As delícias de ser governo e oposição ao mesmo tempo

Opinião do blog

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A escolha do ministério de Dilma Rousseff vem rendendo críticas duras a ela e até a quem não a critica. Uma parte dessas críticas sugere que alguns, como este que escreve, apoiariam a presidente de modo mais decidido por terem algum interesse pessoal.

Duas pesquisas recentes, porém, mostram que, ao menos para blogueiros, pichar o governo Dilma e sua titular é melhor porque rende muito mais curtidas e retuítes nas redes sociais do que defender.

Pesquisa Datafolha de setembro sobre a corrida presidencial em primeiro turno mostrou que quanto mais alta a classe social menor era, naquele momento, o apoio a Dilma e ao seu governo, ocorrendo o inverso conforme se fosse descendo a pirâmide social.

 

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Como se vê, em setembro deste ano 52% dos eleitores de classe média alta apoiavam algum candidato de oposição e 36%, a candidata da situação. Já na classe média intermediária, 49% votavam na oposição e 35%, no governo. Por fim, na classe média baixa 44% apoiavam Marina ou Aécio e 40%, Dilma.

Como Dilma venceu a eleição? As classes D e E – que o Datafolha chamou de “excluídos” e que ainda são expressivas no país –, aliadas à classe média baixa – que é maioria –, deram conta de formar uma maioria mais tênue a favor de Dilma do que em 2010, mas, ainda assim, uma maioria. E ela se reelegeu.

Já uma outra pesquisa, ainda mais recente – divulgada em dezembro –, mostra que as classes sociais mais altas são maioria na internet. E o que é pior – ou melhor, para alguns: as classes mais baixas, que apoiam mais Dilma, em GRANDE parte nem acessam a rede.

A pesquisa em questão foi feita pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a Secom. Trata-se da Pesquisa Brasileira de Mídia 2015.

Um trecho dessa pesquisa esclarece meu ponto de vista:

“(…) Os dados mostram que 65% dos jovens com até 25 anos acessam internet todos os dias. Entre os que têm acima de 65 anos, esse percentual cai para 4%. Entre os entrevistados com renda familiar mensal de até um salário mínimo (R$ 724), a proporção dos que acessam a internet pelo menos uma vez por semana é de 20%. Quando a renda familiar é superior a cinco salários mínimos (R$ 3.620 ou mais), a proporção sobe para 76%. Por sua vez, o recorte por escolaridade mostra que 87% dos respondentes com ensino superior acessam a internet pelo menos uma vez por semana, enquanto apenas 8% dos entrevistados que estudaram até 4ª série o fazem com a mesma frequência. (…)”

Como se vê, essa pesquisa mostra que o público mais jovem também acessa muito mais a internet do que o público mais maduro. Convém ao entendimento do texto guardar esses dados para relembrá-los mais adiante.

Vai ficando claro, pois, que criticar Dilma por qualquer coisa é conduta tão popular entre a classe média – sobretudo a do Sul e do Sudeste – que até o setor dessa classe que votou na reeleição há míseros dois meses não deixa de pagar um pedagiozinho ao antipetismo jovem das classes sociais mais altas – um antipetismo que pode ser de esquerda ou de direita.

Apesar da indignação, este blogueiro já se acostumou a ser qualificado como “apoiador incondicional” do governo Dilma – tanto pela direita quanto pela esquerda. Essa pecha que sugere um interesse qualquer que não o interesse público.

De fato, apoio o PT de forma decidida. E não é de hoje. Apoio os candidatos a presidente petistas desde 1989, quando o partido começou a pregar a construção de um mercado de consumo de massas. E, após a chegada de Lula ao poder, venho apoiando os governos petistas de forma igualmente decidida.

Para o bem ou para o mal, sou um homem que se compromete com as suas escolhas, apesar de se comprometer assim não ser fácil. É muito mais fácil não se comprometer tanto, de forma a não ser muito identificado com eventuais fracassos do alvo do comprometimento.

Não apoio “incondicionalmente” Dilma, Lula ou o PT; apoio enquanto os governos petistas continuarem promovendo aquilo que julgo o mais importante em termos de políticas públicas hoje no país.

O que é mais importante em termos de políticas públicas hoje no país? Promover distribuição de renda.

Nesse contexto, quero abordar reportagem publicada recentemente pela insuspeita revista Exame, da editora Abril. O título: “Nordeste cresce mais que o Brasil e ganha poder econômico”.

Apesar de pertencer ao mesmo grupo da revista Veja, a Exame é uma revista de negócios e o tom da matéria, expresso em chamadas do texto como “A hora é agora”, aponta oportunidades de negócios na região que historicamente puxa para baixo os índices sociais do país.

A matéria mostra o por que de meu apoio dito “incondicional” ao governo Dilma: enquanto governos do PT continuarem mantendo o Brasil nesse caminho, terão meu apoio. E não é por bondade, mas porque acho que sem distribuição de renda este país não irá a lugar algum.

Confira, abaixo, matéria da irmã da revista Veja que resume minhas razões para manter decididamente escolha que eu mesmo fiz há escassos dois meses e que não irá mudar por conta do nome de um ou outro novo ministro – o post contém um último comentário após a matéria abaixo.

 

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Eis por que apoio o governo Dilma. E não será escolha de ministros dos partidos da coligação pela qual a presidente se reelegeu que me fará deixar de apoiá-la.

Dilma Rousseff reelegeu-se presidente pela coligação partidária “Com a Força do Povo”, que congregou PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB. Quem votou em Dilma sem saber disso, votou mal.

Quem conhecia os partidos da coligação de Dilma e que, em grande parte, apoiaram o governo Lula, não tem por que se enfezar com ministros saídos desses partidos. É legítimo que tenham influência na formação do governo. É assim em todos os governos desde sempre.

É cômodo apoiar Dilma, pero no mucho. Sobretudo para quem quer agradar o público jovem e mais rico, mais refratário ao atual governo. Porém, este blog não foi criado para oferecer comodidade ao seu autor, mas para viabilizar sua luta por um país mais justo.

169 comments

  • Concordo, resumiu bem o que penso do momento atual. Sou jovem, tenho 27 anos, votei em Dilma e não arrependo do voto. Fico satisfeito de não termos um governo que se rendeu aos delírios populistas que, infelizmente, afundaram a Venezuela na crise e que também não se rendeu ao neoliberalismo selvagem que sacrificava o povo na era FHC. Vamos torcer por um 2015 ainda melhor para o povo brasileiro, temos uma presidenta honesta e trabalhadora e devemos apoiar ela. Fim de papo e que os chorões e urubus midiáticos continuem latindo enquanto o governo trabalha.

    Abraços

    • Eduardo, concordo com você.
      Primeiramente, Boas Festas e um Feliz 2015. Em segundo lugar, gostaria de falar outra coisa. Não concordo com o fato de andarem falando por aí em Mercadante para Presidente em 2015. Tá muito cedo p/tratar disto e outra : é LULA LÁ, com saúde e vida longa!!!Depois acredito que Dilma agora tem que se preocupar com 3 coisas:1- governar, sem pensar em 2018, com saúde, força, firmeza, liderança e autoridade;3- ficar sempre alerta em rodear-se de pessoas bastante confiáveis/fiéis, sejam elas quem forem; 3- melhorar a comunicação do seu governo que é muito fraca. Precisa comunicar-se com todos do Oiapoque ao Chui, não só pelo twitter , mas via rádio e tv . Por exemplo, agora, ela precisava mandar via rádio e tv mensagem de Boas festas e Feliz 2015 PARA TODOS ; fazer isto é educado, gentil, fraterno, não tem nada de errado , não é demagógico. Grandes estadistas fazem isto todo ano.
      Obrigado por tudo e um abração.

  • A questão não é apoiar ou não, mas aceitar os erros e mal feitos do governo Dilma, que não são poucos. Convenhamos, Eduardo, este governo está estanque. Neutralizado por sua própria incapacidade, por sua própria temeridade político-partidária. Cada vez menos acredito no que há anos comento em seu blog, que seria a pusilanimidade do PT, de Dilma, de Lula. Talvez seja muito pior do que isto. E ainda maior do que tudo isto, é se dar conta de que o país precisa de muito mais do que o PT nos dá. É hora, também, de pararmos com as comparações, pois elas já tiveram a sua utilidade e ficaram perdidas no tempo, pois é preciso muito mais. Termos medo de confrontar a crítica ao que conseguimos não nos ajuda em nada. Precisamos de ousadia, coragem. Algo que falta muito à Dilma madura, ao Lula contemporizador, que, infelizmente, são os líderes que nos restaram. Continuo acreditando que vocês deveriam fazer severa e racional crítica ao governo. A direita retornará ou não ao poder independente de suas colocações, pois basicamente somos pessoas mais politizadas que acessamos os blogs e, bem ou mal, já temos o nosso lado político-partidário…

      • Mas progrediu pra quem? Recentemente o Ipea divulgou que a miséria até aumentou e a redução da desigualdade foi mínima (publicado pela mesma revista Exame):

        http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/miseria-cresce-pela-1a-vez-desde-2003-diz-ipea

        O que vocês (ironicamente sendo considerados de “esquerda”), consideram um “progresso” é transformar pobres em consumidores, mesmo estando endividados até o pescoço. Pela ótica do governo, só é cidadão quem consome. Me lembro o quanto setores do governo comemoraram o aumento do número de brasileiros em Nova York. Que bom…para Nova York!

        É irônico que esse estímulo ao consumismo esteja provocando o calcanhar de Aquiles de Dilma: o aumento da inflação.

        • O maior estímulo ao “consumismo” que os governos do PT fizeram foi ao consumo de comida. E também de moradia. Está aí o “minha casa minha vida”.
          Sendo com certeza de classe média, criticas o “consumismo” das classe que ascenderam, que antes não comiam nem moravam direto, porque estar de barriga cheia e ter um teto acima da cabeça é natural para voce.
          PS: A miséria não aumentou, apenas o ritmo de sua queda diminuiu. Como pode ter aumentado se o Brasil saiu do mapa da fome da ONU nesse ano de 2014? Aproveite que estás na blogosfera e se informe melhor

        • O “consumismo” é por causa do CCC: casa, comida e carro.

          O endividamento é perfeitamente normal. Classes médias se endividam. Os EUA se fizeram com base em endividamento extremo da classe média. E precisou de MUITO endividamento pra quebrar.

          Estamos a anos-luz desse ponto.

          Criticar o governo é uma necessidade. Mas NÃO de forma a miná-lo. Isso não é crítica, mas sabotagem. Criticar é contribuir construtivamente.

          É preciso ter consciência de que o governo atual NÃO é de esquerda e nem é do PT. É de uma coalizão de centro, com propostas de esquerda que avançam sobre o verdadeiro poder institucionalizado neste país: a oligarquia. A coalizão INCLUI alguns setores oligárquicos. Volta a força deles contra eles mesmos, explorando as diferenças de interesses entre diversos setores oligárquicos – e a certeza deles de que o país jamais deixará de ser uma oligarquia os leva a crer que se unindo temporariamente com o PT estarão se fortalecendo em face das oligarquias concorrentes.

