts lúcidos e preocupados em esclarecer os fatos sempre nebulosos que são divulgados em nossa imprensa venal.
    Abração.

  • Pra quem não assistiu ontem a entrevista do Almino Afonso no roda viva fica a recomendação, já deve estar no youtube, fez uma análise de quem fez parte do cenário político da época com muita sensatez, desqualificou de forma contundente o “estoriador” Villa e suas teorias malucas como o “iminente golpe de jango” , na verdade esse pessoal “viúva da ditadura” como Villa, Jabor, Azevedo, Magnoli e tantos outros idiotas justificam o golpe por uma suposta ameaça comunista que nunca houve, basta estudar história com seriedade para constatar que nunca houve qualquer possibilidade do país virar comunista, o que assustava a elite atrasada eram as reformas defendidas por Jango, com uma imensa ajuda do tio Sam os milicos traidores deram o golpe em 64 que estava sendo arquitetado pelos conservadores reacionáris desde o segundo governo de Getúlio

  • Se sua popularidade era tão grande como se diz aqui, Jango cometeu um erro fatal ao recusar todos os apoios de militares que lhe foram oferecidos. Seu amigo e compadre Kruel aconselhou-o a romper com a CGT, para daí garantir-lhe a legalidade. O Gal Ladário, comandante do 3o Exército, reuniu-se por horas com Jango e colocou suas tropas à disposição para resistir, mas Jango recusou por temer a guerra civil.
    De novo, se sua popularidade era grande, se tinha o 2o e 3o Exércitos a seu lado, alem de toda a Marinha, fugiu por que? A fidelidade à CGT valeu-lhe de algo? A suposta guerra civil, improvável se realmente era querido pelo povo, teria sido pior que a ditadura, cuja ascenção era impossível que ele não pudesse prever?
    A fuga de Jango foi desastrosa, como de resto foi todo o seu triste governo.

  • “O maior pecado do regime foi interromper o processo de construção de um país” (prof. Eduardo Fagnani – UNICAMP)).
    Imaginem se Jango não fosse deposto, o regime empresarial-midiático- militar apoiado pelos EUA não teria legado ao país uma dívida externa e interna de US$ 120 bilhões (em 84) e a ameaça de hiperinflação que estagnou o nosso progresso nas décadas seguintes. Sem contar a repressão e o desrespeito total com os direitos humanos; a ditadura terminou deixando o Brasil como o terceiro país mais desigual do planeta, sem reforma agrária, com a educação pública esculhambada, tributação injusta com os mais pobres, caos urbanos e a polícia militar de herança.
    Houve também boas heranças (EMBRAER , EMBRAPA, usinas e refinarias, etc), mas nada que não pudesse ser feito na democracia. Se a folha destaca que no período militar o Brasil cresceu 4,89% ao ano, nos dezesseis anos antes de 64 o país cresceu 6,7% (fonte: Nassif)
    PS: A mídia tem induzido que a presidenta , em sua fala de 31/03, diz não querer mexer na lei da anistia, verdade?

  • Edu,

    Assisti, ontem, no Roda Morta Almino Afonso e matei as saudades do velho caudilho.
    O golpe de 64 não foi ideológico e sim lembra um filme italiano de 1964 (coincidência):
    “Por Um Punhado de Dólares ” onde os vendilhões da pátria, muitos ainda na política no DEM, PSDB e PMDB por 7 malas de dólares novinhos vindos do primo SAM sujaram suas mãos com sangue inocente.

  • “É difícil saber quem está mais satisfeito com a queda de João Goulart. Os brasileiros ou o Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos”.

    Submanchete do New York Times – 07.04.1964

  • As elites brasileiras sempre se sentiram ameaçadas quando a cidadania avançou rumo à plenitude.Foi o caso de 64,com o golpe de estado que instalou um regime de terror,com apoio logistico dos EUA,que é de onde partiu a ordem para que o golpe fosse dado e isso é tanto verdade que a Doutrina de Segurança Nacional,com pequenas e minimas alterações,é de matriz norte americana.De lá para cá,muitas aguas correram por baixo da ponte,o Brasil mudou,mas as elites continuam a mesma excrescencia,incapazes de mudar,mas resistentes ao tempo.Tem a cabeça plantada na decada de 60 do seculo XX,ao tempo da guerra fria,ainda pensam que comunista come criancinhas.O mundo mudou,o muro de Berlim caiu,mas isso não impediu que as elites continuassem a ver no avanço da cidadania a ameaça para a manutenção de seus provilegios imorais.E tais elites confundem o avanço dos direitos dos cidadãos,com uma improvavel ameaça comunista,como se o direito a tres refeições por dia,a uma escola pública de qualidade,saude pública de qualidade,fosse comunismo.Direito para todos os cidadãos,é incabivel na cabeça de uma elite escravocrata e colonizada.

  • O que eu vi nas sessões solenes ontem e hoje no Congresso em repúdio ao golpe civil-militar de 64 foi vários políticos de esquerda, principalmente PSOL e PDT, relembrando os tempos obscuros da ditadura e exaltando as virtudes da democracia; além disso, há de se registrar a ausência vergonhosa de políticos do PT nas tribunas para criticar a ditadura civil-militar. O discurso mais inflamado, verdadeiro e profundo foi do senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), que lembrou inclusive do apoio da grande mídia ao golpe. Coisa que o PT não tem coragem de fazer. Ele cobrou, junto com outros corajosos parlamentares, a revisão da indecente Lei da Anista. Outra coisa que o PT não tem coragem de propor…..

  • O Brasil deve agradecer e homenagear a todos que deram suas vidas para que esse país pudesse começar construir uma democracia ,apesar de faltar muito para que isso ocorra, estamos no caminho. Uma pergunta que não quer calar .Quando esses torturadores e a imprensa que colaborou com essa barbárie serão punidos?

  • Eles SUPERQUADRILHA DO PSDB,GLOBO,PODRE JUDICIARIO estao tentando seu ultimo GOLPE???
    Edu, há tempo, que estou batendo na mesma tecla, temos que reunir todos os simpatizantes que saem nas ruas, porque, o GOLPE esta em andamento, E VC MAIS QUE NINGUEM SABE QUE É REAL???
    O Churrascao foi esquecido, mas, podemos reurnir as pessoas, só vc filtrar os convidados e colocar um valor a ser depositado em uma conta, e pronto teremos pelo menos 500 pessoas ou mais para uma conversa, pensando nos golpes do PSDB, STF, GLOBO………, estaremos preparado ou se preparando???
    Estamos numa guerra de tudo ou nada com eles, que estao perdendo feio……, mas guerra é guerra??
    Nao podemos ficar igualzidnho ao PT, que só apanhar e nao há reaçao, temos um povo brasileiro burro politicamente, vamos que vamos ……CAMARADA!!!!

Deixe uma resposta