          E quer vc queira ou não, é SÓ ASSIM que se consegue fazer qualquer coisa no Brasil. O que o governo atual fez não foi pouco. Combater a fome a miséria é uma tarefa hercúlea, diante das forças que QUEREM a fome e a miséria instaladas e perenes.

          Nossa classe média cresceu. A pirâmide social virou um losango.

          Falta muito por fazer, é verdade. Mas desmerecer o que foi feito é coisa de QUINTA COLUNA. É jogar pro adversário.

          E é o que a esquerda deslumbrada vem fazendo. Criticar não tem problema algum. Fazer eco à sabotagem feita pela direita, combatendo o que vc está chamando de “consumismo” (que nada mais é do que trazer os setores mais pobres pra dentro da sociedade) é pura estupidez.

        • Benedito, os Governos de Lula e Dilma progrediram a situação social, por exemplo, de pessoas como eu que tinham empregos (mas não tinham condições de ter uma casa própria, automóvel novo, reconhecimento de bancos e do comércio que lhe passaram a dar crédito) de pessoas que não tinham o que comer e passaram a ter empregos e até mesmo entraram na Universidade.

          O Brasil mudou e melhorou para a classe média que aumentou, para os integrantes das classes D e E (classes que diminuiram).

          Mas se o Benedito for da classe média e não enxergou as mudanças, o fato de ser classe média explica muita coisa (pois costuma acreditar que existe somente o seu umbigo e o umbigo das elites no mundo).

  • Texto claro como água cristalina, Eduardo.

    Irei projetá-lo em “PowerPoint” para discutir com alguns colegas classe-média.

    Assino-o sem tirar nem por.

    Boas Festas e Feliz 2015.

        • As nomeações fazem o mesmo sentido que a proporção de deputados e senadores que a base aliada elegeu para o Congresso Nacional.

          Se o Congresso Nacional fosse mais progressista, nacionalista e de esquerda, o ministério de Dilma seria assim também.

          Talvez não faça sentido você continuar se informando e se formando pelo PIG.

  • Sinto grande identidade de razões e de propósitos com o dono deste blog, o qual leio diariamente. Quem escreve, no entanto, tem um viés diverso dos que comentam. O senso crítico é um impulso natural modulado pela inteligência e pelo conhecimento. Claro que, em todos os casos, erros e exageros podem ser cometidos, mas se a intenção e a plausibilidade forem íntegras, as críticas nunca podem incorrer em riscos e trazer desalento. Aqueles que não sustentam suas críticas ou não reconhecem seus erros fazem parte daquela porção de cabeças inevitáveis num sistema de comunicação com muitos graus de liberdade como a internete. Porém, vale a pena pagar o preço de se ter que ler muita bobagem e agressões injustificadas para se manter veículos de comunicação como este, confiáveis e importantes para o direito de manifestação.

  • Confio em Dilma e em Lula integralmente. Sei que ambos fazem o que é possível fazer para evitar entrega do poder para a Ultra-Direita.

    Já comprei passagens e vôo para Brasília no dia 1o para prestigiar. Eu, minha esposa, meu irmão com sua esposa e filha.

  • Eduardo, concordo com você só acho que o governo apanha de todos lados e não reage isso desestimula totalmente militantes e simpatizantes. A mídia desanca em cima com a logo marca do BB ao fundo. Nos queremos uma reação que já era para ter vindo faz tempo. Abraços

  • Edu, muito bom o esclarecimento, será que até hoje os críticos não sabem que Dilma não se reelegeu sozinha? Como dizia a Filó: Ó coitado!!! Eu sou do pensamento que antes fanhoso do que sem nariz. E a sua posição reflete meu pensamento, e tem uma frase que resume muito bem a critica dos ditos neutros ou independentes: “Diante de uma injustiça, se você não se posiciona, você já escolheu o lado do opressor” Abração

  • bom dia Eduardo! feliz natal! é isso aí! valeu! ótimo texto, conseguiu mais uma vez, pra mim, explicar/analisar em palavras, exatamente como eu venho sentido e percebendo o momento, fico feliz de saber q ñ estou sozinha.
    um abraço,
    marcia.

  • Lembro bem da sujeição das empregadas domésticas até altas horas da noite, da enorme quantidade de mendigos e crianças abandonas nas ruas, dos pedintes nos faróis, dos boia-frias da cidadezinha de Vera Cruz subindo ainda no escuro nos caminhões, do que vi de miséria e seca no nordeste que conheci bem nos anos 70 e do fim de mundo e terra de ninguém do mato grosso onde estive por três meses em aldeia indígena. Muitos da minha geração têm clareza do Brasil de ontem e de hoje e de que governo neoliberal não promoveria o que os governos petistas promoveram. Apoio incondicional não é o caso, mas a diminuição da desigualdade social é questão histórica, de honra e de futuro – nisso fecho integralmente com o governo do PT.

    • Renata,

      não sou petista, mas também percebo que não fosse ele, estaríamos vivendo aquele mesmo Brasil, uma realidade que, parece, todo mundo esqueceu.
      No meu entender, a diminuição das desigualdades é o único indicador que de fato importa, e para se dar conta de onde estamos, é preciso não esquecer de onde viemos.
      Para quem tem memória curta, e já não lembra daquele país de desdentados, há remédio fácil: pergunte para a mamãe para que servia aquele armário ao fundo da área de serviço.

  • Eduardo,

    Você tem sido uma das vozes mais coerentes da “segunda mídia no Brasil”.
    Segunda mídia, crescente, mais clara e com muito mais futuro que a primeira mídia, a mídia familiar.
    Sua conduta não mudará – Espero que a sua perseverança também não – Precisamos de você.
    Edu,
    Um grande abraço a você e sua família – Desejo muita saúde… O restante, com toda certeza será conquistado.
    Grande abraço.
    Celso

  • Concordo com vc. A escolha dos Ministros e de competência dela e tenho certeza que aquele que não dançar conforme a musica perderá o cargo, simples assim.

  • Edu, acho até que a escolha do Cid Gomes foi acertada, porém seria bom vê-lo num Ministério “Tropa de Choque”, tipo Defesa, Casa Civil ou Justiça, pois ele é um defensor aguerrido do governo. A pasta da Educação deveria ficar com um político de perfil técnico do próprio PT, e o partido está cheio de experts em educação.

    No entanto, não se pode negar que Dilma erra feio em algumas escolhas.

    Dilma erra em manter os fracos e “tucanos” Mercadante e José Eduardo Cardozo no governo. Graças a fragilidade deles, o governo Dilma foi bombardeado diariamente porque eles não defenderam com unhas e dentes a presidenta.

    Dilma erra em avalizar o Ministério dos Esportes nas mãos de um “ficha suja”, conforme reportagens jornalísticas bem insuspeitas – afinal, quando o George Hilton foi pego com a boca na botija ele era do PFL. Ela poderia vetar o nome, dizer pro Crivela “olha Senador, me indique outro nome, procure um especialista em esporte dentro de seu partido com uma ficha mais limpa”.

    Kátia Abreu felizmente ou infelizmente está no lugar certo.

    Já o Kassab, por sua desastrosa gestão em São Paulo, jamais deveria assumir o Min. das Cidades.

    É isso.

    • Esporte, Relações Exteriores, Justiça e Ciência e Tecnologia e claro o Meio Ambiente são pastas que para a Dilma são lixo e ela não se importa nenhum pouco com as mesmas.
      Para a nossa tristeza e decepção com uma governante que aos poucos se move cada dia mais para a direita suja brasileira.

      • Fabio e Gustavo Lucena, já que voces se acham muito espertos, preparados e inteligentes, filiem-se a algum partido e disputem eleições. (Esses Babacas nem leram o texto do Edu e vem falar asneiras !!!!!)

        • Não sou advogado do comentarista Gustavo, caro Cervantes, mas acho que o comentário dele foi pertinente. Muito diferente do tal Fabio, esse apenas destrutivo.
          Algumas colocações do Gustavo são minhas também. Mas meu apoio ao governo continua o mesmo. Não tinha a menor ilusão de que ia gostar de todas as escolhas. Inclusive porque posso me surpreender positivamente. Política não é ciência exata, aguardemos, seria minha ponderação ao Gustavo

          • Juliano, a bancada ruralista cresceu, o número de candidatos milionários eleitos tambem cresceu, Serra foi eleito, Alckmin foi reeleito e culpa desta tragédia é de quem manipula o eleitor (PIG). Dilma faz o que pode. Kassab apoiou-a e voces querem que ela lhe dê uma banana !!! Lamentável que voces não entendam o que o Edu tenta explicar com lógica, argumentos, informações, dados e exemplos.

  • Prezado Eduardo Guimarães,

    Concordo com você. Eduardo, acho importante os veículos de comunicação progressistas dedicar algumas matérias para contribuir para a mobilização do povo para a posse de nossa presidenta DILMA ROUSSEFF, pois esse evento é muitíssimo importante do ponto de vista político. Não seria o caso desse blog tão conceituado fazê-lo. É apenas uma sugestão. Aproveito para destacar que a maioria dos deputados estaduais do Rio Grande do Sul derrubaram a imoralidade do auxílio moradia dos juízes estaduais do RS que é de R$ 4.337,00, bem como um procurador da república entrou com uma contestação pelo pagamento por ser ilegal no TCU. Isso a grande mídia não fala, seria interessante que esse blog abordasse. Muito obrigado pela sua atenção.

  • Caro Eduardo,

    Excelente o post. Hoje a Região Nordeste vive novos tempos. Grande parte da população brasileira parece desconhecer os avanços daquela região, o que é lamentável.

  • Caro Eduardo
    Ninguém apoia o PT incondicionalmente, temos nossas criticas, lutamos pelo direito de nos manifestarmos, temos nossas discórdias, com o PT, e isso é bom. Vemos muitas coisas boas acontecendo no Brasil, via PT, na minha ansiedade, queria mais ainda. Mas o que já foi feito, considerando os considerandos, já um grande avanço.
    Não vejo você, incondicional, vejo você brigando, criticando, querendo mais, junto sempre, mas nunca quieto.Tem hora que dá vontade de largar tudo, até se fica algumas horas emburrado, mas, sempre vamos em frente.
    Pra você, toda família, e todos daqui FELIZ NATAL
    Saudações

  • Eduardo Feliz Ano Novo pra vc e pra todos nós!
    Eu confesso que fico as vezes desanimada com esses ataques pós eleições, a mídia e a direita está atacando direto, estou impressionada com tantos comentários seja nas postagens do partido, como nas da Dilma Rousseff. E vou te dizer, esses comentários belicosos minam a nossa confiança, nós deixam com a “pulga atrás da orelha”, mas lendo seu blog, suas ideias e de mais uns outros que tb fazem a mesma análise, me fortaleço novamente e entendo perfeitamente que a situação é essa. O nosso apoio é fundamental na atual conjuntura e ao mesmo tempo temos que pressionar, fazer a nossa parte como sociedade, pois se o governo nao conseguiu ser mais a esquerda como queríamos, o que teremos que fazer é o papel forte da esquerda para conseguir pelo menos, de início, que a democratização dos meios de comunicação aconteça! E depois a reforma política, tributária e a renegociação da dívida interna. To querendo muito?

  • Eu apoio Dilma.
    Estaria em desespero, em pânico se o ministério fosse constituído de franciscanos, santos, anjos, arcanjos, querubins e serafins com um presidente tucano.
    Que Deus nos livre da Direita para sempre.
    Que pelo menos 50% e meio de brasileiros continuem no mais perfeito juízo.
    Presidenta Dilma esse eleitor e brasileiro está com a Sra. !

  • Edu,primeiro boas festas.Segundo,como ja citei em seu blog o governo é de coalisão,mas a nos militancia,bases e movimentos só somos vistos,somos ouvidos em época de eleições.O problema cronico de Dilma continua sendo comunicação.O jovem eleitor que ela não dialoga,que se decepciona é o militante,de amanha,nos não temos só que construir um pais economicamente,socialmente,mas pantar as sementesda comuinicação,da opinião sendo ouvida,debatida,contradita,a critica,a resposta e os governos Dilma e PT tem criado um fosso enorme com suas bases.Ela destroi o atual e futuro eleitorado simplesmente nos ignorando,ou contando com nossa compreensão ?????!!! Cara ela consegue a façanha de entra no meio do fogo cruzado de todas as tendencias.Evidente que ela tem a primazia de escolher “sua corte”,mas seu ultimo governo eas eleições mostraram que que esta primazia diminuiu e muito.Ela pode conseguir ate mais avancos socias e economicos,mas politicamente a nossa democracia continua fragil,continuamos sujeitos,expostos a uma aventura golpista,ou no mínimo custando caro ao pais e a população a tambem diarias tentativas de sabotar ou dificultar a governaça.Tudo isto porque ela (a presidente) de forma irritante,não COMUNICA,não fala,nem ouve.Para nossa sorte,os candiatos da oposição tambem tem se mostrado imcompetentes,pouco inteligentes,não sintonizados com a realidade do país,mas até quando ?
    Por fim eu vejo de imediato que este é um ministério,como um exercito preparado para a guerra,tanto no congresso,quanto no judiciário,mas tem um custo,hoje pequeno,mas ele é caro para ser mantido,então se pelo menos houver pelo menos 2 avanços,a democratização economica da midia e o fim do finaciamento privado de campanhas politicas,mesmo se houver avanços economicos socias,este sera o governo mais dificil do PT.

  • É isso mesmo, Eduardo. O PT e o PCdoB tem 20% dos deputados. Como governar sozinhos? Aprovariam o quê?
    O Impeachment estaria rondando, como já ficou demonstrado, o tempo todo. Chantagem sobre chantagens. No sistema brasileiro a única saída é a composição com as forças que a reelegeram.
    Não é a que gostaríamos, mas é o que temos.

  • Grande Eduardo! Disseste tudo! Estou contigo, meu pensamento e minha posição política são iguais aos teus, e disso não abro mão. Um ótimo 2015 para o blogueiro e sua família, felicidades!

  • O que interessa ao povão,é o pleno emprego,e salários cada vez melhores,continuar com estas metas,é ter o povo na maioria a favor,o resto é politicagem que não leva a lugar algum,quanto as escolhas pela Presidenta,estão boas,precisa sim ser + politicas,tem acertado.

  • O Aparelhamento do Estado
    “O mundo é governado por personagens muito diferentes
    das que imaginam os indivíduos cujo olhar não penetra os
    bastidores” (Benjamim d’Israeli, Lord Beaconsfield)
    A quem serve o Estado? A quem o mantém. Esta é uma verdade factual. Se o povo tem consciência de que o Estado deve servi-lo e se organiza para mantê-lo, tudo bem. Senão caímos nas mãos de outros grupos, ou melhor, de outros interesses. Mas desvendá-los não é tarefa simples; há um jogo de véus, espelhos e armadilhas que, na medida em que a sociedade fica mais complexa, também vão assumindo maior camuflagem. Além disso, o Estado Brasileiro, desde sua independência política, sempre optou pelo sistema econômico capitalista e assim sofre as crises deste sistema, obrigando a ações que contrariam vez por outra seus aparelhadores. Nossas reflexões, abertas e desejosas de críticas, procuram dar alguma transparência neste Aparelhamento do Estado Brasileiro.
    Preâmbulo
    Em 20 de agosto de 1824, o Império Brasileiro endividado assina, com casas bancárias britânicas, seu primeiro empréstimo como país independente. Pelo Brasil firmam Felisberto Caldeira Brant (Marques de Barbacena) e Manoel Rodrigues Garneiro Pessôa (Visconde de Itabaiana). Pelos inglêses, Richard Campbell Baseth, David Colvin, John Farquhard, James Gathorne Remington (Baseth Farquhar Chrawford & Cie), James Alexander, Henry Pasher, Charles Dashwood Bruce (Fletcher Alexander & Cie) e Thomas Wilson, Gabriel Shaw, Milvis e Fletcher Wilson (Thomas Wilson & Cie).
    O valor do empréstimo de um milhão de libras continha a condição “tipo 75”, pela qual o Brasil recebeu 750 mil libras, embora com dívida de um milhão, para o cálculo dos juros, amortizações e reembolso. A diferença de 250 mil libras foi repartida entre os signatários do empréstimo.
    Podemos comemorar a data como o ingresso do País no Clube dos Devedores, da Corrupção e do Aparelhamento do Estado por interesses privados e estrangeiros.
    Império
    No Império, além da família real, o Estado era aparelhado pelos interesses inglêses, em especial o financeiro, pelos senhores de terra escravagistas e por um grupo de interesses que se perpetua em toda nossa história: os donos de engenho nordestinos. Estes grupos não são sempre harmônicos e vez por outra surgem desavenças, como a Questão Christie (nome do ministro inglês William Dougal Christie) envolvendo interesses ingleses e de escravocratas brasileiros.
    Não pretendo me deter neste período, mas é bastante lembrar que ao final do Império um grupo mais dinâmico assumia maior papel: os cafeicultures paulistas.
    República Velha
    Surge a República, que já nasce endividada, mas com novas forças no aparelhamento do Estado: cafeicultores de São Paulo, fazendeiros de Minas Gerais e usineiros do Nordeste. Unindo-se ora aos militares ora a interesses norte-americanos, este grupo manterá o Estado até a revolução de 1930. Vale citar Jacques Lambert (Le Brésil, Structure Sociale et Institutions Politiques, 1953):”é a grande propriedade, sob a forma da fazenda brasileira, a responsável pelo atraso da evolução brasileira em relação à da América do Norte”. Os militares, principalmente nos anos 1920, vão tentar impor sua força no
    aparelhamento do estado, mas o interesse econômico lhes impede, até que, em 1929, a queda do preço do café e a significativa safra brasileira derrubam a força paulista.
    Estado Novo
    Pouco a pouco, o Brasil vai se industrializando e o Estado vai passando a ter no seu aparelhamento os interesses industriais e comerciais. São Paulo sai na frente com a transformação de interesses meramente agrícolas em intereses comerciais e depois industriais. Mas neste período da Era Vargas, o Poder é compartilhado por Militares, Gaúchos e Nordestinos, como se vê na lista de Ministros do Estado Novo. No sempre importante Ministério da Fazenda, o Estado Novo teve o gaúcho Artur de Sousa Costa, por muitos entendido como estatizante, mas que seguia uma diretriz bastante comum daquele tempo de intervenção do Estado na vida econômica. Talvez, graças à habilidade política de Vargas, este período de nossa história tenha sido o de maior autonomia de ação do Estado, frente aos interesses privados não diretamente políticos. Daí, eu creio, se possa entender uma constante preocupação em desconstruir a Era Vargas.
    Da Constituição de 1946 ao Golpe de 1964
    Excluído o soluço de Eurico Dutra, podemos entender que este período foi da tomada do poder pela indústria e pelos empreiteiros, majoritariamente paulistas. Havia uma pressão nacionalista, herdada de Vargas, e um interesse no desenvolvimento da engenharia brasileira. Isto daria força política a estes empresários que, com Juscelino Kubitschek, tomam amplamente o poder, ainda que, como se vê na manutenção da Instrução 113, da SUMOC, o capital estrangeiro continuasse a ter condições privilegiadas no Brasil. A partir daí, com breves interregnos, este grupo empresarial aparelhará o País até os dias de hoje, com força ora maior ora menor, mas sempre presente. O curioso é que, mesmo aparelhando o Estado, este grupo foi dominado pelos antagonismos da Guerra Fria, provocando a ruptura de 1964, que, num primeiro momento, o excluiu do Poder. Pode-se entender que este avanço econômico fez crescer também os interesses dos trabalhadores e, nesta disputa, a indústria, o comércio e os bancos preferiram a aliança com os interesses estrangeiros do que com os asssalariados brasileiros. A melhor comprovação está na posição da imprensa, sempre familiar e oligopolista, apoiando o golpe.
    A Ditadura Civil-Militar
    O Governo Castello Branco cuidou de um aparelhamento que servisse aos interesses norte-americanos. São exemplos, não exaustivos, o Acordo de Garantia de Investimentos (1965), o PAEG e a própria política de “austeridade fiscal”. Preocupados com o afastamento, os empresários, principalmente paulistas, e parcela da imprensa trataram de influir na sucessão, triunfando com Costa e Silva. É o Delfinato que prosseguirá por todo este período. Há uma passagem significativa narrada, com testemunhos documentais, por Pedro Henrique Pedreira Campos (Estranhas Catedrais, Editora da UFF, 2014). Setores militares e interesses distintos dos empreiteiros denunciaram os ganhos de comissões de Delfim e o incidente com a Gendarmerie Française (Relatório Saraiva e outros). Parece claro que Delfim era mantido intocável, mesmo num governo autoritário, pois representava os empresários paulistas, grandes aparelhadores do Estado, e não militares ou qualquer outro grupo de pressão daquele período.
    Da Constituição de 1988 a Lula
    O capital financeiro anglo-americano, a imprensa brasileira e movimentos em pról da democracia, cada um com suas armas e argumentos e de modo não articulado, conseguiram dar fim ao “Governo dos Militares”. Mas o aparelhamento do Estado na Nova República foi distinto do conjunto de forças que elaborou a Constituição de 1988.
    Os Governos Fernando Collor e Fernando H. Cardoso foram, igualmente, aparelhados por grupos estrangeiros, com prejuízo dos empreiteiros e do industrial brasileiro. É um período no qual a ideologia denominada neoliberal tomou conta de todos os formadores de opinião – o pensamento único, tal qual nos regimes comunistas que apareciam como inimigos antidemocráticos. É também um período de recessão e desemprego, como observamos hoje na União Européia.
    Podemos verificar que desde o Império até hoje, o Brasil teve que se submeter, quando não dar exclusividade, a interesses estrangeiros no aparelhamento do Estado. Excluindo em parte o Estado Novo e o 2º Governo Vargas, o Governo presidencialista de João Goulart e o Delfinato (Costa e Silva-Medici) pode-se dizer que a grande força foi sempre a do capital estrangeiro, em especial o capital financeiro anglo-americano. No Poder Executivo prevaleceram os empreiteiros, mas já contrabalançado pelo capitalismo financeiro. Atribui-se a Roberto Campos uma frase que bem caracterizaria estes períodos: a um governo de empreiteiros, sucede um governo de contadores. Estes últimos serão predominantes até a posse de Lula.
    Lula e Dilma
    Se a história é dos vencedores, será muito difícil imaginar como este período da política brasileira será contado. Limitemo-nos a entender, se possível, o aparelhamento do Estado e suas mudanças. Como premissa, entendemos que o aparelhamento pela classe política – aquela que não é apenas representante de interesses econômicos, como a bancada da bala (indústria armamentista), das construções civis (empreiteiros), dos bancos etc – é legítimo e até desejável, pois representa diversas parcelas da população grupadas num projeto de governo. Não vemos neste aparelhamento um loteamento do Estado, mas, de acordo com os poderes conferidos pelas urnas, a expressão destas vontades.
    O Governo Lula deixou-se aparelhar pelas forças tradicionais: empreiteiros e industriais paulistas, interesses ruralistas, interesses dos bancos e assim conseguiu evitar um fim abrupto. Mas introduziu uma política que, inicialmente denominada de fome zero, veio a reduzir as diferenças sociais e regionais. O sucesso desta política foi tão expressivo que lhe garantiu a reeleição, criada por Fernando Cardoso para prosseguir o aparelhamento pelas finanças anglo-americanas, e ainda eleger sua sucessora: a primeira mulher presidente do Brasil.
    Este sucesso gerou uma confiança em dar maior conteúdo político do que econômico no aparelhamento do Estado. Vimos que nem a força militar teve êxito nesse embate. A campanha diuturna da imprensa, em especial do monopólio televisivo, fez a Presidenta Dilma recuar na composição de seu segundo mandato. Adicionou às força políticas que lhe dão sustentação parlamentar, os interesses agrários, industriais e bancários. Teremos, eu espero, quatro anos para constatar o resultado deste acordo.
    Pedro Augusto Pinho, avô aposentado

  • Esse post, Eduardo, para mim, chegou como um presente de natal depois do natal. Porque nesses encontros familiares de fim de ano a gente sempre acaba revendo um parente mais cascudo. E um desses me aporrinhou dizendo que votara em Dilma e se arrependera porque “ela vai privatizar a Caixa Econômica”. Por mais que eu dissesse não ser nada disso, que só está se pensando em “mercado aberto”, que ele (o cascudo) poderá ter ações da Caixa, assim como se tem do Banco do Brasil, da Petrobras. Enfim, por mais que argumentasse não ter nada a ver com privatização, o “cabeça de pig”, com seu espírito de porco até ofendeu a presidenta. Aí pedi licença para buscar um pouco de vinho e parei numa roda de piadistas. Quanto ao apoio “incondicional” a Dilma ao qual você esclareceu muito bem, quero dizer que estou do seu lado com a certeza de que não sou o único.

  • Eduguim, concordo em genero, gráu e numero com seu comentário. E aconselho a nossa impecavel presidente Dilma que chame os lideres dos partidos da base aliada e dê um recado claro, curto e grosso: voces me apoiaram e estão sendo contemplados com pastas e cargos, como acontece nas democracias de todo o mundo. Mas não estou dando carta branca pra roubalheiras e não vou admitir que meu partido seja enlameado por corrupção alheia. Quem não estiver de acordo, que se manifeste e devolva os cargos. Boas Festas, Edu e amigos.

  • Edu, seu texto diz o que penso, ipsis litteris…

    Tenho argumentado muito sobre esse assunto com alguns amigos ! precisam entender que governar é; tapar o nariz com uma mão, com a outra cumprimentar. No Brasil, essa é a unica forma viável para se governar . De mais a mais, as coligações existiram !

  • Caro Edu,
    quem diz que você apoia o governo incondicionalmente não lê todas as suas postagens e, mais, alguns parecem gostar d”as delícias de ser governo e oposição ao mesmo tempo”.
    Acho que ocorre na política o mesmo fenômeno que ocorre no futebol: cada um tem a sua escalação do time ideal, se irrita quando um ou mais jogadores escalados pelo técnico não estão na sua própria lista e, mesmo quando o jogo ainda nem começou, já partem para as críticas. Pior, alguns não se sentem plenamente satisfeitos nem quando o time ganha. São pessoas que, em sua grande maioria, nunca ocuparam uma posição de liderança, assim, não tem conhecimento da importância de uma dinâmica democrática para quem ocupa tal posição.
    Temos tendência a perceber nossas virtudes e os defeitos dos outros, por isso, uma grande liderança trabalha com opostos para compreender os problemas em sua maior e melhor dimensão possível.
    Obrigado por nos brindar, sempre, com sua liderança e postagens lúcidas e motivadoras.
    Um grande abraço.

  • Eduardo, você defende o governo distribuidor de renda, mas na minha opinião, não tem sido cego.

    Pois:

    1) Desde o início do governo Dilma, em vários posts seus, vi críticas à comunicação e a outros aspectos do governo. Indo inclusive na contramão de muitos, especialmente no caso da comunicação.

    2) Você está coberto de razão quando diz que os protestos de junho de 2013 prejudicaram apenas o governo e sua base aliada. O PSDB, por exemplo, foi eleito no primeiro turno em São Paulo. Com crise da água e tudo.

    3) É idiotice ficar batendo no governo em momentos de fragilidade. O que não significa que mais à frente você não possa voltar a ser crítico.

    Finalizando: o governo Dilma ganhou menos por seus méritos do que pelo pavor do PSDB no poder, pois milhões ainda têm na lembrança o horror que foi. Já imaginaram Aécio Neves transportando para o Brasil seus erros no governo de MG, agora financeiramente quebrado para Fernando Pimentel?

    O governo Dilma tem o dever de nos ajudar mais, daqui para a frente, a defendê-lo. Cansa, enche o saco você ficar defendendo um governo quando a metade da população pensa que ele é “o cão chupando manga”. E o PIG tem sido muito competente em disseminar esse ponto de vista. Temos que cobrar isso do governo: faça sua parte, pôxa, melhore essa comunicação, por que ela é uma …! (Queiram me desculpar pelo desabafo)

    Vou dar alguns exemplos de como a comunicação é horrorosa e de como o governo deixa de mostrar para a população, por meio de vários canais, várias informações importantes:

    1) O PIG diz que o Brasil é o país que mais paga impostos. Mas se você compará-lo com outros países com PIB significativo, verá que o País está pouco acima da média.

    2) O PIG diz que o Brasil é o país com a máquina pública mais “inchada”. Mas a relação “empregados públicos/habitante” nos EUA, por exemplo, é maior.

    2) O PIG diz que o PT é o mais corrupto dos partidos: entretanto, se você olhar o número de operações da Polícia Federal nos governos petistas, ele dá de cinco a zero no mesmo indicador para os governos Sarney/Collor/Itamar/FHC somados. E não é por que os crimes aumentaram, é por que se apura mais.

    3) O PIG diz que o PT é o mais corrupto II: o PSDB e o DEM ocupam os primeiros lugares no rank do Ficha Limpa.

    E por aí vai. Ou seja, é uma comunicação péssima.

  • Vejam abaixo essas palavras abaixo:

    “Fracassei em tudo o que tentei na vida.
    Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
    Tentei salvar os índios, não consegui.
    Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
    Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
    Mas os fracassos são minhas vitórias.
    Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”

    Darcy Ribeiro, um dos grandes intelectuais do Brasil, que dizia se orgulhar de suas derrotas.

  • o momento atual é o momento correto para as críticas.
    Dilma está garantida por mais quatro anos e as eleições municipais somente acontecem em 2016 – ou seja, as críticas não serão utilizadas eleitoralmente pela direita.

    dessa forma voce não deve ser atacado por ressaltar o lado positivo do governo, também não devemos atacar quem aponta o lado negativo.

    2015 é o ano da renovação do PT em São Paulo.
    isso somente ocorrerá com críticas.

    Feliz Ano Novo para todos!!!

    • O quarto turno é a eleição para presidente da Câmara. Acabo de ler o Noblat dizendo que o ministério de Dilma é “muito de direita”. Eleitor de Aécio, Noblat está “chocado” com o conservadorismo do novo ministério. É preciso entender a política e o jogo do poder.

  • Edu, li os 2 post do site DCM sobre o que está acontecendo com a militância do PT. Um post falando sobre a desilusão de uma militante chamada Isabelle Truda dizendo que iria se desfiliar do PT pois não concordava com algumas nomeações de ministros por Dilma e comentando sobre a sua atuação, Edu, como um ferrenho defensor do governo PT.Um outro post com a publicação de uma carta de um comentarista do blog do Nassif, sr. José Ribeiro da Silva, criticando o jornalista Paulo Nogueira e defendendo a postura de Isabelle Truda. Mas é como já comentaram aqui: o que Dilma poderia fazer se não nomear gente dos partidos da coligação que a apoiou nessas eleições? Vamos dar um voto de confiança a Dilma. Agora não é hora de abandonarmos o barco e sim nos unirmos para apoiar Dilma e o PT nesse novo mandato, pois sabemos que a oposição não dará trégua e muito menos esse Congresso composto por pessoas eleitas que jogam mais no time dos conservadores. Falando em Congresso conservador, precisamos ficar de olho nesse senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) pois acho que foi aqui nesse site que chamaram a atenção para um post publicado no site http://www.polemicaparaiba.com.br com o título “Senador tucano planeja vingança contra o Nordeste”. Esse senador apresentou um projeto de lei que tira do Banco do Nordeste, a exclusividade de aplicação do FNE – Fundo Constitucional de Desenvolvimento do NE para passá-lo aos bancos privados. A AFBNB (Associação dos Funcionários do Banco do NE) diz que o FNE representa 80% de todos os recursos para financiamento de projetos industriais, comerciais e agropecuários na região. Esse Fundo é a única fonte de recursos de longo prazo e se for aprovado essa lei dos tucanos o NE sofrerá um forte retrocesso econômico pois ficarão reféns de crédito mais caro e de curto prazo do mercado. Que vingança mais mesquita, senador Aloysio Nunes. Essa figura nefasta realmente é contra o Brasil e é contra esse tipo de político que devemos lutar pra tirar do cenário político brasileiro.

  • Edu, boa tarde.
    Sou também eleitor convicto do PT desde 88, quando votei em Erundina (1º voto) e, desde então, sempre votei em 100% de chapas do PT.
    Também apoio fortemente os governos Lula e Dima, faça campanha nas ruas e na rede, me exponho no trabalho, e em todos os lugares. Como só uso transporte público, nos períodos eleitorais converso com as pessoas nos ônibus, trens e metrô. Fui ameaçado nessa última campanha presidencial pelo fascismo redivivo em Sp e nem por isso medrei.
    Quero dizer, inicialmente, que em nenhum momento me passaria pela cabeça que seu apoio “incondicional” à presidente seja movido por interesses inconfessáveis.
    Dito isso, quero manifestar minha pequena discordância com relação ao seu entendimento. Sou partidário que um governo de coalizão deve ser disputado palmo a palmo e que a busca pela hegemonia política e cultural é dever de todo militante. Assim, defendo que aqueles que defendemos o governo sejamos aqueles que pressionemos o governo para termos nossas reivindicações atendidas. Devemos pressionar o Berzoini desde o 1º minute para fazer andar a regulação da mídia. Devemos lutar contra a presença de uma Katia Abreu no Ministério e, caso ela venha a ser nomeada, devemos lutar incansavelmente caso ela busque impor pautas anti-populares. Devemos pressionar a equipe econômica pela mudança da matriz econômica até chegarmos ao ponto de rever o pagamento dos juros da dívida aos poucos rentistas e destinar essa verba gigantesca para o verdadeiro salto de qualidade na saúde e educação. Devemos exigir do Cid Gomes que faça a mudança curricular e que trabalhe pela federalização da educação básica e pelo ensino integral e gratuito para 100% dos brasileiros. Os conservadores contam com a velha mídia e os demais canais de pressão para defender seus interesses. Temos que estar ativos nas ruas, redes e movimentos sociais para impulsionar a roda da história, sem perder de vista a correlação de forças da sociedade e a necessidade de mantermo-nos no governo para progressivamente construirmos o socialismo. Ou não é isso o que queremos? Grande abs e um 20158 de luta sempre!!!

  • EDU> Outro assunto que deve ser abordado: o PSDB querer ganhar no tapetão. Já escrevi sobre o tema, mas sua opinião é importantíssima.
    Eis o meu artigo:
    PSDB quer a cassação de Dilma e posse de Aécio
    “Tentar impedir sua posse agora, no tapetão, parece apenas choro de perdedor”, alfineta o jornalista Bernardo Mello Franco.
    23/12/2014 às 09:39 – por Jasson de Oliveira Andrade

    Na Democracia, após as eleições, quem vence governa e quem perde fiscaliza. Não é o que acontece com a eleição de 2014. Para os tucanos, ela ainda não terminou. Aécio (PSDB-MG) não se conforma com a derrota. Quer ganhar no tapetão!

    Primeiro, o PSDB pediu uma auditoria para verificar o resultado das eleições. Os tucanos desconfiaram das urnas, baseados em denúncias anônimas na internet. Alguns oposicionistas consideraram essa medida como “burrice”. A Justiça negou o pedido. No entanto, eles não desistiram, como veremos a seguir.

    No dia 18/12/2014, o PSDB ingressou no TSE com pedido de cassação do novo mandato de Dilma sob a acusação de que a campanha usou dinheiro desviado da Petrobras. Os tucanos dizem esperar a cassação do diploma dela e a “consequente” posse de Aécio Neves, informa o UOL (19/12). Ainda segundo essa informação, “o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), José Antonio Dias Toffoli, mandou um duro recado nesta quinta-feira (18) à oposição afirmando que a corte [TSE] não irá dar guarida a tentativas de se promover um “terceiro turno” das eleições presidenciais. (…) Segundo Toffoli: “Eleições concluídas são, para o Poder Judiciário Eleitoral, uma página virada. Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem. Não há espaço. Já conversei com a corte e é esta a posição, inclusive de nosso corregedor-geral eleitoral. Não há espaço para terceiro turno que possa vir a cassar o voto destes 54.501.108 eleitores”.

    O presidente do TSE foi criticado pelos tucanos, mas, um fato é inegável. Até agora, não se provou a culpa de Dilma no Escândalo da Petrobras. Segundo reportagem do Estadão (19/12), “Ex-diretor citou em delação 28 políticos beneficiários do esquema na Petrobrás”. Entre esses políticos delatados encontram-se dois da oposição: Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, morto em março deste ano, que recebeu R$ 10 milhões, e o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que morreu em acidente aéreo, recebeu, para o caixa 2, R$ 20 milhões. Receberam ainda políticos do PT, PP e PMDB, ou seja, de vários partidos. Dilma não foi delatada, segundo o Estadão. Por que, então, ser cassada? O jornalista Bernardo Mello Franco, em artigo à FOLHA (21/12), afirma: “Tentar impedir sua posse agora, no tapetão, parece apenas choro de perdedor”.

    Um lembrete aos tucanos. Na década de 90, o PT, atendendo aos seus radicais, usou a estratégia: FORA FHC. Não deu certo. Só ganhou quando adotou outra linha política: o PT seria uma alternativa de poder. Surgiu, então, o “Lulinha, Paz e Amor”. E ele se elegeu! Agora, o PSDB, em minha opinião, está cometendo o mesmo erro do PT, ao atender os seus radicais raivosos, com a estratégia: “FORA DILMA”. Existem os moderados, mas não são ouvidos. É o caso do tucano Xico Graziano, ex-coordenador digital da campanha presidencial de Aécio Neves. Ele criticou, como “absurdas” e “antidemocráticas”, as manifestações de rua em novembro que pediam o impeachment da presidenta Dilma e a volta dos militares ao poder. Ele foi hostilizado por internautas que o chamaram de “petralha”, “petista infiltrado”, “comunista” e “esquerdopata”. Em resposta, Xico Graziano desabafou: “Quem concorda com as teses dessa turma aguerrida que vê comunismo chegando, é contra os benefícios sociais, sonha com a ordem militar, por favor, deixem o PSDB. Vocês é que estão no lugar errado, não eu!”

    Em 2015, quem prevalecerá: os tucanos moderados (Alckmin: Geraldinho, PAZ E AMOR) ou aqueles radicais raivosos do “Fora Dilma”? Como sempre digo: A CONFERIR!

    JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu (dezembro de 2014).

  • Caríssimo Edu, concordo inteiramente com você!
    Saúde, paz e amor para você, Tina e todos os familiares, um beijo especial na Victória! Um abração!

  • Prezado Eduardo:
    “De fato, apoio o PT de forma decidida. E não é de hoje. Apoio os candidatos a presidente petistas desde 1989, quando o partido começou a pregar a construção de um mercado de consumo de massas. E, após a chegada de Lula ao poder, venho apoiando os governos petistas de forma igualmente decidida.

    Para o bem ou para o mal, sou um homem que se compromete com as suas escolhas, apesar de se comprometer assim não ser fácil. É muito mais fácil não se comprometer tanto, de forma a não ser muito identificado com eventuais fracassos do alvo do comprometimento.

    Não apoio “incondicionalmente” Dilma, Lula ou o PT; apoio enquanto os governos petistas continuarem promovendo aquilo que julgo o mais importante em termos de políticas públicas hoje no país.”

    Tenho mais de 70 anos. Digo sem sombra de dúvida ou medo de errar. Quem leu Celso Furtado sabe perfeitamente da miséria que campeava no nordeste. Sou nordestino e posso dizer que conheço alguns estados ( interiorzão, podes crê). Bastava termos uma seca para fugirmos daqui e buscar sobrevivência em algum outro lugar, principalmente em São Paulo( ouçam a música Triste Partida, cantada por Luiz Gonzaga, analise-a e verá ali a nossa realidade até bem pouco tempo atraz).Com o PT isso acabou, pois, este ano tivemos a maior seca dos últimos sessenta anos e não houve saques a feiras, supermercados ou caminhões transportadores de alimentos.
    Eduardo, Faço minhas as suas palavras e apoio o PT, pois foi ele que nos devolveu a auto estima e tambem a esperança de termos um pais melhor. Ainda falta muito, muito mesmo por fazer. Tem sim muita coisa errada, mas, quem comanda sabe que muitas vezes as coisas tornam-se difícies de serem executadas e aí precisa mudar de rota e fazer concessões para que o objetivo seja atingido.
    Eduardo, não ligue para as críticas destrutivas, foque-se naquelas que você julga justas e construtivas. A direita perdeu mais uma vez e vamos juntos construindo um pais melhor e mais justo para todos os brasileiros.Um abraço e felicidades para você, sua família e todos os leitores deste Blog.

  • Sobre esse assunto, Eduardo, eu acho simplesmente o seguinte: Ninguém melhor do que a Dilma, assessorada por integrantes do seu governo staff e pelo PT, para saber o que é melhor para o seu futuro governo. Ninguém de nós tem melhores condições do que ela para fazer qualquer avaliação.
    O seu passado e a sua ideologia me são suficientes para apoiá-la sem condições.

  • Oi Eduardo!

    Não se preocupe, também sou mais uma “apoiadora incondicional da Presidenta Dilma”. Com mais de 50 anos nas costas sei muito bem que na maioria das vezes a gente faz o melhor possível, e não o ideal. Eu, por exemplo, estou há alguns anos da aposentadoria e ando engolindo muitos sapos, porque simplesmente não é o momento de ficar defendo posições de maneira incondicional.

    Abraços, você está no caminho certo.

    Nossa Presidenta é uma melhor muito forte e valente, mas mesmo assim precisa de nosso carinho e apoio.

  • Oi Edu. Faço das suas as minhas palavras. Concordo plenamente com seu texto. Sou apoiador do PT, da mesma forma que você, desde 1989 e não abro mão de votar neste partido até que apareça algum ou alguém melhor (acho difícil). Apesar da minha idade, 70 anos, espero votar em LULA em 2018 e 2022. abçs.

  • Prezado Eduardo, boa tarde.
    Também concordo plenamente com você. Depois de tanta violência da oposição nestas últimas eleições, é natural que a Presidenta Dilma busque criar um ministério com todos os partidos da base aliada. Isso não significa, por si sói, mudança de rumo nas políticas governamentais. No caso de Kátia Abreu, por exemplo, há tempos a senadora vem elogiando o Governo Dilma publicamente, seja no Senado, seja em inaugurações de obras no norte do país pela Presidenta. Política é isso aí. O resultado final é o que valerá, e tenho certeza, Dilma entregará o cargo daqui a quatro anos com um Brasil muito melhor para todos. A propósito, deveríamos marcar um encontro, já que este ano ainda não ocorreu, para debatermos como enfrentar o PIG nos anos vindouros. Pense Nisso. Abraço. Feliz Ano Novo, para você e toda sua família.

  • A minha percepção é que é a minoria que está falando de “estelionato eleitoral”. Conversei com muita gente que se diz à esquerda do PT, e que voltou na Dilma, porque sabe que a volta dos tucanos seria uma tragédia.
    O que eles dizem é que continuarão a criticar o governo pelas concessões à direita, mas que entendem que o projeto que ganhou a eleição foi esse. Pelo menos com os que conversei, que se inclinam para o Psol ou até o PSTU, não senti um discurso destrutivo, de sabotagem. Mas sei que tem esse tipo de esquerda, Edu, voce os conhece bem. Mas minha experiência mostra que existem aqueles que fazem oposição à esquerda, em que o convívio democrático é possível

    • Lembro que em 1998 o sociólogo voltou do exterior cheio de condecorações e encontrou o nordeste com essa seca e disse que não podia fazer chover, como se alguém esperasse que um governante fizesse chuva.
      Não deu outra: mais frente de trabalho “escravo” com pessoas que não tinham forças pra ficar em pé,mais saque e mais idiotas acreditando que o nordeste era inviável.

      Até hoje eu só o chamo de s o c i ó l o g o.

      Retomando o texto anterior sobre Jesus , Ele disse que é mais fácil um camelo passar no fundo da agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Não acredito que se trata de ter dinheiro, mas também , ter o conhecimento e não saber o que fazer com ele.

  • Eduardo

    Penso como você, não sei se por ter a mesma idade, se por votar no PT desde 1989, se por acreditar neste modelo de inclusão com distribuição, se não ser filiado ao PT mas simpatizante, ou na verdade por todos estes motivos e mais alguns. Acredito que Dilma tem como foco a inclusão social, e para isso precisa atender os partidos que a apoiam, até porque os novos deputados e senadores serão ainda mais à direita do que os atuais. Mas creio que ela deve ter em mente 5 itens fundamentais: esclarecer e punis os corruptos e corruptores dos diferentes partidos, não só no caso da Petrobras como também do trensalão e outros; eleger o presidente da Câmara, impedindo o Eduardo Cunha, pois este seria um grande foco de problemas diariamente; indicar ministros do STF comprometidos com a legalidade, sem interesse nos holofotes da mídia; realizar uma reforma política possível, pelo menos impedindo a doação de empresas, e se possível, com o financiamento público exclusivo; e colocar no debate uma proposta de Lei dos Meios de Comunicação, acabando com os oligopólios e garantindo o direito de resposta.

    Abs, e um ótimo 2015, que será de muita luta virtual,
    Hélcio.

  • Eduardo, também faço minhas restrições ao ministério que a Dilma já indicou, mas continuo com o meu apoio.
    Dilma tem que governar com quem a apoiou e só o futuro dirá se os indicados vão fazer uma boa administração.
    Na primeira parte do ministério, gostei da indicação do Ricardo Berzoine para as comunicações e espero que troque tb o ministro da Justiça. José Cardoso nem o chefe da PF soube escolher. É só verificar em quantas saias justas deixou o governo. A PF do José Cardoso não quis saber dos malfeitos tucanos. Delegados do Lava Jato, criticando a presidenta Dilma e á frente de uma investigação, que era direcionada para prejudicar Dilma. Deixar esse petista de araque no ministério, será um absurdo político. Aliás assessoria política da Dilma no primeiro governo foi uma lástima.

  • TAMBEM sempre apoiei partidos A FAVOR dos TRABALHAdores
    jamais partidos CONTRA ELES empreendeDORES..
    & confirmei no facebook
    o que a citada pesquisa mostrou

    1 desses EXclarecidos
    cantando de galo
    pro público DESEJADO naquele terreiro
    desafiando AMEAÇAdor:
    se houver alguém do PT no facebook
    apareça corajoso ou seja apontado por
    gente da GENTE…

    coitado
    tão sem noção
    que AINDA não notou
    SE já acabou a eleição
    não foi a distinta turma dele
    que ganhou…

  • “Ela poderia vetar o nome, dizer pro Crivela “olha Senador, me indique outro nome, procure um especialista em esporte dentro de seu partido com uma ficha mais limpa” (Gustavo Lucena 09:35)”. G Lucena, peço desculpas por ter sido grosseiro com voce, mas pergunto: Esse partido do Crivela tem um especialista em esporte com ficha mais limpa ? Aliás, tem algum ficha limpa ? Tem especialista em esporte ? E já que “o Kassab, por sua desastrosa gestão em São Paulo, jamais deveria assumir o M das Cidades”, pergunto: acha que Dilma indicou Kassab ao ministério das Cidades por sua gestão na prefeitura de São Paulo ou pela importância do apoio recebido na campanha ? Caiu a ficha, Lucena ?

  • Certa vez Che Guevara disse: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.” Nos tempos atuais e diante dos urubus que resolveram fazer uma oposição desvairada, podemos dizer: ” É preciso ceder em alguns pontos para fortalecer outros.” O importante é que Dilma mantenha o rumo e continue trilhando o caminho aberto por Lula.

  • Só existe um tipo de crítica, a construtiva.

    A “crítica” destrutiva só tem “cara” de crítica, pra disfarçar seu verdadeiro propósito. Enquanto a crítica de verdade soma, acrescenta, argumenta, a “crítica” destrutiva destrói, diminui, xinga.

    O governo atual praticamente acabou com a fome e com a miséria extremas. Um feito histórico, único. Aplaudido no mundo e copiado.

    E só seria feito da forma como foi feito. Devagar, passo a passo, com muita negociação, com muitas concessões ao oligopólio.

    Mas a conta, no final, foi extremamente positiva.

    Vou repetir, pq parece que tem gente que ou não entende, ou não se importa: o governo atual praticamente acabou com a fome e com a miséria extremas de dezenas de milhões de brasileiros!

    As circunstâncias ditam que, pra manter essas conquistas e ampliá-las, é absolutamente necessário manter o governo atual. Essas conquistas são EXTREMAMENTE frágeis. Qualquer outro conjunto de forças que ocupe o poder federal CERTAMENTE vai demolir o que foi feito.

    É possível que, no futuro, outras forças possam ocupar o lugar do PT no governo federal e manter e ampliar essas conquistas.

    E isso só vai acontecer depois que ESTE GOVERNO conseguir reformar a política e as comunicações. Antes disso, é completamente impossível que forças mais a esquerda vençam eleições e consigam governar.

    O governo de coalização atual é o único capaz de fazer essa transformação e libertar o país dessa oligarquia. Pouco a pouco, passo a passo. Combatê-lo é que é voltar atrás e jogar o jogo da direita, e não a indicação desse ou daquele Ministro!

    Se acabar com a fome e com a miséria eram importantes, fazer essas duas reformas é ainda mais, pois as conquistas são frágeis sem as reformas. Enfraquecer o governo justamente agora e com “críticas” infantis é jogar contra as reformas.

    Tudo o que a direita mais quer é nos dividir. E a única forma de impedir que isso aconteça – e por questões tão pequenas quanto um Ministro – é manter os olhos no objetivo de tudo isso e fazer o que for necessário – dentro da civilidade e da democracia, é claro – pra chegar lá. Se for preciso aturar uma Kátia Abreu, que seja. Depois que as reformas tiverem sido feitas, gente como ela não terá mais o poder que têm hoje.

    Se tivermos que aceitar imposições dos ruralistas, paciência. Pq depois das reformas, não haverá mais bancada ruralista exagerada.

    Nem uma coisa nem outra são ao menos comparáveis com o que estamos tentando fazer e CONSEGUINDO. Não vou sacrificar o fim da fome e da miséria nem as reformas por causa de uma ou outra concessão à direita.

    É por aí. A crítica realmente cabível no momento é no sentido de ajudar a fazer as reformas. Tudo o mais é embolar o meio de campo.

  • Parabéns Eduguim pelos seus motivos de apoiar o Governo Dilma.

    Eu tenho críticas ao Governo Dilma e votei pela continuidade deste governo. Sei que o ministério do segundo governo de Dilma não é o ministério dos meus sonhos, é o ministério possível, possível e que tem a ver com a votação de deputados e senadores para o Congresso Nacional, onde o PT perdeu espaço, o meu PCdoB reduziu para 10 deputados federais e uma senadora a sua presença no Congresso Nacional. Infelizmente o PT, o PCdoB, o PROS, o PDT e os setores democráticos e nacionalistas do PMDB perderam espaço para as bancadas ruralistas, evangélicas, católicas reacionárias, donos de meios de comunicação e a bancada da Emenda dos Porcos (deputado da Emenda Tio Patinhas, o pilantra do Eduardo Cunha).

    O Ministério tem figuras sinistras como da Kátia Breu e Gilberto Kassab, mas continua sendo o ministério de Dilma Rousseff, do projeto que nós apoiamos e votamos. Enquanto o Governo Dilma Rousseff continuar promovendo o desenvolvimento social e a defesa da nossa soberania, ele vai continuar tendo o meu apoio. Eu prefiro este ministério assim, do que o ministério do Aécioporto Never com as suas medidas antipopulares (cortes dos gastos sociais e redução dos direitos trabalhistas), privatistas e entreguistas.

    Portanto, continuo apoiando o Governo Dilma, mas isto não me impede de clamar pela Ley de Medios e pelo fim da Bolsa Imprensa do PIG. Torço para que o Governo Dilma ouça mais a sociedade organizada e menos pessoas como o Zé Cardozo (que pode ser mantido como ministro da justiça e permitir a continuidade dos vazamentos seletivos contra o Governo Dilma e contra o Brasil).

  • Engraçado isso. Particularmente estou entre os oposição-governistas por não aceitar a indicação do nome de Kátia Abreu, mas esta minha posição não tem nada a ver com beneficiar este ou aquele ou agradar este ou aquele segmento social e considero seu argumento Edu uma tentativa absurda de fazer os críticos sujeitos obedientes aceitando aquilo que não estão de acordo e joga com um instrumento perigoso: o de inculcação de valores ideológicos.

    Ora, eu sou do PT desde 1985. Não voto em candidatos que não sejam do PT, salvo quando por motivo político não temos candidatura própria e apoiamos outra e, neste caso, como foi o de Senador no Rio de Janeiro, eu votei no Lupi pela razão obvia de que se tratava de uma pessoa da BASE do governo Dilma e não no Romário, escolhido pelo PT como o Senador da coligação, também pela obviedade por se tratar de um algoz do governo Dilma.

    Mas essas coisas me são garantidas pelo Estatuto partidário. Não é uma invenção minha, ou uma revolta de pessoa despolitizada. Cabe a mim manifestar aquilo que não me agrada, mas por se tratar de um governo do PT tenho por razões ideológicas que apoia-lo. Isto não aniquila o meu DIREITO de crítica. Com todo respeito que tenho por você, por sua luta em defesa do governo, por sua luta contra o monopólio da mídia, também me reservo o direito de discordar de você.

    Escrevi um texto no meu blogue (http://wp.me/12u5O) onde aponto um erro nessa discussão: o extremismo. Alguns críticos das indicações consideram os não críticos submissos demais e estes consideram aqueles revoltados que deveriam deixar o PT. Isto é um erro! Não saio do PT por isto porque o Estatuto me garante militar, expor minhas ideias, inclusive publicamente, e se trata de uma visão de mundo, portanto, independe de como pensam aqueles eu tenho o direito de pensar diferente e como diz Pedro Demo “eu quero ser igual quando a diferença me exclui e diferente quando a igualdade me oprime”. Como finalizei lá no meu blog finalizo aqui. Me desculpe a maioria, mas quem não entende de Democracia é a sua intolerância.

  • AQUI NO RIO GRANDE DO SUL POR MINHA PARTE PRINCIPALMENTE, FIZEMOS MUITA CAMPANHA PARA DILMA E O PT, MAS A CAMPANHA ANTIPETISMO NA INTERET E NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO FORAM MUITO FORTES. EU SEI PORQUE RECEBO EMAILs TERRÍVEIS E VEJO QUE ALGO DEVERIA SER FEITO, MAS NÃO SE TEM ACESSO A ESSAS FÁBRICAE DE DIFAMAÇÃO.

    QUERO DIZER QUE TAMBÉM NUNCA TIVE E NÃO PLEITEIO CARGOS. O MEU OBJETIVO É VER O BRASIL MELHOR, COMO DE FATO FICOU. ISSO EU POSSO PROVAR PORQUE FUI DE PORTA EM PORTA FAZER CAMPANHA E VERIFIQUEI AS MUDANÇAS QUE AS PESSOAS TIVEERAM AQUI EM NOSSA CIDADE. CASA NOVAS, DOIS CARROS NA GARAGEM, DOIS OU TRÊS CACHORROS GRANDES NO PATIO ( ISSO DÁ DESPEZA TAMBÉM). AS PESSOAS ESTÃO EMPREGADAS E ESTÃO COM SITUAÇÃO ESTÁVEL. ISSO NOS BAIRROS MAIS POBRES.

    A NOSSA LUTA É PELO BRASIL.SEGUE EM FRENTE EUARDO GUIMARÃES E UM 2015 MUITO PRÓSPERO E COM SAÚDE PARA TODOS, PRINCIPALMENTE VICTÓRIA.

  • Eduardo apoiamos a Presidente Dilma e o PT pelo mesmo motivo, eles cumprem ou procuram cumprir o que prometem, conforme mostra os números apresentados nos últimos 12 anos. Quanto às pessoas indicadas para compor o Ministério, para mim não tem muita importância, o que me interessa serão os resultados apresentados.
    Abraços e um Feliz 2015 para você, sua família e todos os leitores do blog.

  • É claro que Dilma foi eleita por uma coligação de partidos, e alguns deles conservadores, e teria que fazer concessões a esses partidos, o que por sinal, sempre foi feito desde o primeiro Governo Lula, sem que esses “puristas”, que adoram trabalhar “ingenuamente” para a direita, ficassem chocados. Sempre existiu esse tipo de cretinos, conheço vários deles, mas de uns tempos para cá proliferaram em maior quantidade, mostrando uma burrice que, além de ajudar o conservadorismo, impede que o Governo Dilma, que por ser um Governo de coalizão é sempre um Governo de disputa, caminhe para a esquerda. É claro que podemos fazer críticas pontuais a nomeações de Ministros(sou e continuarei sendo crítico de nomes como Joaquim Levy, Kátia Abreu; e torço para que José Eduardo Cardozo não continue no Ministério da justiça).; Todavia isso não significa retirar o apoio do Governo, ao contrário, devemos brigar para “esquerdizar” o Governo Dilma, felicitando-o por escolhas como as de Jacques Wagner na Defesa e Aldo Rebelo na Ciência e Tecnologia e brigando para Jean Willys tornar-se Ministro da Secretaria especial de Direitos Humanos. Essas são ações produtivas que devem ser feitas pelas forças progressista, que assim não aderirão aos fascista e ainda os combaterão ajudando o Governo Dilma a ter a cara mais progressista possível. lembrando que nunca será completamente progressista por ter partidos conservadores em sua coligação, mas os limites a esse conservadorismo podem ser dados pela mobilização popular. Se conseguirmos mobilizar o país para que Dilma apoie projetos como a democratização da mídia, levaremos o lado conservador desse Governo, e até mesmo o futuro Congresso direitista, a ficarem encurralados e reverem seu reacionarismo, sob pena de serem tragados pela força do povo. O que não podemos é dar uma de virgens indignadas e abandonar o governo por causa de purismos hipócritas, colocando a Presidenta ainda mais refém dos vermes do PMDB e queijandos. Essa é a postura de quem entende que luta política não é apenas mobilizar-se de forma engraçadinha há cada quatro anos, mas significa lutas e conquistas diárias.

  • Eduardo
    Que Deus te ilumine sempre para continuar nós brindando com seus textos e opiniões.
    Feliz 2015 para você , sua família e aos leitores do blog.

  • Depois que o Pig gerou o mensalão, alguns petistas, inclusive caciques, revoltados deixaram o partido. Ajudaram a Globo a condenar José Dirceu, Genoíno e a tachar o PT de corrupto.Agora, parte da esquerda festiva quer fazer o mesmo com a Dilma. Querem negar os avanços sociais. Querem que a mídia invente outras jornadas coxinhas de junho. Podemos criticar a presidente por algumas escolhas específicas mas não no geral. No primeiro mandato, Lula tinha ministros piores do que esse nomeados agora..E deu nisso que todos nós conseguimos. Neo-blogueiro “sujo”( DCM) cita com o ironia o Edu e os petista velhos como tendo mais paciência que os jovens e sugere que há espaço para criação de um partido mais a esquerda,assim como na Espanha. Isso porque o governo nem tomou posse. E o povão ? O povão quer a economia bombando,quer o bolsa-família. quer as cotas, quer o Prouni,quer o “mais especialidades”, quer o Lula em 2018.

  • Concordo que não devemos pautar o nosso posicionamento com base na escolha de ministros, apenas. Até porque eles estão subordinados às orientações e diretrizes do governo federal como um todo. Dilma depende de apoio no congresso. Este apoio não vem de graça, já que a esquerda não tem maioria.

    O fundamental é acompanhar as linhas gerais que fundamentaram o apoio à eleição e à reeleição da presidenta Dilma: as políticas sociais, mais investimento na saúde pública e na educação pública, a não privatização da Petrobras e o uso do pré-sal para fins sociais, entre outras.

    É fato que a situação criada com a reeleição da presidenta Dilma, de um quase permanente terceiro turno, se deve em grande parte ao monopólio da mídia golpista, que os governos Lula e Dilma não tiveram coragem de combater.

    Nem precisaria acabar com este monopólio por decreto. Bastaria secar as fontes de publicidade governamental e transferir parte desse recurso para o fortalecimento de uma mídia alternativa, independente, popular e de esquerda.

    Estrategicamente, o país não pode viver de medidas pontuais, como a compra de deputados para manter a governabilidade. Para romper isso, tem que haver uma outra mídia para fazer o contraponto diário à mídia golpista, romper o cerco imposto. O que os blogs “sujos” fazem tem que ser reproduzido e ampliado numa escala bem maior, com TVs, rádios, jornais e revistas.

    Sem uma mídia independente dificilmente construiremos um movimento social forte que dê suporte aos governos populares e que consiga inclusive formar maiorias de esquerda no congresso.

  • Na minha porca opinião,existe um desperdício de inteligência em toda esta discussão.

    Um presidente governa para toda a sociedade e não para um partido político.

    O PT se tornou um partido social -democrata e se coliga e governa com o centro,no Brasil ninguém governa com estabilidade sem o centro,se quizer aprovar alguma matéria no congresso.

    A noção de “democracia” e governos da extrema esquerda e direita são muito semelhantes, pregam governos radicais em seus ideários,de força e confronto com o restante da sociedade moderada ou que pensa diferente.

    A discussão estreita da política partidária interna,não deixa espaço para a discussão do que realmente ameaça a nação, sua soberania e futuro,que são as pressões externas canalhas que sofremos e sofreremos muito mais daqui para frente.

    É preciso pensarmos como brasileiros e não como militantes.
    Sds.

  • O Blog da Cidadania, embora apoie o governo Dilma, sempre manteve posição independente, inclusive criticando o Governo, quando necessário. Em geral, os blogs como o Cidadania, o Conversa Afiada e o Tijolaço evitam as críticas ao governo trabalhista QUANDO ESSAS CRÍTICAS AJUDAM A OPOSIÇÃO, como durante as campanhas eleitorais, ou no período imediatamente após essas campanhas.

    Veja-se, por exemplo, as tais “jornadas” de junho de 2013, que foram louvadas por diversos blogs de esquerda, e que se revelaram uma arma da direita para derrotar o PT. Então, há que se ter estratégia, inclusive quando criticamos ou apoiamos movimentos e partidos.

        • Eu só posso dizer aos dois…Roberto e Edu…que o blog é ótimo.Aberto,respeitoso,franco,honesto,debates fortes…mas petistas com crenças fortes.O melhor do blog é a informalidade,a forma, com que o Edu,encontrou para aproximar pessoas…se pra alguns isso é ruim pra outros é fantástico.Defender um ponto de vista, não é ser professoral mas ardente.Política é razão mas tbém paixão.E ambos são assim! Grata aos dois, pelas aulas,pelo ponto e contra ponto.assim o blog só acrescenta prá todos nós.Parabéns aos dois.Feliz 2015!

  • Hummm… Deixe-me ver: Eu, no primeiro momento, não aceitei a sua posição de não enfrentamento. Lembra; vc se colocou na defesa, com um punhado de pessoas, até habituais na frequência ao espaço, contestando as revelações, iniciais, do novo governo. E foram os nomes mostrados pra área econômica e financeira, q mais chocaram toda essa gente… Parece q, agora, já não existe tanta pressão, no q diz respeito aos nomes do Levy, do Barbosa e do Trombini. Parece. Mas, qto a confirmação da escolha do nome da rainha do agronegócio, estou entendendo q umas medidas estão e serão tomadas, pra contrabalançar, o peso da nomeação. Acho; pq, assim, estou assistindo.
    Ora, Eduardo, vc tem uma postura irreparável. Até, aqui, ao q vejo, vc foi intangível, no q acredita e postula. Se vc mira no PT e nos candidatos do partido, o faz, pq acredita no trabalho do partido e sempre procurou demonstrar, isto, com a maior lisura. Convenhamos, se vc é hábil profissional… tbm, não faz por menos, mostrando e demonstrando as razões. Dai, a força de seu prestígio; pq vc é nome com grde moral, conquistada através de anos de jornalismo e – o q faz sentido, pelo exemplo de vida, particular, moldada e sedimentada pelo sentimento de amor.
    Qto a mim, diria q fui formado num ambiente de autoritarismo. Sabe: aquele negócio de “eu bato e prendo”… Mas, não é nada disso q procuro postular… Poxa: afinal, eu não tenho patas… Penso. Sigo pensando e olho pra meus filhos, certo q acertei. Então, deve ser por isso, q ao primeiro momento não haver comungado com a clareza de sua disposição. Eu achava, consequência dos horrores da campanha, q não podia haver contemplação… Estupidez; afinal, eu tenho pernas…
    Outra coisa. Vc, Eduardo, é mto didático; sempre o foi. Veja, vc monta um artigo, onde se justifica; mas, mostra suas razões, q devem ser as razões de quem estaria, ainda, revoltado com a suposta fragilidade, condescendência de nossa Presidenta. Ora, a Pres Dilma não está anuindo com a vontade alheia; está é fazendo política em alto nivel. O agronegócio é importantíssimo para o País; precisa ser considerado e o Governo não pode deixar de estar presente, dentro deste negócio. E a melhor maneira de ter a presença, assegurada, é ter a líder importante, do porte da Dona Cátia, junto… Não vejo nada de contraditório, nisso. Agora, vamos pensar com maior atenção, a Reforma Agrária, o MST e tudo o mais, dessa área. E eu acho q, isso, está sendo feito.
    Eduardo: obrigado por suas aulas diárias de formação e informação.
    Ah!… Boas Festas! Q o Ano Novo seja pleno de Paz, Harmonia e Saúde; um Ano de Vitória.
    Abraço, fraterno

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    ************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

    Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

  • Tenho muito orgulho de ser leitor deste Blog, pois concordo com os textos do seu autor, muita das vezes pelas suas opnioes, mas principalmente pela honestidade do Autor.
    Edu que Deus continue o iluminando neste ano que se aproxima. Feliz 2015.

  • Mais uma vez 100% de acordo.
    Parabens mais uma vez pela simplicidade e coerência.
    Um ano novo cheio de paz e amor, para vc seus queridos e todos que acompanham este blog.
    Abraços .

    raul soares

  • Edu, sua linha de pensamento é a mesmo que me orienta, distribuição de renda, que considero o pior dos mundos no capitalismo, pois agride o bom senso e a consciência!

  • Respondendo às críticas por causa das reformas econômicas “capitalistas”, o líder do Partido Comunista da China, Deng Xiao Ping, saiu-se com a seguinte frase: “Não importa a cor do gato, desde que ele cace os ratos”.
    De certo modo, essa frase traduz os objetivos do ministério no segundo governo Dilma: prosseguir com as mudanças econômicas que incorporaram milhões de brasileiros ao mercado de consumo, e neutralizar os setores que fazem oposição selvagem ao seu governo, caso dos oligarcas do PIG, setores do judiciário e da polícia federal, PSDB/DEM e partidos “aliados” ao governo, como o centrão do PMDB. Na China, o Partidão não abriu mão da condução política do processo de abertura econômica; aqui, no Brasil, o que me preocupa é a falta de iniciativa do governo, sempre na defensiva, e quando tem oportunidade não ocupa os espaços. Me preocupa a inapetência da presidente Dilma em fazer política, parecendo acreditar que a situação se ajeitará por inércia. Espero que essa última parte da minha análise esteja equivocada e que o governo Dilma acerte o rumo, se aprume e faça um ótimo segundo mandato.
    Edu, Boas festas e ótimo 2015. Continuemos combatendo o bom combate, pois mesmo que discordemos em algumas análises, importante saber que temos lado, o seu e o meu é A FAVOR DA CONTINUIDADE DO GOVERNO TRABALHISTA e a favor das políticas de inclusão social.

  • Estou vendo novamente um velho filme, ainda que conte com novos figurantes, ao ver esquerdistas afirmarem que vão deixar o PT contrariados com a configuração politica do ministério escolhido por Dilma, o direito a critica é inquestionável mas atitudes radicais de descontentamento apenas mostram que essas pessoas não estão avaliando corretamente o perfil do povo brasileiro, nestas eleições foi eleito um Congresso conservador, logo a Dilma teria que compor um ministério capaz de manter um bom relacionamento com esse congresso. É duro para quem é esquerdista ver certos personagens no governo, mas também ninguém disse que o caminho para a construção de um socialismo justo para todos seria fácil e sem tropeços, melhor seria que se avaliasse o que deve ser feito para atrair mais pessoas para as politicas progressistas, talvez nas próximas eleições o congresso possa ser menos conservador.
    Mantenho os meus principios estou com Dilma até o fim e na próxima eleição com o Lula, é necessário fazer o possível para evitar a volta dos conservadores e outros direitistas ao governo, isto seria uma catástrofe para todo o povo.

  • A presidente Dilma já provou há muito tempo suas intenções e são as melhores possíveis. …a direita vem construindo essa prisão institucional e midiática contra ela e até escolher um ministro se tornou uma coisa complexa. Que votou em Dilma e hj está decepcionado, mesmo antes do segundo mandato começar deve refletir que com Aécio Neves a coisa seria bem pior. Ou será que não? O que Dilma precisa é de apoio. A esquerda brasileira está provando que não está preparada para a guerra mesmo porque desde o governo Lula só faz é quebrar a unidade existente, enquanto que a direita se une cada vez mais. Esse ego precisa ser domesticado.

  • Edu,

    Mais um texto ponderado, lúcido. Assino embaixo de tudo o que você escreveu.
    Um ótimo 2015 para você e sua família. Saúde para Vitória!
    E que vc continue nos oferecendo as análises e reflexões tão importantes para os tempos difíceis que virão.

  • Edu ,concordo com tudo o que diz em seu texto . Não sou filiada a nenhum partido político ,mas enquanto Dilma continuar melhorando a vida do povo e protegendo o Brasil terá meu apoio.

  • Eduardo,

    De há muito que vêem produzindo “matérias” direcionadas para elaborar o CONSENSO de que o PT não presta, que é responsável por tudo que é ruim, insistindo que Lula é ignorante; e, recentemente, agregaram Dilma a esse CONSENSO INDUZIDO. Toda classe média tem essas certezas absolutas, e está apta a aceitar as adições diárias. Em Paraty, cheguei a ouvir um lá dizer que Lula teria sido arrolado pela FORBES como um dos mais ricos do mundo, desinformada, não contestei adequadamente. Depois, pesquisando no site da própria Forbes, vi que disseram, em inglês, naturalmente, justamente o contrário. Disseram haver muitos rumores sobre a fortuna de Lula, mas que nenhum fato concreto comprovava tal. Precisamos QUEBRAR O CONSENSO, para mim, o melhor meio é pela Arte ( teatro, por exemplo ), ou Humor.

  • Sobre o DCM, cortei uma vez esse site quando os caras começaram, infantilmente, a defender os Black Blocs, PSOL e cia achando que havia uma “revolução em curso” (se houvesse de fato duvido que fariam isso).

    Deixei a cisma pra lá e readicionei a página pra ver o que se passa. Deram uma melhorada, mas continuam com o tique de achar o PSOL a última bolacha do pacote e quase divinizarem a Luciana Genro, que politicamente falando é uma piada, apesar de ter se saído bem dando umas pauladas no Aécio, mas mais pela postura do que pelo conteúdo.

    O problema desse site é que visivelmente ele capturou pra si aquele ranço da esquerda de classe média (elitizada) do Rio, que é justamente esse reduto do PSOL, ex-petistas de classe média, elitistas (só falam de pobre à distância), que têm essa visão infantil de olhar pro país sempre pelo viés moralista/udenista/lacerdista.

    Achei a crítica desse site a vc infundada pois quem acompanha o blog já viu vc aqui mesmo criticando o governo pela comunicação e vários outros pontos. O cara do site querer demonizar uma pessoa por apoiar um governo que se enquadra nas diretrizes políticas da pessoa, é um artifício desonesto e maroto e isso vem rolando há algum tempo. Quando querem desqualificar alguém “pela esquerda”, eles agora rotulam tudo de “governista” que adquire Ibope com essa esquerda mais sectária toddynho de classe média. Fora a precipitação da crítica, o segundo governo Dilma não começou e eles já decidiram qual a postura que irão tratar o mesmo. Não há diálogo amistoso nesse caso com esse pessoal, e isso não é governismo, é que é oportunismo desse pessoal tentar colar um rótulo nos outros sem nem ter discutido o assunto abertamente, até pq teoricamente estamos todos no mesmo barco, mas o barco dessa esquerda elitista de classe média urbana é mais “limpinho” que o dos outros (e tem toddynho dentro, hahahahaha).

    Eu vi o texto do DCM e achei bizarro, precipitado e desonesto na medida que deveria ter aberto espaço pra vc ou pra quem discorda daquela posição emitir uma opinião. O tempo mostrará a eles que essa crítica só mostrando um lado foi precipitada e fora de hora, bem oportunista mesmo.

    Eu até torço pra que esses sites cresçam e se tornem uma alternativa de esquerda/progressista ao que aí está (PIG), mas com uma redação que acha que o PSOL é o Podemos do Brasil (Podemos é o fenômeno da política espanhola que pode vencer as eleições na Espanha acho que em 2015, matéria do El Mundo http://www.elmundo.es/espana/2014/01/17/52d92f6e268e3e965b8b4575.html , pode mas acho que não leva, ficará em segundo), só que o Podemos espanhol está bem mais próximo do que o PT era nos anos 80 ou 90 do que de um PSOL.

    Como comparativo, pra aniquilar os sofismas dessa esquerda trololó-mimimi eu disse que em 9 anos o PT quase venceu uma eleição pra presidente (1989) e já tinha eleito um prefeito (no caso, prefeita, Erundina) numa grande cidade do país. O PSOL já tem 10 anos e nunca fez cócegas na direita brasileira, pelo contrário, a direita nunca viu no PSOL uma ameaça política a seu poder econômico, político etc, sinal de que a comparação mentirosa que esse pessoal andou fazendo (aquele lixo do El País também fez) com o Podemos da Espanha é totalmente infundado e falta de informação da parte deles sobre esse partido. O PSOL na verdade perdeu o bonde da história, o que poderia ter se tornado uma alternativa de esquerda virou uma coisa qualquer que só enche o saco mesmo no Rio, não tem capilaridade na maioria dos estados e costuma ser instrumentalizado pela direita.

    • O PSOL tem 2 prefeituras, nas quais poderiam muito bem ter implantado o tal “Passe Livre”, que tanto ajudaram o MPL a reivindicar em São Paulo. Ora, por que não o fizeram ? Era bem mais fácil em suas pequenas prefeituras que em SP. Ainda estão no tempo do blá blá blá, mostrar serviço que é bom …

  • Gostaria de colocar um adendo, mesmo correndo o risco de ser rotulado como “biruta de aeroporto”, por pensar de maneira contrária a sua.
    Primeiro, caro Eduardo, se Lula em seu mandato tentou cooptar seus adversários e até inimigos, como fez com Roberto Jefferson, aos seus “aliados coligados” dava ministérios com “porteira fechada”. Dilma cedeu a todo o tipo de pressão vindo da mídia oposicionista e criminosa, provocando até injustiças, como no caso que você salientou.
    Dilma foi covarde, e mais que isso, buscou todo o tempo a aproximação com os opositores midiáticos, através da bajulação pura e simples ou das polpudas verbas publicitárias do Estado.
    Não referenciou a memória de Luis Gushikem e omitiu-se vergonhosamente ante ao STF e seus ministros midiáticos, com relação ao mensalão.
    Permitiu que militantes históricos do PT, como José Dirceu e Genoino, tivessem a sua honra jogada no esgoto da historia por meia dúzia de Mervais e Azevedos.
    Mantém um pavão deslumbrado no Ministério da Justiça, num dos momentos mais críticos da nossa história de todos os tempos, onde se coloca o destino da Petrobras e a sua possível privatização nas mãos de 4 famílias mídia.
    Tudo isso e mais um pouco, a militância releva, só que prá tudo tem um limite. Militante do PT, não é criminoso e muito menos alienado, por isso que Lula agora corre às ruas, em busca de apoio, porque sabe que a paciência esgotou, e não adianta pessoas como você – com as melhores das intenções – dizer o contrário ou fazer policiamento ideológico.
    Acorda Eduardo, este governo que está aí não é dos trabalhadores, é da mídia e do grande capital.
    Um abraço democrático. José Luiz

  • Eduardo, sou um dos que atesta sua independência quando se trata de criticar os governos petistas, pois já o li tecendo duras críticas, mas quando resolveu criticar o fez com franqueza e lealdade.
    Quanto a mim, sou um dos muitos que não gostam do rumo que os governos petistas tomaram, mas acredito que a vida dos brasileiros na mão dos tucanos ficaria muito pior. Sei também que não há como governar com 18% do congresso, fato que nos coloca frente a realidades da maneira como votam os brasileiros e da nossa legislação eleitoral, assim sendo, dá-lhe pragmatismo e concessões à direita… Paciência, a vida tem muito disso, saber viver com o que se tem… Para melhorar o astral basta lembrar que Aécio não está na presidência…
    Feliz ano novo prá ti e sua família!
    Um abraço.

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